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segunda-feira, 16 de março de 2020

MENSAGEM DA CNBB SOBRE CONVID-19 (CORONA VÍRUS)


Em decorrência do complexo quadro de pandemia da CONAVID-19 (coronavírus) no mundo e em território brasileiro, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu dia 14 de março a mensagem: “Tempos de Esperança e Solidariedade”. No documento, a presidência da CNBB informa que as indicações práticas de cuidado estão sendo emitidas em cada diocese, considerado e respeitando a realidade. A mensagem recomenda atenção e consideração irrestrita às orientações dos especialistas de saúde e autoridades competentes.
“Os cuidados com higienização pessoal e do ambiente, bem como evitar aglomerações são regras que precisam ser seguidas por todos, com irrestrita atenção e cuidados, a partir da própria consciência, regida pelo bom sendo e pela fraternidade”, diz o texto da mensagem.
A mensagem reconhece que algumas restrições mexem com o jeito dos católicos conviver e celebrar, contudo pede que as orientações sanitárias e de saúde sejam acolhidas como uma contribuição tendo em vista o bem de todos. O tempo, segundo o documento, é de intensificar a oração, elevando os corações ao Deus da vida, no acolhimento de sua Palavra e por uma vivência de renúncias neste tempo Quaresmal.

Em tempos de celebração da Campanha da Fraternidade 2020, cujo tema é “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema fala do cuidado, a presidência da CNBB pede disciplina e obediência às orientações e decisões para o “nosso bem”. Conheça a íntegra do documento abaixo.

Tempos de esperança e solidariedade

Tudo posso naquele me fortalece! (Fp 4,13)

1. Diante do complexo quadro gerado pela pandemia do coronavírus, a CNBB manifesta sua palavra de esperança e de solidariedade. As indicações práticas estão sendo emitidas em cada diocese, considerando e respeitando a realidade. Recomendamos atenção e consideração irrestrita dos especialistas de saúde e autoridades competentes. As indicações sobre o modo como celebrar a fé cabem aos bispos em cada diocese. Todas as normas visam à proteção das pessoas, buscando evitar a contaminação e preservar a vida.

2. Os cuidados com higienização pessoal e do ambiente, bem como o evitar aglomerações são regras que precisam ser seguidas por todos, com irrestrita atenção e cuidados, a partir da própria consciência, regida pelo bom senso e pela fraternidade.

3. Por isso, é importante que essas orientações sejam acolhidas como uma contribuição em vista do bem de todos. Elas requerem ser acompanhadas de muita oração elevando nossos corações ao Deus da Vida, no acolhimento de sua Palavra e por uma vivência de renúncias neste tempo quaresmal. Em momentos difíceis e delicados como este, mais fortes devem ser nossa fé, esperança e união.

4. Algumas restrições mexem com o nosso jeito de conviver e celebrar, pois somos um povo que traz em si o desejo de sempre estar juntos, tanto nos momentos alegres quanto tristes. Conscientes de que as restrições ao convívio não durarão para sempre, aprendamos, a valorizar a fraternidade. Aproveitemos para pensar nos inúmeros outros modos em que a vida de pessoas, povos e do planeta vem sendo agredida. Tornemo-nos ainda mais desejosos de, passada a pandemia, podermos estar juntos, celebrando a vida, a saúde, a concórdia e a paz.

5. Não temamos manifestar a solidariedade e a esperança. Superemos a indiferença. Façamos isso, porém, de modo prudente e em consonância com as orientações sanitárias. São muitos os recursos tecnológicos ao nosso dispor atualmente. Eles podem ajudar a suprir a distância física nesse período de cautela.

6. Tenhamos igual firmeza para discernir informações, desconsiderando notícias falsas, que se alastram com facilidade. Seu desejo é o de nos enfraquecer e abater. Não hesitemos, portanto, em buscar sempre a verdade das informações. Evitemos que o medo nos torne mais vulneráveis. Deus nunca nos abandona e, nos momentos mais difíceis, nós o podemos sentir ainda mais próximo em seu amor e sua paz.

7. Por fim, fazendo cada um a sua parte nessa grande empreitada, que é de todos, não deixemos de rezar pelo mundo inteiro, em especial pelas vítimas e pelos profissionais que incansavelmente trabalham por uma solução. Sejamos disciplinados, obedeçamos às orientações e decisões para nosso bem, e não nos falte o discernimento sábio para cancelamentos e orientações que preservem a vida como compromisso com nosso dom mais precioso.

Brasília-DF, 14 de março de 2020

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte-MG
Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima-RR
2º Vice-Presidente

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre-RS
1º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar do Rio de Janeiro- RJ
Secretário-Geral da CNBB

CELULAR: ALIADO OU INIMIGO DA CATEQUESE?



