terça-feira, 18 de agosto de 2015

ORAÇÃO E MATURIDADE CRISTÃ


Quanto mais adulta for a fé de um cristão, mais ele toma Deus a sério na oração, fazendo da oração um diálogo com Deus Pai ao jeito de um filho que fala com seu Pai. Do mesmo modo procura dialogar com o Filho de Deus ao jeito de um irmão que fala com outro irmão.

Quanto mais for este o modo de nós orarmos, mais a nossa oração será uma oração em nome de Jesus e, portanto, mais será oração no Espírito Santo.

São Paulo diz que o Espírito Santo é o amor de Deus derramado em nossos corações (Rm 5, 5). Ele é o vínculo e o princípio animador da comunhão que nos liga familiarmente a Deus. É ele que clama em nós “Abba”, Paizinho, e faz de nós co-herdeiros com Cristo (Rm 8, 14-17).

Orar em união com Cristo é comunicar com Deus de modo familiar, dizendo-lhe o que nos vai no coração, seja no sentido de pedir, louvar ou falar das grandes questões da Humanidade. Mas falar de modo familiar. É este o modo de tomar Deus a sério na oração. Eis o que diz São Paulo a este respeito: “Orai com o espírito e com a inteligência. Pensai nas palavras, a fim de entenderdes o que estais a dizer. Quando orardes em comunidade, fazei-o de modo a que as pessoas vos entendam, a fim de poderem dizer “Amém” à vossa oração”. (1 Cor, 14, 15-16).

Jesus diz para não usarmos de muito palavreado na oração. Os pagãos é que procedem deste modo, pois pensam que por falarem muito serão melhor atendidos (Mt 6, 7). Jesus diz que a nossa oração não deve ser como a dos hipócritas que se põe a julgar os outros. Estes não saem da presença de Deus justificados, diz Jesus (Mc 12, 40). A Carta de São Tiago diz que devemos orar com fé, pois sem fé não é possível obter os dons de Deus (Tg 1, 5-8).

Na oração estamos falando com Deus, que não é uma teoria, mas Alguém real com quem podemos contar. Podemos ter conhecimentos teóricos sobre os conteúdos da fé, mas, não termos uma experiência viva de Deus.

A oração deve ser uma relação com Deus assente na verdade e no amor. Isto quer dizer que à medida que cresce no amor, a pessoa está mais capacitada para conhecer e amar a Deus. Eis o que diz a primeira Carta de São João: “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus. Aquele que ama nasceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus. Aquele que não ama não chega a conhecer Deus, pois Deus é amor” (1 Jo 4, 7-8).

É importante termos consciência de que a oração não é um conjunto de palavras mágicas capazes de mudar o querer de Deus ou a sua opinião. Mas, isto não quer dizer que a oração não seja eficaz. Pelo contrário, podemos ter a certeza de que a oração é sempre eficaz. À medida que oramos no Espírito Santo, o nosso coração começa a sintonizar com o querer de Deus. Este é o dom principal que nos é concedido através da oração, pois o querer de Deus coincide rigorosamente com o que é melhor para nós.

Em Comunhão Convosco, 

Pe. Santos Calmeiro Matias

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO