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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

ROTEIRO DE ENCONTRO: Pecado é viver longe de Deus!

PECADO É VIVER LONGE DE DEUS!

Objetivo: Que os catequizandos se conscientizem de que pecar é dizer não a Deus e a seu projeto de amor e comunhão com a comunidade. Trabalhar o sacramento da reconciliação.

Ambiente: Duas velas, uma acesa outra apagada. Um copo de água com uma flor e outro com uma flor seca. Refletir sobre os símbolos para chegar a conclusão de que nossa vida sem Deus é uma vela apagada ou uma flor sem água.

Iniciando o assunto: Deus não nos criou perfeitos, mas criou-nos a caminho da perfeição. Para atingiremos essa perfeição é muito importante estarmos com Deus, que nos leva para o caminho da felicidade. Sozinhos, nada podemos fazer. Mas, junto de Deus somos mais fortes e vencemos os nossos limites. Nossos pecados começam quando fugimos de Deus e queremos ser deuses para nós mesmos.

LEITURA BÍBLIA: Gn 3, 1-13.

Depois da primeira leitura, fazer uma segunda mais pausada, pedindo que seja feita uma reflexão sobre as palavras ouvidas. Qual será que foi o “primeiro” dos pecados do Homem/mulher?
Tente suscitar respostas e reflexão dos catequizandos para depois finalizar.
- Não escutar a Deus e querer ser igual a ele... Falta de confiança em quem nos ama e nos orienta; inveja e desobediência.
- Fazer a dinâmica do erro x perdão.

DINÂMICA:

Erro e perdão:

Material:
- Um copo (representa o nosso coração);
- Pedras pequenas (representam nossos pecados);
- Água (representa o amor de Deus);
- Uma bacia;
- Uma pinça ou pegador de gelo.

Desenvolvimento:

Apresentar um copo cheio d´água dentro de uma bacia (para não derramar no ambiente). Explicar que Deus nos criou no amor e para o amor. Deus nos fez "cheios" de sua graça, do seu amor de sua bondade, porém quando nos afastamos do amor de Deus o pecado vai entrando em nosso coração (colocar algumas pedras no copo com água) e vai ocupando o espaço do amor de Deus, assim o nosso coração fica duro, brigão, cheio de mágoas, violento, invejoso, mentiroso... Tudo isso acontece quando não sentimos o amor de Deus.

E será que depois disso, depois de ter um coração empedrado, Deus nos abandona? Será que Deus deixa de nos amar? NÃO. NUNCA!

Mas como Deus não desiste de nós, nos enviou seu Filho Jesus Cristo com o poder de perdoar nossos pecados e "limpar" o nosso coração do mal. (com o pegador ou a pinça tirar as pedras). Jesus é Deus, Ele quer e pode tirar do nosso coração tudo o que nos impede de sermos felizes. Agora que saíram os pecados (pedras que representam mentira, inveja, etc.) o que ficou faltando? (mostrar o copo e esperar que respondam).

Pois é, como Deus nos criou para estarmos sempre cheios de amor, além de tirar os pecados Jesus também quer que sejamos felizes e quer nos encher com o seu amor, sua força.

Agora, se o nosso coração está em pecado, cheio de pedras, como podemos fazer? Como podemos tirar nossos pecados? Sabemos que Jesus não veio para nos acusar ou condenar, Ele veio para nos salvar e nos "limpar". (Lembrar do sacramento da reconciliação e penitência).

Para livrarmos nosso coração do pecado, precisamos reconhecê-los e confessar nossos pecados ao padre que representa Jesus. Ao nos confessarmos com o padre estamos “admitindo” nossa culpa em voz alta, reconhecendo-nos pecadores.

Cometemos pecado quando somos egoístas e queremos ser felizes sem Deus e sem os irmãos.
Podemos nos afastar de Deus e dos irmãos fazendo o mal por meio de:
- Pensamentos (quando pensamos mal das pessoas e julgamos)
- Palavras (quando proferimos palavras que não são para o bem, ofensas).
- Ações (quando fazemos o mal de propósito).
- Omissões (quando deixamos de fazer o bem ou falar bem dos outros)

ORAÇÃO:

Vamos pedir perdão a Deus porque quando pecamos "jogamos fora" o Seu amor.
- Agora cada um vai pensar no que fez e não agradou a Deus, mentiras, brigas, egoísmo, ofensas, preguiça, desrespeito aos pais, aos avós...
- Vamos agradecer a Deus pelo amor que Jesus tem por cada um de nós e por ser nosso Salvador, vamos nos esforçar para que o nosso coração não seja duro, não seja invejoso, não seja brigão... O pecado é uma falta para com Deus e ao próximo, o pecado ofende muito a Deus, o pecado é uma desobediência aos mandamentos da lei de Deus.

