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sábado, 16 de fevereiro de 2019

ORIGEM E HISTÓRIA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Catequizandos - Minas Gerais - CF 2018
Experiência piloto que deu origem à Campanha da Fraternidade teve início em 1961

Todos os anos, a Igreja no Brasil mobiliza todas as comunidades e paróquias a viver, no período da Quaresma, a Campanha da Fraternidade. Esta campanha teve início em 1961, quando três padres que trabalhavam na Cáritas Brasileira, um dos organismos da CNBB, planejaram uma campanha para arrecadar recursos a fim de financiar as atividades assistenciais da instituição. À essa ação, eles batizaram de “Campanha da Fraternidade”. Na Quaresma de 1962 foi realizada pela primeira vez a Campanha da Fraternidade na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.

Devido ao bom êxito da experiência, no ano seguinte 16 dioceses do Nordeste também realizaram a campanha em suas comunidades. Esse projeto foi o embrião para a concepção do projeto da Campanha da Fraternidade que, mais tarde, seria assumida como uma ação da Igreja no Brasil como gesto concreto no período da Quaresma.

A Campanha da Fraternidade e o Concílio Vaticano II

Para estender a Campanha da Fraternidade a todas as dioceses do Brasil, era necessário fundamentar e estruturar seu projeto. Também em 1962 teve início na Igreja Católica o Concílio Vaticano II – reuniões nas quais os prelados discutiram e regulamentaram vários assuntos da Igreja. E essa foi a oportunidade que a Igreja no Brasil encontrou para conceber e estruturar melhor o projeto da Campanha da Fraternidade.

Ao longo de 4 anos seguidos, os bispos participaram em Roma das sessões do Concílio (1962 a 1965) e de inúmeras reuniões, diversos estudos e momentos de trocas de experiências. E foi assim, sob o espírito renovador do Concílio, que definiram o que seria a Campanha da Fraternidade para toda a Igreja no Brasil. Porém, não apenas isso: o tempo do Concílio foi oportuno também para a concepção e estruturação do Plano Pastoral de Emergência e o Plano de Pastoral de Conjunto, para o desencadeamento da Pastoral Orgânica e outras iniciativas de renovação eclesial.

Adesão das Comunidades Brasileiras

Depois de os padres terem estruturado e organizado como aconteceriam as Campanhas da Fraternidade, alguns passos foram determinantes para estabelecê-la como uma ação nacional.

20 de dezembro de 1964 – Os bispos brasileiros aprovaram o texto que fundamentava a ação. O documento recebeu o nome de Campanha da Fraternidade – Pontos Fundamentais apreciados pelo episcopado em Roma.

1965 – Cáritas e a Campanha da Fraternidade passaram a estar vinculados diretamente ao Secretariado Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Desde então, a CF passou a ser coordenada pela CNBB. Durante a transição foi ajustada a estruturação básica das campanhas.

1967 – A CNBB passou a redigir um subsídio mais completo para a Campanha da Fraternidade, ano após ano. Também em 1967 tiveram início os encontros nacionais da Coordenação Nacional e encontros de coordenações regionais da CF.

1970 – A Campanha da Fraternidade passou a ter o apoio do Pontificado Romano. Desde então, todos os anos o papa publica uma mensagem transmitida pelos meios de comunicação dando apoio apoio

1971 – A presidência e a Comissão Episcopal de Pastoral passaram a participar também dos encontros nacionais das Coordenações Nacional e Regionais da Campanha da Fraternidade.

Despertando a solidariedade, a consciência e ação social

Desde a sua primeira ação, em 1962, até os dias de hoje, a Campanha da Fraternidade é uma ação ampla de evangelização realizada anualmente no tempo da Quaresma. O principal objetivo é despertar a solidariedade dos cristãos e da sociedade a respeito de um problema real que atinge a sociedade brasileira, buscando caminhos e soluções para enfrentar e solucionar tais problemas.

