CONHEÇA!

domingo, 5 de fevereiro de 2017

CONHECENDO O ROSÁRIO

1. O que é o Rosário?

O Rosário, ou o Terço (ou Coroa), de Nossa Senhora, é uma profissão de fé, particular, que passa diante de nossos olhos todo o mistério de nossa redenção, expresso no mistério da vida de Cristo. Por ser uma oração cristã aplicada à contemplação do rosto de Cristo, é evangélica. É uma síntese da oração, porque inclui: contemplação dos mistérios,invocação e súplica com Jesus no Pai-Nosso, o louvor na Ave-Maria, a intercessão na Santa Maria, e a adoração trinitária no Glória. Portanto, o rosário é oração.

2. Qual a origem e a história do Rosário?

Uma antiga tradição na Igreja faz de S. Domingos (nascido em 1170 e morto em 1221) o seu fundador. Na realidade ele recolheu um costume já existente e o popularizou ao usá-lo como meio pastoral. Ainda que não seja possível datar com precisão as origens históricas do Rosário, podemos afirmar que a forma, hoje universalmente difundida desta oração, se desenvolveu na segunda metade do século XV. Neste período dividiu-se o rosário em três partes de 50 unidades; cada parte foi dividida em cinco “mistérios”. No início do século XXI, o Papa João Paulo II acrescentou mais uma parte no rosário, com 50 unidades. Hoje a forma do rosário é de 4 ciclos meditativos (mistérios) e 200 unidades (ave-maria e santa-maria). Assim podemos falar que o rosário teve várias formas na história.

3. Quais são os elementos do Rosário?

A contemplação: em comunhão com Maria, contemplamos o rosto de Cristo, recordando a encarnação e a sua vida oculta (mistérios da alegria); meditamos em alguns momentos da vida pública de Jesus (mistérios da luz), nos sofrimentos da paixão (mistérios da dor) e no triunfo da ressurreição (mistérios da glória). A oração do Pai-Nosso está na base da oração cristã. É Jesus que nos leva ao Pai. A Ave Maria é o elemento que faz do Rosário uma oração mariana por excelência. A repetição sintoniza-nos com o encanto de Deus: “a encarnação do Filho no ventre virginal de Maria”. A doxologia, Glória-ao-Pai, que, em conformidade com uma orientação da piedade cristã, encerra a oração com a glorificação de Deus, uno e trino. É a meta da contemplação cristã.

4. Quais são os mistérios do Rosário?

De tantos mistérios da vida de Cristo, o Rosário aponta só alguns, que são confirmados pela autoridade eclesial. Esses ciclos meditativos estão assim distribuídos: Mistérios da Alegria: 1o Anunciação do anjo a Nossa Senhora; 2o A visita de Nossa Senhora à sua prima Isabel; 3o O nascimento de Jesus em Belém; 4o A apresentação de Jesus no templo e a purificação de Nossa Senhora; 5o A perda e o encontro de Jesus no Templo. Mistérios da Luz : 1o Batismo de Jesus; 2o As bodas de Caná; 3o O anúncio do Reino; 4oTransfiguração de Jesus; 5o Instituição da Eucaristia. Mistérios da Dor: 1o Agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras; 2o A flagelação de Jesus; 3o A coroação de espinhos de Jesus; 4o Jesus carregando a cruz para o calvário; 5o A crucifixão e a morte de Jesus. Mistérios da Glória: 1o A ressurreição de Jesus Cristo; 2o A ascensão de Jesus Cristo ao céu; 3o A vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e Maria Santíssima; 4o A assunção de Maria ao céu; 5o A coração de Maria como rainha do céu e da terra. 

5. Quais os dias da semana para contemplar os mistérios do Rosário?

Contemplar os mistérios nos dias próprios da semana é uma ajuda que facilita a concentração do espírito do mistério. Na Segunda-feira e no Sábado, recorda-se a encarnação; na Terça-feira e na Sexta-feira, medita-se nos sofrimentos da paixão; na Quarta-feira e no Domingo, evoca-se o mistério pascal e na Quinta-feira, contemplam-se os mistérios da vida pública de Jesus entre o batismo e a paixão. Esta indicação não deve limitar a liberdade de opção, na meditação pessoal e comunitária do Rosário. O importante é que esta oração seja, cada vez mais, vista e sentida como itinerário contemplativo.

6. É necessário seguir o esquema comum dos mistérios do Rosário?

Sem prejudicar nenhum aspecto essencial do esquema da oração do Rosário, podemos também fazer uma adaptação aos tempos litúrgicos. Por exemplo, no Advento, os mistérios da alegria, que nos preparam para a vinda do Senhor; durante a Quaresma, os mistérios dolorosos; os mistérios gloriosos, contemplados durante o Tempo Pascal e os mistérios da luz, no Tempo Comum, acompanhando Jesus na sua vida pública, junto à Maria.

