CONHEÇA!

sábado, 26 de julho de 2014

HOMILIA DO DOMINGO - 17º Domingo do Tempo Comum

Não sabemos pedir o que convém” (Rm 8,26). Escutamos isso no domingo passado. De fato, somos facilmente ofuscados em nossas escolhas. Às vezes parece que o prestígio, o prazer, o poder, a vida mais cômoda são as melhores opções. Imagine você diante de Deus. Ele aparece e lhe concede um pedido, como o fez a Salomão. Você precisa decidir na hora e pedir algo que seja realmente útil para a sua vida. O que você pediria? A bolada da Mega Sena? A cura de alguma doença? Longevidade? Algum dom que o leve a viver melhor o evangelho? Salomão pediu o discernimento para bem governar. Deus lhe concedeu um dos mais importantes dons – a sabedoria.

Salomão preferiu a sabedoria, que se traduz em fazer e dizer a coisa certa, na hora certa. Aqui está um dos segredos da felicidade. Isso é o que São Paulo quer dizer, quando afirma que “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus”. Não significa que haja uma predestinação de benesses para quem serve a Deus, mas que Deus conduz o fiel no seu amor, mesmo diante das dificuldades naturais da vida. Na miséria ou na abundância, podemos ter a oportunidade de ter a vida nas mãos pelas decisões que tomamos. Tendo o dom da sabedoria, escolhemos a felicidade, escolhemos a vida. Caso contrário, mesmo o mais rico e poderoso poderá destruir a própria existência e a vida dos seus.

Jesus fala de um tesouro. O tesouro é esta sabedoria, o dom do Reino, a felicidade, a nossa salvação. Encontramos este tesouro como uma pérola que é produzida no profundo dos oceanos, no interior das ostras. Também nós não encontremos fora de nós. É no mais profundo de nosso ser que encontraremos a verdade de nós mesmos e o que nos torna inteiros e felizes. É no profundo que encontramos a Deus e o amor. É preciso mergulhar, o que será exigente. Trata-se de uma tarefa que pode desanimar a muitos, mas é um trabalho necessário.

Pe. Roberto Nentwig
Curitiba - PR


terça-feira, 22 de julho de 2014

COMUNICAÇÃO, RECONHECIMENTO E INFLUÊNCIA


* Alberto Meneguzzi

Meu livro de cabeceira tem sido o Documento de Aparecida. À medida que leio as conclusões da conferência, meu pensamento vai mais longe numa série de situações que norteiam minha caminhada pastoral. Fico procurando fundamentar minhas “teses” sobre comunicação e catequese, confrontando-as com o que diz o documento.

Concluo, pois, que não estou tão “fora” quando critico o atual modelo e sugiro outra postura da Igreja na área de comunicação. Minha crítica não se baseia em “achismo”, mas, sim, em fatos, alicerçada em várias leituras e também naquilo que ouço, assisto e vivo nas minhas atividades pastorais. Baseia-se também na minha troca de experiências com diversos catequistas e lideranças de todo país através da internet. Utilizo essas novas ferramentas, como Blogs, Facebook, Skype, whatsapp e e-mails, também para evangelizar; seria um tolo se não as usasse.

A Igreja não aproveita como deveria as novas tecnologias e muito menos sabe se relacionar de maneira profissional com emissoras de rádio, TV e jornais. Pouco estimula e apóia a criação de meios de comunicação próprios e tem dificuldades em trabalhar de modo mais efetivo na formação de comunicadores leigos para os novos desafios da mídia.

A Igreja ainda não descobriu uma forma concreta de animar as iniciativas existentes na área de comunicação católica, que são poucas, mas importantes. Essa, pelo menos, tem sido a realidade quando observamos a quantidade de sites paroquiais que existem.  Muitas paróquias e comunidades criam sites e páginas no Facebook, mas, com o tempo, deixam de fazer atualizações e os abandonam. E o que diz o Documento de Aparecida sobre a internet? 