Temas tratados pela Campanha da Fraternidade deste a sua criação

1964Igreja em RenovaçãoLembre-se: você também é Igreja
1965Paróquia em RenovaçãoFaça de sua paróquia uma comunidade de fé, culto e amor
1966FraternidadeSomos responsáveis uns pelos outros
1967CorresponsabilidadeSomos todos iguais, somos todos irmãos
1968DoaçãoCrer com as mãos!
1969DescobertaPara o outro, o próximo é você
1970ParticipaçãoSer cristão é participar
1971ReconciliaçãoReconciliar
1972Serviço e VocaçãoDescubra a felicidade de servir
1973Fraternidade e libertaçãoO egoísmo escraviza, o amor liberta
1974Reconstruir a casaOnde está teu irmão?
1975Fraternidade é repartirRepartir o Pão
1976Fraternidade e ComunidadeCaminhar juntos
1977Fraternidade na FamíliaComece em sua casa
1978Fraternidade no mundo do trabalhoTrabalho e justiça para todos
1979Por um mundo mais humanoPreserve o que é de todos
1980Fraternidade no mundo das Migrações, Exigência da EucaristiaPara onde vais?
1981Saúde e FraternidadeSaúde para todos
1982Educação e FraternidadeA verdade vos libertará
1983Fraternidade e ViolênciaFraternidade sim, violência não
1984Fraternidade e VidaPara que todos tenham vida
1985Fraternidade e FomePão para quem tem fome
1986Fraternidade e TerraTerra de Deus, Terra de irmãos
1987Fraternidade e o MenorQuem acolhe o menor, a mim acolhe
1988Fraternidade e o NegroOuvi o clamor deste povo!
1989Fraternidade e a ComunicaçãoComunicação para a verdade e a paz
1990Fraternidade e a MulherMulher e Homem: Imagem de Deus
1991A Fraternidade e o Mundo do TrabalhoSolidários na dignidade do Trabalho
1992Fraternidade e JuventudeJuventude – caminho aberto
1993Fraternidade e MoradiaOnde moras?
1994Educação e a FamíliaA Família, como vai?
1995A Fraternidade e os ExcluídosEras tu, Senhor?!
1996Fraternidade e PolíticaJustiça e Paz se abraçarão
1997A Fraternidade e os EncarceradosCristo liberta de todas as prisões
1998Fraternidade e EducaçãoA Serviço da Vida e da Esperança
1999Fraternidade e os desempregadosSem trabalho…Por quê?
2000Dignidade Humana e Paz (ecumênica)Novo Milênio sem Exclusões
2001Fraternidade e as DrogasVida sim, Drogas não
2002Fraternidade e Povos IndígenasPor uma terra sem males
2003Fraternidade e Pessoas IdosasVida, Dignidade e Esperança
2004Fraternidade e ÁguaÁgua, fonte de Vida
2005Solidariedade e Paz (ecumênica)Felizes os que promovem a Paz
2006Fraternidade e Pessoas com DeficiênciaLevanta-te, vem para o meio!
2007Fraternidade e AmazôniaVida e Missão neste chão
2008Fraternidade e Defesa da VidaEscolhe, pois, a Vida
2009Fraternidade e Segurança PúblicaA Paz é fruto da Justiça
2010Economia e Vida (ecumênica)Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro
2011Fraternidade e a Vida no PlanetaA criação geme em dores de parto
2012Fraternidade e saúde públicaQue a saúde se difunda sobre a terra!
2013Fraternidade e JuventudeEis-me aqui, envia-me!
2014Fraternidade e Tráfico HumanoÉ para a liberdade que Cristo nos libertou
2015Fraternidade: Igreja e SociedadeEu vim para servir
2016Casa Comum, Nossa ResponsabilidadeQuero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca
2017Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vidaCultivar e guardar a criação
2018Fraternidade e superação da violênciaVós sois todos irmãos
* Com informações do blog da Edições CNBB

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

HOMILIA DO DOMINGO: AS BEM-AVENTURANÇAS


                       HOMILIA DO 6° DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C

Os judeus pedem milagres, os gregos reclamam a sabedoria; mas nós pregamos o Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos, mas para os eleitos {...} força de Deus {...} Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. {...} O que é louco no mundo, Deus o escolheu para confundir os sábios; e o que é vil e desprezível no mundo, Deus o escolheu, como também aquelas coisas que são, para destruir as que são” (1Cor 1, 22 – 25.27.28).


