quarta-feira, 11 de março de 2020

A HISTÓRIA DO CREDO: SÍMBOLO DA FÉ


Todos os domingos e em solenidades especiais, a Igreja convida os fiéis à proclamação do Credo durante a Missa. Literalmente, “Credo” significa “Creio”. Esta oração tornou-se assim comumente conhecida por ser uma profissão de fé pública, pois quando alguém a recita anuncia a todos aquilo em que crê. De certo modo, o Credo é uma espécie de bilhete de identidade dos cristãos, uma vez que mostra aquilo em que acreditam, aquilo que deve ser essencial para cada crente.

O Credo é uma oração tão longa quanto antiga, a sua origem remonta ao início do cristianismo, mais precisamente aos próprios Apóstolos de Cristo. No início da nossa era, os discípulos de Jesus dedicaram-se de corpo e alma a cumprir a última missão que Este lhes confiou: ir e anunciar a todos os povos a boa notícia da salvação. Assim seguiram, por diversas regiões do mundo, chegando por vezes a terras longínquas. E por onde quer que passassem deixavam esta mensagem.

Diz a tradição da Igreja que, de forma a não se perderem nem se adulterarem as verdades essenciais do cristianismo, os apóstolos elaboraram um pequeno texto onde resumiram o essencial da fé cristã. Este texto ficou conhecido por Símbolo dos Apóstolos, pois a palavra “símbolo”, em grego, significa “resumo”. Ao longo dos séculos, esta profissão de fé dos apóstolos foi sendo usada pela Igreja, principalmente no ritual do batismo. Era uma forma de relembrar as linhas mestras da fé e impedir que surgissem heresias. O Símbolo dos Apóstolos passou a ser também conhecido como Credo, visto declarar categoricamente aquilo em que os cristãos acreditam.

No início do século IV, pela primeira vez na história, um imperador romano converteu-se ao cristianismo. Constantino I decidiu legalizar a nova religião sem, no entanto, proibir o culto aos deuses pagãos. No ano 325, este mesmo imperador convocou um concílio, o segundo da história da Igreja, para discutir algumas questões que estavam dividindo os cristãos. Este concílio teve lugar em Niceia, atualmente na Turquia. Nele participaram inúmeros representantes eclesiásticos, à exceção do Papa Silvestre I, que enviou apenas emissários.

Do concílio saiu uma nova redação do texto do Credo, chamado Credo Niceno, mais alargada do que a usada até então. Esta nova fórmula surgiu com o objetivo de clarificar certos pontos, como resposta às heresias daquele tempo. Na prática, o Credo Niceno é um autêntico catecismo, pois encerra em si o essencial da fé cristã.

Mais tarde, no ano 381, em Constantinopla, houve um novo concílio onde se reafirmou a importância do Credo Niceno e se procedeu a uma pequena atualização do texto. A partir daí esta profissão de fé passou a ser conhecida por Credo Niceno Constantinopolitano. Este texto foi aceito por toda a Igreja e ainda hoje é usado por católicos, protestantes e ortodoxos, tendo apenas sofrido uma alteração que se revelou decisiva para a história do cristianismo.

Em 589, no III Concílio de Toledo, adicionou-se ao Credo a chamada cláusula Filioque. Esta declarava o Espírito Santo como procedente do Pai e do Filho e não apenas do Pai através do Filho, como até então se dizia. A cláusula filioque gerou controvérsia dentro da Igreja e chegou até a ser proibida pelo Papa Leão III. Mesmo assim, continuou a ser usada e ficou até aos nossos dias.

A polêmica, porém, foi maior do que se pensaria inicialmente e chegou a atingir grandes proporções com o Cisma do Oriente, que separou a Igreja Católica da Igreja Ortodoxa, no século IX. Apesar de não ter sido a principal causa desse cisma, foi sem dúvida uma das que mais influenciaram esta primeira separação dentro do cristianismo. Por esta altura também o Credo passou a fazer parte da liturgia da Missa, pois até então era usado no ritual do Batismo.

Tamanha a importância do Credo como símbolo de fé dos católicos que ele faz parte dos Ritos de Entrega do Catecumenato (Catequese de adultos) no Tempo da Iluminação, fase que precede a recepção dos sacramentos de iniciação. 

Como adaptação do modelo catecumenal, na última etapa da catequese de crianças e próximo da primeira eucaristia (cujos temas trabalhados são: Igreja, o Batismo e a atuação do Espírito Santo), se faz o RITO DA ENTREGA DO SÍMBOLO (Creio), como fechamento do que se viu nos primeiros anos da catequese para conhecimento da Profissão de Fé: Jesus-Deus, Pai Misericordioso, a Criação, história da Salvação. O Creio, como oração, é trabalhado mais diretamente na catequese de Crisma.

A catequese do Creio, divide-se em três partes, o trabalho com os catequizandos, com os pais e por fim a solene entrega do Símbolo, que é realizada durante a celebração da missa. Normalmente é confeccionado uma oração em papel ao estilo pergaminho, enrolado com fita, que os pais entregam aos filhos. As crianças fazem a profissão de fé na hora adequada da missa, são chamados pelo padre ao presbitério e estes devem rezar em ALTO E BOM SOM a oração sem ler de lugar algum. Existe um roteiro próprio para esta celebração (Sugestão) em nossa apostila sobre o CREDO.

Catequistas em formação

FONTES: 
CIC - Catecismo da Igreja Católica
RICA - Ritual de Iniciação Cristã de Adultos

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Pedidos pelo whatsapp: (41) 99747-0348



SUMÁRIO 
1. O CREDO E A CATEQUESE ...................................................................02
2. O SÍMBOLO DA FÉ: A ORAÇÃO DO CREIO........................................02
2.1 Embasamento Bíblico ...............................................................................04
3. O SÍMBOLO DA FÉ COMO PROFISSÃO DE FÉ ..................................05
3.1 O ato de crer .............................................................................................07
3.2 Professando a nossa fé..............................................................................09

ANEXO 01 – Roteiro de Encontro com Catequizandos ou Crismandos ......... 12
ANEXO 02 – A imagem de Deus..................................................................... 17
ANEXO 03 – Roteiro de encontro com pais..................................................... 22
ANEXO 04 – Sugestão para a Celebração de Entrega do Creio....................... 39
ANEXO 05 – Modelos de Pergaminhos............................................................ 41
ANEXO 06 – Atividades para crianças ............................................................ 43

LINKS ÚTEIS:
Como fazer pergaminhos em papel vegetal:
http://www.catequistasemformacao.com/2016/07/como-fazer-o-pergaminho-com-oracao-do.html


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