sexta-feira, 24 de maio de 2019

CATEQUESE SOBRE A ORAÇÃO DO PAI NOSSO


CATEQUESES DO PAPA FRANCISCO
SOBRE A ORAÇÃO DO PAI NOSSO


O Papa Francisco dedicou 16 catequeses à oração do Pai Nosso: tiveram início em 5 de dezembro de 2018 e foram concluídas dia 22 de maio de 2019.

LEIA e copie na ÍNTEGRA os 16 textos no botão abaixo:




SEMANA DA FAMÍLIA 2019


Mesmo se a Semana da Família em sua paróquia não é comemorada em agosto, o subsídio da Pastoral Familiar deste ano traz reflexões excelentes que podem ser adaptadas ao que você precisa.

O Hora da Família orienta a vivência da Semana Nacional da Família que ocorre de 11 a 17 de agosto de 2019

Nesta edição procuramos distribuir a reflexão do Hora da Família sobre a pergunta: ‘A Família, como vai?’, através dos sete encontros, que, esperamos, consigam nos fazer caminhar pelas várias possibilidades de respostas que poderemos dar. Aliás, talvez, ao final da Semana Nacional da Família 2019 não chegaremos a uma resposta adequada dentro do que o próprio Deus pensou sobre essa instituição divina chamada família, mas teremos tentado ao menos nos aproximar do pensamento de Deus.

O tema deste ano é uma retomada da reflexão que marcou a Campanha da Fraternidade de 1994. Ao voltar ao passado e ver o quanto a Pastoral Familiar já cresceu, percebe-se que a família busca e precisa aprofundar cada vez mais a sua missão na Igreja e na sociedade para conquistar um papel decisivo e central. 

Esse desejo de estar no centro das ações eclesiais aparece neste Hora da Família, ligando-o à Iniciação à Vida Cristã, às Políticas Públicas, ao envolvimento com as questões contemporâneas da vida urbana e à missão em meio a outras famílias.

O subsídio vem com os tradicionais encontros celebrativos da Semana Nacional da Família e refletem os seguintes temas: Família, vocação e juventude; Família e Políticas Públicas; Família, defensora da vida; Matrimônio e Família no plano de Deus, e por fim, o tema central: A família, como vai?

Além dos encontros, o material traz três celebrações temáticas para realizar no Dia das Mães, Dia dos Pais e uma celebração e consagração à Sagrada Família.

*Para adquirir o subsídio:

quinta-feira, 23 de maio de 2019

PALAVRAS DE FRANCISCO: 21 DE MAIO DE 2019


“A VIDA SE ENFRENTA COM A PAZ DE JESUS E SENSO DE HUMOR"

O Papa Francisco comentando a promessa de Jesus aos discípulos: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo", pergunta: Como é possível conciliar as "tribulações" e as perseguições que São Paulo sofre, narradas na página dos Atos dos Apóstolos (At. 14,19-28), com a paz que Jesus deixa aos seus discípulos contidas no Evangelho de João?

A vida de perseguições e tribulações parece uma vida sem paz, e a última das bem-aventuranças afirma: "Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, falarem todo mal contra vós por minha causa".  Assim, a paz de Jesus caminha com esta vida de perseguição, de tribulação. Uma paz que é muito profunda em relação a todas essas coisas. Uma paz que ninguém pode tirar, uma paz que é um dom, como o mar que na profundidade é tranquilo e, na superfície, existem as ondas. Viver em paz com Jesus é ter esta experiência dentro, que permanece durante todas as provações, todas as dificuldades, todas as “tribulações”.

Somente assim pode-se compreender como tantos santos viveram a última hora sem “perder a paz", a ponto de falar às testemunhas que estavam "indo ao martírio como convidados às núpcias". Este é o dom da "paz de Jesus" – paz que não podemos ter através de meios humanos, como por exemplo, indo ao médico ou tomando ansiolíticos.

Trata-se de algo diferente que vem "do Espírito Santo dentro de nós" e que traz consigo a "fortaleza". A paz nos ensina, a paz de Jesus nos ensina, a ir avante na vida. Ela nos ensina a suportar. Suportar: uma palavra que nós não entendemos bem o que significa, uma palavra muito cristã, que é carregar sobre os ombros. Suportar: carregar a vida sobre os ombros, as dificuldades, o trabalho, tudo, sem perder a paz. Ou melhor, carregar sobre os ombros e ter a coragem de ir avante. Isso se entende somente quando há o Espírito Santo dentro, que nos dá a paz de Jesus. Mas se ao invés disso nos deixamos tomar por um nervosismo frenético e perdemos a paz, tem alguma coisa que não funciona.

