CONHEÇA!

domingo, 13 de agosto de 2017

CONSAGRAÇÃO À SAGRADA FAMÍLIA

Consagração a ser feita nas Celebrações Eucarísticas durante a SEMANA DA FAMÍLIA – 13 a 19 de agosto, com seu Grupo de Oração ou em casa com os membros da família reunidos. Com um santinho ou uma imagem da SAGRADA FAMÍLIA DE NAZARÉ, consagrar a ela nossa casa, como compromisso de fé, amor e missão!

DIRIGENTE: Sagrada Família de Nazaré, dirigimo-nos a vós com confiança; ajudai-nos a assumir com renovado ardor, o compromisso missionário da Igreja, em estado permanente de missão. Fazei de nossas famílias uma luz para a vida em sociedade, transformando-as em lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do evangelho e pequenas Igreja domésticas.

TODOS: Jesus, Maria e José, inspirai-nos na vivência da fé cristã, do amor, do recolhimento, do silêncio e da harmonia familiar.

DIRIGENTE: Ó Sagrada Família de Nazaré, afastai de nossas famílias a violência, o fechamento e a divisão. Que saibamos perdoar as ofensas e praticar a misericórdia. Olhai por todas as famílias, em especial aquelas que se encontram machucadas e feridas. Que nenhuma família seja excluída da vida comunitária e missionária da Igreja.

TODOS: Sagrada Família de Nazaré, abençoai nossas famílias e fazei com que sejam lugar de amor e compreensão para que todos sintam a força renovadora da presença do Espírito Santo.

Todos erguem um objeto simbólico (pode ser as chaves da casa), com as mãos em direção à imagem da Sagrada família, simbolizando esta consagração.

DIRIGENTE: Sagrada Família de Nazaré como compromisso de fé, amor e missão nós vos consagramos a nossa família e nosso lar. Pedimos que não nos falte a vivência da harmonia, nos assista com sua intercessão e abençoe o nosso lar.
TODOS: Sagrada família de Nazaré, acolha benignamente a oferta que lhe fazemos de nossas famílias e nos conceda as suas bênçãos e graças.

Pai Nosso... / Ave Maria...


Pastoral da Família do Brasil – CNBB -  “Hora da Família 2017”


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

HOMILIA: 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM

ENCONTRAR DEUS...

Elias talvez esperasse encontrar a Deus no terremoto, na ventania ou no fogo. Acabou o encontrando na suavidade da brisa mansa. É uma experiência interessante: Deus está onde agente menos espera que Ele esteja.

Onde vamos encontrá-lo hoje? Nos milagres, nas grandes pregações, nas fervorosas novenas? Acredito que sim, mas pode estar onde menos esperamos: “numa tarde bela, diante da beleza da natureza, aquele que não é a mata, aquele que não é a luz, se revela…” (Juan A. Ruiz de Gopegui). Deus sempre se revela por uma mediação, cabe a nós encontrarmos estes lugares de epifania divina: por vezes seremos surpreendidos, pois Ele pode estar tão perto que não o percebemos, como experimentou Santo Agostinho, ao entender que Ele estava no seu interior. Assim, Deus pode estar muito perto no dia a dia da vida: no Sol que nasce, na flor que desabrocha, no sorriso da criança, na conversa simples de uma velhinha enferma que deseja um pouco de atenção, na nossa casa, no nosso trabalho, na rua… Ali Deus está como a brisa mansa de Elias.

A brisa é o lugar do encontro. O barulho, por sua vez, significa, na primeira leitura, a idolatria do povo que se rendeu ao deus Baal – o deus do barulho. Hoje, na busca desenfreada por experiências religiosas, pode-se cair facilmente na idolatria de uma falsa experiência de Deus. Há também barulhos fora da religião, barulhos que não elevam, que servem apenas para anestesiar consciências. A verdadeira experiência é o amor que se revela no silêncio. Onde reina o amor, Deus ali está. Onde está a brisa mansa, Deus ali aparece. Também vemos no Evangelho que Jesus se retirava para o silêncio o passava um bom tempo alimentando sua intimidade com o Pai. Desta intimidade brotava seu amor e confiança.

