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quarta-feira, 8 de novembro de 2023

QUEM VEIO PRIMEIRO, OS DINOS OU ADÃO E EVA?

Esta é uma pergunta comum entre as crianças na catequese, quando falamos de “criação. Fãs de Spielberg, ou pelo menos de Jurassic Park ou dos Croods, as crianças ficam curiosas quando narramos a criação descrita na Bíblia.

Já imaginou o susto que Adão e Eva teriam, se deparassem com um dinossauro no paraíso? E o susto que este dinossauro também teria?

O que acontece é que a vida no planeta surgiu há cerca de três bilhões e meio de anos atrás, e os dinos vieram muito antes de Adão, Eva ou seus filhos e netos pensarem em nascer. Os dinossauros viveram e se extinguiram bem antes de a espécie humana surgir.

Pois é, mas como é que a gente sabe disso? Os responsáveis por essas descobertas são os geólogos, paleontólogos e arqueólogos.

E o que eles fazem? Os geólogos estudam as rochas e os minerais, e por isso eles sabem muito sobre as transformações que aconteceram no passado com o planeta Terra. Já os paleontólogos pesquisam sobre os répteis que existiam na Terra há muito tempo atrás. Eles sabem muita coisa sobre os dinossauros. E os arqueólogos são cientistas que querem saber como viviam as pessoas no passado – como elas eram, seus costumes, sua linguagem, etc. (Por falar em arqueólogo e Spielberg, alguém aí se lembrou do Indiana Jones?)

Os paleontólogos e os arqueólogos trabalham escavando determinados locais e achando restos de ossos e objetos que trazem pistas sobre a vida no passado. Mas não é só isso: eles analisam a profundidade em que esses ossos foram encontrados, analisam a composição mineral desses objetos e ainda buscam informações orais ou escritas que possam lhe ser úteis.  Colocando tudo isso junto, eles tentam montar o quebra cabeça.

(O professor do Instituto de Geo-Ciências da UFMG, Bernardo Gontijo respondeu a esta pergunta no site Universidade das Crianças: https://www.universidadedascriancas.fae.ufmg.br/ )

E assim que descobrimos a existência dos dinossauros!

Mas, e como sabemos sobre Adão e Eva, os primeiros seres humanos que Deus criou? A resposta encontramos na Bíblia. E em até duas narrações diferentes! Uma no capítulo 1 e outra no capítulo 2. A Bíblia diz que Deus criou o mundo e Adão e Eva tudo em 7 dias. E não fala de “dinossauros”, fala que:

No quinto dia: “Depois Deus disse: Que as águas fiquem cheias de todo tipo de seres vivos, e que na terra haja aves que voem no ar. Assim Deus criou os grandes monstros do mar, e todas as espécies de seres vivos que em grande quantidade se movem nas águas, e criou também todas as espécies de aves. (Gn 1,20-21);

No sexto dia: “Que a terra produza todo tipo de animais: domésticos, selvagens e os que se arrastam pelo chão, cada um de acordo com a sua espécie! E assim aconteceu. Deus fez os animais, cada um de acordo com a sua espécie: os animais domésticos, os selvagens e os que se arrastam pelo chão. E Deus viu que o que havia feito era bom. (Gn 1, 24-25). E ainda: “ Aí ele disse:  Agora vamos fazer os seres humanos, que serão como nós, que se parecerão conosco. Eles terão poder sobre os peixes, sobre as aves, sobre os animais domésticos e selvagens e sobre os animais que se arrastam pelo chão.  Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher 28 e os abençoou...”  (Gn 1, 26-27)

E onde estão os dinossauros na Bíblia? Eles foram na arca de Noé?

A ciência diz que os dinossauros foram extintos há 66 milhões de anos atrás, mas isso não parece estar de acordo com o que a Bíblia conta. E obviamente, as crianças que tem aulas de ciências na escola e encontros de catequese na Igreja, querem saber cadê os dinossauros na Bíblia, se eles foram na arca de Noé e se depois do dilúvio ainda existiam na terra.

O que dizer às crianças?

Que a vida na terra é um verdadeiro milagre, o nosso planeta é um verdadeiro laboratório amorosamente formado e preparado para acolher e comportar incontáveis espécies viventes do reino vegetal e animal.  

A vida surgiu na terra acidentalmente? Todas essas maravilhas são filhas do acaso? Ah não!  Tem que existir alguma coisa mais maravilhosa ainda por detrás de tudo. E é DEUS! Só DEUS pode e faz tudo isso e muito mais! DEUS tudo criou e continua a criar. ELE é infinitamente poderoso, amoroso e pensa em cada detalhe. Somos muito pequeninos perto da criação, no entanto, DEUS olhou para nós como filhos e cuida de nós de maneira especial. E é isso que a Bíblia diz:

“Deus lhes disse: a Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo animal que se move sobre a terra. (...) E a todo animal da terra, e a toda ave dos céus, e a todo réptil sobre a terra, em que há alma vivente, eu dei toda erva verde para mantimento; e assim foi.” (Gn 1, 29-30)

Com estas citações vemos que a Bíblia não dos “dinossauros”, no máximo sobre os “répteis”. Isso prova que os autores dos textos da Bíblia viveram numa época em que não havia mais dinossauros.

A palavra "dinossauro" (lagarto terrível) foi criada em 1842, pelo estudioso de fósseis Richard Owen, para designar genericamente um grande grupo de répteis que habitou a Terra na era Mesozóica, entre os períodos Triássico Superior e Cretáceo Superior.

Se olharmos pelo lado da Bíblia, a criação dos dinossauros aconteceu no sexto dia: “Disse também Deus: Produza a terra seres viventes, conforme a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selváticos, segundo a sua espécie. E assim se fez” (Gn 1, 24). Assim, os dinossauros se encaixam perfeitamente na criação dos répteis e animais selváticos.

