CONHEÇA!

quinta-feira, 19 de junho de 2014

SIMBOLOGIA do batismo

- Expor os símbolos numa mesa, arrumando-os com placas indicativas.


Ø CRUZ É a identidade do Cristão. Traçada no peito e na testa significa que o batizando, pelo batismo, participa da morte libertadora de Jesus Cristo. Lembra a graça da redenção que Cristo nos proporcionou na Cruz.

Ø O ÓLEO Assim como o óleo penetra na pele da criança, Cristo penetra na vida da pessoa, em especial no seu coração (a unção é feita no peito), fortalecendo o ungido na luta contra o mal.

Ø A VELA Acesa no círio pascal, significa que Cristo iluminou o batizado, que deverá ser “luz do mundo”. Simboliza a presença do Espírito na vida do batizando e a fé em Jesus ressuscitado. Acende-se uma nova luz, luz da graça, da fé, que deve ser conservada até o fim da vida pela vivência em Cristo.

Ø A VESTE BRANCA Expressa a pureza, a VIDA NOVA que recebemos no Batismo e que agora vamos viver. Sinaliza que o batizado “vestiu-se de Cristo”, o que equivale a dizer que ressuscitou com Cristo.

Ø A ÁGUA Simboliza purificação e vida nova. A água batismal nos lava do pecado original e nos torna filhos de Deus e membros da Igreja. A água é sinal da graça de Deus, que nos purifica totalmente.

Missão sacerdotal
127. O povo cristão, por força do batismo, oferece sua vida a Deus e aos irmãos no serviço de cada dia (cf. Rm 12,1; 1Jo 3,16) e, como fonte e cume desta doação, participa "conscia, plena e ativamente das celebrações litúrgicas" (SC 14). "Os fiéis são consagrados para formar um povo de sacerdotes e reis (cf. 1Pd 2,4-10), de sorte que... por toda parte dêem testemunho de Cristo" (AA 3).


Missão profética

128. Onde quer que vivam, pelo exemplo da vida e pelo testemunho da palavra, devem todos os cristãos manifestar o novo homem que pelo batismo vestiram" (AA, 11). "Os fiéis são obrigados a professar diante dos homens a fé que receberam de Deus pela Igreja" (LG 11).


Missão real-pastoral

129. Cristo é o Rei e o Senhor do mundo inteiro. Os batizados têm a missão de se esforçar para que todos os homens aceitem e amem a Cristo Senhor (cf. AG 36). Os cristãos, vivendo seu compromisso, são como o fermento que vai transformando o mundo, segundo o plano de Deus (cf. AG 15).


130." Além disso, o batismo é o sacramento pelo qual os homens passam a pertencer ao corpo da Igreja, co-edificados para constituir a habitação de Deus no Espírito" (Ef 2,22), como "povo santo, sacerdócio régio" (1Pd 2,9); é também o "vínculo sacramental da unidade existente entre aqueles que com ele são marcados" (cf. UR 22). Por causa desse efeito imutável, declarado na própria celebração do sacramento na liturgia latina, quando os batizados são ungidos pelo crisma na presença do Povo de Deus, o rito do batismo deve ser tido em alta estima por todos os cristãos, e não pode ser novamente conferido a quem já o tenha recebido validamente das mãos de irmãos separados" (Rito para o Batismo de Crianças, nº 4).

Ângela Rocha

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Catequese do Papa: 18 de Junho de 2014


Queridos irmãos e irmãs, bom dia! E parabéns, porque sois corajosos com este tempo, pois não se sabe se chove ou não... Parabéns! Esperemos terminar a audiência sem chuva, que o Senhor tenha piedade de nós!

Hoje começo um ciclo de catequeses sobre a Igreja. É um pouco como um filho que fala da sua mãe, da própria família. Falar da Igreja significa falar da nossa mãe, da nossa família. Com efeito, a Igreja não é uma instituição destinada a si mesma, nem uma associação particular, uma ONG, e também não deve limitar o seu olhar ao clero ou ao Vaticano... «A Igreja pensa...». A Igreja somos todos nós! «De quem falas?». «Não dos sacerdotes...». Ah, os sacerdotes fazem parte da Igreja, mas a Igreja somos todos nós! Não a limitemos aos presbíteros e bispos, ao Vaticano... Eles fazem parte da Igreja, mas a Igreja somos todos nós, todos família, todos da mãe. E a Igreja é uma realidade muito mais vasta, que se abre a toda a humanidade e não nasce num laboratório; a Igreja não nasceu no laboratório, não nasceu repentinamente. É fundada por Jesus, mas constitui um povo com uma longa história atrás de si e uma preparação que começa muito antes do próprio Cristo.

Esta história, ou «pré-história» da Igreja já se encontra nas páginas do Antigo Testamento. Ouvimos no Livro do Gênesis: Deus escolheu Abraão, nosso pai na fé, e pediu-lhe que partisse, que deixasse a sua pátria terrena e fosse para uma outra terra, que Ele lhe teria indicado (cf. Gn 12, 1-9). E nesta vocação Deus não chama Abraão sozinho, como indivíduo, mas inclui desde o início a sua família, a sua parentela e todos os que estão ao serviço da sua casa. Uma vez a caminho — sim, assim a Igreja começa a caminhar — Deus ampliará ainda mais o horizonte e cumulará Abraão de bênçãos, prometendo-lhe uma descendência tão numerosa como as estrelas do céu e a areia à beira-mar. O primeiro dado importante é este: começando por Abraão, Deus forma um povo para que leve a sua bênção a todas as famílias da terra. E deste povo nasce Jesus. É Deus que faz este povo, esta história, a Igreja a caminho, e neste povo nasce Jesus.

