domingo, 7 de setembro de 2025
EVANGELHO DO DOMINGO 07 DE SETEMBRO DE 2025
domingo, 17 de agosto de 2025
EVANGELHO DOMINICAL: O FOGO QUE JESUS VEIO TRAZER
(Bíblia de Jerusalém)
Reflexão
Este
é um Evangelho que causa desconforto à primeira vista. Jesus, o Príncipe da
Paz, declara que veio trazer fogo, divisão, conflito… Como entender essa
mensagem?
Jesus
está falando do fogo do Espírito Santo, aquele que purifica, transforma
e inflama o coração dos que decidem segui-Lo de verdade. Ele está dizendo que o
Evangelho é exigente e que nem todos estarão dispostos a aceitá-lo. Por isso,
surgem divisões, inclusive dentro das famílias.
Ser
cristão não é buscar uma vida tranquila e sem confronto, mas uma vida coerente
com o Evangelho. Essa coerência muitas vezes nos coloca em choque com os
valores do mundo. É isso que Jesus está nos alertando: o discipulado exige
coragem, postura, fidelidade… até quando isso nos custa.
Aplicação
para a catequese / vida
- Como
cristãos, muitas vezes teremos que nos posicionar com firmeza:
dizer “não” à injustiça, à mentira, à corrupção, mesmo que isso nos afaste
de certas amizades ou do “grupo”.
- É
preciso viver com autenticidade a fé, mesmo quando isso parecer
estranho ou impopular.
- O fogo
que Jesus veio trazer é transformador – ele queima o que é
superficial e acende em nós a paixão pelo bem, pela justiça, pela verdade.
Sugestão
de gesto/compromisso
Durante
a semana, pense em uma situação em que você precisa ser firme na sua fé.
Pode ser uma escolha, um comportamento ou um posicionamento. Coragem: Jesus
está contigo!
Ângela Rocha - Catequista e formadora
sábado, 9 de dezembro de 2023
ANDAR NA CONTRAMÃO - Mc 1, 1-8
Frei Carlos Mesters dizia que pertencer ao Reino de Deus, para a Comunidade de Marcos, era viver na contramão. À luz dessa compreensão vamos caminhar com este texto.
1. Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus
Andar na contramão é trazer a boa notícia de que o povo de Deus não é composto dos judeus ricos, mas de todo pobre, de qualquer lugar, que reconhece que o Filho de Deus é Jesus de Nazareth e não o imperador de Roma.
2. Como está escrito nos profetas: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. 3 Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.
Andar na contramão era ler as Escrituras de modo diferente dos doutores da Lei, Deus falava pela boca de João Batista e não pelos rabinos fariseus.
3. Apareceu João batizando no deserto, e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados. 5. E toda a província da Judeia e os de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram batizados por João. 6. E João andava vestido de pelos de camelo, e com um cinto de couro em redor de seus lombos, e comia gafanhotos e mel silvestre.
Quando o tempo chega, as multidões são capazes de correr o mundo para refrescar a alma. Andar na contramão é não fazer nenhuma concessão. João Batista não vestia roupas finas e se alimentava de gafanhotos e mel. Não participava dos banquetes dos opressores, em que o prato principal era a cabeça dos profetas. Pela boca de João Deus gritava no deserto que chegou o momento do juízo. A foice de Deus derrubava a maldade pela raiz e queimava a terra para que não sobrasse nenhum broto. Mas as águas sagradas do Jordão poderiam lavar os pecados de quem estivesse disposto a mudar de vida.
4. E pregava, dizendo: após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das suas alparcas. 8. Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.
Andar na contramão é denunciar e anunciar que o tempo dos pobres chegou. A melhor notícia é a de que Jesus foi trazido pela Brisa Santa para fazer a escuridão virar dia, a doença virar saúde, a tristeza virar alegria. Jesus inventa um novo batismo. O antigo lavava o corpo. O novo, o da Brisa Santa, lava a alma para que chegue o tempo do amor.
domingo, 17 de setembro de 2023
A GRAÇA DE PODER PERDOAR - REFLEXÃO

Mateus 18,15-35: A graça de poder perdoar
[Mesters, Lopes e Orofino]
Nesta reflexão para o evangelho do domingo, Jesus nos fala da necessidade de perdoar o irmão, a irmã. Não é fácil perdoar, pois certas mágoas continuam machucando o coração. Há pessoas que dizem: “Eu perdoo, mas não esqueço!” Rancor, tensões, brigas, opiniões diferentes, ofensas, provocações dificultam o perdão e a reconciliação.
