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domingo, 15 de agosto de 2021

FESTA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

Imagem: A12.com

Hoje, 15 de agosto. comemora-se uma "Solenidade" da Igreja Católica, a Festa da Assunção de Nossa Senhora, Quando o dia 15 cai durante a semana, a solenidade vai para o domingo.

Abaixo a reflexão do Vatican News, que explica um pouco do que é esta festa para o catolicismo.

REFLEXÃO PARA A SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA

Maria, exemplo de mulher solidária com a missão de Jesus e com a nossa.

Chegamos à festa da Assunção da Santíssima Virgem, na qual celebramos, a cada 15 de agosto, a conclusão de sua vida terrena; celebramos seu início no dia 8 de dezembro, sua Imaculada Conceição. Portanto as duas efemérides mais importantes no calendário mariano são, dentro do Magistério Eclesial, motivo de duas encíclicas, a do Papa Pio IX, sobre a Imaculada Conceição, promulgada em 1854 e a da Assunção de Maria, do Papa Pio XII, promulgada em 1950. Todos os dois acontecimentos são dogmas de fé e têm relevante importância pastoral. Cremos que a Mãe de Jesus foi concebida sem a mancha do pecado original, no seio de Sant´Ana e que, completados seus dias, foi elevada ao Céu em corpo e alma.

Vejamos o Evangelho da liturgia da Assunção.

Extraído de Lc 1,39-56, fala da vista de Maria à prima Isabel e traz o canto de Maria, o Magnificat. A perícope inicia com a partida de Maria para as montanhas, onde irá assistir a prima Isabel. Segundo o Cardeal Martini, a decisão é a concretização de uma opção, seu ponto central. “É obediência à verdade”, “é expressar no cotidiano o que se entendeu”.[1] Logo, Maria concretiza ser a serva do Senhor, não apenas em consentir gerar o Filho de Deus em seu seio, mas em servir todas as pessoas, principalmente aquelas envolvidas com a missão de seu filho. Aliás, esse será o papel de Maria em todas as situações de grande significância redentora, desde as Bodas de Caná, sempre fazendo a vontade do Senhor, até sua presença junto aos discípulos na manhã de Pentecostes, Maria, a humilde serva do Senhor.

Como estão nossas concretizações? Estamos repletos de boas intenções, mas na vida, no dia a dia, como nos portamos? De acordo com nossas “decisões” ou deixamos as concretizações para depois, quando já for tarde demais? Maria se entregou ao Senhor, não apenas na hora do “faça-se”, mas a cada apelo que seu coração e inteligência anunciavam as solicitações da vida, de Deus!

Por outro lado, Maria guarda uma revelação, o anúncio de que está grávida de Deus, colaboradora na Missão Redentora do Verbo, e ela segundo Carlo Martini, sente um desejo de partilhar com alguém e esse alguém também foi contemplado com algo fora do comum – a gravidez de uma idosa! Maria, além de ir ajudar, “parte depressa para ser ajudada”[2]. E continua Martini, Isabel não teve revelação alguma sobre Maria, mas intuiu tudo e por isso disse:” A que devo que a mãe de meu Senhor, venha a mim? (v. 43) Isabel ficou plena de Deus ao receber Maria em sua casa, já que a Santíssima Virgem era portadora de Deus.

Maria, portadora de Deus, a nova arca da aliança, leva tudo o que isso significa, como a alegria. A alegria, não a euforia, é um dom divino, é a presença consoladora de Deus presente entre nós. João Batista pula de alegria no seio de Isabel, de modo que ela percebe nesse movimento, o reconhecimento que seu filho faz na chegada de Maria. A autêntica alegria é contagiante!

E como nós, batizados, possuidores da luz de Cristo, vivemos a alegria e a partilhamos? Neste tempo de pandemia, como está nossa alegria, confundida como manifestação irresponsável?  Presente de um modo eufórico nos bailes e festas proibidos por causa da aglomeração?

Consciente de que Deus visita os humildes, os abençoa e os engrandece e ciente de seu papel na missão do Verbo, Maria entoa seu hino, bendizendo a Deus. Em alguns versículos, Maria fala em nome do Povo de Israel e de todos os oprimidos, discriminados por vários motivos, como quando diz: “o Senhor olhou para a humildade de sua serva” e “todas as gerações me proclamarão bendita” e ainda, “porque o Todo-Poderoso fez grandes coisas em meu favor” (vv.48-49).

Como está nossa capacidade de louvar o Senhor por todas as maravilhas que fez conosco e com pessoas do povo, especialmente as marginalizadas pela nossa sociedade do descarte? Somos inclusivos?

Maria, exemplo de mulher solidária com a missão de Jesus e com a nossa. Como está nosso relacionamento com ela? Olhamos para ela como modelo a ser seguido, como Mãe atenta às carências de seus filhos? Pedimos para ela nos colocar com seu filho Jesus? Maria, essa mulher que sempre foi de Deus, mesmo antes de nascer, durante sua vida terrena e agora, ao lado do Senhor, de modo pleno, conheceu nossas carências e, como mãe atenta, percebe nossas debilidades e nos socorre com seu carinho, com sua ternura, em todos os momentos de nossa vida, nos aproximando de seu filho Jesus, o Redentor!

