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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

CURIOSIDADES SOBRE OS DIAS DA SEMANA



Se a gente tem segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira, por que não sétima-feira ou primeira-feira?

Já parou para pensar por que o domingo não se chama primeira-feira?

De acordo com Eliana Mendes, que é doutora em Filologia e Linguística Portuguesa e professora do departamento de Estudos Linguísticos da Faculdade de Letras da UFMG, os nomes dos dias da nossa semana são profundamente influenciados pelo pensamento cristão, e não só isso. “Também o fato de a semana ter sete dias tem influência do cristianismo e do judaísmo – houve época para os romanos em que a semana tinha oito dias”, conta a professora.

Mas, quanto aos nomes, a professora conta que “na língua do Império Romano, o Latim comum, os dias da semana eram nomeados em homenagem aos deuses pagãos (ou astros) que os romanos cultuavam”. E eram chamados assim:

Solis dies - dia do Sol (domingo)
Lunae dies – dia da Lua (segunda-feira)
Martis dies – dia de Marte (terça-feira)
Mercurii dies – dia de Mercúrio (quarta-feira)
Iovis dies – dia de Júpiter (quinta-feira)
Veneris dies – dia de Vênus (sexta-feira)
Saturni dies – dia de Saturno (sábado)

Nas outras línguas, inglês, alemão, norueguês, sueco; encontramos também referências a deuses pagãos: Sunday (Dia do Sol), Monday (Dia da Lua), etc..

Mas, na semana dos cristãos, os dias recebiam outros nomes porque eles achavam que não fazia muito sentido chamar os dias da semana por termos pagãos em uma época tão sagrada para o Cristianismo”, explica a professora. Isso era chamado de “Latim litúrgico” e é daí que vem esse “feira” dos dias da semana, derivado de “feria”, que quer dizer “dia de descanso” em Latim. Quem estabeleceu esses nomes especiais para os dias da Semana foi Martinho de Dume, bispo da cidade de Braga, em Portugal, no quinto século depois de Cristo. Assim, os nomes eram:

Prima feria (domingo)
Secunda feria (segunda-feira)
Tertia feria (terça-feira)
Quarta feria (quarta-feira)
Quinta feria (quinta-feira)
Sexta feria (sexta-feira)
Septima feria (sábado)

Mas espera aí: se feria é dia de descanso, por que se usa "feira" apenas nos dias úteis? Isso acontece porque, no início, a ordem do bispo valia apenas para os dias da Semana Santa (que antecede o domingo de Páscoa), em que todo bom cristão deveria descansar. Depois acabou sendo adotada para o ano inteiro, mas só pelos portugueses - no espanhol, no francês e no italiano, os deuses continuam batendo ponto dia após dia. As únicas exceções assumidas pelos nossos irmãos de língua latina e depois incorporadas nas colônias portuguesas, foram sábado e domingo (Prima Feria, na Semana Santa), que derivam, respectivamente, do hebreu shabbat, o dia de descanso dos judeus, e do latim Dies Dominicus, o "Dia do Senhor".

Desde 321 os calendários ocidentais começam a semana pelo domingo. A regra foi imposta imperador romano, Constantino, que, além disso, estabeleceu definitivamente que as semanas teriam sete dias. A ordem não foi aleatória: embora na época os romanos adotassem semanas de oito dias, a Bíblia já dizia que Deus havia criado a Terra em seis dias e descansado no sétimo e, ao que tudo indica, os babilônios também já dividiam o ano em conjuntos de sete dias.

E veja só que legal: se “feria” em Latim é “dia de descanso”, faz sentido que a gente tenha “férias” em Julho e em Dezembro, não é mesmo? E o mais engraçado é que os dias de “feria” da nossa semana são os dias em que a gente trabalha e estuda. Já pensou ter uma semana com cinco dias de folga?

FONTES DE PESQUISA:


E POR FALAR EM 10 MANDAMENTOS...


Os Dez Mandamentos ou o Decálogo (hebraico = 10 palavras e grego e latim = decálogo) é o nome dado ao conjunto de leis que segundo a Bíblia, foram originalmente escritos por Deus em tábuas de pedra e entregues à Moisés (as Tábuas da Lei). As tábuas de pedra originais foram quebradas, de modo que, segundo Êxodo 34,1, Deus teve de escrever outras. Encontramos primeiramente os Dez Mandamentos em Êxodo 20, 2-17 e, depois, em Deuteronômio 5, 6-21, usando palavras similares.

