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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O QUE SIGNIFICAM AS SIGLAS JHS, INRI, XP e ICTYS NA IGREJA CATÓLICA


JHS

No Brasil, temos a tradição de dizer que significa “Jesus Hóstia Sagrada” (o que não está errado, pois Jesus é a Hóstia Sagrada). Mas na realidade, JHS ou IHS é a sigla da expressão: “Iesus Hominun Salvator”, que significa: “Jesus Salvador dos homens”. JHS é um Monograma de Cristo que corresponde as três primeiras letras de “Ihsus” que é como se escreve Jesus em grego (também aparece escrito como Ihcus). O “J” em paleografia corresponde a pronúncia do “I” na antiguidade, da mesma forma que o “V” era empregado como “U””.


INRI

Escrita normalmente em crucifixos, a sigla INRI significa “Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum” ou “Jesus de Nazaré Rei dos Judeus”. Segundo o Evangelho de São João (19, 19-20), Pilatos mandou redigir o texto em latim, grego (Ἰησοῦς ὁ Ναζωραῖος ὁ Bασιλεὺς τῶν Ἰουδαίων) e hebraico (ישוע הנצרת מלך היהודים).


XP
Vemos essa sigla em paramentos, em casulas e até na Sagrada Eucaristia. Ela significa “Cristo” pois as letras gregas XP (Chi-Rho) são as primeiras duas letras de Χριστός, Cristo. O monograma foi criado pelo imperador Constantino para simbolizar o Cristianismo.


ICTYS

Apesar de não ser visto comumente a sigla ICTYS é um importante marco na história da Igreja. Era utilizado pelos primeiros cristãos para que eles pudessem se identificar de uma forma discreta, pois sofriam inúmeras perseguições na época. Então a palavra grega ICTYS (peixe) passa a ser a sigla de “Iesus Christus Theou Yicus Soter”, ou “Jesus Cristo Filho de Deus Salvador”.


FONTES: Diversas na internet.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

OS RITOS E ENTREGAS NA CATEQUESE DE INICIAÇÃO A VIDA CRISTÃ COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES


Quais as "entregas" de Símbolos que podem ser adaptadas à catequese das crianças e adolescentes?
Texto formativo bem interessante para quem quer começar a trabalhar com o processo catecumenal.

Outro dia estávamos comentando em nosso grupo a respeito do Rito de Entrega da Oração do Senhor – Pai Nosso. E ali surgiram algumas questões quando comentei que estes ritos carecem de preparação e cuidado tendo em vista que não são meros “ritualismos” para deixar a missa mais bonita ou simplesmente, marcar a passagem de um ano para outro. Por mais que a nossa catequese se divida em etapas marcadas no calendário por “anos catequéticos”, a simples passagem do 1º para o 2º ano, por exemplo, não demanda a “entrega” de algum símbolo como se este fosse um “prêmio”.

Os ritos de entregas a serem feitos na catequese, são inspirados pelo RICA – Ritual da Iniciação Cristã de Adultos, livro litúrgico que orienta as diferentes etapas do Catecumenato (iniciação cristã de adultos em nossa Igreja), aprovado pela Sagrada Congregação para o Culto Divino em 1973. No Brasil ele teve uma nova edição aprovada em 2001 pela CNBB, que trouxe algumas mudanças na disposição gráfica e inclusão de algumas normas exigidas pelo Código de Direito Canônico, textos bíblicos aprovados pela Sé Apostólica e também algumas observações sobre a Iniciação cristã que constavam apenas no Ritual de Batismo de Crianças. O RICA, em seu Capítulo V, disciplina a Iniciação de crianças em idade de catequese, entendendo aquelas que ainda não foram batizadas, juntamente com a catequese para o grupo de crianças já batizadas.

Apesar de sua “extraordinária riqueza litúrgica e preciosa fonte pastoral”, o RICA ainda permanece desconhecido da maioria dos agentes de pastoral ligados à catequese de adultos e a catequese de crianças. Até mesmo alguns presbíteros desconhecem o seu teor.
Observamos, já no prefácio do livro, o Decreto de 1972, da Sagrada Congregação para o Culto Divino, que restaura “o catecumenato dos adultos dividido em várias etapas, de modo que o tempo do catecumenato, destinado a conveniente formação, pudesse ser santificado pelos sagrados ritos celebrados sucessivamente. ” No entanto, o que podemos observar na maioria das Igrejas particulares é que ainda se faz a catequese de adultos nos moldes “doutrinais” e com o único objetivo se fazer a “regularização” de alguma situação sacramental (objetivando principalmente o matrimônio) daqueles que procuram as paróquias. Ou seja, faz-se uma catequese baseada quase que exclusivamente no Catecismo, ou nos pilares da fé disciplinados pelo DGC 130, sem levar em conta, de fato, a INICIAÇÃO CRISTÃ destas pessoas.

