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quinta-feira, 11 de abril de 2019

PAPA: A CRISMA É O SACRAMENTO DA FORTALEZA, NÃO DO ADEUS À IGREJA

Papa Francisco realizou sua 19ª visita paroquial na Diocese de Roma. Na tarde de domingo, se reuniu com os fiéis da paróquia de São Júlio, não muito distante do Vaticano. A tarde do último domingo foi de oração, reflexão e festa para os fiéis da paróquia romana de São Júlio, situada no bairro de Monteverde, que recebeu a visita do Papa Francisco.


O Pontífice foi acolhido pelo seu vigário para a Diocese de Roma, cardeal Angelo De Donatis, pelo bispo auxiliar do setor Oeste, dom Paolo Selvadagi, pelo pároco pe. Dario Frattini, e pelo pe. Rinaldo Guarisco, superior geral dos Cônegos Regulares da Imaculada Conceição, aos quais é confiada a paróquia.

Antes de celebrar a missa, o Papa se reuniu com os vários grupos que formam a comunidade paroquial debaixo de uma tenda. Devido ao desmoronamento de parte da paróquia, os fiéis passaram os últimos três anos realizando as atividades e celebrando a missa numa estrutura coberta de lona.

Francisco respondeu a algumas perguntas, sendo uma delas sobre as dúvidas acerca da fé. “Devemos apostar numa coisa: na fidelidade de Jesus. Jesus é fiel, o único totalmente fiel. Não devemos ter medo da fidelidade”, disse o Papa a uma animadora catequética.

“Ensine os jovens a duvidar. Em Roma se diz que a Crisma é o sacramento do adeus, isso acontece porque os jovens não sabem como administrar as dúvidas. Mas a Crisma deve ser o sacramento da fortaleza que o Espírito Santo nos dá.”

Intimidade com Jesus

Papa confidenciou que chegou a duvidar da fé diante das calamidades, de acontecimentos de sua vida, mas afirmou que não se sai sozinho das dúvidas, que é necessário a companhia de uma pessoa que ajude a ir avante, além da intimidade com Jesus.

Santo Padre relatou que recebeu uma carta dias atrás de um jovem de 30 anos, que se dizia “despedaçado” depois de uma experiência amorosa falida. “Nestes casos - aconselhou o Papa - é preciso olhar para Jesus, lamentar-se com Ele. Todos caímos. O único momento em que é lícito olhar uma pessoa de cima para baixo é na hora de ajudar alguém a se levantar.”

O Pontífice saudou em seguida as crianças e suas famílias e confessou três jovens e uma mãe. Com a finalização das obras, a missa presidida por Francisco previa o Rito de Dedicação do Altar. 

FONTE: VATICANNEWS.VA


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

FRANGO ASSADO E POLENTA FRITA!


Aqui perto da minha casa, tem um vendedor de “Frango assado e polenta frita”. Ele fica em frente ao seu bar, gritando para todo mundo:
- “Frango assado e polenta frita!”. “Frango assado e polenta frita!”.
E grita, grita, grita. Incansável na sua estratégia de venda. E todo é domingo assim. 

Até que um dia, já fez tempo, que eu me interessei pelo “frango assado e polenta frita.” Fui até o local, e o cara estava lá, gritando: “Frango assado e polenta frita!”. Pedi o tal do frango. Eis que o cara me respondeu: “Não tem mais, todos já estão reservados.”  Fiquei surpreso, pois o cara continuava anunciando o produto, em voz alta, e todos os “frangos e as polentas fritas” já estavam reservadas para outros clientes, ou seja, não havia mais nada para oferecer, mas ele continuava anunciando!

A relação que quero fazer com o trabalho na catequese pode até ser tosca, mas é necessária. Nós catequistas ficamos um bom tempo anunciando as maravilhas do reino de Deus para nossas crianças e jovens. Empenhamo-nos em organizar encontros semanais, palestras, retiros, celebrações e, como o vendedor de frango assado e polenta frita faz, nós anunciamos algo. Mas se daqui a pouco, algumas dessas crianças e jovens são tocadas pelo nosso anúncio, sentindo-se atraídas pelo que falamos e pelo projeto de Deus? E se uma ou outra diz “Eu quero seguir este caminho que você, catequista, está me anunciando. Como eu faço para prosseguir?” E aí, o que temos para oferecer? Grupos de encontros, estudo bíblicos, grupos de jovens, retiros, missas, o que temos para oferecer de fato para os nossos “catequizandos” caso eles queiram continuar a caminhada pós-catequese que seja diferente de tudo que eles viveram no tempo da catequese?

A maioria das paróquias não tem nada para oferecer. E convenhamos: gritamos, gritamos, gritamos, e quando alguém nos procura, ficamos atônitos sem saber o que dizer e qual caminho indicar. Em outros casos, o que temos para oferecer não tem atração alguma: não empolga, não atrai, e não é diferente o suficiente de outros tantos atrativos que existem por aí.  

É por isso que quando surgem estas novidades tecnológicas como um simples “Pokémon go”, que viram “febre” entre jovens e crianças, muito por causa da propaganda e da mídia, nós adultos nos desesperamos e começamos a demonizar, criticar, achar problemas e a dizer “aonde este mundo vai parar”.  .