Para começar o assunto, gostaria de lembrar a mensagem de Bento XVI, pelo Dia Mundial das Comunicações Sociais (2009). A mensagem fala sobre as relações na internet e leva a uma reflexão sobre a amizade, esse desejo instintivo do ser humano de relacionar-se uns com os outros em busca de amor e reconhecimento, e de como esse conceito de “AMIGO” tem sido tratado nos meios digitais.

A exortação do Papa faz-nos lembrar as profundas mudanças que vem acontecendo nos modelos de comunicação e nas relações humanas, principalmente nos chamados novos “media” (mídias ou meios de comunicação), essa multiplicidade de vias por meio das quais é possível enviar imagens, sons e textos, instantaneamente, a qualquer lugar do planeta. Esses meios de comunicação “Verdadeiro dom para a humanidade”, lembra o Papa, devem ser postos a serviço de todos, principalmente dos mais necessitados e dos excluídos.

Essa mensagem fala aos jovens que cresceram em contato com esses novos meios de comunicação e que praticamente “vivem” nesse mundo virtual. A eles é atribuída a responsabilidade de utilizar esse enorme potencial tecnológico a serviço da compreensão e da solidariedade humana. A popularidade alcançada por esses novos meios atende ao anseio do ser humano de buscar relações de amizade inerentes aos seres humanos: “Quando sentimos a necessidade de nos aproximar da outras pessoas, quando queremos conhecê-las melhor e dar-nos a conhecer, estamos a responder à vocação de Deus – uma vocação que está gravada na nossa natureza de seres criado á imagem e semelhança de Deus, o deus da comunicação e da comunhão.”, diz Bento XVI.

Claro que é importante lembrar que, apesar dessas novas tecnologias favorecerem os contatos, a criação de novas amizades e o acesso a informação, nada substitui as verdadeiras relações de contato, de presença. Assim, é preciso cuidar para que a amizade, “uma das maiores riquezas de que pode dispor o ser humano”, não seja banalizada pelos meios digitais em seu conceito mais fundamental que é a estreita relação entre dois seres humanos, marcada, antes de tudo, pela afinidade de diálogo e pelo “encorajamento recíproco do desenvolvimento de dons e talentos e sua colocação a serviço da comunidade.”.

É através das amizades e dos diversos relacionamentos que se cresce e se desenvolve como ser humano. No entanto, é preciso verificar se essa necessidade de sustentar essas amizades online não está sendo trocada pelo convívio com a família e com aqueles que fazem parte do nosso dia-a-dia na escola, no trabalho e nos momentos de lazer. A mensagem do Papa emérito alerta que, quando esse desejo de ligação virtual se torna obsessivo, a pessoa se isola, não tem mais interação social, repouso, momentos de silêncio e reflexão, tão necessários ao desenvolvimento humano.

No final, a mensagem pede, dirigindo-se principalmente aos jovens, que levem ao mundo digital seu testemunho de fé e de valores que permeiam a vida de cristão. Pela facilidade e espontaneidade com que os jovens navegam nesse “continente digital”, eles são exortados a levar aos povos que necessitam a Boa Nova de Jesus, “Sede os seus arautos!”, finaliza o Papa.



Sobre essa mensagem cabe a nós, catequistas, uma reflexão: A maioria das crianças e jovens, com as quais trabalhamos a evangelização, cresceram nesse ambiente de evolução das novas tecnologias de comunicação. Encontramos aí duas realidades: a de um mundo urbanizado e elitizado onde todas as crianças possuem, no mínimo, acesso a Internet e muitas vezes o seu próprio computador; e o mundo daqueles que vivem nos meios rurais e nas periferias das cidades em comunidades extremamente pobres, sem qualquer acesso a esses novos meios digitais. Como trabalhar essas duas realidades? Como levar aos excluídos essas novas tecnologias? Como nos prepararmos para falar a mesma linguagem dos nossos catequizandos internautas?

Aos catequistas que fazem parte de comunidades onde crianças e jovens sofrem essa carência, cabe a sensibilização junto às suas lideranças para que se preocupem com essa realidade, sob pena de perder o bonde da história. Não é mais viável nessa grande “comunidade digital” em que vivemos que jovens cresçam alheios a essas novas tecnologias. Ou pior ainda, com conhecimento dela, mas sem possibilidade de desfrutá-la. É bom lembrar também da enorme contribuição que esses novos meios podem trazer ao projeto de evangelização da comunidade.

Àqueles que trabalham a realidade urbana, “digitalizada”, fica a responsabilidade de tratar esses novos meios, como veículo de propagação da Boa Nova. A acessibilidade que essas crianças têm aos novos meios de comunicação tem que ser aproveitada no sentido de que, além das novas amizades virtuais que são conquistadas, se trabalhe também a cultura da propagação da nossa fé e de nossos valores.

