terça-feira, 21 de janeiro de 2025
QUARESMA 2025 - FORMAÇÃO PARA CATEQUISTAS
segunda-feira, 6 de janeiro de 2025
ATIVIDADE PARA FORMAÇÃO - BATISMO PARA PAIS E PADRINHOS
FORMAÇÃO SOBRE O BATISMO
- Acolhimento:
Prepare um espaço acolhedor, com cadeiras em círculo, uma mesa central com
uma vela (símbolo da luz de Cristo) e uma Bíblia.
- Oração inicial:
Uma breve oração pedindo a presença do Espírito Santo.
2. Acolhida e Introdução (15 minutos):
- Dinâmica de
apresentação: Peça que cada participante se apresente (nome, relação
com o batizando e uma expectativa sobre o encontro).
- Explique que será
uma conversa aberta, onde todos poderão compartilhar experiências e
dúvidas.
3. Reflexão inicial (20 minutos)
- Leitura Bíblica:
Um texto como Mateus 28, 19-20 (Ide e fazei discípulos ...).
- Utilize brevemente os passos da Lectio
divina para guiar a reflexão: o que o texto diz, o que ele me diz,
como posso aplicar isso na minha vida.
- Reflexão guiada:
- O que significa o batismo na vida
cristã?
- Qual é o papel dos pais e padrinhos na
educação da fé?
4. Roda de Conversa (30 minutos)
Tópicos sugeridos:
- Responsabilidade
espiritual: Pais e padrinhos como os primeiros catequistas da criança.
- Exemplo de vida:
A importância de viver a fé no dia a dia.
- Compromissos
concretos: Como podem acompanhar o batizando na fé?
- O que significa
para você ser padrinho/madrinha?
- Como você pode
ajudar a criança a crescer na fé?
- Que dificuldades
você imagina enfrentar e como pode superá-las?
*Outras perguntas ao
final do texto.
5. Conclusão (15 minutos)
- Resuma os pontos
principais abordados na conversa.
- Compromisso:
Convide os pais e padrinhos a pensar em formas concretas de ajudar a
criança a viver a fé (exemplo: orar com ela, levar à missa, participar da
catequese).
- Oração final:
Uma bênção especial para os pais e padrinhos.
6. Sugestões extras:
- Ofereça um material
de apoio impresso, com trechos do material da Apostila BATISMO do
Catequistas em Formação e orientações práticas para pais e padrinhos.
- Deixe um espaço para
perguntas ou dúvidas no final.
- Orar pela
criança: Incluir o batizando nas suas orações diárias.
- Ensinar a
rezar: Introduzir a oração desde cedo, começando com orações simples
como o Pai-Nosso e a Ave-Maria.
- Participar da
vida sacramental: Levar a criança à missa regularmente e incentivá-la
a participar dos sacramentos.
- Ser exemplo:
Demonstrar valores cristãos no dia a dia, como amor, perdão, paciência e
solidariedade.
- Viver a fé:
Mostrar que a fé não é apenas teoria, mas um estilo de vida. Isso inclui
participar ativamente da comunidade paroquial.
3. Formação Cristã
- Acompanhar a
educação religiosa: Garantir que a criança participe da catequese e
outras atividades pastorais.
- Explicar o
significado dos sacramentos: Ensinar o valor do batismo e da
Eucaristia, preparando a criança para vivê-los com fé e devoção.
- Responder às
perguntas da criança: Estar disponível para esclarecer dúvidas e guiar
a criança na caminhada espiritual.
- Presença ativa:
Estar presente nos momentos importantes da vida espiritual da criança,
como aniversários de batismo, primeira comunhão e crisma.
- Tradições
cristãs em família: Criar momentos especiais como montar o presépio no
Natal, participar da Via-Sacra na Quaresma ou rezar em família durante a
Semana Santa, participar das novenas da comunidade.
- Celebrar o
aniversário do batismo: Relembrar essa data especial com uma oração em
família.
5. Relação com a Comunidade
- Participação
paroquial: Envolver-se nas atividades da paróquia, mostrando à criança
a importância da comunidade na fé.