7. A repetição das mesmas preces no Rosário tem algum sentido?

A oração do Rosário é um método baseado na repetição. Isto é visível sobretudo nas ave-marias, repetidas dez vezes em cada mistério. É preciso entender o sentido que deve ser dado a uma oração repetitiva : não se trata de fixar a mente, a cada instante, nas palavras que são ditas, mas estas são como que uma motivação para manter a atmosfera mariana, na qual meditamos o mistério de Cristo.  No rosário não se trata de uma oração dirigida diretamente a Maria, mas de uma oração por ela e com ela. O Rosário é uma expressão do amor que não se cansa de voltar à pessoa amada. E o amor se exprime com poucas palavras, mas quase sempre as mesmas.

8. O Rosário é uma oração monótona?

Depende de quem reza. Ele pode ser também uma oração cheia de alegria, se soubermos recitá-lo. O rosário tornar-se-á um olhar fixo em Maria, aquela que vivenciou diferentes olhares, ao contemplar o seu Filho Jesus. O Papa João Paulo II chama a nossa atenção para os olhares de Maria, a serem redescobertos nesta oração: o olhar interrogativo da mãe que reencontra seu Filho entre os doutores do Templo; o olhar penetrante, que lê o coração do Filho nas Bodas de Caná; o olhar doloroso de quem acompanha sua Paixão; o olhar radiosopelo júbilo da Ressurreição e, enfim, o olhar ardoroso pela efusão do Espírito Santo em Pentecostes.

9. Como fazer do Rosário uma oração contemplativa?
O Rosário, a partir da experiência de Maria, é uma oração contemplativa. Maria é aquela que “guardava todos os fatos meditando-os em seu coração” (Lc 2,51). A recitação do Rosário requer um ritmo tranquilo e uma certa demora, que favoreçam a meditação dos mistérios da vida do Senhor, vistos através do coração de Maria, aquela que mais de perto esteve em contato com o Senhor.

10. Por que não se deve rezar o Rosário durante a missa?
É uma norma comum . Não se deve rezar o rosário durante a missa ou outras cerimônias litúrgicas. Isso impedirá a necessária participação ativa dos fiéis. Mas a reza do terço pode ser uma excelente preparação espiritual para participar mais conscientemente da missa.

11. Quais as maneiras para se recitar o Rosário?
O Rosário pode ser recitado pessoalmente, comunitariamente, por grupos de pastoral ou em família. Por antiga tradição, o Rosário, de modo particular, é uma oração onde a família se encontra. O Rosário, recitado pelos pais, em companhia dos filhos, constitui uma espécie de liturgia doméstica. “A família que reza unida o Rosário reproduz em certa medida o clima da casa de Nazaré: põe-se Jesus no centro, partilham-se com ele alegrias e sofrimentos, coloca-se em suas mãos necessidades e projetos, e dele recebe esperança e força para o caminho”. (João Paulo II, Rosarium Virginis Mariae, n. 41)

12. O Rosário é um meio de rezar pela paz?
Vários papas viram o Rosário como oração pela paz. São João Paulo II afirmou que o Rosário é “por natureza, uma oração orientada para a paz, porque consiste na contemplação de Cristo, Príncipe da paz e “nossa paz” (Ef 2,14). ( RVM, n.40). Devido ao seu caráter meditativo ele exerce uma ação pacificadora sobre quem o reza, seja sozinho, em família ou comunidade. Assim, pelo Rosário aprendemos o segredo da paz.

Fonte: Pequeno Catecismo Mariano – Academia Marial de Aparecida

Texto: Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R

sábado, 4 de fevereiro de 2017

ORIGEM DO ROSÁRIO: REFERÊNCIA AOS 150 SALMOS


A prática de se rezar o Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai nossos. No século XI, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.

No ano 1365 fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15 dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Jesus ou Maria, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios. 
O Dominicano Alan de la Roche propagou a recitação do rosário no século XV.
O terço Católico, composto de contas agrupadas em cinco dezenas, intercaladas com a oração do Pai-Nosso e do Glória ao Pai, é uma parte do Rosário, que compreende os mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos. O Papa João Paulo II, por meio da Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, de 16 de outubro de 2002, sugeriu uma nova série de mistérios, os chamados mistérios luminosos. Essa nova série de mistérios disponíveis para contemplação não alterou o formato do Rosário, que continua sendo de 150 Ave Marias, ou três Terços de 50 Ave Marias com os 3 mistérios: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos.

