CONHEÇA!

Mostrando postagens com marcador Tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tecnologia. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de julho de 2019

PAPA: DE FORMA TRADICIONAL OU TECNOLÓGICA, O IMPORTANTE É LER A PALAVRA DE DEUS


A correria do dia a dia não é desculpa para não rezar: com o Evangelho de bolso ou os aplicativos no celular, qualquer hora é boa para santificar o dia.

Santificar a nossa vida abrindo um celular. Pode parecer heresia, mas é a realidade para milhares de fiéis, religiosos, religiosas e sacerdotes. Com um ritmo de vida frenético, às vezes é no metrô ou no ônibus que se encontra tempo para rezar. O brasileiro, em média, passa 1h20 no trânsito todos os dias. O paulistano, por exemplo, dobra este tempo, gastando duas horas e 43 minutos para se deslocar pela cidade.

Hoje, aplicativos dos mais diversos tipos e funções não faltam. O importante é ler a Palavra de Deus, como disse o próprio Papa Francisco no Angelus de 6 de abril de 2014:

“Hoje podemos ler o Evangelho também com muitos instrumentos tecnológicos. Pode-se levar conosco a Bíblia inteira num celular, num tablet. Importante é ler a Palavra de Deus, com todos os meios, mas ler a Palavra de Deus: é Jesus que nela nos fala! E aceitá-la de coração aberto. Assim o boa semente dá fruto! ”

Difícil imaginar o Papa rezando com um celular na mão, certamente sua geração é outra. Por isso, também em suas homilias matinais na Casa Santa Marta o Papa várias vezes recomendou um Evangelho de bolso:

"Como devemos receber a palavra de Deus?" A resposta é clara: Como se recebe Jesus Cristo. A Igreja diz-nos que Jesus está presente na Escritura, na sua palavra. Por isso, aconselho muitas vezes que se tenha sempre um pequeno Evangelho na bolsa, no bolso, para ler um trecho durante o dia. Um conselho prático, não tanto para "aprender" algo, mas sobretudo para encontrar Jesus, porque Jesus se encontra precisamente na sua palavra, no seu Evangelho".

Os aplicativos entraram no dia a dia de muitos sacerdotes, seja para consulta, seja para rezar ou para encontrar o horário da missa mais perto de onde se estiver. O objetivo: estar sempre em sintonia com a palavra de Deus. Para alguns, os aplicativos facilitam as atividades pastorais, como por exemplo preparar roteiros homeléticos durante a semana. O Vatican News também está desenvolvendo o seu aplicativo. Com ele, você pode ouvir as transmissões ao vivo do Papa com a tradução em português.

FONTE: Vatican News.

domingo, 18 de novembro de 2018

REDES ANTISSOCIAIS


O quanto as redes sociais nos tornaram antissociais uns com os outros 

O surgimento da internet e sua propagação há até alguns anos despertaram sonhos e esperanças diversos: acabariam as fronteiras e divisões; governos autoritários seriam extintos; haveria uma magnífica construção coletiva do conhecimento em que todos participariam; seriam formadas autoestradas da informação, a sociedade da informação e um novo ser humano. Com o advento das chamadas “redes sociais”, o encantamento, que em grande parte continua, tem sido o mesmo. Supunha-se que criariam vínculos entre diferentes de maneira ilimitada, dentre outras expectativas.

Em parte, essas possibilidades se concretizaram. Inclusive, no Brasil, o pouco de vozes diferentes e independentes da grande mídia de direita, que ao longo da história tem encampado os pontos de vista e interesses dos 5% mais ricos da sociedade, tem tido espaço graças à internet. Mas as sociedades e estudiosos estão atônitos de como as redes digitais tem ido em sentido contrário a tantas das expectativas imaginadas.

A tão festejada primavera árabe tornou-se inverno árabe, colocando governos autoritários no poder. E em todos os lugares discursos de ódio, notícias falsas, agressividade, autoritarismo, preconceitos, racismo, machismo, acirramento de divisões de classes sociais encontraram terreno fértil nas redes digitais. Pessoas se agruparam por meio delas com essas afinidades, outros despertaram ou fortaleceram tendências que tinham latentes e outros são intoxicados ao frequentar e usar tais redes.

As expressões de agressividade não se dão em torno de grandes temas e questões políticas ou ideológicas. Mas é comum que temas os mais diversos e até assuntos banais se tornem motivo para comentários maldosos, grosseiros e agressivos. Há uma espécie de pulsão ou prazer por fazer polêmica em tais ambientes. As reações na rede costumam ser impulsivas, rápidas e desregradas. O teclado está à mão e o monitor ligado. Seu discurso não é dialógico, mas, muito mais monológico. Na sua frente não há olhos a serem encarados sob aprovação ou censura, mas só uma tela. Um ambiente que tem favorecido a projeção do que há de pior nas mentes e sentimentos das pessoas.

Temas falsos são propalados ou fortalecidos rapidamente com muitos comentários, “curtidas” ou compartilhamentos. As ondas de comoção virtuais em grande escala com assuntos falsos no todo ou em parte, verdadeiros tsunamis virtuais, ganharam até nome sugestivo na literatura especializada: “shitstorms” ou tempestades de merda (no mundo político, quem primeiro usou essa expressão foi Angela Merkel). Outro aspecto curioso é que, ao invés das infinitas interações com as diferenças, as pessoas estabelecem suas rotas costumeiras e bem conhecidas nas redes, fazem seus guetos, segmentações e levam para a rede as divisões, estereótipos e preconceitos que têm no mundo físico.

