CONHEÇA!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

CATEQUESE DO PAPA

          NA MISSA É VIVER A PAIXÃO E MORTE REDENTORA DO SENHOR
Na audiência geral desta última quarta-feira, o Papa deu início a uma nova série de catequese, centrada sobre a Eucaristia, pois que – disse – é fundamental para os cristãos compreender bem o valor e o significado da Santa Missa.

Não podemos esquecer – frisou – o grande número de cristãos que ao longo da história da Igreja – ontem e hoje – resistiram e resistem até à morte para defender a Eucaristia. E deu o exemplo de um grupo de cristãos que no ano 304, no Norte de África, foram detidos porque celebravam a Missa. E à pergunta porque o faziam se era proibido, responderam que “não podiam viver sem o domingo”, ou seja sem celebrar a Eucaristia. E foram mortos por isso, deixando o testemunho de que se pode renunciar à vida terrena, mas não à vida eterna.

E antecipando que Eucaristia significa agradecimento a Deus, Pai, Filho e Espírito Santo que nos envolve e nos transforma na sua comunhão de amor, o Papa afirmou que nas próximas catequeses, vai debruçar-se sobre a Eucaristia e a Santa Missa, para descobrir como, através deste mistério da fé, resplandece o amor de Deus.

Um dos intentos fortes do Concílio Vaticano II era levar os cristãos a compreender a grandeza da fé e a beleza do encontro com Cristo; com esse objetivo, sob a guia do Espírito Santo, deu início a uma adequada renovação da Liturgia, pois é dela que a Igreja incessantemente vive e é graças a ela que se renova. Um tema central, que os Padres Conciliares sublinham, é a formação litúrgica dos fiéis, indispensável para uma verdadeira renovação. E esta é precisamente a finalidade do ciclo de catequeses que hoje tem início:

“Crescer na consciência deste grande dom de Deus que nos deu a Eucaristia. A Eucaristia é um acontecimento maravilhoso no qual Jesus Cristo, nossa vida, se faz presente. Participar na Missa “é viver mais uma vez a paixão e morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor se faz presente sobre o altar para ser oferecido ao Pai para a salvação do mundo. O Senhor está ali presente conosco.”

Acontece, porém, muitas vezes, que estamos ali a conversar, a olhar para o lado, distraídos, a achar que a Missa, ou melhor o Padre, é chato, tudo sem nos darmos conta realmente que é o Cristo que está ali. No entanto, se viesse aqui o Presidente da Republica, todos gostaríamos de aproximar dele, de o cumprimentar – disse Francisco que recomendou:

“Não vos esqueçais: participar na Missa “é viver mais uma vez a paixão e morte redentora do Senhor” .

O Papa convidou depois a pôr-se algumas perguntas simples como, por exemplo, porque fazemos o sinal da cruz e o ato penitencial no início da Missa. Significa que somos redimidos com a Cruz do Senhor; e as leituras, porque estão ali? Porque três leituras aos domingos e duas nos outros dias? Ou então, porque é que a dado momento o sacerdote que preside à celebração diz: “Coração ao alto?” Não diz: “Ao alto os nossos celulares para tirar fotos, eh!”, Não, é uma coisa feia, eh! E digo que a mim dá tanta tristeza quando celebro aqui na Praça ou na Basílica e vejo tantos celulares elevados não só dos fieis, mas também de alguns padres e mesmo bispos. Mas, por favor! “A Missa não é um espetáculo: é ir ao encontro da paixão, da ressurreição do Senhor. Por isso é que o sacerdote diz: “Ao alto os nossos corações”. O que quer dizer isto? Recordai-vos, nada de celulares”

O objetivo do Papa é levar os fieis a redescobrir o que é essencial, através do que se vê e se toca na celebração dos Sacramentos. A este respeito recordou que a exigência posta pelo Apóstolo São Tomé para crer em Jesus ressuscitado – ou seja, ver e tocar as chagas no corpo de Jesus – nasce do nosso desejo de poder, de algum modo, «tocar» Deus para crer n’Ele. O que São Tomé pede ao Senhor é aquilo de que todos nós sentimos necessidade: vê-Lo e tocar n’Ele, para O reconhecermos.

