CONHEÇA!

segunda-feira, 11 de abril de 2016

CASA EM “ESTILO CATÓLICO”: EXISTE ISSO?


A maioria das pessoas tende a concordar com isto: a maneira de se decorar uma casa pode revelar muito sobre as pessoas que vivem nela. Existem casas alegres e casas carrancudas; casas modernas, casas neoclássicas, casas mediterrâneas; casas joviais e casas envelhecidas, quase agonizantes; casas limpas e casas sujas…

E existem casas budistas, judaicas, muçulmanas, ateias, sincretistas… Ou católicas.

Mas como é uma casa católica?

Evidentemente, nada pode e deve ser mais católico dentro da sua casa do que você mesmo e a sua família. De pouco adianta “enfeitar” a sua sala e os quartos com imagens e símbolos da Igreja se a sua vida não reflete na prática a fé que você diz abraçar. Revista-se você de Cristo – e o mais virá em consequência. Feita esta premissa fundamental, não deixa de ser importante que também o ambiente ao seu redor seja coerente com a visão de mundo católica.

Uma casa católica é aconchegante e humanamente calorosa. De novo, o principal fator que lhe atribui essas características é o comportamento da sua família, que fique claro. Mas também é relevante que o “estilo” da sua casa católica transmita esse aconchego e calor humano. Entre os elementos que transmitem o “espírito católico” estão coisas prosaicamente singelas, como a boa luminosidade natural, a boa ventilação, a existência de plantas e, se possível, um jardim. Tudo limpo e bem cuidado. A virtude da ordem deve transparecer vitoriosamente sobre o vício da preguiça – e não há decoração mais bonita que a limpeza.

Em termos de estilo, o restante fica a seu critério. Nada impede que a sua casa seja moderna, tecnológica, adornada por obras de arte – ou que seja simples, igual às demais da vizinhança, com nada de luxo. Tudo isso é secundário – é meio, não fim. A relevância desses aspectos aparentes está na intenção e na mensagem que transmitem: se eles servem para transmitir vaidade, apego material, arrogância, então não somente não serão católicos, como sequer serão elegantes. No outro extremo, a falta de recursos materiais tampouco pode ser desculpa para uma casa desleixada, “largada”, descuidada: a mensagem desse outro “estilo” também passa longe de ser católica.

Até aqui, não saímos do básico – mas “básico”, neste caso, é sinônimo de “imprescindível”. Aconchego, simplicidade e limpeza, afinal, são irrenunciáveis.

Bem recebidos por esse ambiente humanamente sadio da sua residência, agora podem (e devem) vir também os elementos mais “especificamente” católicos.

Que tal, para começar, uma imagem de Nossa Senhora ou do Sagrado Coração no jardim da sua casa? Esta seria uma forma, além do mais, de testemunhar aos seus vizinhos que você professa seriamente a fé católica e não precisa escondê-la na sua própria casa.

Passando para os ambientes internos, há um elemento visual essencial em toda casa católica: o crucifixo. De preferência, um em cada cômodo. E não estamos falando apenas da cruz: o crucifixo é o Crucificado, é Jesus pregado à cruz, e não a cruz sozinha. Não é a cruz, como tal, que nos salva: é Cristo, que enfrenta e derrota a morte de cruz, iluminando as nossas próprias pequenas cruzes do dia-a-dia e transformando-as, com o nosso assentimento, em penhor de salvação.

Também são recomendáveis ícones ou imagens de Jesus, de Maria, de São José e do seu santo padroeiro. Mais ainda: é particularmente recomendado entronizar na sua casa o Sagrado Coração de Jesus, consagrando a Ele tanto a sua residência quanto, principalmente, a sua família que nela vive.

É interessante constatar, aqui, que “o mundo” considera todos esses elementos como “cafonas“. Ótimo ponto: serve como teste para a sua coerência. A sua casa prefere agradar ao mundo ou refletir autenticamente aquilo em que você acredita? É claro que não há necessidade de espalhar imagens por todos os cômodos e transformar a sua residência em um museu de peças sacras – além de resvalar em uma espécie de falta de temperança, isto poderia até raiar em falta de confiança filial: “Ah, se eu não encher a minha casa de imagens é porque estou cedendo à vergonha do que vão dizer, e, portanto, estou negando ou escondendo a minha fé”. Cuidado com essas ideias: não seja “católico” por medo. Ser católico não é nada disso. Seja espontâneo, seja simples. Você por acaso acha que uma pessoa que não espalha fotos dos pais, irmãos e filhos em abundância pela casa inteira é porque não gosta deles? Não é isso o que define o nosso amor. Saiba discernir entre a autenticidade e a artificialidade. Esclarecido isto, você encontrará maneiras de ser elegante sem renunciar à sua fé – ou de demonstrar a sua fé sem ser “cafona”.

Com a riquíssima história da arte católica, aliás, você vai facilmente encontrar elementos sacros que se harmonizem também com o seu gosto pessoal.


Pense, ainda, num altar doméstico ou num ícone instalado na parte da casa em que você costuma se recolher para rezar com mais frequência. Afinal, é este o sentido das imagens dentro da fé católica: recursos visuais que só têm razão de ser como meios para nos ajudar no recolhimento e no fervor. As imagens em si não são o alvo da nossa adoração – o que seria, pura e simplesmente, idolatria.