Oração do Perdão

Senhor, Deus de amor e misericórdia, nós queremos te pedir forças para não mais pecarmos e permanecermos firmes em teu amor. Nós sabemos que nossa vida é boa quando permanecemos unidos com Cristo e servindo aos irmãos. Perdoai-nos Senhor, pelos nossos pecados, e dai-nos força para sermos verdadeiros cristãos em nossa família, em nossa escola e em nossa comunidade. Ensina-nos a cultivar a paciência, a força de vontade, a renúncia a pequenas coisas que nos fazem pensar somente em nós. Ajuda-nos a ver as necessidades de todas as pessoas e fazei de nós instrumentos de teu amor. Nós te prometemos que vamos fazer tudo para amarmos a ti e servirmos a todos que precisam de nossa ajuda.

Amém.

CONHECENDO O QUE DIZ NOSSA IGREJA

(Crescer em Comunhã0 – Volume III, página 53-54).

Fazer uma distinção entre o Pecado Mortal e Venial

Pecado Mortal: São os pecados graves que geram muito mal e sofrimento e nos afastam de Deus. Para um pecado ser “Mortal” ele tem três características:

1ª - Matéria Grave: Quando se peca gravemente contra os DEZ MANDAMENTOS da Lei de Deus. Os Dez Mandamentos nos ensinam como podemos amar a Deus, ao próximo e a nós mesmos.
2ª – Plena Liberdade: Quando se peca sabendo claramente que o que se faz é sério e é pecado, mas mesmo assim se decide fazê-lo.
3ª - Consciência Plena: Quando alguém peca sem que ninguém o obrigue a isso. Quando a pessoa quer cometer o pecado e é ela quem decide livremente fazer o mal.

Para ser pecado mortal precisa que as três características: matéria grave, plena liberdade e consciência plena estejam presentes em uma má ação cometida. Para que sejam perdoados, exige-se a confissão com o padre.

Descreva um pecado que possua as três características do pecado MORTAL:
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Pecado Venial: É chamado de pecado venial ou leve aquele que não possui as características do pecado mortal. Ou seja, são aqueles pecados que fazemos sem a intenção de ser contra um dos dez mandamentos, de querer fazer o mal, sem saber que nossa atitude é pecado. Nosso pecado é leve se causamos um sofrimento por acidente ou contra a nossa vontade ou mesmo sem saber que o que fazíamos era de fato pecado.

Os pecados veniais, embora sejam, também, um mal e precisem de conversão, não tem força de romper nossa união com Deus. Por isso são perdoados no Ato Penitencial da missa ou com outras práticas penitenciais, como por exemplo: exame de consciência antes de dormir, penitências que fazemos durante o dia pedindo perdão a Deus e outros modos. Mas se a pessoa quiser, pode também confessá-los ao padre.

Descreva um pecado VENIAL e o modo como a pessoa pode pedir perdão a Deus.
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LEMBRANDO OS DEZ MANDAMENTOS

1º __________________________________________________________________
2º __________________________________________________________________
3º __________________________________________________________________
4º __________________________________________________________________
5º __________________________________________________________________
6º __________________________________________________________________
7º __________________________________________________________________
8º __________________________________________________________________
9º __________________________________________________________________
10º __________________________________________________________________

Pedir aos catequizandos que memorizarem o Ato de Contrição (Providenciar um cartãozinho com a oração para cada um):

ATO DE CONTRIÇÃO

Meu bom Jesus estou muito arrependido por ter errado. Perdoa-me, Senhor, não quero mais pecar. Amém.

OBS. Procure não utilizar o ato de contrição que tem a frase “prometo nunca mais pecar”, o ser humano é falho e fraco e esta promessa (é a Deus!) não poderá ser cumprida, portanto, vamos apenas nos confessar fracos e dispostos a tentar ser melhores.

Encerramento: Cada catequizando deverá escrever num papel os erros que tem cometido e colocar numa caixa ou saco e depois colocar no lixo sem serem lidos. Se houver a possibilidade de se ir as churrasqueiras da paróquia, queimar os papéis.

Sabem que tem um meio de não errar? É preciso conhecer a Palavra de Deus, os ensinamentos de Jesus, porque ele nos ensina a “Viver”!