Os Sacramentos são a resposta de Deus a esta necessidade humana. Sinais do amor de Deus, os Sacramentos, e de forma particular a Celebração Eucarística, são caminhos privilegiados para nos encontrarmos com Ele. Para viver cada vez mais plenamente a nossa relação com Deus é fundamental compreender bem o valor e o significado da Santa Missa – rematou o Papa pedindo a Nossa Senhora para nos acompanhar neste novo troço da caminhada em direção à redescoberta da beleza que se esconde na celebração eucarística e que, uma vez, desvendada, dá sentido pleno à vida de cada um de nós. 

RADIOVATICANA.VA


domingo, 5 de novembro de 2017

ENCONTRO PASCOM DA DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS: A CATEQUESE E O MUNDO DIGITAL

A CATEQUESE E O MUNDO DIGITAL

Cada vez mais este "mundo" exige que estejamos nele! Como está nossa "presença" neste mundo? Somos parte dele ou estamos "à parte" dele?
Nossos catequizandos vivem e convivem com tecnologia da informação desde a mais tenra idade. Estamos pensando nisso? Ou estamos ficando pra trás?
Preocupe-se! Informe-se!


Encontro Diocesano de Comunicação São José dos Pinhais - PR. - 05/11/2017



Catequistas em Formação...

 A APRESENTAÇÃO:


Nada é mais "divino" que o enorme potencial de comunicação que o ser humano possui neste novo milênio. Nunca foi tão fácil e rápido atingir as pessoas com a "Boa Nova" do Evangelho. 

A internet deixou de ser somente um "meio" e um "instrumento" para se transformar num novo "espaço" de ser e estar.

Somos uma só pessoa convivendo em dois mundos, que inter-conectam-se em todas as dimensões.

Assim como no mundo "real", no espaço digital as crianças e os jovens não podem ser "abandonados" a própria sorte. Precisam de orientação e de "guia"...
Conseguimos nos movimentar neste espaço? Não estamos nós, também, precisando de guia?

assistam o vídeo neste link: 

Grande verdade para quem se recusa a participar deste mundo que está aí...


Somos, como nossos filhos, aprendizes... E AGORA? Quem vai ensinar quem?

A vida, a rua, a escola, a família, os amigos, a sociedade... tudo se reflete também na internet....
Bom e mau, o bem e o mal... 
Aprender a conviver e fazer escolhas!

Nossa experiência de adultos nos faz responsáveis pela conduta das nossas crianças. Se temos que aprender, aprendamos!

O espaço "virtual" permite que se tome muitas atitudes sem pensar no "outro" e no "coletivo"... E aí?


Conhecer o espaço onde temos que viver e conviver é fundamental!

Hoje a televisão se expandiu e atingiu a rede mundial. Novos modelos de comportamento são propostos por programas como os reality shows e novelas...


Os pequenos já tem celular e acesso a rede...


IMPORTANTE SE PREOCUPAR!

OPORTUNIDADES E OPÇÕES DE CONSUMO INFINITAS!

E como a vida era simples! E como ela tinha complicações também!
Muitos dos nossos problemas foram resolvidos pela ciência e a tecnologia. E ao mesmo tempo, criam-se outros...
Individualismo, falta de perspectiva...


Um aplicativo extremamente fácil de usar e de utilidade ... mas, até que ponto?

Será? O celular tornou-se uma "extensão" da mão dos nossos jovens. Proibir ou aliar-se a ele? Qual a melhor opção?

As redes sociais estão aí... pro melhor e para o pior...

Sabemos o que as crianças e jovens tanto fazem em seus aplicativos móveis e seus computadores?

Conhecemos de fato, do que se tratam os jogos que divertem nossos filhos e catequizandos?




Antes de tornar os jogos vilões e culpados, vamos pensar nos aspectos positivos e negativos deles...

VÍCIO! Cuidados com as crianças e jovens!


Relacionamentos, amizades... o grande bem que pode fazer ao ser humano.


Como em qualquer espaço de evangelização, catequistas precisam viver também no mundo digital, a catequese expande seus horizontes.

E assim, a rede digital faz parte da nossa vida. Não há retorno... 


AÇÃO DO "CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO" NA INTERNET:

O que fazemos hoje e nossa influência na ação do catequista na rede.

