segunda-feira, 28 de setembro de 2020

O CATEQUISTA É UM "VOLUNTÁRIO"?

Eu acredito que ser catequista é muito mais que ir à Igreja em encontros semanais, ir à missa toda semana, participar de reuniões, formações e retiros. A gente pode ser catequista em todos os lugares e não só na Igreja. É preciso estar comprometido com tudo que acarreta ser um discípulo missionário! 

Numa das minhas viagens por aí, eu conheci o marido de uma catequista. Que era, sem saber, um grande "catequista"! Isso porque ele se diz ateu e não frequenta a Igreja, mas não se importa que sua esposa o faça e a apoia. Ele não o faz e tem ideias bem arraigadas sobre isso, deixa a esposa na porta da Igreja e volta buscar depois.

Mas, ele é uma das pessoas mais revestidas da "couraça" de Cristo que já conheci. Trabalha pela comunidade como nenhuma outra pessoa faz, e sem rezar um Pai Nosso! Ele se preocupa com o outro, ele trabalha pelo outro e FAZ pelo outro. Está sempre envolvido em projetos em prol do bem-estar da sua comunidade, trabalha pelo social, ajuda os necessitados, trabalha pela capacitação profissional daqueles que não tem condições. E gratuitamente! Sem retorno financeiro. Ele ama o outro sem precisar “ouvir” de Jesus que é isso mesmo que a gente tem que fazer.

Acredito mesmo que a Catequese é mesmo um "chamado"! Mas, mesmo aos chamados, respondemos se assim o queremos. E a caminhada, depende exclusivamente de nós. Ir ou ficar é da nossa vontade.

Ninguém nasce catequista. Aqueles que são chamados a esse serviço tornam-se bons catequistas por meio da prática, da reflexão, da formação adequada, da conscientização de sua importância como educadores da fé. E tudo isso não é voluntariado! 


Deus te chama, Jesus te ensina o caminho, o Espírito Santo te dá forças, mexer as pernas é com você! E, evidente, ninguém enfrenta uma árdua caminhada sem estar preparado: sem levar água, alimento ou ter sapatos confortáveis. E é bom estudar o mapa da jornada (itinerário) também. Somente os desavisados e imprevidentes o fazem sem preparo. E, normalmente, desistem na primeira subida...

E digo mais, o que acaba comprometendo nossa missão na Igreja, é justamente o "voluntariado". Catequista não é só um mero voluntário. Catequista é um vocacionado!


O problema mesmo é quando o catequista age como um simples voluntário e se acha “voluntário”: não se acredita "chamado" para uma missão e sim executor de uma tarefa que pode deixar quando quiser; quando se aborrece com alguma coisa, quando não concorda com a coordenadora; não gosta da fulana, não vai com a cara da beltrana; não vai fazer cursos de formação... Aí é complicado!

Por isso eu prefiro ser "amadora"! rsrsrsrs...

O amador o é, enquanto está aprendendo e se aprimorando. Para um dia ser um “profissional” de verdade, comprometido verdadeiramente com a sua "profissão". Pois profissão, lembra especialização e comprometimento. A profissão também precisa gerar benefícios para a sociedade. Bom, aí vocês podem pensar que o profissional precisa ter como contraprestação dos seus serviços, o salário. E qual é o salário do Catequista? A realização!

OPA! Perái! Estou dizendo que catequista é profissão? Isso pode deixar os padres de cabelos em pé...

Não, não é uma profissão, mas, fica dentro daquilo que um profissional precisa fazer: formar-se, preparar-se para executar uma tarefa, fazê-la com competência e alegria. Quanto ao salário... vamos pensar que, com certeza, o salário dos justos é a vida eterna.

E o que me anima nesta vida é a expectativa de que no fim da minha jornada “de trabalho", me espera lá no final, naquela derradeira sexta-feira, um "happy hour" eterno, sentada com Aquele que me acompanhou pela vida afora: Jesus! E ali vamos conversar sobre os prós e os contras dessa missão tão importante... 

Ângela Rocha - Catequista Amadora (ainda e sempre). 
"Comunicar-se com os outros é dizer as palavras que o amor escolhe."

terça-feira, 22 de setembro de 2020

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA: PARA QUÊ FOI FEITO?

Conheça mais sobre o CIC - Catecismo da Igreja Católica!

Mirticeli Medeiros*

 

Muitos católicos, ao menos uma vez na vida, tiveram contato com aquele livro amarelinho que "sempre salva" a vida de alguém quando surgem dúvidas relacionadas à doutrina católica. O Catecismo da Igreja Católica (CIC), cuja última edição foi organizada pelo então cardeal Joseph Ratzinger, e publicada em 1997, é um fruto do Concílio Vaticano II por excelência.

