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terça-feira, 5 de julho de 2022

SE EU PUDESSE...

Se eu pudesse, eu acabaria com os encontros semanais de catequese com crianças e jovens. Faria uns quatro grandes encontros durante o ano e os chamaria de "Kerigma".

O primeiro deles, um final de semana com os catequistas. Um encontro profundo, forte, cheio de espiritualidade, momentos de oração, de diálogo, troca de experiências, brincadeiras, compartilhamento de ideias. Um momento daqueles para não deixar dúvida para nenhum catequista sobre a importância da missão. Obrigatório. Sem desculpas para não ir. Quem não participasse, não poderia ser catequista. Aliás, faria uns três encontros desses durante o ano para os catequistas. Eles teriam a possibilidade de se aproximar um pouco mais uns dos outros, e por consequência, fortalecer a missão que lhes foi confiada e aprofundar a fé em Jesus Cristo. Muitos catequistas, por incrível que pareça, estão precisando urgentemente de um “primeiro anúncio”.

Um segundo encontro seria com os pais, durante um domingo ou um sábado, um dia inteiro. Um verdadeiro "Kerigma", recheado de testemunhos, de palestras rápidas, de espaço para conversa, de celebração, um momento para tocar os corações deles e de animá-los e não culpá-los de nada. De colocar a comunidade à disposição deles e de fazê-los refletir sobre o mundo que vivemos, o que acontece no mundo em que os filhos deles estão e como podemos, juntos, mudar esta realidade. Os pais estão necessitados de um primeiro anúncio, embora já tenham sido batizados e evangelizados. Mas eles precisam, e isso é urgente.

E depois, outros dois encontros "Querigmático" com os jovens e as crianças, da mesma forma, com o mesmo objetivo, fora do ambiente da comunidade, um encontro de primeiro anúncio, de conversão, de testemunho, de música e diversão, com o apoio de toda a comunidade e com um desfecho na principal missa da comunidade, com os pais esperando os seus filhos e a comunidade os acolhendo.

Eu faria assim se tivesse poder. Talvez, dessa forma, não gastássemos tanta energia para acender uma lâmpada e ficássemos mais atentos e centrados no que realmente importa, ou seja, tanto nós, catequistas, quanto os pais, crianças e jovens, estamos precisando de momentos profundos, de encontros que façam a diferença, de oração e partilha, de instantes que toquem o coração, que nos façam mudar, transformar, agir como verdadeiros cristãos.

Do jeito que as coisas andam e da maneira que os encontros semanais acontecem em muitas comunidades, não transformamos, não tocamos os corações, não produzimos mudanças profundas. Cumprimos tabela.

E vocês não imaginam como é difícil para mim, um cara inquieto, cumprir tabela quando o assunto é catequese. De fato, eu não nasci para a mesmice, eu vim, para incomodar. Bem como pede Jesus.


Alberto Meneguzzi - Catequista
#catequistagraçasadeus
#acreditacaxias

Um comentário:

Anônimo disse...

É irmão, se vc está como catequista então saia e volte qdo entender o que é servir com amor. Tá certo que Jesus passou pouco tempo encinando mas somos nós quem devemos nos doar na missão.
Então não vai dar pra vc o Adorar na eternidade.
Pense mais um pouco, mas com amor.