1 Situando
2 Comentando
3. Alargando
A comunidade como espaço alternativo de solidariedade e fraternidade
sexta-feira, 8 de setembro de 2023
A CORREÇÃO FRATERNA (Mt 18,15-20)
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Importante ter presente e em mente que quem não se sente comunidade e não acolhe a comunidade, não faz mais parte dela por escolha própria, afinal há necessidade de conviver em paz e harmonicamente, lutando as mesmas lutas e vivendo a mesma esperança.
Vivemos hoje numa grande comunidade chamada planeta terra, sabemos que nem todas as pessoas se sentem parte da mesma comunidade, porém há algo que nos une, a utilização das riquezas naturais e o cuidado com a Biodiversidade. Neste sentido temos que nos colocar como parte fundamental desta comunidade e atuar corrigindo fraternamente todas àquelas que atuam devastando o planeta e proliferando atitudes que prejudicam o coletivo. ‘Ó Senhor, quão variadas são as tuas obras! Todas as coisas fizeste com sabedoria; cheia está a terra das tuas riquezas.’ (Salmos 104:24), sabendo que há uma obra de Deus e mesmo assim destruir consciente e inconscientemente está obra, merece uma ação imediata e a depender coletiva para corrigir antes que não haja mais meios de recuperar o que se perdeu.
Jesus também nos lembra que ele sempre estará no nosso meio, “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, estarei no meio deles!”, isso mostra que Ele se coloca no cerne da comunidade, isso nos traz um conforto para entendermos que não estamos sozinhas e sozinhos nas nossas lutas, estamos sempre acompanhados dessa força que alimenta nossa fé e nos faz cada dia mais firmes e diminui os conflitos daqueles que professam, igualmente, a mesma fé.
Sabemos que hoje tem muita falsa atuação movida por uma fé que não se baseia no amor, pois destrói vidas e acaba com o sentido de comunidade. Mas temos que nos colocar nos sempre como acolhedores dos irmãos e das irmãs que se arrependem e voltam para o nosso convívio, e tenham aceitado e entendido que o melhor caminho é sempre viver me paz e em comunidade, lutando as mesmas lutas, vivendo as mesmas dores e gozando das mesmas vitórias. Não podemos nos esquecer que sempre é tempo de aplicar a correção fraterna e com amor.
Autor: Alex Sandro – CEBI/MT
FONTE: https://cebi.org.br/reflexao-do-evangelho/a-correcao-fraterna-mt-1815-20/
sábado, 15 de julho de 2023
O DIVINO SEMEADOR: REFLEXÃO DO EVANGELHO
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| cebi.org |
Na parábola, Jesus descreve um semeador que lança sementes em diferentes tipos de solo. Algumas caem à beira do caminho, onde os pássaros as comem; outras caem em solo pedregoso, onde brotam rapidamente, mas são logo murchadas pelo sol; outras ainda caem entre os espinhos, que as sufocam. Por fim, há aquelas que caem em boa terra, produzindo fruto abundante.
Os poderosos, representados pelo solo duro e cheio de espinhos, simbolizam aqueles que, por causa de sua riqueza e poder, são incapazes de acolher a mensagem do evangelho. Suas preocupações materiais e suas ambições pessoais os impedem de permitir que a semente da Palavra de Deus penetre em seus corações. Eles rejeitam a mensagem, pois ela desafia o status quo e exige uma mudança de perspectiva e de ação.
Por outro lado, as pessoas empobrecidas, representadas pela boa terra, acolhem a mensagem e permitem que ela frutifique em suas vidas. Elas estão mais abertas para compreender os ensinamentos de Jesus, pois muitas vezes enfrentam as dificuldades da vida e estão dispostas a buscar esperança e consolo nas palavras divinas. Ao encontrar a mensagem de amor, justiça e solidariedade presente no evangelho, elas são tocadas profundamente e respondem com atos de generosidade e compaixão.
A leitura popular da Bíblia desempenha um papel fundamental na disseminação dessa mensagem de empatia e responsabilidade social. Quando as Escrituras são acessíveis e compreendidas pelo povo, elas se tornam uma fonte de inspiração e guia para a ação transformadora. A leitura popular permite que os ensinamentos bíblicos sejam apropriados e aplicados às realidades concretas das comunidades empobrecidas, gerando um senso de identificação e empoderamento.
Ao compreenderem a mensagem de Jesus através da leitura popular, as pessoas empobrecidas são encorajadas a praticar atos de solidariedade, buscando a transformação de suas próprias vidas e da sociedade em que vivem. A Palavra de Deus se torna um convite para a construção de relações mais justas, onde os mais vulneráveis são acolhidos e amparados, e onde a partilha e a dignidade humana são valores fundamentais.