Tendo no coração o dom prometido por Jesus e não aquele que vem do mundo ou do dinheiro no banco, conseguimos enfrentar as dificuldades mesmo as mais difíceis e ir avante e com uma capacidade a mais, que faz sorrir o coração. A pessoa que vive esta paz jamais perde o senso de humor. Sabe rir de si mesma, dos outros, ou melhor, da própria sombra, ri de tudo. Este senso do humor que está tão próximo da graça de Deus. A paz de Jesus na vida cotidiana, a paz de Jesus nas tribulações e com aquele pouquinho senso de humor que nos faz respirar bem. Que o Senhor nos dê esta paz que vem do Espírito Santo, esta paz que é característica  Dele e que nos ajuda a suportar, carregar, tantas dificuldades na vida.

FONTE: Homilia do papa Francisco: 21/05/2019 - Casa de Santa Marta.  https://www.vaticannews.va/pt.html

domingo, 19 de maio de 2019

DESEJA +... : SUGESTÃO DE ATIVIDADE

Encontro sobre o Evangelho de João 13,31-35  
NOVO MANDAMENTO: "Amai-vos uns aos outros" 


Compartilho com vocês esta pequena atividade que preparei para trabalhar o Evangelho do 5º Domingo da Páscoa com os meus pequenos catequizando. Após o encontro levamos o cartaz para a igreja, o colocamos aos pés de Jesus Crucificado e  juntos rezamos pelo próximo. Eles pediram amor, alegria, paciência, fé e saúde. Foi muito lindo!

Atividade para o Encontro

Novo Mandamento: "Amai-vos uns aos outros"

Objetivo: Incentivar os catequizando a desejar ao próximo o que desejamos a nós mesmos.Trabalhar o sentido do amor ao próximo.

Iniciar o Encontro com a frase: 

DESEJO +  _________________________________

Pedir que cada um escreva o que deseja para sua vida hoje. Mencionar que não pode ser nada material.

Exemplos: Desejo + fé
                  Desejo + amor
                  Desejo + alegria.....

Pedir que coloquem seu nome no verso para identificação. Recolher os pedidos.

Leitura do Evangelho

Partilha

No final do Encontro entregar os papeis com os pedidos de cada um e pedir que coloquem a expressão: "...para o meu próximo".

Exemplo: DESEJO + alegria para o meu próximo.

Colocar os pedidos aos pés de Jesus Crucificado e rezar juntos pedindo a alegria para os que estão triste; por àqueles que hoje precisam de fé por àqueles que precisam de amor e assim sucessivamente, mencionando o que esta escrito nos papeis.

Terminar com uma bonita oração.

Gisele Araújo
Catequista - Bocaiuva do Sul - PR




HOMILIA DO DOMINGO: AVANÇA PARA ÁGUAS MAIS PROFUNDAS



               HOMILIA DO 5° DOMINGO DA PÁSCOA – ANO C         

Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (Jo 13, 34). Jesus nos revela o mandamento novo: a referência do amor do Pai. A máxima que ordena o amor ao próximo (“amar o próximo como a ti mesmo”) é do Antigo Testamento. A lei de Jesus é amar como Ele amou.


O amor de Jesus é gratuidade. O amor depende de um desprendimento, de um sair de si mesmo, de uma entrega, Jesus se ofereceu por nós, sem olhar nossos merecimentos, se buscar a própria realização, mas o bem de todos, chamado pelo evangelho de ágape, não suprime a dimensão do eros, ou seja, sua dimensão corpórea, material, afetiva. Na verdade, todo eros é positivo, desde que seja integrado ao ágape. O Cristianismo não sufoca o eros. Jesus mesmo nos mostrou isso com um amor real, um amor concreto. O amor de Jesus o fazia abraçar, beijar, acolher, enxugar lágrimas...