Um fato curioso é que tanto a edição do século 16, quanto a atual, foram feitas para corresponder às orientações pastorais dos concílios ecumênicos que as antecederam. Pode-se dizer, portanto, que são "documentos pós-conciliares", utilizados para a assimilação dos conteúdos essenciais da fé católica.

Não por acaso, a proposta para a criação do catecismo atual surgiu justamente durante o Sínodo dos Bispos de 1985, convocado por João Paulo II para comemorar os 20 anos de conclusão do Vaticano II. E foi o próprio papa polonês a explicar, no documento que autorizava a criação do Catecismo (a constituição apostólica Fidei Depositum), que "o Vaticano II deveria ser, na atualidade, a fonte de inspiração para toda e qualquer ação pastoral na Igreja", e que o CIC se propunha a promover, nesse contexto, "uma catequese renovada".

O Catecismo no decorrer dos séculos

Os padres da Igreja - os mestres do cristianismo primitivo - escreveram várias instruções a respeito da prática da doutrina cristã. Um exemplo disto é a Didaché (ou Didaqué), texto do século II no qual o autor (desconhecido) explica os fundamentos da religião nascente, bem como algumas particularidades de seu culto.

Na idade média, São Tomás de Aquino criou uma espécie de "compêndio" para aqueles que se preparavam para o batismo, dotado de pouco rigor teológico justamente para facilitar a compreensão. Sua estrutura serviu de base para a criação dos catecismos. O conteúdo era dividido em 5 folhetos: Símbolo; o Pai-Nosso; Saudação Angélica; Decálogo e Sacramentos.

No entanto, o uso amplo do termo "catecismo" para designar um "manual de instruções doutrinárias" de caráter mais "universal" começa a ser adotado somente no século 16. Alguns atribuem a Martin Lutero a difusão maior da palavra, uma vez que foi ele quem publicou, por primeiro, em 1529, dois volumes de textos sobre a fé cristã utilizando este nome: o Catecismo Maior - com orientações para os ministros - e o Catecismo Menor - para o ensinamento das crianças. Todavia, vale salientar que, apesar de não utilizar o nome, o catolicismo já dispunha de manuais com instruções doutrinárias difundidos em alguns territórios. O mais conhecido era o "Catecismo Vaurense", produzido pelo sínodo local de Lavaur (França), em 1386.

Em âmbito católico, foi o Concílio de Trento (1545-1563) a aprovar a primeira edição do Catecismo da Igreja Católica, chamado Catechismus ad parochos - do latim, Catecismo aos párocos -, que como o próprio nome diz, serviria de subsídio para que os padres pudessem instruir os fiéis e assim "desviá-los das heresias". O texto foi publicado 3 anos após a conclusão do concílio, em 1566.

E é por isso que a Associação Italiana de Professores de História da Igreja (AIPHS) fala que uma "literatura catequética" se estruturou no decorrer dos séculos, e cujo apogeu se observou no século 16, período no qual se inaugurou a "era do catecismo". Anos depois, o jesuíta italiano Roberto Belarmino, para facilitar ainda mais o entendimento sobre os fundamentos da fé católica, escreveu a "Doutrina da fé cristã" e a "Declaração mais copiosa da fé cristã". Os livros esclarecem algumas dúvidas doutrinais a partir de uma sequência de perguntas e respostas feitas "pelo mestre ao discípulo" e vice-versa. As obras se tornaram, pelos 3 séculos posteriores à publicação, o manual de referência para todo católico.

Visando facilitar a compreensão dos assuntos referentes ao catolicismo, Pio X também publicou seu Catecismo em 1905, adotando o método dialógico de perguntas e respostas de Berlamino. Bastante elogiada por Bento XVI - que inclusive incentiva, ainda hoje, o seu uso - a obra é considerada por ele de grande valor para a história do catolicismo. Porém, de acordo com o papa emérito, o catecismo atual "responde melhor às exigências do presente".

As apropriações do Catecismo

Não é raro ver, hoje em dia, determinados grupos desviarem o Catecismo da sua função original. Aos poucos, o "livro amarelo", criado para promover a catequese, foi instrumentalizado para respaldar interpretações isoladas. Curiosamente, as pautas populistas, propagadas amplamente no cenário político, passaram a receber um "aval católico" e histérico de religiosos que, na verdade, não passam de falsificadores da doutrina.

É nessas horas que vemos o quanto as paixões partidárias podem levar algumas pessoas a "vender" a própria fé. Muitas delas, "cheias de autoridade" auto atribuída, desmembram alguns artigos de seu contexto, alegando, por exemplo, que a Igreja defenda o porte de armas, a partir de uma interpretação viciada do parágrafo que trata da legítima defesa. Para não citar outros absurdos propagados nas redes sociais, dentre os quais a ideia de contrapor o Catecismo – fruto do Vaticano II, diga-se – ao próprio Vaticano II e criticar Papa Francisco por considerar a pena de morte inadmissível.

