CONHEÇA!

sexta-feira, 12 de maio de 2023

REFLEXÃO DO EVANGELHO: Permaneçamos no Amor (Jo14,15-21)

Imagem: CEBI.ORG

Vejamos as seguintes palavras do Evangelho deste domingo: “Se me amais, observareis os meus mandamentos” (Jo 14,15). Qual o maior mandamento de Jesus?Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis umas as outras. Como eu vos amei, amai-vos também umas as outras. Nisso reconhecerão todas que sois minhas discípulas, se tiverdes amor umas pelas outras” (Jo 13,34-35).

Jesus é o defensor, mas indo para o Pai, ele enviará outro defensor, o Paráclito, o Espírito Santo, a Ruah Divina, que revelará a verdade, para que a comunidade joanina não se sinta órfã, (14,18) como ficoaram os judeus depois da guerra do ano 70. É uma resposta contra Jâmnia.

Para Jesus, amar não é somente um sentimento, mas passa pelas atitudes de testemunhar o verdadeiro amor. Ele é a aliança entre o Pai e a sua comunidade (14,21).

Os mandamentos estão desacreditados para alguns cristãos, devido a uma educação religiosa traumatizante. “Isto é pecado, isso pode ser feito, isso não pode ser feito…” Mas Jesus diz que a lei que resume todos os mandamentos, a todos contendo, é a seguinte: “Ama a Deus e ama ao teu irmão”. Esse enfoque da lei é um enfoque libertador.

Falemos do amor, mas não como sempre se fala dele. Devemos procurar encontrar uma definição de amor que seja nova e que valha a pena. Por exemplo: amar uma pessoa não é usá-la. Naturalmente, nós podemos usar Deus: quando queremos que Ele faça aquilo que nos agrade, quando queremos que Ele esteja a nosso serviço e não pensamos que nós devemos estar a serviço d’Ele. Isso não é amar a Deus, mas sim usá-lo. Mas qual seria então a verdadeira atitude? Seria colocar-se à disposição de Deus, como Jesus ensinou os apóstolos e apóstolas, discípulos e discipulas.

Tudo isso nos ajuda a revisar todas aquelas formas em que a pessoa é usada, no plano político, nas relações de trabalho, na amizade. Mas o amor é exatamente o contrário disso: amar uma pessoa é respeitar sua identidade, ouvi-la, desejar que ela cresça e fazer todo o possível para que ela cresça. É praticar a comunhão e a participação (Puebla 215).

Que o Espírito Santo nos ilumine para vivermos segundo o Evangelho, segundo a verdade, livres da mentira, das “fake News”. Permaneçamos testemunhando nosso amor a Jesus (14,21).

José Airton Otávio
Terapeuta naturalista
Educador social

sábado, 6 de maio de 2023

EVANGELHO DO DOMINGO: João 14,1-14: O caminho, a verdade e a vida!

 

Imagem: CEBI.ORG

A leitura do evangelho deste domingo hoje nos provoca a uma mudança no modo de enxergar a vida, a fé e a nossa relação com Deus e os irmãos e irmãs.

A perícope, ou pequeno recorte de Jo 14,1-14, nos chama atenção para as relações entre as pessoas, as nossas opções de vida e a nossa relação com o sagrado tendo como modelo Jesus. Esse trecho faz parte de um contexto maior: O livro da Glória. É que o evangelho joanino segundo os estudiosos, assim está organizado: do capítulo de 1 a 12 temos o livro dos Sinais de Jesus; e do capítulo 13 a 20 o livro da Glória, terminando o evangelho com o capítulo 21, um epílogo.

Na leitura que nos é oferecida para a meditação de hoje, Jesus está num diálogo com seus discípulos no cenáculo em Jerusalém. É a última ceia. Nesse diálogo, está Jesus, Tomé e Filipe interagindo. É um discurso de despedida. Jesus chama atenção para que os discípulos não se perturbe e pede sua confiança mediante o que está para acontecer: o seu martírio. O cumprimento da missão que o Pai lhe confiou. A sua glória.

