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sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

CELEBRAÇÃO DA ACOLHIDA (INÍCIO DAS ATIVIDADES CATEQUÉTICAS)

Fonte: UOL
SIMBOLOS: A Cruz e a Bíblia

Conforme inspira o RICA, o início das atividades catequéticas (início do ano catequético), pode ser celebrado como uma experiência de profunda recepção e acolhimento dos catequizandos, expressando a alegria e a ação de graças da Igreja com a presença e a participação deles na catequese.

O objetivo é que os novos catequizandos sejam instituídos como Catequizandos, assumindo compromissos diante da Igreja e da Comunidade; e que os catequizandos das demais etapas renovem seus compromissos de catequizandos. A comunidade paroquial deve acolher, incentivar, orientar, apoiar e promover convivência com os catequizandos por meio das diversas atividades das pastorais e movimentos.

É importante que esta celebração seja feita em uma missa, na presença de toda a comunidade e que seja precedida de um encontro com os pais/família dos novos catequizandos.

Aos pais pode-se dar a incumbência da entrega da Palavra (Bíblia) nesta celebração e, portanto, deve ser feita uma catequese com eles para ressaltar a importância desse gesto simbólico de entregar aos filhos como parte fundamental do ensino da nossa fé. Os pais devem ser orientados a adquirir a Bíblia (normalmente a versão usada pela paróquia na catequese) e que estes façam uma bonita dedicatória ao filho. Caso os pais não tenham condições financeiras de adquirir a Bíblia, compete à comunidade o esforço para proporcionar as respectivas doações.

Ressalta-se que: o Roteiro abaixo foi construído de maneira mais simples, com adaptações do RICA e de manuais celebrativos para as comunidades que AINDA NÃO ESTÃO COM O PROCESSO CATECUMENAL em andamento, uma vez que, aquelas que estão, possuem Itinerários próprios para as respectivas celebrações. Estão no roteiro somente os momentos de interação com os catequizandos, as demais etapas da celebração procedem normalmente.

Acolhida:

Os catequizandos e seus pais/responsáveis podem aguardar fora da Igreja ou do local onde será realizada a celebração, possibilitando, assim, uma acolhida significativa. (Previamente devem ser reservados bancos para as famílias e novos catequizandos.

Os momentos sugeridos podem ser adaptados de acordo com a realidade e as possibilidades de cada paróquia, no contexto das celebrações eucarísticas.

- Preparar uma mesinha à frente da nave, com uma bandeja com pequenas cruzes de madeira com cordão para serem entregues aos catequizandos como símbolo de pertença a Cristo.

Acolhida do padre (fora da Igreja):

Após o sinal da cruz, o presidente da celebração pode ressaltar que a Igreja e a comunidade paroquial sentem muita alegria em recebê-los. Pergunta aos catequizandos, provocando respostas:

“- Vocês querem aprender a ser cristãos? ”

“- Vocês querem conhecer Jesus e ser amigos dele? ”

Pode concluir com uma breve catequese, apropriada ás circunstâncias:

“Como vocês já crêem em Cristo, vamos receber vocês com muita alegria na família dos Cristãos para esta caminhada, na catequese vocês vão conhecer melhor Jesus. Vocês vão procurar viver como filhos e filhas de Deus, conforme Cristo nos ensinou e vão amar a Deus de todo coração e também amar uns aos outros como Ele nos amou. ”

Em seguida o presidente se dirige aos pais ou responsáveis, provocando uma resposta:

“Caros pais ou responsáveis, vocês estão dispostos a desempenhar a sua parte nesta caminhada catequética? Sendo exemplo para seus filhos e valorizando a celebração dominical?”

Após a resposta dos pais/responsáveis, o presidente entra na Igreja convidando os pais ou responsáveis a trazerem seus filhos, que podem entrar junto com a procissão de entrada (se não for feita a assinalação da fronte) ou aguardar em fila no corredor central, até que o padre faça a Acolhida da assembleia.