O joguinho que está sendo tão debatido é um tanto infantil, apesar de atrair muitos adultos, e usa a lógica do bem contra o mal. O aplicativo usa arquivos  de localização do Google e o GPS e a câmera do celular. Pela localização geográfica ele coloca os bichinhos, que estão sendo caçados, em vários lugares da cidade. E aí, começa a luta para capturá-los e com isso tornar-se um “mestre Pokémon”. Para caçar, é preciso se movimentar, sair de onde está, caminhar por aí, disputar com outros amigos a caça, enfim, é isso que tem atraído parte da nossa juventude e muitos adultos.

Aqui em Caxias do Sul tem “bichinhos” para serem caçados na Igreja que fica bem pertinho da minha casa. A paróquia, onde estão os “tais” bichinhos, não tem Grupo de Jovens e desconheço qualquer atividade da comunidade para atraí-los a participar da Igreja.  Mas os “bichinhos” estão lá, sendo caçados.

E sejamos sinceros: é assim mesmo, na maioria das comunidades. Para muitas lideranças o jovem é um estorvo. A catequese geralmente não trabalha em sintonia com os jovens da comunidade. A maioria dos catequistas não são jovens e a Igreja vive dizendo que  ele é prioridade.  Hoje, o que mais tem atraído o jovem para a Igreja é a Renovação Carismática, com sua música, sua comunicação e ousadia. Eu não sou carismático, mas respeito e admiro, pois conspira para o bem.  Outros movimentos e pastorais também tentam, mas muitos precisam nadar contra a maré para conseguir espaços e apoios de outras tantas pastorais para que seus projetos vinguem.

Até quando vamos continuar gritando “Frango assado e polenta frita”, sendo que não há mais frangos e nem polentas? Até quando vamos ficar sempre atirando pedras em tudo o que é novidade tecnológica que atraia os jovens, sem que façamos uma análise real do que estamos fazendo de fato, para atraí-los? Até quando os “outros” serão sempre os culpados, e não nós, que nos dizemos “evangelizadores e missionários”?
               
Aos 17 anos, fui “caçado” num lugar específico, com um objetivo específico, com um encontro muito bem organizado por alguém que sabia exatamente o que queria fazer. Por isso, organizou um encontro impecável para me fisgar e também outros jovens. Eu nunca mais saí. Fiquei porque fui atraído. E hoje, o que fazemos para atrair, para “caçar” outros jovens, quando eles chegam a nossa catequese em busca de “algo mais”? Só os encontros semanais?

As grandes empresas de entretenimento e games estão estudando os hábitos e gostos da nossa Juventude. Sabem tudo a respeito deles. Desenvolvendo jogos atrativos e interessantes. E nós, na Igreja, estamos querendo que eles acordem às 08h da manhã  de domingo, para ir à missa, algo que eles nem entendem e sabem por que vão...

Alberto Meneguzzi
Catequista e Jornalista

OS GAMES NO UNIVERSO DOS JOVENS E CRIANÇAS


Como catequista e mãe, eu sempre procuro estar “antenada” ao mundo dos jovens. E, confesso, aos cinquenta anos, vejo este mundo “tecnológico” com espanto e com animação. Quem dera, na minha adolescência eu tivesse o acesso á informação que estes jovens de hoje tem! E tento, na medida das minhas limitações, estar neste mundo.

Foi em 1995, no Brasil, que Internet se tornou de acesso público. E, de lá para cá, a evolução da tecnologia deixa a gente de cabelos em pé!  E com a disponibilização da interface gráfica, jovens e adultos puderam acessar a compreender o funcionamento da computação e a lógica dos sistemas digitais. Mas nenhum outro recurso foi e tem sido capaz de realizar esta tarefa de ensinar a interação com o universo virtual (o ciberespaço) como o fazem os videogames. À medida que os recursos tecnológicos e informáticos se tornam mais presentes no cotidiano da sociedade, de crianças à terceira idade, os jogos digitais realizam um importante e fundamental papel para aproximação desses públicos com as interações telemáticas e com a vivência em espaços virtuais. Não são poucos os especialistas que afirmam o quando isso ajudou no desenvolvimento cognitivo de crianças e jovens.

Mas, parece que causei algum "escândalo" em algumas pessoas pelo fato de ter escrito um texto falando bem do "Pokémon Go". Eu não acredito que o "evento" seja tão maléfico assim e nem que daqui um ou dois meses ele não seja substituído por uma nova “caça as bruxas". Já queimamos na fogueira o "Avatar", "Crepúsculo", "Harry Potter", "Anjos e demônios"... Agora é a vez do "Pokémon Go”.

Mas, vamos pensar um pouquinho...

Pokémon Go é só UM dos jogos no universo dos games, e os outros? E aqueles que os pais nem imaginam que seus filhos jogam fechados em seus quartos? Os celulares dos filhos não costumam ter jogos também? Ou será que eles imaginam que os filhos só usam o celular pra telefonar e falar com os amigos? E que amigos são esses? Nós conhecemos? E agora? O que fazer nesse universo aparentemente caótico em que se transformou a comunicação digital e a informação na rede?

AGORA, vamos abrir nossa cabeça e buscar informações fidedignas, sérias, de profissionais realmente interessados no que é melhor para nossas crianças e jovens. 