Diminutivo da palavra “chapel”, o terço (Chapelet em francês), significa uma coroa de metal e de flores. A palavra “rosário” surgiu do amor cortês. O rosarium, que significa um campo de rosas, designava uma compilação de poemas que um cavaleiro dedicava à sua dama. Saudar a Virgem Maria com as Ave-Marias significa oferecer-lhe rosas, meditando o Evangelho com a Santa Mãe de Deus.

Fontes: 
O Segredo do Rosário, São Luís Maria Grignion de Montfort;
- O Santo Rosário da Santa Sé;
- Encíclica Magnae Dei Matris do papa Leão XIII sobre o Rosário;
- Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, do Papa João Paulo II.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

HOMILIA: 5º DOMINGO DO TEMPO COMUM


Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo!

Jesus utiliza uma simbologia muito compreensível. Precisamos ser sal: dar gosto, sabor... Precisamos ser luz: iluminar a vida, dissipar as trevas... O sal dá sabor. Os termos “sabor” e “saber” derivam do mesmo termo latino, como também o termo “sabedoria”.

Deste modo, podemos dizer que ser sal é adotar a sabedoria, ou seja, o saber que dá sentido ao curso do existir. Antes de ser uma missão para fora, deve ser uma tarefa individual, ou seja, o cristão deve dar gosto para a sua vida e, depois, propagar o sabor da vida ao mundo. Jesus fala do risco do sal se tornar insosso, ou seja, do perigo de nossa existência se tornar vazia, fria e sem vitalidade. Há muitas as causas desta falta de sabor.


O Papa Francisco, falando sobre os agentes pastorais, destaca algumas causas do cansaço e desmotivação pastoral (cf. Evangelii Gaudium 82). Tais causas, apontadas pelo Papa, não somente valem para a prática evangelizadora, mas para a vida de qualquer pessoa. Eis os pontos:


a) sustentar projetos irrealizáveis, e não viver com alegria o que é possível: não se trata da falta de ambição com a vida, mas de ter os pés no chão;

b) desejar que tudo caia pronto do Céu: tudo acontece mediante um processo, que exige luta laboriosa;

c) cultivar sonhos baseados na vaidade humana: é preciso sempre avaliar as motivações de nossos projetos;

d) preocupar-se mais com as normas do que com as pessoas: a vida se torna uma obrigação, o seguimento fiel do protocolo, da lei, sem considerar que a caridade é o fundamento maior;

e) desejar resultados imediatos, sem se preparar para a crítica, para a cruz e para o fracasso.


A Igreja torna-se sem sabor quando cai no pragmatismo. O Papa ainda fala de uma “psicologia do túmulo”: “Desiludidos com a realidade, com a Igreja ou consigo mesmos, vivem constantemente tentados a apegar-se a uma tristeza melosa, sem esperança, que se apodera do coração como ‘o mais precioso elixir do demônio’” (Evangelii Gaudium 83).


Não podemos perder a alegria da boa nova.  A vida da Igreja e a vida pessoal tornam-se insossas pela tristeza e pelo pessimismo. O sabor será devolvido quando soubermos encarar a vida com realismo: não viver o pessimismo do fracasso diante das dificuldades, nem criar falsas expectativas diante das alegrias.


É preciso agradecer a Deus tudo: o bom e o ruim. Não culpar Deus pela cruz e nem buscar sempre soluções mágicas diante das adversidades. A vida terá o seu sabor quando vivermos o presente como o momento mais importante, colocando nossas energias na situação do hoje, diante das situações que se apresentam agora, vivendo cada minuto com intensidade.


Não é fácil, pois sempre será mais cômodo lamentar o passado e esperar demasiadamente do futuro. Jesus também nos pede para que sejamos luz. Para o profeta Isaías, ser luz é testemunhar a caridade: “Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos. Quando encontrares um nu, cobre-o e não desprezes a tua carne. Se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo o socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia” (Is 58,7-8.10).


Nossas atitudes de misericórdia e de ternura, os gestos concretos de amor que independem do credo, a preferência pelos pobres e sofredores, o desapego de si e dos bens, os testemunhos em prol de quem precisa de nossa ajuda, tudo isso são atitudes que dão sabor ao mundo, que fazem acender a luz onde existem trevas


Pe. Roberto Nentwig

Arquidiocese de Curitiba - PRDescrição: pabx ip


COMO SURGIU A ORAÇÃO DA AVE-MARIA?

A Ave Maria é sem dúvida a oração mariana mais conhecida em todo o mundo. Ela é rezada todos os dias por milhões de católicos e muitos chegam a recitá-la até duzentas vezes, quando reza-se o rosário ao longo do dia.


Esta oração, que na época medieval era conhecida como “Saudação angélica”, é o resultado de um longo processo. É uma oração composta de duas partes: uma de louvor e a outra de súplica. A sua primeira parte é tirada do evangelho de São Lucas: consiste na saudação do Anjo Gabriel a Maria: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1,28b), e na saudação de Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre! (Lc 1,42b).