O Decálogo são as palavras que resumem a Lei dada por Deus ao povo de Israel, no contexto da Aliança, por meio de Moisés. Este, ao apresentar os mandamentos do amor a Deus (os três primeiros) e ao próximo (os outros sete), traça, para o povo eleito e para cada um em particular, o caminho de uma vida liberta da escravidão do pecado.

Ao anunciar nos Evangelho o Reino de Deus, Jesus levou à sua "perfeição e cumprimento" a Lei de Deus e, portanto, também os Dez Mandamentos. Isso quer dizer que ele interpretou plenamente e deu o sentido último às verdades reveladas por Deus ao longo do Antigo Testamento e renovou a aliança entre Deus e os homens, instaurando assim o Novo Testamento (ou a Nova Aliança). Para Jesus, toda a Lei de Deus cumpre-se e resume-se no duplo e único mandamento do amor a Deus e ao próximo: "Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro dos mandamentos. E o segundo é semelhante ao primeiro: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas". (Mt. 22, 37-40).

Abaixo um resumo, em relação ao conteúdo, dos mandamentos, indicando os versículos de Êxodo 20. Em seguida ao número, os mandamentos como aprendemos desde criança, no Catecismo.

a. Mandamentos 1 e 2: falam da relação com Deus:
1. Amar a Deus sobre todas as coisas - Texto bíblico: Não terás outros deuses diante de mim (1-6).
2. Não usar o Santo Nome de Deus em vão - Texto bíblico: Não pronunciarás em vão o nome de Iahweh teu Deus (7).

b. Mandamentos 3: falam do culto, dos lugares sagrados e das festas:
3. Guardar domingos e dias de festa - Texto bíblico: Lembra-te do dia do sábado, para santificá-lo (8-11). [i] (Ver nota no final do texto).

c. Mandamentos 4 e 5: Falam da família, do grupo em que se vive:
4. Honrar pai e mãe - Texto bíblico: Honra teu pai e tua mãe (12).
5. Não matar - Texto bíblico: Não matarás (13).

d. Relação da pessoa com o próprio corpo:
6. Não pecar contra a castidade – Texto bíblico: O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o corpo. (1 Cor 6, 13).
OBS. No texto bíblico sobre os 10 mandamentos, encontramos aqui “Não cometerás adultério” (14).

e. Mandamentos 7, 8, 9 e 10: Fala dos direitos humanos gerais. Protegem o próximo, no sentido físico e espacial.
7. Não roubar - Texto bíblico: Não roubarás (15).
8. Não levantar falso testemunho - Texto bíblico: Não apresentarás um testemunho mentiroso contra o teu próximo (16)
9. Não desejar a mulher a mulher do próximo - Texto bíblico: Não cometerás adultério (14).
10. Não cobiçar as coisas alheias - Texto bíblico: Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçar a mulher do teu próximo, nem o seu escravo (...) nem o seu boi...(17).

TABELA COMPARATIVA

A passagem dos mandamentos no Êxodo contém mais que dez afirmações, totalizando 14 ou 15 no total. Enquanto a própria Bíblia assina a contagem de "10", usando a frase hebraica aseret had'varim - traduzida com as 10 palavras, afirmações ou coisas, essa frase não aparece nas passagens usualmente apresentadas como sendo "os Dez Mandamentos". Várias religiões dividem os mandamentos de modo diferente. A tabela abaixo aponta essas diferenças.