A presença de Deus também se manifesta no meio das contrariedades da vida. Elias havia caminhado muito, fugindo de Jezabel que queria matá-lo. Caiu desfalecido pelo caminho e foi encorajado por Deus para ir até o Horeb. Na profunda angústia, tem o consolo do Senhor. Do mesmo modo, no Evangelho, Pedro encontra o Senhor no meio da tempestade. No meio do agito das ondas, Deus permite ser tentado. Permite que o discípulo o questione na condicional: “Se tu és,…”, como que quisesse uma prova, uma confirmação. Os papéis às vezes se invertem: é Deus que nos prova: Ele deixa que a barca balance, deixa Pedro afundar, para provar a fé no momento de aflição. Quando Deus nos prova, quando o barco balança e tudo parece estar indo por água abaixo, temos a chance de clamar Àquele que acalma as águas turbulentas.


Pe. Roberto Nentwig

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

CATEQUESE DO PAPA

TODOS PRECISAMOS DA MISERICÓRDIA DE DEUS
 Mais de sete mil pessoas, entre fiéis e peregrinos provenientes de diversas partes da Itália e do mundo inteiro congregaram-se na Sala Paulo VI, no Vaticano, na manhã de hoje, quarta-feira (09/08) para ver e ouvir as palavras do Papa Francisco na audiência geral. No verão, o encontro semanal se realiza neste ambiente fechado e com ar condicionado gerado pela energia de painéis solares.

 O tema da reflexão proposta pelo Papa foi hoje é “O perdão, motor da esperança”. Após a leitura em várias línguas, do capítulo 7 do Evangelho de Lucas, o Papa iniciou a catequese comentando a reação dos convidados de Simão ao ver Jesus perdoar a pecadora, um gesto considerado ‘escandaloso’.

Segundo a mentalidade da época, Jesus, profeta, não deveria permitir que a mulher se inclinasse sobre os seus pés para lavá-los com perfume; a separação entre o santo e o pecador, entre o puro e o impuro, deveria ser nítida.

 “Desde o início do seu ministério público, Jesus aproxima-Se e deixa aproximar de Si leprosos, endemoninhados, doentes e marginalizados. Quando encontra uma pessoa que sofre, Ele assume como próprio o sofrimento dela: não diz que este sofrimento deve ser suportado heroicamente, mas faz Sua aquela pena”.

 É este o comportamento que caracteriza o cristianismo: a misericórdia. Jesus sente compaixão. Onde houver um homem ou uma mulher sofrendo, Jesus vai querer a sua cura, a sua libertação e a sua vida plena. E é por isso, explicou o Papa, que Ele acolhe os pecadores de braços abertos.

 “Quanta gente perpetua numa vida de erros por não encontrar ninguém que os veja com os olhos diferentes, com o coração de Deus, ou seja, com esperança? Jesus entrevê uma possibilidade de ressurreição mesmo para quem fez um monte de opções erradas”.

 Mas esta atitude, disse Francisco, conduziu Jesus à Cruz:
“Jesus não foi crucificado porque cura doentes, prega a caridade e proclama as Bem-aventuranças, mas (e sobretudo) porque perdoa os pecados, quer a libertação total e definitiva do coração humano, não aceita que o ser humano arruíne toda a sua existência com uma ‘tatuagem’ indelével, com o pensamento de não poder ser acolhido pelo coração misericordioso de Deus”.

 “Por isso, perdoa aos pecadores. E este perdão divino é o motor da esperança! Com o perdão, os pecadores readquirem a serenidade a nível psicológico, vendo-se livres do sentimento de culpa. Mas Jesus faz muito mais: oferece-lhes a esperança de uma vida nova, uma vida caracterizada pelo amor”.
Somos todos pobres pecadores, carentes da misericórdia de Deus, que tem a força de nos transformar e de nos oferecer esperança, todos os dias.