O catequista, em qualquer das duas situações, não pode, de maneira nenhuma, estar à parte dessa nova realidade. O cyberspace está aí. Essa nova arena digital é agora nosso espaço de luta. Não dá para tratar o celular como vilão. Ele praticamente é uma parte “acessória” da vida de muitos jovens e cada vez mais, também das crianças, que são “monitoradas” pelos pais, via whatsapp.

E como fica o encontro de catequese com o celular na mão de todos?

Primeiro cada catequista precisa fazer seu juízo de valor, mas, eu não faria "comparação" do tipo "Celular e Bíblia qual é o mais importante?" nos dias de hoje. Nas turmas de crisma, principalmente, o uso do celular é muito produtivo. O celular veio para ficar e não vai ser preterido pelos adolescentes nem agora e nem no futuro. Provavelmente teremos aparelhamentos tecnológicos cada vez mais dinâmicos. A Bíblia em si, como LIVRO, papel escrito, é só um "veículo" para levar a Palavra de Deus, assim como é o CELULAR, o Tablet, etc... Hoje se nossos catequizandos tem celular, eles TÊM A BÍBLIA, basta ensiná-los a utilizar um aplicativo. Acredito que é muito mais produtivo usarmos a Bíblia no celular dos nossos jovens - que vão ver que ele também serve para isso - do que fazer a "crítica" de que ele dá mais atenção ao celular do que a Bíblia. Pensemos: nunca foi tão fácil ler a Bíblia como agora que temos celular!

Nossa Igreja, por meio das mensagens do Papa sobre as comunicações, tem chamado a atenção para as novas mídias e meios de comunicação. É erro nosso achar que as novas mídias são só "ferramentas", elas são na verdade um "mundo" onde vivem muitas pessoas, a maior parcela, jovens. Se não adentrarmos este "mundo" e não nos apropriarmos também destes recursos, corremos o risco de ficar definitivamente de fora da vida das gerações mais jovens. E o celular é usado sobretudo para "comunicação" e acesso à internet, e quem está do outro lado dos "fios", conexões, cabos e fibras óticas, também são "pessoas". É uma nova forma de se encontrar além do meio físico. O celular realmente não substitui o contato humano, físico, mas ele acrescenta muito aos relacionamentos em si.

Penso que é uma das tarefas do catequista, também orientar o uso das novas mídias e a presença amorosa dos cristãos na rede, combatendo, principalmente, tanta violência e mau uso da tecnologia. Obviamente é necessário um certo controle por parte do catequista para saber, realmente, o que o catequizando faz no celular. E a melhor forma de fazer isso é “incorporar” o celular ao encontro em alguns momentos: Leitura da Bíblia quando a criança esqueceu, pesquisa de temas, imagens, lugares. Sem falar na própria comunicação com o catequizado que hoje tem um meio direto de ser “encontrado”. E faça sempre do seu encontro, momentos únicos e interessantes. Vai ver que o interesse no celular vai se tornar bem menor.

Um outro ponto é que as famílias podem ser incluídas na catequese dos filhos, criando-se lista de contatos e grupos para este fim. Já pensou se depois de cada encontro, você enviar uma mensagem ao grupo de Whats dos pais contando o que foi visto no encontro? Incentivá-los a pedir aos filhos que contem como foi o encontro? Fora tantos avisos que são necessários no cotidiano da catequese.

Não trate o celular como inimigo e nem como se fosse só uma “ferramenta” de comunicação. Por meio dele, crianças, jovens e adolescentes e até adultos, adentram a um “mundo” que não se alcança por meio físico. Um mundo repleto de pessoas que buscam contato com as outras, buscam “presença” e “pertença” que muitas vezes não tem na vida comum. Trate como aliado. E saiba fazer da sua presença na vida dos seus catequizandos um diferencial, para que eles valorizem também os relacionamentos que tem no meio físico. Muitas vezes, a procura de contato, de ser visto e valorizado no meio digital é uma carência que se tem nos meios físicos.


Ângela Rocha
Catequistas em formação

Fonte de referências:
Mensagem do Papa Bento XVI para 0 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais, CNBB, 2009.