Um segundo elemento: não é Abraão que constitui um povo ao seu redor, mas é Deus que dá vida a este povo. Em geral era o homem que se dirigia à divindade, procurando anular a distância e invocando apoio e tutela. As pessoas rezavam aos deuses, às divindades. Mas neste caso assiste-se a algo inaudito: é o próprio Deus que toma a iniciativa. Ouçamos isto: é o próprio Deus que bate à porta de Abraão, dizendo-lhe: vai em frente, deixa a tua terra, começa a caminhar e de ti farei um grande povo. Este é o início da Igreja e neste povo nasce Jesus. Deus toma a iniciativa e dirige a sua palavra ao homem, criando um vínculo e uma relação nova com ele. «Mas padre, como é possível? Deus fala-nos?». «Sim». «E nós podemos falar com Deus?». «Sim». «Podemos manter um diálogo com Deus?». «Sim!». Isto chama-se oração, mas foi Deus que começou. Assim Deus forma um povo com todos os que ouvem a sua Palavra pondo-se a caminho, confiando nele. Esta é a única condição: confiar em Deus. Se confiares em Deus, se O ouvires e te puseres a caminho, isto quer dizer fazer Igreja. O amor de Deus precede tudo. Deus é sempre o primeiro, chega antes de nós, precede-nos. O profetas Isaías, ou Jeremias, não me recordo bem, dizia que Deus é como a flor da amendoeira, porque é a primeira árvore que floresce na primavera. Para dizer que Deus floresce sempre antes de nós. Quando chegamos Ele espera por nós, chama-nos, faz-nos caminhar. Sempre nos antecipa. E isto chama-se amor, porque Deus nos espera sempre. «Mas padre, não acredito nisto, pois se o senhor soubesse, padre, a minha vida não foi muito boa, como posso pensar que Deus espera por mim?». «Deus espera-te. E se foste um grande pecador, espera-te ainda mais e espera-te com muito amor, porque Ele é o primeiro. Esta é a beleza da Igreja, que nos leva a este Deus que nos espera! Precede Abraão e precede até Adão.
Abraão e os seus ouvem o apelo de Deus e põem-se a caminho, embora não saibam bem quem é este Deus e para onde os quer conduzir. É verdade, porque Abraão se põe a caminho, confiando neste Deus que lhe falou, mas não dispunha de um livro de teologia para estudar quem era aquele Deus. Confia, fia-se do amor. Deus faz-lhe sentir o amor e ele fia-se. Mas isto não significa que aquele povo seja sempre convicto e fiel. Desde o início existem resistências, o fechamento em si mesmos, nos próprios interesses, e a tentação de negociar com Deus e resolver tudo à própria maneira. E estas são as traições e os pecados que marcam o caminho do povo ao longo de toda a história da salvação, que é a história da fidelidade de Deus e da infidelidade do povo. Mas Deus não se cansa, Deus tem paciência, muita paciência, e no tempo continua a educar e a formar o seu povo como um pai com o seu filho. Diz o profeta Oseias: «Caminhei contigo e ensinei-te a caminhar, como um pai ensina o seu filho». Como é bonita esta imagem de Deus! Também connosco é assim: Ele ensina-nos a caminhar. É a mesma atitude que Ele mantém em relação à Igreja. Assim também nós, apesar do nosso propósito de seguir o Senhor Jesus, vivemos cada dia a experiência do egoísmo e da dureza do nosso coração. Mas quando nos reconhecemos pecadores, Deus enche-nos de misericórdia e amor. E perdoa-nos sempre. É precisamente isto que nos faz crescer como povo de Deus, como Igreja: não é a nossa bondade, não são os nossos méritos — somos pequeninos, não é isto — mas é a experiência diária de que o Senhor nos ama e cuida de nós. É isto que nos faz sentir verdadeiramente seus, nas suas mãos, levando-nos a crescer na comunhão com Ele e entre nós. Ser Igreja é sentir-se nas mãos de Deus, que é Pai e nos ama, acaricia, espera e faz sentir a sua ternura. E isto é muito bonito!

Caros amigos, eis o desígnio de Deus; quando chamou Abraão, pensava nisto: formar um povo abençoado pelo seu amor, para levar a sua bênção a todos os povos da terra. Este plano não muda, está sempre em ação. Em Cristo teve o seu cumprimento e ainda hoje Deus continua a realizá-lo na Igreja. Então peçamos a graça de permanecer fiéis ao seguimento do Senhor Jesus e à escuta da sua Palavra, cada dia prontos para partir, como Abraão, rumo à terra de Deus e do homem, a nossa verdadeira pátria, tornando-nos assim bênção, sinal do amor de Deus por todos os seus filhos. Gosto de pensar que um sinônimo, outro nome que nós cristãos podemos ter, seria: somos homens e mulheres, pessoas que bendizem. Com a sua vida, o cristão deve bendizer sempre, bendizer Deus e todos. Nós cristãos somos pessoas que bendizem, que sabem bendizer. Trata-se de uma bonita vocação!


