CONHEÇA!

quarta-feira, 8 de abril de 2020

VIVENDO A SEMANA SANTA: OFÍCIO DE TREVAS


Ofício de Trevas, por mais que o nome evoque coisas obscuras, é uma das orações mais belas da Semana Santa. Em alguns lugares ele é celebrado na Segunda Feira Santa, mas o dia mais correto para esta celebração é entre a noite de Quarta-Feira até antes do amanhecer da Quinta, marcando o início do Tríduo Pascal. Ao longo dos séculos houve muitas formas musicadas, inclusive não apenas na forma gregoriana, mas também na forma de música clássica. Durante muito tempo este rito permaneceu guardado pela igreja em celebrações mais restritas, mas, atualmente vem sendo retomado em diversas paróquias e dioceses do Brasil.
O Ofício de trevas mostra, de forma bastante clara, a figura do servo Sofredor e, junto dEle, nos colocamos rezando e meditando sobre os Sofrimentos de Sua Paixão e Morte na Cruz. 

O nome da cerimônia é Ofício "de Trevas" e não "das Trevas" (matutina tenebrarum), como se pensa. É uma liturgia Cristã relacionada à Paixão de Cristo, que existe desde o século XIII, e uma das cerimônias mais místicas da Semana Santa, nas noites de quarta, quinta e sexta-feira. Consiste nos Ofícios de Matinas (nove Salmos, nove leituras) e Laudes (cinco Salmos, o Benedictus, uma antífona, Salmo 50 e uma Coleta) do Breviário.

O nome deriva-se de três situações de trevas:

1 – As trevas naturais de meia-noite ao anoitecer, ou seja, as horas destinadas à recitação do ofício, lembrando as palavras de Cristo preso nas trevas da noite: “Haec est hora vestra et potestas tenebrarum” (Esta é a vossa hora e do poder das trevas.) (Lc 22, 53).

2 – As trevas litúrgicas, quando durante as cerimônias da paixão apagam-se todas as luzes na igreja, exceto uma.

3 – As trevas simbólicas da paixão de Cristo.

Como este ofício é cantado ao cair da noite, o auxílio das luzes de velas torna-se indispensável. No coro é colocado um candelabro de quinze velas (Tenebrário). Uma delas é de cor branca e todas as outras são feitas de cera amarela e comum, como sinal de luto e pesar. No final de cada um dos Salmos que vão sendo cantados, o cerimoniário apaga uma das velas. Ao mesmo tempo, as luzes da igreja vão sendo apagadas também.


As velas que vão se apagando representam os discípulos, que pouco a pouco abandonaram Nosso Senhor Jesus Cristo durante a Paixão.

A vela branca escondida atrás do altar e, mais tarde, outra vez visível, significa Nosso Senhor que, por breve tempo, se retira do meio dos homens e baixa ao túmulo, para reaparecer, pouco depois, fulgurante de luz e de glória.

No fim, apagam-se as luzes para simbolizar o luto da Igreja e a escuridão que baixou sobre a terra quando Nosso Senhor morreu, enquanto o coro canta a antífona Christus factus est (Cristo Se fez obediente até a morte) e então o Salmo 50, o Miserere.

A razão histórica do rito de apagar pouco a pouco as velas do tenebrario provavelmente é uma lembrança. Semelhantemente se apagava uma vela depois de cada salmo, para constar quantos foram recitados. Este rito remonta, portanto, ao tempo em que ainda não havia ofícios metodicamente organizados ou quando havia, conforme a estação do ano, mudança no número de salmos. Ao término do ofício, o oficiante e os que o seguem, fecham o livro com estrépito.

Ao final do ofício, todos os fiéis batem os pés no chão ou seus livros no banco. O ruído no fim do ofício de trevas significa o terremoto e a perturbação dos inimigos e recordam a desordem que sucedeu na natureza, com a morte de Nosso Senhor. Por isso é comum que os participantes batam os pés ou nos bancos, fazendo um barulho ensurdecedor.

Se você nunca participou do Ofício de Trevas, informe-se na sua paróquia ou diocese onde a celebração acontece, e quando tiver oportunidade, vá participar e rezar, é um dos momentos mais lindos e profundos da Semana Santa.

Oficio das Trevas Catedral Frederico Westplan
Por Emílio Portugal Coutinho

 Fontes:
- Arautos do Evangelho
- Dominus Vosbicum.
- Fotos: Diocese de Frederico Westphalen) 

segunda-feira, 6 de abril de 2020

SEMANA SANTA EM CASA!

