segunda-feira, 26 de março de 2018

SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO


Você escreve a lápis ou a caneta?
Estamos nestas últimas semanas da Quaresma, vivendo com intensidade os sacramentos da Iniciação. Isso porque, pelo processo catecumenal, é o tempo ideal para os sacramentos. Assim, teremos a nossa Crisma no dia 31 de março, Sábado Santo.
E neste último sábado (24/03), que precede esta data tão importante para os crismandos, tivemos uma pequena celebração penitencial com Frei Alexandre, pároco da nossa comunidade, preparando mentes e corações para a confissão. E tal como nossas crianças, me vi "maravilhada", ouvindo e sentindo, o que é estar próximo de receber mais essa graça e este sinal de fé da Igreja Católica.
E entre tanta sabedoria que ali ouvi, destaco uma reflexão:
Frei Alexandre comentou que muita gente continua vivendo o sacramento da reconciliação como "quem ainda escreve a lápis"... 
E ele perguntou se a gente lembrava de quando trocou o lápis pela caneta na escola. 
Qual foi a sensação?
Era bom escrever a lápis, né?
E que medo de começar a escrever com a caneta!
Por que? Porque quando escrevemos a lápis, sabemos que tem borracha para apagar os erros rapidinho. 

Já a caneta, exige segurança, maturidade. Não se apaga facilmente uma escrita de caneta... no mínimo a gente acaba mesmo, rasgando a folha ou borrando tudo.

E é assim que muitas pessoas encaram o sacramento da confissão/reconciliação. Pensam e vivem "escrevendo a lápis", errando e refazendo, às vezes, até os mesmos erros. Afinal, dá pra apagar mesmo! E lá vamos nós pensando que podemos errar sempre que Deus perdoa sempre, é só ir ao confessionário. E continuamos a escrever nossa vida “a lápis”...
Não seria melhor "escrever de caneta"? Tentando fazer tudo certo, nos esforçando para não errar? E é assim, tem muito adulto ainda escrevendo de lápis a vida, vivendo uma fé infantil, imatura, achando que pode errar, é só apagar... E o confessionário vira borracha...


Ângela Rocha
Catequista 




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