A internet vista dentro do panorama da comunicação social, deve ser entendido na linha já proclamada no Concílio Vaticano II como uma das “maravilhosas invenções da técnica”. [...] A Igreja se aproxima deste novo meio com realismo e confiança. [...] Os meios de comunicação, em geral, não substituem as relações pessoas nem a vida comunitária. No entanto, os sites podem reforçar e estimular o intercâmbio de experiências e informações que intensifiquem a prática religiosa através de acompanhamento e orientações. (487-489).

Se a Igreja considera tão importante lidar com os meios de comunicação sociais e incentiva, nos seus últimos documentos, uma relação diferente e mais profissional com a mídia, não apenas com a católica; porque ainda trabalhamos tão mal nessa área? Porque não insistimos que nossas paróquias tenham site? Porque não investimos mais em jornais impressos, nem que seja uma edição por ano? Porque não organizamos mais cursos sobre comunicação para catequistas e lideranças? Por que não estimulamos mais as pastorais de comunicação, que, em muitas dioceses, existem apenas no papel?

O Documento de Aparecida é direto, não faz rodeios quando fala de comunicação. Foi essa a conclusão e análise de diversos bispos da América do Sul e do Caribe, em conferência no Brasil, que contou inclusive com a presença do Papa Bento XVI:

A importância de sabermos lidar com os novos meios e as novas ferramentas tecnológica implica uma capacidade para reconhecer as novas linguagens, que podem favorecer maior humanização global. Estas novas linguagens configuram um elemento articulador das mudanças na sociedade (883).

Sites parados, sem atualização, representam mudanças na sociedade? Secretarias paroquiais cujas secretárias não possuem acesso à internet simbolizam mudanças para a sociedade? Emissoras de rádios católicas, geridas de forma amadora, que não acompanham os encontros, eventos e palestras da própria Igreja, significam uma comunicação eficiente? Dioceses que não possuem, e não se interessam em possuir, um jornal mensal impresso, elaborado de forma profissional, com uma distribuição feita não apenas aos que frequentam as celebrações, mas a toda comunidade; estão conforme as orientações do Documento de Aparecida?

Claro, além da minha visão de catequista e liderança pastoral, as minhas palavras possuem o ingrediente de ser ditas por um profissional da área de comunicação. Sou jornalista e relações públicas. Trabalhei durante quinze anos em rádio. Sou responsável, atualmente, pela publicação de um jornal católico, que busca apoio de empresas, patrocinadores, e é feito por jornalistas inseridos na comunidade cristã. Talvez por isso a minha indignação seja mais veemente. Não é regra que a Igreja como um todo trabalhe mal esse aspecto. Algumas dioceses estão caminhando a passos largos para uma comunicação mais eficiente, em todos os níveis. Porém, na grande maioria das paróquias, o que se vê é um marasmo constrangedor diante das mudanças do mundo moderno e do aparecimento das novas tecnologias. É nosso maior problema como Igreja: comunicar efetiva e profissionalmente.

A relação que deveríamos ter, ou pelo menos tentar ter, consta de um triângulo que li num livro sobre liderança: comunicação, reconhecimento e influência. A frase é de Robert Dilenscheneider, da Agência Internacional de Relações Públicas. Tentei relacioná-la com a comunicação da Igreja e o nosso trabalho de evangelização, que, como liderança, pode se tornar mais eficiente e atrativo quando obedecer ao triângulo da comunicação, do reconhecimento e da influência. Se a comunicação é feita de forma eficaz, o reconhecimento surge; e o reconhecimento, por sua vez, leva a influência. Aqui não se trata de reconhecimento pessoal, mas das idéias e objetivos que fazem parte do projeto de Deus, na catequese ou em qualquer outra pastoral, movimento ou serviço.

Se pensarmos bem, não era assim que Jesus fazia?