A Palavra de Deus nos propõe um paradoxo: para ser verdadeiramente rico, é preciso ser pobre para ser grande, é preciso ser pequeno para ser exaltado, é preciso ser humilhado, para rir com abundância, é preciso chorar a perseguição; para ser forte, é preciso ser fraco; para ser livre, é preciso ser escravo da vontade divina; para ser mestre, é preciso ser servo; para viver a vida de abundância, é preciso morrer – dar a vida: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Porque o quiser salvar sua vida vai perde-la; mas o que perder a sua vida em favor de mim e do Evangelho, vai salvá-la. Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida?” (Mc 8, 34-36).


A cruz que devemos abraçar, aquela proclamada por São Paulo como escândalo e loucura, não é a mera perseverança diante das dores da vida, nem a busca de sacrifícios ascéticos com o desejo de lucrar alguma compensação diante dos pecados. A cruz é bem-aventurar a vida, assumindo valores contraditórios ao mundo do dinheiro, do poder e da vaidade...


Seguir Jesus é assumir esta nova ética das bem-aventuranças, mesmo que pareçam irracionais, mesmo soframos a rejeição do mundo. A cruz é inerente à acolhida da proposta do Senhor.


Pe. Roberto Nentwing
Arquidiocese de Curitiba - PR



FONTE: 
NENTWIG, Roberto. O Vosso Reino que também é nosso. Reflexões Homiléticas - Ano B. Curitiba; Editora Arquidiocesana, 2015. pg. 79.
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

DOC 107 - IVC - UM BREVE RESUMO



DOCUMENTO 107: INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ, ITINERÁRIO PARA FORMAR DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS

O Documento 107, fruto de uma longa caminhada da igreja, foi aprovado pelos Bispos do Brasil em sua 55ª Assembleia, no ano de 2017, em Aparecida- SP e recebe o número de 107 da coleção azul da Conferência (CNBB). 

Sugiro a visualização do vídeo com explicações de alguns dos envolvidos:

O documento oferece novas disposições pastorais para a iniciação à vida cristã, presente nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora desde 2011. O documento revela o propósito dos bispos em buscar novos caminhos pastorais e reconhecer que a inspiração catecumenal é uma exigência atual. Com a Iniciação à Vida Cristã a Igreja formará discípulos conscientes, atuantes e missionários. Em seis passos o documento apresenta os processos de iniciação ao discipulado de Jesus.

A Igreja não deve funcionar por “gavetas”: Dízimo, Catequese, Liturgia, etc. A Iniciação a Vida Cristã deve perpassar por tudo, transformar católicos em discípulos de Jesus.

Principais eixos:

§  A Família é o BERÇO da Iniciação à Vida Cristã
§  A Comunidade Igreja é a CASA da Iniciação à Vida Cristã
§  Inspiração catecumenal: proporcionar um encontro pessoal com Jesus Cristo e criar um sentimento de pertença à sua Igreja
§  Centralidade da Palavra de Deus
§  Centralidade do Mistério Pascal de Cristo, a missa em comunidade, favorecer o entendimento da liturgia e seus símbolos.
§  Acontece por etapas: Querigma, Catecumenato, Purificação e Iluminação, Mistagogia
§  A figura do introdutor: disposto a acompanhar a caminhada de fé do iniciante, mostrar Jesus, dizer de sua vida cristã para o outro, saber ser próximo (ícone João Batista). Para as crianças pode-se chamar os padrinhos e familiares como introdutores.
§  Catequese querigmática e mistagógica

Consequências:

§  Redimensionar o papel do catequista dentro da IVC
§  Agentes do processo de educação da fé: comunidade, família, introdutores, conselho pastoral paroquial, catequistas, liturgia, consagrados, diáconos, padres e Bispos.
§  Envolvimento da comunidade e de outras pastorais: batismo, catequese, liturgia, familiar
§  Refazer o calendário respeitando o Ano Litúrgico, marcando Batismos, Crisma e Eucaristia para o tempo Pascal.
§  Provocar questionamento – hoje se tem dificuldade
§  Igreja aberta e missionária
§  Adaptar o itinerário que foi pensado inicialmente para adulto para as crianças e adolescentes.