Divisão dos Dez Mandamentos por religião/denominação
Mandamento
Judaico
Anglicano, Presbiteriano e demais protestantes
Ortodoxo
Católico Romano, Luterano*
Adventista do Sétimo Dia
Amar a Deus sobre todas as coisas
1
Prefácio
1
1
Baseia-se do 1º ao 10º
Não terás outros deuses além d'Ele
2
1
1
Não farás para ti nenhum ídolo
2
2
2
Não dirás em vão o nome do SENHOR, o teu Deus
3
3
3
2
3
Lembra-te do dia de sábado para o santificar
4/domingo**
4/domingo**
3/domingo**
Honra teu pai e tua mãe
5
5
5
4
5
Não matarás
6
6
6
5
6
Não adulterarás
7
7
7
6
7
Não furtarás***
8
8
8
7
8
Não darás falso testemunho contra o teu próximo
9
9
9
8
9
Não cobiçarás (a mulher do teu próximo)
10
10
10
9
10
Não cobiçarás (nada do que pertença a teu próximo)
10

Notas:
*
Algumas igrejas luteranas usam uma divisão levemente diferente entre o Nono e o Décimo Mandamentos (9. Não cobiçarás a casa do teu próximo; 10. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seus servos ou servas, nem seu boi ou jumento, nem coisa alguma que lhe pertença.)
**
A Igreja entende o dia de domingo como o principal dia na Nova Aliança, pois foi o dia que Jesus Cristo ressuscitou. O imperador Constantino, no dia 7 março do ano 321 d.C. adotou a observância do Domingo como feriado, no ano de 364 d.C. (Concílio de Calcedônia) ele foi ratificado. “O Mandamento da Igreja determina e especifica a Lei do Senhor: Aos domingos e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa.” – Catecismo da Igreja Católica item 2180; edição revisada de acordo com o texto oficial em latim (Edições Loyola, 10ª edição, julho de 2000), p. 570.
***
O judaísmo afirma que essa é uma referência ao sequestro, enquanto para o cristianismo (Levítico 19,11), é a referência bíblica ao furto de propriedade.
****
Para os cristãos quando Jesus diz: "Amar a Deus sobre todas as coisas" (Mateus 22, 37) ele refere-se ao 1º, 2º, 3º e 4º mandamentos (pois tem a ver com o nosso amor com Deus), quando ele diz "Ame aos outros como você ama a você mesmo."  Ele se refere ao 5º, 6º, 7º, 8º, 9º e 10º mandamentos (pois tem a ver com o nosso amor para com o próximo). Em Mateus 22, 40, Jesus diz: "Toda a Lei se resume nesses dois mandamentos.", ou seja, ele “atualiza” os mandamentos da Lei de Deus.








[i] A questão do DOMINGO como o DIA DO SENHOR:

Apesar de encontrarmos no texto Bíblico, o 3º mandamento como a guarda do Sábado, como dia santo, por várias razões a Igreja determinou o Domingo como o Dia do Senhor e dia de celebração cristã. Uma das razões é que Jesus ressuscitou no Domingo.

O domingo, por fundamentação bíblica e etimológica, é considerado o primeiro dia da Semana. É o dia de descanso para a maioria das pessoas no mundo ocidental. A palavra é originária do latim Dies Dominicus, que significa "dia do Senhor".

No ano de 321 d.C, o imperador Constantino, decretou que o domingo seria observado como dia de repouso civil obrigatório: “Que no venerável dia do sol os magistrados e as pessoas residentes nas cidades descansem, e que todas as oficinas, estejam fechadas, No campo ainda assim que as pessoas ocupadas na agricultura possam livremente continuar seus afazeres pois pode acontecer que qualquer outro dia não seja apto para a plantação de vinhas ou de sementes..."

Durante a Reforma do Calendário Romano substituiu-se o nome de Solis Dies, que significa Dia do Sol - forma como os pagãos se referiam ao domingo - para Dominicus Dies.

Em 325 d.C., o primeiro Concílio de Nicéia, estabelece universalmente o primeiro dia da semana como dia sagrado. O nome do primeiro dia da semana foi modificado de Prima Feria para Dies Domenica. Decisão mantida pela maioria das denominações cristãs até a atualidade. A Igreja Católica em 364 d.C, através do Concílio de Laodicéia, ratifica o Domingo (dia do Senhor) abolindo o Sábado, que eles alegaram ser somente dos judeus.

Ângela Rocha
Catequista

Fonte de pesquisa:
Diversas na internet.


DIA DE CATEQUESE: ENSINANDO EUCARISTIA

ENCONTRO: A REFEIÇÃO COMO DÁDIVA DO AMOR DE DEUS.

Vou contar pra vocês sobre o meu encontro de catequese do último sábado...