 Concluindo o Papa acrescentou:
“A quem compreendeu esta verdade basilar, Deus confia a missão mais bela do mundo: o anúncio de uma misericórdia que Ele não nega a ninguém”.
Antes de saudar os peregrinos italianos no final da audiência, o Papa Francisco recordou os atos de violência contra os cristãos na Nigéria e na República Centro-Africana:

 “Fiquei profundamente entristecido pela tragédia ocorrida no último domingo na Nigéria, dentro de uma igreja, onde foram mortas pessoas inocentes. E infelizmente esta manhã chegou a notícia de violências homicidas na República Centro Africana contra a comunidade cristã. Faço votos para que cesse toda a forma de ódio e de violência e não se repitam mais crimes assim vergonhosos, perpetrados em locais de culto, onde os fiéis se reúnem para rezar. Pensemos nos nossos irmãos da Nigéria e da República Centro-Africana e rezemos por eles todos juntos....Ave Maria".

 Finalmente e como de costume, o Santo Padre dirigiu uma saudação especial aos peregrinos e fies de língua portuguesa presentes na Sala Paulo VI: “Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, convidando todos a permanecer fiéis a Cristo Jesus. Ele desafia-nos a sair do nosso mundo limitado e estreito para o Reino de Deus e a verdadeira liberdade. O Espírito Santo vos ilumine para poderdes levar a Bênção de Deus a todos os homens. A Virgem Mãe vele sobre o vosso caminho e vos proteja.

RADIOVATICANA.VA


PROJETO DÍZIMO MIRIM: SUGESTÃO PARA IMPLANTAÇÃO


Encerrando o mês do dízimo, as crianças da catequese, após aprenderem um pouquinho mais sobre esse gesto de amor e partilha, levaram para casa um cofrinho para guardarem o dízimo que devolverão todo mês. Escolhemos o segundo domingo de cada mês para que eles, na Missa da Catequese, possam devolver o dízimo mirim.

Lema: 2Cor 9,7

Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria”.

AÇÕES DO PROJETO:

Coordenação:
• Preparar junto com o Pároco e/ou Vigário a formação dos Catequistas.
• Selecionar material a ser usado.
• Verificar custo da confecção do material e decidir a melhor forma de promover a arrecadação do dízimo. 
• Confeccionar banner e materiais impressos necessários.
• Motivar os Catequistas na participação do projeto.

 


Formação dos Catequistas:
• Despertar nos catequistas não dizimistas o desejo de participar ativamente da Igreja, demonstrando que não se pode pregar aquilo que não se pratica.
• Trabalhar com todos os catequistas o sentimento de pertença e de responsabilidade com a Igreja.
• Promover a formação bíblico-catequética sobre o tema DÍZIMO.
• Discutir a melhor forma de atingir as crianças nas mais diversas etapas e idades da catequese.
• Apresentar o material a ser utilizado, buscando sugestões e maior envolvimento da Pastoral. 

Formação dos Catequizandos:
• O objetivo é despertar nas crianças e nos jovens, à importância e necessidade da partilha, bem como o hábito de ser um dizimista responsável, de coração alegre; colaborando dessa forma com sua comunidade e a Igreja.
• Apresentar o tema dízimo de forma lúdica para as crianças, ensinando como forma de partilha, amor e solidariedade. (Pré catequese, 1ª e 2ª etapas).
• Apresentar o tema dízimo dentro do contexto bíblico, demonstrando as dimensões do dízimo (religiosa, social e missionária), a importância da partilha e o desapego aos bens materiais e ao consumismo exagerado. (3ª Etapa, Perseverança e Descoberta).
• Confecção de cofrinhos para as turmas da Pré catequese, 1ª, 2ª e 3ª etapas e de envelopes ou carnes para as turmas da Perseverança, Descoberta e Crisma, a fim de que possam guardar o dízimo a ser devolvido.
• Estabelecer o segundo domingo de cada mês como sendo o domingo de devolução do dizimo da Catequese.






Formação dos Pais:
• Envio de carta aos pais juntamente com os cofrinhos e envelopes/carnes apresentando o projeto do dízimo mirim e fazendo uma breve catequese sobre o tema.