Logo após o Canto Inicial e a acolhida à assembleia o padre explica que hoje é um dia de festa porque a Igreja acolhe os novos catequizandos deste ano catequético e às suas famílias. Em seguida o presidente diz:

“Cristo chamou vocês para serem seus amigos, lembrem-se sempre dele e sejam fiéis em segui-Lo. Para isso vou marcar vocês com o sinal da crus de Cristo, que é o sinal dos cristãos. Este sinal vai fazer com que se lembrem de Cristo e de seu amor por vocês. Vocês vão receber também uma pequena crus das mãos da sua (seu) catequista. ”

O presidente faz o sinal da cruz na fronte dos catequizandos e convida os pais a também fazê-lo. Ao lado o (s) catequista (s) colocam uma pequena cruz de madeira com cordão no pescoço dos catequizandos e instrui estes a se dirigirem aos seus lugares (que estarão reservados).

Procede-se a Celebração normalmente até a Entrada solene da Palavra.

Entrada da Palavra

Comentarista (ou o padre):

“Assim como recebemos solenemente a Palavra de Deus para ser lida e rezada, vocês também, novos catequizandos receberão das mãos dos seus pais, a Bíblia, que contem a História da Salvação e todos os ensinamentos de Jesus para que vocês se tornem verdadeiros cristãos. Enquanto recebemos a Palavra de Deus com o canto, os pais podem entregar aos seus filhos a Bíblia, com um forte abraço e o desejo que de esta seja a luz que os conduzirá na catequese e pela vida afora.”

Logo após as leituras e homilia, recomenda-se um momento de silêncio, convidando os catequizandos a rezar em seus corações.

Oração dos fiéis

Que as orações dos fiéis sejam adequadas ao tema e momento. Vários catequistas podem fazer as preces, pode-se incluir preces de acordo com a realidade e a caminhada da comunidade paroquial.

Sugestões:
  • Que se aumente a cada dia o desejo de viver com Jesus;
  • Que eles sejam felizes na Igreja;
  • Que perseverem em sua preparação;
  • Que os catequistas sejam iluminados pelo Espírito Santo para conduzir seus catequizandos;
  • Que se afaste de seus corações o medo e o desânimo;
  • Que todos tenham a alegria de receber os sacramentos;
  • Pela catequese da paróquia.
Ritos Finais

No momento mais adequado (pode ser na Ação de Graças), sugere-se que um catequizando de cada etapa, leiam juntos os “Compromissos dos catequizandos”, diante de Deus, da Igreja e da Comunidade. A seguir, um casal, representando os pais, leiam os “Compromissos do Pais” como os primeiros educadores da fé, ressaltando a importância da família na caminhada catequética dos filhos. E ainda, um catequista pode declarar os “Compromissos do catequista”, diante dos catequizandos, de suas famílias e da comunidade paroquial. Podem citar, por exemplo, a importância da participação em todos os momentos promovidos pela catequese e pela comunidade paroquial, missas dominicais. Os compromissos podem ser elaborados pela comunidade.

Despedida

Quem preside, depois de citar a alegria da recepção dos novos catequizandos e convidá-los a viver de acordo com o que ouviram, envia-os com uma bênção a todos os catequizandos de todas as etapas.

Após a Celebração é interessante promover um momento de confraternização e partilha com catequizandos, pais/responsáveis, catequistas, padres, lideranças, etc.

OUTRAS SUGESTÕES:

- Pode-se promover um momento de Consagração da catequese a Nossa Senhora, com a Oração de Consagração a ela.

Fonte: Apostila “Ritos e celebrações na catequese”, pg. 11-14.






quarta-feira, 27 de março de 2019

IVC E SEU RITOS: NÃO ME LEVEM A MAL, MAS...


 
Uma preocupação sempre presente na catequese: a conscientização dos pais sobre a importância e responsabilidade deles na caminhada da catequese. E, infelizmente, não temos tomados decisões lá muito coerentes. Além dos tradicionais comprovantes de presença nas missas e outras “chantagens”, uma nova “solução” tem se apresentado: a “Eleição” ou Rito do Eleitos.