Inicialmente esta união entre as duas saudações era encontrada somente na liturgia, e só mais tarde tornou-se uma oração popular. O seu uso como fórmula de oração começou nos mosteiros, em torno do ano 1000 e foi aos poucos se difundindo, tornando-se universal após o século XIII. O texto, porém, compreendia somente a primeira parte sem o nome de Jesus.

Foi somente no século XV que se acrescentou a segunda parte da Ave Maria: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém.” E foi nesta época também que se acrescentou o nome “Jesus” no final da primeira parte.

Esta segunda parte é de origem popular-eclesial e também foi surgindo aos poucos.

Vale a pena lembrar o sermão no qual S. Bernardino de Senna (+ 1444) ao comentar a Ave Maria disse que ao final desta se poderia acrescentar “Santa Maria, rogai por nós pecadores”. A súplica a Maria começa com a adjetivo santa, porque Maria é a primeira entre todos os santos venerados pela Igreja, pois somente Ela é “cheia de graça”.

A fórmula atual da Ave Maria, que se difundiu lentamente, foi divulgada no breviário publicado em 1568, por ordem do papa Pio V.

Missionária Marlete Lacerda
Marióloga


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

A ESPERANÇA NO NOVO TESTAMENTO

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco teve na manhã desta quarta-feira, dia 1 de Fevereiro, às 10 horas de Roma, a audiência geral na Sala Paulo VI repleta de fiéis e peregrinos provenientes de diversas partes da Itália e do mundo para assistir à audiência e a catequese do Papa. Tema da catequese de hoje é a esperança cristã.

“Caros irmãos e irmãs, disse Francisco, nas catequeses passadas iniciamos o nosso percurso sobre o tema da esperança à luz da perspectiva de algumas páginas do Antigo Testamento. Hoje queremos evidenciar o aspecto extraordinário que esta virtude assume no Novo Testamento, quando encontra a novidade representada por Jesus Cristo e pelo evento Pascal”.

É quanto emerge, sublinha o Pontífice, de maneira tão clara na primeira carta de S. Paulo aos Tessalonicenses(1Ts 5,4-10). Quando o Apóstolo Paulo escreveu esta carta, a comunidade de tessalônica, uma pequena comunidade, bastante jovem, tinha sido apenas fundada e não obstante enfrentar diversas dificuldades, conseguiu permanecer radicada na fé e a celebrar com entusiasmo e alegria, a ressurreição do Senhor Jesus.

Poucos anos separavam esta pequena e jovem comunidade cristã do evento da Páscoa de Cristo e vendo os frutos da fé, o apóstolo Paulo procura  fortificar esta esperança de “filhos da luz e filhos do dia” que lhes advém em virtude da força da sua plena comunhão estabelecida com Cristo. Paulo observa o Santo Padre, procura fazer compreender todos os efeitos e as consequências que o evento da Páscoa de Cristo comporta para a história da humanidade e para a vida de cada um.

De fato, as dificuldades experimentadas por esta pequena comunidade, não eram tanto ligadas ao facto de reconhecer a ressurreição de Jesus, mas em acreditar na ressurreição dos mortos. Neste sentido, disse Francisco, esta carta do apóstolo Paulo aos Tessalonicenses, revela também uma particular atualidade nos nossos dias.

“Todas as vezes que nos encontramos diante da nossa morte, ou perante a morte de uma pessoa querida, sentimos que a nossa fé é posta à prova. Emergem todas as dúvidas, toda a nossa fragilidade e nos perguntamos: realmente haverá a vida depois da morte? Poderei ainda ver e reabraçar as pessoas que amei? Também nós, no contexto atual, temos necessidade de regressar à raiz e aos fundamentos da nossa fé, por forma a tomar consciência de quanto Deus realizou para nós em Jesus Cristo e o que significa a nossa morte. Todos nós, de facto, temos medo da morte por causa desta incerteza. E é precisamente aqui, que nos vem em ajuda, a palavra do Apóstolo Paulo ”.

O Apostolo Paulo, observou o Papa, perante os temores e as perplexidades da comunidade de Tessalônica, convida a manter-se segura sobre a cabeça como um cimo, sobretudo nas provas e nos mementos mais difíceis da nossa vida, a esperança da salvação. Eis, sublinha o Pontífice, o que é a esperança. Quando se fala de esperança podemos ser levados a entendê-la segundo a interpretação comum do termo, isto é, algo de belo que desejamos, mas que pode realizar-se ou não realizar-se. Tudo é reduzido ao âmbito do desejo. Por exemplo, espero que amanhã haja bom tempo; mas também sabemos que poderá haver um mau tempo.