Com o pedido de restauração do Catecumenato para os adultos, nossa Igreja se viu diante da necessidade premente de reestabelecer a catequese como era nos primeiros tempos da nossa Igreja, ou seja, adotar a IVC – Iniciação a Vida Cristã inspirada no processo catecumenal. E a catequese que fazemos, com crianças, jovens e adolescentes, “tomou a frente” de toda ação pastoral necessária, adotando em seus planejamentos algumas ações da catequese catecumenal de adultos, adaptando celebrações, ritos e entregas do catecumenato à catequese de nossas crianças e jovens.

Em muitas paróquias encontramos na catequese das crianças características da IVC sem que o resto da paróquia sequer tenha conhecimento do que seria um processo de IVC catecumenal, que, em sua base, deveria envolver TODA A COMUNIDADE, lideranças, pastorais, movimentos, grupos e serviços.

Mas, o que à primeira vista, parece um equívoco, tem se mostrado uma verdadeira ação do Espírito Santo no sentido de que, com a implantação dos ritos e celebrações de inspiração catecumenal, nossa catequese tem se tornado mais litúrgica e mistagógica. Temos celebrado mais, orado mais e dado mais valor aos símbolos da nossa fé.

No entanto é necessário tomar um cuidado: não tomemos os RITOS e ENTREGAS como “modismo” e meras celebrações mais bonitas e “interessantes”. São ações que tem o objetivo de enriquecer nosso espírito e trazer de volta todo o “mistério” da nossa fé e não, ações ritualísticas.

Observemos por exemplo o seguinte: o RICA prevê durante o processo de Iniciação, ritos e a entrega de alguns símbolos, feitos durante a celebração com a comunidade. O primeiro deles é o RITO DE ACOLHIDA dos novos catecúmenos (adaptando-se à nossa realidade seriam as crianças que iniciam a catequese em preparação ao sacramento da Eucaristia), onde, durante a Celebração da Acolhida se faz a entrega da PALAVRA (Bíblia), base de todo o ensinamento catequético.

No entanto, observa-se em alguns manuais e orientações pastorais que esta Acolhida e entrega da Palavra, tem sido feita no início da catequese de Eucaristia e depois lá na catequese para a Crisma também. Ora, por mais que o processo de IVC catecumenal esteja sendo iniciado naquele momento na paróquia, não dá para esquecer que estes jovens JÁ ESTÃO NA PARÓQUIA DESDE A CATEQUESE DE EUCARISTIA! E que aos 13, 14, 15 anos já tem uma Bíblia ou já a manusearam muito nos anos de preparação anterior!

É correta esta entrega e acolhida, se o jovem estiver COMEÇANDO naquele momento a catequese e não recebeu nenhuma preparação anterior e ainda não fez a Eucaristia. Ora, se estamos “acolhendo” neste momento e só agora entregando a Palavra aos jovens, que podem até já ter participado da catequese de eucaristia, estaremos negando tudo aquilo que nossa Igreja já fez. Que esta catequese anterior tenha sido equivocada e não tenha levado a verdadeira conversão, não quer dizer que tenhamos que fazer o Ritual de Acolhida novamente, como se a pessoa estivesse entrando pela primeira vez na Igreja, para começar uma catequese frutuosa no aspecto “Evangelização”.
Outra situação também é a entrega da PALAVRA (Bíblia), ao final da 1ª etapa (ano) de catequese, como formar de “eleger” ou “premiar” o catequizando que está passando para a 2ª Etapa. As crianças não usaram a Bíblia em nenhum dos 30 encontros (em média) que tiveram ao longo do primeiro ano de catequese? Somente a catequista tinha a Bíblia? Não se ensinou as crianças a manusear a Bíblia? Elas já têm uma e ganham outra? Qual é o propósito desta entrega no final do ano?