sábado, 14 de março de 2020

CATEQUESE HOJE



O que é catequese?  Para que serve?
Ainda hoje muita gente não sabe o que é de fato catequese. É triste, mas para alguns catequese é somente um "cursinho" da igreja católica, na qual as famílias “matriculam” seus filhos porque são católicos, e todo católico deve fazer, para certificar que é de fato um católico.Total engano... Catequese é muito mais que isso. É educação para a fé. Fé que supostamente se aprende em casa, com pai, mãe, família... A catequese vai reforçar e aprofundar esses ensinamentos, ela tem a função de regar aquela sementinha plantada pela família, para que esta floresça e dê bons frutos. Já se sabe que a catequese vem desde o ventre materno, também se entendeu que não é mais possível intervalos entre um sacramento e outro, que é necessária uma catequese permanente, de continuidade, aliás, o objetivo da catequese não é só o Sacramento em si. Terminou o sacramento e acabou. CATEQUESE É MISSÃO, missão para formar novos discípulos missionários, nos prepara como cristãos para o encontro pessoal com Nosso Senhor Jesus Cristo.
O que ensina a catequese?
Na catequese se fala o que ensina a igreja, a doutrina, a tradição da igreja, e sobretudo do amor de Deus. Ninguém está autorizado a falar na catequese o seu ponto de vista particular, sua opinião pessoal. Na igreja, na catequese só se fala em nome de Deus e o que a igreja ensina.

E quem são essas pessoas que falam em nome da igreja?
Catequistas é aquela pessoa que recebe e aceita o chamado de Deus para a Catequese, aquela pessoa que já fez seu encontro pessoal com Jesus e agora tem a missão de ser um facilitador e conduzir o outro – seu catequizando – seja ele criança, jovem ou adulto a ter esse mesmo encontro com o Cristo Jesus.
E o que é preciso para ser um bom catequista?
Um bom Catequista é aquele ou aquela que tem suas obrigações de rotina mas, que arruma um tempo para se dedicar a catequese, preparar com carinho e antecedência cada encontro, participar das reuniões, das formações... o catequista além de todo amor envolvido na catequese, com os catequizandos e suas famílias – sim, as famílias, porque estas na maioria das vezes não tiveram contato mínimo com a catequese e as coisas de Deus, e consequentemente, não tem o que transmitir aos seus filhos, eles também precisam ser catequizados. Para ser um bom catequista acima de tudo é preciso amor. Amor às criaturas de Deus, amor às coisas de Deus... Também ê preciso comprometimento. Não é possível um catequista individualista, aquele que só faz o que quer, que não se atualiza, que não faz o básico para um encontro de excelência na catequese.
Catequista nem tão pouco Catequese é um trabalho voluntário da igreja, que você faz quando e como pode. É MISSÃO... E missão quando a gente aceita, a gente assume sem nenhum MASSS....
Na catequese de hoje, é unanime a afirmação... quem é catequista já há alguns anos, e se acha experiente, sabe tudo, está completamente enganado - este catequista esta sim, desatualizado, ultrapassado. A Catequese hoje exige FORMAÇÃO PERMANENTE, uma catequese que venha desde o ventre materno até a fase adulta, sem interrupções, para assim formar os discípulos missionários que nossa igreja tanto almeja.

Andrea Canassa



quarta-feira, 11 de março de 2020

A HISTÓRIA DO CREDO: SÍMBOLO DA FÉ


Todos os domingos e em solenidades especiais, a Igreja convida os fiéis à proclamação do Credo durante a Missa. Literalmente, “Credo” significa “Creio”. Esta oração tornou-se assim comumente conhecida por ser uma profissão de fé pública, pois quando alguém a recita anuncia a todos aquilo em que crê. De certo modo, o Credo é uma espécie de bilhete de identidade dos cristãos, uma vez que mostra aquilo em que acreditam, aquilo que deve ser essencial para cada crente.

O Credo é uma oração tão longa quanto antiga, a sua origem remonta ao início do cristianismo, mais precisamente aos próprios Apóstolos de Cristo. No início da nossa era, os discípulos de Jesus dedicaram-se de corpo e alma a cumprir a última missão que Este lhes confiou: ir e anunciar a todos os povos a boa notícia da salvação. Assim seguiram, por diversas regiões do mundo, chegando por vezes a terras longínquas. E por onde quer que passassem deixavam esta mensagem.

Diz a tradição da Igreja que, de forma a não se perderem nem se adulterarem as verdades essenciais do cristianismo, os apóstolos elaboraram um pequeno texto onde resumiram o essencial da fé cristã. Este texto ficou conhecido por Símbolo dos Apóstolos, pois a palavra “símbolo”, em grego, significa “resumo”. Ao longo dos séculos, esta profissão de fé dos apóstolos foi sendo usada pela Igreja, principalmente no ritual do batismo. Era uma forma de relembrar as linhas mestras da fé e impedir que surgissem heresias. O Símbolo dos Apóstolos passou a ser também conhecido como Credo, visto declarar categoricamente aquilo em que os cristãos acreditam.

No início do século IV, pela primeira vez na história, um imperador romano converteu-se ao cristianismo. Constantino I decidiu legalizar a nova religião sem, no entanto, proibir o culto aos deuses pagãos. No ano 325, este mesmo imperador convocou um concílio, o segundo da história da Igreja, para discutir algumas questões que estavam dividindo os cristãos. Este concílio teve lugar em Niceia, atualmente na Turquia. Nele participaram inúmeros representantes eclesiásticos, à exceção do Papa Silvestre I, que enviou apenas emissários.