Se os israelitas esperavam a glória de Deus manifestada em fenômenos extraordinários, fenômenos da natureza que causam medo, espanto, Jesus vem manifestar a glória em si mesmo: “Agora foi glorificado o filho do homem” (Jo 13, 31). Jesus de Nazaré manifesta a glória do Pai, gradativamente, até dar a própria vida. Nós amamos quando manifestamos o amor nos momentos concretos da vida. Existe amor na doação de uma mãe, no serviço de um líder de pastoral, no consolo dispensado por aquele que é tocado pela compaixão diante do sofrimento alheio, nos casais que se doam mutuamente, no perdão. Nós seremos reconhecidos como discípulos de Jesus pelo amor.


Amar é uma porta aberta ao sofrimento. Amar implica em estar aberto até às ingratidões, porque se ama pessoas concretas. Amar implica em perseverança diante das durezas da vida, dos desafios, dos fracassos. Aqui fazemos eco à exortação de Paulo e Barnabé à comunidade: “E preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus” (At 14, 22). Jesus, ao morrer, não foi masoquista, mas fez de sua cruz uma oferta de amor..O sofrimento, porém não é sem sentido, desde que ele seja um caminho para construir a Nova Jerusalém. Cada lágrima, cada cruz, cada dor e a própria morte ganham sentido quando miramos a eternidade – “o novo Céu e a nova Terra” (Ap 21, 1).


Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes” (Ap 21,4). O Senhor não apenas dá  sentido a dor que é fruto da entrega, mas acolhe todo sofrimento humano, seja ele qual for. Mesmo as  tristezas mais incompreensíveis como a morte de uma pessoa jovem, um câncer repentino... Ele seca  as  lágrimas e nos consola com a esperança de um mundo onde a tristeza já não há.
Que as lágrimas de amor se transformem na alegria da abundância que nos espera, no mundo novo que começa já, aqui e agora – o Reino dado por aquele que venceu a morte e ressuscitou dos mortos.

Pe. Roberto Nentwig
Arquidiocese de Curitiba - PR


sexta-feira, 10 de maio de 2019

O PAPA CATEQUISTA


Durante a celebração da missa na Igreja do Sagrado Coração de Rakovsky, 245 crianças receberam a Primeira Comunhão e justamente a elas foi dedicada a homilia do Pontífice.

A missa com as crianças que recebiam a primeira eucaristia em Rakovsky representa um fato excepcional na história das viagens do Papa Francisco. Embora tivesse sido programada de outro modo, o Papa decidiu no último instante distribuir pessoalmente a Eucaristia sob as duas espécies às 245 crianças vindas de três dioceses da Bulgária. Foi a maior liturgia de Primeiras Comunhões celebrada pelo Papa e fazendo assim Francisco quebra a regra de seu pontificado, pois normalmente limita-se a comunicar os diáconos no altar, mas não distribui a Eucaristia aos fiéis a não ser em raríssimas ocasiões. Praticamente todas as crianças búlgaras que receberam a Primeira Comunhão neste ano, a receberam do Bispo de Roma.

Há momentos nos quais o Papa fica mais a vontade, um deles é quando pode ser pastor e celebrar os sacramentos para o povo de Deus. Nos passos de um outro Papa pastor, São Pio X, que decidiu abaixar a idade para a Primeira Comunhão com intenção de doar o quanto antes a graça sacramental a cada pequeno cristão. O único requisito era que tivesse condições de distinguir a diferença entre o Pão eucarístico e o pão que consumimos nas nossas mesas diariamente. Uma abertura que confiava de modo particular na ação da graça, e, portanto na ação de Deus através do sacramento, mais do que na preparação dos comungantes. Um olhar de confiança que algumas vezes corre o risco de ser esquecido.

Em junho de 2016, ao receber um grupo de crianças com deficiências, o Papa dissera: “Quando, há muitos anos — há cem ou mais — o Papa Pio X disse que se devia dar a comunhão às crianças, muitos se escandalizaram. ‘Mas aquela criança não compreende, é diversa, não entende bem...’. ‘Deem a comunhão às crianças’, disse o Papa, e transformou uma diversidade em igualdade, porque ele sabia que a criança compreende de outra forma.