E não se esqueça do carro! Que tal um rosário e uma medalha de São Cristóvão no espelho retrovisor? Lembre-se, antes, de pedir a um sacerdote que os abençoe.

Por fim, você mesmo pode se revestir não só espiritual, mas também “externamente” de Cristo: passe a usar um crucifixo; conheça e adote uma medalha devocional e, principalmente, peça que um sacerdote lhe imponha o escapulário. Mais que lembretes visuais de que você é católico, eles são sacramentais: sinais visíveis da nossa fé e recursos auxiliares para nos estimular na união cada vez mais intensa com Jesus (nada de confundi-los com amuletos!).

Todos esses são recursos a ser adotados – mas há também os elementos a ser abandonados.

Há certos “adornos” que contradizem a fé católica: objetos ditos “místicos” em sentido esotérico ou ocultista, símbolos e ritos pagãos ou de crenças incompatíveis com a fé em Cristo, superstições, imagens e elementos mundanos que não condizem com as virtudes e valores cristãos…

E, mais importante, existem as atitudes a ser abandonadas em uma casa católica. Não só os pecados graves, o que sequer precisaria dizer, mas também aquelas posturas que, de tão comuns e “humanas” que são consideradas em algumas casas, parecem quase fazer parte da “paisagem natural” ali dentro: excesso de televisão ou internet, isolamento e falta de comunicação pessoal e construtiva, hábitos de preguiça e hedonismo, mau humor e irritabilidade, falta de educação e de caridade, falta de higiene e de cuidados consigo e com o próximo, excesso de foco nos prazeres da mesa…

Essas posturas devem ceder espaço ao respeito, ao serviço, ao cuidado, à atenção… Em suma: ao amor. Afinal, se o amor não estiver presente na sua casa, não existe mais nada que possa torná-la católica. Nem o próprio Deus, que só entra na sua vida se o seu amor O autorizar.

Fonte: Site Aleteia – Sessão Team - Estilo de Vida – 08/04/2016

sexta-feira, 8 de abril de 2016

DEZ CONSELHOS PARA SER UM BOM CATEQUISTA

Um texto referência para catequistas... 
 

10 COISAS QUE OS CATEQUISTAS DEVERIAM SABER ANTES DE COMEÇAR NA CATEQUESE!

*Alberto Meneguzzi

01 - Você está sendo convidado para uma missão e não para uma simples tarefa que qualquer um executa. Encare a catequese como algo sério, comprometedor, útil. Suas palavras e suas ações como catequista terão efeito multiplicador se forem realizadas com ânimo e compromisso;

02 - Sorria ao encontrar seus catequizandos. Um catequista precisa sorrir mesmo quando tudo parece desabar. Execute sua tarefa com alegria e não encare os encontros de catequese como um fardo e ser carregado;

03 - Se no primeiro contratempo que aparecer você desistir, é melhor nem começar. A catequese, assim como qualquer outra atividade, apresenta situações difíceis. Mas que graça teria a missão de um catequista se tudo fosse muito fácil? Seja insistente e que sua teimosia lhe permita continuar nesta missão e não abandonar o barco na primeira situação adversa;

04 - Torne os pais de seus catequizandos aliados e não inimigos. Existem muitos pais que não querem nada com nada na catequese. Mas procure centrar o seu foco naqueles que estão empolgados, interessados e são participantes ativos. Não fiquem apenas reclamando as ausências. Vibre com as presenças daqueles que são compromissados com a catequese e interessados pela vida religiosa de seus filhos;

05 - Lembre-se sempre que você é um catequista da Igreja Católica. Por isso você precisa defender as doutrinas e os ensinamentos católicos. Alguns catequistas que se aventuram da tarefa da catequese, as vezes, por falta de preparo, acabam fazendo, nos encontros, um papel contrário aquilo que a Igreja prega sobre diversos assuntos. Isso é incoerência das maiores;

06 - Não esqueça da sua vida pessoal. Por ser catequista, a visibilidade é maior. Então cuide muito dos seus atos fora da Igreja. Não precisa ser um crente, mas é preciso falar uma coisa e agir da mesma forma. A incoerência nas ações de qualquer cristão, passa a ser um tiro no pé;

07 - Saiba que você faz parte de um grupo de catequistas e não é um ser isolado no mundo. Por isso, se esforce para participar das reuniões propostas pela equipe da sua catequese. Procure se atualizar dos assuntos discutidos e analisados nestas reuniões. Esta visão comunitária é essencial na catequese. Catequista que aceita a mudar catequese e acha que o seu trabalho é apenas com os encontros, está fora de uma realidade de vivência em grupo;

08 - Frequente a missa. Falamos tanto nisso nos encontros, reuniões e retiros de catequese e cobramos que os jovens e os pais não frequentam as celebrações no final de semana. O pior é que muitos catequistas também não vão à missa. Como exigir alguma coisa se não damos o exemplo?