Jogos são viciantes? Sim eles são. Pode fazer mal aos nossos filhos? Sim podem. Assim como faz mal aos nossos filhos serem abordados na porta da escola por vendedores de crack, serem convidados pelos amigos para fumar maconha... que também viciam. Falar que drogas fazem mal e "endemonizar" os games vai resolver o problema? Não vamos esquecer que por trás de tudo isso ainda existe uma "FERRAMENTA" muito mais eficaz do que proibição de se usar certos jogos ou assistir certos filmes. E ela se chama FAMÍLIA! Pai e mãe, orientados para dar limites e educação aos filhos. A solução para qualquer problema que possa advir desta era da tecnologia, é a INFORMAÇÃO CORRETA. Assim como a minha postura e exemplo diante disso tudo. De que adianta uma mãe ou catequista desaprovar os games, quando ela assiste normalmente às novelas da televisão que, via de regra, tem exemplos que deturpam muito mais a família e a sociedade?

Fallout 4: Um dos jogos de vídeo game considerados violentos.

Vamos considerar que por trás do vício em games, sempre podem existem causas psicológicas e sociais, além do prazer causado pelo jogo. Nenhuma criança fica trancada num quarto 10, 12 horas sem que pais "responsáveis" não percebam. Que criança ou jovem sai de casa a “caça de Pokémon” sem que os pais saibam que saiu? Que criança ou jovem não tem hora para voltar para casa? Claramente, aqueles que não tem uma vivência familiar ou controle por parte dos pais e responsáveis. Se o problema é excesso de celular, porque é que seu filho tem um celular? Por que uma pessoa fica viciada em jogos? Porque na sua vida real não tem nada equiparado ao prazer e a satisfação que um jogo proporciona.

Então vamos parar de reproduzir informações sem idoneidade alguma que se anda espalhando pela rede. Vamos buscar na internet informações fidedignas, de médicos e psicólogos, cientistas, pessoas que trabalham na área da tecnologia, busquemos resultados de estudos sérios a respeito do assunto.

CLIQUE NA IMAGEM e Veja este artigo (peça para seu PC traduzir porque ele está em inglês):

ACADEMIA AMERICANA DE NEUROLOGIA


ALGUNS COMPORTAMENTOS QUE CARACTERIZAM O "VÍCIO" EM GAMES (JOGOS):

Somente um especialista capacitado pode diagnosticar que alguém está “viciado em jogos”, mas existem alguns sintomas comuns que devem ser considerados e que podem indicar um problema:


1. Passa muito tempo no computador ou vídeo game;
2. Entra na defensiva quando confrontado sobre o problema;
3. Perde a noção do tempo;
4. Prefere passar mais tempo nos jogos que com amigos e familiares;
5. Perde o interesse em atividades que antes eram importantes;
6. Torna-se socialmente isolado, irritável ou rabugento;
7. Estabelece uma nova vida social, apenas com amigos online;
8. Negligencia trabalhos escolares e sofre para conseguir boas notas na escola;
9. Gasta dinheiro em atividades inexplicáveis;
10. Tenta esconder que passou algum tempo jogando.

Apesar disso, alguns especialistas dizem que é difícil definir o “vício em jogos”. Enquanto uns creem que isso pode ser um transtorno de ordem psicológica, outros acreditam que é apenas parte de outros problemas de ordem psicológica e social. A versão atual do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, DSM-V, afirma que mais estudos precisam ser feitos antes incluir a "Disorder Gaming Internet" (vício em jogos da internet).


GAMES: GUIA PARA OS PAIS


Com tantas notícias sobre jogos de vídeo transformar crianças em alienados ou zumbis, viciados e antissociais; e um número crescente de especialistas advertindo sobre os perigos do tempo demasiado no computador; pode ser tentador proibir nossos filhos de usar computadores e smarphones. Mas, isso não é a solução, dizem os especialistas.

Se você proibir o jogo, você vai perder a oportunidade de influenciar o comportamento de seu filho. Uma abordagem bem melhor é jogar com eles, diz Judy Willis, MD, médica neurologista e membro da Academia Americana de Neurologia, que sugere que se comece com jogos educativos online grátis. Depois, informe-se sobre os jogos preferidos dos jovens, a temática, o que os atrai, etc.

A chave para garantir que seus filhos tenham um relacionamento saudável com jogos de vídeo game (e, sim, existe tal coisa!) é tirar proveito de experiências prazerosas que eles experimentam, também fora desses jogos. Um estudo publicado na revista científica Nature em 1998 mostrou que jogar jogos de vídeo game libera o neurotransmissor dopamina, que causa a sensação de bem estar, realização, prazer. Qualquer outra atividade prazerosa pode causar o mesmo efeito.

O simples fato de uma criança ou jovem passar muito tempo no computador jogando, não significa que ele é um “viciado”. O jogo assim como qualquer outra atividade toma tempo, envolve dedicação, é entretenimento, é socialização e possui vários níveis de aproveitamento. Nem todos os jogos são iguais e reação de cada pessoa para os jogos é diferente, também. Perguntar quais são os efeitos dos jogos de vídeo game é como perguntar quais são os efeitos da ingestão de alimentos, é importante conhecer a realidade específica do jogo em questão e do contexto social do jogador, antes de se fazer qualquer julgamento.