Essa solução, sonhada por nós no processo catecumenal, tem sido utilizada na catequese infantil como uma "seleção" das crianças que podem fazer a Primeira Eucaristia, ou seja, fazer a "Eleição" (como no processo catecumenal) de forma a escolher dentre os pequenos, aqueles que merecem receber o sacramento da Eucaristia no tempo correto. Ou seja, pais que não caminharam na linha: filho fora da Primeira Eucaristia! Com isso aumentaria a "responsabilidade" dos pais em não deixar as crianças faltarem à catequese e levá-los à Igreja, participar de reuniões, etc.

Não estou criticando o processo em si. Na verdade, este é um sonho nosso: que haja a "Eleição" daqueles que foram catequizados, para que, purificados e iluminados na Quaresma, recebam os sacramentos no Tempo Pascal. Mas, será que todas as famílias que ficarem “de fora”, vão compreender o processo, sem ter passado por ele? Como uma criança sabe que está "preparada" para receber os sinais da graça?

E também fico pensando: O que sabem da vida, nossos catequizandos - ainda na infância - para entender a dimensão dessa eleição? Nossas crianças querem ser acolhidas e amadas, querem a aceitação dos pais, da sociedade. Fico pensando o que uma rejeição ou exclusão como esta - porque é isso que os pais acabam transmitindo a eles - fará com seu mundo em construção. Sendo que cabe aos pais leva-los à Igreja, o correto não seria envolver OS PAIS numa catequese formal, já que se trata de crianças? Como vamos mensurar o efeito disso? Os pais compreendem isso? Não está sendo mais uma “coação” do que evangelização?

Para que se perceba que alguém "permanece" na Igreja, no seguimento, são necessários muitos anos. Este é o meu medo: que esta seleção esteja só "amedrontando" os pais que tem uma fé infantil e rasa. Que "ai se seu filho não fizer a eucaristia, vai pro inferno" ou "se não tem sacramento, depois não casa", sejam os verdadeiros motivos de tal adesão.

De minha parte, como formadora e orientadora de catequistas, mesmo compreendendo as razões para esta "seleção", eu não concordo com ela. Estamos aqui, de certa forma, atendendo os "sãos" e esquecendo os "doentes". Estamos fazendo uma Igreja de exclusão, não estamos INDO às "periferias", onde está quem mais precisa. A Igreja precisa ser antes de tudo "acolhedora" e receber de braços abertos a TODOS, mesmo aqueles que vão à missa uma vez por ano. E, se pensarmos racionalmente, crianças não tem maturidade nenhuma para receber o Corpo de Cristo. Os ritos e a IVC catecumenal é para adultos, não tem como jogar para cima das crianças esta responsabilidade, baseado no seu “comprometimento” com a catequese.

São mais de 15 anos lendo e estudando os documentos sobre a IVC e o RICA, num esforço enorme para compreender todo o processo. TUDO o que se tem escrito a respeito, experimentado, ritualizado, a própria postura do nosso Papa, enfim... leio, leio tudo. E o que posso perceber, e o que nossos mestres estão dizendo, é que este processo não foi feito para CRIANÇAS.

A INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ, da qual falamos, é PARA ADULTOS. Para quem tem a maturidade para o encontro com o Cristo Ressuscitado, entendimento para se CONVERTER de verdade e liberdade de um SEGUIMENTO maduro. É preciso ser "dono" do seu nariz para isso.

Claro que ainda fazemos e faremos catequese com crianças! Mas, precisamos "inspirar" a catequese das crianças usando o modelo catecumenal e NÃO FAZER CATECUMENATO COM CRIANÇAS! Com crianças a gente inicia a amizade com Jesus, proporciona o encontro com a comunidade, faz catequese mistagógica e iniciática. ANUNCIANDO! Se é possível fazer a IVC com as crianças, que seja só o anúncio, o querigma, a pré-catequese.

Enquanto a Igreja estiver sendo procurada por famílias com suas crianças, vamos ACOLHER e fazer o melhor de nós para um ensino da fé coerente com a idade e experiências desta criança. E vamos correr atrás dos pais ausentes para evangelizar, tirá-los dessa compreensão equivocada que sacramento é para poder "casar na Igreja". Que 1º Eucaristia é para tirar foto para a avó ver, que ir à Igreja é "separado" da vida cotidiana.