09 - Seja receptivo com todos, acolhedor, interessado. Mas isso não significa ser flexível demais. Tenha regras de conduta, acompanhe a frequência de cada um de seus jovens, deixe claro que você possui comando. Fale alto, tenha postura corporal nos encontros, chegue no horário marcado, avise com antecedência quando precisar se ausentar, mantenha contato com os pais pelo menos uma vez por mês. Você é o catequista e, através de você, o reino de Deus está sendo divulgado. Por isso, você precisa não apenas “aparentar”, mas ser catequista por inteiro;

10 -Seja humilde para aprender. Troque ideias com os seus colegas catequistas. Peça ajuda se for necessário. Ouça as sugestões e nunca pense que você é o melhor catequista do mundo. Não privilegie ninguém e trate todos com igualdade. Somos apenas instrumentos nas mãos de Deus. É Ele quem opera quem nos conduz e, através de nós, evangeliza. Seja simples, humilde e ao mesmo tempo forte e guerreiro para desempenhar a sua missão.

* Texto do livro “Paixão de Anunciar”, Paulinas, 2008.





O PERDÃO SEMPRE...

Mensagem do Papa Francisco:


Escuta o Papa.

Publicado por Aleteia em Quinta, 7 de abril de 2016

quinta-feira, 7 de abril de 2016

FALANDO DE PAIS, ENCONTROS, CRIANÇAS...


 Como deve ser um “primeiro” Encontro de Pais na catequese 
Está marcado o Primeiro Encontro de Pais do ano, com as turmas de 1º Etapa da catequese. O "ano catequético" para nós começa depois da Oitava da Páscoa, na semana seguinte ao Domingo da Misericórdia, depois do Rito da Primeira Eucaristia. Os convites já foram enviados. Por escrito e por mensagem no celular.

Aqui temos cinco etapas e catequese. As primeiras três preparam para o sacramento da eucaristia e as outras duas para a crisma. São, portanto cinco anos de encontros para ensino da fé, onde, como "ritos de passagem", temos os sacramentos da Iniciação (Eucaristia e Crisma). E é um ensino da fé baseado naquilo que a nossa Igreja Católica Apostólica Romana preconiza em seus diretórios como "os sete pilares da fé". (Para saber o que é isso, consultar o DNC item 130 e DGC 130).

As crianças entram na catequese no ano em que completam nove anos. Não temos catequese para crianças antes desta idade. Algumas razões nos levam a proceder assim: Primeiro que, se os pais são "os primeiros catequistas dos filhos", eles precisam de espaço para fazer isso (os primeiros oito anos). É nos primeiros anos de vida da criança que se forja a sua personalidade e o seu caráter. Exemplos precisam ser dados nas vinte e quatro horas do dia... e não uma hora e meia por semana. Depois que o número de catequistas, nunca é suficiente para o número de crianças. Assim, preferimos direcionar todos os nossos esforços para a catequese nestes cinco anos. Por fim, as crianças precisam estar plenamente alfabetizadas para poder acompanhar as leituras bíblicas orantes e todo material pedagógico necessário a uma boa catequese.

Outro fator importante: nossas turmas de catequese, dificilmente têm mais que 12 crianças. A catequista consegue, assim, fazer um trabalho personalizado de evangelização, também com os pais. E a (o) catequista não se cansa ou se desmotiva tentando controlar uma "turba desenfreada" de crianças num encontro para falar de religião, coisa que, infelizmente, não faz parte da vida da maioria delas.

Neste sábado teremos, então, nosso primeiro ENCONTRO - sim, esta é a palavra certa, "encontro" e não reunião – com os pais do 1º Tempo/Etapa da catequese. Falaremos, entre outros assuntos: o que é a catequese, o que se espera dela para os filhos; e o que se espera dos pais para com os filhos e com a Igreja. Sem cobranças, apontamento de dedo ou lições de "como criar seus filhos". Os pais não precisam e não querem isso. Eles querem apoio, ajuda e acolhida neste mundo tão individualizado e "apressado", onde o tempo com o filho é tão pouco que se compensa com coisas de que, na verdade, a criança não precisa. Mas, não falamos isso aos pais. Eles têm perfeita consciência disso, assim como sabem que vão colher o que plantarem. Eles têm conhecimento dessa realidade e, por isso, procuram a catequese para os filhos. Para mudar.

E é isso que nós queremos fazer: Conversar com eles sobre catequese. Que nós queremos também "fazer catequese" com os pais, para que eles possam apoiar os filhos nos momentos em que a catequista não está. A catequista quer conhecer e apoiar a família no que ela precisar. Fazer catequese sem estresse e cobranças de nenhum dos lados.
Nosso encontro inicial é uma "apresentação" do "espaço catequético" para as famílias e, ao mesmo tempo, é um "acolher" verdadeiramente estas famílias. Descrevemos este encontro como uma grande "roda de conversa", um ouvir e falar. Assim como temos expectativas, os pais também têm.

O que eles esperam de nós como "Igreja"? Queremos saber para poder ajudar. O que a catequese espera deles como pais (presença nos encontros de pais e participação nas missas), e o que a comunidade espera deles como fiéis (Implantação do Dízimo catequético). O assunto é sério. E se for tratado com seriedade da nossa parte, teremos recíproca da parte deles.