 São oito anos de convivência na internet com as mais diferentes pessoas e nos mais diferentes espaços.

Nossa "produção" vai além do espaço digital...





O desafio do catequista é... conviver neste mundo e CATEQUIZAR também neste espaço.

Contatos

A CATEQUESE E O MUNDO DIGITAL

PROPOSTA PARA PALESTRA HOJE NO 
ENCONTRO DIOCESANO DA PASTORAL DA COMUNICAÇÃO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS!


O grupo estará representado por Ângela Rocha em palestra às 11 horas de hoje.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

ÁLBUM CATEQUÉTICO LITÚRGICO 2017/2018


O Álbum Catequético-Litúrgico 2017/2018 (Ano B), já está disponível para venda, voltado para todos os catequistas, catequizandos, pais e lideranças paroquiais de qualquer diocese do Brasil.

A proposta do álbum é auxiliar na integração entre família, catequese e liturgia através de atividades de reflexão e partilha do Evangelho de cada domingo. A partir de exercícios e brincadeiras entre pais ou responsáveis e filhos, o subsídio possibilita a criação de um rito semanal familiar.


O Álbum acompanha ilustrações, dinâmicas, jogos, um álbum de figurinhas e um Calendário Litúrgico para pendurar na parede. No calendário, é possível colar um par de pés a cada Santa Missa em que o catequizando participar e, assim, acompanhar sua participação ao longo de todo o ano.

O material pode ser adquirido através da Editora Arquidiocesana de Curitiba:
Pelo e-mail: sac@arquidiocesecwb.org.br, 
Pelo telefone: (41) 2105-6325 

01 DE NOVEMBRO: SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS


“Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ (Mt 5,48). (Catecismo da Igreja Católica 2013).
Fruto da conversão realizada pelo Evangelho é a santidade de muitos homens e mulheres do nosso tempo; não só daqueles que foram proclamados oficialmente santos pela Igreja, mas também dos que, com simplicidade e no dia a dia da existência, deram testemunho da sua fidelidade a Cristo."

(1) João Paulo II, Homilia durante a Missa de encerramento da II Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Europa (23 de Outubro de 1999), 4: AAS 92 (2000), 179.


Durante o ano, a Igreja celebra ou faz memória de um santo diariamente. Mas no dia 1º de novembro, ela reúne-os todos numa festa comum. Isso porque, mesmo entre os canonizados, muitos santos não têm um dia exclusivo para sua homenagem. Essa celebração começou no século III, na Igreja do Oriente. Já em Roma, a festa de Todos os Santos ocorreu pela primeira no dia 13 de maio de 609, quando o papa Bonifácio IV transformou o Panteão, templo dedicado a todos os deuses pagãos do Olimpo, em uma igreja em honra à Virgem Maria e a Todos os Santos.

Próximo do ano 800, houve a mudança do dia graças à intervenção do abade inglês Alcuíno de York, professor de Carlos Magno. Os pagãos celtas entendiam o dia 1º de novembro como um dia de comemoração que anunciava o início do inverno. Quando eles se convertiam, queriam continuar com a tradição da festa. Assim, a veneração de Todos os Santos, lembrando os cristãos que morreram em estado de graça, foi instituída no dia 1º de novembro.

O papa Gregório IV, em 835, fixou e estendeu para toda a Igreja a comemoração em 1º de novembro. Oficialmente, a mudança do dia da festa de Todos os Santos, de 13 de maio para 1º de novembro, só foi decretada em 1475, pelo do papa Xisto IV.

Mas quem são os santos? Santos são todos os que foram canonizados pela Igreja ao longo dos séculos e também os que não foram e nem sequer a Igreja conhece o nome e que nos precederam em vida na terra perseverando na fé em Cristo. Todos viveram na terra uma vida semelhante à nossa. Batizados, marcados com o sinal da fé, fiéis aos ensinamentos de Cristo, eles precederam-nos na pátria celeste e convidam-nos a irmos ter consigo. Nos primeiros séculos, os cristãos praticavam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos “heróis” da fé, esperança e caridade.

Além disso, a solenidade de Todos os Santos enche de sentido a homenagem de Todos os Finados, que ocorre no dia seguinte.

* Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

HALLOWEEN - DIA DAS BRUXAS


Cada vez mais os brasileiros parecem acreditar que dia 31 de outubro é o "Dia das Bruxas" ou Halloween, tradicional festa nos Estados Unidos. Aos poucos, esta festa vem invadindo nosso país e as crianças já estão aderindo a ela. 

O Halloween é uma festa comemorativa celebrada todo ano no dia 31 de outubro, véspera do dia de Todos os Santos. Ela é realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos. Neste país, levada pelos imigrantes irlandeses, ela chegou em meados do século XIX.

Esta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.

Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro).


A origem da festa

A palavra “Halloween” vem de “All Hallows’ Eve”, que significa “Vigília de Todos os Santos”. A Solenidade de Todos os Santos é comemorada pela Igreja Católica no dia 1º de novembro; logo, o dia 31 de outubro é a celebração de sua vigília, como costumam acontecer com as grandes festividades da liturgia católica.

A comemoração de Todos os Santos no dia 1º de novembro data do século VIII. No século seguinte, quando a celebração foi estendida a toda a Igreja, surgiu a expressão inglesa All Hallow’s Eve, ou Halloween. Em 998, Santo Odilo, o abade da abadia de Cluny, na França, acrescentou à festividade um dia de oração pelos fiéis defuntos, no dia 2, costume que em seguida foi oficializado e se espalhou pelo mundo.

Influências


Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.

As crianças também participam desta festa. Com a ajuda dos pais, usam fantasias assustadoras e partem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura”. Felizes, terminam a noite do dia 31 de outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.

No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país pela grande influência da cultura americana, principalmente vinda da televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboram para a propagação da festa em território nacional, pois valorização e comemoram esta data com seus alunos: uma forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana.

Muitos brasileiros defendem que a data nada tem a ver com nossa cultura e, portanto, deveria ser deixada de lado. Argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado. Para tanto, foi criado pelo governo, em 2005, o Dia do Saci (comemorado também em 31 de outubro).

A comemoração da data também recebe fortes críticas dos setores religiosos, principalmente das religiões cristãs. O argumento é que a festa de origem pagã dissemina, principalmente entre crianças e jovens, ideias e imagens que não correspondem aos princípios e valores cristãos. De acordo ainda com estes religiosos, as imagens valorizadas no Halloween são negativas e contrárias à pratica do bem.

No entanto, cada vez mais ela vem sendo conhecida aqui no Brasil e "festejada", principalmente pelo setor comercial e de entretenimento, apesar das críticas contrárias.

Penso que não é preciso rechaçar a festa e nem considerá-la "satânica". A não ser pessoas muito "estranhas" escondidas por aí, festejam a data pensando em demônios. As crianças só querem se fantasiar e pedir doces para se divertir. É importante que os cristãos não se isolem e busquem estabelecer relações amigáveis com os vizinhos – e o Halloween é uma boa oportunidade para isso.

Dia de Todos os Santos: Holywins

Há igrejas que foram no embalo e aproveitaram para criar o Halloween gospel, em que as abóboras e os doces são decorados com mensagens cristãs. Entre os católicos há uma incipiente revalorização do dia de Todos os Santos, com grupos organizando festas à fantasia com a temática dos santos. Em muitos lugares, a comemoração tem sido chamada de Holywins – algo como “a santidade vence”. 

Na Inglaterra, a comunidade católica Cor et Lumen Christi celebra desde o ano 2000 a Night of Light – noite de luz –, que já se espalhou para outros países. O evento conta com adoração, a missa da vigília de Todos os Santos e diversão e doces para as crianças. A organização ainda incentiva os participantes a se vestirem de branco e a pôr uma vela diante de uma imagem de Cristo Ressuscitado, testemunhando quem é a sua verdadeira luz.

Não há, portanto, porque se escandalizar e condenar esta festa, a não ser que ela seja mesmo, um "louvor" ao demônio e ao mal. Coisa que nem é preciso ter uma festa no calendário para se fazer, basta acompanharmos os noticiários e ver as atrocidades que acontecem pelo mundo.

Ângela Rocha


FONTE: 
datascomemorativas.com 
semprefamilia.org.br

CONVERSANDO SOBRE PERDAS

Um texto para refletir...