Vamos cantar uma música bem legal? Quem conhece?

Chama-se “É preciso saber viver” (colocar o CD com a música cantada pelo grupo Titãs).

Pedir a todos que cantem juntos o refrão, bem alto.


 ♫ Quem espera que a vida seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver... É preciso saber viver... É preciso saber viver...


Ângela Rocha
Catequista

Encontro com a 3ª Etapa - Eucaristia

terça-feira, 19 de julho de 2016

ROTEIRO PARA ENTREGA DO PAI NOSSO: Encontro com os Pais e Organização.

Neste domingo o Evangelho é Lucas 11,1-13, onde Jesus diz aos discípulos: "Quando rezardes, dizei..."
Uma ótima oportunidade para a Entrega do Pai Nosso aos nossos catequizandos.

No entanto, é necessário que se faça “catequese” a respeito do assunto, principalmente com os pais, para que a “entrega” não seja somente um mero “ritualismo”, sem que a família entenda a mistagogia e simbologia do gesto.

Também é necessário fazer encontro com os catequizandos, não um só, mas vários. Aqui no Itinerário Catequético da Arquidiocese de Londrina – Pr, esta entrega está prevista para acontecer no 2º ano de catequese (2º Tempo), os catequizandos aqui recebem a primeira eucaristia no final do 3º ano. 

Durante alguns encontros as catequistas trabalham com as crianças o "conversar com Deus" que Jesus praticava continuamente. O dia da entrega é sempre o Domingo em que a liturgia (Evangelho) fala do Pai Nosso. Neste ano, dia 24 de julho, 27 catequizandos receberão o Pai Nosso na celebração da Missa às 10hs. 

Assim, as "entregas", previstas pelo processo catecumenal, ficam estreitamente ligadas com a liturgia, sempre numa relação estreita liturgia/catequese, catequese/liturgia, para que ninguém participe das celebrações sem entender o que acontece, achando "lindo", mas, sem entender o porquê...


(Modelo de Cartão com imã entregue na acolhida)



(Modelo dos pergaminhos do Pai Nosso, que serão entregues)

SUGESTÃO PARA ENCONTRO COM OS PAIS:

AMBIENTE: Uma mesa com a Bíblia, uma cruz, flores e uma imagem de Jesus orando e da Sagrada Família. Um cartão, marca-página ou folha com a Oração do Pai Nosso (algo para se guardar de lembrança), para ser entregue na acolhida aos participantes.

ACOLHIDA: Dar as boas vindas convidando a todos para olhar a imagem de Jesus e pensar no quanto Ele, mesmo sendo o “Filho do Pai” tantas vezes buscava forças na oração. Que peçamos a Jesus que nos ensine a ter este mesmo desprendimento e esta vontade de “aprender” a falar com Deus. De mãos dadas, se possível em um círculo, convidar a todos para rezar o Pai Nosso.

1ª PARTE - REFLEXÕES:

Jesus nunca entendeu a oração como um conjunto de Palavras carregadas de uma força mágica capaz de modificar Deus. Pelo contrário, procurava na oração a força necessária para ser fiel à vontade do seu Pai do Céu.
Ao ensinar os discípulos a orar, Jesus disse-lhes entre outras coisas para dizerem ao Pai: “Venha a nós o vosso Reino, faça-se a vossa vontade assim na terra como no Céu” (Mt 6, 10). A vontade de Deus em relação a nós é a nossa realização e felicidade. A oração, portanto, não é para modificar este querer de Deus em relação a nós, mas modifica a nossa maneira de ser, a fim de melhor podermos sintonizar com o querer de Deus.

Mediante a oração, nós vamos descobrindo a vontade de Deus e ganhamos força para agir de acordo com o que é melhor para nós.

Jesus não orava apenas por si, mas também pelos discípulos e pela humanidade. Isto quer dizer que a comunhão com Deus não nos afasta nunca da comunhão com os irmãos. Certo dia, Jesus disse a Pedro: “ Eu rezei por ti, Pedro, a fim de que a tua fé não vacile (Lc 22, 32). No Evangelho de São João aparece Jesus a orar pelos Apóstolos e por todas as pessoas que um dia, haviam de acreditar através da sua pregação (Jo 17, 9-16).

Eis algumas palavras desta oração: “Pai, não peço apenas por eles (os discípulos), mas também por todos aqueles que irão acreditar em mim através da sua Palavra” (Jo 17, 20).