Interessante notar que Jesus afirma sua fidelidade aos seus discípulos inclusive nas “moradas” do Pai. E revela para eles, mais explicitamente, sua relação intrínseca com o Pai afirmando com isso sua unidade e sua singularidade. Dessa relação se pode intuir que, quem ver Jesus agir, é o mesmo que ver o Pai agir. Porque ambos têm o mesmo agir e sentir. É só olhar o que o Pai (Javé) faz e que está registrado nas Escrituras: liberta o seu povo da ‘casa da escravidão’, escuta o clamor do pobre, da viúva, do estrangeiro. Dá vida onde a vida se esvaiu como vemos na experiência do salmista. Assim também como Pai, age Jesus: dá vista aos cegos, ressuscita os mortos, cura os doentes, empodera a mulher humilhada, socorre a viúva, aproxima o povo de Deus a quem chama de Pai.

Desse modo ele, Jesus, é o caminho. Caminho enquanto modelo de um novo ser humano que é acolhedor, que escuta, que move seu ser em empatia e compaixão pelo seu semelhante; é caminho que reestabelece relações humanas, fraternas, solidária, amorosa, comprometida. Jesus não é um mestre de autoajuda, e muito menos guia exotérico. Ser caminho é muito mais que isso… Jesus é a verdade. Mas que verdade? Não é uma verdade de filosofia, ou de um enunciado religioso, ou muito menos de um dogma. Quando Jesus se põe como modelo de verdade, está indicando não uma doutrina específica, mas está se colocando como seta que aponta para Deus. Isto é, Jesus se mostra a verdade enquanto forma de nos relacionarmos com a divindade e com o ser humano.

Quer se relacionar com Deus, o Pai? Olha para Jesus! Ele é o verdadeiro modelo de como nos relacionarmos com o sagrado, com o mistério, com o “Pai”. Jesus também é a vida. Mas de que vida se fala aqui? Ele é vida e modelo de vida enquanto “sentido” da existência. É o que nos faz entender são Paulo, por exemplo, com seus hinos cristológicos em suas cartas. Jesus é vida e modelo de vida pela sua própria vida no meio do povo; ele é vida dom de Deus para nós por excelência. Por sua existência e por sua vida cotidiana podemos perceber o que é ter vida: viver uns para os outros numa relação amorosa de escuta, acolhida, fraternidade, solidariedade, de compaixão e empatia. Jesus é vida enquanto sentido mais genuíno e pleno que preenche nossa própria vida.

Assim, o evangelho nos faz levantar através desse diálogo e discurso de Jesus vários questionamentos: Enquanto pessoa, também como coletivo, através dos movimentos, pastorais, grupos de estudos, grupos dos mais diversos que se juntam em torno de uma causa comum – como estamos compreendemos a pessoa e a prática de Jesus? Que modelos mentais da personagem Jesus nos motiva e alimenta a fé, alimenta nosso compromisso e engajamento na luta, na comunidade, nas relações interpessoais?  E esse “Jesus” de nossa “leitura” é condizente com o que nos mostra o evangelho sobre “Jesus”?

E mais… no seguimento e discipulado de Jesus: Quais as “opções” que constitui o “caminho, a verdade e a vida” de minha própria vida e do grupo ou comunidade onde faço meu engajamento e militância? Também como se dá o meu, o nosso relacionamento com o sagrado e a divindade? Também aqui Jesus é modelo?

Boa leitura e meditação para você. Essas linhas são linhas de provocações a partir da escuta do texto e da realidade contextual de nossa caminhada comum. Axé! Shalom! Pax e Bem!

Autor: Sebastião Catequista – CEBI/PE

Fonte: https://cebi.org.br/reflexao-do-evangelho/joao-141-14-o-caminho-a-verdade-e-a-vida/ 

sábado, 25 de março de 2023

ENSINANDO SEMPRE!