Com relação as duas outras entregas de símbolos previstos no RICA: Sim, são somente mais DUAS! Entrega do Símbolo (Credo) e Entrega da Oração do Senhor (Pai Nosso), conforme preceitua os itens 125 a 187 e 188 a 192 (págs. 91 e 104), ambas são feitas durante a etapa (no catecumenato)  de Purificação e Iluminação, ou seja, próximas ao sacramento, podendo ser feitas na etapa anterior (catequese) a critério pastoral. E não são entregues apressadamente NUMA ÚNICA CELEBRAÇÃO!  O RICA prevê que se faça os ritos de “escrutínio” (que são três), sendo entregue o Símbolo (Creio) depois do primeiro escrutínio e a Oração do Senhor depois do terceiro.

Só para esclarecer: Os “escrutínios” se realizam por meio dos “exorcismos”, que são ESPIRITUAIS. São expressões que se traduzem em “orações”, “súplicas” e “bênçãos”. O que se procura por eles é purificar os espíritos e os corações, fortalecer contra as tentações, orientar os propósitos e estimular as vontades, para que os catecúmenos se unam mais estreitamente a Cristo e reavivem seu desejo de amar a Deus (cf. RICA, item 154). São realizados nos 3º, 4º e 5º domingo da Quaresma. A critério pastoral podem ser feitos em outros domingos da Quaresma. Não tenho conhecimento de que alguma Diocese ou paróquia tenha reestabelecido os escrutínios em seu processo de catequese catecumenal com crianças. Por mais que as crianças não tenham maturidade para entender este processo, estamos perdendo muito ao se ignorar esta parte do processo catecumenal, que pode, também, ser adaptado.

Mas, enfim, se não fazemos os escrutínios e não conseguimos fazer a etapa de Purificação e Iluminação na Quaresma, podemos colocar os ritos e entregas em outra época conveniente à comunidade. Mas, preceder (SEMPRE!) as entregas do Símbolo e da Oração do Senhor, de uma catequese a respeito, tanto para os catequizandos quanto para os pais/responsáveis. Nossos iniciandos na fé PRECISAM saber e entender o significado profundo de se receber o Símbolo da nossa Fé apostólica e da Oração que Jesus nos ensinou. Durante a celebração (missa), não se explica nada, nem se faz “catequese”. Aliás, se um símbolo precisar de explicação é porque ele não simboliza aquilo que queremos. A união da Catequese e da Liturgia passa pelo profundo respeito que se deve ter por ambas as ações. A catequese ensina e orienta, a Liturgia celebra.

E aqui entra um outro assunto que são as demais entregas que é costume se fazer em alguns lugares, durante a missa da catequese: “Mandamento do Amor”, “Mandamentos do Senhor”, “Bem-Aventuranças”, “Escapulário de Nossa Senhora”, “Terço” e outras invenções catequéticas. Muitas vezes, estas entregas de símbolo são feitas no final do ano civil, para “marcar” o início das férias da catequese, fechando o ano catequético junto com o ano escolar. E em lugares onde a catequese dura mais de 3 anos, escolhe-se um símbolo para cada ano sem levar em conta critérios como a evolução da catequese e o aprofundamento da vida de oração dos catequizandos, como disciplina o RICA, ou então o entendimento dos catequizandos sobre as verdades da fé.  Os símbolos são escolhidos como mero “rito de passagem” de cada ano/etapa.

Não estamos querendo fugir da escolarização da catequese? Por que a cada etapa é preciso uma "formatura"? Um "prêmio? Se a catequese de crianças for tratada dessa forma, qual é o sentido dela? Aliás, qual é o sentido de se entregar "símbolos" que as crianças e jovens não sabem o que simbolizam?

Fora as entregas da Oração do Senhor e do Credo Apostólico, as demais não estão disciplinadas pelo RICA e, portanto, não passaram pelo crivo da Sé Apostólica. Nada contra se fazer, cada paróquia, junto com o pároco, equipe de liturgia e equipe de catequese podem fazê-las. No entanto, fogem totalmente do aspecto litúrgico da missa. Pior ainda se forem feitas sem uma catequese anterior a respeito, sem que a comunidade entenda o que se está fazendo e “misturado” com os ritos do catecumenato.  Estas pequenas celebrações são maravilhosas se forem feitas NA CATEQUESE, como “celebração catequética” após cada término de assunto, revestidos de sentido mistagógico, contemplativo e orante. E estas celebrações precisam envolver a família, que assim, também são catequizadas.