- Ser um ponto de
apoio: Padrinhos devem manter contato próximo com a família e estar
disponíveis para ajudar no que for necessário, tanto na vida espiritual
quanto no cotidiano.
6. Atitudes Práticas no Cotidiano
- Evitar
contradições: Não basta ensinar valores cristãos; é preciso vivê-los
para que a criança perceba a coerência.
- Promover a paz
e o diálogo: Resolver conflitos familiares com respeito e amor,
servindo de modelo para a criança.
- Mostrar gratidão e humildade: Ensinar o valor de agradecer e reconhecer as bênçãos recebidas.
Essas orientações são práticas, acessíveis e ajudam pais e padrinhos a
se comprometerem mais profundamente com a missão que assumem no batismo.
SUGESTÃO DE PERGUNTAS PARA
A RODA DE CONVERSA:
Essas perguntas são abertas e reflexivas, incentivando os participantes
a compartilharem experiências e se envolverem ativamente. Você pode ajustá-las
ao tema que achar necessário.
Perguntas sobre o Significado e a Vivência do Batismo – Padrinhos
- Como você entende o
papel dos padrinhos além do dia da cerimônia?
- O que o batismo
representa para a sua vida e para a vida da criança?
- Quais valores você
acredita serem essenciais para transmitir à criança como pais ou
padrinhos?
Perguntas sobre o Compromisso Espiritual – Pais
- De que forma você
pode ajudar a criança a se aproximar de Deus ao longo da vida?
- Você acha que a
sua vivência da fé inspira a criança? O que poderia melhorar?
- Como você pode
acompanhar a criança nos momentos importantes da caminhada cristã, como na
catequese, comunhão e crisma?
Perguntas sobre os Desafios do Cotidiano – Pais e padrinhos
- Quais são os
maiores desafios que você enfrenta para viver a fé no dia a dia?
- Como você pode
superar os obstáculos para ser uma presença ativa na vida da criança?
- De que forma você pode integrar os valores cristãos no ambiente familiar?
Perguntas sobre a Importância da Comunidade e da Família – Pais e
Padrinhos
- Qual é o papel da
comunidade paroquial no apoio à educação religiosa da criança?
- Como você pode
fortalecer os laços familiares para ajudar a criança a crescer em um
ambiente de amor e fé?
- O que você espera
do diálogo com os outros pais e padrinhos da comunidade?
Perguntas para Encorajar a Participação e o Compromisso – Pais e
padrinhos
- Como você pode
celebrar a caminhada cristã da criança, como o aniversário do batismo?
- Quais tradições
cristãs da sua família você gostaria de transmitir?
- Que compromisso concreto você pode assumir hoje para ajudar a criança a crescer na fé?
Organização: Ângela Rocha – Catequistas em Formação
BATISMO NA PARÓQUIA
* arquivo digital em PDF
Orientações para encontros de formação com pais e
padrinhos.
Pedidos: whats (41) 997470348
R$ 20,00
*Slides de apresentação fazem parte do material
quinta-feira, 2 de janeiro de 2025
É SÓ NA BÍBLIA QUE ENCONTRAMOS ENSINAMENTOS DE FÉ?
“Passei por uma turbulência pessoal,
as coisas estão resolvidas, não com o final que eu gostaria, mas entreguei tudo
nas mãos de Deus. Comunidade pequena, falatório corre solto mesmo, minha
vizinha evangélica veio conversar comigo e me disse:
- Por que você não corre atrás e
tenta reverter essa situação? Quem sabe se vocês forem numa igreja evangélica
tudo dá certo. Lá tem ensinamento da Palavra de Deus, coisa que não tem na
Católica...
No que eu respondi:
- Tem sim! Inclusive estou estudando
e aprendendo bastante sobre os ensinamentos de Deus.
Ela: Você lê a Bíblia?
Eu: Sim.
Ela: Todos os dias?
Eu: Sim!!! Leio, estudo. Estou
aprendendo mais sobre o Catecismo da Igreja Católica. A Igreja Católica é muito
rica em seus ensinamentos, só não sabe quem não procura.
