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quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

quinta-feira, 18 de maio de 2023

O QUE SÃO ESCRUTÍNIOS E EXORCISMOS

Imagem: Google.
O QUE SÃO ESCRUTÍNIOS E EXORCISMOS
Catequese catecumenal

A Quaresma é um tempo propício para renovar a comunidade dos fiéis e os catecúmenos pela Liturgia, pelos exercícios quaresmais, pela preparação para o Batismo, pela penitência.

No Catecumenato (Catequese) com Adultos, o Rito da Eleição (celebrado no 1º Domingo da Quaresma) assinala a entrada neste tempo forte, no qual são celebrados os Escrutínios (no 3º, 4º e 5º Domingos da Quaresma).

“Os escrutínios, solenemente celebrados aos Domingos, têm em vista (…) descobrir o que houver de imperfeito e fraco no coração dos eleitos, para curá-los; e o que houver de bom, forte, santo, para consolidá-lo.” (RICA 25)

Escrutínio é na verdade, um exame minucioso no coração de cada um, quanto as suas disposições em abraçar a fé cristã. Em cada celebração, os eleitos são chamados a examinar sua consciência para identificar tudo o que os afasta da proposta de vida oferecida por Jesus. É convidado a discernir suas escolhas à luz da Palavra de Deus e a reconhecer sua fragilidade como pessoa humana e acolher a graça divina que lhes é oferecida.

As celebrações dos escrutínios são, portanto, momentos de discernimento, na oração, sobre a situação de conversão de cada um e de estímulo a uma vida verdadeiramente unida a Cristo. Junto, a comunidade, também é enriquecida pela escuta e meditação da Palavra, sendo chamada a examinar sua vida e a crescer no seguimento de Jesus.

Na celebração dos escrutínios há dois “momentos” fortes: a oração de exorcismo e a imposição das mãos.

§  O objetivo da oração é pedir que o Espírito Santo ajude os catecúmenos em seu crescimento interior e que eles se coloquem abertos à ação do Espírito.

§  O gesto de impor as mãos sobre os catecúmenos que acompanha a oração de exorcismo significa a vinda do poder de Deus, isto é, de seu Espírito sobre eles – para libertá-los de toda incredulidade e de toda dúvida e fortificá-los na virtude da fé, da esperança e da caridade.

Exorcismos

A palavra vem do grego, ex-orkizein (conjurar, lançar fora). O Evangelho, relata, com frequência, episódios em que Jesus, com o seu poder, liberta os possessos do demônio. Esse mesmo encargo foi transmitido aos discípulos, no dia da Ascensão: “Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demônios em meu nome…” (Mc 16,17).

O exorcismo é uma ação, como a bênção, constituída de palavras e gestos – insuflação, imposição das mãos, sinal da cruz ou aspersão com a água benta –, pela qual a Igreja, em nome de Deus, liberta e protege do mal. Não é um sacramento, mas sim um sacramental que se aplica a uma pessoa ou a uma coisa (exorciza-se a água, os óleos, os lugares), que transmite o poder salvador e a vitória pascal de Cristo, libertando-as da influência do demônio (cf. Lc 8,26-39; Jo 12,31).

No novo Ritual do Batismo de Crianças, o exorcismo usa a forma de súplica: a oração dos fiéis prolonga-se com uma oração que pede fortaleza para as crianças no caminho da vida, e proteção contra todo o mal. Este exorcismo está acompanhado pela unção pré-batismal no peito, ou, se parecer melhor, a imposição das mãos sobre a cabeça, significando, em ambos os casos, a fortaleza que se pede a Deus para esta luta.

No Ritual de Adultos fala-se, para o tempo do catecumenado, de uns “primeiros exorcismos” ou “exorcismos menores”, que se realizam com as mãos estendidas sobre os catecúmenos, pedindo a força de Deus para “a luta entre a carne e o espírito” e mostrando a necessidade e a confiança do auxílio divino (RICA 101 e 109-118). Depois, na Quaresma, na celebração dos escrutínios, volta-se a repetir este gesto:

No rito do exorcismo, celebrado pelos sacerdotes ou pelos diáconos, os eleitos, já instruídos pela Igreja sobre o mistério de Cristo que salva do pecado, são libertados das consequências do pecado e da influência diabólica, são robustecidos para prosseguirem a sua caminhada espiritual, e abrem o coração para receberem os dons do Salvador” (RICA 156).

A oração deste exorcismo é muito expressiva (cf. RICA 164). Num tempo em que a figura do demônio é objeto de dúvidas e discussões, o exorcismo é um ato de fé no Mistério Pascal de Cristo e a aplicação da sua força vitoriosa na luta contra o mal.

Escrutínios

A palavra “escrutínio” vem do latim, scrutari (esquadrinhar, examinar). Aplica-se o termo, por exemplo, à recontagem de votos nas eleições. No mundo cristão, dá-se este nome às provas e celebrações – feitas de oração, leitura e exorcismos – que se fazem sobretudo no caminho do catecumenado batismal.