A esperança cristã não é assim. A esperança cristã é a espera de algo que já foi realizado e que certamente se realizará para cada um de nós. Também a nossa ressurreição e a dos nossos defuntos, portanto, não é uma coisa que poderá realizar-se ou não, mas é uma realidade certa, enquanto radicada no evento da ressurreição de Cristo.

Ter esperança para o cristão, significa portanto, para Francisco,  aprender a viver na expectativa, com um coração pobre e humilde, de alguém que não deposita a sua confiança nos seus próprios bens e capacidades, mas em Deus que ressuscitou Jesus dos mortos e há de nos fazer partícipes dessa mesma Ressurreição. 

E assim, concluiu dizendo o Santo Padre, estaremos sempre com o Senhor! Vocês acreditam nisso? Perguntou Francisco aos presentes na Sala Paulo VI. Pergunto-vos: vós acreditais nisso? Então convido-vos todos a repetir juntamente comigo, três vezes, a seguinte expressão: e assim para sempre estaremos com o Senhor! E assim para sempre estaremos com o Senhor! E assim para sempre estaremos com o Senhor! Sim, e lá com o Senhor nos encontraremos! Obrigado!

Como habitualmente, não faltou uma saudação do Santo Padre, aos fiéis e peregrinos de língua oficial portuguesa presentes na audiência, na Sala Paulo VI:

“Dirijo uma saudação especial a todos os peregrinos de língua portuguesa, nominalmente aos estudantes vindos de Portugal. Queridos amigos, que a fé na Ressurreição nos leve a olhar para o futuro, fortalecidos pela esperança na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Deus vos abençoe”!

Fonte: radiovaticana.va



ORAÇÕES À MARIA

A mais antiga Oração Mariana


À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Ó Virgem gloriosa e bendita!”.

A oração “Sub tuum praesidium” (À vossa proteção) é a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece.

Encontrada num fragmento de papiro, em 1927, no Egito, remonta ao século III. Tem uma excepcional importância histórica pela explícita referência ao tempo de perseguições dos cristãos (“Estamos na provação” e “Livrai-nos de todo perigo) e uma particular importância teológica por recorrer à intercessão de Maria invocada com o título de Theotókos (Mãe de Deus). Este título é o mais importante e belo da Virgem Santíssima. Já no século II era dirigido a Maria e foi objeto de definição conciliar em Éfeso em 431. O texto primitivo do qual derivam as diversas variações litúrgicas (copta, grega, ambrosiana e romana) é o seguinte:

Sob a tua misericórdia nos refugiamos. Mãe de Deus!
Não deixes de considerar as nossas súplicas em nossas dificuldades, mas livra-nos do perigo, Única Casta e Bendita!”

Theotókos: O título que comumente se traduz por "Mãe de Deus", quer dizer, ao pé da letra: "Aquela que deu à luz Deus", em latim Deipara. Este título professa que a pessoa que Maria deu à luz, é a pessoa do Filho de Deus ou a segunda Pessoa da SSma. Trindade na medida em que quis assumir a carne humana. Note-se que o vocábulo Theotóke é forma de vocativo; donde se depreende que a oração é dirigida a Maria, como expressão da grande antiguidade da devoção mariana no povo de Deus.


Fonte: Dom Estêvão Bittencourt (OSB) - Paraclitus.



Acompanhe os nossos textos sobre "Orações à Maria" nas próximas publicações:

- A mais antiga Oração Mariana;
- Como surgiu a Oração da Ave-Maria;
- Origem do Rosário: 150 Ave-Marias, referência aos 150 salmos;
- O Rosário;
- A origem da Oração Salve Rainha;
- Consagração à Maria.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A CATEQUESE COM CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E TRANSTORNOS DE COMPORTAMENTO

Não sou nenhuma "expert" no assunto e nem tenho estudos formais ou títulos acadêmicos na área, mas, vou falar aqui das minhas leituras e da minha experiência no assunto. Espero assim, ajudar a Rosane Jader Alves , catequistas de Navegantes - SC, que me questionou a respeito de como tratar de uma criança com Autismo em sua turma, bem como aos demais catequistas que tem interesse no assunto.

Como “deficiência” aqui neste texto, vou tratar apenas aquelas consideradas Intelectuais ou Transtornos de Comportamento. As demais deficiências, consideradas físicas, não são impeditivas para que uma criança ou jovem frequente a catequese. Um cadeirante, surdo ou cego podem (e devem) ser incluídos nas turmas normais de catequese desde que se proporcione acessibilidade e recursos para a inclusão. Tal como qualquer escola, a Igreja deve se preocupar com a inclusão destes em seu meio, proporcionando rampas, acessibilidade nos ambientes, intérprete de libras, literatura em braille e o que se fizer necessário para acolhida destas pessoas.

Vamos então, à minha experiência prática com crianças com deficiências intelectuais e transtornos de comportamento.