Saudações
Amados peregrinos de língua portuguesa, saúdo-vos cordialmente a todos, com menção especial da comunidade «Coccinella meninos de rua», do Brasil, e a «Associação Cultural Amor e Responsabilidade», das Caldas da Rainha. Esta visita a Roma vos ajude a estar prontos, como Abraão, a sair cada dia para a terra de Deus e do homem, revelando-vos uma bênção e um sinal do amor de Deus por todos os seus filhos. A Virgem Santa vos guie e proteja!
Depois de amanhã, 20 de Junho, celebra-se o Dia Mundial do Refugiado, que a Comunidade internacional dedica a quem é obrigado a deixar a sua terra para fugir dos conflitos e das perseguições. O número destes irmãos refugiados aumenta e, nestes últimos dias, outros milhares de pessoas viram-se obrigadas a deixar as suas casas para se salvar. Milhões de famílias — milhões — refugiadas de muitos países e de todos os credos religiosos vivem na própria história dramas e feridas que dificilmente poderão ser curadas. Permaneçamos próximos deles, compartilhando os seus temores e as suas incertezas em relação ao futuro e aliviando concretamente os seus sofrimentos. O Senhor sustenha as pessoas e as instituições que trabalham com generosidade para garantir aos refugiados acolhimento e dignidade, e para lhes dar motivos de esperança. Pensemos que Jesus foi um refugiado, teve que escapar para salvar a vida com são José e Nossa Senhora, e fugiu para o Egito. Ele foi um refugiado. Oremos a Nossa Senhora, que conhece as dores dos refugiados, para que esteja próxima destes nossos irmãos e irmãs. Rezemos juntos a Nossa Senhora pelos nossos irmãos e irmãs refugiados. [Ave Maria...] Maria, Mãe dos refugiados, intercede por nós!

Dirijo-me por fim aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. Estamos na vigília do Corpus Christi. Caros jovens, a Eucaristia seja o alimento principal da vossa fé; diletos doentes, especialmente os pequenos enfermos da Policlínica de São Mateus, de Pavia, não vos canseis de adorar o Senhor, inclusive na provação; e vós, amados recém-casados, aprendei a amar a exemplo daquele que, por amor, se fez vítima pela nossa salvação.

Caminhos para a aprendizagem*

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De tudo, de qualquer situação, leitura ou pessoa podemos extrair alguma informação ou experiência que pode nos ajudar a ampliar o nosso conhecimento, para confirmar o que já sabemos, para rejeitar determinadas visões de mundo, para incorporar novos pontos de vista.

Um dos grandes desafios para o educador, qualquer educador, inclusive o educador “da fé”, é ajudar a tornar a informação significativa, a escolher as informações verdadeiramente importantes entre tantas possibilidades, a compreendê-las de forma cada vez mais abrangente e profunda e a torná-las parte do nosso referencial.

Aprendemos melhor quando vivenciamos, experimentamos, sentimos. Aprendemos quando relacionamos, estabelecemos vínculos, laços entre o que estava solto, caótico, disperso, integrando-o em um novo contexto, dando-lhe significado, encontrando um novo sentido. Aprendemos quando descobrimos novas dimensões de significação que antes nos escapavam; quando vamos ampliando o círculo de compreensão do que nos rodeia; quando como numa cebola, vamos descascando novas camadas que antes permaneciam ocultas à nossa percepção, o que nos faz perceber de uma outra forma. 

Aprendemos mais quando estabelecemos pontes entre a reflexão e a ação, entre a experiência e a conceituação, entre a teoria e a prática; quando ambas se alimentam mutuamente. Aprendemos quando equilibramos e integramos o sensorial, o racional, o emocional, o ético, o pessoal e o social. Aprendemos pelo pensamento divergente, através da tensão, da busca e pela convergência – pela organização, integração. Não aprendemos quando pensamos igual.

Aprendemos pela concentração em temas ou objetivos definidos ou pela atenção difusa, quando estamos de antenas ligadas, atentos ao que acontece ao nosso lado. Aprendemos quando perguntamos, questionamos, quando estamos atentos. Aprendemos quando interagimos com os outros e o mundo e depois, quando interiorizamos, quando nos voltamos para dentro, fazendo nossa própria síntese, nosso reencontro do mundo exterior com a nossa re-elaboração pessoal.

Aprendemos pelo interesse, pela necessidade. Aprendemos mais facilmente quando percebemos o objetivo, a utilidade de algo, quando nos traz vantagens perceptíveis. Se precisamos nos comunicar em inglês pela internet ou viajar para fora do país, o desejo de aprender inglês aumenta e facilita a aprendizagem dessa língua. Aprendemos sobre a “fé” quando já nos encontramos com Aquele que buscamos, vamos querer saber mais porque nos interessa conhecer a vida e a mensagem quando nos faz bem e nos completa.
Aprendemos pela criação de hábitos, pela automatização de processos, pela repetição. Ensinar se torna mais duradouro, se conseguimos que os outros repitam processos desejados. Ex.: ler textos com freqüência, facilita que a leitura faça parte do nosso dia a dia. Nossa resistência a ler vai diminuindo. Outro exemplo, a oração. Se nos habituamos a rezar, a oração fará parte da nossa vida.

Aprendemos pela credibilidade que alguém merece para nós. A mesma mensagem dita por uma pessoa ou por outra pode ter pesos bem diferentes, dependendo de quem fala e de como o faz. Aprendemos também pelo estímulo, motivação de alguém que nos mostra que vale a pena investir num determinado programa, curso. Um professor que transmite credibilidade facilita a comunicação com os alunos e a disposição para aprender. Um catequista que transmite credibilidade, que FAZ aquilo que propõe aos outros, será ouvido e tomado como exemplo.

Aprendemos pelo prazer, porque gostamos de um assunto, de uma mídia, de uma pessoa. O jogo, o ambiente agradável, o estímulo positivo podem facilitar a aprendizagem. Aprendemos mais, quando conseguimos juntar todos os fatores: temos interesse, motivação clara; desenvolvemos hábitos que facilitam o processo de aprendizagem; e sentimos prazer no que estudamos e na forma de fazê-lo.

Aprendemos realmente quando conseguirmos transformar nossa vida em um processo permanente, paciente, confiante e afetuoso de aprendizagem. Processo permanente, porque nunca acaba. Paciente, porque os resultados nem sempre aparecem imediatamente e sempre se modificam. Confiante, porque aprendemos mais se temos uma atitude confiante, positiva diante da vida, do mundo e de nós mesmos. Processo afetuoso, impregnado de carinho, de ternura, de compreensão, porque nos faz avançar muito mais.