No Ritual da Iniciação Cristã de Adultos explica-se a razão de ser destes escrutínios, na Quaresma que precede o Batismo (RICA 154-159). A sua finalidade é purificar as almas e os corações, proteger contra as tentações, retificar a intenção, conseguir um sério conhecimento de si mesmo e promover a vontade a seguir, fielmente, a Cristo (RICA 154).

Em outras ocasiões, o escrutínio adquire sobretudo o sentido de exame dos candidatos a um sacramento: por exemplo, na ordenação ministerial ou na Profissão religiosa. Toma então a forma de um diálogo com eles, a respeito da sua intenção e disposições.

Apesar de alguns estudiosos orientarem para se fazer os escrutínios somente com os catecúmenos, na Arquidiocese de Curitiba é entendimento geral, que se faça o Rito da Eleição e os escrutínios com todos por razões pastorais. Muito mais do que por motivos sacramentais, o catecumenato deve ter por objetivo aprofundar o mistério da fé e a vivência cristã. É difícil explicar, mas basta ver as experiências com aqueles que participam, como ficam tocados e emocionados. Isso é fazer "mistagogia", conduzir ao mistério. Já com as crianças não se faz escrutínios e sim, Celebrações penitenciais adaptando os escrutínios.

A Liturgia dos escrutínios marca profundamente toda a caminhada catequética de inspiração catecumenal com gestos, símbolos, orações e textos bíblicos; as celebrações são momentos privilegiados para a experiência de fé e a Palavra nelas proclamada chama a atenção de cada catecúmeno e catequizando para a ação de Deus em suas vidas.

Celebram-se três escrutínios, para favorecer o progresso no conhecimento do pecado e no desejo de salvação em Cristo. Têm lugar, sendo possível, nos domingos III, IV e V da Quaresma, com as leituras do *ciclo A (samaritana, O Cego de nascença e a Ressurreição de Lázaro), na presença da comunidade, que ora pelos *eleitos. Também no caso de crianças em idade de catequese se fazem estes escrutínios (RICA 330-333), que se convertem praticamente em celebrações penitenciais para os que vão ser batizados e seus familiares. Trata-se sempre de escrutar o coração do catecúmeno e ajudá-lo a conhecer a sua própria debilidade, a vencer o mal e a aderir a Jesus Cristo (RICA 25).

* Eleitos : Assim se chamam os catecúmenos, depois do rito da inscrição do seu nome, que dá entrada ao Tempo da Purificação e Iluminação, anterior ao Batismo.

Os escrutínios, seguindo a pedagogia quaresmal, querem proporcionar aos eleitos o conhecimento de si mesmos por meio do exame de consciência e da verdadeira penitência; instruir e formá-los para que tenham consciência do pecado, querendo libertar-se de suas consequências e da influência do mal, purificando o espírito e o coração. As orações estimulam as vontades para que se unam mais estreitamente a Cristo, se impregnem do senso da redenção, ser fortaleçam contra as tentações e adquiram um sentido mais profundo de Igreja. Assim fortalecidos em seu caminho espiritual, reavivam o desejo de amar a Deus e abrem os corações para receber os dons do Senhor no sacramento. (RICA 154-159).

O 1º Escrutínio tem como tema a água viva que Jesus promete à samaritana. A celebração segue o RICA para os catecúmenos. Para os crismandos, as orações dos exorcismos desse escrutínio serão feitas em forma positiva, evitando todo o aceno à culpa original e referindo-se somente às culpas pessoais e às tentações. “Celebra-se o 1° Escrutínio no 3° Domingo da Quaresma, usando-se sempre as fórmulas do Missal e do Lecionário do Ano A (Evangelho da Samaritana)” conforme RICA 160.

Celebra-se o 2° Escrutínio no 4° Domingo da Quaresma, usando-se sempre as fórmulas do Missal e do Lecionário do Ano A (Evangelho do Cego de nascença), conforme RICA 167.

O 2º Escrutínio tem como tema a Cura do cego de nascença. A celebração segue o RICA para os catecúmenos. Para os crismandos, as orações dos exorcismos desse escrutínio serão feitas em forma positiva, evitando todo o aceno à culpa original e referindo-se somente às culpas pessoais e às tentações.

Celebra-se o 3° Escrutínio no 5° Domingo da Quaresma, usando-se sempre as fórmulas do Missal e do Lecionário do Ano A (A ressurreição de Lázaro) conforme RICA 174.

O 3º Escrutínio tem como tema Jesus ressuscita Lázaro. A celebração segue o RICA para os catecúmenos. Para os crismandos, as orações dos exorcismos desse escrutínio serão feitas em forma positiva, evitando todo o aceno à culpa original e referindo-se somente às culpas pessoais e às tentações.

Na liturgia, o Escrutínio começa após a Proclamação da Palavra e da homilia. 

Ângela Rocha

FONTE: 
RICA - Ritual da Iniciação Cristã de Adultos.