Sendo assim, somos levados a imaginar que os dinossauros faziam parte do mundo em que Adão e Eva e, posteriormente, os seus descendentes, viviam. Opa! Peraí! Volta o filme!

E a evolução das espécies? E as descobertas cientificas que provam que o homem viveu em outra era?

Os paleontólogos concordam que os dinossauros surgiram alguns milhões de anos (quantos exatamente ninguém sabe) depois da maior extinção em massa registrada na Terra, ocorrida há 252 milhões de anos.

E temos alguns doidos que relacionam esta extinção ao diluvio... Pura besteira!  As dimensões da arca, apresentadas no livro de Gênesis diz que ela teria 125 metros de comprimento, 28 metros de largura e 23 metros de altura. Fósseis de dinossauros encontrados mostram que o maior dinossauro  tinha 70 toneladas e media 37 metros de comprimento e oito metros de altura. Um casal de Patagotitan mayorum, já daria um trabalho danado para Noé colocar na arca, e ainda temos o Diplodoco, com 27m de comprimento e cerca de 30 toneladas de peso.

Veja este artigo https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-teria-que-ser-o-tamanho-da-arca-de-noe-para-acomodar-todos-os-bichos-do-mundo/

Há algumas pessoas por aí que costumam usar algumas citações bíblicas de depois do dilúvio, para encontrar animais diferentes que podem ser as espécies de “lagarto grande” conhecidas como dinossauro. Pura conjectura e nada corroborado pela ciência.

Mas, pode mesmo ter existido uma era jurássica em que os animais dominaram a terra? Isso não seria contrário às narrativas bíblicas?

A existência dos dinossauros, segundo a paleontologia, não conflita com o texto bíblico do Gênesis. Porque o relato da criação não tem a intenção de descrever a ordem ou o modo como apareceram as criaturas; não entra em questões de ordem científica ou paleontológica, mas quer afirmar que o mundo, como quer que tenha sido sua  origem, deve sua existência a Deus Criador.

“Desde que se formou, há cerca de 4,6 bilhões de anos, a Terra sofreu periódicas extinções em massa. Há 250 milhões de anos (quando a parte emersa da Terra formava apenas um continente, a Pangeia), um acontecimento imprevisto como a queda de um asteroide poderia ter extinguido várias formas de vida primitivas (como répteis, insetos e moluscos). E, mais tarde, favorecido o aparecimento e a adaptação de novas espécies como plantas e dinossauros, que ocupam o planeta durante os períodos triássico, jurássico e cretáceo (entre 250 milhões e 66 milhões de anos atrás)”. (O GLOBO de 23/2/01, p. 30).

Em resposta a uma pergunta a Revista Pergunte e responderemos, D. Estevão Bettencourt responde|:

“A era mesozoica é uma das divisões do tempo geológico. Abrange três grandes períodos: o triássico, o jurássico e o cretáceo. Durou cerca de 160 milhões de anos, estendendo-se de 225 a 65 milhões de anos atrás. Conhecida como a era dos répteis, foi a época em que dominaram os grande sáurios e surgiram os mamíferos e as aves. Todo este aparato científico não entra em conflito com o texto bíblico, pois este não pretende oferecer uma descrição científica da origem das criaturas, mas tem em vista propor o sentido religioso das mesmas ou o valor que elas têm perante Deus e o homem. Com outras palavras: a Escritura não quer ensinar como vai o céu, mas como se vai para o céu”.

Faz-se necessário, portanto, examinar de perto o texto bíblico que propõe a criação do mundo e do homem em seis dias (Gn 1, 1-2, 4a), colocando-o, antes do mais, em seu contexto, que é chamado “a pré-história bíblica” (Gn 1-11), que não se identifica com a pré-história universal, que vai até 8000 a.C. aproximadamente. Ela compreende episódios de importância capital que antecederam a vocação do Patriarca Abraão, em 1850 a.C. aproximadamente. É somente com Abraão, em Gn 12, que começa a história bíblica propriamente dita. A pré-história bíblica não coincide com a pré-história universal, que vai desde tempos imemoriais até o aparecimento da escrita (8000 a.C.).

O gênero literário dessa seção é o da história religiosa da humanidade primitiva. O autor sagrado não intencionou propor teses de ciências naturais, mas quis apresentar, em linguagem simbólica, alguns fatos importantes que constituem o cenário e a justificativa da vocação de Abraão.

Desta maneira, o autor mostra que Deus fez o mundo bom e convidou o homem para nele e com Ele vida (ordem sobrenatural). Todavia o homem disse Não. Deus achou por bem reafirmar seu desígnio de bondade, prometendo restaurar, com a vinda do Messias, a amizade violada pelo pecado (Gn 3, 15). Este foi-se alastrando cada vez mais, como atestam os episódios de Caim e Abel, do dilúvio e da torre de Babel. Então, para realizar seu intento de reconciliação do homem com Deus, o Criador quis chamar Abraão para constituir a linhagem portadora da fé e da esperança messiânicas. Assim chegamos a Gn 12 (a vocação de Abraão). Isso resume a caminhada do homem e a pré-história bíblica.

 

Organização: Ângela Rocha

FONTES DE PESQUISA:

BETTECOURT, Estevão. Os dinossauros e a Bíblia. Revista: Pergunte e responderemos. Nº 469, Julho 2001 – p. 249.