Em 2007, meu segundo ano na catequese, recebi na minha turma de 1ª Etapa da Eucaristia, a "Maria", que era uma menina de 9 anos com deficiência de aprendizagem. Ela ainda não tinha leitura suficiente para acompanhar o restante da turma, era extremamente retraída e não interagia com o grupo. Baseado no que conheci depois, creio eu que ela tinha sintomas de Síndrome de Espectro Autista. A mãe de Maria já me "avisou" que eu teria dificuldades com ela pois Maria "não aprendia como as outras crianças". Bom, vou admitir aqui pra vocês que aprendi com Maria muito mais do que ensinei.

Primeiro que a turma tinha uma certa "impaciência" ao lidar com a "demora" de Maria nas atividades (brincadeiras e atividades do encontro) e com a aparente falta de interesse dela em tudo. Percebi que ela lia um pouco, mas num ritmo muito vagaroso e não conseguia interagir comigo quando me dirigia a ela. Tentando inserir Maria nas atividades de todos, eu me atrapalhei com isso e causei irritabilidade nos demais, que tinham que ficar "esperando" Maria e o encontro não fluía. Eram doze crianças apenas, mas ao invés de levar Maria ao mundo dos onze, eu trouxe os onze para o mundo de Maria. Deu para notar que isso não deu muito certo...

Bom, eu comecei a ler a respeito do déficit de aprendizagem nas crianças e conversei bastante com a família de Maria para saber os hábitos dela e como ela interagia em casa com os outros. Isso me ajudou a entender muita coisa. Depois, resolvi "partilhar" meus problemas com as outras crianças. Num encontro onde Maria não estava, eu coloquei a eles as dificuldades da nossa menina, pedi que tivessem mais paciência com ela e pedi AJUDA para que nossos encontros não ficassem “parados” como eles achavam que estavam.

E olha, não me surpreendi nada com as coisas que ouvi deles. As crianças têm uma visão muito diferente da dos adultos - que tem a propensão mais a compaixão do que exatamente à ação para mudar as coisas – e consegui com que se interessassem por uma mudança em nossos encontros. Falei sobre o que li a respeito da deficiência dela e da figura do “mediador”, que seria alguém que ficaria ajudando Maria a “interpretar” o nosso mundo de uma forma mais “individual” e menos coletiva do que quando eu falava com todos. Imediatamente uma menina que conhecia Maria - seus pais serem amigos e frequentava a mesma escola que ela - se ofereceu para ser a “ajudante” de Maria. E os demais se comprometeram a ter paciência e evitar comentários depreciativos às dificuldades dela, inlcusive se revezando na ajuda quando necessário.

Difícil descrever como as coisas melhoraram a partir de então. Nossa pequena ajudante abria a Bíblia para a Maria no lugar certo, mostrava onde estávamos lendo e a ajudava nas atividades (coisa que eu mesma fazia e levava bem uns 15 minutos do encontro para “situar” a Maria). Outra coisa, as atividades de Maria eram diferentes dos demais e tinham um grau de dificuldade condizente com a capacidade cognitiva dela. Sim. Eu me dava ao trabalho de criar atividades com mais imagens, menos leitura e de grau mais acessível e que Maria podia corresponder.

Claro que ainda havia muita coisa que eu não conseguia fazer, afinal, estávamos com ela apena 1 hora e meia por semana, mas, Maria começou a interagir mais com o grupo. No ano seguinte experimentei dar a Maria uma função importante dentro do grupo: seria ela a coroar Nossa Senhora na pequena encenação que faríamos aos pais. Participou de todos os ensaios, mas, na hora de ir ao encontro, ela se recusou categoricamente. E ficamos sem a Maria na coroação, (tínhamos uma substituta claro) mas, exigimos mais do que ela poderia nos dar.

Maria ficou comigo nos três anos de catequese até chegar a Primeira Eucaristia. E devo dizer que neste último ano as dificuldades diminuíram bastante e a pertença ao grupo era tão boa que Maria nem parecia uma criança que precisava de recursos especiais. Mas, não posso deixar de frisar que alguns fatores que contribuíram para isso: Primeiro que minha turma ficou junta durante os três anos da catequese, ou seja, criamos laços e vínculos de amizade muito fortes. Segundo, a deficiência de Maria era de um grau leve, não havia, por exemplo, ataques de raiva ou irritabilidade nas mudanças de sua rotina e a família contribuiu imensamente para que eu pudesse ajudar a Maria, fornecendo sempre todas as informações necessárias. Visitei a família várias vezes, participamos de vários eventos na Igreja juntos, etc.