  

Colaboração: Catequista Deise Tripodi – Eunápolis BA.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

ROTEIRO DE ENCONTRO: PAIS E FILHOS NA CATEQUESE

 A FORÇA DA FAMÍLIA

MATERIAL NECESSÁRIO:
Pedras pequenas
Barbante 80 cm
Imagem da Sagrada Família
Crucifixo
Bíblia
Velas

ACOLHIDA:
Entregar uma pedra e um barbante. para cada um dos participantes do encontro

INÍCIO:
Colocar a música : Onde o Espírito Santo de Deus está

ORAÇÃO TERÇO DA MISERICÓRDIA PELAS FAMÍLIAS
(refrão orante entre as dezenas)

Enche-me Senhor com Teu Espírito
E minh`alma reviverá
Para te adorar
Para te louvar
Enche-me Senhor Jesus
Cura-me, liberta-me, lava-me, salva-me... 
DURAÇÃO: 20 minutos

DINÂMICA DO PERDÃO NA FAMÍLIA (entrega)
Olhando para as pedras em nossas mãos, vamos fazer um exame de consciência. Pensar em tudo o que nos afasta de Deus.
Deixar aos pés da cruz tudo que desune e afasta a família, falta de amor, diálogo, afeto...

MÚSICA: Te dou meu coração
Te dou meu coração / E tudo que há em mim / Entrego meu viver /
Por amor a Ti, meu Rei /Meus sonhos rendo a Ti / E meus direitos dou
O orgulho vou trocar / Pela vida do Senhor / Eu entrego tudo a Ti, tudo a Ti (2x)
Eu canto esta canção. / De entrega a Ti, Jesus / E o que o mundo dá.
Eu deixo aos pés da cruz / Por conhecer a Ti / A Teu nome dar louvou
Sentir Tua alegria ./ Partilhando Tua dor.
DURAÇÃO: 5 minutos
 
CANTO: Eu sei que se eu acreditar (Pe. Jean Patrik)
Eu sei que se eu rezar, eu sei que se eu clamar
Eu sei que se eu acreditar as muralhas vão cair
Por toda minha vida, eu busquei a Ti
Andava pelo mundo buscando onde morar
Confiando em Tua Palavra, seguimos Tua ordem
Rumo Jericó, ruma terra prometida
Tu vais a nossa frente, quebrando as barreiras
Teu povo segue junto, amparados por Tua mão
Nos caminhos mais  escuros seguimos confiantes
Buscando a vitória, vitória do Senhor.
DURAÇÃO: 30 minutos

DINÂMICA DO CORDÃO:
Pedir que todos partam o cordão que receberam em dois pedaços.
(provavelmente todos vão conseguir)
Pedir que todos juntem os dois pedaços, formando um cordão mais forte, e tentem parti-los ao meio, transformando o cordão original em quatro pedaços. (Aqueles que não conseguirem devem ser ajudados pelos vizinhos
Pedir que todos juntem os quatro pedaços, formando um cordão ainda mais forte, na verdade quatro vezes mais forte que o original. Pedir que todos partam este novo cordão (Formado pelos quatro cordões juntos) no meio. Provavelmente ninguém vai conseguir, pois o cordão, além de estar quatro vezes mais forte estará com apenas 20 cm o que dificulta a ação.

CONCLUSÃO:
Perguntar aos participantes a que conclusão chegaram após esta experiência.
O Cordão original representa um membro da família sozinho. É fraco e pode ser rompido com facilidade. é vulnerável e sujeito a desviar-se do bom caminho.

O Cordão duplo representa dois membros da família juntos. Já são mais fortes. Um protege e ampara o outro. Mas… ainda podem ser partidos.
Não representam uma família.
O Cordão quádruplo representa a família constituída de PAI, MÃE e FILHOS. Esta sim, é forte. todos se amparam, se protegem. Os mais velhos (os pais) instruem e educam os filhos. Todos tem maiores chances de serem felizes e prósperos, vencedores na vida, quando houver união. Família unida pelo amor, pela oração, pela fé, família forte que vence todas as batalhas, derruba todas
As muralhas.