Mas antes quero colocar aqui alguns pensamentos.

Estou, nesta etapa da catequese, tentando mostrar aos meus catequizandos o que penso e sinto sobre a Eucaristia, pois, é este o Sacramento, a “marca”, o “sinal”, que eles vão receber dentre em breve e é nele que estou concentrando nossos encontros.

* * *
Para entender o que celebramos na Eucaristia, é preciso “celebrar”. E entender o que se está celebrando. “Celebração” é um conceito próximo de “festa”. Celebrar é dar vida a uma festa. Na Eucaristia, celebramos a vida e festejamos nossa condição de filhos de Deus.

Vamos então ao Evangelho de Lucas. O evangelista Lucas escreveu para os gregos. E os mestres gregos divulgavam seus ensinamentos caminhando ou durante as refeições. Lucas usou isso e descreveu Jesus como o “caminhante”, o filho de Deus que desceu dos céus para caminhar junto com as pessoas. E no caminho ele vai explicando a vida delas. Podemos ver isso na narrativa dos discípulos de Emaús, uma das mais belas histórias da Bíblia. Neste Evangelho está claro como Lucas vê a Eucaristia.

Jesus explica o mistério da vida aos discípulos, que neste momento estão fugindo decepcionados, com suas esperanças frustradas. Essa imagem, longe de ser triste, é um panorama maravilhoso para descrever a celebração da Eucaristia. Nós vamos à Igreja como pessoas que muitas vezes estão fugindo de alguma coisa, decepcionadas com a vida e buscando algo que nem nós mesmos entendemos o que é. Lá, à luz das escrituras, nos é explicado por que aconteceu daquele jeito, como aconteceu, qual é o significado por trás de tudo e para onde vai nosso caminho. As leituras da Palavra dão esse significado. Quando entendemos os “porquês” da nossa vida, aprendemos a lidar com ela.

Hoje, muitos fogem da verdade de si mesmos e das suas vidas.

Na Eucaristia, Jesus quer nos convidar a ver e entender nossa vida de uma maneira nova, à luz de suas palavras e de uma história que liberta e ilumina. A Eucaristia é, então, uma nova interpretação de nossa vida a partir da fé em Jesus Cristo. Ao partir o pão, os olhos dos discípulos se iluminaram e eles puderam entender essa “nova” vida dada a toda humanidade. E nessa “ceia” e nas diversas outras descritas por Lucas encontramos a compreensão exata da Eucaristia.

Para ele, a ceia eucarística é a continuação das refeições que Jesus fez durante sua vida com justos e injustos, pecadores e inocentes. Nessas refeições Jesus tornou visível a bondade de Deus e Sua solicitude ao ser humano, muito mais que pão ou comida, ofertou dádivas divinas com amor e generosidade, com aceitação incondicional, com o perdão dos pecados e a cura de todas as enfermidades. As refeições que Jesus fazia com pecadores e justos eram cheias de alegria e gratidão pela proximidade com Deus. E assim como os mestres gregos transmitiam seus ensinamentos nos banquetes, Lucas descreve Jesus como o mestre que transmite os pensamentos mais importantes durante as refeições. Em sua palavra ele sempre lembra a “essência” divina que temos. O reino de Deus está em nós, somos a morada de Deus, essa é a nossa virtude. Somos capazes de Deus!

Jesus convidava os pecadores para suas refeições. E somos convidados para a ceia do amor assim mesmo, como somos, com todos os nossos defeitos e fraquezas. Aceitar o convite ou convidar os fariseus (pecadores) para uma refeição, mostra que eles se desviaram do amor e mostra que comer com eles é exercer o perdão.

Uma das mais belas imagens da Eucaristia é descrita por Jesus na parábola do filho pródigo, que ele conta em uma refeição com os pecadores.

Somos todos como o filho pródigo. Nós nos afastamos de nós mesmos, da nossa essência e perdemos a nossa pátria interior. Dilapidamos nosso patrimônio e vivemos de esmolas e migalhas. Saciamos nossa fome com comida barata. E nos sentimos cada vez piores com isso.