GONTIJO, Bernardo. Quem veio primeiro, os dinos ou Adão e  Eva? Universidade das Crianças. Encontrado em: https://www.universidadedascriancas.fae.ufmg.br/ 

MOTOMURA, Marina. Qual teria que ser o tamanho da Arca de Noé para acomodar todos os bichos do mundo? Super Interessante Atualizado em 4 jul 2018, 20h23 - Publicado em 18 abr 2011. Encontrado em https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-teria-que-ser-o-tamanho-da-arca-de-noe-para-acomodar-todos-os-bichos-do-mundo/

 

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

QUAL A DIFERENÇA DO DÍZIMO E DA OFERTA?


Uma das principais fontes de captação de recursos das Igrejas continua sendo o dízimo. Com fundamentação bíblica até nas antigas escrituras, como no texto em que Deus pede para Moisés no Monte Sinai: “Então, ao lugar que o Senhor escolheu para estabelecer o seu nome, ali levareis todas as coisas que vos ordeno: vossos dízimos, as primícias e todas as ofertas escolhidas que tiverdes prometido por voto ao Senhor” (Dt 12,11-14)

Mas, nos tempos atuais, esta fonte está cada vez mais escassa. Em algumas comunidades a prática é quase inexistente. Entre os fatores que mais contribuem para que os paroquianos não se tornem dizimistas, está na “concorrência” com as chamadas “comunidades famosas” que, para se sustentarem, também necessitam de doações. Abordados por revistas, jornais, rádios e até mesmo por televisões, fiéis de todo o país acabam se associando a essas comunidades, doando dinheiro e adquirindo produtos personalizados, deixando de fazer sua doação na paróquia que frequentam.

Finalidade e destinação de cada um

O Dízimo é uma contribuição comprometida com sua comunidade que precisa ser feita periodicamente, normalmente, uma vez ao mês, conforme as condições de cada fiel. É um exercício de doação e partilha em que o cristão se mostra disponível a cuidar das dimensões religiosa, social e missionária.

Já a Oferta é algo que se dá além do dízimo, é uma entrega sem compromisso que podemos fazer em qualquer igreja, sem necessariamente ter uma periodicidade. Além da contribuição financeira, ela também pode ser feita por meio de doação de alimentos, materiais, roupas, entre outras coisas. É uma doação a mais que podemos fazer espontaneamente para auxiliar determinada igreja e até mesmo os irmãos mais necessitados que frequentam a comunidade.

Biblicamente falando, o dízimo são os primeiros 10% de tudo o que recebemos e de tudo o que nos vem às mãos e que devemos, pelas leis bíblicas, dar a Deus. A oferta é diferente, pois não existe nenhuma obrigação por parte do fiel. Ela é feita de livre e espontânea vontade. No dízimo, Deus vê a nossa fidelidade para com Ele; na oferta, o nosso amor e a nossa dedicação à Sua Obra. Porém, ambos representam a nossa disponibilidade de ajudar a nossa comunidade.

E O OFERTÓRIO NA MISSA?

O ofertório é o momento propício em que os fiéis podem demonstrar sua participação e seu comprometimento, pois apresentam os frutos de seu trabalho. Antigamente, o próprio povo levava o pão e o vinho de suas casas. Hoje, uma das maneiras de apresentar os frutos de nosso trabalho é essa oferta em dinheiro. Desta maneira, temos a oportunidade de unir nossa oferta, nosso sacrifício à oferta e sacrifício de Jesus que nos dá seu corpo e sangue.



"E isto afirmo: aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura, com abundância também ceifará. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria”. (2Cor 9, 6-7)

“A este lugar fareis chegar os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta das vossas mãos, e as ofertas votivas, e as ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e das vossas ovelhas”. (Deuteronômio 12,6)

QUAL É A DESTINAÇÃO DO DÍZIMO?

Da mesma forma como acontece em nossas casas, onde existem necessidades básicas que precisam ser atendidas: conta de água, de energia, de telefones, IPTU, etc.; material escolar, vestuário, alimentação, transporte, lazer etc. Nas paróquias não é diferente: existem necessidades que devem ser atendidas e que se enquadram em três diferentes dimensões: RELIGIOSA, SOCIAL E MISSIONÁRIA.

Na DIMENSÃO RELIGIOSA enquadram-se as despesas relacionadas à manutenção e funcionamento da paróquia, suprindo suas necessidades básicas e mantendo todos os gastos da Igreja para que ela desenvolva de forma organizada a sua atividade fim. Nesta dimensão enquadram-se os salários dos funcionários da paróquia, compra de material litúrgico, material de expediente e material de limpeza, manutenção física do templo, obrigações fiscais (taxas e impostos), material para pastorais, pagamento das contas de água, energia e telefones, despesas com transporte, côngrua (salário do padre) e outras despesas referentes às atividades religiosas. Como pode ser visto, nesta dimensão estão contemplados todas as despesas efetuadas no exercício das atividades que visam alcançar o objetivo final da Igreja.

A DIMENSÃO SOCIAL contempla o atendimento aos mais necessitados que procuram a paróquia em busca de atendimento para minimizar suas carências. Este atendimento social pode ser realizado, por exemplo, através da doação de cestas básicas para os desempregados, remédios para os doentes carentes, programas de inclusão social e de inclusão digital dos integrantes da comunidade. Em suma, qualquer investimento que tenha como objetivo ajudar aos mais carentes, minimizando suas dores em momentos de maior necessidade.

Na DIMENSÃO MISSIONÁRIA, o investimento é nas pastorais diocesanas, mantendo os missionários que levam a palavra de Cristo ao mundo. Nesta dimensão está incluída a formação dos padres, porque a manutenção dos seminários faz parte da dimensão missionária. Explicando melhor: as comunidades contribuem com o seu dízimo para a manutenção das paróquias; por sua vez as paróquias com os seus dízimos mantêm as dioceses, que juntas são a Igreja de Cristo. As dioceses, com os valores dos dízimos recebidos das paróquias, sustentam os seminários e formam os missionários que se espalham pelo mundo com o intuito de evangelizar os povos. Logo, esta dimensão contempla um projeto maior de evangelização que é o objetivo e razão da Igreja. Assim, cabe a cada paróquia repassar à sua diocese uma porcentagem dos valores do dízimo.

