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terça-feira, 19 de abril de 2016

A FAMILIA CRISTÃ IDEAL

As famílias cristãs amadurecidas são a rocha sólida e firme sobre a qual se edifica o edifício da nova humanidade.


A família cristã amadurecida, transcende a rigidez do modelo patriarcal. Isto não significa qualquer diminuição da autoridade paternal. É uma família onde as pessoas crescem verdadeiramente em maturidade amorosa. Todas as pessoas são tomadas a sério.

Conviver, nesta família, significa interagir com pessoas livres, conscientes, responsáveis e capazes de comunhão amorosa. Por se estruturarem em dinâmica amorosa, os seus membros, à medida em que se realizam, são acolhidos na sua realidade de pessoas únicas, originais irrepetíveis. Ninguém pretende fazer passar os outros por um molde pré-concebido, pois todos entendem que as pessoas não são peças de artesanato feitas em série.

Os membros da família cristã amadurecida têm consciência dos seus direitos e deveres. Todos entendem o que é a dignidade da pessoa. Todos sabem que comunhão não significa fusão ou anulação das diferenças pessoais. Nesta família, As pessoas sabem que amor não é uma mera questão de sentimentos. Amar implica atos e atitudes concretas. O verdadeiro amor implica que as pessoas se elegem mutuamente como alvo de bem-querer. O amor também exige que as pessoas se aceitem como são, apesar de serem diferentes.
Na calda amorosa desta família, as pessoas aprendem que o amadurecimento humano implica a capacidade de agir de modo a facilitar a realização e felicidade dos outros.

Na família cristã amadurecida, as pessoas sentem-se responsáveis pelas próprias tarefas, condição importante para edificar a comunhão familiar. Todos entendem que a humanização das pessoas não acontece pelas leis da natureza, pois é uma tarefa que só pode acontecer mediante o amor. Todos aprendem que as pessoas são iguais, Não por serem peças feitas em série, mas, por terem a mesma dignidade.

Na família cristã as pessoas aprendem a colaborar. A família é uma comunidade de amor onde há papéis, funções e missões diferentes a realizar. Não pode haver família equilibrada sem autoridade. Mas todos sabem que a autoridade, na família, se realiza em diálogo, pois não se trata de um poder arbitrário e caprichoso. Na comunidade familiar todos têm tarefas e funções. Todos tomam a sério e procuram executar de modo sério a sua missão, Condição importante para a edificação e o bem-estar família. Como as pessoas se sentem estimadas e valorizadas no que fazem, realizam as suas tarefas com agrado.

É uma família aberta à novidade de cada um, pois as pessoas aprendem que cada pessoa é única, original e não se repete. É uma família consciente da dinâmica da humanização, por isso todos têm condições para poder emergir na sua unicidade pessoal. Eis a razão pela qual não há pessoas desenquadradas ou marginalizadas, pois cada um é chamado a agir e cooperar na medida das suas possibilidades e talentos. Ninguém desvaloriza a cooperação do outro só por esta ser pequena ou mínima. Por se sentirem aceitas, as pessoas colaboram de modo alegre e generoso. Por isso vivem felizes e sentem-se em plena realização pessoal. Por esta mesma razão procuram render o melhor dos seus talentos.

Nesta família ninguém cultiva a mediocridade. Também não se demitam ou abandalham na execução das suas missões e tarefas. Como consequência deste modo de agir, os membros desta família são pessoas profundamente responsáveis. Esta família é um grande dom de Deus, pois é um alfobre de excelentes obreiros de uma sociedade melhor. Nota-se que os membros desta família têm sentidos e razões para viver. É notório o seu jeito alegre de viver e se relacionar com os outros. Não há pessoas vazias, pois todos têm objetivos e metas para atingir.

Como todos são tomados a sério, a contribuição de cada um é estimada por todos. Nesta família não há covardes nem heróis. Todos sabem que recebemos os talentos de Deus pela mediação uns dos outros. O nosso mérito e grandeza consistem no fato de fazermos render esses talentos. Procedendo assim, as pessoas realizam-se e possibilitam a realização dos outros. Todos tomam parte naquilo que a todos diz respeito.