Comunicava-se muito bem com as pessoas (não sem antes ter se preparado muito para isso), sabia exatamente aonde queria chegar, era persuasivo, obteve o reconhecimento do seu projeto (e com isso também inveja e perseguição), teve seguidores (um líder sem seguidores não é líder) e, assim, conseguiu influência. Suas palavras ecoam até hoje.

Se Ele fez tudo isso sem utilizar internet, jornal, rádio e TV, o que ele faria nos dias de hoje se tivesse acesso a todas essas tecnologias?

E nós, o que estamos fazendo para uma sociedade diferente com os meios e ferramentas de que dispomos?

Texto extraído do livro “Missão de Anunciar”, pg. 92, São Paulo: Paulinas, 2010. Atualizado em julho/2014.



*Alberto Meneguzzi é escritor, jornalista, relações públicas, radialista e catequista. Autor dos livros “Paixão de Anunciar” e “Missão de Anunciar”, publicados pela Editora Paulinas.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

HOMILIA DO DOMINGO - 20/07/2014

16º. DOMINGO DO TEMPO COMUM

O joio e o trigo

A parábola do joio e do trigo revela uma profundidade antropológica: o bem o mal coexistem em nosso coração. Não podemos negar isso, nem seria diabólico admitir tal realidade. E mais: não podemos arrancar o mal. Fazemos, portanto, coisas boas e coisas não tão boas, ainda que desejemos dividir a realidade em dois grupos: de um lado os bons (onde nós estamos), de outro lado os maus.

Jesus nos ensina que o trigo cresce com o joio. Ele não deseja arrancar o joio antes do tempo. Nós carregamos o bem e o mal, pois ainda não somos santos, plenos. A plenitude virá por graça, para além desta história. Precisamos aprender a conviver com o mal, sem se conformar com ele. Não podemos ficar frustrados por ainda não sermos perfeitos, pois não chegamos à plenitude do Reino. Precisamos integrar o mal, ou seja, aprender com ele, não dar tanta força para nosso lado sombrio, aceitando o fato de que somos pecadores. A psicologia analítica corrobora com esta linha de pensamento. Este modo de conduzirmos a vida é muito mais humano. Desumano é ficar se culpando por qualquer falha, é tentar, com as próprias forças e com propósitos inúteis, alcançar uma perfeição inatingível.

Outro equívoco seria não compreender que as pessoas carregam o seu joio. Assim, não é justo julgar os que não agem ou pensam como nós ou fazer justiça, condenar todo o mal deste mundo. Apenas Deus pode fazer a justiça, só ele vai separar o joio do trigo no fim dos tempos, isso não cabe a nós.

As parábolas de Jesus nos ensinam a termos uma paciência histórica diante da realidade do já e ainda não. Poderíamos perder a esperança diante dos males do mundo, poderíamos nos revoltar contra Deus diante das injustiças da história. A parábola nos ensina a esperar, pois o Reino de Deus cresce gradativamente. Às vezes não tão gradativamente assim, pois há retrocessos históricos no âmbito global, social e pessoal. O importante é que sejamos fermento na massa, sinais do Reino, cultivadores de boas sementes, ainda que tenhamos sementes estragadas…

São Paulo afirma que o Espírito Santo ora em nós com gemidos inefáveis. Já vimos, no domingo anterior, que o gemido do Espírito é uma ânsia positiva, pois geme a expectativa da plena liberdade dos filhos de Deus e da libertação integral de todo o Universo. É isso que desejamos – um mundo sem males, sem dor, sem lágrimas, sem morte. É isso que o Espírito anseia, mas também nos ensina, ao trabalhar em nosso interior, que isso não vem de uma hora para outra, que ainda não chegou o tempo, que não podemos saciar no agora todos os nossos desejos.