Portanto, a Parábola do Semeador nos recorda que a mensagem do evangelho pode ser rejeitada pelos poderosos, mas encontra um solo fértil nas pessoas empobrecidas. A leitura popular da Bíblia desempenha um papel vital na semeadura dessa semente que gera empatia e responsabilidade social. É através da compreensão e prática dos ensinamentos de Jesus que podemos encontrar inspiração para transformar o mundo, nutrindo a solidariedade e a justiça em nosso meio.
Ruan da Silveira Isnardi
CEBI-SP
FONTE: https://cebi.org.br/reflexao-do-evangelho/o-divino-semeador/
sábado, 24 de junho de 2023
SÃO JOÃO: ANUNCIADOR DO EVANGELHO

Perseguição e Martírio por Causa do Reino
O Evangelho de Mateus nasceu de uma comunidade que já havia experimentado a violência da perseguição por causa do anúncio evangélico de Jesus.
As pessoas cristãs sentiam as contrariedades e as perseguições por causa da sua fé, do testemunho de Jesus e pela atuação em favor do Reino de Deus, por isso o convite à coragem para a vivência da fé cristã. O testemunho dos profetas, a palavra de Jesus e a práxis dos primeiros cristãos, dizem não ser possível ser Igreja de Cristo sem passar pela perseguição, martírio e a cruz, consequência da fidelidade ao Projeto de Deus. Necessitamos de muita coragem diante das adversidades deste mundo, para sermos seguidoras de Jesus de Nazaré, pois Ele nos pede resistência, resiliência, persistência e amorosidade para testemunhar corajosamente e seu Reino. As cristãs, enquanto seguidoras de Jesus, sabiam que as discípulas não estavam acima do Mestre e que quem quisesse segui-Lo também deveria carregar a cruz, por isso o convite, a insistência de não ter medo, confiar no Pai-Mãe e continuar anunciando e testemunhando sem se calar e com muita coragem.
Não Tenham Medo, mas Anunciem!
Contar com Jesus, tendo a experiência de Deus como Pai, sentindo-o presente, faz reagir, reanimar as forças para vencer o medo que deixa o discípulo paralisado. Muitas foram as passagens que mostram Jesus libertando as pessoas do medo. Na época, o terror do poder do Império, as ameaças dos mestres da Lei, as cobranças dos sacerdotes e até a imagem de um Deus Juiz, cheio de ira, tudo isso, criava uma situação de medo e pavor. Hoje, muitos se sentem inseguros na sua vida, no seu trabalho, assustados/as com as crises política, econômica, medo da conjuntura; tensos diante da necessidade de assumir posições e tomar iniciativas, falta de liberdade interior e medo do que dizem, ou seja, sofrendo o medo em segredo. “O medo causa muito dano, onde cresce o medo, perde-se Deus de vista e se afoga a bondade que há no coração das pessoas. A vida se apaga, a alegria desaparece” (Pagola, 2013b, p.121).
E quando o medo toma conta, atitudes como: consumo de mais mercadorias, diversões e prazeres a qualquer custo, fazem esquecer os problemas e o que os desafia. Outros ainda mergulham na resignação, passividade e desencanto com a vida, deixando tudo como está, outros ainda, com desejo de voltar ao passado, torcem pela volta das liturgias da Idade Média, das relações autoritárias, conservadoras e centralizadoras. Jesus nos lembra: “Não tenhais medo dos que matam o corpo”, o Pai acompanha e cuida de nós muito mais do que dos pardais. Jesus está nos encorajando para a Criatividade e a Liberdade, para retomarmos ações e iniciativas nas quais já sentimos o gosto do mundo novo que queremos para todos, todas e todes.
A luta pela justiça do Reino, esbarra na resistência dos que não querem mudanças sociais. Por isso, a afirmação de Jesus tem dois aspectos: primeiro diz respeito a coerência da comunidade com o Projeto de Deus. Segundo aspecto diz respeito as consequências do testemunho corajoso: acusação dos que continuam eliminando vidas humanas.
Não Tenhais Medo da Perseguição
Disse Jesus: “Dizei à luz do dia o que vos digo na escuridão, e proclamai de cima dos telhados o que vos digo ao pé do ouvido”. “Porque não há nada encoberto que não venha a ser revelado”. “Todo aquele que der testemunho de mim diante dos outros, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus”.