Estes PAIS, estas FAMÍLIAS - tenham elas o formato que tiverem - PRECISAM ser EVANGELIZADAS. Senão, estamos sim, sendo EXCLUDENTES. Ao dizer a uma criança: "não, você não pode! ” Isso é para o bem de quem? Dela? Da família? Da Igreja? Da fé é que não é...

Nada contra, fazer rito com as crianças, desde que jamais se exija delas uma maturidade que elas não têm e uma escolha de caminho que elas, sozinhas, não conseguem fazer. É preciso "adaptar" os ritos. Mudar o passo, o caminho. Não amassar o mesmo barro com sapatos novos. A própria comunhão só vai ser entendida por muitas pessoas, lá na vida adulta, depois dos 30, 40 anos.

O Rito da Eleição, Exorcismos, Escrutínios, não têm o menor sentido na catequese de crianças. Com os jovens talvez. Acima de 14 anos não há pai que obrigue um adolescente a ir à Igreja se ele não quiser. Ele já pode “escolher” e de algum modo começar a caminhada da fé. Pensemos nisso! Mas, iniciação dos jovens tem que ser feita na linguagem do jovem, não na linguagem das catacumbas da idade média!

Fico triste, muito mesmo, quando se está apenas começando a começar um processo e já estamos "cantando vitória": Nossa que lindo: estamos fazendo rito da eleição na catequese infantil! E nem sabemos o que nossas crianças da "geração IVC" vão achar disso lá na frente. Vamos devagar com o andor. Estamos criando uma Igreja excludente, que elege os "sãos" para ficar, e manda embora os "doentes". Que "periferia" é essa onde estamos evangelizando? Estamos abrindo ou fechando portas?

Sou contra o "rito por rito" ou "porque é bonito". Adaptações podem ser boas, como as entregas de símbolos, que são revestidas de mistério, onde as crianças podem até associar às suas "conquistas". Mas, ainda prefiro “rito para bonito” do que implantar "eleição" para crianças, excluindo aquelas que não tiveram apoio da família na caminhada. Isso é mais cruel ainda. Que será que uma criança pensa quando sua catequista diz que ela não fará o sacramento com os outros amigos porque "não está preparada"?

Queremos fazer? Vamos fazer. Com as crianças que forem inscritas na catequese hoje, AGORA. E avisar a elas que se, em X anos, ela não vier a missa todos os domingos, aos encontros toda semana e não se comportar como católica, ela não vai receber o sacramento com os outros, vai esperar mais um pouco, até ser selecionada ou “eleita”. Aí, depois de 2, 3 anos, exclua ela se deu a ela todas as oportunidades e chances (Aha! E como é que se julga isso?). Aí, se ao longo destes X anos, que VOCÊ teve para evangelizar esta criança e os pais, você não conseguiu. Sinto muito, mas, VOCÊ não será ELEITO!

Bom, este texto não é CRÍTICA a ninguém! Não é ofensa. É uma reflexão. Que eu gostaria que todos os catequistas adultos fizessem a respeito da IVC, suas etapas, seus ritos e o que cabe na catequese infantil. Pensem e se questionem. É só o que quero de todos. Argumentem sim, sem criticar nem ofender ninguém. É isso que um catequista adulto faz.

Ângela Rocha
Catequista ainda amadora...

"De quem lê, espera-se que saiba pensar. Quem não sabe pensar, acredita no que pensa. Quem sabe pensar, questiona o que pensa."

(Pedro Demo - professor e sociólogo).

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

CELEBRAÇÃO DA LUZ – GÊNESIS E ANTI-GÊNESIS


Celebração de preparação próxima ao sacramento da Confirmação

PREPARAÇÃO:

Material Necessário: Bíblia, velas para cada participante e um menorá ou Círio Pascal. A sala onde se realiza a celebração precisa escurecer completamente. No centro da sala ou um lugar de destaque, coloca-se o menorá ou o Círio. (Ideal que se faça a noite na Igreja)
Para a leitura e comentário, definir um Comentarista, Leitor 1 e Leitor 2. 