Mergulhar na história do Catecismo é importante porque, com o passar do tempo, algumas pessoas passaram a utilizar o livro "na ofensiva", esquecendo-se que, a lista de explicações sobre os pilares da fé católica, serve para mostrar ao mundo a identidade do catolicismo. O que vemos, ao contrário, é a desfiguração dessa identidade por parte de quem deveria, por primeiro, promovê-la.

 

*Mirticeli Medeiros é jornalista e mestre em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Desde 2009, cobre o Vaticano para meios de comunicação no Brasil e na Itália e é colunista do Dom Total, onde publica às sextas-feiras.


FONTE:

https://domtotal.com/noticia/1464178/2020/08/catecismo-da-igreja-catolica-para-que-foi-feito/

domingo, 20 de setembro de 2020

PAPA FRANCISCO - DOMINGO 20/09/2020

 

Foto: Vatican News

Papa: A Igreja deve ser como Deus, sempre em saída. Do contrário, adoece...

Muito chão pra caminhar...


Quem, enquanto catequista, já não acordou um dia, pensando em desistir de tudo?
Quem já não teve dúvidas se esta é a missão ideal para abraçar?
Quem já não lutou incansável por coisas que, às vezes, nem sequer o nosso padre luta?
Quem já não desejou que pessoas diferentes estivessem ao seu lado na pastoral?
Quem já não pensou que "eu deveria estar lá em casa!"?
Quem já não fez planos para, no ano que vem, não estar mais na catequese?
Quem já não pensou: "esta é a minha última turma"?
Mas, chega o ano que vem, está lá! Não dorme sem pensar no que poderia ser diferente e luta, mais uma vez, para mudar as cabecinhas dos seus companheiros de missão.
Esta é a essência do verdadeiro catequista.
É o reconhecimento de que "perfeito não sou" e de que, apesar de todo cansaço nas pernas, a esperança ainda brilha nos olhos.
A vontade de desistir de alguma coisa - que não chega a ser vontade, só pensamento - acontece quando algo "incomoda", quando algo não está bem no lugar. Se criamos em nossa mente expectativa de "descansar", é porque estamos "trabalhando" por alguma coisa.
E se há pensamento de "desistência" é porque há "causa". E se há uma "causa" nunca haverá abandono, porque, por mais cansaço que possa haver em nossos passos, há muita estrada pra andar e muita esperança em nosso coração.


Ângela Rocha

sábado, 19 de setembro de 2020

TAREFAS FUNDAMENTAIS DA CATEQUESE, SEGUNDO O DIRETÓRIO GERAL PARA A CATEQUESE (1997)

Apesar de termos hoje, um novo texto do Diretório para a Catequese, não podemos deixar de considerar o quão ricos são os textos dos diretórios anteriores. Mesmo que tenham sido escritos em outro contexto histórico e vivencial da Igreja, eles nos trazem mensagens e ensinamentos que não podemos preterir. Assim é a descrição das “tarefas” da catequese, feita no DGC - Diretório Geral para a Catequese de 1997. Mais interessante ainda são as "considerações feitas logo após elencá-las. Vamos fazer aqui 
 um “resgate” dos itens 85 a 87, texto maravilhoso e muito educativo para os catequistas.

 Ajudar a conhecer, celebrar, viver e contemplar o mistério de Cristo é a missão da catequese. Estas tarefas se desdobram em outras, consideradas fundamentais (DGC 85):

Favorecer o conhecimento da fé: Aquele que encontrou Cristo deseja conhecê-Lo o mais possível, assim como deseja conhecer o desígnio do Pai, que Ele revelou. O conhecimento da fé (fides quae) é exigência da adesão à fé (fides qua). Já na ordem humana, o amor por uma pessoa leva a desejar conhecê-la sempre mais. A catequese deve levar, portanto, a  compreender progressivamente toda a verdade do projeto divino,  introduzindo os discípulos de Jesus Cristo no conhecimento da Tradição e da Escritura, a qual é a “eminente ciência de Jesus Cristo” (Fil 3,8).

O aprofundamento no conhecimento da fé ilumina cristãmente a existência humana, alimenta a vida de fé e habilita também a prestar razão dela no mundo. A Entrega do símbolo, compêndio da Escritura e da fé da Igreja, exprime a realização desta tarefa.

– A educação litúrgica: Cristo está sempre presente em Sua Igreja, sobretudo nas ações litúrgicas. A comunhão com Jesus Cristo leva a celebrar a sua presença salvífica nos sacramentos e, particularmente, na Eucaristia. Por isso, a catequese, além de favorecer o conhecimento do significado da liturgia e dos sacramentos, deve educar os discípulos de Jesus Cristo à oração, à gratidão, à penitência, à solicitação confiante, ao sentido comunitário, à linguagem simbólica, uma vez que tudo isso é necessário, a fim de que exista uma verdadeira vida litúrgica.

