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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

ESPIRITUALIDADE DA CRIANÇA COM AS PESSOAS DE SUA CONVIVÊNCIA

 Imagem: Pixabay

PARTE I - PRIMEIRA INFÂNCIA

 Texto bíblico: Jr 1, 4-8

“Veio a mim a palavra do SENHOR: Antes que te formasse no seio de tua mãe, eu te conheci, antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações.” Respondi: “Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou apenas um menino”. O SENHOR me respondeu: “Não diga: ‘Sou apenas um menino’, pois irás a todos a quem eu te enviar e dirás tudo o que eu mandar dizer. Não tenhas medo deles, pois estou contigo para te livrar . Oráculo do SENHOR.”

(Bíblia CNBB, 3ª edição,2019)

 

Inspirado pelo texto do Livro do Profeta Jeremias, em que Deus o chamou para anunciar os seus oráculos, no contexto de um povo sempre em guerra; e também em muitos outros textos que traz a Sagrada Escritura, falando a respeito de como Deus prepara todos; bem como em Jesus Cristo, que cumpre as promessas de Deus para a salvação; pode-se entender que o despertar da Espiritualidade humana, vem desde o seio materno, ou ainda, bem antes disso, na gravidez, planejada ou não, quando Deus une o homem e a mulher para serem portadores e geradores de vida.  

Quando se inicia uma gestação, a mãe cuidadosa faz todo acompanhamento do pré-natal se preparando para o grande dia do nascimento do filho ou da filha. A partir disso, toda mãe começa a transmitir seus sentimentos e anseios. Mãe e filho(a) estão interligados (as). Tudo que acontece em torno da mãe, afeta o sentimento do filho ou da filha dentro do ventre. A mãe dotada de uma experiência de fé, começa a transmitir a sua religiosidade por meio de orações e dos desejos de que tudo corra bem durante a gestação.

Depois que a criança nasce, ela vai percebendo o mundo ao seu redor, a começar pela sua mãe, depois pelas pessoas entorno. E, à medida que vai crescendo, percebe o ambiente e se deslumbra com tudo: com as árvores, com as flores, com a grama, com a água, com os animais, com os objetos que lhe despertem atenção, enfim, a criança contempla tudo à sua volta.

Também enquanto se desenvolve, a família lhe mostra a comunidade de fé que frequenta. Assim, ela começa a explorar o espaço da celebração, engatinhando, subindo, descendo, batendo palma, olhando fixamente ao altar, pois, tudo lhe chama a atenção. Se os adultos estão olhando fixos ao altar,  a criança também repete o gesto.

A partir do Concílio Vaticano II, começam as orientações catequéticas para as famílias por meio de diversos documentos da Igreja. Elaborou-se em 1992,  um novo Catecismo da Igreja Católica, que é uma exposição da fé católica e da doutrina da Igreja. Trata-se de um documento de referência para o ensino da doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana, com o qual pode-se conhecer o que a igreja professa e celebra, vive e reza em seu cotidiano. E assim sucessivamente, outros documentos voltados para a Iniciação à Vida Cristã foram surgindo. Sem adentrar especificamente, na trajetória histórica, mas, trazendo à nossa situação e tempos atuais, a Igreja vem orientando o ensino da fé pela Catequese com Inspiração Catecumenal, que é a Catequese que era realizada no início da Igreja Primitiva, voltado para os adultos.

A partir disso, percebeu-se a necessidade também de se aplicar essa inspiração às crianças e adolescentes. As celebrações de Inspiração Catecumenal despertam nas pessoas experiencias de fé inusitadas, possibilitando que se mergulhe profundamente no mistério de Cristo.

Mas, assim como somos filhos e filhas de Deus de forma integral, o que vivenciamos no seio da família, reflete nos demais ambientes de nossas vidas.  Somos influenciados pelo meio. 

A criança quando entra na catequese, mesmo que seja na Catequese Infantil, normalmente a partir de 5 anos, já vem com uma história de vida e experiências familiares só dela, e conforme vai participando do grupo e das atividades lúdicas, demonstra interesse por figuras, símbolos, gestos, permite-lhe despertar a sua espiritualidade natural, que ela já possui, herdada dos pais e do ambiente ao seu redor, basta incentivá-la.

Como proporcionar à criança pequena, momentos de espiritualidade? Neste período de pandemia, como trabalhar esse tema, trazendo à criança a superação do distanciamento do grupo de convivência?

Sugestões do que pode ser realizado:

·         Em um tapete, sentado ao chão com seus familiares, pode se ler uma história bíblica (não todo o texto bíblico), mas trechos – exemplo: da Criação; do Nascimento do Menino Jesus (de preferência mostrando figuras); realizar uma Narrativa do texto e propor a Ela que feche os olhos e faça um pedido, ou uma oração do jeito da criança;

·         Na possibilidade de espaço externo da casa, brincar ao ar Livre e falar sobre os animais, plantas, flores, nuvens, pássaros, vento... tudo sendo obra do Criador. A criança percebe e compreende segundo a sua maturidade;

·         Rezando o Santo Anjo todas as noites com a criança ou qualquer oração de cunho pessoal. Ensinar à criança que orar é “falar” com Deus;

·         Se for apropriado, e costume da família, educar para o Terço  rezando uma dezena com a criança (O terço todo ela vai aprendendo com o tempo;

·         Conversar sobre Maria, ensinar alguns cantos como:  “Mãezinha do Céu” e outros que a família conhece;

·         Manusear com ela alguns livros de história bíblica, contos, mensagens.