* * * * * * *
Os discípulos sempre observavam que Jesus continuamente se recolhia para rezar... e assim, certo dia aproximaram-se e pediram-lhe para que os ensinasse a orar ao seu jeito. Nesse momento, Jesus ensinou-lhes o “Pai-Nosso”, não como uma fórmula para recitar de cor como se recita a tabuada, mas como modelo do que deve ser uma oração à maneira de Jesus.

Por não se tratar de uma fórmula para ser repetida de cor, é que o Pai-Nosso de São Lucas não é igual ao de São Mateus (cf. Lc 11, 1-4; Mt 6, 9-13).

Vamos acompanhar em nossas Bíblias as duas leituras?

- FAZER AS DUAS LEITURAS BEM PAUSADAMENTE, orientando aos ouvintes que prestem atenção nas diferenças.

Jesus rezou o Pai-Nosso de muitas maneiras sem se preocupar com repetir uma fórmula. Uma vez, sentindo-se feliz por ver como a gente simples compreendia e aceitava a sua mensagem, Jesus rezou um Pai-Nosso muito bonito e bastante diferente do outro Pai-Nosso que decoramos.

Eis algumas palavras deste Pai-Nosso descritas pelo evangelho de São Lucas:

“Nesse mesmo instante, Jesus exultou de alegria sob a ação do Espírito Santo e disse: Bendigo-te ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondestes estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado” (Lc 10, 21).

Os evangelhos dizem que Jesus, quando acabava de falar às multidões retirava-se para um lugar isolado e, sozinho, falava com o Pai (Mt 14, 23).

Todas as horas e todos os lugares são bons para orar desde que nos possibilitem chegar ao mais íntimo do nosso coração, pois é aí que podemos encontrar um Deus sempre disponível para nós.

- Utilizar os textos abaixo, não como leitura, mas como apoio para explanar o conteúdo do encontro de forma que os participantes entendam a enorme “cumplicidade” da oração, demonstrada e ensinada por Jesus.

JESUS BUSCAVA FORÇA NA ORAÇÃO

Jesus orava sempre antes dos acontecimentos mais significativos da sua vida. Depois de ter sido baptizado, diz São Lucas, Jesus começou a orar e eis que os Céus se abriram e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma de pomba. No mesmo instante ouviu-se a voz de Deus Pai dizendo: “Tu és o meu Filho muito amado no qual ponho o meu enlevo” (Lc 3, 21-22).

Jesus fez o mesmo no momento de escolher os doze Apóstolos: retirou-se para uma montanha, diz São Lucas e passou a noite em oração (Lc 6, 12-13). Antes de perguntar aos discípulos qual o significado do Messias para eles, Jesus esteve em oração (Lc9, 18).

Jesus é apresentado nos evangelhos como um verdadeiro modelo de oração. No momento em que se transfigurou sobre o monte Tabor, Jesus estava em oração, acrescenta São Lucas (Lc 9, 28-29).

Na última noite da sua vida, ao aperceber-se de que os soldados do sumo-sacerdote o vinham prender para o matarem, Jesus entrou em pânico. Isto passou-se no Jardim das Oliveiras. Nesse momento, começou a orar, falando com Deus Pai sobre o medo que estava a sentir. Depois pediu aos discípulos para orarem também, a fim de não caírem na tentação da fuga e da traição (Lc 22, 39-42).

Finalmente, quando já estava pregado na cruz, Jesus ainda orou, pedindo a Deus Pai que perdoasse o pecado daqueles que projetaram a suas morte (Lc 23, 34).

Os evangelhos apresentam Jesus como um homem que orava sempre, mas de modo particular quando tinha de tomar decisões ou enfrentar dificuldades. Jesus nunca entendeu a oração como um conjunto de Palavras carregadas de uma força mágica capaz de modificar Deus. Pelo contrário, procurava na oração a força necessária para ser fiel à vontade do seu Pai do Céu.

A ORAÇÃO AJUDAVA JESUS A SER FIEL

Ele costumava dizer que a sua felicidade estava em fazer a vontade do Pai que está nos Céus: “O meu alimento, dizia ele, é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (Jo 4, 34). Ou então: “Eu não procuro a minha vontade, mas a vontade de quem me enviou” (Jo 5, 30).

Certo dia, enquanto falava às pessoas, Jesus disse: “Se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade, a esse, Deus o ouve” (Jo 9, 312).