 


"Quem sabe, faz. Quem não sabe, ensina."
Mudemos a segunda frase: "Quem compreende, ensina."
Não se trata de transformar o conhecimento em "prática",
mas sim, de transformar a prática em conhecimento, a ponto de transformar o discípulo em "mestre" também.



sexta-feira, 24 de março de 2023

SANTO OSCAR ROMERO

Santo Oscar Romero

No dia 24 de março de 1980, às 6 h da tarde, o arcebispo de San Salvador, capital de El Salvador, pequeno país da América Central, DOM OSCAR ARNULFO ROMERO, celebrava missa na capela do hospital de religiosas que cuidavam de doentes de câncer. No momento da consagração, o tiro desfechado por um atirador de elite escondido atrás da porta traseira da capela atingiu o coração do pastor e matou-o imediatamente.

"Devo lhe dizer que, como cristão, não acredito na morte sem ressurreição: se me matarem, ressuscitarei no povo salvadorenho. Digo isso sem nenhuma ostentação, com a maior humildade. Como pastor, sou obrigado, por mandato divino, a dar a vida por aqueles que amo, que são todos os salvadorenhos, até por aqueles que me assassinem. Se chegarem a cumprir as ameaças, a partir de agora ofereço a Deus meu sangue pela redenção e ressurreição do Salvador. O martírio é uma graça de Deus, que não me sinto na situação de merecer, entretanto, se Deus aceitar o sacrifício de minha vida, que meu sangue seja semente de liberdade e sinal de que a esperança se transformará logo em realidade. Minha morte, se é aceita Por Deus, que seja pela liberação de meu povo e como testemunho de esperança no futuro. Pode escrever: se chegarem a me matar, desde já eu perdoo e benzo aquele que o faça”.

Dom Oscar Romero (Março de 1980), hoje Santo Oscar Romero

"Quando nos chamarem de loucos, embora nos chamem de subversivos, comunistas e todas as ofensas que assacam contra nós, sabemos que não fazem mais que pregar o testemunho ‘subversivo’ das bem-aventuranças, que anima a todos para proclamar que os bem-aventurados são os pobres, bem-aventurados os sedentos de justiça, bem-aventurados os que sofrem".

Dom Oscar Romero (11/05/1978).

"Uma religião de missa dominical, mas de semana injusta, não agrada ao Senhor. Uma religião de muitas rezas e tantas hipocrisias no coração, não é cristã. Uma Igreja que se instala sozinho para estar bem, para ter muito dinheiro, muita comodidade, mas que se esquece do clamor das injustiças, não é verdadeiramente a Igreja de nosso divino Redentor"

Dom oscar Romero (04/12/1977).


Em 23 de maio de 2015 aconteceu a beatificação de Dom Oscar Romero e em 14 de outubro de 2018, Romero foi canonizado.
Oscar Arnulfo Romero Galdámez nasceu em Ciudad Barrios, em 15 de agosto de 1917 e faleceu em 24 de março de 1980.




HÁBITOS FELIZES


De vez em quando, é preciso rever algumas coisas.
As pessoas felizes fazem-no...

As pessoas felizes tem em comum hábitos felizes. É tão simples que dá até pra fazer uma lista:

1. Faça parte de algo em que acredita: Pode ser qualquer coisa. As pessoas podem ter um papel ativo na sua comunidade, encontrar refúgio na religião, participar num clube social, apoiar causas, ou encontrar paixão e missão na sua carreira profissional. Em cada caso, o resultado fisiológico é o mesmo. Envolver-se em algo que acredita fortemente traz felicidade e significado à sua vida.

2. Passar tempo com amigos e família: Uma vida feliz é uma vida partilhada com amigos e família. Quanto mais fortes as relações pessoais e maior a frequência das interações, mais feliz será.

3. Refletir sobre o bem: Muitas vezes as pessoas concentram demasiada atenção nos aspetos negativos da vida e não deixam espaço para refletir positivamente sobre o que de bom acontece. É importante refletir conscientemente sobre o bem enquanto se esforça para corrigir o mal.

4. Explorar os seus próprios recursos: Uma pessoa comum fica geralmente muito admirada quando vê alguém com deficiências físicas com sinais de felicidade emocional. Como é possível alguém com uma condição física tão restritiva ser feliz? A resposta baseia-se na utilização dos recursos que cada um possui.

5. Criar finais felizes, sempre que possível: O final de qualquer experiência tem um impacto profundo na percepção global da experiência como um todo. Se o final é feliz, a experiência cria felicidade. Agarre as pontas soltas, crie boas recordações e proporcione finais felizes sempre que possa. às vezes só terminar alguma coisa já basta. A sensação de conclusão cria sempre uma sensação de realização.