Como conversar com as crianças sobre um tema tão difícil como a “morte”?

Ao contrário do que muita gente pode pensar, as crianças têm condições intelectuais e emocionais de entender as perdas. O Dia de Finados pode ser uma boa oportunidade para falar do assunto. A psicóloga e psicopedagoga, Ana Cássia Maturano*, diz que a criança deve ser informada sobre a morte, para poder superar as perdas.

Há quem possa achar estranho estarmos discutindo sobre como falar da morte com as crianças. Se considerarmos que a morte faz parte da vida e o quanto a maioria de nós, tem dificuldades para lidar com ela, o tema já se torna pertinente. Ainda mais quando o assunto envolve crianças.

E o que faz da morte um assunto tão complicado? Nossa incompreensão. Ou talvez a nossa falta de fé. Por mais que digamos acreditar na vida eterna e num encontro final, a incerteza do que acontece depois, ainda nos assusta. Esse desconhecimento causa-nos temor. Por ser algo irreversível, preferimos fazer de conta que não existe. Ninguém precisa passar a vida falando e pensando na morte. Mas de vez em quando, ela aparece e alguém que amamos se vai, ficando uma dor que demora a passar. A complexidade aumenta quando pensamos que vamos morrer, pois não conseguimos imaginar nossa própria finitude. O ser humano é criado com demasiado apego a coisas materiais e terrenas.

Perder pessoas não é um fato reservado só para os adultos. As crianças também as perdem. Sabendo da dor desses eventos, queremos poupá-las do sofrimento. Para isso, evitamos falar com elas sobre o assunto, mesmo que alguém que amem (até mesmo um animalzinho) tenha morrido. Levá-las ao velório está fora de cogitação. Confunde-se não saber com não sofrer. 

Ora, não saber, não participar e não falar do fato é mais prejudicial para os pequenos. Quando não sabemos o que realmente aconteceu, imaginamos. E a imaginação é poderosa, tem asas que alcança vôos altos e segue o rumo de nossas apreensões e emoções. Nada mais saudável que saber a verdade, por mais dura que possa ser, pois nos permite lidar com a realidade como ela é, sem armadilhas. 

Não vale enganar

Diante da morte de alguém do convívio da criança, muitos usam de desculpas do tipo: Vovô foi viajar. A criança não é tola, percebe que tem algo acontecendo. Sem contar que deve estar se sentindo abandonada e chateada com o avô que foi viajar e nem se despediu. Muitos pensam que a criança não é capaz de entender o que acontece ou de suportar emocionalmente a ideia da morte. É sim. E vivenciando tais situações poderá compreender melhor o que ocorre. A criança também tem luto e, para que ele aconteça de maneira saudável, é necessário que ela não seja excluída do processo. Não podemos tirar dela o direito de sofrer por quem partiu.

Quando uma criança se encontra na situação de morte de alguém, deve-se dizer a verdade – que aquela pessoa morreu e não voltará mais (o primeiro passo para que o luto ocorra é aceitar o fato que o morto estará ausente definitivamente). As explicações devem seguir o curso de sua curiosidade. Algumas crianças farão muitas perguntas como, por exemplo, o que acontece depois da morte. O melhor é sermos francos e honestos. Se não soubermos o que responder, devemos dizer isso. Mesmo se temos em nós a crença religiosa da vida eterna, do céu, de algum lugar de esperança é preciso ter cuidado com o que se vai dizer às crianças. Sem supervalorizar o pós-morte. Alguns, para amenizar a tristeza, falam das maravilhas que vêm depois, tornando o morrer muito atraente. Corre-se o risco de a criança desejar estar onde a pessoa que morreu está.

Cada uma tem um jeito de reagir. Algumas choram e se desesperam. Outras ficam mais caladas. Algumas se culpam por terem feito algo para aquela pessoa. Ou até de terem, num momento de raiva, desejado algum mal. Se a incluirmos nesse momento de dor, ela poderá ter confiança em falar de seus sentimentos e temores. E os adultos vão poder ajudá-las a corrigir suas impressões.