Na igreja de Rakovsky o Papa estava feliz, a igreja estava inundada pelo sol e no final da missa uma chuva de pétalas brancas e amarelas caiu sobre todos. E mais uma vez, fora da programação, o Papa conversou com as crianças para explicar-lhes qual é a nossa carteira de identidade: “Deus é nosso Pai, Jesus é nosso Irmão, a Igreja é nossa família, nós somos irmãos, a nossa lei é o amor. E o nosso “sobrenome” é “Cristãos”.



segunda-feira, 6 de maio de 2019

DICA DA SEMANA! "FALE-ME DE AMOR"

Fale-me de amor
 
Michel Quoist

Ambiente misterioso e atraente; o fascinante caminhar de um jovem. Magníficos textos poéticos, que poderão ser destacados de seu contexto, para serem lidos por ocasião de vigília ou celebração, fazem deste trabalho original uma obra notável. Ela fará com que muitos jovens e adultos reflitam, dando-lhes ou devolvendo-lhes o prazer de amar. Este livro não é exposição sistemática, nem livro de receitas para ter sucesso no amor. Tampouco é história oferecida como exemplo. É coletânea de textos de reflexão e de meditação sobre o amor... Sem dúvida, essa meditação é apresentada como estória: um jovem visita regularmente um Sábio, que o guia, pouco a pouco, na descoberta do amor. Mas essa estória é apenas um meio para introduzir na meditação.

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Editora Paulus

Um ótimo presente para as mães e, com certeza, para os catequistas!

domingo, 5 de maio de 2019

JEITO DE AMAR...



Estive lendo um pequeno artigo que falava sobre o papel que o pai e a mãe têm na vida do filho. Essa questão foi suscitada porque um pai reclamou que é ele que rala para dar sustento à família e, no entanto, é à mulher que cabem todas as homenagens. Sobre essas questões, do papel que cabe à mulher e ao homem na família, uma outra leitora fez uma defesa apaixonada da mulher e do papel da mãe.

Segundo ela a mãe ama sem pensar nas questões financeiras da coisa. A mulher se emociona quando descobre a gravidez, o homem pensa em como vai pagar as despesas. A mãe conversa com o filho desde o ventre materno, já o pai, assiste televisão. A mãe larga tudo para ficar com o filho (Será?). A mãe se preocupa com o desenvolvimento do filho na escola, o pai em como vai pagar a escola. A mãe acompanha o filho renunciando a si mesma, já o pai... E como último conselho ela diz: “Se quer ser homenageado como mãe, ame como mãe”.

Bem, apesar dessa pessoa, que deve ser mãe, ter um pouco de razão, a questão foi um tanto generalizada. Os papéis desenvolvidos pelo homem e pela mulher na questão “família” vêm da nossa própria cultura. Desde os tempos primitivos, cabe ao homem sair à caça do alimento e à mulher cuidar da prole. Nada mais normal que ela faça isso com muito mais eficiência. No entanto, esta visão tira totalmente o sentimento que o homem possa ter como pai, que colaborou na concepção e que também tem a capacidade de amar o filho incondicionalmente, o que o relega a condição de simples colaborador financeiro. Isso é no mínimo injusto.

Existe também a questão de que a mulher reclama para si essa condição de supermãe, quando, além de trabalhar fora, cuida da organização da casa e dos filhos. De fato, algumas mulheres se desdobram nesta tarefa e muitas vezes, não tem a figura do pai para ajudá-la, nem no financeiro.

Mas existem pais que estão nas mesmas condições, que são pais e mães. Já vi muitos pais que colaboram nas tarefas de casa ou criam filhos sozinhos. Hoje a foto tradicional da família mudou muito. Já não é mais: Papai, Mamãe e filhinhos. Algumas estruturas familiares estão totalmente invertidas. Encontramos muito mais pais que são também mães, pais separados onde os filhos preferem morar com o pai, casais homo afetivos, etc.  Existem também muito mais avós responsáveis pelo sustento e educação das crianças. Sem contar que, com a mulher trabalhando fora, é a babá ou a creche que acaba “criando” os filhos. A mulher está se libertando daquela máxima de que só ela sabe cuidar bem dos filhos.

Enfim, não acredito que exista “jeito de amar” na questão família. Que o pai ama “diferente” da mãe, que a mãe ama mais, que amor de mãe é incondicional. O “amor” em sua concepção mais pura é incondicional por si mesmo. O que acontece é que existem maneiras diferentes de demonstrar esse amor. Talvez o que se deva fazer é libertar o homem da crença cultural de que demonstrar que ama "não é coisa de homem”. Felizmente, temos agora muitos homens que não se incomodam com isso e são incondicionalmente “mães” e pais no jeito de amar.

Ângela Rocha