 

 

E mesmo depois que a criança voltar ao contato social da catequese, continuar com as mesmas propostas.

Neste artigo, abordamos os aspectos gerais da criança pequena, nos próximos, serão vistas as demais idades. Para isso, usa-se como referência os livros de Psicopedagogia de Calandro e Ledo (2019), referenciados ao final. A proposta é auxiliar o catequista em sua pedagogia catequética, seja para a catequese familiar, seja para catequese nas comunidades quando a pandemia nos permitir retornar.

 

Catequista: Alessandra Rodrigues França da Silva

Paróquia Nossa Senhora da Boa Esperança-Pinhais/PR

Arquidiocese de Curitiba

 

FONTES DE PESQUISA:

ARQUIDIOCESE DE CURITIBA - COMISSÃO BÍBLICO CATEQUÉTICA. Formação Básica de Catequistas-subsídio com os principais temas para formação de catequistas. Curitiba: Editora Arquidiocesana, 2008

CALANDRO, Eduardo; LEDO, Jordélio Siles.  Psicopedagogia Catequética: reflexões e vivências para a catequese conforme as idades. Vol.1 – Criança. 1 ed. São Paulo: Paulus, 2019.

______.  Psicopedagogia Catequética- reflexões e vivências para a catequese conforme as idades. Vol.2 – Adolescentes e jovens, 1ª ed.. São Paulo: Paulus, 2019.

CNBB. Diretório Nacional de Catequese – DOC 84. 5ª ed. São Paulo: Paulinas, 2007.

PAPA FRANCISCO. Amoris Laetitia: sobre o amor na família. Exortação Apostólica pós-sinodal..  São Paulo: Paulus,2016.

 


sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

CATEQUESE: O DESAFIO DA PARTICIPAÇÃO E MOTIVAÇÃO DOS PAIS

 

Imagem: 14º Sínodo das famílias

Esse é um grande dilema e um desafio enfrentado nos quatro cantos do mundo católico. As queixas são as mesmas; pais ausentes na vida espiritual do filho (a), pais desmotivados, pais sem religiosidade.

Esse é um problema que não só eu, mas muitos catequistas passam, pelos relatos que acompanhamos nos nossos grupos. Vou usar aqui, minha comunidade como exemplo.

Resido em Mirassol D'oeste – MT, catequista da Paróquia Sagrada Família de Nazaré. Parece que o único dia que consigamos a atenção dos pais, é o primeiro dia da catequese, pois, eles precisam preencher a ficha de inscrição dos (as) filhos (as). Neste dia todos os catequistas se apresentam, informam qual etapa vão ficar responsáveis e sempre damos aquele mesmo “puxão de orelha” referente a sua participação na vida espiritual do filho e da igreja. Já usamos até dinâmicas para explicar que o filho segue o exemplo de fé dos pais e responsáveis. E fazemos a mesma pergunta todos os anos: "Qual exemplo seu filho (a) está seguindo? A resposta é o silêncio.

Muitos pais apenas enviam seus filhos (as) à catequese, à missa e às celebrações, sem, no entanto, participar ou colaborar com a presença dos filhos. Poucas vezes o responsável  acompanha e participa. Isso quando não cobra do catequista que este leve as crianças à missa e as celebrações.

Assim temos catequizando que vão empurrados pelos pais apenas para adquirir os sacramentos. Ao término da crisma, poucos catequizandos continuam participando da Igreja.

Com isso chegamos à conclusão de que:

“Precisamos evangelizar as famílias. elas estão perdendo a noção do sagrado, da importância de Deus na vida da família. Jesus catequizava os adultos e acolhia as crianças. Nós catequistas estamos fazendo o caminho inverso. Resumindo: precisamos evangelizar a família! Afinal de contas, ela é a primeira catequista da criança. Catequese com base familiar é catequese permanente."

Mas, como podemos fazer isso? Um ótimo começo é a implantação da "Catequese familiar" . Onde o segredo é valorizar a família e buscar estreitar o relacionamento família/Igreja.

Não somente o catequista e o padre são responsáveis pela catequese das crianças agora, a família passa a ter uma co-participação.

Mas, como motivar os pais a participar da Catequese Familiar? Como convencê-los de que precisam “voltar” à catequese?

Primeiro é necessário colocar o tema em pauta nas reuniões e encontros de pais, onde podem ser desenvolvidos temas motivadores que ajudem a sua formação cristã e valorização da educação dada pela família. Os pais precisam sentir a necessidade de aprofundar a sua fé e conhecimento da nossa Igreja. Percebe-se que a própria família já vem sentido a necessidade de “atualização” com relação aos conteúdos ensinados às crianças na catequese.

“Os pais não se sentem comprometidos! ”. Essa é uma grande verdade e um desafio ao catequista. Isso faz com que as crianças e adolescentes tenham um número excessivo de falta nos encontros e não encontrem “resposta” em família, ao ensino que recebem na Igreja.

Que fazer para motivar os pais que têm filhos na catequese a participarem destes encontros? Como fazê-los se interessar pela educação religiosa dos filhos e a formarem-se como verdadeiros cristãos, de modo a ajudar as crianças a desenvolverem  sua fé?