Falamos, ainda, do "Rito de Entrega da Palavra", que acontece no primeiro domingo de maio. Qual a importância desse gesto, desta "entrega" da Bíblia que os pais fazem para os filhos. Uma bíblia com dedicatória e passada às mãos dos filhos como verdadeira herança de fé. E como esta "herança", este "tesouro", é importante ao longo de toda a vida deles! É Deus que nos sustenta e é a sua Palavra que nos guia. Como uma criança não vai valorizar um tesouro destes, abençoado na missa, entregue pelas mãos de seus pais, perante toda a comunidade?

Neste primeiro encontro, apresentamos nosso cronograma de encontros com os pais, também. Teremos mais CINCO ao longo do ano. Que pretendemos fazer, a maioria, aos domingos, uma hora antes da missa da catequese. São eles:

01 - Sobre a BÍBLIA, apresentando a Bíblia, sua história, suas divisões e como se manuseia e procura leituras, como fazer uma leitura orante (o encontro acontece na semana anterior ao Rito de Entrega num sábado ou durante a semana, à noite);

02 - Sobre a MISSA, como este importante "segundo encontro" da semana é importante para nós, para as crianças e para a família; é nele que "celebramos" o que vemos na catequese; é na Eucaristia que os pais se "abastecem" com a força de Jesus para sua missão de pais e cristãos (marcado para o final de Junho);

03 - Sobre o ANO LITÚRGICO, para que os pais relembrem a caminhada da Igreja ao longo do ano e como estes "tempos" são importantes na vida da Igreja, principalmente o Tempo do Advento, Natal e da Quaresma; Falamos também do calendário da catequese, que começa e termina no tempo pascal. Que é preciso "viver" o tempo da Igreja para "ser" Igreja. (Encontro para o final de agosto);

04 - Sobre a COMUNIDADE: como ela hoje se mantém (dízimo), quais as pastorais, grupos e movimentos que a mantém viva e como ser um cristão engajado na Igreja, fazendo valer a "Fé, Esperança e Caridade" para qual ela existe (meados de outubro);
05 - Sobre o TEMPO QUARESMAL, a vivência da Semana Santa e a participação efetiva nas Campanhas da Fraternidade de todos os anos (fevereiro do próximo ano).

É tudo isso numa tarde de sábado. Com uma hora e meia de duração, não mais. Mas, muito produtivo e frutífero. E “pontual”. Começando e terminando na hora certa. Sem extensos momentos de oração, apenas a oração do Pai Nosso e a invocação da Trindade. Os pais não vieram para uma tarde de oração. Vieram para saber da catequese dos filhos.

Assim se faz um Encontro de Pais.

Ângela Rocha

Convite - Modelo



quarta-feira, 6 de abril de 2016

O SANTO PROTETOR DA INTERNET

Conversando com uma das catequistas que faz formação online conosco, ela reclamava sobre a lentidão e os problemas de conexão para postar as respostas das atividades. Então falei pra ela que precisamos pedir proteção ao santo "protetor das conexões"...

Parece brincadeira, mas, os usuários da Internet têm a quem recorrer quando estiverem de cabelo em pé com a lentidão da sua conexão ou se descabelando com os muitos problemas de acesso que costumamos ter. Temos um santo padroeiro da Internet!

E não é a “Santa Banda larga”, não! 

É Santo Isidoro de Sevilha. O dia dele é 04 de abril.


Santo Isidoro viveu na Espanha (556-636), numa época em que a  tecnologia mais recente, criada, era o estribo para apoiar o pé para montar no cavalo. Nem se sonhava com a tecnologia da internet de hoje.

E qual a relação com a internet?

Ele ficou conhecido por criar uma espécie de banco de dadosNaquela época, ele editou o “Etymologies”, uma enciclopédia que juntou fragmentos de muitos livros antigos que, não fosse por isso, teriam sido completamente perdidos. A obra consistia de uma enorme compilação em 448 capítulos divididos em vinte volumes. Olha só estas imagens... são algumas páginas que ele escreveu:




Santo Isidoro foi um dos últimos dos antigos filósofos cristãos, alguns consideram-no como a pessoa mais erudita de seu tempo. E é fato que ele exerceu uma incomensurável e abrangente influência sobre a vida educacional da Idade Média. 

Izidoro foi canonizado em 1598 e declarado “Doutor da Igreja” em 1722. Ele morreu em 4 de abril de 636 depois de servir mais de trinta e dois anos como arcebispo de Sevilha.

Uma curiosidade sobre a família: Santo Isidoro tem mais três irmãos que são santos:  São Leandro de Sevilha, São Fulgêncio de Cartagena e Santa Florentina.

Mas, além de rezar pela nossa conexão e para que o computador não “trave” quando precisamos dele, vamos ser persistentes e aumentar nossos conhecimentos com pesquisas e estudos para sanar qualquer problema ou lentidão de conexão em nossos computadores.  Ou contratar um outro provedor... rsrsrsrs.

Ângela Rocha
Catequistas em Formação


PROJETO CARTINHAS MISSIONÁRIAS 2016 - PARTICIPE!