As leituras sobre o assunto fizeram, também, uma enorme diferença no meu “fazer catequese”. Nas leituras sobre o autismo o que vi foi que intervenções “conjuntas”, englobando psico-educação, suporte e orientação de pais, terapia comportamental, fonoaudiologia, treinamento de habilidades sociais e medicação, ajudam na melhoria da qualidade de vida da criança, proporcionando melhor adaptação ao meio em que vive. E um fator bem interessante para nosso caso: a utilização do “mediador pedagógico”, alguém muito importante no tratamento e na adaptação da criança ao grupo, que funciona como elo entre o educador, os pais e a criança.

Esse mediador vai auxiliar a criança nas atividades na salinha e em todos os outros ambientes (Igreja, celebrações, brincadeiras), mais ou menos como um “personal trainer”, mediando e ensinando as regras sociais, estimulando sua participação nos encontros, facilitando a interação dela com outras crianças, corrigindo rituais e comportamentos repetitivos e acalmando a criança em situações de irritabilidade e impulsividade. Obviamente que nem sempre pode ser uma outra criança do grupo, a não ser que também faça parte do círculo familiar/social da criança. Esse mediador pode ser um irmão, um dos pais, enfim, alguém que esteja disposto a tal tarefa. Se o catequista quiser também exercer esta função no grupo, onde as demais crianças não tenham dificuldades, já antecipo que não vai conseguir fazer. A não ser que o grupo seja de 4 ou 5 crianças somente.

Bom, o fato é que Maria me despertou o interesse em entender mais este mundo tão restrito das crianças com dificuldades de aprendizagem e síndromes das mais diversas. Passei a ler basatnte sobre o assunto e em 2011, quando me mudei para Londrina fui fazer serviço voluntário numa escola para crianças especiais. Fiz isso durante quase quatro anos e lá conheci uma pedagoga com especialização no assunto e experiência de mais de 30 anos no trato com crianças com deficiências severas, tanto físicas quanto intelectuais. Por obra e graça de Deus nossa amizade se aprofundou de uma tal forma que ela se tornou minha “conselheira” em muitos assuntos da catequese também. E conhecendo minha “habilidades” com a tecnologia (digitação, internet, conhecimento de normas, etc), ela me chamou para secretariá-la na tese de mestrado dela sobre “Tecnologias e linguagens na educação especial”. Fiquei com ela dois anos nessa tarefa. É simplesmente imensurável o conhecimento que agreguei durante este tempo, estando na escola em contato com as crianças três vezes por semana, e digitando artigos e a tese da Maria Eduvirges Guerreiro Leme, hoje Mestre em Educação Especial, carinhosamente chamada de “Edu” por todos os amigos.

Mas, vamos aos relatos da catequese durante este período de “estudos”.

Tendo conhecimento mais apurado das características de cada síndrome que causam as deficiências intelectuais nas crianças e os transtornos de comportamento, passei a ver com outros olhos, por exemplo, os casos relatados pelas catequistas de crianças de trato extremamente difícil, onde os pais usam o diagnóstico de “hiperatividade” - que são os casos mais comuns de síndromes em nossas crianças.

Ouso dizer que em muitos casos não é feito um diagnóstico clínico e trata-se apenas de uma percepção dos pais com relação a uma criança de difícil trato, cujos pais perderam o controle e os limites na educação desta criança. A investigação do TDAH envolve detalhado estudo clínico por meio de avaliação com os pais, com a criança e a escola. E isso deve ser levado ao conhecimento de todas as pessoas que tem convívio constante com a criança; em nosso caso, do pároco, do catequista e da coordenação. Todas as vezes que pais me apresentaram este diagnóstico para explicar o mau comportamento social de seus filhos, eu pedi informações detalhadas sobre: o tratamento médico, psicológico e pedagógico da criança, se ela toma remédio, se faz terapia e quais as orientações para o trato da criança se ela vai ficar sozinha comigo durante uma hora e meio uma vez por semana. Assim como o diagnóstico de hiperatividade pode ser precoce, também pode estar substimado e tratar-se de síndromes mais graves de transtorno de conduta.

A esse respeito tive uma experiência muito frustrante com uma criança diagnosticada com TDO – Transtorno Desafiador Opositor, que só foi confirmado pela mãe depois que a confrontei com as dificuldades que estava tendo com ela na catequese.

Apesar de ser uma criança de apenas nove anos, “João” tinha sérios transtornos de conduta, chegando a ser agressivo comigo várias vezes. Infelizmente este foi um caso em que não conseguimos levar a bom termo na catequese. Apesar das medicações pesadas, o menino além do TDO tinha várias condutas de esquizofrenia precoce. Nem vale a pena relatar o ano difícil que passei com minha turma de sete crianças, que em determinados momentos, João fazia parecer que eram trinta. Por fim ele agrediu outra criança num momento em que não havia um adulto por perto. A mãe desta criança fez boletim de ocorrência e tivemos muitos problemas na Igreja por conta disto. Para evitar outros dissabores, a mãe o levou para outra paróquia.