Do concílio saiu uma nova redação do texto do Credo, chamado Credo Niceno, mais alargada do que a usada até então. Esta nova fórmula surgiu com o objetivo de clarificar certos pontos, como resposta às heresias daquele tempo. Na prática, o Credo Niceno é um autêntico catecismo, pois encerra em si o essencial da fé cristã.

Mais tarde, no ano 381, em Constantinopla, houve um novo concílio onde se reafirmou a importância do Credo Niceno e se procedeu a uma pequena atualização do texto. A partir daí esta profissão de fé passou a ser conhecida por Credo Niceno Constantinopolitano. Este texto foi aceito por toda a Igreja e ainda hoje é usado por católicos, protestantes e ortodoxos, tendo apenas sofrido uma alteração que se revelou decisiva para a história do cristianismo.

Em 589, no III Concílio de Toledo, adicionou-se ao Credo a chamada cláusula Filioque. Esta declarava o Espírito Santo como procedente do Pai e do Filho e não apenas do Pai através do Filho, como até então se dizia. A cláusula filioque gerou controvérsia dentro da Igreja e chegou até a ser proibida pelo Papa Leão III. Mesmo assim, continuou a ser usada e ficou até aos nossos dias.

A polêmica, porém, foi maior do que se pensaria inicialmente e chegou a atingir grandes proporções com o Cisma do Oriente, que separou a Igreja Católica da Igreja Ortodoxa, no século IX. Apesar de não ter sido a principal causa desse cisma, foi sem dúvida uma das que mais influenciaram esta primeira separação dentro do cristianismo. Por esta altura também o Credo passou a fazer parte da liturgia da Missa, pois até então era usado no ritual do Batismo.

Tamanha a importância do Credo como símbolo de fé dos católicos que ele faz parte dos Ritos de Entrega do Catecumenato (Catequese de adultos) no Tempo da Iluminação, fase que precede a recepção dos sacramentos de iniciação. 

Como adaptação do modelo catecumenal, na última etapa da catequese de crianças e próximo da primeira eucaristia (cujos temas trabalhados são: Igreja, o Batismo e a atuação do Espírito Santo), se faz o RITO DA ENTREGA DO SÍMBOLO (Creio), como fechamento do que se viu nos primeiros anos da catequese para conhecimento da Profissão de Fé: Jesus-Deus, Pai Misericordioso, a Criação, história da Salvação. O Creio, como oração, é trabalhado mais diretamente na catequese de Crisma.

A catequese do Creio, divide-se em três partes, o trabalho com os catequizandos, com os pais e por fim a solene entrega do Símbolo, que é realizada durante a celebração da missa. Normalmente é confeccionado uma oração em papel ao estilo pergaminho, enrolado com fita, que os pais entregam aos filhos. As crianças fazem a profissão de fé na hora adequada da missa, são chamados pelo padre ao presbitério e estes devem rezar em ALTO E BOM SOM a oração sem ler de lugar algum. Existe um roteiro próprio para esta celebração (Sugestão) em nossa apostila sobre o CREDO.

Catequistas em formação

FONTES: 
CIC - Catecismo da Igreja Católica
RICA - Ritual de Iniciação Cristã de Adultos

Quer saber mais sobre o SÍMBOLO DA FÉ?
Apostila de formação para catequistas: R$ 20,00
Pedidos pelo whatsapp: (41) 99747-0348



SUMÁRIO 
1. O CREDO E A CATEQUESE ...................................................................02
2. O SÍMBOLO DA FÉ: A ORAÇÃO DO CREIO........................................02
2.1 Embasamento Bíblico ...............................................................................04
3. O SÍMBOLO DA FÉ COMO PROFISSÃO DE FÉ ..................................05
3.1 O ato de crer .............................................................................................07
3.2 Professando a nossa fé..............................................................................09

ANEXO 01 – Roteiro de Encontro com Catequizandos ou Crismandos ......... 12
ANEXO 02 – A imagem de Deus..................................................................... 17
ANEXO 03 – Roteiro de encontro com pais..................................................... 22
ANEXO 04 – Sugestão para a Celebração de Entrega do Creio....................... 39
ANEXO 05 – Modelos de Pergaminhos............................................................ 41
ANEXO 06 – Atividades para crianças ............................................................ 43

LINKS ÚTEIS:
Como fazer pergaminhos em papel vegetal:
http://www.catequistasemformacao.com/2016/07/como-fazer-o-pergaminho-com-oracao-do.html


segunda-feira, 9 de março de 2020

ENCONTRO SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2020 - PARTE II



Iniciar o encontro pelo entendimento do Tema , Lema e compreensão do cartaz. (Ideal se cada um tiver um pequeno ou a sala tenha um grande na parede).
- Conversar sobre conceitos de Fraternidade, Vida, Dom e Compromisso.
- Leitura de Gn 1, 27-30.