O papa Francisco iniciou neste domingo os ritos da Semana Santa com celebração litúrgica Domingo de Ramos, mas de forma especial – dentro da Basílica de São Pedro e não na Praça do Vaticano, como é usual. “O drama que estamos passando obriga-nos a levar a sério o que conta, a não nos perdermos em coisas insignificantes. Porque a vida é medida a partir do amor. Em casa, nesses dias sagrados, vamos apresentar-nos diante de Jesus crucificado, que é a medida do amor que Deus tem por nós”!

DOMINGO DE RAMOS 

E estamos em casa... por conta do isolamento social, não podemos nos juntar para a tradicional procissão do Domingo de Ramos.

Mas, nada impede que ainda sejamos cristãos e católicos, ainda com as nossas manifestações de fé.

No Domingo de Ramos tivemos nossos tradicionais ramos da procissão, colocados em nossas portas, portões, sacadas, janelas...

E foi surpreendente e belo a adesão de todos, tanto na confecção caprichada dos ramos, tanto com o momento de festejar Jesus Rei.

Ângela Rocha - Curitba PR.


   
                       Juci Dias - N. Sra. do Socorro - SE      Arcibélia Geronimo - Campo Belo MG

    
                         Nilva Mazzer - Maringá PR                                 Rosi Bastos                      

  
                        Josi Celeste - Londrina PR.                       Suzana Lossurdo - Barra Bonita SP.

          
                      Clenildes P. Santos - Valença BA                  Evanilda Cordeiro - Pitanga PR.


 
            Marlene H. Prado - Primavera do Leste MT               Sineide S. Maduenho  


  
                    Vivian Leite - São Paulo - SP                              Lindamir B. Silveira - Lapa PR.

  
                     Rita Melo - São Paulo SP                                Sara Albuquerque - Iati - PE


 
       Josenilda Silva - Gaurabira PB                                 Cleide Márcia -  Belém PA.

    
                                  Anette Alberti                                       Gisele Araújo
                                                          Bocaíuva do Sul - PR

  
                          Jozy Pereira - Itajaí SC                        Rosângela M. Souza - Porto União SC

  
                   Vanessa Furlan                                         Eliziane Pelegrini - Varginha MG

* Pedimos desculpas, mas, não conseguimos publicar todas as fotos. São Muitas! Mas, agradecemos de coração a quem nos mandou as fotos e fez do Domingo de Ramos uma festa a Jesus Rei!


FONTE: https://www.facebook.com/groups/catequistasemformacao/ (Grupo fechado, somente membros acessam o conteúdo).

E agora vamos nos preparar para a SEGUNDA-FEIRA DA SEMANA SANTA!

O que será que temos em nossa tradição católica? Você sabe?


















domingo, 29 de março de 2020

ESTAMOS TODOS EM CASA... E O QUE FAZER COM A NOSSA CATEQUESE?


E estamos já na segunda - ou terceira para alguns - semana de isolamento social. E como todas as reuniões e encontros sociais, a catequese de crianças, jovens e adultos, foi suspensa. E muitos catequistas encontram-se em casa, preocupados com “suas crianças”. Será que estão rezando? Será que os pais estão lembrando da catequese? E vem a preocupação: E os conteúdos da catequese como ficam? E recebemos muitos pedidos em nossos grupos nas redes sociais de "roteiros" para trabalhar com as crianças... Porque muitos catequistas se põem a fazer “encontros remotos”, passando aqueles conteúdos “do livro” para as crianças fazerem em casa. Mas, sem muito “jeito” ou recurso, sem muito conhecimento de tecnologia, etc.

E, como catequista e formadora, eu pergunto:


CATEQUISTAS, vocês são divulgadores de "conteúdo" ou divulgadores da PALAVRA de Deus? Será que é mesmo importante achar conteúdo para dar "para casa"?


Divulgar a Palavra de Deus, sem dúvida, é muito mais importante, porém sabemos que alguns pais não entendem a verdadeira divulgação da palavra e acham que devemos passar conteúdo para que seus filhos fiquem ocupados. Porém, priorizando sempre a palavra de Deus, o importante é o "encontro", a "mensagem" de amor de Jesus Cristo.

