sexta-feira, 3 de abril de 2015

NOSSA SEMANA SANTA


Tão comum e parte de nossas vidas, a Semana Santa para nós católicos, muitas vezes, dispensa explicações. No entanto, precisamos considerar que muitas das tradições que viveram nossos avós, hoje são desconhecidas por nós e por nossos filhos. A beleza das celebrações e ritos é ignorada e trocada pelas muitas ocupações que acabamos arrumando nesta semana, que, por ter o feriado na sexta-feira, não raras vezes, torna-se um final e semana de “férias” para muitas famílias.

A Semana Santa é muito mais que uma tradição religiosa católica que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. Ela é o ápice e a coroação da fé em Jesus Cristo Salvador. Ela se inicia no Domingo de Ramos, que relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, depois de ter ficado quarenta dias em provação no deserto, e termina com a ressurreição de Jesus, que ocorre no Domingo de Páscoa.

Domingo de Ramos: O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, com a celebração da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Jesus é recebido em Jerusalém como um rei, mas os mesmos que o receberam com festa o condenaram à morte. Jesus é recebido com ramos de palmeiras. Nesse dia, são comuns procissões em que os fiéis levam consigo ramos de oliveira ou palmeira, o que originou o nome da celebração. Segundo os evangelhos, Jesus foi para Jerusalém para celebrar a Páscoa Judaica com os discípulos e entrou na cidade como um rei, mas sentado num jumentinho (símbolo da humildade) e foi aclamado pela população como o Messias, o rei de Israel. A multidão o aclamava: "Hosana ao Filho de Davi!". No entanto, dali a poucos dias, Jesus é preso e condenado.

Segunda-Feira Santa: É o dia onde se recorda a prisão de Jesus Cristo. A liturgia deste dia traz a maldição da figueira, um prenúncio da sua morte e a expulsão dos vendedores do templo, o que incita mais ainda sua prisão e condenação.

Terça-Feira Santa: Terceiro dia da Semana Santa, onde são celebradas as Sete dores de Nossa Senhora. E muito comum também por ser o dia de penitência no qual os cristãos cumprem promessas de vários tipos. Também se faz  memória do encontro de Jesus e Maria no caminho do calvário.

Quarta-Feira Santa: É o quarto dia da Semana Santa. Em algumas igrejas celebra-se neste dia a piedosa Procissão do encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Ainda há igrejas que neste dia celebram o Ofício das Trevas, lembrando que o mundo já está em trevas devido à proximidade da morte de Jesus.
Quinta-Feira Santa: É o quinto dia da Semana Santa e, na manhã deste dia, nas catedrais das dioceses, os bispos se reúnem com o seu clero para celebrar a Missa dos Santos Óleos ou Celebração do Crisma, na qual são abençoados os óleos que serão usados nos sacramentos do Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos ao longo do ano. Com essa celebração se encerra a Quaresma. A Quinta-feira já é considerada parte do Tríduo Pascal. Neste mesmo dia, à noite, são relembrados os três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o Lava-pés, com a instituição de um novo mandamento (ou "ordenança") segundo algumas denominações cristãs e a instituição do sacerdócio. É neste momento que Judas Iscariotes sai para entregar jesus por trinta moedas de prata. E é nesta noite em que Jesus é preso, interrogado e, no amanhecer da sexta-feira, açoitado e condenado.

A igreja fica em vigília junto ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos de Jesus, que tiveram início nesta noite. A igreja já se reveste de luto e tristeza, desnudando os altares (quando são retirados todos os enfeites, toalhas, flores e velas), tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer. Também cobrem-se todas as imagens existentes no templo, com panos de cor roxa.

Sexta-Feira Santa ou Sexta-Feira da Paixão: É quando a Igreja recorda a morte de Jesus. Pode-se encenar a Via Sacra. É celebrada a Solene Ação Litúrgica, paixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, a Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão. Presidida por presbítero ou bispo, os paramentos para a celebração são de cor vermelha.

Sábado Santo ou Sábado de Aleluia: É o dia da espera. Os cristãos junto ao sepulcro de Jesus aguardam sua ressurreição. No final deste dia é celebrada a Solene Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia (4 leituras e 4 salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. Há também o Batismo dos adultos que se prepararam durante toda a quaresma. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.

Domingo de Páscoa: É o dia mais importante para a fé cristã, pois Jesus vence a morte para mostrar o valor da vida. Esse dia é estendido por mais cinquenta dias até o Domingo de Pentecostes. Costuma-se celebrar a missa bem cedo, quase ao amanhecer e despertar a comunidade com sinos.


Fontes: Diversos/internet.

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