– A formação moral: A conversão a Jesus Cristo implica o caminhar na sua sequela. A catequese deve, portanto, transmitir aos discípulos as atitudes próprias do Mestre. Eles empreendem assim, um caminho de transformação interior, no qual, participando do mistério pascal do Senhor, passam do velho para o novo homem aperfeiçoado em Cristo. O Sermão da Montanha, no qual Jesus retoma o decálogo e o imprime com o espírito das bem-aventuranças, é uma referência indispensável na formação moral, hoje tão necessária. Este testemunho moral, para o qual a catequese prepara, deve saber mostrar as consequências sociais das exigências evangélicas.

– Ensinar a rezar: A comunhão com Jesus Cristo conduz os discípulos a assumirem a atitude orante e contemplativa que adotou o Mestre. Aprender a rezar com Jesus é rezar com os mesmos sentimentos com os quais Ele se dirigia ao Pai: a adoração, o louvor, o agradecimento, a confiança filial, a súplica e a contemplação da sua glória. Estes sentimentos se refletem no Pai Nosso, a oração que Jesus ensinou aos discípulos e que é modelo de toda oração cristã. A Entrega do Pai Nosso, resumo de todo o Evangelho, é, portanto, verdadeira expressão da realização desta tarefa. Quando a catequese é permeada por um clima de oração, o aprendizado de toda a vida cristã alcança a sua profundidade.

– Educar para a vida comunitária:  vida cristã em comunidade não se improvisa e é preciso educar para ela, com cuidado. Para esta aprendizagem, o ensinamento de Jesus sobre a vida comunitária, narrado pelo Evangelho de Mateus, requer algumas atitudes que a catequese deverá inculcar: o espírito de simplicidade e de humildade (Mt 18,3); a solicitude pelos pequeninos (Mt 18,6); a atenção especial para com aqueles que se afastaram (Mt 18,12); a correção fraterna (Mt 18,12); a oração em comum (Mt 18,19); o perdão mútuo (Mt 18,22). O amor fraterno unifica todas estas atitudes (Jo 13,34).

Ao educar para este sentido comunitário, a catequese dará uma especial atenção à dimensão ecumênica, e encorajará atitudes fraternas para com os membros de outras Igrejas cristãs e comunidades eclesiais. Por isso, a catequese, ao procurar atingir esta meta, exporá com clareza toda a doutrina da Igreja Católica, evitando expressões que possam induzir ao erro.

– Iniciar para a missão: A catequese é igualmente aberta ao dinamismo missionário. Ela se esforça por habilitar os discípulos de Jesus a se fazerem presentes, como cristãos, na sociedade e na vida profissional, cultural e social. Prepara-os também a prestarem a sua cooperação nos diferentes serviços eclesiais, segundo a vocação de cada um. As atitudes evangélicas que Jesus sugeriu aos seus discípulos, quando os iniciou na missão, são aquelas que a catequese deve alimentar: ir em busca da ovelha perdida; anunciar e curar ao mesmo tempo; apresentar-se pobres, sem posses nem mochila; saber assumir a rejeição e a perseguição; pôr a própria confiança no Pai e no amparo do Espírito Santo; não esperar outra recompensa senão a alegria de trabalhar pelo Reino.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O CONJUNTO DAS TAREFAS DA CATEQUESE:

As tarefas da catequese constituem, consequentemente, um rico e variado conjunto de aspectos. Sobre este conjunto, é oportuno tecer algumas considerações:

– Todas as tarefas são necessárias. Assim como para a vitalidade de um organismo humano, é necessário que funcionem todos os seus órgãos, também para o amadurecimento da vida cristã, é preciso que sejam cultivadas todas as suas dimensões: o conhecimento da fé, a vida litúrgica, a formação moral, a oração, a pertença comunitária, o espírito missionário. Se a catequese descuidar de uma dessas dimensões, a fé cristã não alcançará todo o seu desenvolvimento.

– Cada tarefa, à sua maneira, realiza a finalidade da catequese. A formação moral, por exemplo, é essencialmente cristológica e trinitária, plena de senso eclesial e aberta à dimensão social. O mesmo acontece com a educação litúrgica, essencialmente religiosa e eclesial, mas também muito exigente no seu empenho evangelizador em favor do mundo.

– As tarefas se implicam mutuamente e se desenvolvem conjuntamente. Cada grande tema catequético, por exemplo, a catequese sobre Deus Pai, tem uma dimensão cognoscitiva e implicações morais; interioriza-se na oração e se assume no testemunho. Uma tarefa chama outra: o conhecimento da fé torna idôneos à missão; a vida sacramental dá força para a transformação moral.