Por isso, São Paulo nos orienta que não sabemos pedir o que convém. Presos em nosso egoísmo, pediríamos milagres e a cura definitiva de todo mal. Mas com o auxílio do Espírito, ansiamos tudo isso na paciência da história, na certeza de que Deus vai nos guiando em cada vitória e em casa derrota da jornada. A oração do Espírito geme para que o Reino venha: Venha a nós o Vosso Reino, enquanto caminhamos neste mundo de ambiguidades, nós que somos povo santo e pecador, nós que em nossa miséria somos dignos, pela misericórdia, de trabalhar para que o Reino seja já, ainda que por antecipação.

Amém!

Pe. Roberto Nentwig

Santuário São José –Curitiba – PR.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

VAMOS SEMEAR?

CABEÇA DE CAPIM

E voltamos a catequese depois das férias!

E nada como inventar atividades diferente pras crianças. Lembrando do Evangelho do Semeador, que tal “semear” algumas sementes e se divertir um pouco com a criançada?

Essa brincadeira lembra quando mundo não era tão tecnológico. De repende apareceram na escola uns bonecos chamados "Cabeça-de-Capim". Fizeram muito sucesso, pela interatividade e iniciação na prática da jardinagem: regar, cuidar e observar os "cabelos" crescerem.

Que tal a gente fazer o Cabeça-de-capim, Boneco-de-alpiste, Cabeça-de-batata, Boneco Ecológico, Peruca-de-alpiste, Boneco Orgânico... ou seja lá o nome que os pequenos quiserem dar? Pode ter certeza que fará o mesmo sucesso nestes tempos tão cheios de “Ipadpratudo”.



Material básico:
- Meia-calça
- Serragem ou areia (de preferência aquela lavada por ser mais grossa)
- Alpiste ou painço
- Cola (pode ser para tecido ou cola quente)
- Para montar a carinha use retalhos de feltro ou de tecido ou de E.V.A.; ou botões; ou lã... ou o que tiver à mão. Crianças apreciam coisas inusitadas.
- Pratinho de plástico ou fundo de garrafa Pet.

- Para facilitar use a ponta de um dos pés da meia, porque já tem a costura. Durante o enchimento, a cabeça do boneco será montada para baixo.
- Misture um punhado de alpiste com a areia ou serragem e coloque dentro da meia até onde você quer que comece a nascer os "cabelos" do boneco.
- Preencha o restante da meia com a areia ou serragem (sem alpiste). Amarre ou costure e corte as sobras (lembrando que a amarração será o pescoço do boneco).
- Modele a cabeça (em forma de bola, batata ou do jeito que achar legal) e faça a carinha. Se preferir, os olhos devem ficar um pouco abaixo da mistura de sementes com serragem. Mas, se quiser fazer um boneco ao estilo Capitão Caverna fica show também.
- Coloque o Cabeça-de-Capim sobre um pratinho ou base de garrafa Pet cortada. Deixe em local arejado e regue o topete do boneco diariamente mas, lembre-se "NÃO DÊ ÁGUA PARA O MOSQUITO DA DENGUE", todos os dias lave o suporte com uma bucha e troque a água.




Pronto! Agora é incentivar as crianças a cuidarem para que suas sementes cresçam!


* E se vocês acharem que fazer o “Cabeça de Capim” dá trabalho demais, tem pra comprar em alguns lugares. Aqui em Londrina tem nos mercadões do Shangri-la e da Harry Prouchet.

Angela Rocha

domingo, 13 de julho de 2014

4º MUTICOM - GUARAPUAVA PR

O poder das redes sociais na divulgação de conteúdo e material catequético será apresentado no 4º Muticom

O tema será apresentado nos Grupos de Trabalhos (GTs) pelo Grupo CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO

Angela Rocha, Ilze Iwazendo e Rute de Lima... estaremos lá com certeza!