“Encontro”, em minha opinião, é amor e fraternidade, esperança e atenção ao outro. Não vamos ajudar a manter uma conduta que já vem errada que é, "ocupar os filhos" na catequese, sem se importar com ela. Os pais devem se ocupar JUNTO com os filhos. Em plena quarentena doméstica e sem poder ir à rua, os pais precisam começar a valorizar a realidade da vida familiar. 

Feita esta pergunta em nosso Grupo/comunidade no Facebook, recebemos muitos comentários e sugestões. E desta discussão rica em “conteúdo” – desta vez muito apropriados – resumimos as seguintes DICAS para os catequistas:

ATENDER O PEDIDO DOS PAIS:

Alguns pais estão pedindo aos catequistas que passem o encontro, para que as crianças façam em casa. Sim, é interessante não deixar que as crianças percam o interesse pela catequese. Mas, envie aos pais atividades “leves”, de acordo com a idade dos catequizandos. Desenhos para colorir para os pequenos, vídeos sobre o cuidado e o amor de Deus. Mas nada “obrigatório”. Aos mais velhos, filmes, recados mais pessoais. Faça uma “live” para ver se estão bem, o que estão fazendo, etc. 


REZAR O TERÇO:

Para as crianças e adolescentes, sempre “de leve”, nem todos os dias.  Os adultos rezarem o terço todo dia, tudo bem, vai da fé e da vontade de cada um. Mas, as crianças depois deste confinamento, rezando o terço todo dia, vão odiar o terço. Pense numa maneira lúdica de fazer a oração com eles. Reze uma dezena, use o terço missionário. Dedique a oração não só “aos continentes”, mas, aos países e cidades mais afetadas: Itália, Espanha, Nova York. Peça que criem suas próprias preces. 

Em nosso grupo temos uma sugestão de terço missionário muito interessante:




INTERAGIR COM MENSAGENS BÍBLICAS:

Somos divulgadores da palavra de Deus e não de “conteúdos. Em muitas comunidades não resolve mandar conteúdo para fazerem em casa. Alguns pais não olham nem os recados da catequista! Interagir com mensagens bíblicas, curtas, de esperança, fé, caridade, pode tocar o coração dos pais. Mas, comece "conversando", perguntando como estão, como está a família, como estão se comunicando com quem está longe, responda perguntas relativas à Igreja, crie confiança e amizade e eles olharão todos os seus recados.

Precisamos dar aos pais e catequizandos o tempo que eles precisam para sentir o verdadeiro valor da catequese. E apoiá-los, colocar-se a disposição para ajudar naquilo que for possível.

SUGERIR BRINCADEIRAS E ATIVIDADES LÚDICAS

Enviar pelas redes sociais: brincadeiras, tipo carta enigmática, descobrir o que significam emojis, palavras cruzadas, charadas, etc. Eu estou em contato com todos, contando as novidades, conversando sobre o momento, trazendo esperança, fazendo brincadeiras, inventei até um "Stop" online. Compartilhar orações, textos, músicas, jogos e brincadeiras. Tudo para fazer juntos, aproximar as crianças dos pais, usando a ludicidade. Nada de chatice! Brincar é de Deus e ele quer os pequeninos animados. E, os grandinhos, também, claro!

FAZER CONTATO FREQUENTE:

Com mensagens positivas, como forma de nos sentirmos próximos uns dos outros. É um bom momento para estreitar os laços, conversar sobre tudo isso que está acontecendo. Por que estamos vivendo este momento? Qual é a opinião dos pais? As crianças tem feito perguntas do “Por que?”? Temos publicações em nossa página para sugerir a leitura ou mesmo para se preparar para conversar com eles se alguém te perguntar "Por que Deus está fazendo isso?". São ótimas reflexões, porque algumas pessoas estão se perguntando porque Deus está fazendo isso com a humanidade. Isto vai ajudá-los a entender e se tranquilizar. Temos que cuidar, também, da saúde mental de todos que nos rodeiam.

Temos muitos pais/responsáveis com medo. Por isso a necessidade de uma mensagem de esperança, mas, de cuidado, sobretudo. Sem ele não há esperança. O catequista deve ler e se informar para dar resposta aos medos e questionamentos da familia. O site da UNISINOS tem artigos excelentes, reflexões dos padres jesuítas que são ótimas para estes momentos.

