quinta-feira, 31 de agosto de 2017

SETEMBRO: O MÊS DA BÍBLIA NA IGREJA DO BRASIL


O Mês da Bíblia foi aberto como um espaço privilegiado para aprofundar um livro ou um tema bíblico, no contexto específico da realidade brasileira e da caminhada da Igreja no Brasil. A escolha do mês de setembro está associada à memória de São Jerônimo (30 de setembro), tradutor da Bíblia par ao latim (Vulgata) e modelo de divulgador dos estudos bíblicos. Naturalmente, o chamado “Mês da Bíblia” significa o “Ano da Bíblia”, no sentido de que não se pode limitar um tempo determinado para a leitura dela e a importância da sua divulgação.

Os textos produzidos para o Mês da Bíblia constituem material permanente para estudo, oração e vivência da Palavra de Deus. A Bíblia deve inspirar toda a ação evangelizadora da Igreja começando pela catequese, a preparação e a vida da Igreja, além de constituir a alam da teologia (Concílio Vaticano II. Dei verbum, n. 24).

Para o ano de 2017, o texto escolhido para aprofundamento é a 1ª CARTA DE SÃO PAULO AOS TESSALONICENSES, que retrata uma comunidade dos inícios do cristianismo, com dificuldades, resistências e superações. Esta comunidade está inserida na periferia de uma grande cidade do Império Romano, Tessalônica, onde Paulo busca transformar a sociedade vigente, com a força do anúncio do Evangelho.

Para o estudo, a CNBB lança um “Texto-base”, que é constituído pelo comentário à Carta, à luz do tema e do lema:

Primeira Carta aos Tessalonicenses

TEMA: Para que n’Ele nossos povos tenham vida”.
LEMAAnunciar o Evangelho e doar a própria vida”. (Cf. 1Ts 2,8).

A inspiração provém dos 10 anos da publicação do Documento de Aparecida (2007), intitulado “Discípulos missionários de Jesus Cristo, para que n’Ele nossos povos tenham vida”. Trata-se de um convite para conhecer Jesus e sua proposta de vida e partilh´-ala com as demais pessoas. O Documento de Aparecida estabelece esta conexão entre discipulado e missão como duas faces da mesma moeda. O discipulado leva necessariamente à missão e a missão se alimenta do discipulado.

O livro escolhido para refletir sobre este tema não poderia ser mais apropriado, a Primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses. A carta é cronologicamente, o primeiro escrito do Novo Testamento. Ela deixa transparecer os desafios e as propostas de uma Igreja em formação. Nela se encontram os temas mais fundamentais da fé cristã. É onde os fiéis se deparam com as tribulações da vida presente e com as esperanças da vida futura. Paulo expressa aí todo o seu afeto de discípulo missionário. A paixão pelo Evangelho o incentiva a ponto de estar disposto a doar a própria vida: “Anunciar o Evangelho e doar a própria vida” (1Ts 2,8).

O Texto-Base, bem como todo material para estudo neste mês da Bíblia, pode ser encontrado nas Livrarias Católicas, bem como no site das Edições CNBB: www.edicoescnbb.com.br

TEXTO - BASE
ROTEIRO ENCONTROS

ESTRUTURA DA 1ª CARTA AOS TESSALONICENSES:

É a partir da sinagoga (At 17,2) que Paulo inicia, com bons frutos, a evangelização de Tessalônica; mas a hostilidade judaica obriga-o a interrompê-la bruscamente (At 17,5-9). Por isso, o Apóstolo deixa uma comunidade apenas constituída, sujeita às seduções do paganismo de que proveio, na sua maioria (1,9) e à perseguição. Daí a inquietação que manifesta pela sorte dos crentes (2,17; 3,1.5).

CONTEXTO

Com os seus companheiros, Paulo parte para Bereia; e depois, sozinho, para Atenas e Corinto, onde se lhe vêm juntar Silas, ou Silvano, e Timóteo (At 18,5). Timóteo, entretanto, tinha sido enviado a Tessalônica (3,1) e traz boas notícias. É neste contexto que é escrita a 1ª Carta aos Tessalonicenses, provavelmente de Corinto e entre os anos 50 e 52.

TEOLOGIA

A nível cronológico, esta carta é o primeiro escrito do Novo Testamento, fato que lhe confere uma particular importância. É uma carta colegial, quanto ao remetente e às características gerais (veja-se o uso do plural), e eclesial, nos seus destinatários e na sua função (5,27); prolonga a obra da evangelização, que não é de um só, mas coletiva.
A tonalidade dominante é pastoral: não há polêmica, nem erros a corrigir. Com profundo reconhecimento a Deus por tudo o que Ele realiza, Paulo encoraja os cristãos a progredir. Revela uma grande intensidade afetiva, que é recíproca entre os missionários e os crentes. Nela sobressaem a gratidão, o entusiasmo, a confiança, a solicitude como de mãe e pai (2,7-8.11). E comunica ao leitor a generosidade e a grandeza de alma dos tempos iniciais, de fundação.

DIVISÃO E CONTEÚDO

I. Ação de graças (1,2-3,13), em 3 secções:
Saudação inicial (1,1)
Ação de graças pelo trabalho dos missionários e pela resposta dos tessalonicenses (1,2-2,16).
Missão de Timóteo, cujo êxito suscita reconhecimento a Deus (2,17-3,10).
Voto final (3,11-13).
II. Prática cristã “no Senhor Jesus Cristo” (4,1-5,24), em 4 seções:
Dois aspectos fundamentais da vida cristã: santificação e caridade (4,1-12).
Dois aspectos da expectativa escatológica: os mortos antes da parusia e o Dia do Senhor (4,13-5,11).
Outros conselhos úteis à vida cristã (5,12-22).
Voto final (5,23-24).
Saudação final (5,25-28).


CURIOSIDADE:
Hoje a Tessalônica, chama-se Salonica, em grego Θεσσαλονίκη ou Thessaloníki; ("Vitória sobre os tessálios"). É a segunda maior cidade da Grécia e a principal cidade da região grega da Macedônia. Em 2011, a população da área metropolitana era de 1.104.460 habitantes. O santo padroeiro da cidade é São Demétrio de Tessalônica e o seu santuário, a Igreja de São Demétrio (Hagios Demetrios), está classificado como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.A cidade foi construída por determinação de Cassandro, em 315 a.C., que lhe deu o nome da sua esposa, Tessalônica.  

Hagios Demetrios - Igreja de São Demétrio - Salonica - Grecia.

FONTES:
- Subsídio Texto-Base "Mês da Bíblia 2017" - Edições CNBB, 2017.
- www.capuchinhos.org/biblia/index.php 


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