Uma das maiores dificuldades dos catequistas em ação nas paróquias é, sem dúvida, ter “tempo” para participar de encontros de formação e cursos. A maioria dos catequistas, além de se dedicar à evangelização de crianças, jovens e adultos; têm seu tempo preenchido por atividades pessoais como: família, trabalho, estudo e até, outras pastorais em que atuam na Igreja. Isso faz com que a formação, tão necessária para uma evangelização eficaz, não aconteça por absoluta falta de tempo e espaço ou, acabe sendo feita de maneira fragmentada, o que faz com que muitos agentes desistam da missão pelas enormes dificuldades que são encontradas pelo caminho.
Pensando em resolver parte dessa carência de “tempo” e “espaço” para formação dos catequistas, as catequistas Ângela Rocha, de Londrina (PR) e Claudia Pinheiro, de Bom Jesus de Itabapoana (RJ), acharam uma “fórmula” que tem se mostrado muito eficaz: utilizar a internet e suas várias ferramentas para proporcionar “encontros” de formação.
Esta é uma das experiências que serão apresentadas nos GTs do 4º Muticom, de 1º a 3 de agosto em Guarapuava (PR). As inscrições vão até o dia 15 de julho. (CLIQUE AQUI E GARANTA A SUA PARTICIPAÇÃO)

GT’s - grupos de trabalhos
Têm o objetivo principal de compartilhar e debater experiências e processos de comunicação na igreja. As inscrições para apresentação nos GTs poderão ser feitas através do email caediopuava@gmail.com . Os interessados devem enviar um resumo da experiência. No dia os participantes terão 15 minutos para apresentá-la. O número de apresentações é limitado.

HOMILIA DO DOMINGO

15º Domingo do Tempo Comum

O Semeador saiu a semear

Um semeador saiu a semear… A semeadura da Palavra segue ao longo da história caindo em diversos lugares. Seguindo as ideias do Pe. João Batista Libânio, as terras onde são lançadas a semente são carregadas de experiências:

·         Há a terra onde habitam os pássaros. Estes são, na antiguidade, símbolo do demônio. São enganadores, pois escondem a verdade. Hoje há muitas ideologias, mentiras inventadas pelos donos do poder. Quantas vezes a verdade verdadeira fica à beira do caminho… Vivem-se ilusões que impedem a verdade de ter o seu espaço. Ilusão da riqueza fácil, ilusões dos bens de consumo…
·         Há a terra cheia de pedras e pouco profunda. Quantos corações não têm profundidade. Vive-se facilmente na superficialidade, ou seja, fica-se na periferia, fica-se diante da face, sem perceber a interioridade. É atitude de quem vive apenas das aparências, do que é bonito aos olhos, sem se perceber a beleza interior.
·         Há a terra cheia de espinhos. Os espinhos sufocam a semente. Os espinhos representam o que sufoca. Quando se deixa de lado o amor, a ternura, a virtude, a beleza, não há espaço para a Palavra.

São Paulo, na segunda leitura, fala-nos da paciência diante das tribulações. O mundo está sofrendo dores de parto, aguardando o dia da vida verdadeira, da alegria verdadeira. Quando uma mulher está grávida, espera com dores; mas a alegria posterior, quando ganha um filho, é muito maior. Assim, acontece com a história. Esquecemos facilmente de que o mal, seja moral ou natural, faz parte de nossa realidade existencial, pois este mundo ainda não participa da plenitude do Reino de Deus, sendo a sua imperfeição ainda latente. Nosso mundo caminha para a consumação: então não haverá mais morte, mais choro ou dor. Precisamos, assim, enfrentar cada situação da vida na consciência da efemeridade, da transitoriedade da existência. Também nossos problemas podem estar esperando um fruto. O semeador não desiste diante da imperfeição da colheita, mesmo quando encontra maus semeadores ou estruturas que não favorecem o plantio. O importante é saber que a semente é boa e o dono da colheita é fiel. Este fará abundante colheita no fim dos tempos.

Pe. Roberto Nentwig

Santuário São José – Arquidiocese de Curitiba Pr.

Angelus do dia 13 de julho de 2014.