SUGESTÃO DE MÚSICA: Tua família
Percebe e entende que os melhores amigos
São aqueles que estão em casa, esperando por Ti
Acredita nos momentos mais difíceis da vida
Eles sempre estarão por perto, pois só sobem te amar
E se por acaso a dor chegar, ao Teu lado vou estar
Pra te acolher e te amparar, pois não há nada como um lar
Tua família, volta pra ela
Tua família te ama e te espera
Para ao teu lado sempre estar (bis)
Às vezes muitas pedras surgem pelo caminho
Mas em casa alguém feliz te espera pra te amar
Não, não deixe que a fraqueza tire a sua visão
Que um desejo engane o teu coração
Só Deus não é ilusão
E se por a caso a dor chegar, ao teu lado vão estar
DURAÇÃO: 15 minutos

ENCERRAMENTO:
CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA
Entrada de uma menina com a imagem de Nossa Senhora Aparecida cobrindo todos com um grande manto, abençoando as famílias.
MÚSICA: Ave Maria
Existe uma rainha aqui Coroada de estrelas
A lua embaixo dos seus pés
Adornada pelos anjos
Seu nome é Maria. Seu nome é Maria
Seu nome é Maria. Seu nome é Maria
Não existe nada que não passe por ela
Tudo o que tenho eu consagro a ela
Quando eu chamo Maria eu chamo também Jesus
Ave Maria
Dominus tecum
Gratia plena
Ave Maria (3x)

Lurdes Oliveira,  Nova Iguaçu – RJ
comunidade Nossa Senhora Aparecida


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

APONTAMENTOS BÍBLICOS nº 5

                                  MAS NUNCA DÚPLICES COMO OS CAMALEÕES!


Ser Simples é não se deixar cair em manias de sobranceria ou arrogância, naquela “burocracia relacional” dos importantóides que nunca deixam as pessoas junto de si à vontade...

Ser Simples à maneira de Jesus é também aprender a Confiar nos irmãos, em Deus, na Vida, no futuro… Já reparaste que as pessoas mais desconfiadas são exatamente as mais complicadas? Por outro lado, já reparaste que as pessoas que tu conheces mais maduras na arte de Confiar são também as mais Simples que conheces? Pois é...

Mas Simplicidade não tem nada a ver com ingenuidade! Por isso, Jesus acrescenta “e astutos como as serpentes”...

Esta astúcia não é a malícia dos Corações torcidos, mas sim a Vigilância permanente à qual Jesus muitas vezes desafiava os seus discípulos… Porque nas tarefas do Reino de Deus, o anúncio da Sua Palavra, ao encontrar-se com contextos de injustiça ou infidelidade, torna-se um apelo de Conversão, isto é, à mudança ao nível da mente e das atitudes. Quem detesta sempre a palavra “mudança” são as classes poderosas, seja esse poder de que ordem for: social, político, econômico, religioso...

Podem-se escrever dezenas de páginas para “espiritualizar” esta Astúcia de que Jesus fala, mas na realidade concreta do anúncio do Evangelho, no compromisso encarnado com a construção do Reino de Deus, damo-nos conta de que não precisamos espiritualizar nada… É Astúcia, mesmo!!!

Muitas vezes nos aparece nos evangelhos: “Estando Jesus a falar, estavam lá uns fariseus vindos de Jerusalém que esperavam apanhá-lo nalguma das suas palavras… Jesus, conhecendo os seus pensamentos, então disse…”

Não sejamos “beatos”: Jesus conhecia os seus pensamentos, não por ser “divino”, mas por não ser parvo!!! Jesus era Astuto, atento, vigilante… É um dom do Espírito Santo, este “faro” que é dado aos Profetas de todos os tempos para se aperceberem de que modo atuam e se infiltram as forças manhosas que querem bloquear a emergência do Reino de Deus e calar a Palavra que, em Seu Nome, é anunciada como urgência de mudança!