– Para realizar as suas tarefas, a catequese se vale de dois grandes meios: a transmissão da mensagem evangélica e a experiência da vida cristã.  A educação litúrgica, por exemplo, necessita explicar o que é a liturgia cristã e o que são os sacramentos; porém deve também fazer experimentar os diversos tipos de celebração, fazer descobrir e amar os símbolos, o sentido dos gestos corporais, etc. A formação moral não apenas transmite o conteúdo da moral cristã, mas cultiva também, ativamente, as atitudes evangélicas e os valores cristãos.

As diferentes dimensões da fé são objeto de educação, tanto no seu aspecto de “dom” quanto no seu aspecto de “compromisso”. O conhecimento da fé, a vida litúrgica e a sequela de Cristo são, cada uma, um dom do Espírito, que se recebe na oração e, ao mesmo tempo, um compromisso de estudo, espiritual, moral e testemunhal. Ambos os aspectos devem ser cultivados.

– Cada dimensão da fé, assim como a fé no seu conjunto, deve enraizar-se na experiência humana, sem permanecer na pessoa como algo de postiço ou de isolado. O conhecimento da fé é significativo, ilumina toda a existência e dialoga com a cultura; na liturgia, toda a vida pessoal é uma oferta espiritual; a moral evangélica assume e eleva os valores humanos; a oração é aberta a todos os problemas pessoais e sociais.

Como indicava o Diretório de 1971: “é muito importante que a catequese conserve esta riqueza de diversidade de aspectos, de forma que nenhum aspecto seja isolado, em detrimento dos demais”.


 Diretório geral para a Catequese, 1997, nº 85-87.

(Resumido: Vale uma leitura na íntegra deste trecho do DGC)

 

terça-feira, 15 de setembro de 2020

10 MANDAMENTOS PARA A PAZ NA FAMÍLIA

 



Fonte: Pastoral da Criança.


ONDE BUSCAMOS A MENSAGEM DA CATEQUESE?

Primariamente, o conteúdo da catequese é a Bíblia/Palavra, a mensagem da catequese se encontra nas Sagradas Escrituras, principalmente nos Evangelhos; também encontramos na Tradição (comportamento do povo e herança apostólica) e no Magistério (doutrina, catecismos). Qualquer tema da catequese se encontra em um destes 3 lugares. No entanto, o mundo contemporâneo nos faz buscar inspiração no mundo e na sociedade para complementar a Palavra, a Tradição e o Magistério.

Resumindo, as fontes da Catequese são:

1 – Nas sagradas Escrituras;

2 – Tradição (Devoção aos santos, devoção mariana, terço, orações/fórmulas)

3 – Magistério (Catecismos)

(DNC 23 – 25 – 106 – 107- 123 – 126 – 127)

Não podemos esquecer também a pessoa do Catequista, que tem a missão importantíssima de transmitir estas mensagens. Em sua fala no Simpósio Internacional sobre Catequese  o Papa Francisco acrescentou que o “Catequista caminha a partir de Cristo e com Ele, não é uma pessoa que parte de suas próprias ideias e gostos, mas se deixa olhar por Ele, porque é este olhar que faz arder o coração.”

Segundo o Papa Francisco, o catequista deve levar crianças, jovens e adultos ao encontro de Jesus. Seja por meio das palavras ou dos exemplos de sua própria vida, seguindo três pilares: 

1.   Ter familiaridade com Cristo, aprender com Ele, escutá-lo e permanecer em seu amor, como Ele mesmo ensinou aos discípulos: “Permaneçam no meu amor, permaneçam ligados a mim, como o ramo está ligado à videira. Se somos unidos a Ele, podemos dar frutos”. O coração do catequista deve viver essa união com Ele.

 

2.   Viver o dinamismo do amor, a exemplo de Cristo, no sair de si para ir ao encontro do outro. O dom do catequista o impulsiona sempre para fora de si mesmo, doando-se aos outros.

 

3.   Não ter medo de sair, de ir até as periferias, de ir a quem precisa, sair do comum para seguir a Deus, porque Deus vai sempre além.

O encontro de catequese deve ter o cuidado de desenvolver a vivência pessoal e comunitária da fé e seu compromisso com a transformação do mundo. Sendo assim, é fundamental que esses conteúdos tenham por base a fé crida, celebrada, vivida e rezada, e constitua um chamado à educação cristã integral.

O Catecismo da Igreja Católica é oferecido a todos os fiéis e a cada homem que queira conhecer aquilo em que crê a Igreja Católica. A educação à fé é bem radicada em todas as suas fontes e abraça diferentes dimensões. Ela é sustentada por quatro colunas:

1.      O Credo

2.      Os Sacramentos

3.      Mandamentos e Bem aventuranças

4.      Oração do Pai Nosso

Baseado na riqueza da tradição do Catecismo, buscamos a orientação recordando a História da Salvação nas três etapas da Tradição Patrística:

1 – Antigo Testamento,

2 – Vida de Jesus (Novo testamento);

3 – História da Igreja (magistério, tradição).