 Padre Cesar Augusto, SJ – Vatican News

[1] MARTINI, Carlo A Mulher da Reconciliação, São Paulo, Edições Loyola, 1991, 16

[2] MARTINI, Carlo A Mulher No Seu Povo, São Paulo, Edições Loyola,1986, 55


FONTE: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2021-08/reflexao-para-a-solenidade-da-assuncao-de-maria.html

“A Imaculada Virgem, preservada imune de toda a mancha original, terminada o curso da sua vida terrestre, foi elevada em corpo e alma à glória celeste".

Festejamos a Imaculada Conceição - festa do início da "missão" de Maria - em 8 de dezembro.  Maria tem portanto, duas solenidades importantes, além dos dias que se dedica a alguma "aparição" dela... onde se conhece ela por outros "nomes": n. sra de Fátima, N. Sra. de Lourdes, etc. Para a Igreja, de modo geral, as festas de Maria são: dia 08 de dezembro, Imaculada Conceição; e 15 de agosto, Assunção de Maria.

O artigo abaixo também é muito bom: 

https://www.a12.com/academia/artigos/a-festa-da-assuncao-de-nossa-senhora

Aproveitem e escutem o canto de Maria, o "Magnificat"... Lindo, lindo...

https://www.youtube.com/watch?v=XmsBw49FczE

Este canto encontra-se na Bíblia, em Lucas 1, 46-55.

Não existe na Bíblia muitas referências à Maria, então, não temos uma "descrição" da subida dela aos céus, mas, pelo Magistério e Tradição da Igreja, constitui-se estas duas solenidades. E o Evangelho de hoje é a visita de maria a sua prima Isabel - Lc 1, 39-56.

Ângela Rocha
Catequistas em Formação.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

HOMILIA: 20º DOMINGO DO TEMPO COMUM

                           SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

O que podemos afirmar nesta Solenidade da Igreja é que, como Jesus, Maria é glorificada, ressuscitada. Ela é a Rainha do Céu e da Terra, a mulher vestida de sol. Eis o significado principal do dogma da Assunção, proclamado pelo Papa Pio XII, depois de consultar a Igreja de Deus.

Deus parece querer nos mostrar com mais clareza sobre o fim último de nossas vidas. Sim, pois não somente o seu Filho Jesus ressuscitou e está a sua direita. Poderíamos pensar que isto não seria privilégio da criatura humana. Talvez na glorificação de Maria de Nazaré as coisas se tornem mais claras, pois agora vemos que uma pessoa do povo, uma mulher tão simples como muitas das que conhecemos, foi ressuscitada.

São Paulo nos diz (na segunda leitura) sobre a nossa ressurreição, afirmando que nós também ressuscitaremos como Cristo. No Apocalipse (primeira leitura) vemos Maria como sinal glorioso, vitoriosa contra os poderes do mal. Unindo os dois textos, afirmamos que Maria é o ícone escatológico da Igreja, ou seja ela é antecipadamente o que desejamos ser. Portanto, Maria é a revelação de
Nosso último destino – a glória do Céu.


“O que é imperecível é precisamente aquilo que viemos a ser no nosso corpo, o que cresceu e amadureceu na vida nas realidades deste mundo. O Cristianismo anuncia a eternidade daquilo que se passou neste mundo (...) É o amor de Deus que nos torna eternos e a este amor que concede a vida eterna é que chamamos de ‘céu’” (Papa Bento XVI). Existe, portanto, uma conexão entre a vida terrena e a vida celeste. No Céu teremos uma continuidade desta existência: reconheceremos nossos amigos, lembraremos de nosso passado. Não se trata de uma vida sem nenhuma ligação com o passado. Olhar para o Céu deve nos fazer ter um olhar novo para a nossa história. O que queremos levar para a eternidade? Certamente, alguns aspectos de nossa vida serão purificados e eternizados, outros apenas atrapalharão a nossa união com o
Senhor e a nossa glorificação.


Maria tem um corpo glorificado. Precisamos superar a ideia de que a matéria e o corpo serão destruídos. Deus deseja glorificar toda a criação, tudo o que faz parte de nossa existência. Ressurreição e assunção são temas que nos remetem às realidades humanas: nossa história, nossos sonhos, nossas lembranças... Deus toma tudo em suas mãos e eleva a um nível espiritual. No Céu seremos o que já somos, mas numa dimensão superior – elevada pela graça do Espírito.

 Ao elevar uma mulher a glória, Deus glorifica o feminino. Se Jesus é o masculino na glória do Pai, Maria é o ícone feminino no Céu! Se nos enriquece olhar para a firmeza masculina de Jesus que venceu o pecado e a morte de cruz, também nos completa ver a firmeza delicada de Maria que entre lágrimas femininas venceu com Jesus a Cruz e chegou a vitória sobre a morte.

No Evangelho, Maria se proclama humilde e serva. Em seguida, declara uma realidade: todos me considerarão bem-aventurada, ou seja, no grego, makária, que significa Santa do Reino de Deus (Lc 1,48). E quem lhe deu esta graça?