Introdução: (Em sala separada): divide-se o grupo em 7 pequenos grupos. Cada grupo corresponde a um dia da Criação. Cada participante, identificando-se com um determinado dia da Criação, tentará vivenciar ao máximo, a “Sua” criação, o seu nascimento e aparecimento no mundo e no universo. Por exemplo, se no primeiro dia Deus criou a terra, os participantes do grupo 01 procurarão fazer parte da maravilha que é ser Céu ou Terra, etc. Do mesmo modo quando for lido o texto do Anti-Gênesis. O dia da criação representarão os dias de nossa história.

Ambientação: A sala deverá estar escura e acessa somente a vela central do menorá (ou Círio), as outras velas vão se acendendo (ou apagando) conforme a leitura do Gênesis ou Anti-Gênesis. Cada participante deverá estar já na sala com uma vela na mão (apagada) e ciente do número do dia.

Comentarista: Iniciemos nossa celebração, manifestando que Deus é comunidade e nos reúne em nome do Pai, do Filho e Do Espírito Santo.

Cada um de nós representa um dia da Criação. Mergulhemos nesta maravilhosa realidade de sermos criados no amor de Deus. Á medida em que forem lidos os dias da criação, as pessoas do Nº do dia mencionado se aproximam do Círio acesso e ascenderão as velas, em sinal de presença do amor e da luz de Deus em sua vida.

Leitor 01: Gn 1,1 a 2,4

Leitura pausada, devagar, fazendo uma parada depois de cada dia da criação, permitindo que as pessoas ascendam as suas velas.

Leitura do Livro de Gênesis:

2 A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas. 3 Disse Deus: haja luz. E houve luz. 4 Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. 5 E Deus chamou à luz dia, e às trevas noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.
(Acende a 1ª vela).

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!

6 E disse Deus: haja um firmamento no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. 7 Fez, pois, Deus o firmamento, e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento. E assim foi. 8 Chamou Deus ao firmamento céu. E foi a tarde e a manhã, o dia segundo. 
(Acende a 2ª vela).

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!

9 E disse Deus: Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça o elemento seco. E assim foi. 10 Chamou Deus ao elemento seco terra, e ao ajuntamento das águas mares. E viu Deus que isso era bom. 11 E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que deem semente, e árvores frutíferas que, segundo as suas espécies, deem fruto que tenha em si a sua semente, sobre a terra. E assim foi. 12 A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo as suas espécies, e árvores que davam fruto que tinha em si a sua semente, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. 13 E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.
(Acende a 3ª vela).

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!

14 E disse Deus: haja luminares no firmamento do céu, para fazerem separação entre o dia e a noite; sejam eles para sinais e para estações, e para dias e anos; 15 e sirvam de luminares no firmamento do céu, para alumiar a terra. E assim foi. 16 Deus, pois, fez os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; fez também as estrelas. 17 E Deus os pôs no firmamento do céu para alumiar a terra, 18 para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom. 19 E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.
(Acende a 4ª vela).

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!

20 E disse Deus: Produzam as águas cardumes de seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do céu. 21 Criou, pois, Deus os monstros marinhos, e todos os seres viventes que se arrastavam, os quais as águas produziram abundantemente segundo as suas espécies; e toda ave que voa, segundo a sua espécie. E viu Deus que isso era bom.
22 Então Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas dos mares; e multipliquem-se as aves sobre a terra. 23 E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.
(Acende a 5ª vela).

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!

24 E disse Deus: Produza a terra seres viventes segundo as suas espécies: animais domésticos, répteis, e animais selvagens segundo as suas espécies. E assim foi. 25 Deus, pois, fez os animais selvagens segundo as suas espécies, e os animais domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. 26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra.
27 Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28 Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra. 29 Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento. 30 E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todo ser vivente que se arrasta sobre a terra, tenho dado todas as ervas verdes como mantimento. E assim foi.31 E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!
(Acende a 6ª vela).

2 Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera. 3 Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera. 4 Eis as origens dos céus e da terra, quando foram criados. No dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus.
(Acende a última vela).

Mantra: Por nós fez maravilhas, louvemos ao Senhor!

(Depois da Leitura, quando todos já tiverem com as suas velas acesas, pedir aos participantes que partilhem o que significou, para eles o dia da Criação que vivenciaram.)