ALGUMAS DICAS*:

* Atenção com o uso do computador: Hoje em dia os estudantes precisam do computador para estudos e trabalhos acadêmicos. De acordo com David Greenfield, Ph.D., fundador do Center for Internet and Technology Addiction (Centro que estuda o vício em internet e tecnologia) e professor clínico assistente de psiquiatria da Universidade da Escola de Medicina de Connecticut, 80% do tempo que uma criança gasta no computador não tem nada a ver com estudos acadêmicos. Colocar computadores, smartphones e outros dispositivos de jogos em uma localização central da casa, e não a portas fechadas, permite monitorar suas atividades. Aprenda a verificar o histórico de pesquisa do computador para confirmar o que seus filhos tem visto e feito na Internet.

* Estabelecer limites: é bom impor limites no tempo de utilização do computador. “As crianças são muitas vezes incapazes de avaliar com precisão a quantidade de tempo que passam de jogo. Além disso, eles são inconscientemente incentivados a permanecer no jogo”, diz o Dr. Greenfield, que recomenda não mais que uma ou duas horas de tempo de computador durante a semana. Usar firewalls, limites eletrônicos e bloqueios em telefones celulares e sites da Internet pode ajudar.

* Começar a conversar: Discuta o uso da Internet e jogos desde o início com os seus filhos. Defina expectativas claras para ajudar e oriente em uma direção saudável antes de um problema começar. Comunicação não significa necessariamente uma conversa formal. Em vez disso, trata-se de dar ao seu filho uma oportunidade de compartilhar seus interesses e experiências com você.

* Conhecer seu filho: Se o seu filho está se dando bem no mundo real, participando da escola, esportes e atividades sociais, então limitar o jogo pode não ser tão importante. A chave, dizem os especialistas, é a manutenção de uma presença em suas vidas e estar ciente de seus interesses e atividades. Por outro lado, se você tem uma criança que já tem problemas de raiva, você pode querer limitar jogos violentos, sugere Tom A. Hummer, Ph.D., professor assistente de pesquisa no departamento de psiquiatria da Indiana University School of Medicine, em Indianápolis.

* Procure ajuda: Para alguns jovens, o jogo se torna uma obsessão irresistível. Se o seu filho está mostrando sinais de vício em videogames, procure ajuda. As opções de tratamento existem. Pode ser uma terapia ou até mesmo uma intervenção familiar.
Mas, nem todos os jogos são ruins. Jogos de vídeo game podem ajudar o cérebro de várias maneiras, tais como percepção reforçada visual, melhoria da capacidade de executar várias tarefas ao mesmo tempo, melhor processamento de informações. "De certa forma, o modelo de jogo de vídeo é brilhante", diz Judy Willis, MD, da Academia Americana de Neurologia (AAN), "Ele pode alimentar as informações para o cérebro de uma maneira que maximiza o aprendizado", diz ela.

Ângela Rocha
Catequista

Fontes de referência: 
Academia Americana de Neurologia: Neurology Now: Junho / Julho de 2014 - Volume 10 - Número 3 - p 32-36


 * Paturel, Amy M.S., M.P.H. Neurology Now. Centro Americano de Neurologia.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

“POKÉMON GO”, VAMOS NESSA?

 

Mais uma moda virtual que surge ou “uma experiência social emocionante”?
(segundo classificam vários jogadores ao redor do mundo)

E chega ao Brasil a “febre” do momento em matéria de Games para Smarphones: o POKÉMON GO. E desde a noite do dia 03 de agosto, crianças, adolescentes, jovens e adultos podem acompanhar o resto do mundo “caçando” e “treinando” seus Pokémons, destruindo malvados, conquistando itens e territórios. Para os pais, que não estão entendendo absolutamente nada, e algumas pessoas que estão botando “terror” na coisa, aqui vão algumas informações interessantes.

Lembram do “Pikachu”? Aquele monstrinho amarelo adorado pelas crianças? Então, ele é um “Pokémon”.  O “Pokémon” é uma franquia de mídia, um jogo na verdade, centrado em criaturinhas fictícias chamadas “Pokémon”, (abreviatura de “Pocket Monsters”), que os seres humanos capturam e treinam para lutarem um contra o outro como esporte. Atualmente, a franquia se estende em jogos, cartas colecionáveis, série de televisão, além de filmes, mangás e brinquedos. Ela é a segunda franquia de mídia de jogos mais bem sucedida e lucrativa do mundo, perde só para o “Mario” que também pertence a Nintendo.

Mas, não vamos aqui falar do jogo e sim, do efeito que está causando por aí. Um deles com certeza é o “movimento” pelas ruas da cidade.

Na quinta-feira, ao chamar minha filha para irmos ao dentista, ela me diz: “Mãe, vamos a pé?”. Fato, definitivamente, estranho numa adolescente de 16 anos. “Por quê?”, pergunta a inocente mãe. “Tenho que pegar uma Pokebolas e uns Pokémon”. Depois de uma rápida explicação (onde entendi pouca coisa), lá fomos nós caminhar até o dentista, passando por praças, monumentos e locais diversos, os chamados “pokéstops”. Em síntese, o jogo utiliza a câmera do smartphone, mapas e a localização GPS do jogador, colocando os pokémon no mundo real a partir da tecnologia de realidade virtual. A proposta é fazer com que o jogador (treinador) explore as regiões de seu próprio mundo com objetivo de completar a “Pokédex” e vencer os estágios.