Ao ensinar os discípulos a orar, Jesus disse-lhes entre outras coisas para dizerem ao Pai: “Venha a nós o vosso Reino, faça-se a vossa vontade assim na terra como no Céu” (Mt 6, 10). A vontade de Deus em relação a nós é a nossa realização e felicidade. A oração, portanto, não é para modificar este querer de Deus em relação a nós, mas modifica a nossa maneira de ser, a fim de melhor podermos sintonizar com o querer de Deus.

Mediante a oração, nós vamos descobrindo a vontade de Deus e ganhamos força para agir de acordo com o que é melhor para nós.

Jesus não orava apenas por si, mas também pelos discípulos e pela humanidade. Isto quer dizer que a comunhão com Deus não nos afasta nunca da comunhão com os irmãos. Certo dia, Jesus disse a Pedro: “ Eu rezei por ti, Pedro, a fim de que a tua fé não vacile (Lc 22, 32). No Evangelho de São João aparece Jesus a orar pelos Apóstolos e por todas as pessoas que um dia, haviam de acreditar através da sua pregação (Jo 17, 9-16).

Eis algumas palavras desta oração: “Pai, não peço apenas por eles (os discípulos), mas também por todos aqueles que irão acreditar em mim através da sua Palavra” (Jo 17, 20).

Uma vez ressuscitado, Jesus ficou no Céu junto ao Pai. A Carta aos Hebreus diz que Jesus, agora, no Céu, continua a pedir por nós ao Pai e a enviar-nos o Espírito Santo (Heb 7, 25).

(Texto de Pe. Santos Calmeiro Matias)

A ORAÇÃO DA NOVA ALIANÇA




Jesus não ensinou o Pai Nosso aos discípulos como uma fórmula para estes repetirem de cor e de modo completo. Ao ensinar o Pai-Nosso aos discípulos, Jesus apenas quis transmitir-lhes um conjunto de ensinamentos, a fim de eles aprenderem a falar com Deus com critérios de Nova Aliança.


Se Jesus quisesse ensinar uma fórmula para os discípulos repetirem de cor e de modo literal, estes tê-la-iam conservado tal qual Jesus a ensinou. Mas não foi isto que aconteceu, pois o Pai-Nosso de Lucas e o de Mateus, têm fórmulas diferentes, embora os seus conteúdos teológicos sejam idênticos (Lc 11, 2-4; Mt 6, 9, 13).

Ao apresentar o Pai-Nosso como critério para orar ao jeito da Nova Aliança, Jesus distanciou-se profundamente dos outros grupos judaicos. O termo “Abba”, Pai ou Papá, é original de Jesus. Nenhum judeu seu contemporâneo ousava utilizar este termo nas suas orações. Para a mentalidade judaica do tempo de Jesus, dirigir-se a Deus chamando-o de meu Pai era um comportamento sacrílego, pois não mantinha a distância que deve existir entre o Homem e Deus. 

Ao ensinar os discípulos a orar ao seu jeito, Jesus quis demarcar-se dos diversos grupos religiosos existentes, os quais afirmavam a sua identidade cultivando um jeito próprio de orar, a fim de se diferenciarem dos outros grupos. Tanto os fariseus como os saduceus, os essênios ou os discípulos de João Baptista, os mestres ensinavam aos discípulos um modo de orar que fosse diferente, a fim de afirmarem a sua identidade.

O evangelho de São Mateus diz que Jesus, ao ensinar o Pai-Nosso aos discípulos, esta a marcar a diferença dele e dos seus discípulos face aos diferentes grupos existentes, bem como face aos pagãos (Mt 6, 5-8). Ao ensinar o Pai-Nosso aos discípulos, Jesus apenas quis ensinar os discípulos falarem com Deus Pai como um filho fala com um Pai muito querido. Mais tarde, o Espírito Santo ensinará os discípulos a dialogar com Jesus ressuscitado, falando com ele como um irmão dialoga com outro irmão: “O que pedirdes em meu nome eu o farei de modo que, no Filho, se revele a glória do Pai. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome eu a farei” (Jo 14, 13-14).

Com a apresentação do Pai-Nosso, Jesus está a ensinar aos discípulos a dialogar com Deus ao jeito de um diálogo familiar. No Pai-Nosso, Jesus ensina aos discípulos que o conteúdo da sua oração deve ser tudo aquilo que possa interessar a Deus e ao Homem. Estão presentes a vinda do Reino, o amor de Deus por nós, a nossa fragilidade e a necessidade de sermos ajudados para não cairmos na tentação.