Ângela Rocha - Catequista

Graduanda em Teologia - 4º Período - PUCPR

Fontes: 

- Diretório Geral de Catequese (130)

- Diretório Nacional de Catequese (106)

 

(Colaboração: Fátima Regina Meira e Gleides Pacheco)

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

SANTAS REPETIÇÕES


Nunca, em nossa geração fez tanto sentido as palavras "repetidas" no rito da missa diante do contexto social que vivemos, em meio à crise humanitária causada pela pandemia e agravada pela crise política do Brasil. As poucas pessoas que podem frequentar uma Igreja compartilham da emoção que sentem ao entrar, ao participar e ao sair de uma Santa Missa. 

O antes, o agora e o depois de fato está sendo experimentado pelos fiéis. Ansiamos pelo dia de poder participar, muitos precisam até mesmo de um "passe" ou "senha" para garantir a entrada. Se preparam, anseiam pelo encontro com o Senhor. 

Sim, agora podemos dizer que temos um encontro com Ele. Sentem-se privilegiados.

Durante a celebração, cada palavra começa a fazer sentido. Todos os cantos parecem escrever a realidade cruel e de sacrifícios que temos vivido com a pandemia. Nos recorda constantemente, o quanto somos pequenos e indefesos. Lutamos contra um inimigo invisível e desconhecido. Entendemos que pedimos muito pouco ou quase nada, pelos dons do Espírito Santo, principalmente inteligência e ciência. Incentivamos nossos filhos na frente de modernos jogos e vídeos de Youtube e esquecemos de motivá-los aos estudos que realmente importam.

Percebemos quantos inocentes e heróis sacrificam suas vidas pelo próximo. Quantos gestos de amor se vêm em hospitais e entre familiares. Quantos pedidos de perdão e quantos perdões foram dados. Medo, ansiedade! Quantas cruzes estamos presenciando. Quantos “Cireneus” disponíveis em ajudar a carregar cruzes. Quantas vitórias.  Quantas injustiças causadas pelo desvio de atenção dos poderes públicos. Quantas ressurreições. Milagres!

O ato penitencial, antes era despercebido. Não tínhamos noção de que ali deveríamos implorar pela misericórdia de Deus diante de nossas falhas diárias, para que Deus pudesse amenizar as consequências dos pecados que cometemos. Agora, o "piedade Senhor", seja rezado ou cantado, tem poder místico, pois o pronunciamos com força, com fé e com tom de súplica. Oferecemos na pronúncia dessas palavras, cada pessoa, cada cidade e cada país que sofre com a pandemia. Imploramos que o Senhor tenha piedade e aprimore o dom da ciência para descobrir a cura para o mal que nos abate. Repetimos três vezes "Piedade Senhor" e agora entendemos que é pouca repetição.

Após implorar piedade, o rito nos ensina a glorificar a Deus: "Glória a Deus nos céus e na terra paz aos homens...". Paz aos homens é só o que nosso coração pede nesse momento. Paz essa que só Deus ensina a conquistar. E Ele ensina por meio das leituras da Palavra. Quanta riqueza há na Bíblia. Há também histórias e verdades. É tão rico que se tornou o livro mais lido no mundo todo. E quem além de ler o pratica, encontrou aí o segredo da paz.

Há também as preces da assembleia ou a chamada de preces comunitárias. Nesse momento percebemos a importância de ser um conjunto, de unir-se na fé. Uma Igreja precisa de pessoas unidas que praticam a mesma fé. Ressalto aqui a importância de praticar a fé e não apenas pronunciar a fé (isso inclui principalmente, perdoar e suportar uns aos outros). Sabemos que a comunidade fundada por Cristo, só chegou até nós porque viviam unidos em oração, num constante pentecoste. Todos na mesma prece! E agora consideramos que são poucas as preces descritas no rito. Precisamos aumentar para caber todas as nossas preocupações pessoais, financeiras e com quem amamos.

O rito da missa é tão sábio que antes das preces devemos professar a nossa fé por meio do Creio. Precisamos compreender o que cremos, colocar nossa fé ali para poder então acreditar no que pediremos em nome dessa fé.

Na Liturgia Eucarística percebe-se o quanto é preciosa a mística. Ocorre uma junção entre céus e terra. Ocorre o ápice do sacrifício eucarístico. Ali é possível visualizar todas as pessoas que foram infectadas e que infelizmente não resistiram. São pais, mães, avós, filhos, netos, profissionais, enfim, eram o amor de alguém. Seres humanos. Então oramos para que estejam recebendo o céu como prêmio. Oramos pelas almas e não pelo que eram ou fizeram. Oramos para que encontrem a paz. 