Algumas ações neste sentido podem ser empreendidas:

a) Em primeiro lugar é valorizá-los: E procurar que aqueles que participam se sintam enriquecidos. O interesse e a participação dependem do conteúdo e da própria dinâmica dos encontros. Além de enriquecer os encontros deve-se também encontrar uma forma de chegar aos pais e motivá-los a participar.

b) A primeira e a mais tradicional, mas, sempre válida e indispensável, são as convocações para reuniões. Nela deverá constar o conteúdo e os objetivo da reunião, assim como uma introdução e conclusão que valorizem o conteúdo e a participação dos pais ou educadores.

c) Um segundo método de motivação será a participação dos pais na preparação e realização de uma pequena atividade em cada um dos encontros. Esta atividade pode ser a ambientação, a acolhida e até mesmo sobre o tema a ser desenvolvido. Desta forma, os pais tendem a aprofundar a sua formação, buscando perguntas e respostas. Este método permite o empenho dos pais na sua formação cristã e a dos seus filhos, já que necessitam de uma preparação prévia. Então em família, deverão procurar informações e sentidos da sua fé. Com isso se estabelece um maior contato entre a Família e a Igreja, levando os pais a colaborar cada vez mais com a catequese paroquial.

d) Outra oportunidade está relacionada à facilidade com que hoje nos comunicamos com as famílias, seja pelas redes sociais ou por grupos de Whatsapp. A tecnologia nos proporciona um contado mais rápido e direto com as pessoas.

* Neste tempo de isolamento social, é imprescindível o contato com os pais pelas redes sociais. E é também uma ótima oportunidade para despertar o interesse deles numa catequese que os ajude a orientar os filhos. Os pais também podem ser catequistas dos filhos com a devida orientação.

e) Outros momentos propícios para despertar o interesse dos pais pela catequese familiar são: a Inscrição na catequese; a abertura do ano catequético; a Preparação e Celebração das festas de catequese, etc.

Estes dois aspectos, valorização e motivação, supõem uma preocupação de fundo:

Como sensibilizar a família para a educação cristã dos filhos? Como evangelizar a família e torná-la evangelizadora?

Aqui situa-se o problema fundamental: a evangelização dos adultos. Os encontros de pais, com filhos na catequese, são apenas um aspecto deste problema que é muito mais profundo, e só encontra a resposta adequada na evangelização da família. Por isso, a paróquia precisa estar preparada também para oferecer aos pais o Catecumenato de Adultos, mesmo que tenham os sacramentos da iniciação.

Outra coisa importante é conhecer a realidade e o contexto em que vivem as famílias da comunidade. Para o desenvolvimento dos encontros da catequese familiar são necessários alguns elementos de apoio, que necessitam de um trabalho prévio e aprofundado, com relação à realidade concreta dos participantes, ou seja, a sua situação religiosa. Para isso é preciso colher alguns dados nas inscrições da catequese ou nas visitas às famílias: se tem os sacramentos da iniciação, se são casados, se são impedidos de concretizar o casamento religioso, se um dos cônjuges não é católico, etc.

Numa perspectiva evangelizadora, abordar nestas reuniões/encontros, as atitudes fundamentais de fé em que as crianças e adolescentes são iniciados, de modo que os pais possam acompanhar e colaborar no processo da educação cristã dos filhos e, eles próprios, se sintam estimulados a crescer na fé.

Nestes encontros, devemos reforçar o que o Concílio Vaticano II afirma:

“A família é a primeira escola de virtudes sociais, de que todas as sociedades precisam. Este dever da educação familiar é de tal importância que, quando falta, dificilmente pode ser substituído” (GS 3; e DGC 179).

Tendo em vista que os pais são muito sensíveis ao crescimento dos filhos, é oportuno introduzi-los no itinerário de fé em que estes são iniciados: oração, vida comunitária e familiar, participação na eucaristia, sentido de pecado e penitência, interesse pela Palavra de Deus, etc.

A Catequese Familiar é algo que vale muito a pena implantar e trazer para a nossa realidade assim mudar a realidade de nossa Comunidade/Igreja.

 

Obs.: Usei como base alguns trechos da Apostila "Catequese Familiar uma proposta de iniciação à vida Cristã” criada por Ângela Rocha do  Catequistas em formação, onde encontramos muita orientação e direção para que possamos colocar em prática a Catequese Familiar.

 

Saiba mais sobre a apostila pelo site: www.catequistasemformacao.com

 

Jéssica Caroline R.F. De Brito - Mirassol D'oeste - MT
Paróquia Sagrada Família de Nazaré.




terça-feira, 5 de janeiro de 2021

ENCONTROS CATEQUÉTICOS NAS CASAS: CONDUZIDOS PELOS PAIS/FAMÍLIA

 

                                                                                                 Criador: BNP Design Studio

“Algumas dioceses estão orientando que se incentive os pais a fazerem a Catequese com os filhos em casa. Isso é perfeitamente possível desde que os pais sejam orientados a respeito e, claro, tenham interesse e conhecimento básico da nossa religião. Se a sua paróquia usa algum manual ou livro, oriente os pais como usá-lo”. (Ângela Rocha)

Uma proposta para a catequese em tempos de pandemia:

Enquanto durarem as medidas de distanciamento social, realizar encontros catequéticos nas casas conduzidos pelos pais ou responsáveis com validade no processo iniciático.