(Este artigo faz parte da apostila RICA – CONHEÇA E APRENDA A USAR, do grupo  ®Catequistas em Formação)

 

 


* Para adquirir a apostila entrar em contato pelo Whats:

 (41) 99747-0348 – R$ 30,00 em arquivo digital.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

I V C - Iniciação à Vida Cristã de inspiração Catecumenal


É tarefa da Igreja neste terceiro milênio, e exigência dos documentos – que a catequese da nossa Igreja, "assuma" a IVC – Processo de Iniciação à vida cristã pelo modelo catecumenal [1], como "Itinerário para formar discípulos missionários", conforme destaca o documento da CNBB, fruto da 55ª Assembleia dos Bispos do Brasil.

Mas, nos deparamos com a seguinte questão:

Como inserir um processo de Iniciação à Vida Cristã (IVC), um modelo catecumenal, que remonta à Igreja dos primeiros séculos, neste mundo atual, tão midiatizado?

Tentando responder a esta questão, vamos discutir aqui os desafios e as perspectivas da IVC Catecumenal na catequese, sobretudo, de crianças, que são o maior “público” ou maior “demanda” hoje na pastoral. Sem contar a “catequese se adultos” que exige a implantação do modelo de catecumenato dos primeiros séculos, desde os documentos catequéticos pós Concílio.

Segundo o padre Luiz Lima (2014), a catequese nasceu nos primeiros séculos da Igreja, dentro de um processo chamado Iniciação à Vida Cristã, conhecido também por catecumenato; “nele os que se convertiam ao Evangelho eram verdadeiramente iniciados, mergulhados na vida nova de Cristo Jesus” (LIMA, 2014, p. 8). Nesse processo, a catequese era a etapa onde acontecia a instrução e o aprendizado da doutrina cristã, o aprofundamento a partir das Escrituras e o ensino dos Apóstolos, guiados por catequistas, pessoas especializadas e preparadas para este fim.

Essa catequese, além de ser “ensino”, estava imersa em muitas outras práticas como a oração, celebrações mistagógicas, liturgia, ritos, exercícios de vivência cristã, acompanhamento pessoal, etc. Era um processo verdadeiramente “iniciático” na vida cristã. No entanto, os destinatários ou interlocutores desse Catecumenato eram adultos e não crianças.

Dentro desse grande processo, a catequese, como momento do ensino, não era educação ou formação do tipo escolar, onde alunos adquirem conhecimentos de seus professores e são avaliados por eles. Não! Era uma iniciação que verdadeiramente tocava as raízes da vida, o sentido e orientação de toda existência. Dessa iniciação cristã, da qual fazia parte a catequese, saiam pessoas muito bem formadas, convictas da própria fé, da própria opção por Jesus Cristo e seu Evangelho, vivendo em comunidades vivas que davam autêntico testemunho de vida cristã. E aí estava a força da expansão rápida do cristianismo.[2]

Mas, com tantos anos de “conversas” (DGC, DAp  DNC, DpC, Doc 107, etc), como está o processo de iniciação à vida cristã em nossas paróquias? Em nossa Diocese? Documentos, encontros, seminários, formações que a Igreja vem fazendo e mostrando, tem tido representação dos catequistas de base? Está chegando aos catequistas estas informações? Quem está trabalhando com os novos manuais e itinerários criados pelas dioceses, está levando em conta esta proposta? Quem está se reunindo para criar roteiros de catequese está adaptando os roteiros a esta realidade? Ou está adaptando para crianças coisas de adultos? Será que não corremos o risco de mudarmos a "capa" e deixar o mesmo conteúdo?

Pergunto isso porque no contato com catequistas na internet, via redes sociais, tem me assustado um pouco a quantidade de solicitações de "roteiros" e dúvidas sobre isso ou aquilo da IVC pelo modelo catecumenal.

Se as comunidades estão "implantando" um modelo baseado no Ritual de Iniciação a Vida Cristã - RICA, o mínimo que se precisa ter são orientações da diocese e um itinerário. A catequese pelo processo catecumenal é um passo grande demais para ser "solitário". Não é um (a) catequista só ou uma comunidade só, que resolve. É e deve ser um processo global que envolve toda a Igreja.

Os ritos, celebrações e entregas não são uma "moda" a se aderir, coisas bonitas para impressionar a família e a comunidade, são ações dentro da liturgia da Igreja. Precisam que os padres liderem e presidam as celebrações, que a comunidade esteja informada, que as famílias sejam participantes e, sobretudo, que essas ações dentro do rito da missa, não atrapalhe os ritos litúrgicos. Não é só uma simples "festa", não é ritualismo e enfeite, penduricalho, é mistério, anúncio e deve levar à espiritualidade e ao aprofundamento da fé, principalmente dos adultos!

Segundo o padre Lima (2014)[3]:

Diante do pluralismo de hoje e de uma sociedade descristianizada, a proposta da Igreja é retornar ao catecumenato, esse eficaz processo iniciático da Igreja Primitiva. Então a catequese retornará ao seu verdadeiro lugar e não será uma atividade independente dentro da Igreja, como acontece hoje. Além do anúncio da Palavra de Deus e do ensino da doutrina conduzidos pelos catequistas, o processo de Iniciação Cristã envolve muitas outras forças da comunidade (introdutores, acompanhantes, padrinhos, apoio da família), sobretudo a Liturgia, pois é nela que se faz a verdadeira experiência do mistério de Cristo Jesus.