Deus está dentro da história humana e do universo, por isso, o encontro, a comunhão com Jesus, nos faz sentir confiança nesse Deus que nos ajuda a enfrentar as forças do mal e os poderes do mundo que constituem um forte anti-Reino, fazendo surgir o bem do próprio mal, encontrar caminho correto pelas vias tortuosas da sociedade, não nos abandonando jamais. “Esta fé firme em Deus não leva à evasão ou a passividade. Traduz-se pelo contrário, em coragem para tomar decisões e assumir responsabilidades. Leva a enfrentar riscos e aceitar sacrifícios para ser fiel a si mesmo e a própria dignidade. A verdadeira pessoa crente não se caracteriza pela covardia, pela resignação, mas pela audácia e criatividade”(Pagola, 2013b, p.123-124). Mesmo encontrando forças contrárias, o cristão sabe que, mais cedo ou mais tarde, a perseguição do anti-Reino chega: pelas ameaças, pela indiferença, pela omissão, pelos braços cruzados por não apoiar, por deixar tudo como está, “O ser humano precisa encontrar uma esperança definitiva e uma força que dê sentido à sua luta diária. Precisa descobrir uma ação para viver, uma confiança para morrer”, diz Pagola(id., p.125) E terá a certeza de que, na prestação de contas diante de Deus, conta com Jesus: “Eu darei testemunho dele diante do Pai que está nos Céus”.
Não Temer Conflito
“Não pensem que vim trazer paz à terra. Não vim trazer paz, mas espada”(v.34); diante desta afirmação, a fé nos questiona: a palavra meditada e o pão partilhado em nossas comunidades, tem nos dado coragem para agir no mundo com testemunho profético e cristão? Como nos tornar defensores e promotores da Vida e da Paz numa sociedade carregada de ódio, feminicídio, racismos, relações do patriarcado, agressão a natureza e aos povos originários, aporofobia (rejeição aos pobres), violências diversas?
Diante desta realidade somos chamados/as a ser discípulos/as de Jesus na construção de novas relações para o bem-estar de toda a Criação e futuro do Planeta.
Canto:/:A verdade vos libertará, Libertará:/ – De Antonio Cardoso.
sábado, 3 de junho de 2023
REFLEXÃO DO EVANGELHO: IDE E FAZEI DISCÍPULOS
Estamos no segundo domingo após Pentecostes quando a promessa do Pai se cumpre sobre todas que estavam reunidas. Isto significa que estamos vivendo a experiência do Ressuscitado, agora iluminadas pela Força da Ruah Divina. Sob esta força vamos refletir o capítulo 28.16-20 de Mateus.
Duas palavras de início me chamam bastante a atenção. A primeira delas é a Galileia e segundo o Monte ou montanha, v 16. A pergunta que nos cabe é: porque a Galileia e não Jerusalém terra “Santa”? Lembremo-nos que foi na Galileia onde Jesus inicia sua missão. A Galileia era a cidade dos gentios e lá residia pessoas vindas de muitos lugares com suas crenças e costumes e por isso mal vista pelos que guardavam a Lei a Torá, os assim chamados religiosos. O Ressuscitado convida a igreja a iniciar sua missão de onde tudo começou. Entre aquelas criticadas e excluídas pela Religião. Ainda nessa mesma linha de reflexão podemos lembrar o domingo da ascensão quando Jesus convida seus irmãos a irem à Betânia fc Lc 24,50, cidade dos pobres. Nitidamente Jesus aponta para onde deve ser a missão de sua igreja. Cabe a nós hoje olharmos para onde Jesus aponta nossa missão.
O monte me faz lembrar a grande figura de Moisés. Parece que a comunidade de Mateus quer apontar para Jesus como o novo Moisés. Moisés desce do monte com as Leis e apresenta ao povo como caminho para viver na vontade de Deus. Jesus no monte ressignifica a Lei de Moises pois, agora a lei é: amem uns aos outros como eu vos amei (cf Jo 13.34). O monte também faz lembrar um lugar de recolhimento, de oração, de iluminação onde Jesus transfigurou. Creio que os versículos 16 e 17 nos ajudam também a entendermos que somos desafiados a conviver com aqueles que duvidam do ressuscitado. Ir a Igreja não é ser igreja.
Nos últimos versículos a comunidade de Mateus apresenta Jesus com plena autoridade no céu e na terra pois não é apenas como uma referência, mas alguém que deve ser seguido. Com esta autoridade Jesus diz: “Ide e fazei discípulos entre todos os povos…” Deus não é exclusividade de um povo, mas de todos os povos. Na minha compreensão, Jesus devolve a Deus a humanidade e liberta Deus da Religião, por isso a Galileia e não Jerusalém.
No entanto, nossas Igrejas escravizaram-se pela instituição do Batismo, entendendo como requisito para sua pertença. Muitas das nossas denominações religiosas só batizam filhos de membros da Igreja e se for pagante, contribuinte. O Ide foi convertido em Vinde para minha Igreja, pois aqui tens a salvação, de novo aprisionamos Deus.