Para que isto seja possível, há momentos de encontro para elaborar projetos e tomar decisões em diálogo. As pessoas são responsabilizadas no sentido de assumirem as tarefas programadas e decididas por todos. De tempos a tempos há momentos de revisão, a fim de se tomar consciência do modo como se está realizando o que ficou decidido e programado. Quando as circunstâncias o aconselham, altera-se o que estava programado. Mas não há lugar para a demissão ou alheamento das pessoas. É importante que ninguém se sinta excluído. As pessoas compreendem que a meta é chegar à plena comunhão familiar.

Por isso os mais novos vão aprendendo que a união e comunhão familiar não são inimigas da felicidade e da realização pessoal. Pelo contrário, é uma condição fundamental para a humanização das pessoas. Nesta família há espaços para o trabalho, o encontro, o convívio familiar, para receber os amigos, para o descanso, condições importantes para que a vida das pessoas tenha qualidade.

Todos sabem partilhar a alegria. Aprender, nesta família, não é tarefa aborrecida, pois a regra básica na tarefa de ensinar e aprender é o amor. As pessoas sentem-se livres para pensar e falar. Mas também todos conhecem a importância de escutar os outros com atenção.

Nesta família, a autoridade dos pais jamais se demite. Mas nunca cai na arbitrariedade e muito menos em situações de injustiça. Compete aos pais estar atentos e chamar a atenção no sentido de se cumprir o que foi programado e decidido: horários para as refeições e o descanso, tempos de trabalho, critérios para receber os amigos, realização das tarefas, etc.

Nesta família existe uma coisa muito bonita: Todos são capazes de se olharem nos olhos e sorrir uns para os outros. No olhar dos membros desta família e no seu modo de sorrir nota-se a transparência, alicerce da verdade e da lealdade.

Uma família cristã amadurecida não acontece de modo espontâneo. É uma tarefa que se realiza com decisões, escolhas, opções e compromissos.

Há espaços para a partilha da Palavra de Deus e a oração. Os mais novos sentem-se livres e motivados para participar, pois sabem que são levados a sério, seja qual for o seu grau de crescimento e maturidade. Os mais novos aprendem a orar segundo o Espírito Santo, a fim de se evitarem repetições monótonas ou atribuir um efeito mágico a rezas sem conteúdos de vida e sem horizontes de Fé teologal. Por esta razão, as pessoas atingem um elevado nível de maturidade humana e cristã. Mas ninguém se esquece da sua condição de pessoa em realização. Todos levam a sério a questão do seu crescimento pessoal e do crescimento dos outros.

Esta família é um espaço privilegiado para a ação do Espírito Santo, pois nela acontece verdadeiramente fraternidade e comunhão. Como as pessoas sentem que os outros são um dom para si, procuram igualmente ser um dom para os outros.

Por serem cristãos esclarecidos, os membros desta família sabem ultrapassar os laços do sangue, abrem-se aos outros com horizontes de Fé, a fim de construírem a família de Deus, a qual ultrapassa os laços do sangue. É este o impulso que leva as pessoas a empenharem-se nas comunidades cristãs comprometendo-se, com o seu trabalho de evangelização, trabalham seriamente na edificação da família de Deus, pois, pela Fé, sabem que o vínculo da comunhão da Família de Deus é o Espírito Santo.  A família é tanto mais cristã quanto mais dinamizada pelo amor, a Palavra de Deus e o Espírito Santo. Neste sentido é um espaço privilegiado para as pessoas amadurecerem na vida teologal de Fé, Esperança e Caridade.

Esta família vive verdadeiramente a dinâmica sacramental do matrimônio, pois visibiliza, explicita e corporiza para o mundo o mistério de Deus que é uma família de três pessoas em comunhão de perfeição infinita. Devido aos diálogos e encontros de programação e decisão, nesta família existe um objetivo comum para o qual todos procuram convergir. Por viverem em união com Cristo ressuscitado as pessoas entendem perfeitamente o ensinamento de Jesus segundo o qual nós fazemos uma união orgânica e dinâmica com o Senhor ressuscitado. No evangelho de São João Jesus explicita esta realidade de maneira muito simples e, ao mesmo tempo, muito profunda dizendo: “Eu sou a videira e vós os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto, pois sem mim nada podeis fazer. Se alguém não permanece em mim é lançado fora como um ramo e seca. Esses são apanhados e lançados ao fogo e ardem” (Jo 15, 5-6).