E devemos pensar também, que tudo que fazemos e “inventamos” precisa ser visto com um profundo respeito pela comunidade e assembleia. A missa tem seus ritos próprios, sua condução normal. Dura em média uma a uma hora e meia. Nesta missa temos crianças que, por natureza, são impacientes e inquietas. Qualquer ação que leve a uma missa prolongada além do normal, vai gerar insatisfação e inconveniência para os pais. E antes que façamos o tradicional julgamento: “Ah! Que cristãos são esses que não tem tempo para Deus? ”. Pensemos que a Liturgia e o tempo da missa, não são adequados para fazer a catequese que não conseguimos fazer no lugar e na hora certa. A catequese da missa é litúrgica, celebrativa, orante e BÍBLICA, e já está disciplinada em suas várias partes.

Vamos pensar sempre que, vivemos numa mudança de época e não numa época de mudanças, onde as pessoas tem que se adequar a Igreja. Ao contrário, a Igreja é que tem que se adequar aos novos tempos. E, infelizmente para nós e Deus, o tempo é de pressa.


Ângela Rocha
Catequista

FONTE DE CONSULTA:
RICA - Ritual da Iniciação Cristã de Adultos.  Você encontra nas livrarias católicas, na Paulinas, na Paulus, nas Edições CNBB e outras.





sábado, 14 de maio de 2016

OS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO


Espírito Santo, Jesus disse que Tu és Aquele que nos dá a conhecer todas as coisas (Jo, 16, 13).
Então, dá-Te a conhecer a nós!

O Espírito Santo é, na comunhão da Santíssima Trindade, Comunhão que nós aprendemos a chamar “Deus”, o ponto de encontro eterno entre o Pai e o Filho, o Amor Divino com jeito de abraço e inspiração de reciprocidade. É uma Pessoa Divina, como o Pai e o Filho, uma interioridade espiritual eterna e perfeita, única, original, irrepetível, livre, capaz de amar e que se realiza na comunhão com outras Pessoas. Não é uma “pombinha”, nem um vento, nem uma “coisa” sagrada que se tenha e se dê! A má compreensão dos símbolos bíblicos para dizer a ação do Espírito de Deus fez com que se “coisificasse” a Sua existência.

Os símbolos bíblicos do Espírito Santo são a água, o fogo, o vento, o óleo e a pomba.

O “Espírito de Iahweh” é no Antigo Testamento a atividade de Deus, a Sua ação na história sempre eficaz e, ao mesmo tempo, sempre discreta. Por isso são precisos símbolos para exprimi-la…

A Água é símbolo em todas as culturas antigas de purificação, renascimento, fecundidade… A Criação está marcada por este símbolo, já que “o Espírito sobrevoava as águas” (Gn 1, 2). E no tempo de Noé, é pela água que Deus atua a recriação da Humanidade que, entretanto, se tinha corrompido (Gn 7, 17). João Batista era com o batismo na água do Jordão que preparava o Resto Fiel para a chegada do Messias. E ainda hoje os discípulos deste Messias utilizam a água para celebrar o Batismo.

O Fogo é símbolo de todo o mistério, o maravilhoso intocável, o que assume e transforma em si próprio tudo o que toca. No deserto, o povo era iluminado por uma coluna de fogo durante a noite (Ex 13, 21), e o novo povo de Deus é também conduzido pelo fogo do Espírito Santo que abrasa e ilumina a partir da experiência de Pentecostes (At 2, 3).

O Vento é o que atua sem ser visto, está presente sem se conseguir agarrar, “sopra onde quer, ninguém sabe de onde vem nem para onde vai, Ruah, mas todos escutam a sua voz” (Jo 3, 8). O profeta Elias, escondido com medo da rainha Jezabel, é na brisa suave do vento que percebe a presença de Deus (1Rs 19, 13). O profeta Ezequiel descreve a visão de um campo de ossos ressequidos aos quais, Deus envia uma brisa suave, um vento que os percorre e revigora trazendo-os à vida (Ez 37, 1-10). “Espírito” em hebraico diz-se “Ruah”, que significa mesmo “vento”, “aragem”. E tem também o significado de “hálito” ou “alento” de vida. O Ruah Iahweh – Espírito de Deus – é o Hálito que sai da boca de Deus como alento de Vida: “Deus insuflou no barro amassado o seu Ruah – hálito, alento, respiração – e o Homem tornou-se um Vivente!” (Gn 2, 7).

Também Jesus Ressuscitado “soprou sobre os Apóstolos, dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo!” (Jo 20, 22). Sim, o Espírito Santo é o Alento de Vida de Jesus Ressuscitado.