Ao ensinar o Pai-Nosso aos discípulos, Jesus quis ensiná-los a falar com Deus tal como ele falava com o seu Pai querido. Por outras palavras, o Pai-Nosso reúne um conjunto de critérios capazes de fazer que a oração dos discípulos se processe em forma de uma oração com sabor a Nova Aliança.

São Paulo diz que todos os que se deixam conduzir pelo Espírito Santo são filhos e herdeiros em relação a Deus Pai e co-herdeiros em relação ao Filho de Deus (Rm 8, 14-17; cf. Gal 4, 4-7). Por outras palavras, ao ensinar o Pai-Nosso aos discípulos, Jesus quis que eles se sentissem membros da Família de Deus.

É como membros da Família que nós devemos dialogar com Deus. É o próprio Espírito Santo que nos convida a orar, introduzindo-nos no próprio diálogo de Deus com seu Filho. 

( Pe. Calmeiro Matias)

O SIGNIFICADO DO PAI NOSSO

A maneira de Jesus fazer oração dava aos seus discípulos vontade de rezar como ele.
E, quando lhe disseram isso, Jesus rezou com eles.
Chamou a Deus “Pai”, e disse-lhe que queria viver de tal maneira que desse bom nome a Deus.
É isso que significa “Santificado seja o Teu Nome”. O de Deus, não o nosso!
O segredo é fazer de Deus a questão mais importante da vida.
Depois, Jesus disse ao Pai que o seu maior desejo era que o Reino de Deus chegasse a nós e se cumprisse entre nós: “Venha o Teu Reino!
Não é simplesmente um pedido, mas sim um consentimento e uma disponibilidade para colaborar nesse Reinado de Deus.
Por outras palavras: fazer a vontade de Deus e pôr o mundo como Deus gosta.
Viver como Deus manda!
Jesus continuou a oração dizendo ao Pai que confiava nele, inteiramente, em todas as dimensões da vida e todos os dias. É isso que significa “Dá-nos a cada dia o Pão de que precisamos”.
Por confiar em Deus, que é Pai Bom, não vivemos para ajuntar nem nos deixamos levar por nenhuma espécie de ganância. Jesus rezou ainda para ter limpo o coração e a mente: o coração limpo de ressentimentos, e a mente limpa de tentações.
Podemos contar com a força do Espírito Santo, que Deus derramou nos nossos corações, para nos ajudar a perdoar e a deixarmo-nos perdoar, e também para sermos inteligentes e fortes diante da tentação para não fazermos o que Deus não gosta. 

Jesus não nos ensinou uma fórmula de oração, mas uma maneira de nos dirigirmos a Deus. Jesus não disse aos discípulos, “quando vocês rezarem digam isto”. O que está no evangelho é “quando vocês rezarem digam assim”. O Pai Nosso é um jeito de nos dirigirmos a Deus. É o estilo da oração de Jesus, não é a fórmula que Jesus nos deu. Por outras palavras, o que Jesus nos ensinou quando rezou assim com os primeiros discípulos, foi a dirigirmo-nos a Deus como filhos muito queridos a um Pai Bom. E, como filhos, a dizer ao Pai que pode contar conosco, e a confidenciar-lhe que também contamos com Ele. O Pai de Jesus e Pai Nosso é de fiar. Rezamos isso: Deus é de confiança! E rezamos para que nós sejamos também.

(Pe. Rui Santiago – CER da cidade de Porto –Pt).

* * * * * * *
- Conversar sobre a Missa de ENTREGA DO PAI NOSSO: data, organização, leituras, etc.

DESPEDIDA: Incentivar os pais a buscarem na oração a força e o amor de Deus por nós e pela família, para que ela sempre seja o alicerce da nossa sociedade. Fazer a Oração da Família (Exortação “Alegria do Amor” do Papa Francisco).


Oração à Sagrada Família



Jesus, Maria e José, em Vós contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor, confiantes, a Vós nos consagramos.
Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do Evangelho
e pequenas igrejas domésticas.
Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais haja nas famílias episódios de violência, de fechamento e divisão; e quem tiver sido ferido ou escandalizado
seja rapidamente consolado e curado.
Sagrada Família de Nazaré, fazei que todos nos tornemos conscientes
do carácter sagrado e inviolável da família, da sua beleza no projeto de Deus.
Jesus, Maria e José, ouvi-nos e acolhei a nossa súplica.
Amém!