Oramos por toda Igreja. Oramos pelos sacrifícios que ocorrem todo dia. Para que a injustiça enfraqueça.  Imploramos para que Deus não olhe nossos pecados, mas sim a fé que anima a Igreja. Oramos para que Deus tenha piedade e mesmo na nossa indignidade ele faça morada em nós. Oramos para que o Senhor veja nossa humilde e imperfeita fé. Nosso pensamento sobe aos céus e nosso joelho se dobra. Sentimos a força dessa fé. Nos inundamos com amor e saímos dali restaurados e cheio de esperança. Ganhamos força e o desejo de retornar. 

Recebemos o Jesus por meio da Eucaristia na comunhão física ou espiritual. Ele se digna a entrar em nossa morada, tão pecadora e imperfeita. Agora compreendemos que estar com Jesus é a nossa única alternativa. Ciência dos homens neste momento tem auxiliado e orientado, mas não curado. Então resta ao ser humano se apegar com o divino.

Recebemos Jesus no mais íntimo de nosso ser e clamamos que Ele visite cada célula de nosso corpo e seja nossa proteção. Que Ele esteja em nós. Assim, como se diz no rito missal: "O Senhor esteja conosco. Ele está no meio de nós".

Tem "pesado" cada palavra pronunciada na Missa. Os olhos da fé estão se abrindo. E agora é possível compreender que realmente Deus consegue tirar proveito até dos maus acontecimentos das nossas vidas.

Repetições são feitas por mais de dois mil anos conforme foi repassado pelo modelo Apostólico da Igreja Católica. Hoje podemos entender que elas são necessárias quando repetidas na angústia da alma ou na profundeza do amor pelo Deus Criador. Senhor, tenha piedade de seus filhos, Senhor tenha piedade de nós, Piedade Senhor!

 Catequista Sandra Fretta Gomes Malagi

Paróquia Sant’Ana- Laranjeiras do Sul-PR


 

domingo, 16 de agosto de 2020

DESAFIOS DO CATEQUISTA

FORMAÇÃO PARA CATEQUISTAS 
TEMA 2

Desafios para o ministério do Catequista

“Adormeci e sonhei que a vida era alegria; despertei e vi que a vida era serviço; servi e vi que o serviço era alegria.” 

(R. Tagore).

Um dos maiores problemas enfrentados pela catequese hoje é a formação permanente. Muitos não participam ativamente, inserindo-se na comunidade e em comunhão com a Igreja que conferiu o mandato de catequista. A consequência da falta de compromisso com a formação continuada será a educação de cristãos desvinculados da vida e da comunidade, para uma prática descompromissada e individualista.

Além da problemática da formação, encontramos diversas realidades que a catequese se depara:

- Crianças e jovens que encontraram na família um ambiente propício para a iniciação cristã e outras não.

- Catequizandos que foram iniciados aos sacramentos, mas não foram devidamente iniciados à vida comunitária.

- Diversidade quanto à realidade vivida pelos catequizandos.

- Famílias em situações irregulares diante das leis da Igreja.

- Pessoas cada vez mais sedentas de Deus e de um caminho de fé.

- Pluralidade de religiões e seitas numa sociedade cada vez mais global e excludente.

- Grande rotatividade de catequistas.

- Faltam catequistas preparados para o ministério na Igreja.

- Falta de um maior conhecimento bíblico e teológico.

É muito comum ouvir nas ruas que as pessoas não querem compromisso. Mas, isto vira filme de terror, quando ouvimos da boca de um catequista: “se for pra exigir algo mais sério eu desisto de ser catequista!”. Se for um trabalho que exige tempo, disponibilidade e perseverança as pessoas e até os catequistas tentam dar um jeitinho para saírem de fininho. Não querem, não gostam, não se sentem autenticamente motivados.

Numa conversa bastante franca pode-se dizer que não é só a catequese que empenha sacrifício, capacidade para aprender e uma boa dose de motivação. Tudo na vida requer isso, inclusive o trabalho e o casamento. Será que as pessoas estão realmente conscientes disso? Muitos fazem suas opções sem terem consciência das consequências de suas escolhas.

A maioria das pessoas hoje quer optar por uma vida fácil, descomprometida e sem muita dor de cabeça. Será que a nossa fé cristã admite sustentar uma visão dessas? Ser cristão, não só de nome, implica em assumir pra valer o mesmo caminho de Jesus, um caminho que dá sentido à vida, que traz felicidade, mas que tem as suas renúncias, que requer doação, discernimento e coragem. Só quem ama verdadeiramente, está disposto a correr todos os riscos para oferecer maior qualidade de vida para os outros. Isto fez Jesus: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,13). Quem não segue este mesmo caminho, trai a sua fé e engana a si próprio num caminho de aparências e desventuras.

Em meio aos desafios, as Diretrizes Gerais para a Catequese já apontam para a catequese como uma ação prioritária na Igreja: “a formação catequética é prioridade absoluta, e qualquer atividade pastoral que não conte para a sua realização, com pessoas realmente formadas e preparadas, coloca em risco a sua qualidade” (DGC 234).