Quanto aos funerais, algo que muitos acham absurdo uma criança participar, deve ficar a critério dela, que vai decidir se irá ou não. Não podemos impedi-la de participar do pesar familiar. Ela também estará sofrendo e deve ser respeitada em sua dor. Os funerais nos ajudam a lidar com a situação de morte. Lá, choramos, confortamos, somos confortados e constatamos que aquela pessoa realmente se foi.

Não há como evitar. A morte de alguém traz sempre dor e sofrimento. Sofrer faz parte da vida e a criança tem condições intelectuais para entender o que é a morte e também emocionais, para viver um luto sem grandes complicações. Tudo vai depender do quanto é esclarecida, e do conforto e da segurança que as pessoas que ama lhe darão. Caso alguma oportunidade surja, poderá ser um bom momento para abordar o tema morte com os pequenos, o Dia de Finados é um a boa oportunidade.

*Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga.
FONTE: g1.com.br


sábado, 28 de outubro de 2017

CONTO MEU ENCONTRO: VAMOS CONSTRUIR UM MUNDO COM MAIS AMOR?

Sou Silvana Chavenco Santini, catequista da Paróquia São José Operário, de Maringá, no Paraná. Me sinto muito feliz hoje e quero compartilhar com todos vocês a minha alegria, falando um pouco da experiência que eu e Regina Auada tivemos com nossos catequizandos.

O evangelho é MT 22, 34-40 e a chave de tudo é "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.”
Iniciamos o encontro com uma dinâmica que envolveu outras duas turmas de catequizandos. Eles são pequenos (tem entre 10 e 11 anos) e amam ganhar doces. Então preparamos um pirulito e um cartãozinho e deixamos exposto sobre a mesa. Ao chegarem, já foram ficando animados. Mas o doce não era pra eles. Tínhamos a seguinte missão: Bater à porta de outras 2 turmas de catequese, nos apresentar e entregar um pirulito para cada um (seguido de um abraço ou aperto de mão ou como se sentissem mais confortáveis). A primeira experiência foi mais difícil, pois a maioria era desconhecido e tiveram bastante vergonha.
A segunda experiência foi mais fácil, os catequizandos eram maiores que os nossos e foram muito receptivos. Foi uma festa. Claro que eu já havia pedido a autorização das catequistas para não atrapalhar nenhuma atividade. Elas gostaram muito da ideia.
Retornamos para nossa sala e iniciamos um bate-papo sobre a experiência e os sentimentos envolvidos. Alguns sentiram muita vergonha no início. Outros disseram que foi muito melhor dar o pirulito do que ter ficado com ele. Outra, muito feliz, relatou que a menina que recebeu o pirulito lhe disse: "Você tornou a minha segunda-feira muito mais feliz". Pronto... aí não me aguentei. Falamos sobre os problemas que ela podia ter enfrentado durante o dia (com os pais, amigos, escola) e o quão simples era aquele pirulito que foi capaz de aliviar tudo porque estava acompanhado de muito amor.
E prosseguimos...
Depois de finalizado o encontro, a catequista nos procurou para falar da experiência deles. Ela aproveitou a nossa ação para fazer a reflexão com eles: como é bom ser amado e respeitado pelo seu próximo. Relatou que ficaram muito felizes e querem retribuir. Ou seja, vão preparar uma surpresa para os nossos catequizandos para a semana que vem. Já pensaram que lindo vai ser isso? Depois conto para vocês como foi.

  Silvana Chavenco Santini
Maringá - Paraná.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

HOMILIA: 30º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

                                                 O centro da vida
Os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito os saduceus se calarem. Então eles se reuniram em grupo, e um deles perguntou a Jesus para o tentar: Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? Jesus respondeu: «Ame ao Senhor seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, e com todo o seu entendimento.  Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Ame ao seu próximo como a si mesmo. Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos.
Jesus resume a essência e o espírito da vida humana num ato único com duas faces inseparáveis: amar a Deus com entrega total de si mesmo, porque o Deus verdadeiro e absoluto é um só e, entregando-se a Deus, o homem desabsolutiza a si mesmo, o próximo e as coisas; amar ao próximo como a si mesmo, isto é, a relação num espírito de fraternidade e não de opressão ou de submissão. O dinamismo da vida é o amor que tece as relações entre os homens, levando todos aos encontros, confrontos e conflitos que geram uma sociedade cada vez mais justa e mais próxima do Reino de Deus.


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