Aqui mesmo no blog temos artigos como este:




LEITURA DO EVANGELHO EM FAMÍLIA:

Pode ser o Evangelho do domingo, ou mesmo o Evangelho de encontro que você teria com eles. Estamos na quaresma e vivemos uma “quarentena”. Momento mais que especial para pais e filhos se aproximarem mais de Deus. É importante viverem esse momento juntos, interaja o máximo que puder com eles. Nestes tempos “isolados”, eles podem esquecer um pouco da "religião", o caminho é a conversa, um bate-papo, uma mensagenzinha lembrando do evangelho, para que eles não esqueçam da catequista e da catequese semanal.

Um jeito muito especial de transmitir o evangelho:


INDICAÇÃO DE FILMES PARA ASSISTIR EM FAMÍLIA:

Sugira filmes para eles assistirem juntos, em família. Não só religiosos, mas, outros que tenham mensagens legais. 

Indique filmes religiosos e também filmes populares que tem uma “mensagem” legal para ser discutida entre eles. Vídeos como os da Campanha da Fraternidade e a realidade do nosso país. Você pode encontrar este material na página:  


Temos também, uma lista de filmes com os links:  CLIQUE AQUI! para acessar.


CATEQUESE “ONLINE”:

Algumas paróquias, apoiadas por suas dioceses, estão com um trabalho de “Catequese online”, com grupos pelo Skype e outros aplicativos, com subsídios para para fazer estes encontros. O que não é a realidade de muitos lugares. Informe-se dobre as ações da sua paróquia e da sua diocese para este momento de isolamento.


INICIATIVAS DE CATEQUISTAS NAS REDES:

No YOUTUBE tem algumas sugestões para catequistas e pais criarem um “ambiente” de oração e fazer um “encontro” legal. Um canal é o da Fatima Smid, com o “Iniciando a catequese em casa”:


Como este canal, tem vários. Mas, cuidado e discernimento! Nem tudo que aparece na internet é confiável e adequado.

CATEQUESE DE ADULTOS:

Uma sugestão é mandar perguntas e temas para pesquisarem. Fazer “gincanas” de perguntas e resposta, colocar brindes para quem conseguir fazer mais questões. Por mais que sejam adultos, eles são “crianças” na fé. E atividades que sejam desafios são boas. Mas, tente também discutir assuntos "adultos", como por exemplo o que eles pensam da pandemia, qual é a visão "religiosa" que eles estão tendo. O Papa nos propôs um momento de oração dia 27/03 com indulgência plenária. Eles sabem o que é isso?

CELEBRAR A PALAVRA DE DEUS USANDO A MÍDIA

Ah, como a mídia é útil nos dias de hoje! Fazer encontros online com catequizandos e famílias. Fazer orações, leitura orante da palavra por áudio, meditação da Palavra de Deus. Isso não é transmissão de "conteúdo", é usar as redes sociais a serviço de Deus. Não é transferir o encontro semanal para a internet. É fazer o “novo”, o diferente. Envolver a família e Re-evangelizar a todos. É o momento ideal pra celebrar junto da família. Vale um trabalho com encontros semanais elaborados para serem feitos em família, uma forma de colocar pais e catequizandos para rezar, ler e refletir, tanto a Palavra como as situações da vida.

Una também os (as) catequistas da paróquia, montando grupos para fazer orações, rezar o terço, conversar sobre seus medos, anseios e esperanças.

O CATEQUIZANDO COMO “PONTE” PARA CHEGAR Á FAMÍLIA:

Pedir aos catequizandos que rezem juntos, em família e participem das missas que estão sendo transmitidas pela sua paróquia nas redes sociais. O catequizando pode ser a ponte para uma “catequese familiar”. Não é o momento de ficar querendo dar "conteúdo online", não somos escolas e, como catequistas, temos que estar atentos a isso.  Mande pequenos textos da Bíblia para ler em Família, comentar o que entendeu; mando áudios, vídeos, etc.

Uma sugestão interessante:


MONTAR UM LUGAR ESPECIAL EM CASA PARA ORAÇÃO:

Uma sugestão é montar um “altar”, onde cada um possa colocar o seu símbolo cristão: crucifixo, Bíblia, medalhas, terço, imagem, vela, etc. Enfim, um lugar especial, onde cada um possa fazer a sua oração e também rezar juntos. As crianças estão acostumadas a esta ambientação na catequese, e isso ajuda a manter um clima de “catequese”.




GRAVAR PEQUENOS VÍDEOS PARA AS CRIANÇAS (CATEQUIZANDOS)

Nem todos os catequizandos têm celular, então a comunicação é via “pais” ou responsáveis, grave vídeos simples e envie como uma mensagem pessoal, para que os pais mostrem aos filhos pequenos.