* Texto baseado em: “Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica”, de Jose Manuel Moran ,15ª ed. SP: Papirus, 2009, p.22-24.

** As inferências sobre a catequese e a fé foram acrescentadas por mim.


Ângela Rocha
angprr@uol.com.br

terça-feira, 17 de junho de 2014

DINAMICA PARA ENTROSAMENTO/APRESENTAÇÃO - Caça ao tesouro

Use a CAÇA AO TESOURO para as pessoas do grupo conhecerem umas as outras, acrescente mais perguntas ou diminua o número de questões... Dê um tempo cronometrado e premie quem terminar primeiro ou quem preencheu mais... E não vale colocar a mesma pessoa em mais que uma questão.



Caça ao Tesouro

Procure alguém que:
1. Alguém com a mesma cor de olhos que você:_________________
2. Alguém que vive numa casa onde haja fumantes:______________
3. Alguém cujo aniversario seja próximo do seu:________________
4. Alguém que goste da mesma sobremesa que você:_____________
5. Alguém que tenha morado em outro estado:_________________
6. Alguém que tenha nascido na mesma cidade:________________
7. Alguém cujo nome tenha mais de seis letras:________________
8. Alguém que goste de fazer exercícios físicos:_______________
9. Alguém que na última semana, tenha ouvido dizer que é amado:__________
10. Alguém que acha que chorar é humano e concorde em chorar na frente dos outros, se necessário for:_____________________
11. Alguém que use óculos ou lentes de contato:___________________
12. Alguém que venha de uma família de mais de cinco pessoas:____________
13. Alguém que adore dançar:____________________________________
14. Alguém que goste de cantar:__________________________________
15. Alguém que goste de ler:_____________________________________
16. Alguém que assistiu o filme “Jesus Morto na Cruz”.__________________
17. Alguém que goste de cozinhar._________________________________
18. Alguém que tenha um animalzinho de estimação:____________________
19. Alguém cujo melhor amigo seja alguém da sua família:________________
20. Alguém que tenha mais que três irmãos:_________________________


Terminou? “PARABENS!” Você acabou de conquistar + 20 novos amigos.

Catequizar com "Z"!

Porque CATEQUESE se escreve com “S” e CATEQUIZAR e CATEQUIZANDO com “Z”?


Ah, você nem sabia que era assim? Pois é... este erro é bem frequente em nosso meio. A língua portuguesa é uma das ricas em sonoridade e "regras"... rsrsrs. Considerada até fácil de aprender a falar, pelos estrangeiros, mas, dificílima de aprender a escrever... Até para nós que nascemos com ela...


Mas existem regras ortográficas que explicam essa confusão da "catequese", "catequizar", "catequizando".


1 -Com "z", normalmente, são grafadas palavras derivadas de outras em que já existe o "z", e verbos terminados pelo sufixo "izar", em cujos radicais das palavras que lhes deram origem possuam ou não a letra z. Exemplos: canalizar, finalizar, industrializar, organizar, utilizar, arborizar, dinamizar, regularizar, cicatrizar (cicatriz), envernizar (verniz), enraizar (raiz), deslizar (deslize) etc.


Aqui a gente já se perde... NÃO EXISTE "Z" EM CATEQUESE! Qual é o problema,então?

Mas, tem mais uma regrinha...


2 -Os verbos terminados em "isar", com "s", têm apenas como sufixo as letras "ar", pois as letras "is", neste caso, fazem parte do radical da palavra que deu origem ao verbo. Exemplos: análise - analisar, aviso - avisar, improviso - improvisar, pesquisa - pesquisar.

Ahhhhh.... catequese não tem um "is"! Senão seria "catequise"... e porque tirarmos totalmente a última parte da palavra para flexioná-la em verbo ou adjetivo derivado, deixando ela assim: CATEQU... ela precisa aí usar a primeira regra que é do IZAR!


Então, ela se torna uma... EXCEÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA!


EXCEÇÃO: Apesar de originar-se da palavra "catequese", que possui um "s" em seu radical, o verbo catequizar deve ser grafado com "z", pois a sílaba átona final de catequese foi suprimida para se inserir o sufixo "izar" na formação do verbo. O mesmo acontece com “catequizando”.


Viram só? Em tudo nossa "catequese" é especial!


E não quero ver mais ninguém escrevendo catequizar ou catequizando com "S"!
"A competência para grafar (escrever) corretamente as palavras está diretamente ligada ao contato íntimo com essas mesmas palavras. Isso significa que a freqüência do uso é que acaba trazendo a memorização da grafia correta. Além disso, deve-se criar o hábito de esclarecer as dúvidas com as necessárias consultas ao dicionário. Trata-se de um processo constante, que produz resultados a longo prazo."


(Pasquale Cipro Neto & Ulisses Infante, Gramática da Língua Portuguesa)

Angela Rocha angprr@uol.com.br FONTE CONSULTADA: Adriana Cristina Mercuri Pinto, Graduada em Letras Especialização em Lingüística Aplicada. Portal São Francisco: http://www.portalsaofrancisco.com.br/ .

DICAS PARA FORMAÇÃO DE GRUPOS DE JOVENS

Sua paróquia/comunidade não tem grupo de jovens? 

Pois vamos incentivar a criação de um. Mas antes é preciso atentar para o que diz a nossa Igreja a respeito do assunto.