Domingo de Pentecostes, encerramos a semana de Oração pela Unidade Cristã. Orando para que nos tornemos um. Mas contraditoriamente é o batismo que nos separa, nos torna exclusivos. O que deveria ser o contrário, o batismo deveria nos inserir como grande família de Deus e assim o é no seu sentido teológico. A tradução da Bíblia do Peregrino nos trás a seguinte expressão: “Portanto, ide fazer discípulos entre todos os povos, batizai-os consagrando ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, ensinai-lhe a cumpri tudo o que vos mandei”. V.19 e 20. E o que Jesus nos mandou cumprir? Cf Jo 15. 17 “Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros”.
Finalizo dizendo: precisamos olhar para onde Jesus aponta. E de novo resgatar o ser humano pelo batismo de consagração e não de pertença religiosa, institucional. Aqui estou me referindo a nova Galileia a comunidade das pessoas empobrecidas, marginalizadas por sua condição social, por sua orientação sexual, por sua cor da pele, por sua etnia. Fazei discípulos pelo testemunho do amor. Com este testemunho temos a certeza de que Jesus está conosco até o fim do mundo.
sexta-feira, 12 de maio de 2023
REFLEXÃO DO EVANGELHO: Permaneçamos no Amor (Jo14,15-21)
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| Imagem: CEBI.ORG |
Vejamos as seguintes palavras do Evangelho deste domingo: “Se me amais, observareis os meus mandamentos” (Jo 14,15). Qual o maior mandamento de Jesus? “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis umas as outras. Como eu vos amei, amai-vos também umas as outras. Nisso reconhecerão todas que sois minhas discípulas, se tiverdes amor umas pelas outras” (Jo 13,34-35).
Jesus é o defensor, mas indo para o Pai, ele enviará outro defensor, o Paráclito, o Espírito Santo, a Ruah Divina, que revelará a verdade, para que a comunidade joanina não se sinta órfã, (14,18) como ficoaram os judeus depois da guerra do ano 70. É uma resposta contra Jâmnia.
Para Jesus, amar não é somente um sentimento, mas passa pelas atitudes de testemunhar o verdadeiro amor. Ele é a aliança entre o Pai e a sua comunidade (14,21).
Os mandamentos estão desacreditados para alguns cristãos, devido a uma educação religiosa traumatizante. “Isto é pecado, isso pode ser feito, isso não pode ser feito…” Mas Jesus diz que a lei que resume todos os mandamentos, a todos contendo, é a seguinte: “Ama a Deus e ama ao teu irmão”. Esse enfoque da lei é um enfoque libertador.
Falemos do amor, mas não como sempre se fala dele. Devemos procurar encontrar uma definição de amor que seja nova e que valha a pena. Por exemplo: amar uma pessoa não é usá-la. Naturalmente, nós podemos usar Deus: quando queremos que Ele faça aquilo que nos agrade, quando queremos que Ele esteja a nosso serviço e não pensamos que nós devemos estar a serviço d’Ele. Isso não é amar a Deus, mas sim usá-lo. Mas qual seria então a verdadeira atitude? Seria colocar-se à disposição de Deus, como Jesus ensinou os apóstolos e apóstolas, discípulos e discipulas.
Tudo isso nos ajuda a revisar todas aquelas formas em que a pessoa é usada, no plano político, nas relações de trabalho, na amizade. Mas o amor é exatamente o contrário disso: amar uma pessoa é respeitar sua identidade, ouvi-la, desejar que ela cresça e fazer todo o possível para que ela cresça. É praticar a comunhão e a participação (Puebla 215).
Que o Espírito Santo nos ilumine para vivermos segundo o Evangelho, segundo a verdade, livres da mentira, das “fake News”. Permaneçamos testemunhando nosso amor a Jesus (14,21).
sábado, 4 de junho de 2022
O ESPIRITO NOS VEM COMO DINAMISMO DE AÇÃO QUE LIBERTA
REFLEXÃO DO EVANGELHO: JOÃO 20, 19-23
O envio do Espírito por Jesus é a culminância da experiência
pascal. Reunimo-nos como assembleia de chamados/as para pedir que o
Espírito renove em nós os prodígios que realizou no início do cristianismo,
esperando que o Sopro de Deus nos dê respiro e vida, nos ajude a testemunhar e
anunciar o Reino de Deus na língua das diversas culturas, nos ajude a derrubar
os muros que nossos medos e prepotências ergueram, abra as portas das nossas
Igrejas sitiadas pelas leis e dogmas, e nos empurre para fora, em ritmo de
missão.
O Espírito Santo atua e3m nós para q
ue não sejamos como papagaios, que repetem palavras e discursos que
não entendem. Um dos primeiros frutos da ação do Espírito Santo é uma palavra
nova e viva. Com a força do Espírito, as pessoas caladas vencem o medo e
começam a falar. São palavras de protesto que saem da boca dos marginalizados,
clamores que reivindicam reconhecimento e respeito; palavras proféticas que
denunciam as injustiças praticadas contra os oprimidos e anuncia uma nova ordem
social e rompe com as velhas lições.