Informar aos dizimistas das dimensões alcançadas por suas devoluções fará com que ele se sinta mais responsável pela manutenção destes trabalhos missionários e, também, pela formação dos padres e ministros.

O esforço realizado pelos dizimistas se concretiza na Eucaristia. Ele se sentirá responsável por aquele padre ou ministro presente no altar. Quanto mais nos encontramos com Deus mais nos alegramos e desejamos corresponder mais aos Seus desejos. Na liturgia dos sacramentos as pessoas celebram o amor de Deus e renovam o seu compromisso com Ele. É responsabilidade de todos manter esta tradição e esta esperança viva no coração da humanidade, despertando o sentimento de compromisso com a vida e com todos os que ainda não foram despertados para a presença de Deus em suas vidas.

E DAS OFERTAS?

As ofertas normalmente são destinadas às necessidades da própria paróquia, sem compromisso de valor ou regularidade. Quando em valor monetário elas integram os valores que a paróquia precisa para suas ações e atividades. Quando em alimento, roupa, etc., vão para a atender as carências sociais da comunidade.

Catequistas em Formação 

Fontes diversas - Pastoral do Dízimo.



domingo, 5 de novembro de 2023

ALGUMAS ANOTAÇÕES SOBRE A MISSA

 


 A Missa e o ambiente do Templo:

O ÁTRIO (entrada, “vestíbulo”): Para a Purificação, preparação para adentrar ao Templo. O átrio separa o profano do sagrado. O Sagrado precisa ter sentido!

Na procissão de entrada: o comentarista NÃO DEVE FALAR O NOME DAS PESSOAS, nem do padre.

(Sentido da entrada da Noiva: Caminhada para uma nova etapa da vida dela, novos passos. Noivos trocam alianças... passa-se de uma mão a outra).

MISSA:

- Domingo é o “Dia do Senhor”, liturgicamente começa no sábado às 18 horas.

- Papel da assembleia: responder!

- Missa é diálogo: falar COM Deus e não DE Deus.

- Quando a missa começa? Com o sinal da Cruz.

- Ato penitencial: rezar o Ato de Contrição: “Confesso a deus Todo-poderoso...”

- Glória: Rezado ou cantado.

- A Trindade: cristológico

- Oração da Coleta (do dia): coleta dos pedidos (não das contribuições). Onde a Igreja reza pela sua intenção.

 - Comentários: só inicial e no final, se houver necessidade. O comentarista é uma figura sem necessidade, a missa pode se desenrolar sem os comentários.

- Rito da Palavra: O “Verbo” se fez carne na Eucaristia.

- Cantos: a assembleia precisa cantar, não só o grupo de músicos!

- O centro da missa é o altar!

- A comunicação na liturgia precisa conduzir ao “mistério”, ser mistagógica.

- “Deixar a liturgia falar” (Ione Buist)

- 1ª Leitura: Antigo testamento

- Salmo: resposta à 1ª leitura

- 2ª leitura: cartas de São Paulo

- Evangelho: É Deus que fala!

(Anos A – Mateus; B – Marcos; C- Lucas, são os sinóticos)

- Evitar ruídos “incômodos”, “desvios”...

- Respeito à mesa da Palavra.

- Lecionário prevê as pausas...

- Espaço na mesa da Palavra: é o túmulo aberto, sepulcro vazio

- As Equipes precisam estar preparadas: devem ler o Evangelho em silêncio (quem lê na missa é o padre ou diácono), depois as leituras, treinar a leitura, palavras bem declaradas, colocar vírgulas e pontos, tom de voz adequado. Se a missa não foi “vivida”, é como o trem que passa e você não embarcou.

- Homilia: atualização da Palavra. Não mais que 10 minutos... a assembleia dispersa.

- Lecionário: semanal, dominical, santoral.

- Profissão de fé: Creio. Antigamente o creio só era rezado no batismo.

 -Preces: A primeira - pela Igreja; Segunda - Estado (governantes, lideranças); Terceira - pela comunidade; quarta - demais...

- Apresentação das oferendas: oferta sempre “física”. (Alimentos devem ser partilhados depois. Ex. Pão, uva).

- A saudação da Paz, Evangelho e preces é serviço do diácono. As preces podem ser feitas por leigos com boa leitura e entonação de voz e também pode-se incentivar à assembleia a fazer. 

Doxologia[1]: Fórmulas de louvor e glorificação.

 A frase ”Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre” faz parte da doxologia final, que, por sua vez, é a última parte da Oração Eucarística. É o verdadeiro e próprio ofertório da Missa, pois é o próprio Cristo que oferece e é oferecido.

 - Estas palavras são próprias, unicamente e exclusivamente, do padre (ou bispo) que celebra a missa, e dos sacerdotes concelebrantes. O povo participa dela dizendo “Amém” no final. Portanto, durante a doxologia, os fiéis guardam silêncio e só interferem para se unir a ela com um forte e contundente “Amém”.

- Esta doxologia é uma das usadas para dar glória e louvor a Deus, distinguindo-se da doxologia maior (“Glória a Deus nas alturas…”) e da doxologia menor (“Glória ao Pai e ao filho e ao Espírito Santo…”).

- Finalmente, uma destas doxologias é a que se pronuncia antes do rito da paz: “Vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre

 

ALGUMAS OBSERVAÇÕES ÚTEIS:

1)    Atentos ao gesto de impor as mãos sobre as oferendas, os acólitos tocam os sinos (ou sinetas) na igreja e todos se ajoelham, pois é a descida do Espírito Santo sobre as espécies do pão e do vinho sobre o altar.