Daí outra vizinha chegou e a conversa
mudou. Mas, que percepção é essa de que a Igreja não tem estudo da Palavra? Se
a própria missa é ensinamento diário de tudo que está na Bíblia. E assim,
qualquer católico menos atento acaba caindo nestas falas que, por mais que
estejam com boas intenções, só nos tiram da Igreja de Jesus Cristo”.
Para começar, as pessoas adoram
dar conselhos para vida do outro...
Quanto a percepção que muitos
evangélicos e protestantes tem de que a Igreja Católica não "estuda"
a Palavra, vem do próprio "cisma" que fez a separação de católicos e
protestantes. Este pensamento - de que a Igreja católica não "usa" a
Bíblia - vem da inspiração da Sola Scriptura, que é o princípio segundo
o qual a Bíblia tem absoluta primazia, sendo ela a única regra de Fé e Prática
que todo ser humano deve seguir.
A intenção da reforma era a de
corrigir aquilo que julgavam como erros no catolicismo romano por meio
da autoridade da Bíblia, de modo a tentar abolir tudo aquilo que não continha
fundamentação e base nas Escrituras, legado pela Tradição oral, pelo Magistério
da Igreja através da Santa Sé e pelos concílios ecumênicos da Igreja Católica.
A Igreja Católica, que fundamenta sua doutrina sobre o tripé (1) Tradição
Apostólica, (2) Bíblia e (3) Magistério, contesta de maneira sistemática este
ensinamento protestante desde o Concílio de Trento. Os padres conciliares,
contrários às inovações de Lutero, mantiveram-se firmes contra a interpretação
particular das Sagradas Escrituras. Os protestantes sabem a Bíblia "de cor"
porque o ensino é exclusivamente por meio da Bíblia. Resumindo, se não está
escrito nela, não "procede da boca de Deus".
Existem ainda inúmeras
contradições da "Sola Scriptura" do ponto de vista católico:
nas Escrituras, não consta o que é a Bíblia, sendo assim, para se tentar
compreender o que é a Bíblia, é necessário sair das Escrituras, descumprindo
assim a Sola Scriptura.
Outro ponto de contradição,
segundo a visão católica, é que nem tudo foi escrito nas Escrituras, é preciso
ver a tradição e as interpretações feitas pelos primeiros padres da Igreja.
Segundo a fé católica existem preceitos formulados por São Paulo, que ordenam
aos cristãos a obediência à Tradição Apostólica, como no versículos: "Por
isso, irmãos, fiquem firmes e mantenham as tradições que lhes ensinamos de viva
voz ou por meio da nossa carta.” (2Ts 2, 15). E também: " Intimamo-vos,
irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que eviteis a convivência de todo
irmão que leve vida ociosa e contrária à tradição que de nós tendes recebido"
(2Ts 3,6).
Os "evangélicos", que
não são protestantes, mas, pentecostais, herdaram destes o preceito de que só
na Bíblia estão os ensinamentos da fé.
Ângela Rocha
Catequista – Graduada em Teologia PUCPR
quarta-feira, 1 de janeiro de 2025
CADERNO DE FORMAÇÃO: JUBILEU 2025
Muito trabalho neste final de 2024, mas, com muitos frutos!
Pronto o material para celebrar o JUBILEU 2025!
É o "CADERNO DE FORMAÇÃO" para o Ano Santo de 2025. Inclui estudos, reflexões, roteiros, formações e até brincadeiras!
Adquira o seu!
PEDIDOS: (41) 99747-0348 whats
R$ 30,00 - Pagto por PIX 41997470348 (Celular).
segunda-feira, 30 de dezembro de 2024
QUAL É O "JEITO" DE FAZER: MÉTODOS
“Não se trata tanto de um método
(Interação fé e vida), quanto de um princípio metodológico, que perpassa todo
conteúdo da catequese.”
Por que precisamos deste ou daquele método na
catequese? Encontramos esta resposta no item 152 do DNC, onde a catequese é descrita como um processo educativo
e faz-se referência aos métodos a serem seguidos.
Um bom Itinerário sempre indica os métodos a
seguir. O itinerário catequético é o “mapa do caminho”, e este deve conter as
instruções da caminhada, a direção a seguir e o como caminhar. Logo, é
necessária uma metodologia, mostrar um “jeito” de fazer e de abordar conteúdos
e ensinamentos.