Os pais ou responsáveis deverão conduzir o encontro catequético com seu(s) filho(s) em sua casa, semanalmente, em dia e horário mais apropriado à família. O catequista enviará previamente aos pais ou responsáveis as orientações para a realização do encontro catequético em casa, acompanhando se houve ou não a realização do encontro catequético na casa da família.

O catequista deverá utilizar o esquema com os elementos do encontro catequético organizado pela Comissão Bíblico Catequética para orientar os pais na condução do encontro catequético em casa. O itinerário de temas pode seguir o subsídio adotado pela diocese ou ser preparado pelo catequista.

NÃO FAÇAM NOVAS INSCRIÇÕES PARA A CATEQUESE INFANTIL AGORA! 

Espere orientações da sua Diocese!

Não tem por que "abrir turmas" agora. Já temos muitas crianças inscritas no ano passado que precisam de orientação. Temos tempo para planejar e pensar como será esta “volta” das inscrições.

Caso façam inscrições, vão ficar comprometidos com o que não vai acontecer! Expliquem aos pais que não é possível ter catequese este ano, até que tenha vacina para todos. A inscrição está na contramão da realidade do isolamento social, e também com o fato de que a catequese não pode ser “online”. Ela precisa ser presencial.

Aproveite e inscreva OS PAIS para a CATEQUESE FAMILIAR, faça catequese COM ELES! Assim , além de estar catequizando adultos, quando a catequese das crianças começar, eles estarão preparados para ajudar os catequistas na evangelização das crianças.

Acredito que se houvesse vacina para todos em fevereiro, isso poderia ser feito (a volta à catequese presencial). Mas, as crianças e jovens não serão vacinados por enquanto e podem ser transmissores do vírus para as famílias. É um risco que não se pode assumir. Os pequenos ainda têm tempo para a catequese. Afinal, sempre os achamos imaturos para receber os sacramentos, é uma oportunidade para trabalhar bastante o “querigma”. Já com o catecumenato/catequese de adultos é diferente. Quem procurar a paróquia deve ser acolhido. O tempo do pré-catecumenato (querigma) com eles, pode ser feito via meios digitais e encontros em pequenos grupos (não mais que 4 ou 5).

“Uma triste realidade, nesses tempos de pandemia podemos perceber como os cristão católicos se afastaram de uma forma impressionante e se acomodaram, principalmente os catequistas que além de se acomodarem também esqueceram dos seus catequizandos, realmente a vocação nesse tempo nos mostrou que nem todos temos!”

(Opinião de uma catequista/coordenadora)

A questão da “Catequese online” com as crianças não deu certo em muitos lugares, mesmo porque a orientação das lideranças da Igreja sempre foi a de “manter contato” e não dar encontros temáticos via meios digitais.

Pergunta: não houve catequese de Crisma, mas, as crianças da terceira etapa receberam a Eucaristia, como fazemos com esses catequizandos? Continuo com eles ou passo para a catequista do Crisma que ainda está com os catequizandos do ano passado? São situações que não tenho resposta. Sei que o correto é aguardar um posicionamento do padre e da diocese, mas o tempo passa e não vem nada.

(Dúvida de uma catequista).

Todas as situações têm resposta. É angustiante esta espera, mas, não podemos nos comportar como se a catequese fosse "questão de sobrevivência". Temos muitos assuntos a serem resolvidos na pandemia: controle do vírus, vacina, desemprego, falta de proteção social, sobrevivência das famílias etc. A catequese infantil não é um assunto que deve nos preocupar tanto. Somos IGREJA e precisamos pensar primeiro na “fraternidade” e na ajuda aos menos favorecidos.

Já o CATECUMENATO DE ADULTOS é diferente, e mesmo assim não é questão de "sobrevivência". Os adultos podem e são responsáveis por si mesmos. Devem ser acolhidos e devem ser orientados a aguardar encontros presenciais. Enquanto isso, os contatos por meios digitais podem fazer parte do “Pré-catecumenato” e ir estreitando as relações catequista/catecúmeno.

A catequese infantil tem sido uma questão bastante discutida entre nós. Será que ainda é viável nos moldes que temos? Todos os documentos da Igreja nos orientam a PRIORIZAR OS ADULTOS. As crianças devem ser acolhidas claro, mas, JUNTO com suas famílias, que, percebemos hoje, estão precisando ser evangelizadas apesar de muitos terem feito catequese na infância.

O "silêncio" de nossas lideranças no momento pode ser, justamente, estas reflexões. Até que ponto a catequese com crianças é imprescindível para a evangelização? Grande parcela das famílias destas crianças não está evangelizados e o trabalho dos catequistas "morre" no sacramentos da eucaristia e crisma. Acredito que agora é ESPERAR orientações da Igreja. Qualquer família que procure a Igreja em busca de catequese para as crianças PODE e DEVE ser acolhida, mas, não para a catequese "formal" que normalmente oferecemos. Tenhamos um “projeto” de CATEQUESE FAMILIAR com pais e responsáveis, que pode ser feita por meios digitais e pequenos encontros personalizados. É a oportunidade que sempre pedimos a Deus para evangelizar os pais. Aproveitem!

E os pais podem ser CATEQUISTAS dos filhos! Basta que tenham orientação a respeito e um conhecimento básico da nossa religião.