Necessidades:

§  Elaboração e seguimento de um Projeto Diocesano de Iniciação a Vida Cristã
§  “Fazer as pazes” com o tempo em uma época de urgências, não fazer correndo e queimar etapas.
§  Formação e envolvimento para os presbíteros e agentes de pastorais
§  Catequistas preparados, com processo de formação estruturado (catequese, Bíblia, liturgia, espiritualidade). O catequista deve ser orientado para SER + SABER + SABER FAZER
§  Investimento em formadores
§  Novas disposições pastorais: perseverança, docilidade, sensibilidade, trabalho em equipe
§  Boa preparação das celebrações
§  Experiência orante – ter o momento do dia para rezar
§  Desenvolver postura de escuta, com sensibilidade real quanto à situação pessoal do indivíduo
§  Voltar ao essencial, ao Evangelho de Jesus. Promover um segundo Anúncio/ Querigma aos batizados e crismados.
§  Grupo que possa acompanhar os adolescentes pós Crisma. Metodologia, temas e periodicidade adequados.

Desafios:

§  Igreja acolhedora
§  Envolver os padres e os agentes de pastoral para caminharem juntos
§  Processo lento e gradual
§  Tem que ser um projeto paroquial e não dos catequistas da paróquia
§  Busca da coerência
§  Mudança de vida, via da ternura
§  Inspiração catecumenal para inserção no Mistério de Cristo
§  Catequizar a geração NET – compreendendo a diferença entre comunidade (interdependência) e rede (autonomia). Entender que o virtual também é real e que temos que ter comportamento adequado nas mídias (o que postar, compartilhar, como tratar os outros), pois são como espelhos do indivíduo real.
§  Rever a possibilidade de adotar a sequência original dos Sacramentos da Iniciação: Batismo – banhar-se, Crisma – perfumar-se e Eucaristia – sentar-se à mesa.
§  Porque os pais pedem o Batismo para seus filhos?
§  A Crisma tem o sentido de sacramento da maturidade do Cristão?

O enfrentamento de um conflito é oportunidade de crescimento para os envolvidos, uma graça de Deus para que seja dado um passo qualitativo no serviço pastoral mediante a escuta, o diálogo, o respeito, a aceitação, o perdão, em busca do consenso possível (papel mediador do sacerdote).

Breve resumo

O Documento 107 da CNBB está assim dividido: Introdução, 4 capítulos e conclusão.

INTRODUÇÃO

Em 2013, o Papa Francisco, fazendo eco ao Sínodo sobre a Nova Evangelização para a transmissão da Fé Cristã, afirmou que nos encontramos em uma nova etapa evangelizadora que deve ser marcada pela alegria e deve indicar rumos novos para a caminhada da Igreja.

É urgente a revisão de nosso processo de transmissão da fé. É preciso mover-nos a um processo de conversão pastoral e de aprendizagem; é necessário pensar e construir um novo paradigma pastoral; vivemos à procura de respostas sobre a vida, seu sentido e no fundo sobre nós mesmos. Faz-se necessário e urgente um NOVO CAMINHO PASTORAL que norteie e guie essa transmissão.

ITINERÁRIO CATEQUÉTIDO: INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ

CAPITULO 1 – ÍCONE BÍBLICO: trata da Iluminação Bíblica com o Evangelho do encontro de Jesus com a samaritana para destacar os passos pedagógicos para a conversão. O texto apresenta o itinerário a partir do “ícone bíblico” representado pelo encontro de Jesus com a Samaritana retratado no capítulo quatro do Evangelho de São João

“Tudo muda quando encontramos Jesus”

Era preciso que Jesus passasse pela Samaria, e diante do poço se encontrasse com a Samaritana para, assim, “travar” com ela um diálogo levando-a a reconhecer Nele a Água viva que mata toda sede. Fazendo então uma Catequese.

Jesus espera que tenhamos sede dEle.
Qual é a água que podemos dar para Jesus?
Encontro da necessidade humana com a graça de Deus. 
Conhecer é diferente de saber.
A salvação vem da fé em Jesus, Ele se abaixa para se mostrar à Samaritana, ensina-lhe gradativamente o que significa Adorar a Deus em Espírito e Verdade. 