É nesta experiência que todos os Profetas, tal como Jesus, se sentem obrigados interiormente a dar a prova máxima de autenticidade da Palavra que anunciam: quando se atiram de cabeça num abismo de Confiança e estão dispostos a sangrar e a morrer para não porem em causa a Verdade e a que os anima.

A História é uma mestra de sabedoria… E ela diz-nos que estes saem sempre vencedores, mesmo quando os matam. Quem sabe, até seja melhor dizer “sobretudo quando os matam”...


Recordo-me do que disse Mahatma Ghandi, por exemplo: "Quando estou desesperado, penso na História e no modo como o Amor e a Verdade sempre acabaram por triunfar. Em todos os tempos houve tiranos e assassinos, que pareciam indestrutíveis durante um tempo, mas caíram” sempre! Pense nisto...

 “Simples como as pombas, Astutos como as serpentes”, mas dúplices como os camaleões NUNCA!


Pe. Rui Santiago

Outras reflexões visite o site: http://derrotarmontanhas.blogspot.com.br/

domingo, 6 de agosto de 2017

HOMILIA: 18º DOMINGO TEMPO COMUM



                                         A TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR

No Evangelho de hoje nos é apresentado Jesus transfigurado tendo ao seu lado Elias e Moisés, e aos seus pés os discípulos Pedro, Tiago e João.

Dentro do contexto em que o evangelho foi escrito e salientando que o mesmo em certo sentido de leitura quer responder a pergunta “Quem é Jesus” fica obvia a resposta nessa perícope proposta para hoje: Jesus é aquele que  continua as intuições da linha profética (Elias) e da lei (Moisés); sendo ele o maior dos profetas e mais que a lei, levando-a a plenitude; sendo amado pelo Pai que põe no Filho e sente por ele grande orgulho/alegria.

Assim, olhando para a contemporaneidade de Jesus podemos entender que os lideres religiosos de sua época com toda a sua vivencia religiosa e ética da lei não eram ou não estavam de acordo e do agrado do Pai. Mas Jesus, sim!

Quanto aos discípulos, como testemunhas e sendo eles as colunas da igreja mãe de Jerusalém, reconhecendo e testemunhando essa fato, tem plena consciência de que Jesus é o Senhor aprovado por Deus e pode inclusive serem proclamadores junto ao povo. Entretanto, essa proclamação só poderá ser feita quando do projeto de Deus for cumprido em Jesus pela sua paixão e ressurreição.

A mensagem é clara: Jesus é mais e maior que a Lei (Moisés) e a Profecia (Elias) e nesse 
caso, somos todos chamados a fazer a experiência de Deus através de Jesus. Para tanto, fica a pergunta e esse texto para nos ajudar:  

Quem é Jesus para mim/você/nós, hoje? Contemplemos. Um caminho a luz desse texto? Os pobres! Façamos a experiência, e descubramos o rosto do Senhor. 

Certamente uma luz luminosa e uma voz forte dentro de nós ecoará palavras de galardão:
 “…esse é (tu és) meu filho amado, nele ( em ti) está minha alegria e esperança!”

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

CATEQUESE DO PAPA

BATISMO: PORTA DA ESPERANÇA PARA OS CRISTÃOS 


“Ser batizado significa ser chamado a difundir a luz da esperança de Deus neste mundo sem esperança”.

Ao retomar as Audiências Gerais após a pausa no mês de Julho, o Papa Francisco dedicou a sua catequese ao "Batismo, como porta da esperança".

Dirigindo-se aos sete mil presentes na Sala Paulo VI, Francisco começou a sua reflexão recordando que nos tempos modernos praticamente desapareceu o fascínio pelos antigos ritos do Batismo, assim como alegorias que tinham um grande significado para o homem antigo, como a orientação das Igrejas para o Oriente, “local onde as trevas eram vencidas pela primeira luz da aurora, o que nos remete a Cristo”, "que nos vai trazer do alto a visita do Sol nascente."

