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domingo, 24 de setembro de 2023
domingo, 14 de julho de 2019
PAPA: DE FORMA TRADICIONAL OU TECNOLÓGICA, O IMPORTANTE É LER A PALAVRA DE DEUS
A correria do dia a dia não é
desculpa para não rezar: com o Evangelho de bolso ou os aplicativos no celular,
qualquer hora é boa para santificar o dia.
Santificar a nossa vida
abrindo um celular. Pode parecer heresia, mas é a realidade para milhares de
fiéis, religiosos, religiosas e sacerdotes. Com um ritmo de vida frenético, às
vezes é no metrô ou no ônibus que se encontra tempo para rezar. O brasileiro,
em média, passa 1h20 no trânsito todos os dias. O paulistano, por exemplo,
dobra este tempo, gastando duas horas e 43 minutos para se deslocar pela
cidade.
Hoje, aplicativos dos mais
diversos tipos e funções não faltam. O importante é ler a Palavra de Deus, como
disse o próprio Papa Francisco no Angelus de 6 de abril de 2014:
“Hoje podemos ler o Evangelho também com
muitos instrumentos tecnológicos. Pode-se levar conosco a Bíblia inteira num
celular, num tablet. Importante é ler a Palavra de Deus, com todos os meios,
mas ler a Palavra de Deus: é Jesus que nela nos fala! E aceitá-la de coração
aberto. Assim o boa semente dá fruto! ”
Difícil imaginar o Papa
rezando com um celular na mão, certamente sua geração é outra. Por isso, também
em suas homilias matinais na Casa Santa Marta o Papa várias vezes recomendou um
Evangelho de bolso:
"Como devemos receber a palavra de
Deus?" A resposta é clara: Como se recebe Jesus Cristo. A Igreja diz-nos
que Jesus está presente na Escritura, na sua palavra. Por isso, aconselho
muitas vezes que se tenha sempre um pequeno Evangelho na bolsa, no bolso, para
ler um trecho durante o dia. Um conselho prático, não tanto para
"aprender" algo, mas sobretudo para encontrar Jesus, porque Jesus se
encontra precisamente na sua palavra, no seu Evangelho".
Os aplicativos entraram no dia
a dia de muitos sacerdotes, seja para consulta, seja para rezar ou para
encontrar o horário da missa mais perto de onde se estiver. O objetivo: estar
sempre em sintonia com a palavra de Deus. Para alguns, os aplicativos facilitam
as atividades pastorais, como por exemplo preparar roteiros homeléticos durante
a semana. O Vatican News também está desenvolvendo o seu aplicativo. Com ele,
você pode ouvir as transmissões ao vivo do Papa com a tradução em português.
FONTE: Vatican
News.
domingo, 18 de novembro de 2018
REDES ANTISSOCIAIS
O quanto as redes sociais nos tornaram antissociais uns com os outros
O surgimento da internet e sua propagação há até alguns anos
despertaram sonhos e esperanças diversos: acabariam as fronteiras e divisões;
governos autoritários seriam extintos; haveria uma magnífica construção
coletiva do conhecimento em que todos participariam; seriam formadas
autoestradas da informação, a sociedade da informação e um novo ser humano. Com
o advento das chamadas “redes sociais”, o encantamento, que em grande parte
continua, tem sido o mesmo. Supunha-se que criariam vínculos entre diferentes
de maneira ilimitada, dentre outras expectativas.
Em parte, essas possibilidades se concretizaram. Inclusive,
no Brasil, o pouco de vozes diferentes e independentes da grande mídia de
direita, que ao longo da história tem encampado os pontos de vista e interesses
dos 5% mais ricos da sociedade, tem tido espaço graças à internet. Mas as
sociedades e estudiosos estão atônitos de como as redes digitais tem ido em
sentido contrário a tantas das expectativas imaginadas.
A tão festejada primavera árabe tornou-se inverno árabe,
colocando governos autoritários no poder. E em todos os lugares discursos de
ódio, notícias falsas, agressividade, autoritarismo, preconceitos, racismo,
machismo, acirramento de divisões de classes sociais encontraram terreno fértil
nas redes digitais. Pessoas se agruparam por meio delas com essas afinidades,
outros despertaram ou fortaleceram tendências que tinham latentes e outros são
intoxicados ao frequentar e usar tais redes.
As expressões de agressividade não se dão em torno de grandes
temas e questões políticas ou ideológicas. Mas é comum que temas os mais
diversos e até assuntos banais se tornem motivo para comentários maldosos,
grosseiros e agressivos. Há uma espécie de pulsão ou prazer por fazer polêmica
em tais ambientes. As reações na rede costumam ser impulsivas, rápidas e
desregradas. O teclado está à mão e o monitor ligado. Seu discurso não é
dialógico, mas, muito mais monológico. Na sua frente não há olhos a serem
encarados sob aprovação ou censura, mas só uma tela. Um ambiente que tem
favorecido a projeção do que há de pior nas mentes e sentimentos das pessoas.