Na Arquidiocese de Curitiba, a orientação de D. Antonio Peruzzo e da equipe de catequese é que as paróquias busquem meios de contato com os pais, e que os catequistas ajudem com  orientações de como usar o Manual “Crescer em Comunhão”, adotado como subsídio pela arquidiocese. D. Peruzzo pede “ação” da comunidade, que não deve se acomodar:

“É decisivo o apoio, mais que isso, a participação do pároco na catequese nas casas e nos demais processos iniciáticos. As boas experiências contaram com a prestimosa retaguarda do “nosso padre” como dizem os paroquianos;

Incentivar a adesão dos catequistas e famílias naquelas paróquias que paralisaram completamente a catequese deste ano. Nos casos bem sucedidos, graças a Deus numerosos, todos estão surpresos com os resultados. Esta será uma experiência que deve permanecer até para os tempos sem pandemia;

Não seria sensato, ao contrário, seria acomodatícia a simples procrastinação da catequese por causa da pandemia. Imaginava-se que a interrupção seria por um tempo breve, mas, a limitação se estende no tempo. A situação pede proatividade. Esperar para quando for possível equivale a retirar a titularidade do Evangelho da vida da comunidade. Não podemos ficar mais um semestre talvez mais um ano, sem catequese”.

(Carta Circular, 21 de dezembro 2020 – Arquidiocese de Curitiba - PR)

Baseado nas experiências de sucesso de 2020, com paróquias onde houve encontros catequéticos nas casas (com pais e filhos), o Arcebispo orienta que em 2021, continue a se repetir o processo. As principais orientações são estas:

“a) Vale repetir a bela experiência eclesial dos encontros catequéticos nas casas, conduzidos pelos pais (...), ela está em consonância com as diretrizes da Santa Sé (Diretório para catequese 124;231).

b) Os encontros catequéticos nas casas conduzidos pelos pais ou responsáveis têm validade no processo iniciático;

c) O catequista enviará previamente aos pais ou responsáveis as orientações para a realização do encontro catequético em casa. Quem conduzirá o encontro em casa, em horário específico, são os pais ou responsáveis;

d) Segue-se o temário conforme o “Crescer em Comunhão” (de acordo com a etapa);

e) Usa-se a criatividade na realização das celebrações do itinerário catequético, não se omita a preparação próxima da iniciação;

f) Evite-se aglomeração nas celebrações dos sacramentos;

g) Se possível, celebrar os sacramentos no tempo pascal.”

(idem).

 

Outra orientação importante de D. Peruzzo:

“Pode-se contar com os meios digitais para orientar os pais na condução da catequese nas casas. Foi esta uma experiência muito benfazeja. Nunca se esqueça que a catequese propriamente é presencial, em família. Não há “catequese virtual-online”. Este meio não deve ser validado.”

Uma questão, no entanto, angústia padres e catequistas: a falta de formação dos pais para a condução da catequese dos filhos. Observamos que, para muitas famílias, o sacramento é uma questão cultural e "tradição de família", passando bem longe da “iniciação cristã” que deveria ser. Muitos pais sequer frequentam as missas e eventos da comunidade. Logo, não haveria interesse e nem empenho nesta catequese “em casa”, com a família.

Aí entra a opção da “Catequese Familiar” como um projeto de evangelização aos pais/famílias, que pode acontecer concomitantemente às orientações para  catequese dos filhos em casa. Basta seguir as mesmas orientações da catequese familiar, que já existe na paróquia; ou usar alguma subsídio (como nossa apostila) e adaptar o conteúdo aos meios digitais.

Penso que as palavras de ordem agora são: PROATIVIDADE, PLANEJAMENTO e ESPERANÇA. Vamos vencer este desafio e a catequese vai voltar: mais forte, voltada mais aos adultos  e, assim, mais eficaz.

 

Ângela Rocha - Catequistas em Formação 

FONTES DE REFERÊNCIA:

Carta Circular 21/12/2020 – Centro de Pastoral Nossa Senhora da Luz dos Pinhais - Arquidiocese de Curitiba PR.

CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO. Apostila Catequese familiar. Curitiba: 2018. 146 pgs.


Para adquirir a apostila, envie mensagem para o
WHATS: (41) 99747-0348





segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

APOSTILA CATEQUESE FAMILIAR: ADQUIRA A SUA!

 


CATEQUESE FAMILIAR: orientações e roteiros

Muitos pais vão procurar a paróquia para inscrever os filhos na catequese neste começo de ano. Assim como vão procurar para ver a situação dos filhos que já estão inscritos antes.
Como não é possível a catequese presencial com as crianças, por que não fazer CATEQUESE COM OS PAIS?
Neste tempo de pandemia e isolamento, uma opção é fazer catequese com a família, com os pais ou responsáveis pelas crianças. A CATEQUESE FAMILIAR pode ser feita por meios digitais e em pequenos grupos. Com isso, os pais podem ajudar os filhos e a Igreja, sendo, de fato, "os primeiros catequistas dos seus filhos".
Esta apostila dá várias dicas e orientações para se começar uma CATEQUESE FAMILIAR. Apesar de não tratar do ambiente digital, TUDO pode ser adaptado a ele. Use sua criatividade e nossa apostila para orientar! Também pode pedir orientações via whatsapp para nossa formadora/administradora.