Na Eucaristia nos “aprumamos” para ir à casa do Pai. Para “voltar” ao nosso lugar. É lá que nossa fome será saciada de todas as coisas que necessitamos. A Eucaristia é a ceia da alegria que o Pai realiza para nós. Ele festeja porque não estamos mais perdidos. Por isso devemos comer e ser felizes. Estávamos “mortos”, separados de nossos sentimentos, excluídos da verdadeira vida. Nós nos perdemos, mas, na eucaristia nos reencontramos e nos tornamos vivos. Celebramos a ceia da “Vida”!

Ali, na Eucaristia, descobrimos quem somos e qual é o verdadeiro sentido da nossa vida: que somos amados incondicionalmente por Deus, que Deus espera por nós e que nunca é tarde demais para voltar ao lugar em que verdadeiramente “estaremos em casa”.

E em toda celebração da Eucaristia, tornamos presente o que aconteceu no passado. Jesus está entre nós e faz a refeição conosco.

Em seus vários relatos sobre ceias, Lucas explica o que ocorre em toda Eucaristia. Para ele, também, a eucaristia é principalmente a celebração da memória da última ceia de Jesus com seus discípulos, na qual Ele deu um novo sentido aos gestos de partir o pão e beber o vinho do cálice. Jesus utilizou o rito da ceia pascal para recomendar a seus discípulos um novo rito, que deveriam celebrar sempre após a sua morte,a  fim de honrar a memória do seu amor.

* * *

E foi mais ou menos isso que fiz em meu encontro no sábado. Evidentemente não li este texto nem usei esta argumentação com as crianças. Eu apenas os convidei para a minha casa para partilhar um almoço comigo. Nem sequer lemos qualquer dos evangelhos. Lemos apenas o Salmo 150, louvando a  Deus e agradecendo por podermos partilhar uma refeição juntos. E na nossa “ceia” falamos da nossa vida, dos nossos afazeres, falamos do quanto é bom estarmos juntos ao redor de uma mesa, celebrando a alegria da vida, dividindo uma macarronada, frango e  batatas fritas.

Também tentamos ser uma “equipe” fazendo um chaveiro de contas para presentear os pais. E a mãe da Isabella mandou pra gente um bolo de sobremesa, para festejamos o aniversário da Isabella que será esta semana.

Foi uma manhã e uma tarde, muito, mas muito, frutuosas para mim, como pessoa. E para minha família que se abriu para receber mais sete crianças em casa e, penso que, para os meus catequizandos também. No fim da tarde eu estava cansada, mas extremamente feliz.

Não teve “ponto”, “lição” ou “tema” em nosso encontro. Eu só quis, neste encontro, colocar um dos caminhos para compreender a Eucaristia que é a “Ceia da memória”. O caminho da refeição como “celebração” e “festa”. Esta é a visão de São Lucas em seu Evangelho.

Ainda preciso mostrar a visão de São João, que vê a Eucaristia como “iluminação”. E também dar outros enfoques a ela: Eucaristia como transformação; Eucaristia como sacrifício de amor; Eucaristia como Mistério; Eucaristia como partilha do pão...

E só então, entrar na estrutura da celebração: os ritos iniciais, a liturgia da Palavra, a oração dos fiéis, a apresentação das oferendas, a oração eucarística, a celebração da comunhão e os ritos finais...

Estão vendo que eu não ensino “missa”? Eu ensino Eucaristia.

Ângela Rocha

Fonte de pesquisa:


Grüen, Anselm. Eucaristia: Transformação e união. São Paulo: Loyola,2006.

sábado, 14 de novembro de 2015

DICAS PARA A COORDENAÇÃO DA CATEQUESE

Algumas considerações a fazer para quem é coordenador ou pretende assumir a coordenação da Comissão Paroquial de Animação Bíblico catequética (é esse o nome correto!) ou, como é mais comumente chamada, Pastoral Catequética, ou ainda catequese da paróquia:

Um dos maiores problemas da catequese é falta de catequista: engana-se quem acha que colocar aviso na missa e convidar Deus e o mundo vai resolver o problema. As pessoas precisam sentir-se “chamadas”, precisam se sentir “parte” e “responsáveis” pela comunidade.