Temas falsos são propalados ou fortalecidos rapidamente com muitos
comentários, “curtidas” ou compartilhamentos. As ondas de comoção virtuais em
grande escala com assuntos falsos no todo ou em parte, verdadeiros tsunamis
virtuais, ganharam até nome sugestivo na literatura especializada: “shitstorms” ou tempestades de merda (no
mundo político, quem primeiro usou essa expressão foi Angela Merkel). Outro
aspecto curioso é que, ao invés das infinitas interações com as diferenças, as
pessoas estabelecem suas rotas costumeiras e bem conhecidas nas redes, fazem
seus guetos, segmentações e levam para a rede as divisões, estereótipos e
preconceitos que têm no mundo físico.
Imaginou-se que a internet e as redes digitais seriam uma
apoteose da comunicação e se constata que a comunicação como interação e
criação de entendimento está muito frágil. Segundo Dominique Wolton, em É
preciso salvar a Comunicação (Paulus, 2006), essa frustação ocorre
porque não basta apenas técnica e tecnologia para se comunicar, são necessários
os valores humanísticos e democráticos, a capacidade de aceitação, respeito e
troca com o diferente.
Essas constatações não simplesmente podem ser vistas como
fator de pessimismo, mas alertam para que a humanidade não se esqueça que as
técnicas, sem formação e orientação ética, sem humanismo e sem organização social,
não fazem por si um mundo melhor e mais justo, nem muito menos o paraíso
tecnológico e comunicacional.
Por Jakson F. de Alencar*
* Religioso paulino, jornalista, mestre em Comunicação
pela PUC-SP, onde também cursa doutorado na mesma área. Editor da revista Vida
Pastoral, tem colaborado com a editora Paulus em diversas áreas de suas
publicações. Publicou, pela Paulus, o livro A ditadura continuada, no
qual trata das ligações entre os meios de comunicação hegemônicos no Brasil e a
política na atualidade.
FONTE:
terça-feira, 17 de outubro de 2017
COMO OS DISPOSITIVOS MÓVEIS PODEM AUXILIAR NO PROCESSO DE FORMAÇÃO CRISTÃ DAS CRIANÇAS?
Hoje, os dispositivos móveis
(celular, tablet, etc.), fazem parte da vida das crianças desde muito cedo. E é
uma parte muito “importante” da vida delas, funciona não só como meio de
comunicação, mas, como entretenimento, cuidado dos pais (vigilância e
segurança), meio de adquirir conhecimento, registrar fatos e eventos, meio de
fazer amigos e “estar” com estes amigos. É uma forma de interagir com o “mundo”
como nunca se viu antes. E isso torna possível hoje, conhecer mais de si
próprio e do outro pelo simples fato de que a rede nos dá outra perspectiva sobre
o tempo e o espaço. Pode-se estar em qualquer lugar, a qualquer hora. Ao
contrário do que se pensa, as relações estabelecidas por meios digitais não
substituem as do mundo real, e sim, as complementam.
Com relação à educação religiosa,
hoje existem aplicativos de jogos, vídeos, sites, blogs, músicas, enfim;
direcionados à formação cristã. Pode-se acessar a Bíblia pelo celular, a missa,
liturgia, orações; pode-se usar navegadores de busca para assuntos da catequese,
de religião e conhecimento bíblico e, sobretudo, pode-se ter relações de
amizade e companheirismo por meio das redes sociais e de “grupos” com as
pessoas que também estão na Igreja. Além disso, internet nos proporciona um
conhecimento e um acesso à informação que pode ser partilhado na catequese: quando
temos uma dúvida, não conhecemos um assunto ou queremos “comprovar” uma informação,
vivenciar fatos e notícias: podemos pesquisar na rede, visitar sites e comparar
informações. O catequista deve ser um mediador desse conhecimento e dessa
informação.
Não só os pais, mas, os próprios catequistas
precisam direcionar a criança a estabelecer uma “relação saudável” com seu
dispositivo móvel.
Com relação às crianças mais
novas, o uso do celular é mais restrito já que, quem o possui, normalmente não
tem acesso às redes sociais (ou não deveria ter). Os pequenos podem assistir
vídeos com historinhas e parábolas, joguinhos e se, os pais assim o permitirem
(e controlarem) usar as redes sociais como contato com os amigos. Mas, veja
bem, estes “contatos” precisam ser supervisionados sempre.
Mas, com os adolescentes a
conversa é outra! O celular e as redes sociais são uma extensão da vida deles. É
necessário interagir com o “mundo” deles: Conhecer jogos, aplicativos, músicas,
ídolos e redes sociais que eles acessam e gostam, antes de fazer qualquer
crítica ou proibição.