Rito da Escuridão:

Comentarista: O amor de Deus, na criação, é podado e sufocado pelo egoísmo do Homem. É a história do pecado na história dos homens e na nossa história. Vamos agora representar a participação de cada pessoa, na ruptura com o plano de Deus, do mesmo modo que representamos o dia da Criação. Agora tentaremos vivenciar um dia da destruição. Mergulhemos nesta realidade de pecado que destrói e sufoca o amor de Deus. A medida em que forem lidos os dias do anti gênesis, as pessoas do nº do dia mencionado apagarão as suas velas, em sinal de ruptura com Deus e com os outros homens. Serão as trevas do egoísmo entrando na nossa história e na nossa vida. 

Leitura do Texto do Anti-Gênesis;

Leitor 2: O amor de Deus na criação é sufocado por nosso egoísmo. Neste momento, vamos refletir a participação de cada um de nós na ruptura com o plano de Deus. Vamos mergulhar nesta realidade de pecado que destrói e sufoca o amor de Deus, fazendo as trevas do egoísmo entrar em nossas famílias, em nossa vida.

Perto do Fim dos tempos, o homem quis viver só, longe do Deus que o criou. Assumiu-se como absoluto e senhor de toda a terra. A terra era bela e fértil, a luz brilhava nas montanhas e nos mares. A terra estava cheia de vida, o azul do céu resplandecia e o ar era puro. Disse então o homem: Dividamos então o céu e a terra... que alguns homens possuam todo o poder sobre o céu e outros sobre a terra. Que a ganância de possuir mais dê origem a discórdia e lutas fratricidas, e assim o sangue humano seja derramado sobre a terra. E assim foi. Foi a Primeira Noite antes do Fim. (O grupo do 1º dia apaga as velas).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

O Homem disse: Tomemos o céu que ele seja cinzento, cheio de fumaças e gases venenosos e que o ar seja poluído. Lancemos nele foguetes, aviões, “Scuds” e bombas “inteligentes”. E assim se fez. O homem achou que assim era melhor. As pessoas começam a levar mascaras anti-gases. Foi a Segunda Noite, antes do fim. (O grupo do 2º dia apaga as luzes, ou seja, velas).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

O Homem Disse: Que as águas sobre a face da terra se encham de navios de produtos químicos e de lixo das cidades. Que naveguem, nas águas, no fundo dos oceanos, submarinhos atômicos, capazes de poluir e destruir povos sobre a terra. E o homem afirmou: Acabamos com o verde das florestas. Coloquemos no seu lugar plantas que deem mais lucro, prédios que acumulem riquezas e asfalto, para que não nasçam mais plantas. E assim se fez. Os homens ficaram encantados com o “avanço” conquistado. Foi a Terceira Noite antes do Fim. (O grupo do 3º dia apaga suas velas).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

O Homem Disse: Não nos importemos mais com o sol, com as estrelas e que a Luz perca o seu encanto. Façamos nós mesmos os nossos luzeiros, e que sejam coloridos, para que brilhem nas noites de nossas cidades. E que as bombas sejam lançadas ao céu, para fazer o mesmo clarão das noites de tempestade. E assim se fez. O homem abafou o encanto da lua e das estrelas e, no seu lugar, colocou satélites espiões. O homem viu tudo o que tinha feito e ficou orgulhoso de sua façanha. Foi a Quarta noite antes do Fim. (O Grupo do 4º dia apaga sua vela).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

O Homem disse: Tomemos todos os peixes das águas e os animais das florestas. Que a pesca seja permitida em todos os tempos, por esporte, necessidade ou crueldade. Joguemos petróleo e veneno no mar, para que assim os peixes morram envenenados e as praias fiquem malcheirosas e poluídas. E disse ainda mais: criemos um esporte entre os homens, para que possamos matar as aves do céu, e que seja o vencedor aquele que mais aves conseguir matar ou abater. E assim se fez. O homem viu que assim era melhor. Foi a Quinta Noite Antes do Fim. (O Grupo do 5º dia apaga sua vela).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