PAPA FRANCISCO
ANGELUS
Praça de São Pedro
Domingo, 13 de Julho de 2014

Caros irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho deste domingo (Mt 13, 1-23) mostra-nos Jesus que prega à margem do lago da Galileia, e dado que é circundado por uma grande multidão, Ele entra numa embarcação, afasta-se um pouco da margem e dali anuncia. Quando fala ao povo, Jesus recorre a muitas parábolas: uma linguagem que todos podem compreender, com imagens tiradas da natureza e das situações da vida diária.

A primeira que Ele narra é uma introdução a todas as parábolas: é aquela do semeador, que sem poupar lança as suas sementes em todos os tipos de terreno. E o verdadeiro protagonista desta parábola é precisamente a semente, que produz mais ou menos frutos, em conformidade com o terreno onde ela caiu. Os primeiros três terrenos são improdutivos: ao longo da estrada a semente é comida pelos pássaros; no terreno pedregoso, os rebentos secam-se imediatamente porque não têm raízes; no meio dos arbustos a semente é sufocada pelos espinhos. O quarto terreno é fértil, e somente ali a semente medra e produz fruto.

Neste caso, Jesus não se limitou a apresentar a parábola; também a explicou aos seus discípulos. A semente que caiu ao longo do caminho indica quantos ouvem o anúncio do Reino de Deus, mas não o acolhem; assim, sobrevém o Maligno e leva-a embora. Com efeito, o Maligno não quer que a semente do Evangelho germine no coração dos homens. Esta é a primeira comparação. A segundo consiste na semente que caiu no meio das pedras: ela representa as pessoas que escutam a palavra de Deus e que a acolhem imediatamente, mas de modo superficial, porque não têm raízes e são inconstantes; e quanto chegam se apresentam as dificuldades e as tribulações, estas pessoas deixam-se abater repentinamente. O terceiro caso é o da semente que caiu entre os arbustos: Jesus explica que se refere às pessoas que ouvem a palavra mas, por causa das preocupações mundanas e da sedução da riqueza, é sufocada. Finalmente, a semente que caiu no terreno fértil representa quantos escutam a palavra, aqueles que a acolhem, cultivam e compreendem, e ela dá fruto. O modelo perfeito desta terra boa é a Virgem Maria.

Hoje esta parábola fala a cada um de nós, como falava aos ouvintes de Jesus há dois mil anos. Ela recorda-nos que nós somos o terreno onde o Senhor lança indefessamente a semente da Palavra e do seu amor. Com que disposições a acolhemos? E podemos levantar a seguinte pergunta: como é o nosso coração? Com qual dos terrenos ele se assemelha: uma estrada, um terreno pedregoso, um arbusto? Depende de nós, tornar-nos um terreno bom ou sem espinhos sem pedregulhos, mas desbravado e cultivado com esmero, a fim de poder produzir bons frutos para nós e para os nossos irmãos.

E far-nos-á bem não esquecer que também nós somos semeadores. Deus lança sementes boas, e também aqui podemos interrogar-nos: que tipo de semente sai do nosso coração e da nossa boca? As nossas palavras podem fazer muito bem mas inclusive muito mal; podem curar e podem ferir; podem animar e podem deprimir. Recordai-vos: o que conta não é aquilo que entra, mas o que sai da nossa boca e do nosso coração.

Com o seu exemplo, Nossa Senhora nos ensine a acolher a Palavra, a cultivá-la e a fazê-la frutificar em nós e nos outros!