Temos um exemplo o vídeo da Gisele Araújo: 


Estas dicas tem a contribuição de muitas outras catequistas*(nomes abaixo) além de mim, a quem agradeço muito a participação na discussão no grupo de estudos/comunidade no Facebook.

Para finalizar, desejo a você, e de um modo especial, aos pais: Que possam sentar um pouquinho e aproveitar a companhia do seu esposo (a). Que fiquem juntos, só pelo prazer de estar juntos. E que achem um tempo para escutar os filhos. Escutar “de verdade”! Interiorizando primeiro as verdades deles para depois expor as suas. E se puderem estar com o restante da família, melhor ainda. Sente com seus pais ou avós e escutem, mesmo que seja “de novo”, as muitas memórias passadas. Ou escutem as suas “dores” que se fazem cada vez mais presentes.
Fique em casa, aproveite para participar, como há muito tempo não faz, da QUARESMA e da SEMANA SANTA como um católico de verdade. Sei que não vai poder estar lá em CORPO, mas, pode estar lá em “ESPÍRITO” pelas transmissões da mídia! (Acho que nunca vai ser tão “participante” como nestes dias):
·      Caminhe “online” na procissão do Domingo de Ramos, prepare seus ramos como se lá fosse;
·      Medite as Sete dores de Nossa Senhora;
·      Relembre o Lava pés, imagine-se com os pés lavados por Jesus;
·      Participe da missa dos Santos Óleos, mesmo pela TV;
·      Faça a Via Sacra em casa com a família; 
·      Emocione-se com a Adoração a Cruz, em casa, junto com os católicos do mundo inteiro;
·      Reze a missa da Páscoa com a transmissão da sua paróquia ou das redes de Tv mais conhecidas.

E, sobretudo, cumprimente os amigos por telefone (Whats), dê-lhes um abraço “virtual” de Páscoa! E agradeça profundamente a Deus por tudo isso. Por ter colocado seu filho Jesus a “passar” por tudo que passou para que VOCÊ pudesse estar aqui nesta páscoa e nas futuras “páscoas” da sua vida.

E gostaria de lembrar aqui, uma Ressurreição, não a de Jesus, mas do seu amigo Lázaro. Ao ver as irmãs chorando e todos os amigos tristes, Jesus ordenou a estes: "Tirem a pedra!". Se referindo a pedra que fechava o sepulcro. Vejam só: Jesus poderia, com todo o seu poder, ter tirado a pedra ele mesmo. Então, por que Ele pediu que outros tirassem a pedra? Isso não quer dizer que Ele precisa de uma ajudinha nossa para fazer as coisas acontecerem? Será que não é necessário que tiremos as pedras do caminho para que as coisas boas que desejamos, aconteçam? Mudar agora e com isso mudar o mundo!

Não basta sofrermos esta “cruz” que é a pandemia de Corona vírus agora, passar esta “provação” e voltar a mesma vida no dia seguinte. Nós sabemos que vai passar!  Queremos voltar à normalidade. Então, como Jesus pediu:  Vamos tirar a pedra do caminho!  

Ângela Rocha
(41) 99747-0348



* Giane Teixeira, Ana Cristina da Costa, Rita melo, Gisele Araújo, Anette Alberti, Marlene de Godoy Sombrio, Suzana Lossurdo, Sueli Torres Cesco, Paula Brito, Angelica Costa, Glória Silveira, Silvia Regina, Fátima Smid, Sandra de Souza Schuincki, Gislaine Wojcik, Gislayne Edgar Almeida, Sheila Torquato, Silvia Cristiane Santos, Clarice Cipriano, Rosângela Tamaoki... MUITO OBRIGADA PELAS DICAS!





Obrigada Senhor, pelas sementes de conhecimento que vamos espalhando pela rede!


MURAL DE ATIVIDADES PARA FAZER EM CASA


E ainda bem que temos as redes sociais!
Recebi da minha filha, uma imagem com dicas de Brincadeiras para este período de reclusão... que ela recebeu de uma amiga, que recebeu de outra amiga...

Partilhei em nosso grupo de catequistas da internet...

E olha aí! Uma catequista transformou em um "MORAL" de sugestões aos pais, que vai modificar semanalmente e enviar no whatsapp!