O ministério do catequista não pode ser de modo algum uma atividade improvisada, espontânea e momentânea. Para responder aos desafios faz-se necessário elencar alguns critérios importantes para ser catequista na Igreja:

- Ser jovem (acima de 15 anos) ou adulto, que tenha recebido os sacramentos de iniciação cristã.

- Alguém que tenha passado por uma formação inicial para ser catequista.

- Uma pessoa bem integrada consigo mesma, equilibrada em sua afetividade e sexualidade.

- Seja uma pessoa aberta e disponível para viver a comunhão com os demais membros da comunidade que atuam em pastorais, movimentos e ministérios na Igreja.

- Tenha discernimento e boa conduta, habilidade para corrigir e humildade para servir.

- Saiba exercitar a paciência, por meio do respeito e da tolerância ao diferente.

- Seja uma pessoa alegre, com coração de discípulo para aprender e um místico para experimentar a presença de Deus pela oração.

- Seja membro ativo de sua comunidade, que participa e celebra a sua fé, testemunha a caridade e a esperança.

- Seja um pessoa de fácil convivência, de bom relacionamento e amizade com os demais catequistas.

- Saiba acolher os catequizandos e conviver com a diferença, sem perder sua identidade de pessoa, cristão e ministro da Igreja.

- Esteja aberto e atento à formação permanente, para crescer cada dia a mais no discipulado missionário de Jesus.

- Tenha grande estima pela catequese, deixando transparecer sua paixão pela catequese no anúncio-testemunho da Palavra de Deus.


FONTE: Apostila de Formação para catequistas - Arquidiocese de Pouso Alegre - MG.


sábado, 15 de agosto de 2020

NOVO TESTAMENTO: DATAS e DETALHES

 

Foto: Lucas Rocha

Para o catequista é sempre interessante pensar em transmitir aos seus interlocutores o conhecimento “da” Bíblia e como interpretá-la, no entanto, também é válido pensar que o catequista também precisa ter conhecimento “sobre” a Bíblia e seus aspectos históricos, para também entender em que contexto ela foi escrita. 

Abaixo uma tabela com as datas em que foram escritas (prováveis) e alguns detalhes.

EVANGELHOS

EVANGELISTA

ANO + ou -

DETALHES

Marcos

64 e 70

Estudiosos colocam várias datas.

Mateus

75 e 90

Lucas

75 e 90

João

95

ATOS DOS APÓSTOLOS

 

DATA

AUTOR

DETALHES

Atos dos Apóstolos

75 e 90

Lucas

* escrito junto com o Evangelho ou logo depois

CARTAS DE PAULO

DESTINATÁRIOS

ANO +ou -

VIAGEM

DETALHES

1 Tessalonicenses

50/51

2ª viagem

Tessalônica

Escrita em Corinto

* ficou 18 meses

2 Tessalonicenses

Meses + tarde

Ou talvez 70

 

*Dúvida da autoria

1 Coríntios

54

3ª Viagem

Escrita em Éfeso

* ficou 2 anos

2 Coríntios

56

 

 

Gálatas

54/55

 

Escrita em Éfeso ou Macedônia

Efésios

61/63

Prisão

* Dúvida da autoria

Romanos

55/56

 

Em Corinto

Colossenses

61/63

Prisão

Roma (Cesareia?)

Filipenses

52/54

Prisão

Roma?

1 Timóteo

S/D definida

Não são paulinas – discípulos de Paulo

Pastorais

2 Timóteo     

S/D definida

Não são paulinas – discípulos de Paulo

Pastorais

Tito    

S/D definida

Não são paulinas – discípulos de Paulo

Pastorais

Filemon

 

61/63 ou 52/54

Prisão em Roma ou Éfeso

 

Hebreus

69/70

Não é de Paulo

Próximo da destruição do templo, no ano 70. 

* Sete Cartas são seguramente de Paulo: Romanos, 2 Coríntios, Gálatas, Filipenses, 1 Tessalonicenses e Filemon.

** Dúvidas se são de Paulo: 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, Efésios e Hebreus.

*** Paulo sofre martírio e morre entre 64 e 68.

EPÍSTOLAS CATÓLICAS

* Não são dirigidas a comunidades ou pessoas em particular, mas, à cristãos em geral.

ESCRITORES

ANO + ou -

DETALHES

Tiago

49/50

 

Judas

80

 

1 Pedro

64 ou 67

* Ambas escritas por Silvano, secretário de Pedro.

**Morte de Pedro entre 64 e 67.

2 Pedro

64/67 ou 80/90

1 João

S/D definida

As 3 epístolas são de autoria de João Evangelista.

2 João

S/D definida

3 João

S/D definida

Apocalipse

95

Autor: João

* Algumas partes teriam sido escritas no tempo de Nero: ano 70.

Fonte: Bíblia de Jerusalém.