VALOR DA APOSTILA : R$ 30,00 
PEDIDOS PELO WHATS: (41) 99747-0348 (Ângela Rocha)

A apostila é em arquivo digital e é enviada imediatamente depois do pagamento, por e-mail ou whatsapp.




 





domingo, 3 de janeiro de 2021

CATEQUESE EM TEMPOS DE PANDEMIA

 

Imagem: L"osservatore Romano

ASSESSOR DA CNBB ESCLARECE DÚVIDAS SOBRE A MODALIDADE ON-LINE DA CATEQUESE EM TEMPOS DE PANDEMIA

19/11/2020

 “A catequese não é um curso de formação doutrinal, mas um encontro com Cristo; é um caminho de aprofundamento da fé que se faz com Jesus por meio da inserção na comunidade eclesial missionária”

Por ser 2020 um ano atípico, especialmente por conta da pandemia do coronavírus, muitas dioceses começaram a oferecer formas criativas de dar continuidade ao processo de iniciação à vida cristã nas comunidades. Uma delas foi continuar os encontros de catequese na modalidade on-line para crianças, jovens e adultos.

O portal da CNBB conversou com o padre Jânison de Sá, assessor nacional da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, para esclarecer se esse tipo de iniciativa é válida e se a Comissão oferece algum tipo de catequese de Iniciação à Vida Cristã. Vale lembrar que nos últimos dias a assessoria de imprensa da Conferência recebeu vários questionamentos a esse respeito.

Ele enfatiza que antes mesmo do estado de pandemia se agravar os grupos de catequese já faziam seus encontros de forma presencial e que a modalidade virtual passou a ser oferecida pelas dioceses como uma maneira de dar continuidade à catequese presencial.

“A catequese oferece um itinerário de educação na fé e essa formação compreende uma experiência mistagógica, isto é, ajuda o catequizando na inserção no mistério de Cristo, participando ativamente da comunidade cristã, verdadeiro lugar da vida de fé. Em nossa tradição católica, a catequese acontece presencialmente. Particularmente não tenho conhecimento de uma catequese exclusivamente online, pois o processo de iniciação à vida cristã não é um curso, mas um encontro com Cristo, um caminho de fé que se faz com Jesus na comunidade”,  ressaltou padre Jânison.

Ele ainda salientou que nos últimos 50 anos os documentos pontifícios têm insistido na vida em comunidade; a experiência comunitária é parte essencial do discipulado de Jesus Cristo. “A Igreja no Brasil em sintonia com a Igreja universal, propõe uma catequese centrada na iniciação à vida cristã. O Novo Diretório para a Catequese dedica um capítulo inteiro sobre a catequese como atividade eclesial que só pode acontecer na comunidade. Portanto, a comunidade é o sujeito da catequese”, disse o padre.

A modalidade virtual, segundo padre Jânison, possibilita que em alguns lugares possam acontecer os encontros catequéticos. Mas lembra que foi somente durante a pandemia que se adotou essa modalidade. “Os sacramentos são sinais eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, por meio dos quais nos é dispensada a vida divina (CIgC, 1131). Quero lembrar ainda que a pessoa antes de receber o sacramento tem que passar por uma catequese bíblica e doutrinal adequada na comunidade de fé, tomar ciência do sacramento que está recebendo e não simplesmente receber um certificado, um diploma para depois abandonar a Igreja”, salientou.

Mas, a CNBB oferece encontros de catequese?

Ele explicou também que a Conferência não oferece catequese para crianças, jovens e adultos. “A CNBB, por meio da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, tem a missão de orientar, cultivar, animar, articular a catequese nas diferentes regiões do Brasil”, disse. Ainda de acordo com ele, esse apoio no âmbito da formação é oferecido para os coordenadores que animam os diversos regionais.

 

“A experiência que tivemos uma vez na sede, em Brasília (DF), com adultos foi com funcionários e é algo extraordinário. Foi uma catequese aos funcionários que não receberam os sacramentos ou que desejavam ter uma formação continuada, uma formação permanente”.

Modalidade on-line e a pandemia

Em alguns lugares do Brasil, as dioceses estão oferecendo a modalidade on-line, em situação de emergência, de forma extraordinária, em tempos de pandemia. No entanto, padre Jânison ressaltou que essa forma é destinada àqueles que já estavam na catequese, fazendo sua caminhada de iniciação à vida cristã, de forma presencial.

“Diante do crescimento, do avanço da pandemia houve a modalidade virtual na tentativa de não deixar as crianças, os jovens e adultos sem acompanhamento. É importante destacar que esta foi uma forma de dar continuidade a um processo que já havia se  iniciado dentro da comunidade de fé”, garantiu.

Padre Jânison mencionou que existem diversas experiências de catequistas que se reúnem com crianças, jovens e adultos (em diferentes plataformas on-line) ou até mesmo pela TV, como foi o caso de Belo Horizonte. Informou também que em Curitiba um percentual de 40% das paróquias aderiu a esse tipo de continuidade por meio de acompanhamento na modalidade virtual, mas sempre com a colaboração do catequista e principalmente da família.

“É importante percebermos que a catequese não pode ser comparada com uma disciplina de cursinho, com a continuidade das aulas na modalidade virtual das escolas. A Catequese é diferente! A catequese como ação evangelizadora  a serviço da iniciação à vida cristã é um ato de natureza eclesial, que nasce do mandato missionário do Senhor e que está orientada, como seu nome indica, a fazer ressoar continuamente o anúncio de sua Páscoa no coração de cada pessoa, para que sua vida seja transformada (DC, 55)!”, reiterou.