"Boa tarde catequistas. Fiz este mural catequético virtual para a catequese. Aí, enviamos por Whatsapp para as famílias e catequizandos. Peguei umas ideias aqui do grupo. A Ângela tinha postado. A cada semana mudamos as atividades. Espero que ajude a todos."

Anette Alberti
Bocaiúva do Sul - Pr.
1ª SEMANA

OBS.: A cada semana as atividades mudam.

Parabéns Anette Alberti, pela ideia e obrigada por compartilhar conosco!

Catequistas em Formação
#CATEQUISTASEMFORMAÇÃO

COMUNIDADE "DIGITAL" EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS


Estamos num momento único em nossas vidas, reclusos, isolados em nossas casas, sem poder participar das celebrações da nossa comunidade, sem termos contato com amigos, familiares e sem "espaço" de oração e convívio a que estamos acostumados. É o momento das comunidades paroquiais usarem as mídias e os recursos de comunicação que tem à disposição. A comunidade paroquial São José Operário de Maringá, Pr, nos dá o exemplo e as "dicas" para estar com seus paroquianos nos ambientes digitais.


Padre Renato Quezini, pároco da São José operário, deixa para nós um recado e um convite:




Com a frase: A IGREJA SOMOS NÓS, a Paróquia São José Operário de Maringá está mostrando para a sua comunidade o que realmente significa esse “nós”.



O pároco Renato Quezini, juntamente com o CPP resolveu deixar esse “nós “ com uma cara mais bonita, de unidade, proximidade, integração e partilha. Foi criada uma programação para a semana com entradas ao vivo de determinadas pessoas pela página da paróquia no Facebook.

PROGRAMAÇÃO:
-  07hs - Leitura orante(Evangelho do dia);
- 10hs - A arte de "contar histórias";
- 12hs - Oração do meio dia (Media - liturgia das horas);
- 15hs - Terço da Misericórdia;
- 18hs - Terço Mariano;
- 20hs - Momento de oração e encontro com a comunidade;
- Sábado e domingo - Santa missa.

(Acompanhe a programação da paróquia neste endereço:

Assim a comunidade fica mais próxima, mesmo distantes um do outro. Tudo feito com muito carinho, mas nada profissional, já que é feito na casa de cada pessoa, e a internet as vezes não colabora e cai, mas, "Estamos felizes com o resultado porque podemos estar juntos!" ❤️

Vamos deixar o link de uma das histórias que a Marta contou, e que fez muito sucesso porque trabalha o nosso "eu", veja abaixo:

CLIQUE AQUI  


OBS: Muitos fizeram o seu vestido e mandaram para a paróquia e está sendo postado no Story da paróquia, muito divertido!💃💃


Nilva Mazzer
Coord. Paroquial de Catequese

quinta-feira, 26 de março de 2020

COMO PARTICIPAR DA MISSA POR MEIOS DIGITAIS


A igreja não fecha, o que fecha é o local das celebrações. A igreja somos nós. Podemos assistir as missas e celebrações pelos meios de comunicação, mas temos que nos preparar pra isso. Vamos passar para nossas turmas da catequese e seus familiares 🙏🙏 somos de Maringá-Pr.

Nilva Mazzer
Administrador





segunda-feira, 23 de março de 2020

POR QUE DEUS PERMITE UMA PANDEMIA E SE CALA? É UM CASTIGO? ONDE ESTÁ DEUS?

A GRIPE ESPANHOLA. Hospital militar de emergência durante a epidemia de gripe.
Camp Funston, Kansas, Estados Unidos.
* Artigo de Víctor Codina

"Onde está Deus? Está nas vítimas dessa pandemia, está nos médicos e agentes sanitaristas que os atendem, está nos cientistas que buscam vacinas antivírus, está em todos os que nesses dias colaboram e ajudam para solucionar o problema, está nos que rezam pelos demais, nos que difundem esperança", escreve Victor Codina, jesuíta boliviano, em artigo publicado por Religión Digital, 22-03-2020.

Eis o artigo:

Felizmente, junto aos aterrorizantes e quase mórbidos noticiários televisivos sobre a pandemia, aparecem outras vozes alternativas, positivas e esperançadoras.

Alguns recorrem à história para nos lembrar que a humanidade passou e superou outros momentos de pestes e pandemias, como as da idade Média e a de 1918 Idade Média e a de 1918, depois da Primeira Guerra Mundial. Outros se assombram da postura unitária europeia contra o vírus, quando até agora discrepavam sobre a mudança climática, os imigrantes e o armamentismo, seguramente porque essa pandemia rompe fronteiras e afeta os interesses dos poderosos. Agora os europeus sofrem algo do que padecem os refugiados e imigrantes que não podem cruzar as fronteiras.