 2)    O sacerdote, age na pessoa de Cristo, diz as palavras pronunciadas por Jesus na última ceia, este é momento em que o próprio Cristo diz para a comunidade: Isto é o meu Corpo, isto é o meu Sangue. Esse momento pede que o olhar, o pensamento e o coração estejam totalmente voltados para o Altar, para acolher o Cristo, que por amor, continua se entregando pela nossa salvação.

 3)    Neste momento da Consagração ajoelhar-se, seria bom. Caso não seja possível, pelo local, ou questão de saúde, idade, permaneça em pé ou mesmo sentado. O importante é que o olhar esteja voltado para o altar. Por isso não ficar com a cabeça baixa, nem olhos fechados e nem ficar olhando para outros lados.

 4)    Jamais nos deixemos levar pelas distrações, ou pelo cansaço, ou pelas preocupações, ou por qualquer outra situação. Estejamos atentos com os olhos do corpo e da alma!

5)  Resposta à consagração Eis o mistério da Fé!: em Pé  Anunciamos Senhor...” ou de joelhos conforme o fiel quiser ou costume.

6)  *O “Cordeiro” precisa ser CANTADO (é da Assembleia).

7)  Na saudação da Paz: de preferência não cantar... não é festa, andança... cumprimenta-se a pessoa do lado, mais perto, sem sair do lugar. Após a homilia se pode dar a paz.

8)  Elevar a mão, junto com o padre, na consagração, não é correto.

9)  Ajoelhar depois da comunhão é facultativo.

10) Santificai Senhor estas oferendas...”: AJOELHAR. Prestas atenção na sinetas.

11) Diácono envia no final da missa: Ele envia à missão! A missa começa quando termina... 

CONFORME A INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – IGMR (Nº 43)

Os fiéis estão de pé: desde o início do cântico de entrada, ou enquanto o sacerdote se encaminha para o altar, até à oração coleta, inclusive; durante o cântico do Aleluia que precede o Evangelho; durante a proclamação do Evangelho; durante a profissão de fé e a oração universal; e desde o convite “Orai, irmãos”, antes da oração sobre as oblatas, até ao fim da Missa, exceto nos momentos adiante indicados. 

Estão sentados: durante as leituras que precedem o Evangelho e durante o salmo responsorial; durante a homilia e durante a preparação dos dons ao ofertório; e, se for oportuno, durante o silêncio sagrado depois da Comunhão. 

Estão de joelhos durante a consagração, exceto se razões de saúde, a estreiteza do lugar, o grande número dos presentes ou outros motivos razoáveis a isso obstarem. Aqueles, porém, que não estão de joelhos durante a consagração, fazem uma inclinação profunda enquanto o sacerdote genuflecte após a consagração. Compete, todavia, às Conferências Episcopais, segundo as normas do direito, adaptar à mentalidade e tradições razoáveis dos povos os gestos e atitudes indicados no Ordinário da Missa. 

Organização: Ângela Rocha



[1]DOXOLOGIA: Na liturgia católica é a fórmula litúrgica de arremate nas grandes orações católicas (hinos, preces, versículos etc.) em que se glorifica a grandeza e majestade divinas.

 

ABRIR MÃO... VOLTAR ATRÁS

Texto tão lindo, feito um buquê de flores...

Custa muito abrir mão… voltar atrás… Custa muito! MUITO mesmo! Lágrimas. Noites de insónia. Enjoos. Psiquiatra. Tribunal… ou, decidir percorrer um Caminho de MUDANÇA!!!

É que são tantas as coisas a que “tenho direito e tantos os “trastes” que não cansamos de chamar MEU! MEU! MEU!

E as pessoas? De quantas pessoas eu já me senti dona, com direito a guardá-las na minha mão fechada sem perceber que, quanto mais as agarro. mais elas vão escorregar da minha mão? Acaba sempre vindo um belo dia em que vão perceber que eu estou lhes roubando a possibilidade de SER e, lá vão elasas “mal-agradecidas”! E “eu que lhes dei tanto”, e “eu que tanto as ajudei” (S[o falta falar como quem compra! Quantas? Nem os dedos das mãos dão conta. E a você? Amigos… Irmãos… Filhos … Amados?

Mas, algumas vezes já, também me senti apanhada, presa em nome do "amor", da "amizade", da "comunhão", da "paz" (nós temos o vício de abusar das palavras!). Quando dei por mim, quando descobri que estava a ser sugada, zarpei para outras águas.

Penso que uma das grandes (A)venturas da nossa Vida é nos educarmos para deixar que as pessoas pousem nas nossas mãos bem abertas. E todos os dias olhar para elas para ver se a tentação de fechá-las foi mais forte que a consciência dela.

AMAR BEM é amar com leveza. AMAR BEM é deixar que o outro possa pousar e repousar,  já que é esse o jeito do Espírito do Amor, do Espírito Santo do nosso Deus.

Só esse jeito de Amar nos pode vestir e assentar como uma luva, para que aqueles que amamos se FAÇAM BEM, se FAÇAM segundo a Liberdade! Que é uma fonte inesgotável de delicadeza, de criatividade, um horizonte imenso de possibilidades e descobertas, um Mistério no qual se nos vai desvelando o Amor Todo-poderoso do nosso Deus, que tudo faz para que cada um de nós SEJA o que É, aquilo que está chamado a SER: Inteiro! SALVO!

É em Liberdade que vamos nos fazendo, uns aos outros, artesãos de Comunhão. Construtores do Novo. Naturalmente. De tal modo que o Silêncio, as Palavras e os Gestos acabam por falar sempre de Humanidade, aconteçam eles no meio das nossas fragilidades, das mais dolorosas experiências de impotência ou das maiores alegrias. Também na doença. Também na Morte.

