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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

CONFISSÃO DE FÉ

Confissão é o ato de confessar, de declarar alguma coisa a alguém. E nem sempre se refere aquela confissão que se faz no confessionário, com o padre. Nas Igrejas primitivas, por exemplo, se perguntava àqueles que iam ser batizados se eles aceitam Jesus, eles então, levantavam a mão e declaravam aceitá-lo. Esta é uma confissão de fé.

Bom, para nós isso parece desnecessário já que, a aceitação deve acontecer no coração e não precisamos dizer isso a ninguém. Só que encontramos em várias passagens das escrituras várias referências à confissão de fé como necessidade de salvação.

Um dos textos mais citados das Escrituras é, justamente, um texto que mostra à necessidade de se fazer a confissão de fé. Trata-se de Romanos 10, 9-10. Diz ali: “Portanto, se com tua boca confessares que Jesus é o Senhor, e se em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. É crendo de coração que se obtém a justiça, e é professando com palavras que se chega à salvação”.

Um outro texto muito importante sobre esse assunto é Mt 10, 24-33. Essas palavras foram ditas por Jesus, como um estímulo à coragem. Parece que os ouvintes de Jesus estavam com medo das conseqüências de se declararem discípulos Dele. Então ele faz esse discurso de conforto, animando as pessoas a confessarem o seu nome, concluindo nos versículos 32-33, o seguinte: “Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus”.

A confissão diante dos homens é cobrada pelo próprio Senhor Jesus. Quando você declara pertencer a Jesus, isso quer dizer que você está rompendo com o senhor deste mundo; está se negando a servi-lo. E é essa disposição que o Senhor Jesus cobra de nós. Essa é também uma exigência de Deus Pai, como prêmio por tudo o que Jesus fez pela raça humana, de esvaziar-se da sua condição divina e vir ao mundo na forma de servo para oferecer a sua vida pela salvação dos homens. É por isso que segundo Fl 2, 9-11, Deus Pai deu a Jesus: “Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos”.

Vejamos o que o apóstolo Paulo diz a respeito em 1Tm 6, 12: "Combate o bom combate da fé. Conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e fizeste aquela nobre profissão de fé perante muitas testemunhas”. Creio que essas palavras já são suficientes para destacar a importância e a necessidade de fazermos a nossa confissão de fé no Senhor Jesus, aquele foi enviado ao mundo para nos salvar.

O desejo do meu coração é que você que já CRÊ, mas que ainda não fez a sua confissão, faça-a ainda hoje, para que você seja salvo, porque como diz em Rm 10, 10: "Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação".

Que Deus nos abençoe!

(Adaptação de um texto sem autoria, por Angela Rocha).


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Íntegra da Catequese do Papa sobre o ministério episcopal - 05/11/2014