Cuidemos para não cometermos os mesmos erros da catequese sacramental que vem sendo praticada há anos em nossa Igreja. Vamos dar significado às coisas, fazendo jus ao apelo na carta de Pedro: “Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês“ (1Pd 3, 15).


Ângela Rocha
Catequista e formadora.
Graduanda do 4º Período de Teologia - PUCPR

 

[1] CATECUMENAL vem de Catecumenato ou Catecúmeno, do Latim catechumenu, do Grego katechoúmenos, que significa “o que é instruído de viva voz”, aquele que se prepara e se instrui para receber o batismo.

[2] LIMA, Luiz. A situação da catequese hoje no Brasil. Revista de Catequese 143. Jan-jun 2014. São Paulo: UNISAL, 2014, p. 6-7.

[3] Idem.

terça-feira, 30 de julho de 2019

CATEQUESE DE INSPIRAÇÃO CATECUMENAL

RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA NA PARÓQUIA CRISTO REI – ARQUIDIOCESE DE MANAUS - I
A Paróquia Cristo Rei fica situada na periferia da cidade de Manaus, Estado do Amazonas, pertence à Arquidiocese de Manaus e possui 5 (cinco) comunidades.

Nossa experiência iniciou em 2010 quando ainda fazia parte da Coordenação Paroquial de Catequese da referida Paróquia e comecei a ouvir e me encantar com a Catequese de inspiração catecumenal. Junto com outros catequistas buscamos informações através de livros e dos encontros que a Arquidiocese oferecia sobre o tema. Motivada, iniciei o diálogo com nosso Pároco que solicitou uma proposta mais concreta. Então elaborei um Projeto de implantação da Catequese de Inspiração Catecumenal para nossa Paróquia e apresentei ao Padre que me orientou a fazer algumas correções até que chegamos a um consenso. Nesse mesmo período falei aos catequistas sobre esse estilo de catequese e como poderia mudar nossas vidas e nossa comunidade em diversas reuniões e encontros. Um verdadeiro trabalho de formiguinha guiada pelo Espírito Santo.

No final de 2010, apresentamos a proposta desse estilo de catequese na Assembleia Paroquial e o Padre colocou em votação, sendo a proposta aprovada. A intenção era iniciar em 2011 um Processo formativo com os catequistas da Paróquia que contemplasse encontros de catequese celebrativos, litúrgicos e mistagógicos em substituição às famosas “palestras” e que nos fizesse vivenciar um processo “novo” que não conhecíamos. 

DIFICULDADES PELO CAMINHO

Em 2011 demos início a vivência catecumenal com os catequistas, porém devido à mudança de Coordenação a proposta não ocorreu como o esperado e tivemos que fazer uma pausa, retornando o processo em 2012 resgatando as temáticas, etapas, ritos e compromissos próprios do estilo catecumenal a  fim de formar um grupo de catequistas com perfil para este estilo de catequese.

PROCESSO FORMATIVO COM OS CATEQUISTAS BASEADA NA ESTRUTURA DO RICA.

· Fizemos um Encontrão de catequese para explicar o “novo processo” de catequese e fizemos o convite àqueles que desejavam ser catequistas, na ocasião 53 pessoas aceitaram, entre catequistas que já atuavam e novos candidatos;
· Dividimos a Paróquia em 3 pequenos subgrupos para a realização dos encontros;
· Cada grupo participava de 3 encontros de catequese e depois seguia para a Celebração/Rito, conforme a adesão e compromisso.

Organizamos o processo formativo com catequistas da seguinte forma:
PERÍODO
TEMPO/ETAPA
TEMÁTICA
Fevereiro à Abril de 2011
Pré-catecumenato
(3 encontros com cada sub-grupo)
Quem é Jesus (a partir do Evangelho de Marcos).
Janeiro e Fevereiro/2012
Catecumenato: Rito de entrada com os catequistas (Entrega da Cruz e da Bíblia).

- Reflexões sobre o Pai Nosso e Creio;
-Sacramento da Penitência (Catequese com o Padre)
Março e Abril/2012
Purificação – Ao final deste tempo participamos de uma celebração para Renovação das Promessas do Batismo e Envio dos catequistas.
- Evangelho da Samaritana, Cego de nascença e Ressurreição de Lázaro;
- Catequese com o Padre (Sacramento da Penitência e o perdão).
Maio e Junho/2012
Mistagogia – Retiro:
Ser missionário
- Estudo 97 e planejamento das atividades para as turmas de catequese

Junho/2012

Início do Processo com as turmas de catequese
*A prioridade para as alterações na catequese se deram com as turmas de adultos e jovens em preparação para a Crisma.

Os resultados desse processo formativo:
              Levantamento inicial: 53 interessados
              Iniciaram a formação catecumenal: 45
              Concluíram esta fase do processo: 35 catequistas.
Percebemos que alguns catequistas não tinham Sacramento da Crisma e nem do matrimônio. Esses catequistas ficaram sensibilizados a fazer catequese com adultos e preparação para o Sacramento do matrimônio (tivemos 3 matrimônios até o fim do ano de 2012).