CAPÍTULO 2 - VER: Narra a história do processo da iniciação cristã, que defende a necessidade da conversão pessoal, a partir do encontro pessoal com Jesus.

Faz-se necessário olhar para dentro de si com humildade.
Em primeiro lugar Deus fala para nós catequistas, ninguém sabe tudo. Procuremos deixar o Senhor falar através de nossa vivência e testemunho que falam até mais que o conteúdo exposto.
O encontro com Jesus provoca o Acolhimento. 
Fazer acontecer uma mística do encontro, sem rigorismo. 
Nunca se deve ter fé de gosto (do meu jeito), mas assumir o jeito de Jesus. Entregar se com amor e alegria a missão de testemunhar.

Será muito proveitoso ao catequista conhecer o Documento de Aparecida.
Deve conhecer também o documento Catequese Renovada (1983) e a proposta do Papa Francisco da Evangelii Gaudium. Há vários desafios atuais como intolerância, sectarismo, desestruturação da família, corrupção. Enfrenta-los sem desanimar.

CAPÍTULO 3 - ILUMINAR: Traz como a Igreja pretende implantar a Iniciação.

Temos que amar a Igreja como ela é e não como gostaríamos que ela fosse.
Um itinerário significa uma caminhada no qual é necessário um mergulho pessoal na fé. 

Nas urgências da Igreja com relação à evangelização hoje, devemos iniciar um diálogo com toda a sociedade sobre:
§  Igreja como Casa de Iniciação à vida cristã
§  Igreja em estado permanente de Missão
§  Animação Bíblica (nunca começar reunião de trabalho sem a luz da Palavra de Deus)
§  Formação de comunidades
§  Valorização da Vida

Utilização de temas que sejam atraentes, aprender com o catequizando, cada um deve se sentir pessoalmente envolvido, buscar o uso de símbolos, valorizar os ritos, mergulhar no mistério pascal de Jesus, participar de formação continuada, vivificar a relação filial com Deus que nos faz nova criatura. Testemunhar com vida de oração que Cristo é o Centro, anunciando-O com linguagem adequada. Promover a inserção tendo Maria como modelo de mãe.

Trazer as etapas no Quadro Geral e uma explicação quanto ao uso do RICA no que for pertinente (como inspiração).

É necessário um aprofundamento após a recepção do sacramento: Introdução aos Mistérios de Deus, aprender e viver os gestos; Não só falar da fé, mas viver a fé: Experimentar Deus além das aparências (Tempo da Mistagogia).

É preciso superar a divisão entre a Catequese e a Liturgia: Deus trabalhando na gente, salvando, purificando, libertando do mal (nós trabalhando para que Deus trabalhe em nós) colocando ao centro a Eucaristia.

Dentro de tudo procurar a coerência de vida (o catequista é exemplo de vida cristã).

CAPÍTULO 4 – AGIR E CONCLUSÃO: Mostra como colocar em prática a IVC a partir de um agir pastoral da Igreja.

Vislumbra-se um Projeto da Diocese para a Implantação da IVC, com centralidade na Palavra de Deus, Integração da catequese com a liturgia, Pastoral de Conjunto, atuação dos Conselhos Paroquiais, instrução, formação, recursos, etc.

A única e principal missão da Igreja é seguir o pedido de Jesus para “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura e batizai em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Em primeiro lugar faz-se um Anúncio; depois uma Catequese e por último a participação na Liturgia (sacramentos). Este caminho que visa formar discípulos (pessoas convictas da fé).

Hoje existe um abismo muito grande entre Liturgia e Catequese. 

Na catequese aprofundamos o conhecimento, as razões da fé católica, mergulhamos no mistério da pessoa de Jesus. O catequista é responsável pelos seus catequizandos. E sempre deve se perguntar: Eles estão preparados?

Os Sacramentos/Liturgia são como as núpcias em um casamento, momento áureo em que os catequizandos devem se aproximar com piedade e respeito. A caminhada cristã não se encerra na recepção do sacramento, ele faz parte de uma necessária inserção da vida da Igreja e da Comunidade.