Queridos irmãos e irmãs, bom dia
Escutamos as coisas que o apóstolo Paulo diz ao bispo Tito. Mas quantas virtudes devemos ter, nós bispos? Ouvimos todos, não? Não é fácil, não é fácil, porque nós somos pecadores. Mas confiamos na vossa oração, para que ao menos nos aproximemos destas coisas que o apóstolo Paulo aconselha a todos os bispos. De acordo? Vocês rezam por nós?
Já tivemos a oportunidade de destacar, nas catequeses anteriores, como o Espírito Santo enche sempre a Igreja dos seus dons, com abundância. Agora, no poder e na graça do seu Espírito, Cristo não deixa de suscitar ministérios, a fim de edificar as comunidades cristãs como seu corpo. Entre esses ministérios, se distingue o episcopal. No bispo, assistido pelos presbíteros e pelos diáconos, é o próprio Cristo que se faz presente e que continua a cuidar da sua Igreja, assegurando a sua proteção e a sua condução.
1. Na presença e no ministério dos bispos, dos presbíteros e dos diáconos podemos reconhecer a verdadeira face da Igreja: é a Santa Mãe Igreja Hierárquica. E realmente, através desses irmãos escolhidos pelo Senhor e consagrados com o sacramento da Ordem, a Igreja exerce a sua maternidade: gera-nos no Batismo como cristãos, fazendo-nos renascer em Cristo; vigia sobre o nosso crescimento na fé; acompanha-nos entre os braços do Pai, para receber o seu perdão; prepara para nós a mesa eucarística, onde nos alimenta com a Palavra de Deus e o Corpo e o Sangue de Jesus; invoca sobre nós a benção de Deus e a força do seu Espírito, apoiando-nos por todo o curso da nossa vida e nos envolvendo com a sua ternura e o seu calor, sobretudo nos momentos mais delicados da provação, do sofrimento e da morte.
2. Esta maternidade da Igreja se exprime em particular na pessoa do bispo e no seu ministério. De fato, como Jesus escolheu os apóstolos e os enviou para anunciar o Evangelho e para apascentar o seu rebanho, assim os bispos, seus sucessores, são colocados na cabeça das comunidades cristãs, como fiadores da sua fé e como sinal vivo da presença do Senhor em meio a eles. Compreendemos, então, que não se trata de uma posição de prestígio, de uma honra. O episcopado não é uma honra, é um serviço. Jesus o quis assim. Não deve haver lugar na Igreja para a mentalidade mundana. A mentalidade mundana diz: “Este homem fez carreira eclesiástica, tornou-se bispo”. Não, não, na Igreja não deve haver lugar para esta mentalidade. O episcopado é um serviço, não uma honra para se vangloriar. Ser bispo quer dizer ter sempre diante dos olhos o exemplo de Jesus que, como Bom Pastor, veio não para ser servido, mas para servir (cfr Mt 20, 28; Mc 10, 45) e para dar a sua vida por suas ovelhas (cfr Jo 10, 11). Os santos bispos – e são tantos na história da Igreja, tantos bispos santos – mostram-nos que este ministério não se procura, não se pede, não se compra, mas se acolhe em obediência, não para se elevar, mas para se rebaixar, como Jesus que “humilhou a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte e uma morte de cruz” (Fil 2, 8). É triste quando se vê um homem que procura esse ofício e que faz tantas coisas para chegar lá e, quando chega, não serve, se envaidece, vive somente para a sua vaidade.
3. Há um outro elemento precioso, que merece ser colocado em evidência. Quando Jesus escolheu e chamou os apóstolos, pensou neles não separados um do outro, cada um por conta própria, mas juntos, para que estivessem com Ele, unidos, como uma só família. Também os bispos constituem um único colégio, reunido em torno do Papa, que é o custódio e fiador desta profunda comunhão, que tanto estava no coração de Jesus e dos seus apóstolos. Como é belo, então, quando os Bispos, com o Papa, exprimem esta colegialidade e procuram ser sempre mais e melhor servidores dos fiéis, mais servidores na Igreja! Experimentamos isso recentemente na Assembleia do Sínodo sobre família. Mas pensemos em todos os bispos espalhados no mundo que, mesmo vivendo em localidade, cultura, sensibilidade e tradições diferentes e distantes entre eles, de um lado a outro – um bispo me dizia outro dia que para chegar a Roma eram necessárias, de onde ele estava, mais de 30 horas de avião – sentem-se parte um do outro e se tornam expressão da íntima ligação, em Cristo, entre suas comunidades. E na comum oração eclesial todos os bispos colocam-se juntos em escuta do Senhor e do Espírito, podendo assim colocar atenção em profundidade sobre o homem e os sinais dos tempos (cfr Conc. Ecum. Vat. II, Const. Gaudium et spes, 4).
Queridos amigos, tudo isso nos faz compreender porque as comunidades cristãs reconhecem no biso um grande presente e são chamadas a alimentar uma sincera e profunda comunhão com ele, a partir dos presbíteros e dos diáconos. Não há uma Igreja sadia se os fiéis, os diáconos e os presbíteros não são unidos ao bispo. Esta Igreja não unida ao bispo é uma Igreja doente. Jesus quis esta união de todos os fiéis com o bispo, também dos diáconos e dos presbíteros. E isto o fazem na consciência de que é justamente no bispo que se torna visível a ligação de cada Igreja com os apóstolos e com todas as outras comunidades, unidas com os seus bispos e o Papa na única Igreja do Senhor Jesus, que é a nossa Santa Mãe Igreja Hierárquica. Obrigado.
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal
Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Espalhando a Palavra...