ALGUMAS ADEQUAÇÕES NA CATEQUESE:
  • Convite: Mudar a forma como chamamos os catequistas para o Serviço da Catequese;
  • Necessidade de mudança de mentalidade em relação ao processo de catequese e compromisso da comunidade, esclarecer e sensibilizar os catequisas para o “novo”;
  • No ano de 2012 mudamos o calendário para a catequese começar em Maio, enquanto os catequistas vivenciavam o novo estilo de catequese;
  • Celebramos Sacramentos de Eucaristia e Crisma somente de catequizandos que faziam preparação há mais de dois anos;
  • Iniciamos as inscrições para novos catequizandos a partir de Junho;
  • Organização da catequese e da Celebração dos Sacramentos de acordo com o ano litúrgico;
  • Promover o Batismo dos catecúmenos na Vigília Pascal;
  • Engajamento dos eleitos nas pastorais;
  • Turmas reduzidas de catequizandos para melhor acompanhamento dos mesmos;
  • Início de implantação do catecumenato com catequizandos priorizando os adultos e jovens em preparação para CRISMA.

Ressalto que esse processo foi possível porque estivemos em sintonia com a Coordenação Arquidiocesana de Catequese (CAS), que realizou nesse período o primeiro Seminário Arquidiocesano de Iniciação à Vida Cristã e organizou uma Comissão de IVC para elaborar um Projeto único que envolvesse todas as pastorais.

Grupo que finalizou a formação


Catequeses

Renata Bianca Freire
Paróquia Cristo Rei - Manaus AM

segunda-feira, 31 de julho de 2017

OS RITOS E ENTREGAS NA CATEQUESE DE INICIAÇÃO A VIDA CRISTÃ COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES


Quais as "entregas" de Símbolos que podem ser adaptadas à catequese das crianças e adolescentes?
Texto formativo bem interessante para quem quer começar a trabalhar com o processo catecumenal.

Outro dia estávamos comentando em nosso grupo a respeito do Rito de Entrega da Oração do Senhor – Pai Nosso. E ali surgiram algumas questões quando comentei que estes ritos carecem de preparação e cuidado tendo em vista que não são meros “ritualismos” para deixar a missa mais bonita ou simplesmente, marcar a passagem de um ano para outro. Por mais que a nossa catequese se divida em etapas marcadas no calendário por “anos catequéticos”, a simples passagem do 1º para o 2º ano, por exemplo, não demanda a “entrega” de algum símbolo como se este fosse um “prêmio”.

Os ritos de entregas a serem feitos na catequese, são inspirados pelo RICA – Ritual da Iniciação Cristã de Adultos, livro litúrgico que orienta as diferentes etapas do Catecumenato (iniciação cristã de adultos em nossa Igreja), aprovado pela Sagrada Congregação para o Culto Divino em 1973. No Brasil ele teve uma nova edição aprovada em 2001 pela CNBB, que trouxe algumas mudanças na disposição gráfica e inclusão de algumas normas exigidas pelo Código de Direito Canônico, textos bíblicos aprovados pela Sé Apostólica e também algumas observações sobre a Iniciação cristã que constavam apenas no Ritual de Batismo de Crianças. O RICA, em seu Capítulo V, disciplina a Iniciação de crianças em idade de catequese, entendendo aquelas que ainda não foram batizadas, juntamente com a catequese para o grupo de crianças já batizadas.

Apesar de sua “extraordinária riqueza litúrgica e preciosa fonte pastoral”, o RICA ainda permanece desconhecido da maioria dos agentes de pastoral ligados à catequese de adultos e a catequese de crianças. Até mesmo alguns presbíteros desconhecem o seu teor.
Observamos, já no prefácio do livro, o Decreto de 1972, da Sagrada Congregação para o Culto Divino, que restaura “o catecumenato dos adultos dividido em várias etapas, de modo que o tempo do catecumenato, destinado a conveniente formação, pudesse ser santificado pelos sagrados ritos celebrados sucessivamente. ” No entanto, o que podemos observar na maioria das Igrejas particulares é que ainda se faz a catequese de adultos nos moldes “doutrinais” e com o único objetivo se fazer a “regularização” de alguma situação sacramental (objetivando principalmente o matrimônio) daqueles que procuram as paróquias. Ou seja, faz-se uma catequese baseada quase que exclusivamente no Catecismo, ou nos pilares da fé disciplinados pelo DGC 130, sem levar em conta, de fato, a INICIAÇÃO CRISTÃ destas pessoas.

Com o pedido de restauração do Catecumenato para os adultos, nossa Igreja se viu diante da necessidade premente de reestabelecer a catequese como era nos primeiros tempos da nossa Igreja, ou seja, adotar a IVC – Iniciação a Vida Cristã inspirada no processo catecumenal. E a catequese que fazemos, com crianças, jovens e adolescentes, “tomou a frente” de toda ação pastoral necessária, adotando em seus planejamentos algumas ações da catequese catecumenal de adultos, adaptando celebrações, ritos e entregas do catecumenato à catequese de nossas crianças e jovens.