Também não vai resolver, inventar “curso de formação para novos catequistas” pensando em “chamar” para a missão. Curso é para aqueles que RESPONDERAM ao chamado, aceitaram o desafio e estão empolgados e dispostos a começar.

Todos os convites para encontros e formação tem que ser feitos de maneira animada, envolvente, especial... Dizer que vai ter um “curso” na paróquia ou de iniciativa da forania, decanato ou diocese; sem nem saber do que, para que e com quem; não vai animar ninguém.

Material quem dá é a administração da paróquia: com recursos do dízimo paroquial, que também serve para suprir a dimensão evangelizadora que é a catequese. Coordenador não tem que se preocupar em fazer rifa e promoção para angariar dinheiro. Coordenador tem que COORDENAR a ação catequética. Quem tem que providenciar dinheiro para suprir as necessidades pastorais é o Conselho econômico da paróquia.

É preciso ter um bom relacionamento com o pároco e os padres da paróquia. Em comunidades maiores é sempre bom ter um padre para assessorar a catequese ou seminaristas. Eles são uma ajuda inestimável.

PLANEJAMENTO se faz em EQUIPE, sempre! E não é equipe de 2 ou 3, é equipe de TODOS! E marcar encontro de planejamento para, na hora, decidir o que vai ser tratado e o que "poderia" ser feito... Olha... bem... Isso não é planejar, é especular!

Tenha um ITINERÁRIO ou PLANO PAROQUIAL para seguir durante o ano! Construa um junto com o pároco e a equipe de catequistas. E não é "calendário" de datas, é ITINERÁRIO mesmo, com rotas, caminhos, etapas, prazos, recursos, etc.

Se você acha que espiritualidade é rezar antes e depois de reunião, precisa urgentemente rever seus conceitos. Tudo que os catequistas não querem é rezar meia hora, ficar te ouvindo duas horas e depois rezar mais uma. Encontro de oração é encontro de oração e reunião é reunião. E também, Espiritualidade com os catequistas, não é se reunir para rezar o Terço e fazer adoração ao Santíssimo, há muito mais envolvido nisso.

Mas, você precisa Rezar! Mais que todos os outros... O Espírito Santo de Deus sempre nos guiará, mas não fará por nós e nem irá nos guiar se não estivermos abertos a Ele e às ações Dele.

Antes de planejar formações, veja com sua equipe quais são as carências e demanda dela. Não tenha receio de usar os talentos da própria paróquia (líderes pastorais, palestrantes) e não tenha medo de chamar formadores de fora, se necessário. Incentive sua equipe a participar das Escolas Catequéticas e formações diocesanas.

Trabalhar a catequese com as famílias não é mandar uma capelinha para a casa das crianças e pedir “relatório” depois. Catequese com a família é visitar esta família, rezar junto com ela, proporcionar encontros para ela e não fazer reuniões para reclamar e “falar mal” dos filhos dela, querendo ensinar como ela, a família, deve educar os filhos.

Nunca, mas nunca mesmo faça ou admita que façam, comparação com a fulana ou fulano que estava na coordenação antes de você. Sorria amarelo e mude de assunto.

Delegue autoridade e responsabilidade, tenha um(a) Vice, que seja mais que enfeite, tenha pessoas para te secretariar. Se você não tem dom para isso ou aquilo, procure alguém que tenha. Você não tem que saber tudo, fazer tudo e resolver tudo. O bom líder não sabe tudo, mas, sempre conhece alguém que sabe!

E tem uma coisa muito, mas muito importante mesmo, que você precisa fazer: lapidar o seu PERFIL! O coordenador precisa ter Formação para administrar, estude as ciências que podem ajudar nisso. O coordenador precisa ter perfil de liderança. Precisa saber lidar com pessoas, precisa ter os sete dons do Espírito Santo... e mais uns setenta de todos os outros santos. Se você acha que não é capaz, não assuma. Se a sua personalidade é daquelas que acende igual estopim de pólvora, esqueça! Se você chora se alguém fala mais alto com você: para sua saúde, esqueça a coordenação!

E não esquecer NUNCA: A catequese é uma ação Eclesial, ou seja, da Igreja. Fazemos em nome dela e daquele objetivo maior: Evangelização para a construção do Reino de Deus! O catequista não trabalha em prol de si mesmo... muito menos o coordenador.