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domingo, 2 de novembro de 2014

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sábado, 1 de novembro de 2014

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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Espalhando a Palavra!


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

CONVERSANDO SOBRE PERDAS

Um texto para refletir...

Como conversar com as crianças sobre um tema tão difícil como a “morte”?

Ao contrário do que muita gente pode pensar, as crianças têm condições intelectuais e emocionais de entender as perdas. O Dia de Finados pode ser uma boa oportunidade para falar do assunto. A psicóloga e psicopedagoga, Ana Cássia Maturano*, diz que a criança deve ser informada sobre a morte, para poder superar as perdas.

Há quem possa achar estranho estarmos discutindo sobre como falar da morte com as crianças. Se considerarmos que a morte faz parte da vida e o quanto a maioria de nós, tem dificuldades para lidar com ela, o tema já se torna pertinente. Ainda mais quando o assunto envolve crianças.

E o que faz da morte um assunto tão complicado? Nossa incompreensão. Ou talvez a nossa falta de fé. Por mais que digamos acreditar na vida eterna e num encontro final, a incerteza do que acontece depois, ainda nos assusta. Esse desconhecimento causa-nos temor. Por ser algo irreversível, preferimos fazer de conta que não existe. Ninguém precisa passar a vida falando e pensando na morte. Mas de vez em quando, ela aparece e alguém que amamos se vai, ficando uma dor que demora a passar. A complexidade aumenta quando pensamos que vamos morrer, pois não conseguimos imaginar nossa própria finitude. O ser humano é criado com demasiado apego a coisas materiais e terrenas.

Perder pessoas não é um fato reservado só para os adultos. As crianças também as perdem. Sabendo da dor desses eventos, queremos poupá-las do sofrimento. Para isso, evitamos falar com elas sobre o assunto, mesmo que alguém que amem (até mesmo um animalzinho) tenha morrido. Levá-las ao velório está fora de cogitação. Confunde-se não saber com não sofrer. 

Ora, não saber, não participar e não falar do fato é mais prejudicial para os pequenos. Quando não sabemos o que realmente aconteceu, imaginamos. E a imaginação é poderosa, tem asas que alcança vôos altos e segue o rumo de nossas apreensões e emoções. Nada mais saudável que saber a verdade, por mais dura que possa ser, pois nos permite lidar com a realidade como ela é, sem armadilhas. 

Não vale enganar

Diante da morte de alguém do convívio da criança, muitos usam de desculpas do tipo: Vovô foi viajar. A criança não é tola, percebe que tem algo acontecendo. Sem contar que deve estar se sentindo abandonada e chateada com o avô que foi viajar e nem se despediu. Muitos pensam que a criança não é capaz de entender o que acontece ou de suportar emocionalmente a ideia da morte. É sim. E vivenciando tais situações poderá compreender melhor o que ocorre. A criança também tem luto e, para que ele aconteça de maneira saudável, é necessário que ela não seja excluída do processo. Não podemos tirar dela o direito de sofrer por quem partiu.

Quando uma criança se encontra na situação de morte de alguém, deve-se dizer a verdade – que aquela pessoa morreu e não voltará mais (o primeiro passo para que o luto ocorra é aceitar o fato que o morto estará ausente definitivamente). As explicações devem seguir o curso de sua curiosidade. Algumas crianças farão muitas perguntas como, por exemplo, o que acontece depois da morte. O melhor é sermos francos e honestos. Se não soubermos o que responder, devemos dizer isso. Mesmo se temos em nós a crença religiosa da vida eterna, do céu, de algum lugar de esperança é preciso ter cuidado com o que se vai dizer às crianças. Sem supervalorizar o pós-morte. Alguns, para amenizar a tristeza, falam das maravilhas que vêm depois, tornando o morrer muito atraente. Corre-se o risco de a criança desejar estar onde a pessoa que morreu está.

Cada uma tem um jeito de reagir. Algumas choram e se desesperam. Outras ficam mais caladas. Algumas se culpam por terem feito algo para aquela pessoa. Ou até de terem, num momento de raiva, desejado algum mal. Se a incluirmos nesse momento de dor, ela poderá ter confiança em falar de seus sentimentos e temores. E os adultos vão poder ajudá-las a corrigir suas impressões.