Disse o Homem: cacemos à vontade, os animais da floresta, façamos tapetes, calçados e roupas com a sua pele. E aqueles que ainda sobrarem, serão trancados, domesticados, sirvam de lazer e experiências de laboratório. E por fim gritou sem pudor: façamos um grande Deus a nossa e semelhança. Que ele abençoe tudo o que nós fizemos, esteja a serviço de nossas ideologias e projetos, sirva de acomodação para homens, tomando várias formas na vida das pessoas. Que cada um possua seu próprio deus, seja o deus do lucro e da ganância, da técnica, do poder ou do prazer. Que estes deuses dominem o homem e o façam cada vez mais egoísta. E assim foi. Foi a Sexta Noite, Antes do Fim. (O Grupo do 6º dia apaga sua vela).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

Na Sétima noite, o homem ficou só, cansado e vazio. Não havia nada sobre a face da terra. Um frio e um tremor o envolveram por toda parte. Só havia, ódio, discórdia e morte. No meio daquela solidão, quase infinita, caiu a peste. Foi o Fim do homem. (O Grupo do 7º dia apaga sua vela) 

Veio então a ventania ensurdecedora, arrastando o nada que havia ficado. Uma escuridão espantosa tomou conta de tudo. Era o caos! (Pausa) ... Depois, muito depois se fez um silêncio encantador, uma brisa suave começava a passar... era o Espírito de Deus pairando novamente sobre a terra!

Silêncio para meditação

Comentarista: Em silêncio, coloquemos nossa vida diante de Deus. É a sua luz que nos conduz, nos guia e nos salva. É a sua luz que nos faz irmãos e nos faz seguir em direção ao Pai. Se nos afastarmos da luz, tudo será trevas. Invoquemos o Espírito santo de deus sobre as nossas necessidades, angústias, sofrimentos e esperanças. Assim como em Pentecostes, o doce Espírito Santo venha sobre nós e encha nossos corações, acendendo neles o fogo do amor, para que seja renovada a nossa vida. Rezemos... Veni Creator Spiritus!  

Vem Espírito Criador
Vinde, Espírito Criador, visitai as almas dos vossos; enchei de graça celestial os corações que criastes!
Sois o Divino Consolador, o dom do Deus Altíssimo, fonte viva, o fogo, a caridade, a unção dos espirituais.
Com os vossos sete dons: sois o dedo da direita de Deus, solene promessa do Pai inspirando nossas palavras.
Acendei a luz nos sentidos; insuflai o amor nos corações, amparai na constante virtude
a nossa carne enfraquecida.
Afastai para longe o inimigo; trazei-nos prontamente a paz, assim guiados por Vós evitaremos todo o mal.
Por Vós explicar-se-á o Pai e conheceremos o Filho; dai-nos crer sempre em Vós,
Espírito do Pai e do Filho.
Glória ao Pai, Senhor, ao Filho que ressuscitou, assim como ao Consolador. Por todos os séculos. Amém.
Enviai, Senhor, o vosso espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/ inunda meu ser/ permanece em nós...

(Em seguida, motiva as pessoas a pedirem perdão, a partir do Anti-Gênesis que vivenciaram. Dá-se um tempo para que cada um possa expressar, orando, o que sente.)

Celebrante: Nosso Deus é um Deus rico em misericórdia e bondade. Ele perdoa os nossos pecados. Escutemos a palavra de Deus.

Leitor 01: Is 9,1-6

Leitura do livro de Isaias

1 Mas, para a que estava aflita não haverá escuridão. Nos primeiros tempos, ele envileceu a terra de Zebulom, e a terra de Naftali; mas nos últimos tempos fará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, a Galileia dos gentios.
2 O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz.
3 Tu multiplicaste este povo, a alegria lhe aumentaste; todos se alegrarão perante ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando se repartem os despojos.
4 Porque tu quebraste o jugo da sua carga e o bordão do seu ombro, que é o cetro do seu opressor, como no dia de Midiã.
5 Porque todo calçado daqueles que andavam no tumulto, e toda capa revolvida em sangue serão queimados, servindo de pasto ao fogo.
6 Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. 
Palavra do Senhor!