E pela primeira vez comecei a achar interessante os tais jogos que minha filha tanto usa no celular. Encontramos pequenos grupos de jovens pelas ruas, animados e ansiosos, também a procura de seus Pokémon (aprendi que esta palavra não tem plural!). E isso me despertou o instinto de proteção materna, ao pensar no perigo que nossos filhos adolescentes correm ao andar pelas ruas com seus celulares a vista. A começar por assaltos e “acidentes” ao não se prestar atenção por onde anda. No que a minha filha já me tranquilizou: "Mãe, eu coloquei o celular no silencioso, para não chamar a atenção, e diminuí a luminosidade da tela. Tá no bolso e ele vibra quando tem alguma coisa para pegar. E eu nunca estou sozinha, sempre saio com alguém junto.” Menos mal e uma boa recomendação para se dar aos filhos.

  


Independente das críticas negativas ao jogo, problemas de servidores, perigo de acidentes e assaltos; minha mentalidade de mãe e catequista, imediatamente se pôs a trabalhar pensando nos aspectos positivos do jogo. Primeiro que nestes dias tenho visto minha filha e meus catequizandos com os maiores sorrisos que já vi nos últimos tempos. O jogo é uma experiência agradável para eles. Depois vem o aspecto do exercício físico: nunca vi um adolescente caminhar dez quilômetros (distância para chocar os “ovos” do Pokémon), sem reclamação alguma. Buscar o Pokémon leva as pessoas ao movimento e a interação física com outros jogadores: jovens e adolescentes se encontram em praças, monumentos, pontos turísticos. Alguns “pontos” localizados no GPS são comerciais: o que pode incrementar vendas no comércio. Como catequista também vi vantagens. Um dos pontos onde se pode encontrar Pokémon são as Igrejas! Por que então não exploramos isto? 

Os adolescentes não mudaram muito ao longo do tempo, ainda continuam aventureiros e irrequietos, mas, a tecnologia teve um avanço fantástico e isso mudou, e muito, o comportamento e a vida das pessoas, mais ainda das crianças e jovens. E nós precisamos mudar com eles, do contrário, seremos “capturados” pela nossa ignorância do mundo jovem e da realidade em que vivem.

Ângela Rocha

Catequista de Crisma – Londrina PR.

* Algumas ações da Igreja de São Paulo e outras:













quinta-feira, 16 de junho de 2016

A WEB DAS COISAS...

Amo escrever! E ser convidada para escrever junto com uma pessoa que a gente admira, melhor ainda. Em 2010, o Alberto Meneguzzi me convidou para escrever este artigo com ele e o resultado foi (sou suspeita pra falar, mas...) muito bom! É um texto longo, mas, vale a pena ler. 


*Alberto Meneguzzi
Ângela Rocha

Uma reportagem especial publicada no jornal Zero Hora de Porto Alegre, mostra o que vem por aí em termos de tecnologia. “Olhar para o futuro nem sempre significa ver o invisível” diz a apresentação da matéria.  A reportagem mostra previsões de inovações tecnológicas para os próximos 10 anos e faz um alerta: “Todas as previsões indicam melhorias consideráveis em relação à atualidade, mas também sugerem mudanças radicais de comportamento”.  É impressionante, uma das dez previsões apresentadas diz que num curto espaço de tempo, a chamada web das coisas (onde tudo se conecta a internet) será massificada, “eletrodomésticos, lâmpadas, portas e janelas entre outros dispositivos, estarão ligados em rede e isso possibilitará controle a distância: mesmo fora de casa será possível programar um aspirador de pó.” Outra previsão é que o quadro negro, utilizado nas escolas, será eletrônico. Com isso, as informações atingem os notebooks dos alunos (fornecidos pela própria escola) via transmissão sem fio. O DVD, para se ter uma ideia, já está ultrapassado e seu sucessor, o blu-ray já está quase também, perdendo espaço para as memórias flashs. Já não se fala mais em Giga (byte), agora a conversa de Tera(byte) pra lá. Ufa!

A reportagem trata ainda de carros megaflex, com uma série de tecnologias ainda mais avançadas que as atuais, chips que poderão ser úteis para o monitoramento de tratamentos de seres humanos mesmo a milhares de quilômetros de distância e até de lentes de contato que transformarão o olho humano em algo semelhante a uma tela de TV: “Por meio de uma conexão sem fio, será possível receber imagens de um computador a uma distância de até 15 a 20 metros, visualizado, por exemplo, interlocutores em conversas via internet”. E tudo deverá estar disponível até o final da próxima década.

Isso tudo quando algumas pessoas (inclusive os autores deste artigo!), ainda encontram dificuldades no manuseio do próprio celular! Até mesmo achar um nome na agenda de telefones, ou operar o controle remoto da TV que ainda está na tecnologia analógica, são tarefas que precisam, no mínimo, de um tutorial do Google. Na verdade, somos de uma geração que nasceu no final da década de 60, o que nos faz quase jurássicos em termos de tecnologia. A primeira transmissão em cores na televisão aconteceu quando tínhamos cinco ou seis anos. A internet, para nós, não tem mais do que dez anos e os telefones celulares mais sofisticados, não ficam muito longe disso.