A restauração do catecumenato tem que ser uma missão da Igreja, com a retomada do Querigma, anunciado de forma inteligente, atraente e convincente. Seguido por um aprofundamento bíblico, da Doutrina Social, Liturgia, Ecumenismo, etc.

Os sujeitos destinatários da IVC são as famílias, crianças, adultos, jovens, pessoas com deficiência e pessoas nas periferias existenciais, ou seja, todo àquele que quer, de maneira livre e pessoal, se aprofundar no mistério de Deus.

Os catequistas também devem fazer o itinerário, buscar o aprofundamento e formação continuada, além de buscar aprender com os seus catequizandos.

Deus nos abençoe nessa digna Missão de fazer ECOAR a PALAVRA DE DEUS.



Colaboração: Lilian V. F. Volpato

Fontes:
- Formação com D. Marcony- Arquidiocese de Brasília 30/09/2017
- Formação dos coordenadores de Catequese do Regional Centro Oeste sobre o Doc. 107 – Iniciação à Vida Cristã – Itinerário para formar discípulos missionários com Pe. Antônio Marcos Depizolli (set/2017).

NA ORAÇÃO CRISTÃ NÃO HÁ ESPAÇO PARA O "EU"


Catequese do Papa - Audiência da quarta-feira 



Na catequese pronunciada esta quarta-feira (13/02), o Papa propôs uma reflexão sobre o ‘Pai Nosso’, explicando como rezar melhor a oração que Jesus nos ensinou.

Para rezar – iniciou o Papa – são necessários silêncio e introspecção. “A verdadeira oração se realiza no segredo na consciência, do fundo do coração: com Deus é impossível fingir, é como o olhar de duas pessoas, o homem e Deus, quando se cruzam”. Mas apesar disso, Jesus não nos ensina uma oração intimista ou individualista. Não deixamos o mundo fora da porta do nosso quarto… levamos as pessoas e situações em nosso coração!

Na oração do Pai Nosso, há uma palavra que brilha pela sua ausência: uma palavra que em nossos tempos – como talvez sempre – todos consideram importante: a palavra ‘eu’”, disse.

Primeiramente nos dirigimos a Deus como a Alguém que nos ama e escuta (seja santificado o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade) e, depois, quando lhe apresentamos uma série de petições (dai-nos hoje o nosso pão cotidiano, perdoai as nossas ofensas, não nos deixeis cair em tentação, livrai-nos do mal), as fazemos na primeira pessoa do plural – “nós” – isto é, rezamos como uma comunidade de irmãos e irmãs.

“Até as necessidades mais elementares do homem – como ter alimento para saciar sua fome – são todas feitas no plural. Na oração cristã, ninguém pede o pão para si, mas o suplica para todos os pobres do mundo”, disse Francisco.

Pedir a Jesus que nos faça ter compaixão

Na oração, o cristão leva todas as dificuldades e sofrimentos de quem está ao seu lado, tanto dos amigos como de quem lhe faz mal, imitando a compaixão que Jesus sentia pelos pecadores. Mas pode acontecer – ressalvou o Papa – que alguém não perceba o sofrimento a seu redor, não sinta pena pelas lágrimas dos pobres, fique indiferente a tudo. Isto significa que seu coração está petrificado. Neste caso, seria bom pedir ao Senhor que o toque com o seu Espírito e sensibilize seu coração.

“Cristo não ficou alheio às misérias do mundo. Toda vez que percebia uma solidão, uma ferida no corpo ou no espírito, sentia forte compaixão”, ensinou.

Às 7 mil pessoas presentes, o Papa perguntou: “Quando rezamos, nos abrimos ao grito de tanta gente, próxima ou distante? Ou penso na oração como uma espécie de anestesia, para ficar mais tranquilo? Isto seria um terrível equívoco”.

A oração deve abrir o coração ao próximo para que amemos com um amor compassivo e concreto, sabendo que tudo aquilo que fizermos “a um destes meus irmãos mais pequeninos, – afirma Jesus – foi a mim mesmo que o fizestes”.

Cidade do Vaticano
13/02/2019