O método da catequese é fundamentalmente o caminho do seguimento* de Jesus. A Catequese Renovada coloca como base e referência para a pedagogia da fé o princípio metodológico da Interação Fé e Vida.
* Citações dos
Evangelhos:
“Se alguém me quer
seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. (Mc 8, 34).
“Se alguém quiser vir
comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.” (Mt 16,24).
Se alguém quer vir
após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. (Lc 9,23).
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo 14,6).
O princípio metodológico da Interação Fé e Vida, assim é descrito:
“Na catequese realiza-se uma interação (= um relacionamento mútuo e eficaz) entre a experiência de vida e a formulação da fé; entre a vivência atual e o dado da Tradição. De um lado, a experiência da vida levanta perguntas; de outro, a formulação da fé é busca e explicitação das respostas a essas perguntas. De um lado, a fé propõe a mensagem de Deus e convida a uma comunhão com Ele; de outro, a experiência humana é questionada e estimulada a abrir-se para esse horizonte mais amplo. Essa confrontação entre a formulação da fé e as experiências de vida possibilita uma formação cristã mais consciente, coerente e generosa. Não se trata tanto de um método, quanto de um princípio metodológico, que perpassa todo conteúdo da catequese. O uso de um bom método garante a fidelidade ao conteúdo. (DNC 152).
Assim, já não se faz mais catequese como se fazia antes, com planos de “aula” bem traçados ao método escolar. Agora é preciso “transformar” e de maneira “evangélica” as atividades catequéticas. A vida e a experiência do catequizando, a sua intimidade com Deus, acrescenta-se ao seu aprendizado das Sagradas Escrituras, a sua vivência litúrgica e orante.
O método ver- iluminar-agir-celebrar-rever (DNC 115 a 162)
O método “ver, Julgar, Agir”, por experiência e tradição pastoral latino americana, tem trazido segurança e eficácia na educação da fé, respondendo às necessidades e aos desafios vividos pelo nosso povo.
O método foi criado pelo cardeal Joseph Cardijn, fundador do movimento da Juventude Operária Cristã. O Papa João XXII reconheceu formalmente o método ver-julgar-agir em sua encíclica Mater et Magistra publicada no dia 15 de maio de 1961. Mas, aqui no Brasil e na América latina ele ganhou corpo depois da Conferência de Medellin em 1968.
Entre nós o termo “julgar” está sendo substituído por ILUMINAR. Nesse processo do ver-iluminar-agir, acrescentaram-se o CELEBRAR e o REVER. Não são passos estanques nem sequência de operações, mas, trata-se de um processo dinâmico na educação da fé.
VER (158) - É um olhar crítico e concreto a partir da realidade da pessoa, dos acontecimentos e dos fatos da Vida. A catequese motiva os catequizandos a conhecer e analisar criticamente a realidade social em que vivem, com seus condicionamentos econômicos, sócioculturais, políticos e religiosos...
É necessário que o próprio catequista tenha
formação contínua, para que se habitue a fazer análise de conjuntura e
sensibilizar-se com seus problemas de realidade, descobrindo os sinais dos
tempos. O ver cristão já traz em si a iluminação da fé.
AGIR (160) - É o momento de tomar decisões, orientando vida na direção das exigências do Projeto de Deus. É o tempo de vivenciar e assumir conscientemente o compromisso e dar as necessárias respostas para a renovação da Igreja e a transformação da realidade. Isto exige de catequistas e catequizandos confiança em Deus, coerência entre a Fé e vida e a fortaleza para acolher as mudanças que são necessárias na caminhada da sociedade e na sua vida pessoal, com suas profundas exigências éticas e morais.
O agir é compromisso de viver como irmãos, promover integralmente as pessoas e as comunidades, servir aos mais necessitados, lutar por justiça e paz, denunciar profeticamente e transformar evangelicamente as estruturas e as situações desumanas, buscando o bem comum.
O compromisso do agir aparece hoje muito enriquecido com os princípios e critérios expostos no COMPÊNDIO DA DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA (2005) que fundamenta e aplica nas realidades sociais uma ética e moral cristã.