Permanece intacta em seu significado no entanto – observou o Papa – “a profissão de fé feita segundo a interrogação batismal, que é própria da celebração de alguns sacramentos”.

Mas, o que quer dizer “ser cristãos?”, perguntou Francisco. “Quer dizer olhar para a luz, continuar a fazer a profissão de fé na luz, mesmo quando o mundo é envolvido pela noite e pelas trevas”:

“Nós somos aqueles que acreditam que Deus é Pai: esta é a luz! Acreditamos que Jesus desceu entre nós, caminhou nas nossas próprias vidas, tornando-se companheiro especialmente dos mais pobres e frágeis: esta é a luz! Nós acreditamos que o Espírito Santo age incansavelmente para o bem da humanidade e do mundo, e até mesmo as maiores dores da história serão superadas: esta é a esperança que nos desperta todas as manhãs!

Acreditamos que cada afeto, cada amizade, cada desejo bom, cada amor, até mesmo aqueles mais momentâneos e negligenciados, um dia encontrarão o seu cumprimento em Deus: esta é a força que nos impulsiona a abraçar com entusiasmo a nossa vida todos os dias!”

O Papa recorda então outro sinal “muito bonito da liturgia batismal, que nos recorda a importância da luz”, que é quando ao final do rito é entregue aos pais da criança - ou ao adulto batizado - uma vela, cuja chama é acesa no Círio Pascal.

O Círio Pascal que na noite de Páscoa entra na igreja completamente escura, para manifestar a Ressurreição de Jesus:

“Daquele Círio – explica Francisco – todos acendem a própria vela e transmitem a chama aos vizinhos: neste sinal existe a lenta propagação da ressurreição de Jesus na vida de todos os cristãos. A vida da Igreja é contaminação de luz”.

O Santo Padre reitera então a importância de sempre recordarmos do nosso Batismo, explicando:
“Nós nascemos duas vezes: a primeira à vida natural, a segunda, graças ao encontro com Cristo, na fonte batismal. Ali somos mortos para a morte, para viver como filhos de Deus neste mundo. Ali nos tornamos humanos como nunca poderíamos ter imaginado. Eis porque todos devemos espalhar a fragrância do Crisma com o qual fomos marcados no dia do nosso Batismo. Em nós vive e opera o Espírito de Jesus, o primogênito de muitos irmãos, de todos aqueles que se opõem a inevitabilidade das trevas e da morte”.

“Que graça – exclama Francisco – quando um cristão torna-se realmente um “cristóforo”,  um “portador de Cristo” no mundo!”, sobretudo “para aqueles que estão atravessando situações de luto, de desespero, de trevas e de ódio”, e isto pode ser percebido por tantos pequenos gestos:

“Da luz que um cristão traz nos olhos, da profunda serenidade que não é afetada mesmo nos dias mais complicados, pelo desejo de recomeçar a querer bem mesmo quando se tenha experimentado muitas decepções”.

“No futuro – pergunta o Papa ao concluir sua reflexão -  quando for escrita a história do nosso dia, o que se dirá de nós? Que fomos capazes de esperança, ou que  colocamos a nossa luz debaixo do alqueire? Se formos fiéis ao nosso Batismo, propagaremos a luz da esperança de Deus e poderemos passar para as gerações futuras razões de vida”.

Ao saudar os peregrinos em língua portuguesa, o Papa Francisco citou, em particular, os membros da Fraternidade dos “Irmãozinhos de Assis” presentes.

“Ser batizados - disse o Papa– significa ser chamado à Santidade. Peçamos a graça de poder viver os nossos compromissos baptismais como verdadeiros imitadores de cristo, nossa esperança e nossa paz”. 


RADIOVATICANA.VA

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

Ore conosco...

Enviai, Senhor, muitos operários, para vossa messe, pois a messe é grande, Senhor, e os operários são poucos!

O oração pelas vocações é um pedido do Senhor feita aos seus discípulos, ao rezá-la você estará contribuindo para que de sua comunidade surjam novos vocacionados que conduzam o povo de Deus ao encontro de Jesus, o Bom Pastor.