Assim, o catequista deve
aproveitar justamente isso: a “sociabilidade” do celular e o contato mais
estreito com adolescentes e jovens. Ter os catequizandos em seus “contatos” e
como “amigos” nas redes é imprescindível. O contato via “whatsapp” por exemplo,
é um excelente meio de se fazer um “pós” encontro e até mesmo um “extra”
encontro, conversar sobre o que se viu e de que forma isso se aplica na vida
cotidiana. Criar grupos para discussão, além dos tradicionais recados, é uma
forma de interagir e praticar o “fé-vida”, objetivo também da catequese.
Evidentemente que cuidados
precisam ter tomados. Com relação à presença das crianças nas redes, nos
deparamos com duas realidades preocupantes: a imaturidade das crianças que não
sabem que o que fazem na internet tem consequências na realidade física; e pais
que não dão a devida importância ao mundo digital. Acham que é algo passageiro,
da “moda”: não é! A internet veio para ficar e tornar-se cada vez mais uma
interconexão com a realidade. As crianças precisam ser educadas para os perigos
da rede: pessoas mal-intencionadas, o perigo do vício e a “fuga” daquilo que é
preciso viver de modo “real” e físico. Pais precisam ter consciência de que,
assim como no mundo “real” em que vivemos, eles precisam cuidar dos filhos no
mundo digital também e, não raras vezes, trazê-los “de volta” ao mundo mais
real, físico, ao cotidiano: alimentar-se, praticar atividades físicas,
conversar “olho no olho”, brincar, se encontrar com os amigos (fisicamente),
dar um abraço, um aperto de mão.
O que os pais (e os catequistas!)
devem fazer, é não ficar alheios ao que os filhos fazem na internet. É preciso
compartilhar conhecimento e informação e isso pode ser feito de forma
diversificada: fotos no Instagram, vídeos, torpedos, mensagens formato Twitter,
Facebook, Whatsapp, etc. A presença dos pais deve ser oportuna e segura. Sem
imposição, mas, educando para o bem e para o que é bom, formando consciência
crítica nos jovens. Pais precisam ser “contato” dos filhos nas redes sociais! Precisam
ser “amigos” digitais dos filhos. Precisam estar à frente dos filhos nas
questões tecnológicas, participando, se informando e vivendo junto com os
filhos a experiência de “estar conectado à Internet”; e os filhos precisam ter
limites e serem exaustivamente informados dos riscos e dos problemas que
acontecem nesse mundo “paralelo”, o mundo digital. Assim com o no mundo “real”,
existem perigos enormes no mundo digital.
Os catequistas precisam, assim
como os pais, estar “antenados” nesse mundo midiático que está aí. Não dá para
ficar alheio e “proibir” o uso do celular nos encontros. Guardar o celular em
determinados momentos, precisa ser uma escolha e não uma imposição. O
catequista precisa saber do que crianças, adolescentes e jovens gostam e o que
fazem na rede. Não é preciso ser um “expert” em tecnologia, mas, é preciso, no
mínimo ter um celular com acesso à rede... rsrsrsr. Pode-se integrar os temas
dos encontros aos meios digitais: fazer pequenos vídeos, incentivar o uso dos
buscadores para pesquisa, aplicativos religiosos: Bíblia, liturgia, oração,
etc. Criar grupos no Facebook, Whatsapp, etc.
Outra coisa que o catequista
precisa - de forma urgente eu diria – é se tornar um “catequista na rede”. Ser
um exemplo para catequizandos e suas famílias, dar testemunho de sua missão,
ser uma referência a seus contatos e a todas as pessoas que possa atingir com
suas publicações. O catequista não pode ser “um” na Igreja e “outro” nas redes
sociais. E precisa pensar também que o “mundo” digital, é um mundo para se
catequizar e evangelizar. E não é só fazendo citações bíblicas ou publicando o
Evangelho do dia, que se faz isso. É “vivendo” tudo que um cristão deve viver:
tendo discernimento em seus comentários, publicando fotos do que faz e do que
acredita, evitando compartilhar publicações pejorativas e de baixo nível, “sendo”
o mesmo catequista que é na sala da catequese: um profeta do anúncio e da
denúncia, mas, sem ferir a ninguém.
O que todos nós, que de alguma
forma somos educadores - sejam catequistas, pais ou professores - precisamos
nos dar conta é que, a rede não é um simples "instrumento" de
comunicação que se pode usar. Ela evoluiu para o que podemos chamar de “mundo”
paralelo, um espaço onde muitas pessoas habitam, um ambiente cultural que
determina estilos de pensamento e cria novos territórios e novas formas de
educação. E dessa forma precisamos buscar novas formas de estimular conhecimento
e estreitar relações. Precisamos “habitar” esse mundo e também organizá-lo. Não
é, portanto, um ambiente separado da vida “real”, mas, ao contrário, está
sempre mais integrado e conectado com aquilo que vivemos na nossa vida
cotidiana. Os jovens mostram que se pode viver perfeitamente estas duas
realidades: física e digital. Precisamos aprender com eles. Precisamos aprender
a ser missionários, solidários e evangelizadores, também, nos meios digitais.
Ângela Rocha
Catequista e Administradora do Grupo "Catequistas em Formação".