Amadas(os) Catequistas:

VAMOS INICIAR O PROJETO CARTINHAS MISSIONÁRIAS 2016!
As adesões para esta empreitada vão ATÉ 31 DE MAIO/2016.
Para isso é preciso que todos os catequistas interessados sejam membros cadastrados no grupo CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO, quem ainda não é, cadastre-se AQUI e informe que gostaria de participar do grupo neste link:


Depois vou adicionando vocês ao PROJETO CARTINHAS MISSIONÁRIAS.

Ah! Você não sabe o que é o projeto CARTINHAS MISSIONÁRIAS? 


Saímos até na revista SOU CATEQUISTA - 13ª ed.!!!

Jin Hee Kim - Adm do Projeto

vamos conhecê-lo:


O QUE É O PROJETO CARTINHAS MISSIONÁRIAS?

Uma ideia inspiradora que nos dá uma dimensão do que é ser discípulo e missionário na Igreja! Trata-se da troca de cartinhas entre catequizandos de várias partes do país para comemorar o Mês Missionário: Outubro.

De onde veio esta ideia?

Grupo Catequistas em Formação possui hoje mais de 2.100 catequistas cadastrados (espalhados por paróquias de todo país e até do exterior), reunidos num grupo do Facebook. ( Cadastre-se AQUI ).

Até o mês de maio, as administradoras do grupo lançam um convite aos catequistas para participar e se cadastrar no projeto. Informando, entre outras coisas: quantidade de catequizandos que possuem, faixa etária e etapa da catequese (Crisma, Perseverança, Eucaristia), localidade onde se encontram, etc. 


Estes catequistas são reunidos num grupo a parte, chamado Cartinhas Missionárias,onde conversam, trocam dados de seus catequizandos e turmas; e notícias das cartas ao longo do projeto, que vai, normalmente até Outubro - Mês missionário. 

A administração do grupo separa os catequistas por EQUIPES de 2 ou até 3 turmas, tentando deixar as crianças da mesma faixa etária e etapa num mesmo grupo. Assim, uma catequista de Eucaristia do Paraná, por exemplo, pode incentivar sua turma a escrever para crianças de Minas Gerais, de uma outra catequista também cadastrada. Quem faz esta distribuição é a administração do grupo.


Normalmente as crianças escrevem as cartas durante um encontro catequético, com o tema “Ser missionário” ou outro pertinente, que fale da Missão de alcançar as pessoas, mesmo estando longes, em outra cidade, estado e até país.

As cartas são reunidas e enviadas, todas juntas, para o endereço da outra catequista, que se encarrega de entregar as cartas e postar as respostas. Normalmente há um sorteio para ver quem vai escrever primeiro e quem vai responder. Os catequizandos ficam tão animados que até pedem para continuar se correspondendo!


O grupo Catequistas em Formação, já está no QUARTO ano de edição do projeto. 

Para entender a dimensão deste projeto alguns números de 2015:

- Participaram do projeto 51 catequistas que trabalharam em 23 equipes.
- As crianças envolvidas na missão de escrever uma carta a uma outra criança que está num lugar distante, de uma realidade distinta da dela, foram:
- 138 da catequese de Crisma;
-  73 da catequese de  Perseverança;
- 521 da catequese de Eucaristia.

Totalizando 732 crianças na faixa etária entre de 7 a 16 anos. No total foram envolvidas 45 Paróquias em 9 estados brasileiros – PB, MA, RO, MS, MG, SP, RJ, PR, SC. Foram 783 cartas escritas neste projeto, isso porque, as catequistas aproveitam e também escrevem suas cartinhas umas para as outras.



Os números impressionam, mas o mais bacana é o agito gostoso que toma conta de cada pessoa que participa do projeto. Alyne Goulart, coordenadora da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande - MS, conta como foi a emoção em participar do projeto:  

A EMOÇÃO DAS CARTINHAS!

E assim, mais etapa concluída! Todas as respostas às nossas cartinhas chegaram.
Neste final de semana entregarei as que chegaram esta semana às turmas.
Adorei participar deste projeto, o meu encantamento foi desde o momento em que vi a proposta. A vontade de fazer parte desta experiência era imensa.
Pensei numa maneira de envolver várias catequistas e crianças, e escolhi sete turmas de preparação para primeira eucaristia para participarem do projeto das cartinhas missionárias. Assim que fiz a proposta, catequistas e catequizandos se empolgaram. E lá foram eles escrever com carinho as cartinhas. A curiosidade tomou conta de todos pela expectativa da resposta. A vontade deles na continuidade das trocas de correspondência, eram quase visível em seus olhos. A ansiedade a cada final de semana, que eu chegava após a postagem das cartinhas e a alegria nos olhos quando eu dava a resposta positiva (nunca fui tão esperada na porta das salas como nestes últimos tempos hehe!), é uma coisa indescritível. Vendo nossos catequizandos, maravilhados, mostrando as cartinhas que receberam, só veio confirmar o quanto valeu participar deste projeto. Que no início parecia uma verdadeira loucura: Inserir tantas turmas, passar nomes, pegar carta, ajeita dali e daqui, posta no correio, espera resposta, etc.... Mas, posso dizer que foi maravilhoso e que valeu muito a pena cada etapa, cada momento... E como valeu! Não tem preço.
Uma experiência quase “encantada” que ficará marcada para mim e para os catequizandos que participaram. 
E novamente faço o meu agradecimento a Jin Hee Kim, que viabilizou este projeto neste ano, pelo incentivo desde o início em nossas conversas inbox, atenciosa as minhas dúvidas. Que Deus abençoe e Nossa Senhora Auxiliadora a cubra com seu manto. Obrigada ao Grupo catequistas em Formação por este projeto arrojado!