Bate papo:
Se eu quero isso para mim eu não posso concordar com...

(Fazendo menção ao presente de ganhamos de Deus; a vida e tudo que o planeta contém)

Apresentar Santa Dulce dos Pobres:

- Dedicar parte do tempo para falar dela, mas, fica critério de cada catequista.
- Imprimir pequenos textos sobre a vida dela, entregar a cada um e ir contando sua vida aos poucos. Incentivar a ir colando no cartaz com a foto dela.
- Depois colocar as flores.


* Para terminar passar o trailer do filme de Santa Dulce para ficar com um gostinho de quero mais.

Sugestão de outras atividades:

1) Montar um quebra cabeça do cartaz para cada um levar pra casa, para falar da campanha para a família. Pode ser um só e enviar cada semana para um catequizando, se forem poucos.

OBS.: No encontro anterior foi trabalhado a Parábola do Bom Samaritano e lógico, você vai precisar estudar um pouquinho sobre a vida da Santa Dulce. Mas acredite será a melhor parte.

Catequista Gisele Araújo
Paróquia Santo Antônio Bocaiúva do Sul - PR
3° Ano da Eucaristia

IMAGENS para copiar:









terça-feira, 3 de março de 2020

PARA CHEGAR AO CÉU...


Num mosteiro vivia um monge perfeito. Observava o silêncio, jejuava, era pontual em tudo. Todos diziam que, ao morrer, ele iria para o céu, com sapato e tudo. Um dia, já velhinho, ele achou que era chegado o momento de partir e foi escalando a alta montanha, até chegar às portas do céu. Bateu, bateu e nada. A porta não se abriu. Ficou decepcionado. Resolveu voltar ao mosteiro e fez mais um ano de jejum, oração, silêncio.... No final do ano, estava tão fraco de jejuar que quase não conseguiu subir aquela ladeira até as portas do céu. Bateu, bateu e nada.

Nosso monge ficou muito triste. “Eu fiz tudo para me salvar”, dizia. “O que será que falta ainda? ” Pensou, pensou e, de repente, lembrou-se de que o último monge que havia chegado ao mosteiro falara que hoje quem não prega o Evangelho, não pode mais se salvar. Imediatamente, voltou para a terra e pegou o primeiro navio que partia para a África. No primeiro porto, já desceu e começou a pregar. Mas era um país muçulmano e mandaram-no de volta para o navio. Ele não desanimou e acabou encontrando um povo mais acolhedor para quem começou a pregar. Trabalhava e falava com tanto entusiasmo que, ao final de um ano, quase todos haviam aderido ao Cristianismo. Voltou ao paraíso e, com todo o ardor missionário, bateu na porta. Voltou a bater e nada.

Aquela porta parecia mesmo emperrada. “Mas fiz tudo certo e preguei o Evangelho. O que falta para me salvar? ” Sentou, pensou, pensou e lembrou que um dia, lá nas missões, alguém lhe falara que havia mais uma coisa nova na Igreja: “Quem não trabalha para os pobres, não se salva mais”. Ele voltou para a terra e inscreveu-se como voluntário num grande hospital. Foi cuidar daqueles que estão nas enfermarias, os mais pobres, dos pobrezinhos que ficam ali jogados. Dia e noite, esteve aí, acudindo a um, falando com o outro, consolando um terceiro.

Passado mais um ano, resolveu voltar a subir aquela ladeira. Estava tão cansado que quase não conseguiu chegar. Mas havia feito a última coisa que lhe faltava para se salvar. Bateu, bateu e nada. Reuniu todas as forças. Bateu, bateu e nada.

Só uma coisa faltava. Sentou numa pedra, muito triste. Pensou, pensou e não conseguia encontrar resposta. “Eu fiz tudo para me salvar. Acho que até fiz mais do era preciso. Eu tinha que me salvar! ”. De repente olhou para o lado e viu uma criança brincando. A criança olhou para ele, sorriu e perguntou: “Quer brincar comigo? ”. Então ele esqueceu tudo, inclusive a sua salvação eterna e foi brincar com ela. Logo a seguir, escutou um barulho. Olhou para o lado e viu que a porta estava se abrindo. Pela primeira vez, estava fazendo algo gratuitamente, por amor, sem pensar na recompensa, sem pensar na sua salvação eterna. E a porta abriu-se.

(Desconhecemos o autor)

* * * * *
Lembrei das muitas discussões que temos na catequese, das muitas soluções que se apresentam para nossos problemas, das muitas atitudes de "ajoelhar e rezar", dos muitos pedidos de ação, mas, sempre do Espírito Santo e não nossas de verdade.

