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domingo, 18 de novembro de 2018

DESTAQUES DA 4ª SEMANA BRASILEIRA DE CATEQUESE



17 de novembro de 2018

Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba e presidente da Comissão Bíblico-Catequética da CNBB:
“Do encontro com Jesus ao encontro com o irmão: viver em comunidade”.

A forma nominal “seguimento” não se encontra nos evangelhos. Seus autores empregam o verbo “seguir”. “Seguir Jesus” era uma realidade possível, cujo início dependia, fundamentalmente, de um encontro pessoal com Ele. Sem burocracias, sem pré-requisitos. 

O que se afigurava um encontro ocasional se tornou comunhão de vida e até participação plena na mesma causa dele. Nestas linhas, além de dialogar com os evangelistas, tendo diante dos olhos a suas palavras, é a Palavra de Deus que nos vai ensinar sobre o seguimento.

No evangelho de Marcos 1,16-20 o tema do seguimento está entre as primeiras palavras pronunciadas por Jesus. Isto é já sinal de que estamos diante de uma das questões mais caras aos evangelistas. Viu e lhes pronunciou a palavra-convite. Aquele olhar e aquela palavra assinalaram um fim e um começo: deixaram de ser pescadores de peixes. Começou o caminho dos pescadores de homens.

Em João 1,35-39 – a resposta “Vinde e vede” (1,39) não propõe um endereço. Jesus oferece sua relação de convívio. Isso não se aprende por informação, nem por lição vinda de um mestre. É por experiência, é mediante o encontro pessoal.

E o seguimento continuou. Jesus, caminhando à beira do mar, viu... chamou... E eles, imediatamente, deixaram as redes e o seguiram (Mc 1,16-18). Assim também com Levi: “Ele se levantou e seguiu-o” (Mc 2,14). Algo semelhante aconteceu nos relatos de João. Apenas um exemplo: “Os dois discípulos ouviram esta declaração de João Batista e passaram a seguir Jesus” (Jo 1,37). Na realidade, os evangelistas querem estimular o leitor à adesão a Jesus. Por isso, aceleram o tempo da história. Mas, houve um processo. Houve um caminho começado. E continuado até com dificuldades.

O evangelista tem sempre ante seus olhos o leitor. A ele quer aproximar a história e os passos dos discípulos. Expõe seus caminhos, tropeços, e novos caminhos. Chegamos ao lava-pés (Jo 13,1-11). Impressionam os versículos 4 e 5. São vários verbos no presente: “Levanta-se.… depõe o manto... cinge-se.… derrama água na bacia...pôs-se a lavar... a enxugar”. Na língua grega isso significa que aqueles mesmos gestos e significados continuam a valer para o tempo do leitor. Pedro não entendera todos aqueles ritos. Referiu-se a Jesus como “Senhor”, mas custava-lhe ver Jesus com avental, água, toalha... Vê-lo como soberano não requer nova mentalidade. No seguimento Pedro seria interpelado a colocar o avental..., fazer-se e lavar os pés dos irmãos (Jo 13,13-17). É o caminho do discípulo.

A fraternidade entre os seguidores de Jesus é uma verdade constitutiva do discipulado. Ou seja, se esta faltar não há mais seguimento.

O mandamento novo “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos...”  Não tem alcance cronológico, mas qualitativo. Por outro lado, o complemento “assim como eu vos amei” aponta para o fundamento que sustenta a missão de amar-se uns aos outros. Este decorre da experiência de amor que eles, discípulos, terão tido com Jesus. É ele a causa do amor entre eles. A amizade com Jesus, por eles experimentada, não é apenas comparação. É a realidade fundante.

A Igreja no Brasil está a pedir a seus filhos que recomecemos a partir de Jesus Cristo. Nossa vocação e missão apontam para o encontro com Ele e com o irmão. Ou seja, para experiências comunitárias e eclesiais de seguimento.

É hora da fé e da esperança no caminho da Iniciação à Vida Cristã. Os evangelistas parecem ter percebido isso desde seus primeiros escritos. Pedem que não nos atrasemos. 

Conferência com Moisés Sbardelotto:
“A catequese na era digital: novas linguagens, novos processos de comunicação”.

Não está em questão o uso de tecnologias, o que está em jogo é uma cultura nova que vai além do uso de tecnologias. A Igreja é convidada a repensar os seus processos de comunicação.

Não é uma questão de oferecer receitas para a catequese. Temos uma Igreja diversa, não adianta dar receitas porque a longo prazo não servirá. Não iremos refletir sobre o uso de maquinário técnico, o mais importante é entender as lógicas que movimentam isso. A cultura digital tem facetas próprias em vários locais.