Primeiro o grupo se reúne estuda e vê as características que quer ter, se Grupo, Movimento ou Pastoral, mas sempre ligados a uma comunidade ou paróquia. Aí depende dos objetivos que o grupo quer atingir ou da Mística de cada um. Acredito que o primeiro passo para que isso aconteça é que deve existir uma assessoria ou coordenação de Pastoral de Juventude na Paróquia para ajudar os jovens nisso.

Outro passo importante é a leitura do CIC - Catecismo da Igreja Católica, documento régio da Igreja Católica, nos itens 1877 a 1948 que fala da "COMUNIDADE HUMANA", apesar de não tratar de questões práticas, trata da organização da sociedade.

As EXORTAÇÕES DO PAPA PARA AS JORNADAS MUNDIAIS DA JUVENTUDE, também são documentos interessantes de se ler. Mais para incentivo aos jovens na caminhada pastoral.

O Documento da CNBB n.º 85 – EVANGELIZAÇÃO DA JUVENTUDE – Desafios e perspectivas pastorais, traz na III parte, linhas de ação (página 88 em diante) para organização de grupos de jovens, há um subtítulo que fala sobre pistas de ação. Acredito que isso possa ajudar muito a formação do grupo.

É importante também conhecer as DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA IGREJA NO BRASIL – 2011-2015, para estar por dentro das diretrizes atuais.

Os ESTUDOS DA CNBB Nº 44 – A PASTORAL DA JUVENTUDE NO BRASIL E ESTUDOS DA CNBB Nº 93 - EVANGELIZAÇÃO DA JUVENTUDE, DESAFIOS E PERSPECTIVAS PASTORAIS; trazem complementos ao assunto já abordado no Doc. 85.

O JORNAL MUNDO JOVEM, também traz subsídios para criação de grupos de jovens no endereço http://www.mundojovem.pucrs.br no link Subsídios.

No mais, regras e normas devem ser criadas em consenso pelo grupo para o bom andamento dos trabalhos, sempre levando em conta também o que determinam os CONSELHOS PAROQUIAIS E AS NORMAS DIOCESANAS PARA A JUVENTUDE.

Outra coisa, é preciso distinguir muito bem a diferença existente entre Pastoral e Movimento. Geralmente os movimentos têm um caráter de espiritualidade e seguem um carisma próprio, envolvendo mais ou menos às mesmas pessoas que vivenciaram um encontro, um retiro ou uma catequese. Os movimentos nascem e se formam num contexto externo à igreja local. Estão mais ligados à vida pessoal das pessoas, visando a espiritualidade e a vivência de certos aspectos da fé.

Quando falamos em Pastoral, a mesma tem como finalidade concretizar a mensagem da Boa Nova, seja nas estruturas sociais, seja no testemunho diário e constante. A pastoral consiste em atualizar para o nosso tempo as atitudes de Jesus como bom pastor. As atividades devem ser voltadas para as exigências da Ação Evangelizadora: serviço, diálogo, anúncio e testemunho.

Os grupos sempre estarão ligados a uma Pastoral ou a um Movimento. Aliás, as pastorais e movimentos “se fazem com grupos”.

Ângela Rocha
angprr@uol.com.br

terça-feira, 27 de maio de 2014

ORIGEM DA COROAÇÃO DE NOSSA SENHORA NO MÊS DE MAIO

Tradicionalmente, o mês de Maio é dedicado às mães e a Igreja Católica dedica à Maria, Mãe de Jesus. E também costuma-se dizer que maio é o mês das noivas, pois todo o clima festivo, remete às festas de matrimônio também.

Em muitas paróquias é tradição realizar, durante todo o mês de Maio, as coroações a Nossa Senhora. Em muitos lugares é uma tradição que remonta há séculos de história.
Segundo o Padre Cássio Barbosa de Castro, Mestre em História da Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, a tradição é antiga em nossa Igreja. Começou no século XIII, no ano de 1280. 

Na Europa, o mês é primavera, são colhidos os frutos da terra e as flores do campo são cheias de cores e de perfumes. E isto remete a Maria, que é considerada a flor mais bela. A tradição chegou ao Brasil através dos portugueses. Desde então, devotos realizam coroações da imagem de Nossa Senhora durante este mês. Padre Cássio explica que a tradição se solidificou no século XIV, em Paris, onde a figura de Maria ganhou destaque. A Mãe de Deus era simbolizada como uma flor adornada de jóias, então, surgiram as coroações. Foi São Felipe Neri que começou a dedicar o mês de maio à Maria fazendo a ela homenagens com flores.

As homenagens são uma forma de devoção: Maria é a Mãe de Deus! Celebrar o Mês de Maria é devotar o nosso amor a Mãe de Deus e a nossa Mãe. Um dos elementos marcantes do catolicismo é devoção mariana. Coroar Nossa Senhora é demonstrar que a reconhecemos como “Rainha”, mesmo na simplicidade de sua figura.

Cada elemento que as crianças oferecem a Nossa Senhora tem um significado. A palma representa a pureza de Maria, o véu, sua virgindade, a coroa sua realeza e as flores remetem a homenagem feita por São Felipe Neri.

É realmente muito bonito ver a emoção das mães vendo suas pequenas filhas coroando Nossa Senhora. E cada uma delas lembra do dia que também coroaram a Mãe de Deus. Emoção e Fé são os sentimentos que tornam mais belo este momento.