Vocês acham que eu seria uma boa coordenadora? NUNCA! Jamais na vida! Vocês podem até achar que posso. Afinal, sou uma das líderes de um grupo de mais de mil e oitocentas pessoas. Mas, aqui ao meu lado, tem mais quatro pessoas, segurando o rojão a todo instante... Para eu não bater em ninguém e extrapolar na minha ânsia de ajudar! Sou extremamente impulsiva em minhas “reações” à aquilo que não acho correto, impaciente, perfeccionista e muito do “pra ontem”, coisa que um coordenador não pode ser de maneira alguma! Outro dia até, recebi uma crítica: que eu não aceito posições diferentes da minha. Geralmente não aceito mesmo... quando estão erradas e vão contra a catequese e a evangelização! De resto, até que sou gente boa... Rsrsrsr...

Angela Rocha
angprr@gmail.com

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

CATEQUISTA "NINJA"...


Vocês já ouviram a expressão aprendizado multidisciplinar? Pois bem, alguém com capacidade multidisciplinar é capaz de aprender uma infinidade de coisas e ser bom em todas elas.

Isso a gente pode falar dos Ninjas, praticantes de uma arte marcial chamada Ninjutsu, com raízes que datam de mais de mil anos atrás. Os Ninjas tiveram funções diferentes ao longo da história do Japão. Houve épocas em que eram guerrilheiros e em outras épocas eram agentes secretos do governo japonês, instrutores de polícia e assim por diante. O Ninjutsu foi desenvolvido como um sistema de combate que exigia uma perfeita saúde mental e psicológica. Para os Ninjas, o corpo é visto como a “ferramenta” do espírito. E pelas experiências do corpo, tal como a dor, é que o espírito é lapidado. Eles buscavam a perfeição, antes do espírito que do movimento.

A fé é outra lição interessante dos antigos guerreiros das sombras. Para agarrar-se à vida, é necessário acreditar nela e no que se faz. “Ter persistência é metade da fé, e a outra metade é a paciência”. Não basta acreditar, é necessário persistir, às vezes por um longo tempo, para alcançar um objetivo. Tudo isso, sem perder de vista quem você é e quais são suas limitações. As verdadeiras lições dos Ninjas, aliás, dizem que, para se chegar longe, mais do que aprender a voar, é preciso ter os pés no chão. Assim, com esse treinamento eles eram capazes de fazer “qualquer coisa”, aprender “qualquer coisa”. E eram bons em praticamente tudo a que se dispusessem a fazer.

Agora vamos a expressão “Catequista Ninja”. Um dia desses estava eu ouvindo o programa do Alberto Meneguzzi na rádio São Francisco e ao mesmo tempo conversando com ele pelo Facebook. Minha filha chegou perto de mim e percebendo que o Alberto falava no rádio e ao mesmo tempo digitava no computador, veio com a expressão: “Nossa Mãe, o Alberto é Ninja!” 

Eu já tinha ouvido essa expressão antes. Ela mesma já tinha me dito que eu era uma “Mãe Ninja, de tão boa!”, por conseguir fazer tanta coisa ao mesmo tempo. E esta expressão ela aprendeu dos Animes e jogos japoneses. Lá, quem é capaz de tudo, é “Ninja”. Isso acabou virando uma brincadeira minha. Sempre que alguém me diz que faço coisas demais digo que é porque sou Ninja. Conhecimentos de informática e de Internet podem transformar você num Ninja do dia para a noite. Como é que você faz isso? Sou Ninja, oras!

Mas, muito mais que ser Ninja por ter capacidade multidisciplinar de aprendizado, acredito que todos podemos ser Catequistas Ninjas. Tendo ou não esse talento. 

Esquecendo um pouco essa história de que os Ninjas eram guerreiros e matadores, eles tinham uma disciplina invejável. Treinavam o espírito a tal ponto que o corpo não tinha limitações. Eram mesmo capazes de “voar” em uma luta. No entanto, tinham perfeita consciência de seu corpo, de suas limitações.

Não dá para fazermos aqui, uma analogia com a catequese?