Na família cristã amadurecida não há homens ou mulheres “faz tudo”. Isto deforma e incapacita os filhos para, por seu lado, virem a construir uma família feliz. É melhor todos a fazer pouco, que apenas um ou dois a fazer tudo. As pessoas que têm a sorte de nascer, viver e crescer numa família cristã amadurecem enormemente na vida teologal tornando-se, deste modo, sal, luz e fermento no mundo, como diz o evangelho de Mateus (Mt 5, 13-16).

As famílias cristãs amadurecidas são a rocha sólida e firme sobre a qual se edifica o edifício da nova humanidade.

Pe. Santos Calmeiro Matias - CER

segunda-feira, 18 de abril de 2016

DECLARAÇÃO DA CNBB SOBRE O MOMENTO POLÍTICO NACIONAL

Bispos falam de “Escândalos de corrupção sem precedentes na história do Brasil”

ZENIT, 14 de abril de 2016.

Nós, bispos católicos do Brasil, reunidos em Aparecida, na 54ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), frente à profunda crise ética, política, econômica e institucional pela qual passa o país, trazemos, em nossas reflexões, orações e preocupações de pastores, todo o povo brasileiro, pois, “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens e mulheres de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” (Gaudium et Spes, 1).

Depois de vinte anos de regime de exceção, o Brasil retomou a experiência de um Estado democrático de direito. Os movimentos populares, organizações estudantis, operárias, camponesas, artísticas, religiosas, dentre outras, tiveram participação determinante nessa conquista. Desde então, o país vive um dos mais longos períodos democráticos da sua história republicana, no qual muitos acontecimentos ajudaram no fortalecimento da democracia brasileira. Entre eles, o movimento “Diretas Já!”, a elaboração da Carta Cidadã, a experiência das primeiras eleições diretas e outras mobilizações pacíficas.

Neste momento, mais uma vez, o Brasil se defronta com uma conjuntura desafiadora. Vêm à tona escândalos de corrupção sem precedentes na história do país. É verdade que escândalos dessa natureza não tiveram início agora; entretanto, o que se revela no quadro atual tem conotações próprias e impacto devastador. São cifras que fogem à compreensão da maioria da população. Empresários, políticos, agentes públicos estão envolvidos num esquema que, além de imoral e criminoso, cobra seu preço.

Quem paga pela corrupção? Certamente são os pobres, “os mártires da corrupção” (Papa Francisco). Como pastores, solidarizamo-nos com os sofrimentos do povo. As suspeitas de corrupção devem continuar sendo rigorosamente apuradas. Os acusados sejam julgados pelas instâncias competentes, respeitado o seu direito de defesa; os culpados, punidos e os danos, devidamente reparados, a fim de que sejam garantidas a transparência, a recuperação da credibilidade das instituições e restabelecida a justiça.

A forma como se realizam as campanhas eleitorais favorece um fisiologismo que contribui fortemente para crises como a que o país está enfrentando neste momento.

Uma das manifestações mais evidentes da crise atual é o processo de impeachment da Presidente da República. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil acompanha atentamente esse processo e espera o correto procedimento das instâncias competentes, respeitado o ordenamento jurídico do Estado democrático de direito.

A crise atual evidencia a necessidade de uma autêntica e profunda reforma política, que assegure efetiva participação popular, favoreça a autonomia dos Poderes da República, restaure a credibilidade das instituições, assegure a governabilidade e garanta os direitos sociais.

De acordo com a Constituição Federal, os três Poderes da República cumpram integralmente suas responsabilidades. O bem da nação requer de todos a superação de interesses pessoais, partidários e corporativistas. A polarização de posições ideológicas, em clima fortemente emocional, gera a perda de objetividade e pode levar a divisões e violências que ameaçam a paz social.