(O Celebrante faz comentário sobre a leitura, ressaltando o amor e a misericórdia de Deus).

Comentarista: A morte só se vence com a solidariedade daqueles que são capazes de ser luz e passar a outros a mesma luz.

Canto: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/ inunda meu ser/ permanece em nós...

(Á medida que vão cantando, alguém se aproxima do Círio ou menorá, que ficou acesso, acende a sua vela e vai passando a outros).

Finaliza-se rezando, unidos pelos braços, a oração do Pai Nosso.

Despedida

* Celebração feita por diversas comunidades de várias maneiras. Autoria desconhecida.





terça-feira, 25 de abril de 2017

APOSTILAS: O SÍMBOLO DA FÉ e CELEBRAÇÕES E RITOS DE ENTREGA


Novas apostilas do Grupo CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO!

R$ 15,00

 58 páginas com:
- Material sobre o Credo;
- Roteiro de encontro com Pais;
- Roteiro de encontro com catequizandos;
- Sugestão para Celebração de Entrega do Creio;
- Modelos de pergaminhos;
- Atividades sobre o Creio para crianças.

R$ 10,00

 25 páginas falando sobre as Celebrações e Ritos da Catequese Catecumenal, incluindo as sugestões de celebração.


As apostilas são disponibilizadas em arquivo PDF para você no seu e-mail ou pelo Facebook. Elas podem ser reproduzidas para outros catequistas da sua paroquia, desde que seja impresso e não eletrônico. 

Para adquirir, envie e-mail para:




terça-feira, 19 de julho de 2016

COMO FAZER O PERGAMINHO COM A ORAÇÃO DO PAI NOSSO: PASSO A PASSO.


A Entrega da Oração do Pai Nosso, faz parte dos ritos da Catequese pelo processo catecumenal. Normalmente ela se dá depois que é feita a catequese sobre o Pai Nosso, que acontece no 2º ano de catequese ou próxima à primeira Eucaristia.
No RICA (Ritual de Iniciação Cristã), esta entrega acontece no Tempo de Iluminação.
Para tornar o Rito mais "mistagógico", é interessante confeccionar "pergaminhos" com a oração, que podem ser feitos de maneira "artesanal" (como mostramos logo adiante), ou impressos em gráfica.




Você vai precisar de:

- Palitos de churrasquinho (de bambu com 25 cm);
- Cola universal (A cola de artesanato Círculo é a melhor);
- Papel vegetal tamanho A4;
- Bolinhas de pedraria que se usa para fazer bijuterias;
- "Tulipas", material de acabamento para bijuterias;
- Fita de cetim dourada, estreita (0,5).

Onde encontrar o material:

As pedrarias você encontra em lojas que vendem material para confeccionar bijuterias, a fita e a cola para artesanato também podem ser encontradas nestas lojas; o papel vegetal nas papelarias e os palitos em qualquer supermercado.




Imprima a oração do Pai Nosso em papel vegetal no tamanho A4. Você encontra para comprar em bloco ou em pacote de 100 ou 50 fls.


Você vai precisar "apontar" um dos lados dos palitos de churrasco para caber no buraquinho da bolinha (eles vem com ponta só de um lado).


Coloque uma bolinhas em cada ponta do palito - use um pouco de cola para fixar melhor.


Passe cola bem rente as pontas superior e inferior do papel impresso.


Cole o palito na superior do papel...


Cole outro palito na parte inferior...


Espere a cola secar...

Cole as tulipas na bolinha para dar acabamento.


Espero um pouco para a cola secar...


Detalhe com as "tulipas" nas pontas.

Enrole até a metade...


Depois enrole o palito do outro lado até se encontrarem no meio.


Acerte os rolinhos para ficar do mesmo tamanho em ambos os lados.


Corte mais ou menos uns 30 cm de fita e amarre o pergaminho bem apertado para não soltar.


O pergaminho já enrolado... Faça um laço apertado mas, fácil de soltar.

Cuidado na hora de comprar os palitos... se comprar de 30 cm, ficará, como o rolinho na parte superior da foto, sobrando um pedaço.

Ângela Rocha
Catequistas em Formação