Mas o Espírito suscita também palavras orantes e celebrativas, cânticos
novos que reconhecem e louvam a ação libertadora de Deus no coração das pessoas
e do mundo. São palavras despertadas por uma compreensão espiritual das
Escrituras, não mais lidas como coisa do passado ou simples doutrina, mas como Palavra
viva e plena de sentido para os homens e mulheres de hoje. Esta palavra nova,
suscitada pelo Espírito, assume a gramática das culturas e anuncia o Reino de
Deus de tal modo que os povos possam compreender na sua própria cultura.
O Espírito também nos livra da ameaça de sermos fragmentos
desarticulados, perdidos no tempo e no espaço. Ele cria vínculos de amor,
amizade e solidariedade. Onde o Espírito é acolhido e age, as pessoas isoladas
se reúnem, os membros formam um corpo, nasce um povo novo e peregrino. Cria-se
uma comunhão que transcende os indivíduos e o tempo, pois o Espírito une
pessoas e gerações diferentes numa unidade familiar, étnica e nacional, as
pessoas e culturas numa comunidade eclesial, centrada na memória de Jesus de
Nazaré.
A presença do Espírito Santo é força que nos livra do risco de sermos
sempre e apenas escravos, indivíduos que reproduzem, sob pressão e por
medo, as ações determinadas pelos senhores. Ele nos faz pessoas livres, capazes
de agir por iniciativa própria, inclusive na arena política. Aos macacos fica
bem a imitação e a repetição, mas não aos filhos e filhas de Deus! O Espírito
nos é dado para superar a condição de escravos e alcançar a condição de filhos
e filhas maiores, livres de todas as tutelas, herdeiros do Reino de Deus. Onde
está o Espírito, ali está a liberdade!
Esta liberdade não é apenas ‘liberdade de’ algo que oprime, mas
principalmente ‘liberdade para’ alguma coisa nova. O Espírito nos faz livres da
dependência das forças da natureza, dos condicionamentos inconscientes, do
poder de persuasão dos meios de comunicação social, do constrangimento das
instituições e sistemas políticos, econômicos, culturais e religiosos. O
Espírito nos assegura a liberdade radical e nos possibilita agir sem medos em
favor da vida dos outros, em vista da criação de uma realidade social nova,
baseada na liberdade e na cooperação.
O Espírito Santo impede ainda que sejamos mortos-vivos, pois ele
não se coaduna com os sistemas e instituições que impõem silêncio, com o
individualismo narcisista e com a passividade omissa. Ele é a força de Deus na
história, a força libertadora de Jesus Cristo. Aos cristãos ele é enviado como
dinamismo missionário, como capacidade de agir no plano do homem novo:
partilhar o pão, curar as doenças, perdoar e acolher os pecadores, anunciar a
Boa Notícia aos pobres, desarmar para amar, percorrer o êxodo missionário.
“Envias teu Espírito e assim renovas a face da terra…”
Vem Espírito Santo, e suscita em nós o desejo de sermos dom, de
engajar-nos na luta para que todos tenham vida. Não permita que te aprisionemos
na intimidade do coração ou no silêncio dos templos. Faz que nossa vida seja
semente de liberdade, solidariedade e eternidade. E que o Filho do Homem ungido
por ti, seja o Caminho que percorremos, a Verdade que acolhemos e a Vida que
aspiramos ardentemente e promovemos generosamente. Assim seja! Amém!
Itacir Brassiani msf
sábado, 16 de abril de 2022
A LIÇÃO DA PEDRA REJEITADA QUE SE TORNOU ESSENCIAL!
REFLEXÃO DO EVANGELHO
Reunimo-nos
hoje em vigília, marcados pela dor da perda, recapitulando a história da
salvação, regando as frágeis sementes de esperança que nos restam. “Eu sei que
uma dor assim pungente não há de ser inutilmente…” Acompanham-nos muitas
testemunhas que nos antecederam nessa travessia. Mas a vigília sempre nos
possibilita também assumir a herança humana e espiritual de quem partiu,
levantar o olhar e encontrar forças para continuar a caminhada.
A ação
criadora de Deus é sempre lenta, e avança numa luta sem tréguas contra o vazio,
o caos e o abismo. Quem sonha e luta se vê frequentemente encurralado, com o
mar intransponível à frente e as tropas ameaçadoras atrás. Existem pessoas
lutadoras e iniciativas promissoras, mas são frágeis e estão muito dispersas,
como o povo de Israel no cativeiro da Babilônia. E sem falar nas perseguições e
linchamentos judiciais e midiáticos, que querem abortar mesmo os mais frágeis
brotos de mudança e de justiça verdadeira. Onde estão os sinais da páscoa?