É possível falar da mistagogia como fio condutor do processo de iniciação numa modalidade virtual?

 

Na opinião do padre Jânison a modalidade on-line é extraordinária e não ordinária, específica para o tempo de pandemia. “No próximo ano com certeza teremos vacina e as atividades serão pouco a pouco normalizadas e os catequizados voltarão de forma presencial”, disse.

 

Para ele, a forma on-line é apenas uma colaboração, um suporte, um apoio, uma ajuda, que não substitui uma catequese presencial, a convivência, a vida fraterna, a comunidade, o diálogo com o outro e a vivência do mandamento do amor.

FONTE: https://www.cnbb.org.br/modalidade-on-line-da-catequese/

sábado, 2 de janeiro de 2021

CONSELHOS PARA A CATEQUESE DESTE NOVO ANO...

UM ABENÇOADO 2021 PARA NOSSA CATEQUESE! 

 Bom, dizem que conselhos, se fossem bons, eram vendidos e não dados... Mas, alguns a gente oferece, aceita quem precisa.

A catequese não pode voltar ao ritmo de antes, com certeza. A necessidade de isolamento social ainda é imprescindível devido aos níveis de contaminação da COVID: novas "cepas", ignorância de uma parte da população, ineficiência dos governos, etc. 

E o que fazer com a Catequese em 2021? 

Basicamente, precisamos observar três “frentes”: 

1 - O que fazer com os catequistas que "sumiram"? 

Sim porque, muita gente sumiu do mapa neste ano que passou. A "vocação" para a catequese não se provou tão VOCAÇÃO como se alardeava. E tem o "cansaço" psicológico que este longo tempo de isolamento trouxe a todos. As pessoas estão cansadas. Infelizmente algumas estão esquecendo do vírus e retornam algumas atividades que não deveriam: aglomeração, praia, bares, lanchonetes, comércio. Claro que quem precisa trabalhar, TEM QUE TRABALHAR, mas, com cuidado, observando os protocolos, cuidando da família. 

Mas, vamos aos conselhos sobre os "sumidos" e "sumidas"! 

  • Vale um contato da COORDENAÇÃO com esse pessoal. Carinhoso, prestativo, amigável... e com a anuência do pároco; 
  • Vale uma conversa com CADA UM, buscando saber os “porquês”, “comos” e “quandos” das pessoas. Muita gente talvez precise disso, uma "lembrada" de que é importante e que sua ausência é sentida; 
  • Vale uma "convocação" para uma "reunião online" também, discutir os rumos e ações deste começo de ano (com a anuência do padre); 
  • Vale formações, reciclagens, cursos, lives (sobre a catequese, óbvio), mas, feitas pela coordenação e os padres da paróquia, com gente que entenda e viva a catequese (com anuência do pároco); 
  • Vale uma boa "cobrada" também! Que vocação é essa que não está trabalhando a evangelização via redes digitais? (Sempre com anuência do pároco); 
  • Vale procurar orientação do setor, da diocese, etc. E com isso: Repasse instantâneo a todos e discussão sobre o "que fazer" com elas. 
2 - O que fazer com os Catequizandos? 