Fonte: Paróquia São Jose – Bicas, MG.

terça-feira, 20 de maio de 2014

ALGUMAS COISINHAS BÁSICAS SOBRE CATEQUESE

(Conselhos da Tia Ângela)

Umas coisinhas que andei encontrando por aí, sobre a catequese:

1. “Catequese é mais do que ensinar doutrina.” Alguém ainda acha isso? Ou chama a catequese de “catecismo”? Tá por fora!
2. “Se o rebanho é mau, a culpa é do pastor.” Que drama! Calma. É apenas para dizer que a mudança tem de começar por você, em vez de estar sempre a culpar as pobres ovelhas e a falta de um bom pastor...
3. A capacidade de atenção de um adulto resume-se a 20 minutos, a atenção de uma criança a 3 minutos, e a de um adolescente a 2 segundos (piadinha… mas dá o que pensar!).
4. Sem acolhimento e sem nada que os interesse, não se espante que os seus catequizandos estejam sempre muito irrequietos e faladores.
5. Catequese é mais do que uma atividade “fixa”, extra-escolar. Não é “aula de inglês”, “balé”, “aula de violão”, “judô”... Não é pra ser enfiada no “meio” da agenda atribulada das crianças. Faça os pais compreenderem isso.
6. Fazer um encontro fora das paredes da sala pode ser uma ótima experiência. Mas se está à espera do tempo ideal, do sítio ideal, do grupo ideal… Espera sentadinha(o), não vai surgir tão cedo...
7. Interiorizar a Palavra é mais do que explicar o sentido das coisas. Use a retórica (a arte de comunicar). Falar bem ajuda a encontrar eco junto da mensagem.
8. Se você não conseguir resumir o seu encontro numa única frase-chave, é melhor repensar tudo.
9. Uma fotografia, ou qualquer outra imagem, serve para ajudar e não para atrapalhar, distrair ou complicar.
10. Catequese é mais do que lições de moral e bons costumes.
11. Como diz a canção: "se um catequizando desinteressado incomoda muita gente, dois catequizandos desinteressados incomodam muito mais!" Conquiste-os um a um e não desista só porque acha que um deles “não tem remédio”.
12. Só porque o itinerário catequético ou manual não se adapta ao seu grupo, não significa que deva ser descartado por completo. O mapa pode estar desatualizado, mas continua a ser útil se indicar onde fica o ponto A e o ponto B.
13. O planejamento serve para ajudar e não para cegar perante os imprevistos. Sempre que necessário, atreva-se a reformular o tema e a abordagem, o jeito de falar, a exposição... Por favor!
14. Procure ser simples e eficaz, deixa o floreado para as flores.
15. Catequese é mais do que espiritualidade barata. Nunca use a oração como "cala boca", eles só vão entender o que estão fazendo lá pelo amém...
16. Acompanhamento pessoal é poesia quando o catequista tem mais de vinte crianças/adolescentes sob a sua responsabilidade: "Ah, mas, não tem mais ninguém para assumir!". Você e ninguém tem o mesmo efeito neste caso.
17. Você pode levar a todo encontro uma guloseima, fazer uma brincadeira, ser a “Tia” boazinha cuja catequese é “divertida”. Eles vão sempre se lembrar de você. Mas, e de Jesus? Vão lembrar?
18. O exemplo da “catequese de Jesus” é para ser seguido. Caro catequista, estudá-Lo de forma mais científica não vai te fazer mal nenhum.
19. Agradar a gregos e troianos incapacita qualquer um de criar identidade de grupo ou de elaborar um trabalho coerente e responsável. Entende? Ninguém gosta de barata tonta…
20. Quando tudo o resto estiver esquecido, lembre-se: seja autêntico!
21. Catequese é mais do que catequista-turminha-Igreja. É ENCONTRO de pessoas! O catequizando é uma pessoa que você está ajudando a formar e não um “aluno” para se brincar de “professor(a)”. Aliás, ser professor é bem mais sério do que você pensa...

Ângela Rocha
angprr@gmail.com


domingo, 18 de maio de 2014

A solidão dos pequenos...

A agitação do mundo de hoje faz com que a rotina das famílias se transforme numa verdadeira roda viva. Pais trabalhando fora (isso quando não estudam também), fazem com que crianças sejam entregues a babás super atarefadas com os afazeres domésticos ou sejam levadas de um lado para o outro, sobrecarregadas de atividades. É a escola, a catequese, o inglês, o balé, o vôlei, a natação... Haja pique para tanta coisa!

Mas onde é que ficam as brincadeiras, o companheirismo e as conversas jogadas fora tão necessárias ao relacionamento humano? As crianças estão em contato com muita gente todos os dias. Estão na internet e tem amigos virtuais. E estão sós. A gente sente a solidão dos pequenos nos encontros de catequese. Naqueles momentos em que falamos do amor de Jesus, das amizades, da caridade... As crianças querem falar. E geralmente todas ao mesmo tempo: contar da vida, dos colegas, dos pais, da avó, do gato, do cachorro.

Quando essa solidão se manifesta assim, com algazarra, com boquinhas que não fecham um minuto, tudo bem. E quando elas se manifestam com retraimento, comportamento violento, pequenos furtos de coisas que nem precisam, com dificuldade de aprendizagem, palavrões e revolta? O que a gente faz? Muito maior que a carência de pão é a carência de atenção.

A realidade urbana das crianças de hoje é essa: muitas têm quase tudo que precisam e até mais, mas não tem a companhia dos pais, tão imprescindível ao crescimento e ao amadurecimento do ser humano. E olhe que essa companhia pode ser até mesmo igual a nossa, de pelo menos uma hora por dia.

Nós, catequistas, nessa nossa horinha semanal com eles, podemos dar-lhes um caloroso abraço e dizer que está tudo bem, mas jamais substituiremos os pais...

Ângela Rocha

angprr@gmail.com

sábado, 3 de maio de 2014

DESENVOLVENDO A AUTO ESTIMA

Outro dia, uma amiga me pediu conselhos para melhorar a auto estima do grupo de catequistas dela ou se eu teria sugestão de dinâmicas de grupo para isso. A dúvida era se a dinâmica do “Tirar o chapéu” (aquele negócio da pessoa olhar o fundo do chapéu e ver a sua imagem refletida num espelho e dizer se tiraria o chapéu ou não), que também é feita com um espelho numa caixa de presentes também; seria adequada.