Quanto aos funerais, algo que muitos acham absurdo uma criança participar, deve ficar a critério dela, que vai decidir se irá ou não. Não podemos impedi-la de participar do pesar familiar. Ela também estará sofrendo e deve ser respeitada em sua dor. Os funerais nos ajudam a lidar com a situação de morte. Lá, choramos, confortamos, somos confortados e constatamos que aquela pessoa realmente se foi.

Não há como evitar. A morte de alguém traz sempre dor e sofrimento. Sofrer faz parte da vida e a criança tem condições intelectuais para entender o que é a morte e também emocionais, para viver um luto sem grandes complicações. Tudo vai depender do quanto é esclarecida, e do conforto e da segurança que as pessoas que ama lhe darão. Caso alguma oportunidade surja, poderá ser um bom momento para abordar o tema morte com os pequenos, o Dia de Finados é um a boa oportunidade.

*Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga.
FONTE: g1.com.br

Tarefas da catequese: EDUCAÇÃO, INICIAÇÃO E INSTRUÇÃO



“A catequese educa para a vida de comunidade, celebra o compromisso com Jesus ( DNC 41)”.

A catequese como educação para a fé, além de aprofundar as orações transmitidas pelos pais, busca na Palavra os ensinamentos para a vida, ensina a Doutrina e a Tradição da nossa Igreja; e também tem como função educar para a vida em comunidade. E a vida em comunidade é, em primeiro lugar, celebrar a liturgia e fazer dela ação para o mundo que tanto necessita: praticando a caridade e o amor pelo próximo.

Mas, como vamos “ensinar” que a liturgia é parte integrante da fé quando as famílias não levam seus filhos para celebrá-la? Na verdade, ensinamos PARA que a liturgia aconteça! A essência da fé cristã na Igreja Católica é a própria Celebração Eucarística. O problema talvez seja que estamos falando com as crianças quando deveríamos estar falando com os adultos. E essa tem sido a grande preocupação da nossa Igreja nos dias atuais: temos que re-evangelizar os adultos. No entanto, nos poucos encontros que fazemos com os pais durante o ano, (dois ou três no máximo), temos pouquíssimos pais presentes. O que nos aproxima das coisas e dos valores são as experiências que temos na infância - e a religiosa é uma delas, no entanto, a maioria dos nossos pais não participa da catequese dos seus filhos e nem os leva nas celebrações litúrgicas (missa). São os compromissos e as atribulações da vida moderna comprometendo até mesmo o Domingo, que é o dia a ser dedicado ao Senhor.

A Liturgia PRECISA fazer parte da catequese. Precisamos “ensinar” Liturgia na catequese e a celebração eucarística valoriza o processo de ensino da fé. Algumas coisas só se aprende vivenciando: saber fazer em comum com os outros (celebrar); a saudação ao outro; a acolhida; a capacidade de escutar; a atitude de dar e receber o perdão; a atitude de expressar o agradecimento; a linguagem dos símbolos; o comer fraternalmente com os outros; a experiência da celebração festiva, etc. (DGC - n.º 25).  Claro que a Eucaristia é mais do que isto, é a Celebração do Mistério de Cristo. Mas, a linguagem com que as crianças vão celebrar e participar plenamente estão implícitos na sua capacidade de “aprender” e o aprender na infância está estreitamente ligado ao exemplo que se recebe dos adultos. Não se pode assim, ignorar os valores antropológicos, pedagógicos e litúrgicos contidos numa celebração religiosa. 

Por mais que “ensinemos” a Eucaristia numa sala de catequese, é a partir do que a Igreja reza e celebra que se conhece e se desenvolve a fé. Quem fala da “Eucaristia” é a própria Eucaristia. É o “mistério da fé”, que só será vivido plenamente na maturidade de cada um, e jamais será maduro aquele que não viver a experiência deste mistério.

Angela Rocha
Catequista

Fontes de Consulta:
DNC – Diretório Nacional de  Catequese – CNBB
DGC – Diretório Geral da Catequese – Congregação para o Clero.



Teste


Espalhando a Palavra!