CELEBRAR (161) - É momento privilegiado para a experiência da graça divina. É o feliz encontro com Deus na oração e no louvor, que anima e impulsiona o processo catequético. Supera a oração puramente rotineira. Esta dimensão orante e celebrativa deve caracterizar a catequese, para que ela não caia na tentação de ser feita de encontros só de estudo e compreensão intelectual da mensagem evangélica. A celebração também educa a pessoa o grupo para a oração e contemplação, para o dialogo filial e amoroso, pessoal e comunitário com o Pai. A dimensão catecumenal da Catequese tem aqui sua maior expressão.
REVER (162) - É o momento para sintetizar a caminhada catequética, valorizar os catequistas e os catequizandos, aprofundar as etapas do planejamento proposto, revendo os conteúdos e os compromissos assumidos.
O rever é o ver de novo a caminhada da Catequese; é tomar consciência, hoje, de como agimos ontem para melhor agir amanhã. Faz surgir novos questionamentos para ajudar a tomar as decisões e determinar o grau de eficácia e de eficiência, favorecendo uma contínua realimentação.
O rever é uma construção do Reino. Para rever com eficiência a sua ação, os catequistas devem ter um conhecimento básico dos princípios de planejamento participativo e a atitude firme de levar em conta as avaliações feitas, mudando o que deve ser mudado, libertando-se de rotinas paralisantes, confirmando a caminhada feita sob o impulso do Espírito Santo.
Além desses métodos, a catequese conta ainda com a contribuição de ciências em sua prática: pedagogia, filosofia, psicologia, ciências sociais, comunicação, etc.
Ângela Rocha - Catequista
FONTE: CNBB. Diretório Nacional de Catequese – DNC, DOCUMENTO 84. Itens 152 a 162. Brasília: Edições CNBB, 2006.
domingo, 29 de dezembro de 2024
FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA
Foto: Presépio Vaticano - Vatican News
SAGRADA FAMÍLIA DE NAZARÉ
Esta festa tem o intuito de apresentar a
Sagrada Família de Nazaré como "verdadeiro modelo de vida", no qual
as nossas famílias possam se inspirar e encontrar ajuda e conforto.
A festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José
é celebrada no domingo após o Natal. Esta festa desenvolveu-se a partir do
século XIX, no Canadá e, depois, em toda a Igreja, a partir de 1920. No início,
era celebrada no domingo após a Epifania. Esta festa tem o intuito de
apresentar a Sagrada Família de Nazaré como "verdadeiro modelo de
vida" (Coleta), no qual as nossas famílias possam se inspirar e
encontrar ajuda e conforto.
Texto: (Lc
2,41-52)
“Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém
para a Festa da Páscoa. Tendo ele completado doze anos, subiram a Jerusalém,
segundo o costume da festa. No final dos dias da festa, enquanto voltavam, o
Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais percebessem. Achando que ele
estivesse com os seus companheiros de comitiva, caminharam por um dia. Depois,
ao sentirem a sua falta, começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos.
Visto que não o encontravam, voltaram a Jerusalém para procurá-lo. Após três
dias, encontraram-no no Templo, sentado entre os doutores, ouvindo-os e
interrogando-os. Todos os que o ouviam ficavam maravilhados pela sua sabedoria
e respostas. Quando seus pais o viram, ficaram atônitos; e sua mãe disse-lhe:
“Meu filho, por que nos fizeste isto? Teu pai e eu estávamos aflitos à tua
procura”. Respondeu-lhes ele: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo
ocupar-me das coisas de meu Pai?”. Mas, eles não compreenderam o que lhes
estava dizendo. Depois, desceu com eles para Nazaré e lhes era submisso. Sua
mãe guardava todas essas coisas no seu coração. E Jesus crescia em sabedoria,
idade e graça, diante de Deus e dos homens” (Lc 2,41-52).
Dom divino
O primeiro aspecto desta festa, que emerge dos textos
bíblicos, é que o Menino é um dom de Deus: é que lemos na primeira leitura, que
narra o nascimento do profeta Samuel, a partir da resposta que Jesus dá a seus
pais no Templo.