- O texto do quadro abaixo, pode ser entregue aos pais para levarem para casa e refletirem, convidando os filhos a “rezar” com eles os dois Evangelhos da Oração do Pai Nosso.


AQUELE “OLHAR”...
A maneira de Jesus fazer oração dava aos seus discípulos vontade de rezar como ele. E, quando lhe disseram isso, Jesus rezou com eles. 

Chamou a Deus “Pai”, e disse-lhe que queria viver de tal maneira que desse bom nome a Deus. É isso que significa “Santificado seja o Teu Nome”. O de Deus, não o nosso! O segredo é fazer de Deus a questão mais importante da vida. 

Depois, Jesus disse ao Pai que o seu maior desejo era que o Reino de Deus chegasse a nós e se cumprisse entre nós: “Venha o Teu Reino!” Não é simplesmente um pedido, mas sim um consentimento e uma disponibilidade para colaborar nesse Reinado de Deus. Por outras palavras: fazer a vontade de Deus e pôr o mundo como Deus gosta. Viver como Deus manda! 

Jesus continuou a oração dizendo ao Pai que confiava nele, inteiramente, em todas as dimensões da vida e todos os dias. É isso que significa “Dá-nos a cada dia o Pão de que precisamos”. Por confiar em Deus, que é Pai Bom, não vivemos para ajuntar nem nos deixamos levar por nenhuma espécie de ganância. 

Jesus rezou ainda para ter limpo o coração e a mente: o coração limpo de ressentimentos, e a mente limpa de tentações. Podemos contar com a força do Espírito Santo, que Deus derramou nos nossos corações, para nos ajudar a perdoar e a deixarmo-nos perdoar, e também para sermos inteligentes e fortes diante da tentação para não fazermos o que Deus não gosta.


Sugestão de encontro para os Catequizandos:
- Crescer em Comunhão - Catequese eucarística 1 - Encontro 12: "Jesus nos ensina  rezar", pg 67-71.

Organizado por: Ângela Rocha
Catequistas em Formação

segunda-feira, 18 de abril de 2016

ROTEIRO DE ENCONTRO: DONS E TALENTOS


 Objetivos:

- Refletir a respeito dos nossos dons, promovendo uma autoconsciência em relação aos dons de cada um:
- Mobilizar um espírito de cooperação no grupo;
- Criar uma consciência grupal em relação ao papel e à possibilidade de cada um no grupo: o que temos para dar e o que precisamos receber, isto é, compartilhar os dons no grupo;
- Levar, mediante a reflexão do texto bíblico, a descobrir ou reafirmar as possibilidades pessoais.

Material:

- Bíblia: Evangelho (Mateus 25,14-30).
- Meia folha de papel sulfite para cada participante, canetas coloridas.  

Para refletir:
Deus, que habita em nós e nos fez criaturas semelhantes a Ele, plantou em nosso coração inúmeras qualidades, talentos e dons que nos permitem reconhecê-lo como o melhor Pai do mundo. Se nós recebemos de graça tais qualidades, isso significa que podemos contribuir com algo de nós a fim de fazer nosso semelhante feliz. Para isso, é preciso que cada um reconheça em si tais qualidades, pois quem não as recebe não pode doar-se.

ü Reunir o grupo em círculo, colocar o material sobre uma mesa central. Comunicar o tema do encontro estimulando-os a participar.
ü Iniciar com uma oração, invocando o Espírito Santo para conduzir o encontro.

1 - Solicitar que um voluntário leia o texto bíblico e que os participantes ouçam a mensagem com atenção.
2 – O catequista inicia uma reflexão sobre o tema, motivando a manifestação de todos sobre o entendimento do texto e sua relação com a vida de cada um.
3 – Pedir que cada participante pense em um dom/talento que Deus lhe concedeu e que reconhece que o possui. Solicitar então, que cada participante escreva na folha disponível, o dom que reconhece possuir e que deseja colocar a serviço do grupo;
4 - Orientá-los a colocar numa mesa central ou no chão, formando um círculo, as folhas contendo os dons que colocam à disposição do grupo;
5 – Convidá-los a, em silêncio, ler cada um dos dons disponíveis e, sem precipitar-se ou comentar, escolher um deles, aquele talento de que estão precisando hoje: “Com sinceridade, aproveitem essa oportunidade... reflitam, escolham”. Se mais de uma pessoa escolher o mesmo talento, elas sentam juntas depois. Orientar que retornem ao círculo levando a folha com eles;
6 – Agora, sem dizer o talento/o dom que colocamos à disposição do grupo, vamos contar ao grupo aquele que escolhemos e porque precisamos dele nesse momento da nossa vida. Motivar para que todos se manifestem, mesmo que os depoimentos se repitam. Controlar os que se estendem muito, para dar oportunidade a todos.
7 – Finalizar conforme escolha do grupo: oração de mãos dadas; troca de mensagens relativas ao tema entre os participantes. Deixar que escolham e decidam, é um exercício da própria dinâmica: utilizar os dons e criar.