Conclamamos o povo brasileiro a preservar os altos valores da convivência democrática, do respeito ao próximo, da tolerância e do sadio pluralismo, promovendo o debate político com serenidade. Manifestações populares pacíficas contribuem para o fortalecimento da democracia. Os meios de comunicação social têm o importante papel de informar e formar a opinião pública com fidelidade aos fatos e respeito à verdade.

Acreditamos no diálogo, na sabedoria do povo brasileiro e no discernimento das lideranças na busca de caminhos que garantam a superação da atual crise e a preservação da paz em nosso país. “Todos os cristãos, incluindo os Pastores, são chamados a se preocupar com a construção de um mundo melhor” (Papa Francisco).

Pedimos a oração de todos pela nossa Pátria. Do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, invocamos a bênção e a proteção de Deus sobre toda a nação brasileira.

Aparecida – SP, 13 de abril de 2016.

Dom Sergio da Rocha Arcebispo de Brasília Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ Arcebispo de São Salvador da Bahia Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner Bispo Auxiliar de Brasília Secretário-Geral da CNBB

ROTEIRO DE ENCONTRO: DONS E TALENTOS


 Objetivos:

- Refletir a respeito dos nossos dons, promovendo uma autoconsciência em relação aos dons de cada um:
- Mobilizar um espírito de cooperação no grupo;
- Criar uma consciência grupal em relação ao papel e à possibilidade de cada um no grupo: o que temos para dar e o que precisamos receber, isto é, compartilhar os dons no grupo;
- Levar, mediante a reflexão do texto bíblico, a descobrir ou reafirmar as possibilidades pessoais.

Material:

- Bíblia: Evangelho (Mateus 25,14-30).
- Meia folha de papel sulfite para cada participante, canetas coloridas.  

Para refletir:
Deus, que habita em nós e nos fez criaturas semelhantes a Ele, plantou em nosso coração inúmeras qualidades, talentos e dons que nos permitem reconhecê-lo como o melhor Pai do mundo. Se nós recebemos de graça tais qualidades, isso significa que podemos contribuir com algo de nós a fim de fazer nosso semelhante feliz. Para isso, é preciso que cada um reconheça em si tais qualidades, pois quem não as recebe não pode doar-se.

ü Reunir o grupo em círculo, colocar o material sobre uma mesa central. Comunicar o tema do encontro estimulando-os a participar.
ü Iniciar com uma oração, invocando o Espírito Santo para conduzir o encontro.

1 - Solicitar que um voluntário leia o texto bíblico e que os participantes ouçam a mensagem com atenção.
2 – O catequista inicia uma reflexão sobre o tema, motivando a manifestação de todos sobre o entendimento do texto e sua relação com a vida de cada um.
3 – Pedir que cada participante pense em um dom/talento que Deus lhe concedeu e que reconhece que o possui. Solicitar então, que cada participante escreva na folha disponível, o dom que reconhece possuir e que deseja colocar a serviço do grupo;
4 - Orientá-los a colocar numa mesa central ou no chão, formando um círculo, as folhas contendo os dons que colocam à disposição do grupo;
5 – Convidá-los a, em silêncio, ler cada um dos dons disponíveis e, sem precipitar-se ou comentar, escolher um deles, aquele talento de que estão precisando hoje: “Com sinceridade, aproveitem essa oportunidade... reflitam, escolham”. Se mais de uma pessoa escolher o mesmo talento, elas sentam juntas depois. Orientar que retornem ao círculo levando a folha com eles;
6 – Agora, sem dizer o talento/o dom que colocamos à disposição do grupo, vamos contar ao grupo aquele que escolhemos e porque precisamos dele nesse momento da nossa vida. Motivar para que todos se manifestem, mesmo que os depoimentos se repitam. Controlar os que se estendem muito, para dar oportunidade a todos.
7 – Finalizar conforme escolha do grupo: oração de mãos dadas; troca de mensagens relativas ao tema entre os participantes. Deixar que escolham e decidam, é um exercício da própria dinâmica: utilizar os dons e criar.

