quinta-feira, 15 de agosto de 2019

NOSSA SENHORA DA GLÓRIA e NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO



Hoje, dia 15 de agosto, a Igreja comemora a Festa de Nossa Senhora da Glória ou Nossa Senhora da Assunção, um dos muitos títulos dados a Maria, mãe de Deus.

Uma diferença importante, é que Maria foi assunta, enquanto Jesus ascendeu ao céu. Ser assunta significa que alguém, nesse caso Deus, realizou essa Ascenção. Isso é importante porque nos mostra que Maria não subiu aos céus por suas próprias forças, mas pela Graça de Deus. De Jesus, por sua vez, dizemos que Ascendeu aos céus, o que manifesta mais uma vez seu poder divino.

A Santa Igreja ensina que, a Virgem Maria, “preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi assunta de corpo e alma à glória celeste. E para que, mais plenamente estivesse conforme Seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo”*.

* Redemptoris Mater, 41, João Paulo II, cita:  o Papa Pio IX definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria Santíssima, através da Bula Ineffabilis Deus, no dia 8 de dezembro de 1854; o Papa Pio XII declarou e definiu solenemente o dogma da Assunção em corpo e alma da Virgem Maria à glória celestial, através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, no dia 1 de novembro de 1950.

O Papa Pio XII declarou como dogma revelado por Deus que Maria, Mãe imaculada perpetuamente Virgem de Deus, após a conclusão da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória dos Céus.

O dogma da Assunção significa que, a Santíssima Virgem foi assumida por Deus no Reino dos Céus. Significa, também, que ela foi glorificada de corpo e alma na Jerusalém celeste. Depois de sua vida terrena, a Mãe do Senhor encontra-se antecipadamente no estado escatológico dos justos na ressurreição final. Nesse sentido, a crença no dogma da Assunção enche de esperança o nosso coração. Une a dimensão antropológica, o sentido da nossa existência terrena, o destino escatológico com o fim último da nossa humanidade redimida pela Cruz de Cristo.

Quando falamos da Assunção de Nossa Senhora e da celebração da Solenidade de Nossa Senhora da Glória, estamos nos referindo a uma mesma realidade, mas em diferentes aspectos. Na Assunção, recordamos de maneira especial que Maria, terminada sua caminhada na terra foi assunta aos céus em corpo e alma. Quando falamos de Nossa Senhora da Glória, por sua vez, acentuamos que lá no céu, Maria já participa da Glória de Deus em plenitude com seu corpo glorioso. 

Existem duas representações clássicas de Nossa Senhora da Glória: Em sua Assunção, Nossa Senhora é representada com os braços abertos num ato de louvor a Deus, sustentada (ou erguida) por anjos.  
Assunzione - Tiziano

Em sua Glória, ela é representada com uma coroa, representando sua realeza, com um cetro símbolo do poder real e com o menino Jesus no braço direito simbolizando sua maternidade.


Festa da Assunção de Maria, como Nossa Senhora da Glória é um sinal para nós que um dia, pela graça de Deus e os nossos esforços, também poderemos nos juntar à Mãe Santíssima, dando glória a Deus. A Assunção é uma fonte de grande esperança para nós, pois aponta o caminho para todos os seguidores de Cristo, que imitam a sua fidelidade e obediência à vontade de Deus. Onde Nossa Senhora está agora, nós também estamos destinados a estar e podemos esperar por isso contando com a graça divina. 

Sobre Nossa Senhora da Glória, o Papa Bento XVI afirmou:
Ao contemplar Maria na glória celestial, entendemos que a terra não é a pátria definitiva para nós também, e que, se vivemos com o nosso olhar fixo nos bens eternos, a terra se tornará mais bela. Consequentemente, não devemos perder a serenidade e a paz mesmo no meio das milhares de dificuldades cotidianas. O sinal luminoso de Nossa Senhora recebida no céu brilha ainda mais intensamente quando as sombras tristes de sofrimento e violência parecem pairar no horizonte.
Podemos estar certos de que: do alto, Maria acompanha os nossos passos, com preocupação, gentil, dissipa a escuridão nos momentos de trevas e angústia, tranquiliza-nos com a sua mão materna. Apoiados por esta consciência, vamos continuar confiantes no nosso caminho de compromisso cristão onde quer que a Providência nos levar. Vamos avançar em nossas vidas sob a orientação de Maria.
* (Papa Bento XVI, Audiência Geral, em Castel Gandolfo no dia 16 de agosto de 2006).
Como seu Filho Jesus Cristo, a Virgem Maria partiu deste mundo voltando “para a casa do Pai”. Todos nós somos filhos de Deus, todos nós somos irmãos e irmãs de Jesus. Somos também filhos e filhas de Maria, nossa Mãe. Todos nós desejamos a felicidade, e a felicidade para a qual todos nós tendemos é Deus. Todos nós estamos a caminho da felicidade, que chamamos céu, o qual, na realidade, é a vida com Deus. Que Nossa Senhora nos ajude, nos dê coragem para fazer com que cada momento da nossa existência seja um passo neste êxodo, nessa saída em busca da felicidade, nesse caminho rumo a Deus. A Virgem Maria nos ajude também a tornar presente a realidade do céu, a grandeza do Senhor na vida do nosso mundo.

Oração a Nossa Senhora da Glória

Pai Amoroso, Vós que elevastes a Virgem Maria ao céu para compartilhar a vossa comunhão de amor, fazendo com que ela se torne exemplo e esperança para cada um de nós, pela vossa misericórdia e pelo sacrifício de nossas orações, aceitai-nos para aquele abraço santo e definitivo na glória eterna, junto convosco e com a Virgem Maria. Isso nós vos pedimos por Cristo nosso Senhor. Amém.

Nossa Senhora da Glória, rogai por nós!


* Fontes de pesquisa diversas.

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