Porque, sempre que tocamos o mais fundo e o mais definitivo da Vida é TEMPO de SER. Porque é lá, onde a Vida grita, geme ou ri, lá onde estamos nus, que percebemos o quê e quem guardámos na nossa mão fechada. E, também é lá que percebemos que guardar coisas empobrece-nos e, guardar pessoas deixa-nos sozinhos.

Sinto que hoje pode ser um primeiro dia, dia de empurrar para bem longe de nós todos os amores que prendem, porque fazem de nós anões porque se tornam empecilho ao Crescimento. Amor que prende, pede ou espera retribuição, cria culpas sem sentido e está condenado a azedar. Não tem futuro. A Gratidão chega quando não se espera nem se procura. Vem SEMPRE por acréscimo, a regurgitar de Graça.

Sinto que ainda vou aprender a AMAR largando, voltando atrás… a tempo de poder ser participante na FELICIDADE de um Deus que Cria mas diferencia para unir, na pluralidade e na riqueza dos Dons que o Seu Espírito suscita em nós.

O Amor que diferencia, aprende a dar um passo atrás para VER MELHOR o outro e poder dizer, encantado: Tão ELE! Tão ELA! Tão BOM! Tão BELO!


Glória Marques - CER - Braga, Portugal



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quinta-feira, 2 de novembro de 2023

A PORCENTAGEM MUNDIAL DE CATÓLICOS

* Mapa com dados de 2016
 As informações foram extraídas do último "Anuário Estatístico da Igreja" publicado (e atualizado até o dia 31 de dezembro de 2021) e dizem respeito aos membros da Igreja, às estruturas pastorais, às atividades no campo da saúde, do bem-estar e da educação.

Em 31 de dezembro de 2021, a população mundial era de 7.785.769.000, um aumento de 118.633.000 em relação ao ano anterior. O aumento global também afetou todos os continentes, exceto a Europa.

Na mesma data o número de católicos era de 1.375.852.000, um aumento global de 16.240.000 em relação ao ano anterior. O aumento afeta todos os continentes, exceto a Europa (-244.000). Como no passado, é mais acentuado na África (+8.312.000) e na América (+6.629.000), seguido pela Ásia (+1.488.000) e Oceania (+55.000).

A porcentagem mundial de católicos diminuiu ligeiramente (-0,06) em relação ao ano anterior, e é de 17,67%. Com relação aos continentes, as variações são mínimas.

A atuação da Igreja nas áreas da educação e assistência social

No campo da educação e da formação, a Igreja administra 74.368 jardins de infância em todo o mundo, frequentados por 7.565.095 alunos; 100.939 escolas primárias para 34.699.835 alunos; 49.868 escolas secundárias para 19.485.023 alunos. Além disso, acompanha 2.483.406 alunos de ensino médio e 3.925.325 estudantes universitários.

As instituições de saúde, caridade e assistência administradas pela Igreja Católica no mundo incluem: 5.405 hospitais, 14.205 ambulatórios, 567 hospitais de hanseníase, 15.276 lares para idosos, doentes crônicos e deficientes, 9.703 orfanatos, 10.567 creches, 10.604 centros de aconselhamento matrimonial, 3.287 centros de educação ou reeducação social e totalizam 35.529 outros tipos de institutos sociais.

 

FONTE: Agência Fides

https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2023-10/estatisticas-da-igreja-catolica-em-2023.html

 Anuário Pontifício 2023 e Anuário Estatístico da Igreja 2021.

Os levantamentos refletem em números a realidade da Igreja Católica no mundo entre 1º de dezembro de 2021 e 30 de novembro de 2022. Nesse período, constatou-se que o número de católicos batizados em todo o planeta passou de 1,36 bilhão em 2020 para 1,37 bilhão em 2021 – aumento de 1,3%. Assim, os católicos representavam 17,67% da população mundial em 2021.

Foi na África que se registrou o maior aumento no número de batizados: 3,1%. Na Ásia, o aumento foi de 0,99% e na América a alta foi de 1,01%. O índice permaneceu estável na Europa.

O maior número de fiéis católicos está no continente americano, que engloba 48% dos católicos do mundo. Cerca de 57% dos católicos do continente estão na América do Sul e 27% deles se concentram no Brasil, que se confirma como o país com mais católicos do mundo. Cerca de 180 milhões de brasileiros se declararam católicos.

O anuário também mostrou que o número de clérigos no mundo diminuiu 0,39% em relação ao levantamento anterior. O número de padres no planeta diminuiu: de 410.219 em 2020 para 407.872 em 2021 – queda de 0,57%. Já o número de bispos passou de 5.363 no levantamento anterior para 5.340 neste. Ao todo, existem 49.176 diáconos permanentes em todo o mundo.

FONTE: Relatório Fides 2023.

OBS. 19%, essa era a porcentagem de católicos em 2016.

Em 2016, a Igreja Católica contava aproximadamente com 1,329 bilhão de fiéis no mundo (ou seja, 19% da população mundial e mais de metade de todos os cristãos), distribuídos principalmente na Europa e na América, mas também em outras regiões do mundo. Pelos dados de 2021, temos 2% a menos de católicos no mundo.

* Vale lembrar que a Igreja calcula estes números pelos batizados a cada ano. Mas, sabemos que nem sempre eles continuam professando o catolicismo.

A DIVERSIDADE RELIGIOSA DO MUNDO EM NÚMERO

Com o processo de globalização, não existem mais limites geográficos para as grandes religiões mundiais. a migração e o avanço das tecnologias de comunicação fizeram com que, por exemplo, o islamismo invadisse a Europa e os estados unidos tivessem quase 3,7 milhões de adeptos do budismo. mas essa troca cultural também tem gerado conflitos religiosos. por isso, entender um pouco a complexidade e diversidade de crenças no mundo pode promover o respeito pela fé do outro.