FONTE: “Caminhos de Encontro e Descobertas: Dinâmicas e Vivências”. Sonia Biffi e Rosabel De Chiaro. 6ª ed. Paulus, 1998.


SUGESTÃO DE DINÂMICA PARA CATEQUIZANDOS:

DINÂMICA DO “JÁ ACHEI!”:

ü  Fazer um tabuleiro numa cartolina grossa ou papel cartão (48 x 48 cm mais ou menos), cheio de virtudes, assim:


  •  Como o desenho é sextavado, cada uma das seis partes tem 10 virtudes. Cada virtude do tabuleiro tem uma fichinha correspondente:

ü  Cada catequizando escolhe uma das partes do tabuleiro pelo número ou cor (depende da identificação que se faça) e ganha DEZ fichinhas viradas de cabeça para baixo (misturadas como se fossem um baralho).

ü  Quando se fala JÁ, eles procuram as virtudes/dons correspondentes no tabuleiro.

ü  Se encontram, vão colocando as fichas no tabuleiro. Quem termina de colocar todas as fichas, grita “JÁ ACHEI!” Depois todos contam quantas virtudes ou talentos conseguiram em seus "espaços" e falam sobre os "dons" que lhes foi dado.

ü  Pode acontecer do jogador ganhar (termine de colocar todas as 10 fichas no tabuleiro) sem completar a sua parte, pois as fichas ficam distribuídas entre os 6 jogadores e não se repetem.

ü  Como prêmio para quem conseguiu colocar antes as suas fichas, dar uma barrinha de chocolate “Talento”. (No final deve haver barras de chocolate para todos). Pde-se também distribuir balas entre uma rodada e outra.



ü Dá para brincar com 6 participantes ao mesmo tempo no tabuleiro. Aí, elas vão se revezando.

Partilhando o encontro: no final do jogo, deixei as fichinhas todas em cima da mesa e pedi que cada um escolhesse em meio àquelas 60 "qualidades", três que eles achassem que ainda não tinham ou que precisavam melhorar. Depois de escolher, que cada um partilhasse o porque da escolha.
Da mesma forma, pedi depois que escolhessem , um das qualidades, que achavam que tinham bastante, a ponto até de "repartir" com os outros.
O interessante desta partilha é que, além de entenderem a importância de colocar seus dons e talentos a serviço, o grupo passa a se conhecer melhor também.


LISTA DOS DONS E TALENTOS E QUALIDADES:

01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
ALEGRIA
ALTERIDADE
AMIZADE
AMOR
ATENÇÃO
ATITUDE
BONDADE
CARIDADE
COMPAIXÃO
COMPROMETIMENTO
COMPREENSÃO
COMUNICAÇÃO
CONHECIMENTO
COOPERAÇÃO CORAGEM
CORTESIA
CRIATIVIDADE
CUIDADO
DEDICAÇÃO
DISCERNIMENTO
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
DOAÇÃO
EDUCAÇÃO
ENTENDIMENTO
ESPIRITUALIDADE
ESPERANÇA
FIDELIDADE
FORTALEZA
FRATERNIDADE
GENEROSIDADE GENTILEZA
GRATIDÃO
HUMILDADE
INTELIGÊNCIA
LEALDADE
MANSIDÃO
MOTIVAÇÃO
ORGANIZAÇÃO
OTIMISMO
PACIÊNCIA
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
PARTILHA
PERDÃO
PERSEVERANÇA
PONTUALIDADE
PRESTEZA
PRUDENCIA
RENÚNCIA
RESIGNAÇÃO
RESILIÊNCIA
RESPEITO
RESPONSABILIDADE
SABEDORIA
SERIEDADE
SINCERIDADE
SOLIDARIEDADE
TOLERÂNCIA
TRABALHO
UNIDADE
VERDADE
VOCAÇÃO

MOLDE DA FICHINHA:

MEDIDAS DO HEXAGONO DO TABULEIRO:


*Adaptação: Ângela Rocha




sábado, 16 de abril de 2016

HOMILIA - 4º DOMINGO DA PÁSCOA - ANO C

"A minhas ovelhas conhecem a minha voz e eu as conheço. Elas me seguem e eu lhes dou a vida eterna." (Jo 10, 27)
Depois da morte e ressurreição de Jesus, a vida dos seus discípulos não podia ser mais a mesma. Eles agora sabiam que Jesus é o Senhor, que é o Deus vivente e todo-poderoso. Todas as coisas que ele tinha dito antes, as suas promessas, os seus ensinamentos, os seus mandamentos... agora encontram muito mais sentido e valor. A luz da ressurreição de Cristo iluminava todo o passado que eles tinham vivido juntos e abria perspectivas muito interessantes para o futuro.
Certamente foi muito confortante para os discípulos quando eles recordaram que Jesus tinha dito "eu sou o Bom Pastor!"  Depois que já tinha passado tudo ( a paixão, a cruz, a morte, a sepultura e a sua gloriosa ressurreição), eles podiam entender melhor o que significavam aquelas palavras, antes tão enigmáticas: "O bom Pastor dá a sua vida pelas suas ovelhas" ou também "eu mesmo dou a minha vida, e a retomarei."
Na época de Jesus, todos eram acostumados com os pastores. Eles sabiam que muitos pastores trabalhavam apenas pelo dinheiro, e jamais correriam perigo para defender uma ovelha. Sabiam que muitos pastores eram incapazes de renunciar a alguma das suas comodidades para sair a procurar uma ovelha que se perdesse. Ou ainda, que mesmo os melhores pastores cuidavam das ovelhas por interesse: para ter a lã, para ter o leite, para um dia ter a carne ou poder vender e ter o dinheiro, ninguém fazia este trabalho só por amor. Por isso tudo, as palavras de Jesus quando foram ditas, antes do seu mistério
pascoal, não tinham sentido. Jesus lhes falava de um modo de ser pastor que eles nunca tinham visto antes. Não podiam imaginar que um pastor pudesse dar a vida por as suas ovelhas, isto era simplesmente um absurdo, pois um homem vale muito mais que estes animais. E muito menos, poderiam pensar na possibilidade que Deus pudesse aceitar a tortura e a morte para salvar aos homens.
Por isso, eu imagino a consolação e a força que sentiram os apóstolos quando começaram a recordar as palavras de Jesus.  Também nós somos convidados neste domingo a escutar Cristo ressuscitado que repete a cada um: "Eu sou o teu Bom Pastor. Eu estou disposto a sofrer tudo de novo por ti. Sou capaz de dar a minha vida para que tu sejas feliz. Ninguém me obriga, mas com o amor que eu tenho por ti, não posso ficar com os braços cruzados e deixar-te. Não quero perder nenhum daqueles que o Pai me deu."
Mas, por outro lado os discípulos se sentiam comprometidos com este Senhor. Não era somente uma lembrança sentimental, que deixava tudo igual. Eles queriam escutar a voz deste Bom Pastor. Eles queriam seguir o seus passos. Eles queriam ter já a vida eterna. E o fizeram com muita força e decisão. E nós?

O Senhor te abençoe e te guarde
O Senhor te faça brilhar o seu rosto e tenha misericórdia de ti.
O Senhor volva seu olhar carinhoso e te de a PAZ.

Frei Mariosvaldo Florentino, Capuchinho.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

DINÂMICA DA "FONTE DOS DESEJOS" - CRISMA

Esta dinâmica é indicada para a catequese de Crisma. Para turmas que estão iniciando o último ano de preparação ao sacramento.

(Aqui, na Arquidiocese de Londrina, salvo exceções, o Ano Catequético, começa no Tempo Pascal, mais ou menos na 3ª ou 4ª Semana da Páscoa).

Você vai precisar de:

- Uma cesta decorada como “Fonte dos desejos” (imagem ilustrativa);


(O papel onde está escrito “Fonte dos desejos”, deve estar dobrado em dois de modo a ocultar que, por dentro, está escrito a palavra “DEUS”.