Em 30 anos a transformação no mundo foi enorme. Também a Igreja mudou sua maneira de fazer comunicação. Alguns dados importantes:
Dados sobre o Brasil:
- Dos 210 milhões de habitantes, metade usa internet.
- 130 Milhões, usam mídias sociais
- O tempo médio de uso da internet é de 9 horas de uso por dia.
- Uso específico em mídias sociais: 4 horas por dia.

É importante pensar esses dados à luz da fé. A ferramenta mais utilizada é o Youtube, depois Facebook, Messenger, Instagram. São as principais.

Cresce o número de crianças e adolescentes conectados só pelo celular. A maioria não assiste televisão. O computador fixo também diminuiu o uso. 44% consomem informações via celular. 85% usou a internet ao menos uma vez em 3 meses. Também em classes de renda baixa.

Os maiores medos das novas gerações: não ter WiFi, ficar sem internet, ficar sem bateria.

Características dessa cultura digital:

- Cultura sintética (digitalização de tudo).
- Cultura da convergência.
- Da multimídia à transmídia: Vivemos nessa cultura digital, do link. Fala-se em transmídia. Verificar como cada uma pode ajudar no processo comunicacional.
- Cultura da conectividade
- Somos Aldeias globais.
- Mutação da relação com o conhecimento e com o outro: “inteligência coletiva” e “intercriatividade”.
- Ubiquidade (estar presente ao mesmo tempo em todos os lugares): A rede em toda a parte ao mesmo tempo. “Aqui, agora, já”.
- Mobilidade.
- Cultura instantânea, simultânea, “presenteísta”.
- Autonomia
- “Auto comunicação de massa” (M. Castells)
- “O amador ocupa o espaço livre entre o profano e o especialista” (P.Flichy)
- Cultura da participação: Cultura maker.

Se a catequese não circula no espaço digital, amadores ocupam este espaçoQuem é cultura da participação não suporta ficar sentado, precisa participar. O debate é mais precioso. É uma cultura do fazer. Crianças querem fazer, colocar a mão na massa, também adolescentes e jovens.

Inculturação digital 

Pela inculturação, a Igreja “introduz os povos com as suas culturas na sua própria comunidade”, porque “cada cultura oferece formas e valores positivos que podem enriquecer o modo como o Evangelho é pregado, compreendido e vivido” (EG 116).

É preciso ver o que há de positivo na cultura digital e como ela pode enriquecer a catequese. Não significa trazer tecnologia para dentro da Igreja e da catequese, mas as formas, os valores dessa cultura...

A Igreja tem reflexão interessante sobre isso. Basta acompanhar as mensagens dos dias mundiais das comunicações sociais, por exemplo. A mensagem do próximo ano irá tratar sobre “Comunidades em rede e comunidades eclesiais”.

Tentativa de aproximar a Igreja nas redes A Igreja não só reflete, mas tenta encarnar o que propõe:

  •         Março 95 – Vaticano lança um site.
  •         Papa João Paulo II enviou um primeiro e-mail, em novembro 2001, aos bispos do mundo inteiro.
  •         Papa Bento XVI inaugura sua página no Twitter. O primeiro papa que fala em nome próprio na cultura digital (dezembro de 2012).
  •         Papa Francisco continuou usando essa página no Twitter – O papa é o primeiro colocado na lista de líderes mundiais mais seguidos. Em março de 2016, criou sua conta no Instagram.
Interfaces entre a catequese e a cultura digital:

Didático-informativa
- A internet é um “banco de dados” e ”memória sociocultural”. Que bom se a catequese puder se aproveitar disso, das imagens, dos textos. Os assuntos do momento também podem ser utilizados como sinais dos tempos...
- O celular pode ser utilizado como recurso. Como aproveitar o celular como recurso catequético? Usar para fotos, para pesquisa...
- Aplicativos podem ser desenvolvidos. 
Sombras:
·        Hiperinformação e infoxicação.
·        Fake News e desordem informacional (falso + nocivos). Mistura maldade, agressão.
·        “Na atualidade temos excesso de informação e insuficiência de organização, logo carência de conhecimento (E. Morin).
·        Os nativos digitais sabem usar a tecnologia, mas precisam ser educados no uso delas. Temos muita informação, mas o que se faz com ela para gerar conhecimento é que é a questão. 
Luzes:
·        Que os encontros possam organizar e ressignificar: deslocamento do doutrinal para o experiencial/vivencial. Ensinar a exigência irrenunciável do amor ao próximo (EG 161).
·        Catequese querigmática e mistagógica (EG 160). A catequese pode ajudar a ler o que se vivencia em rede.
·        Alfabetização midiática, presença significativa, ativa, autocritica e cristã. Formar para a informação.
·        Discernimento: examinar, priorizar, escolher, decidir. Ajudar a ver quais prioridades tenho no dia a dia, a quem seguir, a quem bloquear
·        Verdade – beleza – bem comum – são os critérios.

