terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

MINHA MELHOR RECEITA - ROTEIRO DE ENCONTRO



Sou catequista da Paróquia São José Operário, de Maringá, no Paraná. Quero compartilhar com vocês o encontro que eu e a Regina Auada, preparamos para o retorno da nossa catequese em 2018.

Primeiramente convidamos as famílias, de forma especial as mães, para participarem do encontro com seus filhos. É a primeira vez que fazemos isso e ao final do meu relato, espero que entendam o meu sentimento nesse momento.

Pedimos também que todos os catequizandos trouxessem uma receita de bolo escrita ou digitada. Mas não poderia ser uma receita qualquer, deveria ser aquela que a família mais gosta, uma receita bem especial.

Os dias e momentos que antecederam o encontro foram de tensão. Estávamos preocupadas com o que falar e o que fazer com a família, caso aparecessem. Na verdade, pensei que seria melhor que não aparecessem...

Nosso grupo tem 15 catequizandos e contávamos com a presença de umas 5 mães. Para nossa surpresa, as mães foram chegando, um pai também, e não paravam de chegar. E vieram 13 famílias. Penso que estavam todos curiosos com o convite. Recepcionamos cada pessoa com um abraço e muito carinho.

Iniciamos com a dinâmica da pipoca e sal, sugerida no grupo Catequistas em Formação. Distribuímos um pacotinho de pipoca sem sal e apagamos as luzes. Logo no início, já pudemos perceber a "cara feia" de algumas crianças que sentiram a falta do sal. Então distribuímos velas para todos e acendemos. Sugerimos que prestassem muita atenção nas respostas que a Bíblia nos daria para aquele momento.


Fiz a leitura do evangelho (Mt 5, 13-16). Ainda de luzes apagadas, pedimos que, de olhos fechados, refletissem sobre o texto lido. Acendemos as luzes, apagamos as velas e iniciamos a partilha. Enquanto isso, passamos um saleiro para que cada um colocasse o sal na sua pipoca e pudessem sentir o sabor. Rapidamente relacionaram o evangelho à dinâmica. Só duas catequizandas quiseram falar, tinha muita gente, e penso que isso inibiu um pouco as crianças. Mas percebemos que tinham entendido a importância de ser sal e luz no mundo. E tudo começou a fluir melhor.

Conectamos o evangelho ao Ano Nacional do Laicato e conversamos sobre o significa ser leigo no mundo de hoje.

E as receitas? Chegou o momento de falar delas.

Cada catequizando estava orgulhoso com sua receita na mão. Fomos perguntando para cada um o motivo que o levou a escolher aquela receita de bolo. Aí todos colaboraram e as justificativas foram lindas: "É a que mais amo", "Essa eu sei fazer sozinha", "É a minha preferida", "Eu adoro esse bolo", "Minha vó faz pra mim", "Esse bolo é maravilhoso" ...
Em seguida, iniciamos a reflexão: Não adianta termos a receita se não colocarmos a "mão na massa". Da mesma forma, não adianta só falar, só rezar, só ir à missa, só fazer novenas, se não colocarmos tudo isso em prática. É preciso mostrar nossos dotes e nossas habilidades. E mesmo quando colocamos em prática uma receita, não é da primeira vez que ela fica perfeita. Vamos melhorando a receita com o tempo. Vamos aprimorando os ingredientes, as quantidades e vamos adaptando a receita ao paladar das pessoas e também adaptando o paladar das pessoas à receita. Não sei quanto a vocês, mas eu dificilmente preparo um bolo só para mim. O legal de fazer um bolo, é poder dividi-lo com outras pessoas. O bolo serve para unir.


Foi então que concluí dizendo que eu também havia trazido a minha melhor receita. Preparei o meu melhor bolo (chocolate com morango) para partilhar com eles. O bolo estava escondido em uma mesa no canto da sala e quando o coloquei na mesa, foi uma festa. As mães começaram a elogiar e pedir a minha receita. Uma delas até perguntou a data do nosso próximo encontro. Prometi montar um livrinho para cada catequizando com todas as receitas.

Encerramos o encontro com a oração do Ano Nacional do Laicato e um desafio: que possamos fazer e partilhar o nosso melhor bolo durante a semana!

Agora conseguem compreender o meu sentimento? Estou muito feliz, sensação de missão cumprida, medo superado e muitos planos de novos encontros com as famílias.

Silvana Chavenco Santini
Regina Celia Fregadolli Auada
Paróquia São Jose Operário – Maringá – PR.

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