FONTE: “Caminhos de Encontro e Descobertas: Dinâmicas e Vivências”. Sonia Biffi e Rosabel De Chiaro. 6ª ed. Paulus, 1998.


SUGESTÃO DE DINÂMICA PARA CATEQUIZANDOS:

DINÂMICA DO “JÁ ACHEI!”:

ü  Fazer um tabuleiro numa cartolina grossa ou papel cartão (48 x 48 cm mais ou menos), cheio de virtudes, assim:


  •  Como o desenho é sextavado, cada uma das seis partes tem 10 virtudes. Cada virtude do tabuleiro tem uma fichinha correspondente:

ü  Cada catequizando escolhe uma das partes do tabuleiro pelo número ou cor (depende da identificação que se faça) e ganha DEZ fichinhas viradas de cabeça para baixo (misturadas como se fossem um baralho).

ü  Quando se fala JÁ, eles procuram as virtudes/dons correspondentes no tabuleiro.

ü  Se encontram, vão colocando as fichas no tabuleiro. Quem termina de colocar todas as fichas, grita “JÁ ACHEI!” Depois todos contam quantas virtudes ou talentos conseguiram em seus "espaços" e falam sobre os "dons" que lhes foi dado.

ü  Pode acontecer do jogador ganhar (termine de colocar todas as 10 fichas no tabuleiro) sem completar a sua parte, pois as fichas ficam distribuídas entre os 6 jogadores e não se repetem.

ü  Como prêmio para quem conseguiu colocar antes as suas fichas, dar uma barrinha de chocolate “Talento”. (No final deve haver barras de chocolate para todos). Pde-se também distribuir balas entre uma rodada e outra.



ü Dá para brincar com 6 participantes ao mesmo tempo no tabuleiro. Aí, elas vão se revezando.

Partilhando o encontro: no final do jogo, deixei as fichinhas todas em cima da mesa e pedi que cada um escolhesse em meio àquelas 60 "qualidades", três que eles achassem que ainda não tinham ou que precisavam melhorar. Depois de escolher, que cada um partilhasse o porque da escolha.
Da mesma forma, pedi depois que escolhessem , um das qualidades, que achavam que tinham bastante, a ponto até de "repartir" com os outros.
O interessante desta partilha é que, além de entenderem a importância de colocar seus dons e talentos a serviço, o grupo passa a se conhecer melhor também.


LISTA DOS DONS E TALENTOS E QUALIDADES:

01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
ALEGRIA
ALTERIDADE
AMIZADE
AMOR
ATENÇÃO
ATITUDE
BONDADE
CARIDADE
COMPAIXÃO
COMPROMETIMENTO
COMPREENSÃO
COMUNICAÇÃO
CONHECIMENTO
COOPERAÇÃO CORAGEM
CORTESIA
CRIATIVIDADE
CUIDADO
DEDICAÇÃO
DISCERNIMENTO
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
DOAÇÃO
EDUCAÇÃO
ENTENDIMENTO
ESPIRITUALIDADE
ESPERANÇA
FIDELIDADE
FORTALEZA
FRATERNIDADE
GENEROSIDADE GENTILEZA
GRATIDÃO
HUMILDADE
INTELIGÊNCIA
LEALDADE
MANSIDÃO
MOTIVAÇÃO
ORGANIZAÇÃO
OTIMISMO
PACIÊNCIA
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
PARTILHA
PERDÃO
PERSEVERANÇA
PONTUALIDADE
PRESTEZA
PRUDENCIA
RENÚNCIA
RESIGNAÇÃO
RESILIÊNCIA
RESPEITO
RESPONSABILIDADE
SABEDORIA
SERIEDADE
SINCERIDADE
SOLIDARIEDADE
TOLERÂNCIA
TRABALHO
UNIDADE
VERDADE
VOCAÇÃO

MOLDE DA FICHINHA:

MEDIDAS DO HEXAGONO DO TABULEIRO:


*Adaptação: Ângela Rocha