Psicopedagógica
- Identificação e significação da pessoa. Fazer esforço para conhecer o perfil dos catequizandos e o contexto cultural em que estão inseridos. Podemos conhecer mais coisas das pessoas do que no presencial. Não é bisbilhotar a vida dos catequizandos, mas ver o que a rede nos apresenta sobre essa pessoa, se comunica a pessoa do catequizando. Tudo que se faz em rede não é neutro. Estamos falando sobre nós mesmos quando falamos em rede.
- É preciso colocar um ouvido no megafone que são as redes sociais e ouvir o que os catequizandos estão confessando sobre si. Captar a riqueza, valores, possibilidades...
- Ficar à escuta do povo para descobrir aquilo que os fiéis precisam ouvir. Um pregador é um contemplativo da Palavra e também um contemplativo do povo. Nunca se deve responder a perguntas que ninguém se põe (EG 154-155). Olhar as redes e ver quais perguntas aparecem sobre os catequizandos. 
Sombras:
·        Quanto sofrimento há na rede, ciberbullyng, pornografia, boatos, fraudes, isolamento...
·        Supervelocidade: aceleração do tempo e perda de memória.
·        Bolhas informacionais: mais do mesmo. 
Luzes:
·        - Arte do acompanhamento espiritual: também nas redes sociais...
·        Ajudar a refletir o que se viu, o que os catequizandos postam.
·        - Nem tudo é bobagem no que a pessoa posta na rede. É ela que está se revelando.
·        - Somos chamados a formar as consciências, não pretender substituí-las (AL 37).
·        - Num tempo tão veloz podemos propor a lentidão, propor o jejum tecnológico, o deserto digital.

Sociocomunitária
- Como a rede pode nos alimentar nas relações? É preciso ver as redes como facilitadoras e potencializadoras de comunidades.
- Podemos fazer teleconferências e intercâmbios catequéticos: uma catequese na diversidade, encontro com lideranças.
- Sala de catequese expandida: abertura à sociedade e ao mundo. Ruas e redes....
- “Gesto concreto digital”: doar tecnologias para periferias.
O Papa Francisco falou com um grupo de crianças do mundo inteiro. A maneira como foi realizada a preparação para o sínodo com seminários online também foi uma inovação.

Teológico pastoral (algumas indicações):

- Oração via internet e aplicativos.
- Peregrinação virtual (visita a museus religiosos, viagem online à terra santa, caminhar pela terra santa via aplicativo)
- Buscar e encontrar Deus em todas as coisas e todas as coisas em Deus (Santo Inácio). Deus já age nas redes sociais antes de nós. Como perceber sua presença nesses ambientes é nossa tarefa.
- Dar testemunho em rede: O testemunho cristão nas redes não se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros, atento às suas questões. Ter coerência dentro e fora dos encontros catequéticos.


FONTE:
http://www.catequesedobrasil.org.br/subeditoria/4-semana-brasileira-de-catequese# 


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

QUARTA SEMANA BRASILEIRA DE CATEQUESE - 4ª SBC


A Comissão Episcopal para Animação Bíblico-Catequética realizará de 14 a 18 de novembro de 2018, em Indaiatuba (Itaici-SP), a 4ª Semana Brasileira de Catequese, com a participação de cerca de 430 coordenadores diocesanos de catequese.

A 4ª Semana Brasileira de Catequese é uma oportunidade de reafirmar nosso empenho e compromisso no serviço à Iniciação à Vida Cristã, como um itinerário para formar discípulos missionários de Jesus Cristo numa comunidade querigmática, mistagógica e missionária.

Em sua quarta realização, ainda reforçando a IVC, a SBC traz como Tema:

4ª Semana Brasileira de Catequese a serviço da Iniciação à Vida Cristã.

Lema:Nós ouvimos e sabemos que Ele é o Salvador do mundo” (Jo 4,42)

Objetivo geral: Compreender a catequese de inspiração catecumenal a serviço da iniciação à vida Cristã, buscando novos caminhos para a transmissão da fé, no contexto atual.

Objetivos específicos:
- Refletir sobre a condição humana, a busca de sentido e a crise de fé na contemporaneidade;
- Apresentar a iniciação à vida cristã como eixo articulador da ação evangelizadora, a serviço da qual está a catequese (CNBB, Doc. 107, 76);
- Compreender o querigma e a mistagogia como caminho de renovação da comunidade e da formação do discípulo missionário de Jesus Cristo;
- Partilhar experiências significativas da catequese a serviço da iniciação à vida cristã dos regionais.