A geração Z

Na mesma reportagem, está publicada uma entrevista com Andrea Bisker. Ela é Diretora para a América Latina de uma empresa britânica, que trata sobre o impacto das novas tecnologias nas relações pessoais. Segundo Andrea, a geração “Z” (aqueles que nasceram após o ano dois mil, chamados nativos digitais) vive num mundo conectado, mas que causa angústia. “Tudo é muito rápido, e isso pode fazer com que esta geração retome as raízes familiares para encontrar conforto”. Ela diz também que esta geração “Z” não tem paciência para relações: “A independência vem em função de uma sociedade chamada líquida. Também é líquido o amor. Significado, e não dinheiro é a grande mudança.” Andrea Bisker faz, porém, um alerta interessante: “Ideais éticos e ecológicos irão predominar. As empresas já perceberam que essa geração Z vai comprar de quem é sustentável.” Será? Esperemos que sim.

Como catequistas, convivemos com esta geração “Z” já há um bom tempo. O que dá para notar é que os jovens estão sendo educados nas questões ambientais. Falam de reciclagem, efeito estufa, questões climáticas, camada de ozônio e tantos outros assuntos correlatos, com uma desenvoltura fora do comum. A escola tem feito o seu papel e terá que fazer muito mais daqui por diante. A Igreja ainda não encontrou a fórmula para tratar disso de maneira direta e sem rodeios. Questões ambientais quase nunca são abordadas nos conteúdos da catequese e quando são, estão colocadas de forma pouco atrativa.

Por um lado, esta geração “Z” discute abertamente quase tudo que se refere ao meio ambiente, por outro, se mostra consumista ao extremo. São jovens facilmente influenciados pela propaganda e, ao mesmo tempo, preocupados com o meio ambiente. Geram cada vez mais resíduos, descartam com uma rapidez voraz uma série de produtos, mas dão aulas de como reciclar de forma correta os resíduos que são produzidos em suas próprias casas. É uma contradição desafiadora. Observa-se na catequese, que esta geração “Z”, pelo menos nas comunidades urbanas, está num caminho sem volta na relação com as novas tecnologias. A grande maioria sabe manusear um computador desde criança e, com isso, cria uma linguagem própria, se alia em comunidades, busca relacionamentos diferentes numa comunicação quase que instantânea. Já enterramos o Orkut e o MSN; agora e-mails, blogs, estão quase no mesmo caminho; Messenger, twitter, Facebook, Instagram, Myspace... Nem acabamos de listar e, provavelmente, já tem outra rede social, despontando por aí. Os celulares então, estão cada vez mais avançados, hoje, eles dão acesso a internet, tiram fotos, filmam, baixam jogos, músicas, vídeos e podem ser acessados por um comando de voz, se transformando, quase, em extensões do corpo desta garotada. E o Whatsapp? Quem não está nele, está fora do planeta terra!

Mas não nos cabe aqui um aprofundamento em novas tecnologias, até porque, nossa capacidade é um tanto limitada. Nossa intenção é fazer uma relação com a catequese, com o “fazer” dos catequistas, com o linguajar usado, com as técnicas utilizadas nos encontros de catequese e, com a postura que precisamos adotar frente a uma era que, veio para ficar, e está, cada vez mais, influenciando comportamentos e atitudes.

O catequista, a catequese e as inovações tecnológicas

Uma coisa que se pode perceber na catequese, é o “descaso” da maioria dos catequistas e das comunidades-igrejas, com relação a essas novas tecnologias. Quando alertados sobre o nível e o volume de informações que crianças e jovens, trazem hoje, como bagagem para a catequese, muitos evangelizadores acreditam que a “boa e tradicional” catequese dará um jeito nisso. Ignorar que os jovens têm muito mais conhecimento de mundo do que nós é, sem dúvida, um dos motivos para que muitos deles fujam da catequese e, consequentemente, da Igreja. Os catequistas precisam estar “antenados”, saber das novas “modas” e tendências, precisam saber como os jovens se comunicam e como “leem” esse novo mundo.

Claro que uma adesão maciça a essas novas formas de comunicação, não é a solução. Não aprenderemos de uma hora para outra, a fazer “catequese virtual”. Nem é esse o caso. Igualdade, fraternidade, justiça e amor incondicional (que são as mensagens da catequese), podem até ser transmitidas via “online”. Mas a “via” abraço, carinho e olhos nos olhos, não pode ser deixada de lado. Igreja ainda é “comunidade”, laço, pertença, encontro e, sobretudo, relação humana. O que deve se transformar é nossa postura com relação a isso tudo. É a nossa linguagem, a nossa aceitação e entendimento de que esse mundo que está aí é o mesmo, mas, visto de outra forma, na maioria das vezes, por meio de uma tela cada vez com menos polegadas. E não dá para pedir para descer como se fosse trem. Tem que continuar a viagem.

Aliás, o Papa Bento XVI na mensagem que escreveu para a 43ª edição do Dia Mundial das Comunicações, em 2009, já salientava que o desejo de interligação e o instinto de comunicação, que se revelam tão naturais na cultura contemporânea, na verdade, são apenas manifestações modernas daquela propensão fundamental e constante que têm os seres humanos para se ultrapassarem a si mesmos entrando em relação com os outros. Segundo ele, “quando nos abrimos aos outros, damos satisfação às nossas carências mais profundas e tornamo-nos de forma mais plena, humanos”.