  • Primeiro, buscar orientação do pároco, do setor ou da diocese; 
  • Não ESQUECER que os catequizandos existem. A catequese formal pode estar parada, mas, o contato não deve ser esquecido NUNCA! 
  • Incentivar as famílias, PAIS e RESPONSÁVEIS, a trabalhar encontros em casa com as crianças. Se vocês têm um subsídio (livro), oriente os pais a usá-lo. Peça que olhem o material, busquem esclarecimentos com vocês e tornem o "encontro em família" uma rotina semanal, como se as crianças estivessem indo à catequese. Se não tem manual, enviem aos pais/responsáveis, deixe-os responsáveis pela catequese como sempre foram, apesar de ausentes;
  • NÃO FAÇAM "CATEQUESE ONLINE". Façam encontros de amizade, carinho, informativos (sobre a Igreja e a pandemia), de brincadeiras... NADA DE ROTEIROS TEMÁTICOS! Isso é para a catequese presencial. Falem do Evangelho dominical, incentive a leitura em família, ajudem a família a fazer catequese com as crianças;
  • Na catequese de adultos, não perca o contato! Pode até formação encontros “online”, adultos são responsáveis por si mesmos. Incentive leitura de documentos da Igreja, das catequese do Papa, pesquisas em sites confiáveis, mas, faça encontros presenciais assim que possível, o catecumenato exige pertença a comunidade para ter sucesso; 
  • Esqueçam toda essa parafernália de instruções sobre "catequese online" que a gente encontra na internet! A maioria desse pessoal que tem canal no Youtube nem sabe do que está falando e não é catequista. Se fossem, não dariam sugestões de "encontros online". Isso é para angariar "Likes", "curtidas", "acessos". Leiam e assistam lives de formação, mas usem a SUA criatividade! Neste tempo de isolamento está tendo mais live "do que fazer" do que o nosso tempo disponível e nossa capacidade intelectual suporta! No fundo do seu coração, você sabe o que fazer! 
  • Contato SEMPRE com as crianças e famílias! Uma vez por semana no mínimo. Pergunte como vão, o que estão fazendo, como estão se sentindo, etc e etc , anime-os a ter esperança, a rezar pelo mundo, pelas pessoas! Quanto às crianças que não tem contato por meios digitais, pense numa maneira de alcançá-las. Não para "cumprir roteiro de catequese", mas, para saber como estão, se a família precisa de alguma coisa, mande carta, bilhete, mensagem pro celular dos pais. Só não tem celular quem vive em lugares remotos, e estes é possível até visitar obedecendo os protocolos. 
3 - E se o nosso PÁROCO e DIOCESE parecem não se mexer? Se não somos coordenadores (as) e nossos (as) coordenadoras (es) não se mexem? 
  • Nada impede que VOCÊ SE MEXA, e siga os conselhos do item 2;
  • COBRE atitudes de quem tem a missão de COORDENAR E ORIENTAR! Não se desligue da paróquia por causa da pandemia, mantenha-se em contato com as lideranças e deixe-se “encontrável”, se for necessário;
  • Participe das FORMAÇÕES que a coordenação oferece e sugere. Você não está de "férias", não pode deixar de se reciclar. Use a sua "hora de catequese" semanal para se INFORMAR, FORMAR, ATUALIZAR. Leia bons livros, documentos da Igreja, documentos da catequese que ainda não leu, assista filmes, documentários;
  • Evangelize via redes sociais: use suas páginas, seus contatos para "anunciar" Jesus. Não apenas colocar mensagens prontas e "mecânicas" no seu perfil. Isso não é evangelizar: é "encher o saco" dos outros! Desperte a consciência de fé das pessoas, a necessidade de ajuda fraterna aos mais necessitados, a necessidade de obedecer às orientações sobre a pandemia, de preservar vidas, manter a saúde e cuidar do planeta. 
  • Se não tem tempo e gosta de Evangelho diário, oração, etc., COMPARTILHE da nossa página, mas, acrescente a SUA mensagem também! 
  • Agora, se você quer ter sossego, não quer se incomodar, INFORME a coordenação que você não é mais catequista e pare de só fazer parte da estatística da paróquia. A CATEQUESE nunca foi um "cargo", um hobby, um "ter o que fazer", um fazer voluntariado. Ela é UMA MISSÃO, UMA VOCAÇÃO e dela a gente não esquece assim!

4 - NÃO FAÇAM NOVAS INSCRIÇÕES ATÉ QUE TENHAMOS UMA REALIDADE PÓS PANDEMIA!
  • É inconsequência nossa fazer NOVAS INSCRIÇÕES para a catequese infantil até que tenhamos VACINADO TODOS e estejamos fora da pandemia. As crianças tem tempo para serem catequizadas, não é urgência. Convidem os pais e responsáveis que procurarem a paróquia para a CATEQUESE FAMILIAR;
  • Enquanto a catequese não voltar ao NORMAL, ACOLHAM SOMENTE ADULTOS para a catequese, assim mesmo dentro das restrições e protocolos da pandemia.

Estes e outros conselhos, à disposição sempre... rsrsrsrs

Ângela Rocha – Adm.

Catequistas em Formação





O OLHAR DE HOJE NÃO PODE SER IGUAL AO DE ONTEM...

 Antonio Furtado, Allan Rafael, Alex, José Lenilson, Jacson, Padre Antonio, Padre Jair, Evanilosn, Rosevânio, Jonh Anderson - Seminário São Miguel Arcanjo em Curitiba no Paraná.

"Olho para 2020 e vejo com mais clareza que nunca, o quanto Deus se faz presente na vida de seu povo.

E você pode me perguntar: Presente em meio às lágrimas, perdas, tragédias? SIM. Em meio a tudo isso Deus está conosco e não nos abandona. Tenho plena certeza.

Que nossos olhares estejam atentos aos detalhes de Deus. Que possamos cada dia mais cuidar, amar, respeitar, restaurar. Ser em nossas vidas e principalmente na vida dos que estão à nossa volta canal da graças de Deus.

Que possamos valorizar mais os sorrisos, os abraços, as lágrimas, a acolhida, o respeito, o cuidado, à vida. Valorizar, acolher, cuidar e amar aqueles(as) que estão ao nosso lado e aos que vão se achegando.

Desejo que neste ano que se inicia possamos trocar as lentes dos nossos óculos (da vida) para olhar o mundo e tudo o que nele vive de uma forma diferente e deixar que os nossos caminhos sejam iluminados e conduzidos por essa Luz maravilhosa que é Cristo o Senhor.

Santo e abençoado ano novo 🙏🙏

Desejo muitas bênçãos a você e sua família!"

Alex Dominicini, ocrl (Ordem dos Cônegos regulares lateralense)

Dentre todas as mensagens de ANO NOVO que recebemos, ficou esta "iluminada" bênção do meu grande amigo Alex Dominicini, seminarista que compartilha o curso de Teologia da PUC comigo.

Ao Alex e todos os Cônegos, um grande abraço e nossas orações para que suas Vocações sejam sempre iluminadas por Deus e o grande amor de Jesus Cristo a toda humanidade!


Paróquia São Miguel Arcanjo - Novo Mundo - Curitiba Pr.



Imagens: Alex Dominicini, ocrl.

Ângela Rocha
Adm. Catequistas em Formação

Feliz e abençoado Ano Novo!