O texto-base que norteia o evento é o Documento 107 da CNBB: Iniciação à Vida Cristã – Itinerário para formar discípulos missionários. Dele, do seu primeiro capítulo, foi colhido o lema, como revelador da mística a ser vivenciada pelos participantes. O arcebispo de Curitiba e presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom José Antonio Peruzzo explica que um dos objetivos gerais da 4ª Semana é compreender a catequese de inspiração catecumenal a serviço da Iniciação à Vida Cristã, buscando novos caminhos para a transmissão da fé, no contexto atual.

Dentro da programação da 4ª Semana, foi pensado um cronograma a partir de aspectos importantes da temática, como por exemplo: “O anúncio de Jesus e os novos interlocutores”.  Segundo dom Peruzzo: “Os novos são aqueles que ainda não conheceram Jesus Cristo e estão se apresentando a procura dele. E nós precisamos apresentar a pessoa de Jesus. É como um pai que vai falar do seu time ao filho, ele não vai falar de teoria ou esquemas táticos, vai falar das vitórias, das alegrias e das conquistas do seu time de futebol e a criança vai aderir pelo entusiasmo mediante o qual o pai se expressa. No caso dos interlocutores não só apresentar as ideias e os pensamentos de Jesus Cristo, mas apresentar a pessoa de Jesus Cristo”.

Outros temas também estarão em evidência no evento, dentre eles: a transmissão da fé no contexto atual; o seguimento de Jesus e o sentido da vida; a liturgia como celebração e iniciação ao mistério; a vida em comunidade que brota do encontro com Jesus; e as novas linguagens da era digital nos processos de transmissão da fé. Um momento muito especial na vivência da 4ª Semana Brasileira de Catequese será a sessão de homenagens que os participantes prestarão a seis pessoas que doam a vida à evangelização.

Como forma de preparação para a 4ª Semana Brasileira de Catequese, a Comissão para a Animação Bíblico-Catequética preparou um subsídio, com cinco encontros, que antecipam as reflexões gerais do evento em rodas de conversa orante que poderão ser feitas nos grupos de catequistas, conselhos pastorais e pequenas comunidades. É uma maneira de impulsionar a mística à Catequese e aos Catequistas de todo o Brasil. Ele pode ser adquirido no site da Editora da CNBB (clique aqui!).

Na prece de gratidão a Deus pelo dom da vida, vocação e missão de cada um desses nossos irmãos, manifestaremos nossa alegria por todos os Catequistas do Brasil que respondem com generosidade a Deus que chama a cada um para viver e transmitir a fé. Será mais uma oportunidade para dizer que nós ouvimos e sabemos que Ele (Jesus) é o Salvador do mundo”, finaliza padre Antonio Marcos Depizzoli, assessor da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB.

Para quem não sabe o que são as Semanas de Catequese, o site da catequese da CNBB, publicou uma memória das Semanas Brasileiras de catequese, organizada pelo Ir. Israel José Nery, catequeta e ex-assessor nacional de catequese. Estes textos serão reproduzidos aqui em nosso blog.

Além disso, o site Catequese doBrasil, vai postar diariamente tudo o que estiver acontecendo na 4ª SBC. Não deixe de acessar o site e conferir os vídeos, fotos e outras notícias também na página no facebook do Catequese do Brasil (CNBB).

Confira a programação completa AQUI.

FONTE: site da CBBB.


ORAÇÃO DA 4ª SEMANA BRASILEIRA DE CATEQUESE

Senhor Jesus, nosso Salvador e amigo.
Tuas palavras soam e ressoam aos ouvidos de muitos discípulos teus.
Muito mais, és Tu a Palavra que nos pronuncia o amor de Deus.
A tua voz queremos ouvir, ao teu chamado acolher, ao teu mandato obedecer.
Outrora chamaste os discípulos; hoje chamas a nós.
Outrora ensinaste as multidões;
Hoje pedes que te apresentemos a quem precisa de ti.
Nas margens do lago tiveste compaixão;
Hoje pedes que nos compadeçamos.
Desde a montanha enviaste teus discípulos;
Também hoje queres que façamos discípulos teus.
Senhor, são justamente estes os motivos e os anseios da nossa Semana de Catequese.
Que teu Espírito nos infunda a paz e a força de perceber tua presença.
Que Ele nos conceda a Alegria do Evangelho que queremos acolher, que queremos partilhar, que queremos transmitir.
Vem participar, Senhor, da nossa 4ª Semana Brasileira de Catequese.
Vem nos falar, vem nos inspirar, vem em socorro à nossa fé.
Tudo isso a ti pedimos porque temos um grande sonho:
Que nossa Catequese, e nossos catequistas aproximem de ti todos a quem nos enviaste.
Amém!