A alegação de muitas lideranças pastorais, leigas ou não, para rejeitar ou ignorar essa nova postura que envolve um comportamento diferente em relação às inovações tecnológicas, é que a realidade urbana das grandes cidades é uma (nem todos têm acesso as novas tecnologias) e a realidade rural, das pequenas cidades e das periferias, é outra. O que se esquece é que, mesmo o Brasil sendo um país essencialmente agrícola, 80% da população é urbana (Fundo de População das Nações Unidas – Agência Estado, 2010). Isso faz com que comunidades inteiras, mesmo estando em grandes centros, encontrem-se em estado de grande pobreza e sejam excluídas da sociedade e da “era da informação”. Paralelamente observa-se que muitos jovens das camadas mais pobres possuem celular e que as Lan Houses, estão sempre cheias. A grande maioria das escolas públicas ensina informática aos seus alunos, mesmo as de periferia. O jovem pode não “ter” um computador, mas tem acesso a ele, sem dúvida alguma. Da televisão nem se fala: hoje ela é um “computador”, é só conectar os periféricos.

Então, de que realidade é essa que estamos falando? A maioria esmagadora das nossas crianças e jovens sabem, sim, em que mundo estão vivendo. Muitos dos nossos catequistas é que parecem não saber. E mais, se sou catequista numa comunidade onde as pessoas não tem acesso a esse tipo de informação, é meu dever proporcionar isso a elas. Fazer com que elas continuem alheias a essa nova realidade é trabalhar contra o projeto da catequese. É preciso fazer com que, além de “estarem ‘no’ mundo, elas estejam ‘com’ o mundo” (Paulo Freire, educador). Ao mesmo tempo, nessa conexão entre o novo e o antiquado, é preciso fazer alertas importantes para as nossas crianças e jovens.

Bento XVI, fala ainda em sua mensagem, sobre o perigo de que, com este avanço tecnológico, as relações entre as pessoas se transforme em algo descartável. O sumo pontífice diz que é preciso existir uma harmonia entre ambos: “O conceito de amizade logrou um renovado lançamento no vocabulário das redes sociais digitais que surgiram nos últimos anos. Este conceito é uma das conquistas mais nobres da cultura humana. Nas nossas amizades e através delas crescemos e desenvolvemo-nos como seres humanos. Por isso mesmo, desde sempre a verdadeira amizade foi considerada uma das maiores riquezas de que pode dispor o ser humano”. O Papa pede para que o conceito e as experiências de amizade não sejam banalizadas, que a família e as pessoas que fazem parte de nossa realidade cotidiana, na escola e no trabalho, não sejam deixadas de lado em detrimento a essa nova cultura do online. Diz ainda: “De fato, quando o desejo de ligação virtual se torna obsessivo, a consequência é que a pessoa se isola, interrompendo a interação social real. Isto acaba por perturbar também as formas de repouso, de silêncio e de reflexão necessárias para um desenvolvimento humano saudável”.

Parece cômodo ignorar tudo isso. Acreditar que as mudanças vão demorar a acontecer. Porém, o que se vê, é que a cada dia, novos meios e tecnologias são criadas a serviço do homem. E não podemos esquecer que também estamos “a serviço” deste mesmo homem, como irmãos que somos. E que a tecnologia não é um “fim”. É um meio, uma conexão. Então é preciso que a Catequese e a Igreja como um todo, se preocupem, e muito, com a web das coisas. Os catequistas precisam se “conectar”, caso contrário, perderemos o download (bonde) da história. E esse, não passa de novo. Nem fica disponível para sempre...

(Janeiro 2010, atualizado em 2016).

* Sobre os autores:
Alberto Meneguzzi – Catequista de Crisma e Jornalista em Caxias do Sul - RS
Angela Rocha – Catequista de Crisma em Londrina – Paraná.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

DINÂMICA DOS 30 SEGUNDOS: ASSERTIVIDADE


A Assertividade é a habilidade social de fazer afirmação dos próprios direitos e expressar pensamentos, sentimentos e crenças de maneira direta, clara, honesta e apropriada ao contexto, de modo a não violar o direito das outras pessoas.

Ao longo da nossa experiência do “fazer catequese”, muitas vezes nos deparamos com o que chamamos de turmas “inquietas” onde, normalmente é difícil estabelecer a calma para que possamos falar ou até mesmo fazer uma oração. As crianças e jovens de hoje estão cada vez mais “participantes” do mundo e não querem saber de “escutar” o outro. Querem falar e manifestar suas opiniões... e quase todos ao mesmo tempo!

Nossos pais e avós até chamariam isso de “falta de educação” ou “falta de respeito aos mais velhos”, afinal, viemos de uma geração onde crianças e adolescentes, nem sequer escutavam a conversa dos adultos, que dirá participarem. Mas, o mundo mudou e a nova geração está aí com concepções totalmente diferentes. Resta-nos ajudar essa moçada a desenvolver uma característica que, infelizmente, muitos adultos não têm: a ASSERTIVIDADE. Ou seja, saber defender seus pontos de vista respeitando o do outro. Em resumo: saber falar e saber ouvir e sempre na hora certa.