Ninjas lapidam o espírito, tem uma fé inabalável, tem paciência e perseverança e acreditam naquilo que fazem e, só por isso, são capazes de fazer “qualquer coisa”. Somos assim ou não somos? Faço então uma proposta: Sejamos então “Anjos”, criaturas celestiais, amorosos e protetores e, ao mesmo tempo, “Ninjas”, guerreiros disciplinados capazes de matar toda indiferença e falta de preparo para sermos catequistas. Ou quem sabe “Nanjos”? rsrsrrs...


Angela Rocha
Catequista Ninja

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

DIA DE CATEQUESE : RETIRO COM AS FAMILIAS

Fizemos hoje o último retiro com os pais da Primeira Eucaristia. E foi especial. Muito especial. Lá estavam crianças e pais com quem estive nos últimos dois e alguns, três, anos. Era a minha "turminha"! E foi extremamente gratificante. 

Fiquei ontem apreensiva e com o coração na mão. Pedi até que uma outra catequista conduzisse o momento especial com os pais, onde fazemos a partilha de sentimentos, experiências e de pão. Achei que não seria capaz. Mas, na hora, a Terezinha me deu um empurrãozinho e saiu, consegui. E saiu uma partilha maravilhosa. Saiu até minhas "confissões inconfessas". O porque de eu ter me apaixonado pela catequese e o quanto sou grata a Deus por Ele ter me dado tantos anjos para cuidar. E ameacei a todos: Ai deles, se não cuidarem direito dos meus anjos de agora em diante!

Um pai me disse uma coisa interessante no fim: Que eu deveria mudar o nome daquilo: Que "retiro" espanta a todos, que ele mesmo, não estava querendo muito ir não, achando que a gente ia rezar o "dia inteiro"e foi a coisa mais divertida que ele já fez. Outros me disseram que a Igreja tem que fazer sempre isso. Que precisamos estar com eles, fazer um "encontro de catequese", com os pais de vez em quando.

E foi esse o nosso "retiro". Um encontro para o almoço, pais e mães conversando e se conhecendo, enquanto os filhos brincavam. Uma sobremesa simples de sagu com creme. Duas horas de Gincana bíblica, com muita brincadeira entre pais e filhos. E uma hora de "espiritualidade", desta vez só com os pais. 

Sentados em círculo, lembrando a Última Ceia e lembrando todos os motivos de porque temos que dar Ação de Graças, partilhando experiências e vivências. Alguns com lágrimas nos olhos. Oração, ligação com aquilo que Cristo nos pediu: Ação de graças! Agradecimento e partilha do pão... e que lá fora juntemos de novo todos os pedacinhos e, como comunidade verdadeira, voltemos a ser pão inteiro, UNO, com o mesmo objetivo: Paz, justiça, amor, fraternidade...

E quero agradecer muito a Rosângela pela sua Gincana Bíblica. Está sendo de uma utilidade pra mim que você nem imagina!

E agradecer também ao Pe. Luiz Baronto, que preparou maravilhosamente um roteiro de encontro para adultos, já no modelo catecumenal, o qual adaptei para fazer com os pais.

E aos meus Anjinhos, por serem tão maravilhosos, participativos, dinâmicos e carinhosos comigo. E aos pais, por me darem a honra e a confiança de conduzir esses anjinhos na fé! E a vocês, maravilhosos amigos que todos os dias leem as minhas bobagens aqui na internet e escrevem coisas tão maravilhosamente cheias de incentivo.

E a minha família, filhos queridos que ficam em casa sem almoço pra mãe sair por aí feito uma doida organizando um retiro por mês! Ao Paulo, adorado, lindo, amado esposo que vira meu motorista, assistente, ombro amigo, carregador... por estar comigo sempre nessas horas, é que eu te amo!. A Paulinha, minha lindinha que acompanha a mãe e participa... Ah! como minha filha participa desses momentos tão maravilhosos!!! E ao Pe. Acácio, por ter ido ao retiro e cantado para o mim o Salmo de Ação de Graças... Amo, amo, amo muito todos vocês!!!

E a Ele, a Deus... Pai, maravilhoso e amado... Que em sua infinita sabedoria sabe dar e tirar na hora certa. E que muito tem me dado... Muito, demais até. Muito mais do que mereço.


Ângela Rocha
Catequista