O vazio
da sepultura não é prova da ressurreição, mas convida a perceber que as marcas
dos pregos e o corpo torturado não são a última palavra da história. Na tumba
vazia, anjos e mulheres anunciam que o caos do lixo pode dar lugar a uma
criação harmoniosa, que o mar ameaçador pode ser atravessado a pé enxuto, que
os grupos dispersos podem ser unificados, que os crucificados caminham à nossa
frente e vislumbram novidades em gestação. Precisamos abrir-nos às novas
possibilidades escondidas no segredo do átomo, no íntimo das pessoas, nos
caminhos da história.
As
mulheres, as poucas conhecidas e as muitas anônimas, estão a nos dizer que,
para entender o mistério da vida, precisamos retomar a Palavra de Jesus, a
lição da sua compaixão. Como discípulos seus, não podemos insistir em buscar
entre os mortos aquele que está vivo, em enclausurar no passado aquele que é
presente e futuro. A surpresa do túmulo vazio é apenas o começo, e não pode ser
um convite a ‘voltar para casa’, ignorando nossa responsabilidade com a lição
das mãos dadas. É preciso morrer para o pecado e renascer para o cuidado!
Como
cristãos, completamos em nossos corpos os sofrimentos de Jesus Cristo. A
ressurreição se multiplica como semente no testemunho e nas iniciativas de
discípulos e discípulas, comunidades e Igrejas, grupos e movimentos que
aprendem e ensinam a lição da misericórdia. Como na ressurreição de Jesus, os
sinais pequenos passam a ser reais e promissores. O batismo, recordado e
celebrado comunitariamente na vigília pascal, expressa este dinamismo na vida
de cada um de nós e da comunidade eclesial. Morreu o velho homem, nasceu uma
nova criatura!
Já
vivemos e sofremos o bastante para saber que esta passagem não é nem
automática, nem evidente. Trata-se de um projeto de vida que, para ser
realizado, exige disciplina e empenho. O sonho e a luta pedem vigilância sobre
nós mesmos e sobre a permanente tentação de sermos sempre os primeiros e deixar
a ninguém o cuidado do que é de todos. Mas esta não é uma luta inglória, pois
Jesus de Nazaré, nosso irmão maior, já venceu a batalha, removeu muitas pedras,
derramou sobre nós seu Espírito e nos fez capazes de compaixão.
Os
primeiros cristãos resgataram uma imagem preciosa para falar da ressurreição de
Jesus: Ele é como uma pedra que os construtores jogaram na caçamba de entulhos
e que Deus transformou em pedra que sustenta todo o teto em forma de abóbada.
Por isso, a páscoa pede que abramos os olhos às pessoas e grupos sociais
descartados como desnecessários ou eliminados como incômodos. Se não os
tivermos no coração das celebrações e projetos eclesiais, nossa fé poderá ser
como casa construída sobre a areia, e nossa utopia pode se deteriorar em
simples ideologia.
Senhoras
da madrugada, humildemente pedimos a vocês ajuda para caminhar na noite que nos
envolve, para ver com nossos próprios olhos que o mestre de vocês e nosso nos
precede na periferia e no deserto. Por favor, acompanhem nossos passos
inseguros e emprestem-nos um pouco do perfume que vocês souberam conservar, a
fim de não chegarmos de mãos vazias ao encontro com Aquele que vive para
sempre. E então anunciaremos de mil modos que a carne amada e amante de Jesus
vivifica todos os sonhos que nos habitam. Assim seja! Amém!
Texto:Itacir Brassiani msf
Fonte: cebi.org.br
sexta-feira, 29 de outubro de 2021
REFLEXÃO SOBRE O EVANGELHO DE MARCOS 12, 28b - 34
No Evangelho proposto para o 31º do Tempo Comum (Mc 12, 28b-34), Jesus e os discípulos já estão em Jerusalém. O capítulo 11 do Evangelho da comunidade de Marcos já tinha nos contado sobre o início da caminhada de Jesus em Jerusalém, após ele entrar na referida cidade montado em um jumentinho. Depois, continuando a caminhada com Jesus, vivenciamos o acontecimento da figueira sem frutos e a expulsão dos comerciantes do Templo. Caminhando um pouco mais, chegamos à encruzilhada em que o texto de hoje nos situa mais de perto: fariseus, herodianos e saduceus, aproximando-se de Jesus, enquanto ele circulava pelo Templo, criando armadilhas, “para pegá-lo em alguma palavra” e assim, antecipar sua condenação. E, é após uma dessas artimanhas (saduceus querendo pegar Jesus em contradição, a partir de um questionamento sobre a ressurreição), é que um certo doutor da Lei, que tinha ouvido a discussão entre Jesus e os saduceus, e gostado da resposta de Jesus, aproximou-se dele e perguntou qual era o primeiro de todos os mandamentos.