“Os católicos precisam ser
"cidadãos digitais”, construtivos ao usar a internet, que é um ‘dom de
Deus’, para manifestar a solidariedade. A Internet pode oferecer mais
possibilidades de reencontro e de solidariedade entre todos, o que é uma coisa
boa. A Igreja deve empenhar-se para levar ao homem ferido, pela via digital, o
óleo e o vinho: Que a nossa comunicação seja um óleo perfumado para a dor e um
bom vinho para a alegria! ”
(Papa Francisco – 23/01/2014)
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
DIA DO CATEQUISTA: O DESAFIO DE SER CATEQUISTA NO TERCEIRO MILÊNIO
Chega mais um “Dia do
Catequista”! E desta vez, vivendo como nunca, uma “mudança
de época”, onde os paradigmas que nos sustentavam em nossa maneira
de pensar, valorar e relacionar-nos tem sido questionados e
substituídos por outros, criando em todos uma sensação de
insegurança, instabilidade, desorientação, questionamento e crise.
A catequese enfrenta novos desafios,
ocasionados, sobretudo, pelo desgate dos modelos de evangelização
que vem sendo usados. O catequista é convocado a repensar um novo
projeto de evangelização que leve em conta as necessidades atuais
das pessoas, suas carências e projetos pessoais. E esta “convocação”
pede que se faça uma leitura crítica e esperançosa dos aspectos
que incidem de maneira direta na transmissão da fé, a fim de
encontrar novas formas que nos permitam levar a Boa Nova a todos,
seja no mundo real ou “virtual”.
Vários fatores precisam ser
analisados e refletidos: começando pela nova cultura de uma
sociedade que promove a visão de felicidade sem a presença de Deus.
Somado a isso, uma pluralidade de ideias e pensamentos privilegia o
relativismo e relega a vivência cristã ao plano íntimo e pessoal.
E, na catequese, vemos o questionamento a respeito da densidade e
profundidade dos conteúdos e práticas, que fazem do ato cateuqético
um evento social superficial não precedido de conversão e que não
conduz à vivência comunitária. Mais do que nunca é preciso uma
mudança de paradigma, que nos leve a enfrentar o desafio de
testemunhar com nossa vida que seguir Jesus em comunidade é
exigente, mas, também, provoca uma alegria que é duradoura. É
possível, porque a “presença” na vida uns dos outros, ainda é
necessária.
O mundo e a vida das pessoas vem
mudando de forma cada vez mais rápida. E essa rapidez pode levar a
perda daquilo que temos de mais precioso: nossa identidade como
cristãos.
Entre tantos fatores, a questão do
exôdo também precisa ser levada em conta. Muitas pessoas buscam em
outros lugares, que não os de origem, novas oportunidades de emprego
e estudo, assim perde-se os valores e costumes culturais e
religiosos. Amplia-se o universo próprio com novas formas de viver e
de relacionar-se. Mas, desprender-se do que era conhecido leva a
necessidade do encontro e essa necessidade precisa encontrar amparo
em novas comunidades eclesiais, que precisam ser acolhedores e
solidárias. Aliado a isso temos a globalização, que nos leva a
sermos cidadãos do mundo e a enfrentarmos os efeitos disso no campo
econômico e também missionário. Nunca as distâncias forma tão
“curtas” e ao mesmo tempo, quase intransponíveis. A economia
gera exclusão e desigualdade e pode aprofundar a separação entre
as pessoas.
Os avanços tecnológicos, nesta nova
era, proporcionaram ao ser humano um novo continente: o mundo
digital. Novo espaço de “pertença” e “endereço”, as
redes sociais passaram a ser uma extensão da vida de muitas pessoas.
E o catequista, além de aproveitar este universo como fonte de
informação, precisa usar este novo espaço como lugar de interação.
Nossos catequizandos desenvolveram habilidades que lhes permitem
fazer da internet sua casa e lugar de encontro, onde expressam seus
sentimentos, desenvolvem suas ideias, muito mais do que no mundo
“real”. E isso chegou a uma proporção tão grande que já nem
podemos considerar as redes como mundo “virtual”, pois as pessoas
realmente, passaram a EXISTIR nele. Já não há mais separação
entre o que é real e o que seria virtual. Pessoas não têm contato
físico, mas, se conectam por cabos, fios, redes e satélites, etc.,
sendo tão presentes na vida um do outro, quanto se estivessem ao
lado fisicamente.
É um desafio para a catequese de
hoje, incorporar as novas linguagens e oferecer a Boa Nova de Jesus
aos que atravessam estes mundos. Temos o desafio de discernir quais
conteúdos e métodos utilizar para acompanhar os processos de
Iniciação cristã, nestes novos espaços, correndo o risco de, se
não o fizermos, ficarmos para trás e, definitivamente, sem acesso
às nossas crianças e jovens.