Apelo
Dirijo a todos vós um apelo urgente a continuar a rezar com insistência pela paz na Terra Santa, à luz dos trágicos acontecimentos destes últimos dias. Ainda conservo na memória a profunda lembrança do encontro que teve lugar no dia 8 de Junho passado, com o Patriarca Bartolomeu, o Presidente Peres e o Presidente Abbas, juntamente com os quais invocamos a dádiva da paz e ouvimos a chamada a interromper a espiral do ódio e da violência. Alguém poderia pensar que este encontro teve lugar em vão. Pelo contrário! A oração ajuda-nos a não nos deixarmos vencer pelo mal, a não nos resignarmos ao predomínio da violência e do ódio sobre o diálogo e a reconciliação. Exorto as partes interessadas e todos aqueles que têm funções de responsabilidade política a níveis local e internacional, a não poupar oração nem esforço algum para fazer cessar toda a hostilidade e alcançar assim a paz desejada, para o bem de todos. E convido todos a unir-vos na oração. Em silêncio, oremos todos juntos. (Prece silenciosa). Agora, Senhor, ajudai-nos Vós! Concedei-nos Vós a paz, ensinai-nos Vós a paz, orientai-nos Vós rumo à paz. Abri os nossos olhos e os nossos corações, e incuti-nos a coragem de dizer: «Nunca mais a guerra!»; «com a guerra tudo está destruído!». Infundi em nós a coragem de realizar gestos concretos para edificar a paz... Tornai-nos disponíveis para ouvir o clamor dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz, os nossos temores em confiança e as nossas tensões em perdão. Assim seja!



Depois do Angelus

Saúdo-vos todos cordialmente, romanos e peregrinos!
Hoje celebra-se o «Domingo do Mar». Dirijo o meu pensamento aos marítimos, aos pescadores e às suas famílias. Exorto as comunidades cristãs, em especial as costeiras, a fim de que permaneçam atentas e sensíveis em relação àquelas. Convido os capelães e os voluntários do Apostolado do Mar a continuarem o seu trabalho na atenção pastoral a estes irmãos e irmãs. Confio todos, especialmente quantos se encontram em dificuldade e labutam em casa, à salvaguarda maternal de Maria, Estrela do Mar.

Uno-me em oração aos Pastores e aos fiéis que participam na peregrinação da Família, da Rádio Maria em Jasna Góra, Czestochowa. Agradeço-vos as vossas orações, enquanto vos abençoo de coração.

Agora saúdo com grande carinho todos os filhos e filhas espirituais de são Camilo de Lellis, de cuja morte amanhã recordaremos o 400° aniversário. Convido a Família camiliana, no apogeu deste Ano jubilar, a ser sinal do Senhor Jesus que, como bom samaritano, se debruça sobre as feridas do corpo e do espírito da humanidade sofredora, derramando o azeite da consolação e o vinho da esperança. A vós congregados aqui na praça de São Pedro, assim como aos agentes no campo da saúde que prestam serviço nos vossos hospitais e casas de cura, formulo votos a fim de que cresçais cada vez mais no carisma de caridade, alimentado pelo contacto diria com os enfermos. E, por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Desejo feliz domingo e bom almoço a todos. Até à vista!

Fonte: Vaticano.
http://w2.vatican.va/content/vatican/pt.html

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O PAPEL DO LÍDER TAMBÉM É APRENDER

 "O verdadeiro líder não tem necessidade de comandar. Contenta-se em apontar o caminho." (Henry Miller)


Estive pensando no papel do líder. No quanto ele deve saber e na bagagem que ele deve ter para liderar ou coordenar uma equipe.

Mas, lendo um texto de um grande mestre, eu vi que, ao contrário do que pode parecer, aquele ou aquela, que está num cargo de liderança, não é quem sabe tudo, mas quem está  disposto a ser sempre um aprendiz. Porque...

“Aprender não é acumular certezas, nem estar fechado em respostas.
Aprender é incorporar a dúvida e estar aberto a múltiplos encontros.
Aprender não é dar por consumada uma busca.
Aprender não é ter ‘aprendido’,  aprender não é nunca um verbo do passado.
Aprender não é um ato findo. Aprender é um exercício constante de renovação.
Aprender é sentir-se humildemente sabedor de seus limites, mas com a coragem de não recuar diante dos desafios.
Aprender é debruçar-se com curiosidade sobre a realidade e reinventá-la com soltura dentro de si.
Aprender é conceder lugar a tudo e a todos e recriar o próprio espaço.
Aprender é reconhecer em si e nos outros, o direito de ser dentro de inevitáveis repetições, porque aprender é caminhar com seus pés um caminho já traçado.
É descobrir de repente uma pequena flor inesperada.
É aprender também novos rumos onde parecia morrer a esperança.
Aprender é construir e reconstruir pacientemente uma obra que não será definitiva porque o humano é transitório.
Aprender não é conquistar nem apoderar-se, mas, peregrinar.
Aprender é estar sempre caminhando, não é reter, mas, comungar.
Tem que ser um ato de amor para não ser um ato vazio.”