O Óleo  ou Azeite é símbolo do vigor, da força, da cura e da eleição. Na Grécia antiga, por exemplo, os participantes nos jogos olímpicos untavam-se com óleo – azeite virgem – para tonificar os músculos, dar vigor e beleza ao seu corpo. Esse mesmo óleo era utilizado por todos os povos da antiguidade para curar feridas abertas, pelas suas propriedades cicatrizantes. Além disso, a unção com óleo sobre a cabeça era o símbolo privilegiado da eleição divina de alguém: “Samuel pegou no corno cheio de óleo e ungiu David. A partir desse momento, o Espírito de Deus apoderou-se dele” (1Sm 16, 13). Ainda hoje usamos a unção com óleo como símbolo desta consagração ao Espírito Santo nos sacramentos do Batismo, Confirmação, Ordem e Unção dos Enfermos. Os nomes “Messias” e “Cristo” que significam em hebraico e grego “Ungido”, têm por base esta simbologia bíblica da unção-eleição de alguém por parte de Deus para realizar o Seu Projeto.

A Pomba é o símbolo da leveza, da agilidade e das boas notícias. “No princípio, o Espírito sobrevoava as águas” (Gn 1, 2), e será uma pomba a dar a Noé a Boa Notícia da Recriação (Gn 8, 8-12). No batismo de Jesus, “o Ruah Espírito Santo desceu na forma de uma pomba sobre ele”, símbolo da unção messiânica confirmada por Deus, de quem se ouve a voz: “Tu és o meu filho muito amado; em ti ponho todo o Meu agrado” (Lc 3, 22).

Os símbolos servem para dizer o “importante não evidente”. No entanto, o Espírito Santo não é uma “coisa”, mas uma Pessoa. Que não se explica por meio de objetos ou coisas.

Pe. Rui Santiago, cssr.

In Ruah.

Em tempo: No Catecismo da Igreja Católica, a partir do item 691, encontramos o nome, denominações e os símbolos do Espírito Santo. Lá encontramos também o Selo, como símbolo do Espírito Santo:

O Selo é um símbolo próximo ao da unção. Indica o caráter indelével da unção do Espírito nos sacramentos e falam da consagração do cristão. Em 2Cor l,22, "O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações." Em Ef 1,13: "Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa". Em Ef 4,30: "E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção".

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O QUE SIGNIFICA O SINAL DA CRUZ FEITO SOBRE A TESTA, OS LÁBIOS E O CORAÇÃO?

Aprendemos este gesto desde crianças, mas realmente conhecemos seu verdadeiro significado?

Nas normas expostas no Missal Romano, quando se explica o comportamento indicado para o momento da proclamação do Evangelho, estabelece-se que o diácono ou o sacerdote que anuncia a Palavra, depois de ter feito o sinal da cruz sobre a página do Evangeliário, deve fazê-lo também sobre a testa, sobre os lábios e sobre o coração.

O sinal da cruz triplo também é feito pela assembleia. E tudo isso não pode ser considerado como mero ritual, mas um forte convite que a Igreja faz, sublinhando a grande importância dada ao Evangelho.

A Palavra de Deus, que é sempre a luz que ilumina o caminho dos fiéis, precisa ser acolhida na mente, anunciada com a voz e conservada no coração. Tudo isso nos recorda que é necessário nos empenharmos em compreender a Palavra de Deus com atenção e inteligência iluminada.

Esta Palavra deve ser anunciada e proclamada por todo cristão, porque a evangelização é um dever de todos os batizados. Precisa ser amada e guardada no coração, para tornar-se depois norma de vida.

Todos nós somos convidados a examinar-nos sobre como acolhemos o Evangelho, como nos comprometemos no anúncio desta mensagem, como conformamos nossa vida segundo suas indicações.

Somos convidados a ser um "Evangelho ilustrado", o "quinto Evangelho", não escrito com tinta, mas com a nossa própria vida.

Acolhamos com a mente, anunciemos com os lábios, conservemos no coração o tesouro da Palavra de Deus e, ao longo deste caminho, confiemos nossas vidas ao Senhor, para sermos reflexo da verdadeira luz em meio às trevas do mundo de hoje.

* Artigo do Pe. Antonio, monge no Mosteiro de São Bento, de Monte Subiaco, Itália.


Vocês já explicaram para seus catequizandos o que significa este gesto??