Por isso, convidamos nossos
catequistas a “perceber” este desafio, a contemplar a realidade
onde vivem discernindo qual é a melhor maneira de ainda ser
“presente” na vida dos nossos catequizandos, mesmo sendo, talvez,
uma presença mais nos meios digitais do que no meio físico.
Acompanhe alguns testemunhos...
Maurício, como é ser catequista neste novo milênio?
Estamos na era digital. A catequese não pode "ficar de fora desta". O catequista, consciente de seu chamado, precisa ser alguém que saiba usar bem as redes sociais, atento ao que posta, curte e comenta. Tudo está sendo observado para depois, no encontro, os catequizandos analisarem se é coerente o que o catequista faz e fala. Para evangelizar por meio das redes sociais e, também, para manter um contato "mais próximo" com eles, criei um grupo no whatsapp. Também criei um grupo com os pais, lá eu os informo das atividades dos encontros e, também, passo informações de interesse deles. Mas, tudo isto só surge efeito, se o catequista for alguém de fácil proximidade, alguém que acolhe e se mostra amigo, tanto das crianças, quanto dos jovens, adultos e dos pais. Nunca podemos ser professores.
Mauricio
Fernandes – catequista de Crisma na Paróquia
Santa Teresinha do Menino Jesus. Cidade: Cerqueira César- SP.
Nilva, como é ser catequista no mundo de hoje?
Hoje o páreo é difícil, e não só pela tecnologia avançada onde as crianças sabem mais que nós Catequistas lidar com todos esses avanços pois já nasceram dentro de tudo isso. Os pais por mais que sabem que é importante a intimidade com Deus não conseguem transmitir isso para seus filhos, então terceirizam para nós Catequistas. Se formos olhar só com a razão diria que já perdemos essa batalha. Mas prefiro olhar com a fé que tenho na Palavra de Deus, onde Jesus diz:(Mateus 16,18): "Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno nunca prevalecerão sobre ela." Por isso confio que nós homens deste milênio seremos inspirados pelo Espírito Santo de Deus para acharmos uma solução sim!
Nilva
Mazzer tem 56 anos e é catequista há 8 anos – Coordenadora de
Catequese em Maringá – Paraná, na Paróquia São José Operário.
Além de ser catequista, Nilva também atua nas redes sociais sendo
uma das Administradoras do Grupo Catequistas em Formação há cinco
anos.
Zanja, como é ser catequista hoje, com tantas redes sociais disponíveis?
Acho que independente da era digital, o que é realmente importante é o contato com essas crianças, o acolhimento,um beijo, um abraço, ouvir o que eles tem a dizer sobre sua vida, sua família, isso faz com que tenhamos afinidade e confiança entre catequista e catequizando e, assim, podemos chegar verdadeiramente aos coraçõezinhos deles. Muitas crianças encontram em nós catequistas um afago, um carinho que muitas vezes não encontram em suas casas. Às vezes, um bom bate-papo vale mais que qualquer encontro muito bem elaborado.
Zanja
Barros - Hortolândia
São Paulo - Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Comunidade São
Francisco Xavier. Catequista há mais ou menos 4 anos, tem 48 anos.
Jucelina, qual é o caminho para a catequese hoje, na era digital?
Penso que a ponte que permite o encontro entre Deus que busca e o ser humano, que se deixa encontrar, é a fé. Ela é que marca o encontro como acontecimento, uma revelação, um chamado a missão. Dai surge a necessidade do testemunho, para que sejamos capazes de gerar modelos culturais alternativos para a sociedade atual. Sabemos que os canais de comunicação, a familia, a comunidde, todos estão sendo a todo momento bombardeados por questões que desafiam a fé, a ética a esperança, precisamos estar de tal modo familiarizado com a palavra de Deus e com o Deus da palavra que mesmo abalado pelas pressões continuemos solidamente firmado em Cristo Jesus. E por nosso testemunho convertamos os corações que nos questionam. Não podemos esquecer que o caminho para evangelização é a proclamação da palavra que nos impele ao compromisso social e a promoção dos valores autenticamente humanos. Ela gera uma conversão e uma alegria não superficial mas, aquela que brota da certeza que só o Senhor Jesus tem palavra de vida eterna.Esse é o nosso caminho e nossa missão.
Jucelina
Morais - Itumbiara
- Goiás - Paróquia São Pedro e São Paulo , Catequista na
comunidade há 15 anos, tem 48 anos.
Rafael, como é ser catequista no terceiro milênio?