Além de fazer tudo por gratuidade devemos sempre "fazer alguma coisa", rezar só não basta, pedir "iluminação" quando nada fazemos para mudar a realidade, não basta. É preciso coração puro e desprendido.

Catequistas em Formação



segunda-feira, 2 de março de 2020

ROTEIRO DE ENCONTRO: CF 2020 - PARTE 1 - TEATRO BOM SAMARITANO


ACOLHIDA: Sempre com alegria para contagiar os catequizandos!

ORAÇÃO INICIAL: Conforme for o costume da turma.

DINÂMICA PARA INICIAR O TEMA: 
* Adaptação da Dinâmica de Acolhida do livro Sementes de Comunhão, 3º Tempo – 3º Edição – Editora Ave-Maria.

MATERIAL:
PALITOS DE DENTE; PAPEL CARTAZ, FITA ADESIVA, CARINHAS IMPRESSAS.
- Imprima as três carinhas em quantidades suficientes para os participantes.
- Recorte; cole no papel cartaz e fixe no palito de dente com fita adesiva.
- Atentar para que cada catequizando ganhe três carinhas: Feliz; Triste e Indiferente.

Explique que você fará algumas perguntas e que eles vão levantar as carinhas de acordo como eles se sentem perante tais atitudes.

Sugestão de perguntas:
- Quando você está doente como você se sente?
- Quando você vê alguém doente como você se sente?
- Quando você fica sem ver seus amigos como você se sente?
- Quando você vê alguém arrancando flores ou pisando nelas, como você se sente?
- Quando você é magoado, como você se sente?
- Quando você magoa uma pessoa, como você se sente?
- Quando você vê alguém precisando de ajuda, como você se sente?
- Quando você vê alguém jogando lixo na rua, como você se sente?
- Quando você vê desperdício de comida, como você se sente?
- Quando você vê uma pessoa sofrendo bullyng, como você se sente?
- Quando você vê alguém desperdiçando água, como você se sente?
- O que você sente ao ver situações de injustiça e sofrimento?

Discussão sobre a dinâmica:
Temos sentimentos diversos, diante de diferentes situações. Vamos agora refletir juntos como estamos agindo perante estas situações, com a natureza e com o nosso próximo. (Tempo para conversa)

Mas quem é meu próximo?
Um dia está pergunta foi feita para Jesus, e você sabe o que ele respondeu?Pois hoje vocês vão ajudar a apresentar esta resposta. Vamos organizar um teatro!

TEATRO BOM SAMARITANO:

PERSONAGENS:
1 NARRADOR
1 HOMEM QUE SERÁ ASSALTADO
3 LADRÕES
1 SACERDOTE
1 LEVITA
1 SAMARITANO
1 DONO DA HOSPEDARIA
- DEMAIS PARTICIPANTES PODERÃO AJUDAR FAZENDO ALGUNS RUÍDOS.

 CENÁRIO:
- Burrinho de garrafa pet, ou um cavalinho de brinquedo.
- Moedas
- Crachás com o nome dos Personagens:
LEVITA - SACERDOTE - SAMARITANO - DONO DA HOSPEDARIA - LADRÃO
(Você poderá imprimir em folha sulfite, furar nos cantos e pendurar um barbante)
- Gases, ou outros panos para cuidar dos ferimentos
- 2 Capas de TNT para o homem assaltado: Uma sem nada, e a outra debaixo da mesma cor, pintada com ferimentos.
- 1 Pano ou uma coberta
- 2 Sacolas, uma para o homem que será assaltado e outra para o Samaritano.
- Bíblia ou alguns livros para o Levita e Sacerdote
- Se desejar, também pode fazer com TNT, algumas vestes para os demais participantes.

ANTES DE INICIAR A HISTÓRIA:

- Distribua os personagens e os cartões com as instruções de ações, atentar que não teremos falas, mas sim, as ações vão acontecendo conforme o Narrador vai lendo.
- Oriente aqueles que não irão participar para:
Ao ouvirem: Um homem estava descendo... (BATER OS PÉS DEVAGAR NO CHÃO).
Ao ouvirem: Ao ver o homem se aproximando ... (BATER OS PÉS FORTES NO CHÃO)
Ao ouvirem: Mas eis que surge um barulho de um burrinho se aproximando... (BATER AS MÃOS SOBRE A COXA PARA IMITAR O TROTE DO BURRINHO)

CARTÕES COM INSTRUÇÕES PARA A ENCENAÇÃO:

1 AÇÃO SAMARITANO: Entrar no burrinho, parar em frente ao homem assaltado, se abaixar e com carinho colocar o homem no burrinho e caminhar ao seu lado até a hospedaria.
2 AÇÃO SAMARITANO: Chegar na hospedaria, fazer de conta que está conversando com o dono, entrar, colocar o homem na coberta e deitar ao lado.
3 AÇÃO SAMARITANO: Deixar o homem dormindo, sair e entregar as moedas para o dono da hospedaria, fazer como se estivesse conversando com ele e ir embora no seu burrinho.
LEVITA: Irá passar pelo homem assaltado, parar, olhar e seguir em frente
SACERDOTE: Irá passar pelo homem assaltado, parar, olhar e seguir em frente
LADRÕES: Chegar correndo, olhando para os lados, empurrar de leve o homem, tirar sua sacola, fazer como se estivesse batendo no homem, deixa-lo no chão, tirar a capa de TNT de cima, deixando a debaixo e fugir.

INICIANDO A HISTÓRIA:

NARRADOR:  Esta história que vamos apresentar foi contada por Jesus, depois dele ter escutado de um homem muito inteligente, chamado Doutor da Lei, a seguinte pergunta:
- Quem é o meu próximo? Jesus então começou a falar.
Um homem estava descendo de Jerusalém para Jericó.
(BATER OS PÉS DEVAGAR NO CHÃO).

AÇÃO:  HOMEM QUE SERÁ ASSALTADO ENTRA

NARRADOR: Estavam ali alguns ladrões esperando alguém passar para cometer um crime. Ao ver o homem se aproximando os ladrões vieram correndo (BATER OS PÉS FORTES NO CHÃO) e o atacaram. Tirarão suas vestes e depois de terem o maltratado muito, foram embora deixando o homem meio morto. O homem ficou deitado na beira da estrada, muito ferido.
AÇÃO: Enquanto o Narrador fala os ladrões entram e fazem de acordo como se narra.

NARRADOR: Por acaso desceu pelo mesmo caminho um sacerdote, que tinha acabado de celebrar um culto. Este vê o homem caído mas passa adiante.
AÇÃO: ENTRA O SACERDOTE E PASSA ADIANTE.
(DEMAIS PARTICIPANTES PODEM GRITAR AJUDA-ME, AJUDA-ME)
NARRADOR: Agora é a vez do levita, um homem que ajudava os sacerdotes no templo, ele também ao chegar no local, vê o homem, mas passa adiante.
AÇÃO: ENTRA O LEVITA E PASSA ADIANTE.
(DEMAIS PARTICIPANTES PODEM GRITAR AJUDA-ME, AJUDA-ME)

NARRADOR:  O homem ferido estava sozinho.
Mas eis que surge um barulho de um burrinho se aproximando.
(BATER AS MÃOS SOBRE A COXA PARA IMITAR O TROTE DO BURRINHO). Aparece então um Samaritano que também viajava pelo mesmo local. Ao ver o homem, ele pará, se enche de compaixão e se aproxima, cuidando dele. Coloca o homem sobre a sua montaria, caminhando ao seu lado e o leva para uma hospedaria. Chegando na hospedaria, pede um lugar e cuida do homem durante a noite.
AÇÃO: ENTRA O SAMARITANO E DRAMATIZA DE ACORDO COM O QUE O NARRADOR FALA.
NARRADOR: No dia seguinte o Samaritano, tirou algumas moedas e deu ao dono da hospedaria, pedindo para que cuidasse do homem, e que só mandasse embora quando estivesse curado. E que se tivesse algum gasto a mais, na volta o pagaria.
AÇÃO: SAMARITANO VAI DRAMATIZANDO DE ACORDO COM O QUE O NARRADOR FALA.
Somente após ajudar aquele home, é que o Bom Samaritano seguiu sua viagem.

Quando Jesus terminou de contar esta história ele perguntou:
Qual dos três foi o seu próximo?
E homem da Lei respondeu: - Aquele que ajudou. 
Então Jesus disse: - Vá e faça o mesmo.

Teatro baseado conforme abaixo:
- Evangelho de Lucas 10,25-37. BELLINI, Rogério. Recursos metodológicos para contação de histórias bíblicas na catequese infantil. São Paulo: Paulos, 2020.


CONCLUINDO:  
Converse então sobre a Campanha, o tema, o lema, o cartaz, sobre a relação de Santa Dulce com a campanha e assim por diante, ficando a critério do catequista como conduzir.

Mas lembre-se de no final fazer menção as respostas que eles deram no início, sobre como temos que nos comportar com o nosso próximo, e por fim, peça que escolham uma carinha para oferecem para Jesus depois de ouvir este lindo ensinamento.

ORAÇÃO FINAL:

Oração da Campanha da Fraternidade 2020

Catequista: Gisele Antonieta de Araújo - 3º Ano Eucaristia
Paróquia Santo Antônio – Bocaiúva do Sul – PR.