sexta-feira, 11 de outubro de 2019

A FAMÍLIA... SEMPRE A FAMÍLIA


Acho errado nos conformamos com a ausência dos pais e da família na catequese, porque nosso “foco” são as crianças. 

Meu foco como catequista NÃO é SÓ a criança! Aliás, está totalmente equivocado pensar esta missão com "foco" em alguma faixa etária. Devo me preocupar com a idade do catequizando somente para escolher o melhor método de abordagem e aprendizagem. Jamais trabalhar pensando exclusivamente na criança. Ela não é um ser sem vínculo, vem de um lar, de uma família e de uma formação, seja ela boa ou ruim. Eu passo com ela de 30 a 40 horas num ano. A FAMÍLIA as outras 8.720 horas...

Evangelizar é muito mais que se encontrar com um grupo de crianças uma vez por semana e esperar que alguma coisa que você diga, entre no coração delas e que lá, num futuro incerto e distante, elas lembrem de alguma coisa. Se você não envolve a família na comunidade, não faz destas crianças verdadeiros participantes dela, seu trabalho será em vão.

Se existe algum foco em nossa missão, este deve ser A FAMÍLIA como um todo. Vou me angustiar sempre que encontrar dificuldades com a família, vou sofrer e vou chorar, pois sei que se não MUDAR verdadeiramente a família - essa convenção social tão importante na vida do ser humano - de nada vai adiantar eu me dedicar tanto à catequese.

Faz parte dos meus anseios, faz parte da minha missão. Não é pessimismo falar. É beber a realidade em dose máxima.

E lembrando nosso mestre: os sãos não precisam de médico, são os doentes. Nosso problema é que queremos curar a tosse de um dando remédio pro outro. No caso, as crianças que, invariavelmente, estão ali meramente por não ter escolha.

Ângela Rocha
CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO

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