Existe uma palavra para responder como é ser um catequista neste milênio, considero que é: DESAFIO! Vivenciar sua fé cristã é difícil, mas não impossível. Penso que devemos conhecer nossos catequizandos, saber quem são, com quem vivem, conhecer suas famílias, ou seja, devemos ser amigos, vivenciar momentos cotidianos com eles, deixá-los próximos e é isso que procuro fazer. Criar uma amizade profunda, pois é uma das melhores formas de convidar eles a participar da comunidade. Utilizo de datas importantes, como o Natal, Corpus-Christi, e outras para fazê-los participar e sentir as alegrias e até mesmo as dificuldades do que é ser comunidade. Em questões tecnologias, não tenho uma dificuldade em relação ao seu uso, pelo contrário, tenho muita facilidade e procuro sempre que possível utilizar desses recursos tecnológicos para contribuir com meus encontros de crisma, deixando-os mais interessantes e atrativos. Uso dos meios de comunicação para interagir mais com meus crismandos e seus responsáveis, por meio de um grupo do WhatsApp. Conversamos, interagimos, passo recados aos responsáveis e até mesmo crio “brincadeiras dentro do grupo”, o primeiro que responde a uma pergunta corretamente ganha um brinde, que é entregue no encontro. Procuro ser exemplo, pensando 2 vezes antes de utilizar de redes sociais para fazer alguma publicação, imagino que esse local não é apropriado para se expor de forma íntima, constrangedora, não deve ser utilizado para falar mal das pessoas, fazer fofocas. Temos que ter SABEDORIA, analisarmos antes se aquela notícia espetacular e sensacionalista é verdadeira, se aquela mensagem realmente foi feita pelo Papa Francisco ou a pessoa que está relacionada ali, e claro, jamais, fazer uso de correntes. A realidade é que na maioria dos catequizandos não existe o apoio das famílias como antes, temos que fazer o impossível para aproxima-los da vida Cristã. A catequese tem que ser feita para levar os catequizandos para um verdadeiro encontro com Jesus, como propõe a catequese do início da igreja, ainda que na medida do possível tenha algumas adaptações para a realidade de cada paroquia. É necessário muito preparo do catequista, realizar constante formação para transformar o ensino em mistagogia, utilizando de linguagem dos símbolos, ritos e celebrações. É importante não perder o foco, sendo este a BÍBLIA, que por mais tecnologias que existam, é nosso alicerce, o que nos mantem e sustenta neste caminho: a PALAVRA sempre deverá ser centro de toda a catequese!
RAFAEL MONZANI –
Marapoama SP,
Paróquia divino Espírito Santo. Tem 25 anos, catequista a seis anos.
Ângela Rocha
Catequistas em Formação
FONTES DE APOIO:
CELAM. A Alegria de iniciar
discípulos missionários na mudança de época. Brasília:
Edições CNBB, 2016.
CNBB. Iniciação à Vida Cristã:
Itinerário para formar discípulos Missionários. Documento 107.
Brasília: Edições CNBB, 2017.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
A WEB DAS COISAS...
Amo escrever! E ser convidada para escrever junto com uma pessoa que a gente admira, melhor ainda. Em 2010, o Alberto Meneguzzi me convidou para escrever este artigo com ele e o resultado foi (sou suspeita pra falar, mas...) muito bom! É um texto longo, mas, vale a pena ler.
*Alberto
Meneguzzi
Ângela
Rocha
Uma reportagem especial publicada no jornal
Zero Hora de Porto Alegre, mostra o que vem por aí em termos de tecnologia. “Olhar para o futuro nem sempre significa ver
o invisível” diz a apresentação da matéria.
A reportagem mostra previsões de inovações tecnológicas para os próximos
10 anos e faz um alerta: “Todas as
previsões indicam melhorias consideráveis em relação à atualidade, mas também
sugerem mudanças radicais de comportamento”. É impressionante, uma das dez previsões
apresentadas diz que num curto espaço de tempo, a chamada web das coisas (onde tudo se conecta a internet) será massificada,
“eletrodomésticos, lâmpadas, portas e
janelas entre outros dispositivos, estarão ligados em rede e isso possibilitará
controle a distância: mesmo fora de casa será possível programar um aspirador
de pó.” Outra previsão é que o quadro negro, utilizado nas escolas, será
eletrônico. Com isso, as informações atingem os notebooks dos alunos (fornecidos pela própria escola) via
transmissão sem fio. O DVD, para se ter uma ideia, já está ultrapassado e seu
sucessor, o blu-ray já está quase
também, perdendo espaço para as memórias flashs.
Já não se fala mais em Giga (byte), agora a conversa de Tera(byte) pra lá. Ufa!
A reportagem trata ainda de carros megaflex, com uma série de tecnologias
ainda mais avançadas que as atuais, chips
que poderão ser úteis para o monitoramento de tratamentos de seres humanos
mesmo a milhares de quilômetros de distância e até de lentes de contato que
transformarão o olho humano em algo semelhante a uma tela de TV: “Por meio de uma conexão sem fio, será
possível receber imagens de um computador a uma distância de até 15 a 20 metros , visualizado,
por exemplo, interlocutores em conversas via internet”. E tudo deverá estar
disponível até o final da próxima década.