Não acredito que "dinâmicas" façam milagres, mas tentei fazer uns aconselhamentos sobre relacionamento, motivação. Na verdade, a catequese precisaria de um psicólogo no grupo. Jesus nos ajuda, mas tem hora que a coisa é tão complexa que parece que não encontramos resposta nas palavras de um simples Rapaz da Galiléia.

Vamos primeiro aos “Conselhos”:

É preocupante quando se aplica técnicas para um grupo e não se tem, depois, a habilidade para fazer o processamento do que aparecer. Porque, o mais interessante da técnica de dinâmica de grupo, é o processamento, e não a técnica em si. Uma sugestão para se desenvolver a auto estima, é pontuar as qualidades, ou seja, propor que as pessoas listem cinco defeitos e cinco qualidades. Elas até ficarão, num primeiro momento, com dificuldade de se reconhecer em suas qualidades, até mais que em seus defeitos, mas vão encontrar, sim! Para muitos não é muito fácil falar de coisas boas sobre si mesmo, mesmo que saibam que elas existem. O que se deve fazer é incentivar as pessoas a assumirem suas qualidades, se apoderando delas a ponto dos seus defeitos deixarem de ser tão mais importantes.

Não é um trabalho fácil, não. Por isso temos que ter o cuidado quando estamos num grupo. O nosso papel é facilitar para que as coisas boas apareçam e ajudar as pessoas a acreditar nelas. Porque se abrirmos demais para os problemas, corremos o risco de tornar o encontro muito angustiante. E não vamos conseguir resolver os problemas dos outros em questão de trinta minutos!

Portanto, minha proposta seria: fazer com que as pessoas citem suas qualidades, reconhecendo-as! E ver que seus defeitos fazem parte, mas que não serão eles, que vão impedir de se ver a grandiosidade do que podemos encontrar dentro de nós mesmos, “apesar de...”. E o interessante é que elas saiam bem do encontro, podendo se dar conta do que possuem de bom dentro de si. Podemos ajudar nessa construção, sendo amigos e incentivando esse potencial.

É aquilo que sempre pontuamos na catequese: Não existem fórmulas prontas para resolver os problemas. Não existem dinâmicas que a gente invente que, milagrosamente, faça com que todos saiam "se amando mais". Outra coisa, pode ser que nem seja bem o caso de falta de auto-estima e sim de "preservação da intimidade" ou ainda inibição, nervosismo ou vergonha de se expor. Apesar de que quem tem auto-estima desenvolvida não teria vergonha de falar... Ou teria? Enfim... Que coisa complicada!

Ao invés de dinâmicas de grupo num encontro, ou além delas, quem sabe, a gente deveria tratar a coisa de forma diferente. Primeiro que, se você sabe quem é que precisa de estímulo, pode começar ressaltando as qualidades da pessoa. E isso não precisa ser num encontro, pode ser no dia a dia... "Querida como você está bonita hoje!"... "Nossa que legal isso!"... Agora, e se essa criatura não tem nada de bonito nem de legal pra gente ressaltar? De repente a gente pode delegar tarefas para que as pessoas sintam-se valorizadas, parte do grupo, para que se descubram. Cada um tem um dom: cozinhar, escrever, pintar, fazer cartaz, sei lá... Às vezes esses dons estão escondidos ou a pessoa nem sabe que é útil para a catequese e para a própria vida dela!

Mas não se assustem se fizerem a dinâmica do chapéu e perceberem que as pessoas tem vergonha de falar de si mesmas, se enaltecer... Essa coisa de ficar de frente para os outros falando de si mesmo é uma coisa que inibe as pessoas! Até os mais despachados. A não ser que seja um político...

Lendo o poema "Identidade" de Pedro Bandeira, podemos ver o quão insatisfeitos somos com a nossa própria personalidade... O poema reflete isso e pode ser trabalhado com o grupo num encontro. E eu confesso uma coisa... às vezes nem eu mesma sei quem sou!
E, em qualquer dinâmica de grupo, até mesmo com as crianças na catequese... técnica por técnica não resolve nada. É preciso saber aonde se quer chegar. Existem muitos livros que podem nos orientar, mas aí a gente precisaria também conhecer um pouco de psicologia. E passar técnicas é um tanto perigoso quando não se conhece o grupo. Como realmente saber o que eles precisam?

E dinâmicas não precisam ser aplicadas num encontro apenas, a gente pode estar desenvolvendo pessoas ao longo do tempo, ou seja, estimulando-as com palavras de coragem, elogiando-as com palavras de carinho, dando uma reprimenda com amor. E de novo lembro, não precisa ser num encontro, pode ser nos momentos mais inusitados, no dia-a-dia, no nosso corre-corre da catequese. E não é interessante mexer com a auto-estima das pessoas quando não se tem o preparo adequado. Pode não ser interessante, pois as coisas que poderão sair, quem está dirigindo o encontro pode não ser capaz de direcionar... E o ser humano é tão complexo que as coisas nem sempre saem exatamente como a gente quer!

Agora vamos a Dinâmica:

A dinâmica do “Pessoas são dons”, é interessante, e o texto expressa o que cada um pode pensar! É um texto que pode dirigir o pensamento e talvez fechar com o poema “Identidade” de Pedro Bandeira. Mas sempre pontuando o que há de melhor em cada um. Nunca a gente deve se estender em cima de problemas mais sérios. Quando a pessoa tem problemas de ajustamento, não seremos nós que podemos consertar. Para isso tem pessoas capacitadas, psicólogos, terapeutas. Para se entender realmente dinâmica de grupo, além das técnicas é preciso entender os processos e os entendimentos que gerou aquela técnica. É preciso ajuda de pessoas que realmente estudaram sobre isso, para que as pessoas saiam de lá mais fortalecidas, independente da “sujeira” que surja. E isso exige um preparo sério, de anos.