Há humanistas que apontam que essa crise é uma espécie de “quaresma secular” que nos concentra nos valores essenciais, como a vida, o amor e a solidariedade, e nos obriga a relativizar muitas coisas que até agora acreditávamos ser indispensáveis e intocáveis. De repente, baixa a contaminação atmosférica e o ritmo frenético de vida consumista que até agora não queríamos mudar.

Caiu nosso orgulho ocidental de ser onipotentes protagonistas do mundo moderno, senhores da ciência e do progresso. Em plena quarentena doméstica e sem poder à rua, começamos a valorizar a realidade da vida familiar. Nos sentimos mais interdependentes, todos dependemos de todos, todos somos vulneráveis, necessitamos uns dos outros, estamos interconectados globalmente, para o bem e o mal.

Também surgem reflexões sobre o problema do mal, o sentido da vida e a realidade da morte, um tema tabu, hoje. A novela “A peste”, de Albert Camus, escrita em 1947, tornou-se um best seller. Não somente é uma crônica da peste de Orán, mas sim uma parábola do sofrimento humano, do mal físico e moral do mundo, da necessidade de ternura e solidariedade.

Os crentes de tradição judaico-cristã nos perguntamos pelo silêncio de Deus diante desta epidemia. Por que Deus a permitiu? É um castigo? É preciso pedir-lhe milagres, como pede o padre Penéloux, em “A peste”? Precisamos devolver a Deus o bilhete da vida, como Iván Karamazov, em “Os irmãos Karamazov”, ao ver o sofrimento dos inocentes? Onde está Deus?

Não estamos diante de um enigma, mas sim de um mistério, um mistério de fé que nos faz acreditar e confiar em um Deus Pai-Mãe criador, que não castiga, que é bom e misericordioso, que está sempre conosco, é o Emanuel; acreditamos e confiamos em Jesus de Nazaré que vem a nos dar vida em abundância e se compadece dos que sofrem; acreditamos e confiamos em um Espírito vivificante, Senhor e doador de vida. E essa fé não é uma conquista, é um dom do Espírito do Senhor, que nos chega através da Palavra na comunidade eclesial.

Tudo isso nos impede que, como , nos queixemos e processemos frente a Deus por ver tanto sofrimento, nem impede que, como Qohelet, ou Eclesiastes, constatemos a brevidade, leveza e vaidade da vida. Porém não pediremos milagres a um Deus que respeita a criação e nossa liberdade, ele quer que colaboremos na realização deste mundo limitado e finito. Jesus não nos resolve teoricamente o problema do mal e do sofrimento, mas sim que através das suas chagas de crucificado-ressuscitado nos abre o horizonte novo de sua paixão e ressurreição; Jesus com sua identificação com os pobres e os que sofrem, ilumina nossa vida; e com o dom do Espírito nos dá força e consolo nos nossos momentos difíceis de sofrimento e paixão.

Onde está Deus? Está nas vítimas dessa pandemia, está nos médicos e agentes sanitaristas que os atendem, está nos cientistas que buscam vacinas antivírus, está em todos os que nesses dias colaboram e ajudam para solucionar o problema, está nos que rezam pelos demais, nos que difundem esperança.

Acabemos com um salmo de confiança que a Igreja nos propõe aos domingos na hora litúrgica da Completas, para antes de dormir:

“Quem habita ao abrigo do Altíssimo e vive à sombra do Senhor onipotente, diz ao Senhor: ‘Sois meu refúgio e proteção, sois o meu Deus, no qual confio inteiramente’
Do caçador e do seu laço ele te livra. Ele te salva da palavra que destrói.
Com suas asas haverá de proteger-te com seu escudo e suas armas, defender-te.
Não temerás terror algum durante a noite, nem a flecha disparada em pleno dia; nem a peste que caminha pelo escuro nem a desgraça que devasta ao meio-dia”.

Talvez nossa pandemia nos ajude a encontrar Deus onde não esperávamos.

FONTE:
http://www.ihu.unisinos.br/597357-por-que-deus-permite-uma-pandemia-e-se-cala-e-um-castigo-onde-esta-deus-artigo-de-victor-codina-sj