Isso tudo quando algumas pessoas (inclusive os
autores deste artigo!), ainda encontram dificuldades no manuseio do próprio
celular! Até mesmo achar um nome na agenda de telefones, ou operar o controle
remoto da TV que ainda está na tecnologia analógica, são tarefas que precisam,
no mínimo, de um tutorial do Google. Na
verdade, somos de uma geração que nasceu no final da década de 60, o que nos
faz quase jurássicos em termos de
tecnologia. A primeira transmissão em cores na televisão aconteceu quando
tínhamos cinco ou seis anos. A internet, para nós, não tem mais do que dez anos
e os telefones celulares mais sofisticados, não ficam muito longe disso.
A geração
Z
Na mesma reportagem, está publicada uma
entrevista com Andrea Bisker. Ela é Diretora para a América Latina de uma
empresa britânica, que trata sobre o impacto das novas tecnologias nas relações
pessoais. Segundo Andrea, a geração “Z” (aqueles que nasceram após o ano dois
mil, chamados nativos digitais) vive num mundo conectado, mas que causa
angústia. “Tudo é muito rápido, e isso
pode fazer com que esta geração retome as raízes familiares para encontrar
conforto”. Ela diz também que esta geração “Z” não tem paciência para relações:
“A independência vem em função de uma
sociedade chamada líquida. Também é líquido o amor. Significado, e não dinheiro
é a grande mudança.” Andrea Bisker faz, porém, um alerta interessante: “Ideais éticos e ecológicos irão predominar. As
empresas já perceberam que essa geração Z vai comprar de quem é sustentável.”
Será? Esperemos que sim.
Como catequistas, convivemos com esta geração “Z”
já há um bom tempo. O que dá para notar é que os jovens estão sendo educados
nas questões ambientais. Falam de reciclagem, efeito estufa, questões
climáticas, camada de ozônio e tantos outros assuntos correlatos, com uma
desenvoltura fora do comum. A escola tem feito o seu papel e terá que fazer
muito mais daqui por diante. A Igreja ainda não encontrou a fórmula para tratar
disso de maneira direta e sem rodeios. Questões ambientais quase nunca são
abordadas nos conteúdos da catequese e quando são, estão colocadas de forma
pouco atrativa.
Por um lado, esta geração “Z” discute
abertamente quase tudo que se refere ao meio ambiente, por outro, se mostra consumista
ao extremo. São jovens facilmente influenciados pela propaganda e, ao mesmo
tempo, preocupados com o meio ambiente. Geram cada vez mais resíduos, descartam
com uma rapidez voraz uma série de produtos, mas dão aulas de como reciclar de
forma correta os resíduos que são produzidos em suas próprias casas. É uma
contradição desafiadora. Observa-se na catequese, que esta geração “Z”, pelo
menos nas comunidades urbanas, está num caminho sem volta na relação com as
novas tecnologias. A grande maioria sabe manusear um computador desde criança e,
com isso, cria uma linguagem própria, se alia em comunidades, busca relacionamentos
diferentes numa comunicação quase que instantânea. Já enterramos o Orkut e o
MSN; agora e-mails, blogs, estão quase
no mesmo caminho; Messenger, twitter, Facebook, Instagram, Myspace... Nem acabamos de listar e, provavelmente, já tem
outra rede social, despontando por aí. Os celulares então, estão cada vez mais
avançados, hoje, eles dão acesso a internet, tiram fotos, filmam, baixam jogos,
músicas, vídeos e podem ser acessados por um comando de voz, se transformando,
quase, em extensões do corpo desta garotada. E o Whatsapp? Quem não está nele, está fora do planeta terra!
Mas não nos cabe aqui um aprofundamento em
novas tecnologias, até porque, nossa capacidade é um tanto limitada. Nossa
intenção é fazer uma relação com a catequese, com o “fazer” dos catequistas,
com o linguajar usado, com as técnicas utilizadas nos encontros de catequese e,
com a postura que precisamos adotar frente a uma era que, veio para ficar, e
está, cada vez mais, influenciando comportamentos e atitudes.
O
catequista, a catequese e as inovações tecnológicas
Uma coisa que se pode perceber na catequese, é o
“descaso” da maioria dos catequistas e das comunidades-igrejas, com relação a
essas novas tecnologias. Quando alertados sobre o nível e o volume de
informações que crianças e jovens, trazem hoje, como bagagem para a catequese,
muitos evangelizadores acreditam que a “boa e tradicional” catequese dará um
jeito nisso. Ignorar que os jovens têm muito mais conhecimento de mundo do que
nós é, sem dúvida, um dos motivos para que muitos deles fujam da catequese e,
consequentemente, da Igreja. Os catequistas precisam estar “antenados”, saber
das novas “modas” e tendências, precisam saber como os jovens se comunicam e como
“leem” esse novo mundo.