Em muitas paróquias encontramos na catequese das crianças características da IVC sem que o resto da paróquia sequer tenha conhecimento do que seria um processo de IVC catecumenal, que, em sua base, deveria envolver TODA A COMUNIDADE, lideranças, pastorais, movimentos, grupos e serviços.

Mas, o que à primeira vista, parece um equívoco, tem se mostrado uma verdadeira ação do Espírito Santo no sentido de que, com a implantação dos ritos e celebrações de inspiração catecumenal, nossa catequese tem se tornado mais litúrgica e mistagógica. Temos celebrado mais, orado mais e dado mais valor aos símbolos da nossa fé.

No entanto é necessário tomar um cuidado: não tomemos os RITOS e ENTREGAS como “modismo” e meras celebrações mais bonitas e “interessantes”. São ações que tem o objetivo de enriquecer nosso espírito e trazer de volta todo o “mistério” da nossa fé e não, ações ritualísticas.

Observemos por exemplo o seguinte: o RICA prevê durante o processo de Iniciação, ritos e a entrega de alguns símbolos, feitos durante a celebração com a comunidade. O primeiro deles é o RITO DE ACOLHIDA dos novos catecúmenos (adaptando-se à nossa realidade seriam as crianças que iniciam a catequese em preparação ao sacramento da Eucaristia), onde, durante a Celebração da Acolhida se faz a entrega da PALAVRA (Bíblia), base de todo o ensinamento catequético.

No entanto, observa-se em alguns manuais e orientações pastorais que esta Acolhida e entrega da Palavra, tem sido feita no início da catequese de Eucaristia e depois lá na catequese para a Crisma também. Ora, por mais que o processo de IVC catecumenal esteja sendo iniciado naquele momento na paróquia, não dá para esquecer que estes jovens JÁ ESTÃO NA PARÓQUIA DESDE A CATEQUESE DE EUCARISTIA! E que aos 13, 14, 15 anos já tem uma Bíblia ou já a manusearam muito nos anos de preparação anterior!

É correta esta entrega e acolhida, se o jovem estiver COMEÇANDO naquele momento a catequese e não recebeu nenhuma preparação anterior e ainda não fez a Eucaristia. Ora, se estamos “acolhendo” neste momento e só agora entregando a Palavra aos jovens, que podem até já ter participado da catequese de eucaristia, estaremos negando tudo aquilo que nossa Igreja já fez. Que esta catequese anterior tenha sido equivocada e não tenha levado a verdadeira conversão, não quer dizer que tenhamos que fazer o Ritual de Acolhida novamente, como se a pessoa estivesse entrando pela primeira vez na Igreja, para começar uma catequese frutuosa no aspecto “Evangelização”.
Outra situação também é a entrega da PALAVRA (Bíblia), ao final da 1ª etapa (ano) de catequese, como formar de “eleger” ou “premiar” o catequizando que está passando para a 2ª Etapa. As crianças não usaram a Bíblia em nenhum dos 30 encontros (em média) que tiveram ao longo do primeiro ano de catequese? Somente a catequista tinha a Bíblia? Não se ensinou as crianças a manusear a Bíblia? Elas já têm uma e ganham outra? Qual é o propósito desta entrega no final do ano?

Com relação as duas outras entregas de símbolos previstos no RICA: Sim, são somente mais DUAS! Entrega do Símbolo (Credo) e Entrega da Oração do Senhor (Pai Nosso), conforme preceitua os itens 125 a 187 e 188 a 192 (págs. 91 e 104), ambas são feitas durante a etapa (no catecumenato)  de Purificação e Iluminação, ou seja, próximas ao sacramento, podendo ser feitas na etapa anterior (catequese) a critério pastoral. E não são entregues apressadamente NUMA ÚNICA CELEBRAÇÃO!  O RICA prevê que se faça os ritos de “escrutínio” (que são três), sendo entregue o Símbolo (Creio) depois do primeiro escrutínio e a Oração do Senhor depois do terceiro.

Só para esclarecer: Os “escrutínios” se realizam por meio dos “exorcismos”, que são ESPIRITUAIS. São expressões que se traduzem em “orações”, “súplicas” e “bênçãos”. O que se procura por eles é purificar os espíritos e os corações, fortalecer contra as tentações, orientar os propósitos e estimular as vontades, para que os catecúmenos se unam mais estreitamente a Cristo e reavivem seu desejo de amar a Deus (cf. RICA, item 154). São realizados nos 3º, 4º e 5º domingo da Quaresma. A critério pastoral podem ser feitos em outros domingos da Quaresma. Não tenho conhecimento de que alguma Diocese ou paróquia tenha reestabelecido os escrutínios em seu processo de catequese catecumenal com crianças. Por mais que as crianças não tenham maturidade para entender este processo, estamos perdendo muito ao se ignorar esta parte do processo catecumenal, que pode, também, ser adaptado.