6. Utilize as suas capacidades para fazer as coisas: Todos nós possuímos pontos fortes. Todos temos talentos e habilidades próprias. A felicidade emocional vem naturalmente ao encontro daqueles que usam as suas forças para fazer as coisas acontecerem.

7. Saborear a alegria natural dos prazeres simples: As melhores coisas da vida são grátis. Elas vêm em forma de simples prazeres e surgem mesmo à nossa frente em locais e momentos inesperados. São regidos pela mãe natureza e capturados pela nossa consciência presente. É tudo uma questão de parar um momento para observar um por do sol, uma flor, um sorriso ou estar de mãos dadas com alguém que realmente ama.

8. Quem é feliz sabe agradecer. Agradecer pela vida, pelas pessoas, agradecer mesmo a quem te fez o mal, pois com ele você aprendeu a ser melhor.

(Não encontramos uma autoria definida. Mas, são dicas muito válidas!)



quinta-feira, 9 de março de 2023

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2023 - ATIVIDADES



CAÇA-PALAVRA – CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2023
Atividade para adolescentes

01 - CAÇA-PALAVRA: As palavras estão escondidas na horizontal, na vertical e na diagonal, de cima pra baixo e ao contrário.

AMOR – COMER - CUIDAR - ESTUDO – FÉ - FOME – FRATERNIDADE – MATEUS - OBRA – ORAÇÃO – PÃO – QUARESMA – REFEIÇÃO – REPARTIR – SOLIDARIEDADE.

 

S

T

W

T

E

A

A

O

R

H

I

H

B

P

C

O

A

X

F

T

O

G

A

M

A

T

E

U

S

E

L

T

É

U

H

S

E

S

R

M

E

N

O

A

F

I

O

E

H

E

Q

U

A

R

E

S

M

A

I

A

D

A

T

D

R

L

F

O

M

E

D

R

R

H

H

 A

F

R

A

T

E

R

N

I

D

A

D

E

O

N

R

I

L

É

R

A

P

S

A

D

C

S

F

P

A

I

N

N

A

Ç

E

I

A

I

O

T

T

E

C

P

E

E

P

Ã

O

B

M

U

R

U

H

T

I

I

M

D

T

O

R

B

O

C

A

D

T

T

S

Ç

A

A

A

M

A

A

R

B

A

O

T

T

I

V

Ã

L

C

D

M

F

T

A

A

E

H

W

S

N

R

O

S

E

E

X

E

A

E

C

O

M

E

R

H

G

F

D

M


02 - Desafio: Escrever em pequenos papéis e colocar cada uma das palavras que foram encontradas no caça-palavras num pequeno cesto junto com alguns jornais e revistas com figuras que mostram a realidade atual. Formar duplas e cada dupla vai escolher palavras e figuras dos jornais e revistas que estão dentro do cesto para montar um cartaz.

Nesse cartaz, deverá ser demonstrado como a fome está presente em nossa sociedade e como podemos agir para transformar essa triste realidade, inspirados pelos ensinamentos de Jesus. Depois que todas as duplas finalizarem os cartazes, cada dupla faz uma apresentação da sua ideia para os demais. No final do encontro, expor os cartazes em um local visível, como em um mural da comunidade. Ou apresentar no final das celebrações da missa. Disponibilizar o material necessário para montar o cartaz: cola, tesoura, cartolina, pincel, canetinha, etc.

FONTE: Livrinho da CF 2023 para a catequese – Adaptado, CNBB.

Obs. Foram acrescentadas mais algumas colunas e palavras para tornar o Caça-palavra mais difícil.


O MATERIAL DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE PARA A CATEQUESE COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES pode ser encontrado nas livrarias católicas ou no site: https://www.edicoescnbb.com.br/campanha-da-fraternidade/cf-2023-cf-na-catequese-com-criancas-e-adolescentes 
Custa + ou - R$ 4,20. Tem 2 encontros para as crianças e 2 encontros para os adolescentes.