Então o que leva uma pessoa a procurar o melhor para as outras, melhorando sua auto estima, talvez nem seja uma coisa assim tão simples. Na verdade ao aplicar uma dinâmica como a do chapéu, a gente pode se surpreender. É o que já disse: às vezes não estamos preparados para fazer os ajustes. Temos que cuidar para não trazer mais problemas ainda à pessoa. Mas se você quiser experimentar melhorar a auto estima do grupo, então uma boa sugestão é a técnica do “Pessoas são dons”, ressaltando sempre o que há de melhor em cada um.

Não estudei psicologia, exceto as 20 horas do curso de pós em catequética, mas, penso que não se deve mexer naquilo que não se sabe. Ou abrir uma caixa de pandora e não conseguir fechar de novo. Acho até, que é uma questão de bom senso. Primeiro que as pessoas para estarem na Igreja, ajudando outras pessoas, deveriam já, ser bem resolvidas. A gente não pode ir para um trabalho pastoral de evangelização cheio de problemas!? Ou pode? Ou vai?... rsrsrsrrs... Agora caímos naquele chavão: "Quem não tem pecados, atire a primeira pedra!”.

Reforçar a auto estima de uma pessoa é, antes de tudo, amá-la! Por isso faço essas considerações. Nem é preciso muita técnica ou ser psicólogo. É mesmo por aí a coisa...

Mas preciso ressaltar algo aqui. A atitude dessa minha amiga de procurar o melhor para o seu grupo, é uma atitude maravilhosa, muita gente nem se incomodaria, deixaria pra lá. Isso mostra que ela tem o “dom”... O “dom” maravilhoso de ser catequista.


*Angela Rocha


ANEXOS:

01 – TEXTO DE PEDRO BANDEIRA

Identidade

Às vezes nem eu mesmo sei quem sou.
Às vezes sou “o meu queridinho”.
Às vezes sou moleque malcriado.
Para mim tem vezes que eu sou rei, herói voador, caubói lutador, jogador campeão.
Às vezes sou pulga, sou mosca também, que voa e se esconde de medo e vergonha.
Às vezes eu sou Hércules, Sansão vencedor, peito de aço, goleador.
Mas que importa o que pensam de mim?
Eu sou eu, sou assim, sou menino.

(Pedro Bandeira. Cavalgando o arco-íris. São Paulo, Moderna, 1985)


02 - DINÂMICA – PESSOAS SÃO DONS

Objetivo: Identificar-se como pessoa importante no meio em que vive. Para reforçar a auto estima.

Materiais: uma caixa com tampa, decorada como para presente, com espelho dentro.
Duração: 50 minutos.
Procedimentos: O coordenador do grupo apresenta aos participantes uma caixa bem decorada e diz a eles que a catequese recebeu um presente muito especial de alguém. E orienta que cada um pegue a caixa, abra, observe o presente que está dentro dela, feche bem a caixa e entregue ao colega mais próximo, sem comentar absolutamente nada. Desse modo, a caixa passa de mão em mão por todos na sala. Terminada essa etapa, questiona-se os participantes sobre como se sentiram ao se olharem ao espelho e
perceberem que eles próprios eram o presente que a catequese havia recebido. Após os comentários, sugere-se a leitura e a análise da mensagem expressa no texto Pessoas são dons.

Texto para reflexão (pode ser lido ou declamado):

PESSOAS SÃO DONS

Pessoas são dons. Pessoas são presentes, que o Pai manda para mim embrulhadas.
Umas são presentes que vêm em embrulho bem bonito: atraentes logo que as vejo.
Outras vêm com um papel bastante comum.
Outras ficaram machucadas no correio.
De vez em quando, vem uma registrada.
Umas são presentes em invólucros fáceis.
Outras, é bem difícil para tirar a embalagem. Porém, a embalagem não é o presente.
É fácil fazer este erro. Às vezes, o presente não é muito fácil de abrir.
Precisa-se da ajuda de outras pessoas.
Será que a razão é o medo? Será que é o ódio?
Talvez já tenha sido desembrulhado e o presente jogado fora.
Pode ser que este presente não seja para mim!
Eu também sou uma pessoa. Sou também um presente.
Um presente a mim mesmo.
O Pai deu-me a mim mesmo.
Já olhei para dentro da minha própria embalagem?
Talvez nunca tenha aceito o presente que sou...
Pode ser que dentro da embalagem tenha algo diferente do que penso!
Talvez nunca tenha compreendido o presente maravilhoso que sou!
Será que o Pai faz pessoas que não são maravilhosas?
Eu adoro os presentes que aqueles que me amam dão a mim!
Por que não amo o presente, este presente, a pessoa que sou?
Sou um presente às outras pessoas?
Será que nunca chegarão a gozar do presente?
Cada encontro com pessoas é uma troca de presentes.
Mas o dom sem doador não é mais dom!
É somente uma coisa vazia sem relacionamento entre doador e recebedor.
A amizade é um relacionamento entre pessoas que vêem as pessoas como realmente são: DONS DO PAI UM AO OUTRO...
O amigo é um dom, não somente para mim, mas para outros através de mim.
Quando eu guardo um amigo, possuindo-o, eu destruo sua capacidade de ser dádiva.
Se eu guardo a sua vida para mim, eu a perco para outros, então eu a guardo.
PESSOAS SÃO DONS RECEBIDOS E DONS DOADOS...