CRISTIANISMO

2,2 bilhões ou 32% da população mundial.
De 232 países pesquisados, 68% são de maioria cristã e 87% dos cristãos vivem neles.
Seus principais segmentos são: católicos (50%), protestantes (37%) e ortodoxos (12%).
Média de idade: 35 anos

jUDAÍSMO

14 milhões ou 0,2% da população mundial.
Vivem mais judeus nos Estados Unidos (5,7 milhões) do que em Israel.
Os judeus são maioria apenas em Israel (76%).
Média de idade: 42 anos

BUDISMO

480 milhões ou 7% da população mundial.
Sete países são de maioria budista: Camboja, Tailândia, Mianmar, Butão, Sri Lanka, Laos e Mongólia.
Além do sudeste asiático, a concentração de budistas só é representativa nos Estados Unidos (3,5 milhões de adeptos) e Europa.
Média de idade: 47 anos.

SEM RELIGIÃO

1,1 bilhão ou 16% da população mundial.
São maioria em seis países: República Tcheca (76%), Coreia do Norte (71%), Estônia (60%), Japão (57%), Hong Kong (56%) e China (52%).
Esse grupo inclui ateus e agnósticos, mas principalmente quem acredita em Deus mas não tem vínculo institucional com igreja.
Média de idade: 46 anos

ISLAMISMO

1,6 bilhão ou 23% da população mundial.
São maioria em 21% dos 232 países pesquisados. Cerca de 82% deles vivem no norte da África, Oriente Médio e sul da Ásia.
Seus maiores grupos são os sunitas (87%) e xiitas (13%).
Média de idade: 33 anos

HINDUÍSMO

1 bilhão ou 15% da população mundial.
97% dos hindus vivem nos únicos três países em que são maioria: Nepal, Índia e Ilhas Maurício. Somente a Índia tem 973 milhões de praticantes.
As principais ramificações adoram os deuses Vixnu e Xiva.
Média de idade: 38 anos

OUTRAS RELIGIÕES

São 58 milhões ou 0,8% da população mundial.
São religiões pouco pesquisadas nos censos, como o xintoísmo, zoroastrismo, taoismo e wicca.
89% deles estão no sudeste da Ásia, principalmente na Índia, China e Japão.
Média de idade: 45 anos

Fonte: Pew-Templeton Global Religious Future Project (2010).

https://respeitarepreciso.org.br/a-diversidade-religiosa-do-mundo-em-numeros/

 

PESQUISA DATAFOLHA - 13/01/2020

50% dos brasileiros são católicos, 31%, evangélicos e 10% não têm religião

Pesquisa também aponta que mulheres representam 58% dos evangélicos e são 51% entre os católicos. Levantamento foi feito nos dias 5 e 6 de dezembro do ano passado.

Maiores religiões do mundo: quais são e quantidade de devotos

Cristianismo de um lado, Islamismo de outro. Olhando assim, parece que estamos prestes a falar de conflitos recentes que ganharam vieses ideológicos pautados na religião. Mas, pelo menos aqui, o assunto são as crenças com o maior número de fiéis no mundo.

Com mais de 2,1 bilhões de seguidores (podendo chegar a 2,4 bi), o Cristianismo ocupa o papel de religião com mais devotos no mundo, mas vê a folga diminuir. Os islâmicos já são cerca de 1,8 bilhões, se consolidando como a doutrina que mais cresce nos últimos anos. Junto de outras como o Hinduísmo, o Budismo e o Judaísmo, elas desempenham também o papel de principais religiões do mundo.

RELIGIÃO COM MAIOR NÚMERO DE SEGUIDORES

Para quem ainda tem dúvidas sobre qual a religião com maior número de seguidores no mundo, é o Cristianismo. A religião cristã evoluiu a partir de um pequeno grupo advindo do judaísmo. Hoje, são mais de 2 bilhões de seguidores em suas variadas vertentes — as principais delas são o catolicismo, o protestantismo e o ortodoxo.

FONTES DIVERSAS




quarta-feira, 1 de novembro de 2023

DIA DE TODOS OS SANTOS

 


O DIA DE TODOS OS SANTOS

 “A Cristo, nós O adoramos, porque Ele é o Filho de Deus; quanto aos mártires, nós os amamos como a discípulos e imitadores do Senhor; e isso é justo, por causa da sua devoção incomparável para com o seu Rei e Mestre. Assim nós possamos também ser seus companheiros e condiscípulos!”.  (Martyrum sancti Polycarpi 17, 3).

A Igreja Católica celebra a Festum Omnium Sanctorum (Festa de Todos os Santos) no dia 1° de novembro, que é seguido pelo dia dos Fiéis defuntos ou Finados, no dia 2 de novembro. Na prática cristã ocidental, a celebração litúrgica começa na véspera na noite de 31 de outubro (Véspera de Todos os Santos), e termina no final de 1° de novembro.

O dia de “Todos os Santos” foi instituído com o objetivo de suprir quaisquer faltas dos fiéis em recordar os santos nas celebrações das festas ao longo do ano. Esta tradição de fazer memória aos santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos. Posteriormente tornou-se habitual erguerem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais. 

O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao fato do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses e paróquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registro de um dia comum para a celebração de todos os santos, dá-se no século IV, em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais. O sentido do martírio que os cristãos respeitam, alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido proclamado santos.

Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que acontece em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para segui-lo e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar. Isto não só faz ver que existem santos vivos, não apenas os já martirizados e canonizados (e que cada pessoa o pode ser), mas, sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas, que da mesma forma, igualmente veem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós.  Segundo o John Henry Newman, canonizado pelo papa Francisco em 2019: “Não somos simplesmente pessoas imperfeitas em necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus”. 