Mal-entendido
“Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu
Pai?”. Na sua explicação: “Teu
pai e eu estávamos aflitos à tua procura”, Maria se referia ao seu pai
José, mas, na sua resposta, Jesus alude a Deus, seu Pai. Seus pais, porém,
"não entenderam”, embora soubessem que seu filho era um "dom
de Deus". No fundo, somente a Cruz revela, em toda a sua plenitude, quem
realmente era Jesus, o Filho de Deus.
O caminho de fé de Maria
A resposta de Jesus não foi fácil para a Virgem Maria,
tanto que o evangelista esclarece: “Sua mãe guardava todas essas coisas no
seu coração”. Ela não as descarta da memória e do coração, mas sabia que
tinha que esperar para entender. Este é o caminho da fé, onde a dúvida não
detém a esperança, mas se abre à expectativa.
José e Maria, pais de Jesus
Como os pais de hoje, José e Maria também tiveram
dificuldade de compreender as palavras e as escolhas do Filho Jesus: os pais de
hoje podem aprender deles a tomar consciência de que, acima de tudo, se tratava
de um filho, que devia crescer e, certamente, corresponder às muitas
expectativas, dos pais, amigos, colegas... No entanto, há uma expectativa bem
mais importante, fundamental e básica: a de Deus, Pai e Criador. Diante desta
expectativa, que se torna uma “chamada” no coração de cada um de nós, a atitude
mais adequada é a oração, “guardar no coração”, para que tudo possa se revelar
em tempos e modos oportunos.
O Espírito Santo fala às famílias de hoje
O Espírito Santo continua, ainda hoje, a guiar
"todos os povos", "todos os casais", "todos os
pais". Porém, temos que ouvir o que o Espírito nos fala. Se o Filho de
Deus vem ao nosso encontro, através de um Menino, e se o nosso olhar de fé pode
captar esta presença, então temos que lembrar que as coisas do dia a dia tem
sua importância; os encontros cotidianos nunca são inúteis ou puras
coincidências. Por isso, é preciso manter nosso olhar de fé, dentro e ao nosso
redor, pois podemos encontrar ou rejeitar a presença de Deus em todos os
lugares, porque tudo é um sinal, para quem acredita.
Evangelho da Família
Viver o Evangelho da família, sobretudo hoje, não é
fácil: somos criticados ou atacados porque defendemos a vida, desde o seio
materno. No entanto, o Evangelho nos mostra o caminho, talvez exigente, para
vivermos uma vida digna, em nível pessoal e familiar, mas fascinante e
totalizante: um caminho que, ainda hoje, merece confiança e crédito, sob o
exemplo e intercessão da Família de Nazaré. Em toda família há momentos de
felicidade e tristeza, de tranquilidade e dificuldades. Esta é a vida. Viver o "Evangelho
da família" não nos dispensa de passar por dificuldades e tensões,
momentos de alegre fortaleza e de triste fragilidade. As famílias feridas e
marcadas pela fragilidade, fracassos, dificuldades... podem reviver, se
souberem haurir da fonte do Evangelho; assim, poderão encontrar novas
possibilidades para recomeçar.
FONTE: Vatican News - https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2024-12/sagrada-familia-nazare.html
ISTO É CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO: FORMAÇÃO PARA CATEQUISTAS EM APOSTILAS
sábado, 28 de dezembro de 2024
AS OITAVAS DO NATAL: FELIZ NATAL!
POR QUE NAS
OITAVAS TODOS OS DIAS SÃO NATAL?
Infelizmente,
a maioria dos católicos não sabe a importância das Oitavas de Natal, bem
como da Oitava da Páscoa. Essas duas solenidades litúrgicas são as mais
importantes do Ano litúrgico, pois marcam o Nascimento e a Ressurreição de
Jesus, sendo assim, a Igreja prolonga as suas celebrações por oito dias.
Mas qual seria
a sua intenção? Com o propósito de que esse “tempo especial de graças”,
que significa a Páscoa e o Natal, estenda-se por oito dias e o povo de Deus
possa “beber mais copiosamente” e por mais tempo as graças de Deus neste tempo
favorável, onde o céu beija a terra e derrama sobre elas suas bênçãos copiosas.