- Papelzinho recortado colorido para escrever os desejos (quadrado de 7X5 cm), que serão jogados na “fonte” (uma palavra de otimismo por exemplo);

- Papel recortado colorido (outra cor) para escrever o desejo para si mesmo;
- Envelope para guardar os desejos;
- Moedas e chocolate.

DESENVOLVIMENTO:

- Pedir para cada um que escreva num papel o que deseja para si mesmo, neste último ano de catequese, dobre o papel e guarde por enquanto*.
- Solicitar que cada um jogue na “Fonte dos Desejos” uma moeda (de chocolate) e escolha um desejo para o outro, que está no cartãozinho, dobre e jogue também na fonte;


- Depois que cada um jogou o desejo na “Fonte”, em silêncio, fechar os olhos e fazer uma oração para que o seus desejos cheguem até o coração do outro;
- Depois, cada um pega uma moeda e oferece ao colega ao lado, junto com um desejo dos desejos dobradinhos;
- Agora pegue o papel da “Fonte dos desejos”, desdobre, e mostre para eles quem é que vai nos ajudar a realizar nossos desejos... É DEUS! E Ele vai nos ajudar se, diariamente, orarmos para que o que desejamos, aconteça.
- Fechar com a oração do Pai-Nosso.

* Os desejos escritos para si mesmos, ficam lacrados em um envelope que será aberto no final do ano catequético, perto da crisma.



No final da dinâmica entregar esse texto:

DESEJOS

Desejo primeiro que você ame e que amando, também seja amado, e que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, que não nunca esteja só, mas que quando estiver, saiba estar sem se desesperar. Desejo também que tenha amigos e que, se alguns provarem maus e inconsequentes, os perdoe; e pense que sempre haverá em quem confiar; e que confiando, não duvide nunca de sua confiança.

E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas. E que entre eles haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiadamente certo.

Desejo ainda que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que essa tolerância, não se transforme em aplauso nem em permissividade, para que assim fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.

Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais, porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor, e é preciso deixar que essas duas coisas, aconteçam dentro de nós.

Desejo que você seja triste, mas não o ano todo, nem em um mês e muito menos numa semana, mas, apenas por um dia. Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra, com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo, talvez agora mesmo, mas se for impossível, amanhã de manhã, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta, e que você pode fazer alguma coisa a respeito. Desejo, depois, que você seja útil, mas não insubstituivelmente útil, mas razoavelmente útil. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você afague um gato, que alimento um cão e ouça pelo menos um pássaro em seu canto matinal; porque assim você se sentirá bem por nada. Desejo também que você plante uma semente, por mais ridícula que seja, e acompanhe o seu crescimento dia-a-dia, para que você saiba de quantas muitas vidas, é feita uma árvore.

Desejo também, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático. E que, pelo menos uma vez por ano, você ponha uma porção dele na sua frente e diga: "Isso é meu". Só para que fique bem claro quem é dono de quem.

Desejo que você dê valor aos seus pais, que estão sempre a sua volta, seja você bom ou mau, a envolvê-lo num manto de carinho e proteção; que aprenda com eles, porque um dia, caberá a você este papel.

Desejo que viva o hoje, mas, lembre que sempre há o amanhã, o depois, o dia seguinte, e mais outro... E o que você faz hoje vai refletir em todos estes outros amanhãs.

Desejo, por fim, que você cresça, em tamanho, sabedoria e graça; e que se algum dia duvidar, duvide só por segundos, que tem Alguém Maior e Divino, que olha por você, em momentos de dor (principalmente!), incerteza, dúvida, tristeza e alegria.

E desejo, de agora até o próximo ano acabar, que mesmo exausto, esteja sorridente, porque tem mais um ano para recomeçar. 

E se isso só acontecer, não tenho mais nada para desejar.

Sua Catequista de Crisma

* O texto pode ser adaptado, deixado mais curto, acrescentado, a critério do catequista...


Ângela Rocha
Paróquia Sagrados Corações - Londrina Pr.

*Dinâmica pedagógica adaptada à catequese. Texto também adaptado.