OBJETIVO: Desenvolver a Assertividade, a capacidade de comunicação e escuta; criatividade; comunicação verbal; administração do tempo; poder de persuasão e influência; estabelecer a calma; proporcionar desafio individual, intelectual e social; crenças e valores.

DURAÇÃO: 30 minutos.

PARTICIPANTES: de 06 a 50.

MATERIAL: Não necessita.
Dividir as pessoas em grupos conforme o número de participantes. Se forem poucos, não é necessária a divisão.

DESENVOLVIMENTO: Previamente deve-se selecionar um tema a ser discutido pelo grupo. Que poderá se referir a um conteúdo trabalhado ou a qualquer assunto que esteja em discussão no mundo no momento, uma notícia, etc.
Ao iniciar a dinâmica cada participante do grupo terá 30 segundos para falar sobre o tema apresentado e defender seu ponto de vista. Cada participante terá que usar toda sua desenvoltura e comunicação para sua apresentação.
Nenhum participante poderá, de forma alguma, ultrapassar o tempo de 30 segundos ao falar sobre o tema. Os demais participantes deverão ficar em TOTAL silêncio, 30 segundos sem falar nada, durante a apresentação de cada colega. Qualquer manifestação durante a fala do outro, será penalizada.

Após as apresentações, abrir uma discussão sobre: “Saber falar e saber escutar”.

DICAS PARA A DISCUSSÃO:

·         O que sentimos ao escutar o outro em silêncio sem poder argumentar?
·         Foi possível resumir as ideias de forma objetiva e clara?
·         A discussão de forma organizada foi produtiva? Por que?
·         É possível respeitar a opinião do outro sem ignorá-la?
·         Foram agregados conhecimentos durante a discussão?
·         Alguma argumentação conseguiu mudar a sua opinião sobre o assunto?
·         Como esta dinâmica pode nos ajudar no dia a dia em outras discussões?
·         Como lidamos no dia a dia nas discussões com outras pessoas?




SOBRE A ASSERTIVIDADE

A Assertividade é a habilidade social de fazer afirmação dos próprios direitos e expressar pensamentos, sentimentos e crenças de maneira direta, clara, honesta e apropriada ao contexto, de modo a não violar o direito das outras pessoas. A postura assertiva é uma virtude, pois se mantém no justo meio-termo entre dois extremos inadequados, um por excesso (agressão), outro por falta (submissão). Ser assertivo é dizer "sim" e "não" quando for preciso. Pessoas com comportamento mais assertivo sentem menos ansiedade, tem maior grau de internalidade, ou seja, capacidade de refletir antes de falar ou agir, e melhor auto estima. Conviver com pessoas assertivas também aumenta a auto estima e diminui a agressividade.

Em nossos dias, o termo “assertividade” é muito usado. Talvez, por causa da necessidade imperiosa que temos de colocar em prática seu significado. Assertividade é um estilo de comunicação, aberto às opiniões alheias, dando–lhes a mesma importância que às próprias opiniões. É algo que parte do respeito de alguém para com os demais e até consigo mesmo, estabelecendo com segurança e confiança o que se deseja. A pessoa assertiva aceita que a postura das outras não precisa coincidir com as dela e, de maneira direta, aberta e honesta, evita conflitos.

O que nos anima é que a assertividade não é algo que se herda, mas, que pode ser adquirida e aprendida. Todos nós podemos ter essa qualidade, e isso vai nos ajudar muito nos nossos relacionamentos.

Então, o que precisamos modificar e treinar, a fim de melhorar o trato com as pessoas? Teria Jesus Cristo colocado em prática a assertividade?

Nós, que acompanhamos a vida de Jesus, observamos que todos os Seus atos foram assertivos. Ele não emitia palavras demais, ocupava-Se das necessidades das pessoas e até de pequenos detalhes que pareciam insignificantes. Não fazia discriminação e sabia envolver os que O cercavam em tarefas nas quais podiam se sentir úteis.

Esse conceito também implica empatia e humildade. Sem essas características, é impossível nos preocuparmos com outras pessoas e considerar as opiniões delas. Enquanto viveu na Terra, Jesus também revelou as virtudes da empatia e humildade em todos os Seus atos. Ele, realmente, praticou a assertividade.

Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros. (Fl 2, 3-4).

Estes versículos, da carta aos Filipenses, nos aconselham a considerar os outros como a nós mesmos, e também sugere o atual conceito de assertividade. Ser assertivo é expressar nossos pontos de vista respeitando o das outras pessoas.

Jesus se conduziu aqui na terra, de maneira compassiva, amável e cortês. Foi bondoso e misericordioso. Jesus revelava, a cada um que encontrava, sua disposição amável em atendê-los. Com mãos cheias de boa vontade estava sempre pronto para servir aos outros. Manifestava uma paciência que nada conseguia perturbar, e uma veracidade que nunca sacrificou a sua integridade. Ele era firme como a rocha em questões de princípios, mas, sua vida nos revela a graça da abnegada cortesia em escutar o outro.

Ângela Rocha
Catequistas em Formação
FONTE: Adaptação de Dinâmicas de Grupo - Assertividade.