Alyne Goulart – Coordenadora de Catequese
Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora - Campo Grande/MS



NOSSA HEROÍNA E COORDENADORA DO PROJETO EM 2015!

Jin Hee Kim, catequista na Paróquia Paróquia São Judas Tadeu, Região Belém e do Setor Tatuapé na Arquidiocese de São Paulo, capital, não exitou um minuto em coordenar o projeto em 2015. Catequista há três anos, o Projeto Cartinhas Missionárias veio como um desafio: 

"Amei estar a frente da coordenação do projeto este ano, porque vi em cada carta o amor. O amor que Jesus tanto difundiu e nos pediu para espalhar! Deu trabalho, organizar 51 turmas, com mais de 700 crianças envolvidas, em equipes  (pares) com as mesmas afinidades, não foi fácil (risos!), mas, o resultado foi maravilhoso!"
Jin Hee Kim
Catequista da 1ª Eucaristia da Paróquia São Judas Tadeu, São Paulo – SP
MISSÃO E CATEQUESE SÃO SINÔNIMOS DE OUSADIA!

"Fico muito feliz em ver que uma ideia que tive, lá em 2007, continua dando frutos. E participo da alegria das crianças com as cartinhas, já que sempre recebo uma de alguém... rsrsrs. É maravilhoso "tocar" um papel que foi "tocado" por outra pessoa. Repletod e carinho e atenção. De certa forma, deixamos aquele que está longe, ao "alcance das nossas mãos". 
Agradeço aos catequistas que tem se disponibilizado e às suas turmas, para participar do projeto. E não posso deixar aqui, de enaltecer o trabalho da Jin Hee Kim, que tem se empenhado na organização. Parabéns Jin, seu trabalho tem sido primoroso!
E vamos a mais um ano de correspondência! Somos instrumentos nas mãos do nosso missionário maior: Jesus!"


Ângela Rocha - Idealizadora do Projeto "Cartinhas Missionárias".


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segunda-feira, 4 de abril de 2016

SACOLINHA DA FÉ - EVANGELIZANDO AS FAMÍLIAS

Uma ideia muito interessante partilhada pela catequistas Bete Carvalho, da Paróquia São Benedito, de Americana - SP.


Sacolinhas e pasta com o material

Somos da Paróquia São Benedito, Americana/SP. 

Com muito amor, enviamos ontem para os catequizando da 3ª etapa, a Sacolinha da Fé! Trata-se de uma pasta com várias opções de atividades: leituras, filme, música, áudios de palestra, explicação e orientação sobre a missa, sobre o Rosário, a Campanha da Fraternidade e o Ano da Misericórdia. Todas as atividades foram escolhidas com muito carinho pelas catequistas, com o objetivo de evangelizar das famílias. Já há alguns anos temos usado a sacolinha como uma forma de estender a evangelização à família dos nossos catequizandos. Os resultados têm sido excelentes! Junto com a sacolinha vai a imagem da Mãe Rainha e as crianças relatam que, durante a semana que ficam com a Sacolinha e a imagem da Mãe, suas famílias rezam juntas e permanecem mais unidas em oração e diálogo e isto é muito bom!!

Basicamente funciona assim: na 3ª Etapa temos 3 turmas; cada turma tem a sua sacolinha e as atividades são iguais em todas elas. A cada encontro semanal (que na nossa paróquia acontece aos sábados, de manhã), um catequizando leva a imagem da Mãe Rainha, junto com a sacolinha, ficando responsável por traze-la na próxima semana, quando um outro catequizando a levará. 

As sacolinhas podem ser feitas em tecido, TNT ou qualquer outro material e decorado conforme a criatividade de cada um.

As pastas são aquelas para arquivo de folhas A4, que vem com plásticos dentro, estilo um "caderno" grande. E podem, também ser encapadas conforme a criatividade dos catequistas.

O material colocado na pasta, neste caso, é adequado aos catequizados de uma 3ª etapa de Eucaristia, que tem entre 10 a 12 anos. Para turmas mais novas ou de Crisma, recomenda-se que o material seja adaptado conforme a idade e a necessidade que a comunidade observou nas famílias.

Sacolas em tecido.

O que tem na sacolinha?