Foi o Senhor que fez grande coisas em seus favor, como ela mesmo diz no versículo seguinte. Assim, quem proclamou Maria como Santa não foi a Igreja Católica, mas o próprio Deus, segundo evangelista Lucas. Existe, pois, um caminho seguro para se chegar a bem aventurança de Maria – a humildade. Ela não quis ser grande, ela se tornou grande por ser a menor de todas: Maria
É a  humilde serva.

Aquela mulher que muito jovem foi chamada a ser a mãe de Jesus, não estava diante dos holofotes. Não era ela uma nobre que residia em Roma, nem era da corte de Herodes, não tinha dinheiro ou fama. Morando num lugar desconhecido e sem significância, no fundo da Galileia, lá estava a humilde serva que se tornaria a Rainha do Céu. A pequenez insignificante tem o primeiro lugar no Céu - esta é a lógica paradoxal do Evangelho. Só Deus pra
fazer coisas assim...

Pe. Roberto Nentwig


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ANGELUS DO PAPA

                              SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA AO CÉU
 “Trazendo Jesus, Nossa Senhora traz também a nós uma nova alegria, cheia de significado; nos traz uma nova capacidade de atravessar com fé os momentos mais dolorosos e difíceis”.

Falando aos milhares de fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro e provenientes de diversas partes da Itália e do mundo para assistir a cerimónia mariana do Ângelus na Solenidade da Assunção, o Papa Francisco recordou que devemos pedir a Maria aquele “dom imenso”, da “graça que é Jesus Cristo” para as nossas famílias e comunidades de pertença.

A narrativa do evangelista Lucas sobre a visita de Maria a sua prima Isabel, foi o tema da reflexão do Papa, que precedeu a oração mariana do Ângelus.

Francisco recordou que “na casa de Isabel e do seu marido Zacarias, onde antes reinava a tristeza pela falta de filhos, agora existe a alegria de uma criança que chega, uma criança que se tornará o grande João Batista, precursor do Messias”.

“E quando chega Maria, a alegria transborda e explode nos corações, porque a presença invisível mas real de Jesus preenche tudo com um sentido: a vida, a família, a salvação do povo, tudo!”

“E esta alegria plena – explica o Santo Padre – se exprime com a voz de Maria na estupenda oração” do Magnificat: “É o canto de louvor a Deus que opera grandes coisas por meio das pessoas humildes, desconhecidas para o mundo, como é a própria Maria, como é o seu esposo José, e como é também o local onde vivem, Nazaré. As grandes coisas que Deus fez com as pessoas humildes! As grandes coisas que o Senhor faz no mundo com os humildes, porque a humildade é como um vazio, que deixa espaço para Deus. O humilde é poderoso, não porque é forte. E esta é a grandeza do humilde, da humildade” sublinhou o Santo Padre.

“Gostaria então de perguntar a cada um de vós aqui presente  e também a mim mesmo – sem contudo que se tenha de responder em voz alta; mas que cada um responda no coração: Como está a minha humildade?”

“O Magnificat – disse o Papa – canta o Deus misericordioso e fiel que cumpre o seu plano de salvação para com os pequenos e os pobres, para com aqueles que têm fé n’Ele, que confiam na sua palavra como Maria”. Neste sentido, acrescentou Francisco “a vinda de Jesus naquela casa por intermédio de Maria, criou não somente um clima de alegria e de comunhão fraterna, mas também um clima de fé que leva à esperança, à oração, ao louvor”.

“Tudo isto nós gostaríamos que acontecesse hoje nas nossas casas. Celebrando Maria Santíssima Assunta ao Céu, gostaríamos que ela, mais uma vez, trouxesse para nós, para as nossas famílias, às nossas comunidades, o dom imenso, a graça única que devemos sempre pedir em primeiro lugar e acima das outras graças que também estão no coração: a graça que é Jesus Cristo”.

“Trazendo Jesus – acrescentou o Pontífice – Nossa Senhora nos traz também uma alegria nova, cheia de significado: nos traz uma nova capacidade de atravessar com fé os momentos mais dolorosos e difíceis; nos traz a capacidade de misericórdia para perdoar-nos, compreender-nos, apoiarmo-nos uns aos outros”.

“Maria – concluiu dizendo o Papa – é modelo de virtude e de fé”; “agradeçamos a ela porque sempre nos precede na peregrinação da vida e da fé”, pedindo que “nos proteja e nos sustente”. “Que possamos ter uma fé forte, alegre e misericordiosa, que nos ajude a sermos santos, para nos encontrarmos com ela um dia no Paraíso”.

Após recitação do Ângelus, o Papa Francisco saudou aos fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro, confiando a Maria  “as ansiedades e as dores das populações que em tantas partes do mundo sofrem por causa das calamidades naturais, de tensões sociais ou de conflitos. Que a nossa Mãe Celeste, disse Francisco, obtenha para todos a consolação e um futuro de serenidade e de concórdia!”


RADIOVATICANA.VA