Claro que uma adesão maciça a essas novas
formas de comunicação, não é a solução. Não aprenderemos de uma hora para outra,
a fazer “catequese virtual”. Nem é esse o caso. Igualdade, fraternidade,
justiça e amor incondicional (que são as mensagens da catequese), podem até ser
transmitidas via “online”. Mas a “via”
abraço, carinho e olhos nos olhos, não pode ser deixada de lado. Igreja ainda é
“comunidade”, laço, pertença, encontro e, sobretudo, relação humana. O que deve
se transformar é nossa postura com relação a isso tudo. É a nossa linguagem, a
nossa aceitação e entendimento de que esse mundo que está aí é o mesmo, mas,
visto de outra forma, na maioria das vezes, por meio de uma tela cada vez com
menos polegadas. E não dá para pedir para descer como se fosse trem. Tem que
continuar a viagem.
Aliás, o Papa Bento XVI na mensagem que
escreveu para a 43ª edição do Dia Mundial das Comunicações, em 2009, já salientava
que o desejo de interligação e o instinto de comunicação, que se revelam tão
naturais na cultura contemporânea, na verdade, são apenas manifestações
modernas daquela propensão fundamental e constante que têm os seres humanos
para se ultrapassarem a si mesmos entrando em relação com os outros. Segundo ele, “quando nos abrimos aos outros, damos satisfação às nossas carências
mais profundas e tornamo-nos de forma mais plena, humanos”.
A alegação de muitas lideranças pastorais,
leigas ou não, para rejeitar ou ignorar essa nova postura que envolve um
comportamento diferente em relação às inovações tecnológicas, é que a realidade
urbana das grandes cidades é uma (nem todos têm acesso as novas tecnologias) e
a realidade rural, das pequenas cidades e das periferias, é outra. O que se
esquece é que, mesmo o Brasil sendo um país essencialmente agrícola, 80% da
população é urbana (Fundo de População das Nações Unidas – Agência Estado, 2010).
Isso faz com que comunidades inteiras, mesmo estando em grandes centros,
encontrem-se em estado de grande pobreza e sejam excluídas da sociedade e da
“era da informação”. Paralelamente observa-se que muitos jovens das camadas
mais pobres possuem celular e que as Lan
Houses, estão sempre cheias. A grande maioria das escolas públicas ensina
informática aos seus alunos, mesmo as de periferia. O jovem pode não “ter” um
computador, mas tem acesso a ele, sem dúvida alguma. Da televisão nem se fala:
hoje ela é um “computador”, é só conectar os periféricos.
Então, de que realidade é essa que estamos
falando? A maioria esmagadora das nossas crianças e jovens sabem, sim, em que
mundo estão vivendo. Muitos dos nossos catequistas é que parecem não saber. E
mais, se sou catequista numa comunidade onde as pessoas não tem acesso a esse
tipo de informação, é meu dever proporcionar isso a elas. Fazer com que elas
continuem alheias a essa nova realidade é trabalhar contra o projeto da
catequese. É preciso fazer com que, além de “estarem
‘no’ mundo, elas estejam ‘com’ o mundo” (Paulo Freire, educador). Ao mesmo
tempo, nessa conexão entre o novo e o antiquado, é preciso fazer alertas
importantes para as nossas crianças e jovens.
Bento XVI, fala ainda em sua mensagem, sobre o
perigo de que, com este avanço tecnológico, as relações entre as pessoas se
transforme em algo descartável. O sumo pontífice diz que é preciso existir uma
harmonia entre ambos: “O conceito de amizade logrou um renovado lançamento
no vocabulário das redes sociais digitais que surgiram nos últimos anos. Este
conceito é uma das conquistas mais nobres da cultura humana. Nas nossas
amizades e através delas crescemos e desenvolvemo-nos como seres humanos. Por
isso mesmo, desde sempre a verdadeira amizade foi considerada uma das maiores
riquezas de que pode dispor o ser humano”. O Papa pede para que o conceito
e as experiências de amizade não sejam banalizadas, que a família e as pessoas
que fazem parte de nossa realidade cotidiana, na escola e no trabalho, não
sejam deixadas de lado em detrimento a essa nova cultura do online. Diz ainda: “De fato, quando
o desejo de ligação virtual se torna obsessivo, a consequência é que a pessoa
se isola, interrompendo a interação social real. Isto acaba por perturbar
também as formas de repouso, de silêncio e de reflexão necessárias para um
desenvolvimento humano saudável”.
Parece cômodo ignorar tudo isso. Acreditar que
as mudanças vão demorar a acontecer. Porém, o que se vê, é que a cada dia,
novos meios e tecnologias são criadas a serviço do homem. E não podemos
esquecer que também estamos “a serviço” deste mesmo homem, como irmãos que
somos. E que a tecnologia não é um “fim”. É um meio, uma conexão. Então é
preciso que a Catequese e a Igreja como um todo, se preocupem, e muito, com a web das coisas. Os catequistas precisam
se “conectar”, caso contrário, perderemos o download
(bonde) da história. E esse, não passa de novo. Nem fica disponível para
sempre...
(Janeiro 2010, atualizado em 2016).
* Sobre
os autores:
Alberto Meneguzzi – Catequista de Crisma e
Jornalista em Caxias do Sul - RS
Angela Rocha – Catequista de Crisma em Londrina
– Paraná.
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