Mas, enfim, se não fazemos os escrutínios e não conseguimos fazer a etapa de Purificação e Iluminação na Quaresma, podemos colocar os ritos e entregas em outra época conveniente à comunidade. Mas, preceder (SEMPRE!) as entregas do Símbolo e da Oração do Senhor, de uma catequese a respeito, tanto para os catequizandos quanto para os pais/responsáveis. Nossos iniciandos na fé PRECISAM saber e entender o significado profundo de se receber o Símbolo da nossa Fé apostólica e da Oração que Jesus nos ensinou. Durante a celebração (missa), não se explica nada, nem se faz “catequese”. Aliás, se um símbolo precisar de explicação é porque ele não simboliza aquilo que queremos. A união da Catequese e da Liturgia passa pelo profundo respeito que se deve ter por ambas as ações. A catequese ensina e orienta, a Liturgia celebra.

E aqui entra um outro assunto que são as demais entregas que é costume se fazer em alguns lugares, durante a missa da catequese: “Mandamento do Amor”, “Mandamentos do Senhor”, “Bem-Aventuranças”, “Escapulário de Nossa Senhora”, “Terço” e outras invenções catequéticas. Muitas vezes, estas entregas de símbolo são feitas no final do ano civil, para “marcar” o início das férias da catequese, fechando o ano catequético junto com o ano escolar. E em lugares onde a catequese dura mais de 3 anos, escolhe-se um símbolo para cada ano sem levar em conta critérios como a evolução da catequese e o aprofundamento da vida de oração dos catequizandos, como disciplina o RICA, ou então o entendimento dos catequizandos sobre as verdades da fé.  Os símbolos são escolhidos como mero “rito de passagem” de cada ano/etapa.

Não estamos querendo fugir da escolarização da catequese? Por que a cada etapa é preciso uma "formatura"? Um "prêmio? Se a catequese de crianças for tratada dessa forma, qual é o sentido dela? Aliás, qual é o sentido de se entregar "símbolos" que as crianças e jovens não sabem o que simbolizam?

Fora as entregas da Oração do Senhor e do Credo Apostólico, as demais não estão disciplinadas pelo RICA e, portanto, não passaram pelo crivo da Sé Apostólica. Nada contra se fazer, cada paróquia, junto com o pároco, equipe de liturgia e equipe de catequese podem fazê-las. No entanto, fogem totalmente do aspecto litúrgico da missa. Pior ainda se forem feitas sem uma catequese anterior a respeito, sem que a comunidade entenda o que se está fazendo e “misturado” com os ritos do catecumenato.  Estas pequenas celebrações são maravilhosas se forem feitas NA CATEQUESE, como “celebração catequética” após cada término de assunto, revestidos de sentido mistagógico, contemplativo e orante. E estas celebrações precisam envolver a família, que assim, também são catequizadas.

E devemos pensar também, que tudo que fazemos e “inventamos” precisa ser visto com um profundo respeito pela comunidade e assembleia. A missa tem seus ritos próprios, sua condução normal. Dura em média uma a uma hora e meia. Nesta missa temos crianças que, por natureza, são impacientes e inquietas. Qualquer ação que leve a uma missa prolongada além do normal, vai gerar insatisfação e inconveniência para os pais. E antes que façamos o tradicional julgamento: “Ah! Que cristãos são esses que não tem tempo para Deus? ”. Pensemos que a Liturgia e o tempo da missa, não são adequados para fazer a catequese que não conseguimos fazer no lugar e na hora certa. A catequese da missa é litúrgica, celebrativa, orante e BÍBLICA, e já está disciplinada em suas várias partes.

Vamos pensar sempre que, vivemos numa mudança de época e não numa época de mudanças, onde as pessoas tem que se adequar a Igreja. Ao contrário, a Igreja é que tem que se adequar aos novos tempos. E, infelizmente para nós e Deus, o tempo é de pressa.


Ângela Rocha
Catequista

FONTE DE CONSULTA:
RICA - Ritual da Iniciação Cristã de Adultos.  Você encontra nas livrarias católicas, na Paulinas, na Paulus, nas Edições CNBB e outras.





segunda-feira, 27 de março de 2017

CATEQUESE DE IVC... O QUE É ISSO? PRA QUE ISSO? COMO SE FAZ ISSO?


A chamada Catequese de “IVC” (Iniciação à Vida Cristã) é um processo diferenciado de catequese. Pois, assume um lado mais “Iniciático” da fé, em detrimento de uma catequese “sacramental” (apenas para se adquirir os sacramentos) e excessivamente doutrinal; que vem sendo feita ao longo do tempo em nossa Igreja. Ela assume algumas características principais: é Cristocêntrica,  é Celebrativa, é Orante, é Litúrgica, é Mistagógica e muito simbólica.  Ela tem inspiração no "Catecumenato", processo catequético instituído nos séculos I e II da era cristã.