Pode
parecer, mas essa pergunta não era tão simples, pois os líderes religiosos
tinham catalogado 613 preceitos na Lei. Logo, não era fácil escolher um entre
tantos.
Bem…
Jesus respondeu ao doutor da Lei:
– O
primeiro mandamento é: “Ouça, Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Ame
o Senhor seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua
mente, com toda a sua força”. O segundo é: “Ame o seu próximo como a si mesmo.
Não existe outro mandamento maior que estes”, sendo ambos inseparáveis.
Ao
escutar a resposta, o doutor da lei disse a Jesus:
– Muito
bem, mestre. Com razão disseste que Deus é o único, e que não existe outro além
dele. E que amá-lo com todo o coração, com a toda a inteligência e com toda a
força, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais que todos os holocaustos e
sacrifícios.
Por sua
vez, Jesus viu que o doutor da Lei respondeu com inteligência e lhe disse:
– Você
não está longe do Reino de Deus”. (E eu senti vontade de complementar: “apesar
de ser sábio e inteligente”). “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque escondeste essas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos
pequeninos” (Mt 11,25).
A partir
desse diálogo amigável, digamos assim, a sabatinada de perguntas a Jesus, por
parte dos grupos religiosos e políticos da época, deu uma trégua naquele
momento, pois o Evangelho conclui dizendo: “E ninguém mais tinha coragem de
fazer perguntas a Jesus”.
Um fato
curioso nesse texto bíblico é que em Marcos a primeira vez que o doutor da Lei
se dirige a Jesus, ele não o chama de mestre. Porém, após a resposta de Jesus,
o doutor da Lei diz: “Muito bem, mestre”. Essa atitude do doutor da
lei pode nos ensinar, entre outras coisas, que fora do grupo dos discípulos, ou
fora das nossas bolhas, existem pessoas abertas e dispostas aos ensinamentos de
Jesus. Jesus não é privilégio exclusivo de determinados grupos.
Ao dizer
“não existe outro mandamento maior que estes”, Jesus nos ensina que o amor, e
nada mais que o amor, é critério para fundamentar qualquer ação na Vida e, para
ler qualquer texto da Bíblia. O amor é que dá sentido às nossas atitudes, e não
fórmulas e aparatos rituais. O que nos deixa perto do Reino de Deus é amar a
Deus e o próximo, com a inteireza do nosso ser. A nossa fé, a nossa prática precisam
se expressar e serem expressão do amor. No diálogo presente no texto, o doutor
da Lei complementa: “Amar vale mais que todos os holocaustos e sacrifícios”.
Essa afirmação é muito significativa em um contexto em que o pátio do Templo
era um verdadeiro mercado de animais que eram vendidos para serem sacrificados,
com finalidade religiosa. Além disso, como um bom estudioso da Escritura
do seu povo (Leis e Profetas), provavelmente aquele doutor da Lei conhecia a
profecia de Oséias (6, 6) que diz: “Porque eu quero a misericórdia, e não o
sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”.
Mas, por
que Jesus agrega dois mandamentos? (Dt 6,4-5 e Lv 19,18)
Provavelmente
para nos ensinar que não é possível amar a Deus e ser indiferente às pessoas
caídas à beira do caminho, porque lhe foram retiradas a sua dignidade e modos
de sobrevivência. Ou, uma religião que anuncia o amor a Deus e se esquece das
pessoas oprimidas e violentadas nos seus corpos, é uma grande falsidade.
Por fim, em tempos de pandemia
causada pelo novo coronavírus (Covid-19) e de mudanças climáticas, em que a
Terra grita por causa de um modelo baseado na exploração econômica ininterrupta
dos seus recursos, na degradação ambiental desenfreada e na sujeição
sociocultural dos povos, é preciso ampliar os olhares e as ações sobre as
“relações-proximais”, de forma que “todas as criaturas encontrem seu lugar para
florescerem na Casa Comum”.
Texto do Múria Carrijo
Fonte: cebi.org.br
sábado, 20 de março de 2021
REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DOMINGO - V DOMINGO DA QUARESMA : O ATRATIVO DE JESUS

Imagem: CEBI.org
SÓ COMEÇAMOS A ENTENDER ALGO DA FÉ QUANDO NOS SENTIMOS AMADOS POR DEUS
Reflexão do Evangelho de João 12,20-33