Hoje, eu considero impensável um catequista não procurar informações sobre os transtornos de comportamento, caso tenha uma criança com algum tipo de síndrome ou deficiência em suas turmas. O primeiro passo é buscar interação com a família, fazendo-a ver que sem uma “parceria” com o catequista, a evangelização ficará comprometida quando não, impossível. Dependendo do caso, em que a criança tenha crises de irritabilidade, impaciência, choro, faz-se necessário incluir a família na catequese, fora do grupo de crianças. A inclusão neste caso, fica obviamente comprometida, mas, não temos na catequese como prever ou sanar casos de violência e bullying contra outras crianças. O catequista, raramente tem formação pedagógica na área de educação especial.

Com relação aos casos de severo comprometimento ocasionado por deficiência intelectual, onde a criança ou jovem não tenha condições para frequentar a catequese ou capacidade cognitiva para absorver o ensino da fé, ou seja, sua vontade não se manifeste de forma alguma e o interesse em receber os sacramentos seja exclusiva da família, vale a pena uma conversa com o pároco no sentido de proporcionar correta orientação aos pais. Os sacramentos são parte da Iniciação à Vida Cristã, ou seja, fazem parte do processo catequético e não são um “fim” em si mesmos, exigem a participação litúrgica e a pertença à comunidade. Os pais, avós ou quem solicitar o sacramento, neste caso, devem ter a intenção de proporcionar à criança ou jovem, condições de ter esta participação e essa pertença. A catequese, neste caso, é feita em família e dentro das condições que a criança ou jovem tenha de entender o que está sendo requerido dela.


Como catequista, o que me faz agir e pensar sempre será o respeito pela dignidade da pessoa e ao amor por todos os seres. Tenho consciência de que o “sagrado” é, e será sempre, uma percepção humana feita pela fé e pela razão também. Vale aqui então, respeitarmos cada criança e cada jovem por aquilo que ele É e é capaz de fazer e entender. Muitas e muitas vezes, queremos infligir às crianças deficientes intelectuais, ações que elas são incapazes de entender. Não creio que Deus a castigará ou castigará a quem quer que seja, se uma criança não receber a eucaristia ou a crisma pelo fato de não fazer parte do mundo dela estes preceitos. A maioria dos deficientes intelectuais, quando tratados devidamente, são anjos encantadores, capazes de dispender gestos enormes de carinho e deles já é o Reino dos Céus por pura graça e misericórdia divina.

Essa minha opinião eu tenho desde que presenciei a “primeira” (e acho que última) comunhão de uma menino de 14 anos, com deficiência cerebral. Ele foi praticamente arrastado pela mãe até o padre, recebeu a comunhão a força e o padre teve que segurar a boca do menino para que ele não cuspisse a hóstia. Não vi felicidade, alegria ou o que quer que seja nesta criança de 14 anos, exceto uma enorme contrariedade pela invasão ao seu “querer” e a mudança de rotina. Fizemos a vontade da avó e da mãe e desrespeitamos enormemente uma criança doce e carinhosa que se viu exposta ao escrutínio público e a julgamentos e preocupações preconceituosas a respeito do valor da “Eucaristia”.

Cuidemos catequistas, da nossa formação, não só para sabermos tratar a catequese com deficientes, como também para nos abstermos dela quando nos julgamos incapazes de levá-la a contento.

Abraço a todos!

Ângela Rocha
Catequista

A rede mundial de computadores (Internet) disponibiliza uma série de endereços eletrônicos por meio dos quais se tem fácil acesso à informação. Aqui, listo alguns deles, onde textos e informações relacionadas com os transtornos comportamentais da infância e adolescência podem ser encontrados:

- Associação de Amigos do Autista: AMA. www.ama.org.br
- Associação Brasileira do Déficit de Atenção – ABDA. www.tdah.org.br
- Asssociação Brasileira de Dislexia – ABD. www.dislexia.org.br
- Associação Brasileira de familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia – ABRE. www.abrebrasil.org.br
- Associação Brasileira de familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos – ABRATA. www.abrata.org.br
- Associação Brasileira de Neurologia, Psiquiatria Infantil e profissões afins – ABENEPI. www.abenepi.com.br
- Associação Brasileira de Psicopedagogia – ABPP. www.abpp.com.br
- Centro de valorização da Vida. www.cvv.org.br
- Comportamento Infantil. www.comportamentoinfantil.com
- Federação Nacional das APAEs. www.apaebrasil.org.br

Um livro de bolso para se adquirir:


TEIXEIRA, Gustavo. Manual dos Transtornos Escolares. Rio de Janeiro: Saraiva, 2013.