Segundo Catecismo da Igreja Católica, a Comunhão com os Santos: “Não é só por causa do seu exemplo que veneramos a memória dos bem-aventurados, mas ainda mais para que a união de toda a Igreja no Espírito aumente com o exercício da caridade fraterna. Pois, assim como a comunhão cristã entre os cristãos ainda peregrinos nos aproxima mais de Cristo, assim também a comunhão com os santos nos une a Cristo, de quem procedem, como de fonte e Cabeça, toda a graça e a própria vida do Povo de Deus.” (CIgC, 957).           

Em resumo a Igreja é Comunhão dos Santos: esta expressão designa, em primeiro lugar, as coisas santas e, antes de mais, a Eucaristia, pela qual é representada e se realiza a unidade dos fiéis que constituem um só Corpo em Cristo.  Este termo também designa a comunhão das pessoas santas em Cristo, que morreu por todos, de modo que o que cada um faz ou sofre por Cristo e em Cristo reverte em proveito de todos. (CIgC 946-948). 

Pela profissão de fé católica (Creio), nós cremos na comunhão de todos os fiéis de Cristo: dos que peregrinam na terra, dos defuntos que estão levando a cabo a sua purificação e dos bem-aventurados do céu: formam todos uma só Igreja; e cremos que, nesta comunhão, o amor misericordioso de Deus e dos seus santos está sempre atento às nossas orações. (CIgC 960-962). 

História

A Igreja Católica define o Dia de Todos os Santos como uma festa em “honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos”. No fim do século II, os cristãos começaram a honrar os que haviam sido martirizados por causa da sua fé e, certos de que eles já estavam com Cristo no céu, oravam a eles para que intercedessem a seu favor. 

A comemoração regular começou quando, em 13 de maio de 609 ou 610, o Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão (o templo romano em honra a todos os deuses) a Maria e a todos os mártires. Assim, os deuses romanos cederam seu lugar aos santos da religião católica. 

A data foi mudada para novembro quando o Papa Gregório III (731-741) dedicou uma capela em Roma a Todos os Santos e ordenou que eles fossem homenageados em 1° de novembro. Não se sabe ao certo por que ele fez isso, mas, pode ter sido porque já se comemorava um feriado parecido, na mesma data, na Inglaterra. A Enciclopédia da Religião afirma: O Samhain (festival pagão da mudança de ano) continuou a ser uma festa popular entre os povos  celtas durante todo o tempo da cristianização da Grã-Bretanha. A Igreja britânica tentou desviar esse interesse em costumes pagãos acrescentando uma comemoração cristã ao calendário, na mesma data. É possível que a comemoração britânica medieval do Dia de Todos os Santos tenha sido o ponto de partida para a popularização dessa festividade em toda a Igreja cristã. 

A Enciclopédia Católica americana afirma: “Os irlandeses costumavam reservar o primeiro dia do mês para as festividades importantes e, visto que 1.° de novembro era também o início do inverno para os celtas, seria uma data propícia para uma festa em homenagem a todos os santos.” Finalmente, em 835, o Papa gregório IV declarou-a uma festa universal. 

Relação com o Dia dos Mortos 

O feriado do Dia de Finados, no qual as pessoas rezam a fim de ajudar as almas no purgatório a obter a bem-aventurança celestial, teve sua data fixada em 2 de novembro durante o século XI pelos monges de Cluny, na França. Embora se afirmasse que o Dia de Finados era um dia santo católico, é óbvio que, na mente do povo, ainda havia muita confusão. A Nova Enciclopédia Católica afirma que “durante toda a Idade Média era popular a crença de que, nesse dia, as almas do purgatório podiam aparecer em forma de fogo fátuo, bruxa, sapo etc. 

Incapaz de desarraigar as crenças pagãs do coração do seu rebanho, a Igreja simplesmente as escondeu por trás de uma máscara “cristã”. Destacando esse fato, a Enciclopédia da Religião diz: “A festividade cristã, o Dia de Todos os Santos, é uma homenagem aos santos conhecidos e desconhecidos da religião cristã, assim como o Samhain lembrava as deidades celtas e lhes pagava tributo”. Todavia, mais que uma semelhança a festa de Todos os Santos celebra-se os santos conhecidos ou não que fizeram de sua vida uma oração, testemunho e fé na paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. São, como revela o livro do Apocalipse, a multidão de pessoas de várias nações que alvejaram as suas vestes brancas no sangue do Cordeiro e diante do trono de Deus proclamam hinos e cânticos de louvor e agradecimento dizendo que a salvação procede do Cordeiro (Ap 7, 2-14). 

Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Batista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heroicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e, assim, a designação “todos os santos” visa a celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual se pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa. 

Oração a Todos os Santos 

Ó, Deus, Onipotente e Eterno, que pela força do teu Espírito Santo santificastes a vida de tantos fiéis que vos serviram ao longo de todos os tempos e em todos os lugares, testemunhando a vossa grandeza, amor e bondade, fazei que, pela poderosa intercessão de Todos os Santos, que vós bem conheceis, cheguemos nós também à graça da vida eterna junto de vós, na companhia de Vosso Santíssimo Filho Jesus Cristo, Nossa Senhora e Todos os Santos e Santas. Todos os Santos de Deus, rogai por nós. Amém.

 

FONTES:

Dia de todos os Santos. Pesquisa Google. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_de_Todos_os_Santos

HERBERMANN, Charles George (org.). Enciclopédia Católica. EUA: Robert Appleton Company, 1905.

JOÃO PAULO II. Catecismo da Igreja Católica (CIgC). Edição típica vaticana. São Paulo: Loyola, 2000.