- Uma introdução e explicação aos pais sobre o conteúdo da sacolinha e como ela funciona;
- Material sobre a Campanha da Fraternidade;
- Material sobre o Ano da Misericórdia;
- Material sobre a missa;
- Material sobre os Cinco sentidos da Fé;
- Um terço e a explicação sobre o Rosário e o Terço, para que a família faça essa experiência de oração;
- Alguns recortes de revista com matérias interessantes para a família ler;
- Um CD com 3 podcast de palestra do Prof. Felipe Aquino, para a família;
1)Seja pleno no Espírito Santo – duração 07m22s
2)A educação dos filhos – duração 19m44s
3)A glória de Maria – duração 10m58s
- Um CD com músicas católicas (são 19 músicas); 
- Um filme ( Marcelino pão e vinho ou outro);
- Uma imagem da Mãe Rainha (ou capelinha pequena);
- Explicações sobre os itens da sacolinha e como utilizá-los.

Todo o material pode ser baixado neste link: Sacolinha da fé

Agradecemos às catequistas: Bete, Cleide e Regiane pela partilha!




sábado, 2 de abril de 2016

HOMILIA DO DOMINGO - 2º DOMINGO DA PÁSCOA

DOMINGO DA MISERICÓRDIA


"A incredulidade de São Tomé" (1601-1602), de Caravaggio.
“Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé. Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus!” Jo 20, 27-28
Vivendo este segundo domingo de Páscoa, a Igreja nos convida a contemplar a figura de Tomé. Sua inicial incredulidade é para nós um exemplo de como a novidade da ressurreição de uma pessoa, não precisamente no fim dos tempos, mas imediatamente depois de sua morte, foi um evento inesperado e até os discípulos de Jesus ficaram inicialmente um pouco perdidos pois lhes custava acreditar que esta impressionante notícia fosse verdade.

É muito importante, contudo, reconhecer que Tomé não se recusa a crer porque não quer fazê-lo. Ele apenas manifestou sua perplexidade, sua dificuldade em acreditar, mas nós não podemos negar que ele havia desejado acreditar ou reconhecer a verdade, que ele desejava também se encontrar de novo com o Mestre.

Existem pessoas que na vida optam por não acreditar. Preferem continuar sempre em sua idéia de que a ressurreição não existe, de que a fé é uma invenção humana, de que a Igreja é um bando alienados e que, portanto, este mundo é tudo o que temos e então é melhor aproveitá-lo ao máximo. Sabem que acreditar exige mudar de comportamento. Por isso, por comodidade, escolhem continuar na incredulidade.

Diante de alguém que questiona este comportamento, estas pessoas colocam exigências absurdas (que sabem que Deus não lhes dará) para que possam crer. Serão como Herodes que diante de Jesus, lhe pede que faça um milagre, uma demonstração de seu poder, como se Jesus fosse um mágico e fizesse um “show”, mas na verdade ele não tinha nenhum interesse em acreditar em Jesus e muito menos em abandonar a sua vida cômoda. Diante dele Jesus não fez nenhum milagre. Jesus não se prestou a satisfazer a sua curiosidade estéril. A quem não queria acreditar, todas as provas seriam inúteis, pois sempre encontrariam um porém que lhes justificasse continuar na incredulidade.

Tomé, ao contrário, amava o Senhor. Seguramente desejava com todo o seu coração que fosse verdade o que os demais estavam dizendo: isto significava que Jesus havia ressuscitado. Sem dúvidas, ele não conseguia acreditar, era demasiadamente grande o que lhes estavam dizendo. Suas palavras ainda que fortes não são palavras de quem desafia a Deus, mas são palavras de quem sente a necessidade de intervir misericordiosamente. E Jesus não o abandona. Oito dias depois, Jesus vem até ele. Acredito que estes oito dias foram muito intensos para Tomé. Seu coração viveu uma grande aflição: necessitava se encontrar com o Senhor, queria acreditar nele. Sua vontade de acreditar era manifesta, até pelo fato de que ele não se separa do grupo. E oito dias depois Tomé estava com eles.

Jesus reconhece a sinceridade do desejo de Tomé e o atende. Vem em meio a eles e lhes mostra suas mãos e seu costado e convida Tomé a tocá-lo. “Meu Senhor e meu Deus”. São poucas palavras, mas tão carregadas de sentimento que bastaram para revelar quão grande foram sua acolhida a Cristo ressuscitado. De fato, esta pequena frase é a primeira profissão de fé que a Igreja nascente faz ao seu Senhor, vencedor da morte. Desde aquele momento Tomé já não tem outras exigências a fazer a Deus. Aquele encontro lhe foi suficiente.

Tomé sabia que o Senhor estava vivo, que continuava sua intervenção na história, que ele não tinha que retornar àquilo que fazia antes de conhecê-lo, mas ele deveria continuar seu processo de transformação e conformação à proposta do Mestre.

É por isso que eu acredito que ainda hoje o Senhor está disposto a intervir em nossa história. Está disposto a curar nossa incredulidade manifestando sua presença e seu poder quando reconhece em nós a sinceridade de nosso desejo, de nos encontrar com Ele, de acreditar Nele, em sua ressurreição, em sua graça, em sua salvação. Para Ele não é um problema que algumas vezes nos venham dúvidas, perguntas, questionamentos... quando estas coisas nascem em um coração que está em busca da verdade, que quer encontrar o autêntico caminho que leva à vida. Estou seguro de que quando é assim, Ele vem em nosso encontro e misericordiosamente se apresenta e nos dá o que necessitamos. Mas, quando sente que em nós existe somente a curiosidade, ou a exigência egoísta de sua ação, sem que exista uma autêntica vontade de conhecê-lo, então permanece mudo, não se apresenta em nossa vida, nem nos deixa experimentar a força de sua ressurreição.