Com a IVC de Inspiração Catecumenal, a Igreja assume que é preciso “voltar” aos primeiros tempos da Igreja, nos primeiros séculos da era cristã, onde a catequese era feita, realmente, para INICIAÇÃO na fé. Ao longo dos séculos, com propagação do cristianismo, perdeu-se muito deste estilo e foi-se assumindo uma catequese de “manutenção” e exclusivamente “sacramental” e “doutrinária”, partindo-se do princípio que “todos” já nasciam no seio de uma família cristã, que proporcionava os primeiros rudimentos da fé católica. Hoje, sabemos que isso não acontece mais. As próprias famílias perderam suas referências cristãs e não fazem mais o "anúncio" e nem a "pré" catequese das crianças. E a fé não é mais encarada como um “encontro” pessoal com Deus e sim, como uma “opção” pessoal, ligada mais a inserção num círculo social do que ao "seguimento" de Jesus Cristo.

E muito se tem "ouvido falar" na IVC em nossas paróquias. No entanto, ainda sem o devido conhecimento a respeito. E mais grave ainda, SEM ORIENTAÇÃO! 

Então, tem sido comum "ouvirmos" que "Nossa catequese é pelo processo do RICA"... sem atinarem ao fato de que o RICA* é um livro com instruções litúrgicas para as celebrações e ritos (e para adultos, principalmente!), e não um Diretório catequético. 

Também ouvimos falar que "Nossa catequese é de IVC, estamos fazendo as entregas"... de novo, sem entender que, entregar um "símbolo" de fé, pura e simplesmente, sem uma catequese orientadora e iniciática por trás, é mero ritualismo.

E, finalmente, a última... "Nossa CATEQUESE assumiu a IVC." Se só a "catequese" assumiu a IVC, deixando-a restrita à pastoral, ela não é Iniciação à Vida Cristã. Se ninguém mais, além dos catequistas, sabem o que é IVC, ela não é  Iniciação à Vida Cristã.

A IVC precisa ser assumida por TODA A PARÓQUIA, começando pelo padre, pelo CPP e por todas as pastorais. A "pastoral catequética" é apenas uma "parte" do processo.

Aqui na Arquidiocese de Curitiba, a IVC – Iniciação à Vida Cristã, com inspiração catecumenal, foi assumida pelos Bispos há mais de 10 anos.

E posso dizer com certeza que nossa catequese de CRIANÇAS E ADOLESCENTES, ainda NÃO É uma IVC pelo processo catecumenal. Apenas foram instituídos alguns ritos e celebrações INSPIRADAS no catecumenato para dar mais “mistagogia” ao processo catequético. Já o CATECUMENATO DE ADULTOS, tem uma metodologia própria, segue as orientações do RICA com um pouco mais de proximidade e está sendo gradativamente implantado em todas as paróquias. Ainda temos um longo caminho a seguir, muitas adaptações a fazer a estes "novos tempos". E aqui, para TUDO ISSO, tem DIRETÓRIOS e ORIENTAÇÕES da Arquidiocese.

Estes são os Subsídios de Orientação:

Primeiramente TODAS as Arquidioceses e Dioceses, deveriam ter um DIRETÓRIO ARQUIDIOCESANO, aprovado por Decreto. Este Diretório é um instrumento que auxilia a todos os fiéis católicos a conduzir e formar uma unidade e comunhão eclesial nas Igreja particulares (dioceses). O da Arquidiocese de Curitiba foi aprovado em 2013:



O Diretório Arquidiocesano de Iniciação à Vida Cristã, orienta de todo o processo catequético na arquidiocese:


No sumário podemos observar os assuntos tratados nele:

SUMÁRIO
Introdução............................................
Pastoral do batismo de Crianças..............
Catequese Infantil.................................
Catequese de Crianças e Adolescentes…...
Catecumenato de Adultos.......................
Conclusão.............................................

E temos um subsídio para a Catequese Familiar, que se desenvolve junto com a catequese de crianças e adolescentes:



E temos um subsídio para a Catequese Batismal, que são os "cursos de batismo" para pais e padrinhos trabalhados também pelo processo de IVC:



E, temos o subsídio Catequese catecumenal, com os encontros e instruções para o catecumenato de adultos:



A Catequese de crianças e adolescentes, usa como subsídio para orientar os encontros, a Coleção "Crescer em Comunhão" da Editora Vozes:



Sem contar que ainda temos subsídios para Formação Básica de Catequistas e também roteiros para celebração com crianças e adolescentes – Itinerário Celebrativo para Iniciação cristã – Crianças e Adolescentes:



A qualidade de todo este material é inegável. E não é porque estou e sou da Arquidiocese de Curitiba. Penso que apesar deste material estar disponível para todos, CADA diocese deveria se preocupar com a catequese da SUA Igreja e orientar claramente aos agentes de pastoral sobre o que se espera deles. Mas, enquanto isso não acontece, acredito que estes subsídios podem ajudar muito a catequese do Brasil.

Todo esse material pode ser adquirido pelo site da Arquidiocese de Curitiba.



Os pedidos podem ser feitos pelos botões de solicitação ou também através do e-mail: sac@arquidiocesecwb.org.br ou pelo telefone: (41) 2105-6325.


* Este é o RICA, que instruiu "liturgicamente" sobre os ritos e celebrações da catequese de IVC.



Ângela Rocha
Equipe Catequistas em Formação