*Texto: Refletindo sobre o ato de aprender de Paulo Freire.


Angela Rocha

quarta-feira, 9 de julho de 2014

CADASTRO NO GRUPO "CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO" NO FACEBOOK


OLÁ CATEQUISTAS!

Se você fazia parte do grupo CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO no Facebook:
https://www.facebook.com/groups/catequistasemformacao/

E hoje não está mais lá é porque não preencheu nosso cadastro.
Solicite sua inclusão e preencha o formulário neste link:
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sexta-feira, 4 de julho de 2014

AS CARACTERÍSTICAS DO EVANGELIZADOR


A cada dia é mais necessário que todos nós respondamos ao chamado de Jesus de ir pelo mundo e evangelizar. A sociedade precisa de apóstolos da nova evangelização de todas as idades, nacionalidades e profissões, precisa de pessoas que manifestem com sua própria vida que o cristianismo é o caminho para a salvação e que pode ser vivido plenamente em todas as realidades terrenas.

Assim, um apóstolo da nova evangelização deve possuir certas características. Ele deve ser:

• Militante: a tarefa de transformar o homem não é fácil. Não há fórmula mágica para isso. O apóstolo da nova evangelização concebe sua vida como um luta constante contra as forças do mal.

• Magnânimo: o apóstolo sabe que foi eleito para coisas grandes e que não tem tempo a perder em mediocridades ou lamentos. Tem um coração grande, em que cabe o mundo inteiro, pois ele está convidado a pregar a todos. Em seu coração cabem todas as necessidades, misérias, dores e alegrias dos homens. Ele sente a Igreja e o mundo como terra fecunda para o seu trabalho. Suas aspirações são grandes, assim como grandes são os seus desejos de luta, sua capacidade de amar e se entregar.

• Tenaz, forte e perseverante: a luta será contínua. A vitória não virá em um dia, nem em uma semana, nem em um ano: ele terá de lutar a vida toda. Por isso, são necessários apóstolos convictos, para que não desistam, para que combatam sem enfraquecer, para que não se deixem vencer pelo medo, a covardia, a falsa prudência ou as queixas.

• Realista: o apóstolo deve construir sobre a rocha, conhecer-se com todas as suas qualidades e limitações, e conhecer o campo onde tem de evangelizar e as dificuldades que vai enfrentar. Deste modo, poderá fazer planos que vão diretamente à raiz dos problemas. O apóstolo não pode viver de sonhos, deve lutar na realidade.

• Eficaz em seu trabalho: o apóstolo da nova evangelização coloca tudo o que está ao seu alcance na tarefa de evangelizar. Não se detém diante de dificuldades e sacrifícios. Busca sempre novos caminhos para alcançar o que lhe foi encomendado.

• Organizado: trabalha de maneira sistemática, de acordo com um programa que ele mesmo traçou. Sabe que sem ordem não pode haver eficácia. Reflete antes de atuar, traça objetivos, analisa dificuldades, traça estratégias, propões soluções, coloca-as em ação e avalia os resultados.

• Atento às oportunidades: sabe que a todo momento se apresentam oportunidades de evangelizar.

• Sobrenatural em suas aspirações: seus critérios não são deste mundo. Por isso, é capaz de empreender obras de envergadura com a confiança de que Deus suprirá suas limitações e lhe concederá a Sua graça. Sabe que o protagonista da missão é Deus e ele é só um instrumento dócil nas mãos de Deus.

Fonte: Catholic.net