O Senhor te abençoe e te guarde
O Senhor te faça brilhar o seu rosto e tenha misericórdia de ti.
O Senhor volva seu olhar carinhoso e te de a PAZ.

Frei Mariosvaldo Florentino, Capuchinho.

O DOMINGO DA MISERICÓRDIA

A Igreja celebra, neste domingo, 03 de Abril o "Domingo da Misericórdia". Instituído pelo Papa  João Paulo II,  em 2000, durante a canonização de Santa Faustina. 


“A misericórdia não pode jamais deixar-nos tranquilos. É o amor de Cristo que nos 'inquieta’ enquanto não tivermos alcançado o objetivo; que nos impele a abraçar e estreitar a nós, a envolver quantos necessitam de misericórdia, para permitir que todos sejam reconciliados com o Pai.” 
(Papa Francisco)

O Papa presidiu ao fim da tarde deste sábado à vigília de oração com aqueles que vivem a espiritualidade da Divina Misericórdia e tomam parte nestes dias nas celebrações jubilares.

“Com alegria e gratidão, partilhamos estes momentos de oração que nos introduzem no Domingo da Misericórdia, tão desejado por São João Paulo II para satisfazer um pedido de Santa Faustina”, lembrou o Papa.

Para Francisco, o Espírito Santo é misericórdia e é Ele que a comunica aos corações de cada pessoa.

“Não ponhamos obstáculos à sua ação vivificante, mas sigamo-Lo docilmente pelas sendas que nos aponta. Permaneçamos de coração aberto, para que o Espírito possa transformá-lo; e assim, perdoados e reconciliados, nos tornemos testemunhas da alegria que brota de ter encontrado o Senhor Ressuscitado, vivo no meio de nós”, pediu o Papa.

Durante a vigília de oração, foram apresentados testemunhos e lidos textos que “abrem clareiras de luz e de esperança para entrar no grande oceano da misericórdia de Deus”, disse o Papa.

(Agência Ecclesia - 02/04/2016)


O DOMINGO DA MISERICÓRDIA

No segundo domingo da Páscoa, conhecido também como “Domingo Branco”, muitas pessoas recordam o dia da sua Primeira Comunhão, ou da sua Comunhão Solene. Isso porque, em anos idos, era neste dia que se celebrava, preferencialmente, a primeira comunhão das crianças. Era uma bonita forma ligar a Eucaristia à Páscoa, completando, desta forma a alegria pela ressurreição de Jesus. 


Também no segundo domingo da Páscoa a Igreja celebra a Divina Misericórdia, convidando-nos a nos aproximarmos de Deus sem medo de sermos menosprezados ou rejeitados. É um ensino bastante diferente daquilo que muitos de nós aprendemos na infância, quando éramos alertados a ter medo de Deus porque Ele nos iria castigar pelos pecados cometidos. Aliás, ainda hoje é comum escutar a afirmação de que “Deus não mata, mas castiga”.

A motivação para colocar o segundo domingo da Páscoa como o Domingo da Divina Misericórdia, encontra amparo na consciência de que “foi na ressurreição que o Filho de Deus experimentou de modo radical a misericórdia do Pai, que é mais forte do que a morte” (João Paulo II, Carta Encíclica Dives in Misericordia). Depois de ter passado pela dor do abandono e pela morte na cruz, “Cristo revelou o Deus do amor misericordioso, precisamente porque aceitou a Cruz como caminho para a ressurreição”. A experiência que o próprio Cristo fez da misericórdia do Pai, levou-o a nos ensinar que Deus é Pai de Misericórdia, que vai ao encontro do filho que o havia abandonado cobrindo-o de beijos, conforme nos ensina a parábola do Pai de Misericórdia, também conhecida como Parábola do Filho Pródigo (Lc 15,11-32).

Enquanto nos debruçamos sobre a misericórdia divina, somos também desafiados a fazermos da misericórdia uma das nossas virtudes cotidianas. João Paulo II dizia que “a mentalidade contemporânea tende a tirar do coração humano a idéia da misericórdia”. Em seu lugar, prefere a palavra “justiça”, que muitas vezes é usada como sinônimo de “vingança”. É o que se percebe em algumas manifestações populares onde a racionalidade cede lugar ao ódio.

João Paulo II prega que “o amor se transforma em misericórdia quando vai além da norma exata da justiça; norma precisa e, muitas vezes, por demais restrita”. É o que Jesus propõe ao dizer que são “felizes os misericordiosos” porque também eles “encontrarão misericórdia” (Mt 5,7).

Faço votos que nos abramos à misericórdia de Deus e acolhamos o dom da paz que nos é almejado pelo Ressuscitado. Ao mesmo tempo convido a nos empenharmos a também sermos misericordiosos e promotores da paz. 

Dom Canísio Klaus
Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)