Mas só poderá
se beneficiar dessas graças abundantes e especiais aqueles que têm sede, que
conhecem, que acreditam e que pedem. É uma lei de Deus: quem não pede não
recebe. E só recebe quem pede com fé, esperança, confiança e humildade.
Celebração
dos santos nas Oitavas
As mesmas
graças e bênçãos do Natal se estendem até o final da Oitava. Neste período, a
Igreja acrescenta a celebração de alguns santos. No dia 26 de dezembro,
por exemplo, a memória do grande Santo Estevão, o primeiro mártir do
cristianismo, para que, com sua intercessão, as graças do Natal sejam ainda
mais copiosas sobre nós.
Depois, temos
a memória dos santos inocentes, os quais Herodes mandou matar. Eles
intercedem por nós com seu sangue inocente. Também São João evangelista,
o “discípulo que Jesus amava”, e outros santos.
No meio da
Oitava, no domingo após o Natal, a Igreja nos faz olhar e meditar na Sagrada
Família de Nazaré. É hora de dizer como a música: “Jesus, Maria e José,
nossa família vossa é!”. É o momento de fazer um longo silêncio diante do
Presépio e aprender as grandes lições dessa Família através da qual o Salvador
quis entrar em nossa história.
(Felipe
Aquino – Blog Canção Nova).
OITAVAS DO NATAL
É importante
resgatar a dimensão Pascal do Natal. O presépio, as encenações, os gestos e os
cânticos do Natal e da epifania devem nos ajudar a celebrar a “passagem”
solidária de Deus na pobreza da gruta, na manifestação Jesus aos povos, em
Belém, e na manifestação a seu povo, no Jordão. Os ofícios de vigília, com o
simbolismo da luz, retomam, de modo especial, o clarão da vigília pascal:
lembram o nascimento e a manifestação do Senhor Jesus qual luz a iluminar os
que andavam nas trevas. O Rito da aspersão, especialmente na festa do batismo,
expressa o nosso mergulho na divindade do Cristo, do mesmo modo como ele
mergulhou em nossa humanidade.
A prática da
celebração das oitavas pode ter tido suas origens na celebração de oito dias da
Festa dos Tabernáculos e da Dedicação do Templo do Antigo Testamento. Porém, o
número “oito” também pode ser uma referência à ressurreição, que na igreja
antiga era geralmente chamada de “oitavo dia”.
Por esta
razão, antigas fontes batismais e tumbas cristãs tinham a forma de octógonos. A
prática das oitavas foi introduzida pela primeira vez por Constantino I, por
conta da festa de dedicação das basílicas de Jerusalém e Tiro, que duraram oito
dias. Depois disso, festas litúrgicas anuais passaram a ser observadas na forma
de oitavas. As primeiras foram a Páscoa, o Pentecostes e, no oriente, a
Epifania. Isto ocorreu no século IV d.C. e indicava a reserva de um período
para os conversos terem um alegre retiro.
O
desenvolvimento das oitavas ocorreu vagarosamente. Do século IV até o VII d.C.,
os cristãos observaram as oitavas com uma celebração no oitavo dia, com poucas
liturgias durante os dias intermediários. O Natal foi a próxima festa a receber
uma oitava. Já pelo século VIII d.C., Roma tinha desenvolvido oitavas não
somente para Páscoa, Pentecostes e Natal, mas também para a Epifania e as
festas de dedicação de igrejas individuais. Do século VII d.C. em diante, as
festas dos santos também passaram a ter oitavas (uma festa no oitavo dia e não
uma festa de oito dias), sendo as mais antigas as festas de São Pedro e São
Paulo, São Lourenço e Santa Inês. A partir do século XII d.C., o costume passou
a ser a observância dos oito dias intermediários, além do oitavo. Durante a
Idade Média, as oitavas para diversas outras festas e dias santos eram
celebradas de acordo com a diocese ou a ordem religiosa.
Fonte: Mons.
Carlos - http://encontrocomcristo.com.br/oitava-do-natal/
CELEBREMOS!