Imaginou-se que a internet e as redes digitais seriam uma apoteose da comunicação e se constata que a comunicação como interação e criação de entendimento está muito frágil. Segundo Dominique Wolton, em É preciso salvar a Comunicação (Paulus, 2006), essa frustação ocorre porque não basta apenas técnica e tecnologia para se comunicar, são necessários os valores humanísticos e democráticos, a capacidade de aceitação, respeito e troca com o diferente.

Essas constatações não simplesmente podem ser vistas como fator de pessimismo, mas alertam para que a humanidade não se esqueça que as técnicas, sem formação e orientação ética, sem humanismo e sem organização social, não fazem por si um mundo melhor e mais justo, nem muito menos o paraíso tecnológico e comunicacional.

Por Jakson F. de Alencar*

* Religioso paulino, jornalista, mestre em Comunicação pela PUC-SP, onde também cursa doutorado na mesma área. Editor da revista Vida Pastoral, tem colaborado com a editora Paulus em diversas áreas de suas publicações. Publicou, pela Paulus, o livro A ditadura continuada, no qual trata das ligações entre os meios de comunicação hegemônicos no Brasil e a política na atualidade.

FONTE:

terça-feira, 17 de outubro de 2017

COMO OS DISPOSITIVOS MÓVEIS PODEM AUXILIAR NO PROCESSO DE FORMAÇÃO CRISTÃ DAS CRIANÇAS?


Hoje, os dispositivos móveis (celular, tablet, etc.), fazem parte da vida das crianças desde muito cedo. E é uma parte muito “importante” da vida delas, funciona não só como meio de comunicação, mas, como entretenimento, cuidado dos pais (vigilância e segurança), meio de adquirir conhecimento, registrar fatos e eventos, meio de fazer amigos e “estar” com estes amigos. É uma forma de interagir com o “mundo” como nunca se viu antes. E isso torna possível hoje, conhecer mais de si próprio e do outro pelo simples fato de que a rede nos dá outra perspectiva sobre o tempo e o espaço. Pode-se estar em qualquer lugar, a qualquer hora. Ao contrário do que se pensa, as relações estabelecidas por meios digitais não substituem as do mundo real, e sim, as complementam.

Com relação à educação religiosa, hoje existem aplicativos de jogos, vídeos, sites, blogs, músicas, enfim; direcionados à formação cristã. Pode-se acessar a Bíblia pelo celular, a missa, liturgia, orações; pode-se usar navegadores de busca para assuntos da catequese, de religião e conhecimento bíblico e, sobretudo, pode-se ter relações de amizade e companheirismo por meio das redes sociais e de “grupos” com as pessoas que também estão na Igreja. Além disso, internet nos proporciona um conhecimento e um acesso à informação que pode ser partilhado na catequese: quando temos uma dúvida, não conhecemos um assunto ou queremos “comprovar” uma informação, vivenciar fatos e notícias: podemos pesquisar na rede, visitar sites e comparar informações. O catequista deve ser um mediador desse conhecimento e dessa informação.

Não só os pais, mas, os próprios catequistas precisam direcionar a criança a estabelecer uma “relação saudável” com seu dispositivo móvel.

Com relação às crianças mais novas, o uso do celular é mais restrito já que, quem o possui, normalmente não tem acesso às redes sociais (ou não deveria ter). Os pequenos podem assistir vídeos com historinhas e parábolas, joguinhos e se, os pais assim o permitirem (e controlarem) usar as redes sociais como contato com os amigos. Mas, veja bem, estes “contatos” precisam ser supervisionados sempre.
Mas, com os adolescentes a conversa é outra! O celular e as redes sociais são uma extensão da vida deles. É necessário interagir com o “mundo” deles: Conhecer jogos, aplicativos, músicas, ídolos e redes sociais que eles acessam e gostam, antes de fazer qualquer crítica ou proibição.

Assim, o catequista deve aproveitar justamente isso: a “sociabilidade” do celular e o contato mais estreito com adolescentes e jovens. Ter os catequizandos em seus “contatos” e como “amigos” nas redes é imprescindível. O contato via “whatsapp” por exemplo, é um excelente meio de se fazer um “pós” encontro e até mesmo um “extra” encontro, conversar sobre o que se viu e de que forma isso se aplica na vida cotidiana. Criar grupos para discussão, além dos tradicionais recados, é uma forma de interagir e praticar o “fé-vida”, objetivo também da catequese.

Evidentemente que cuidados precisam ter tomados. Com relação à presença das crianças nas redes, nos deparamos com duas realidades preocupantes: a imaturidade das crianças que não sabem que o que fazem na internet tem consequências na realidade física; e pais que não dão a devida importância ao mundo digital. Acham que é algo passageiro, da “moda”: não é! A internet veio para ficar e tornar-se cada vez mais uma interconexão com a realidade. As crianças precisam ser educadas para os perigos da rede: pessoas mal-intencionadas, o perigo do vício e a “fuga” daquilo que é preciso viver de modo “real” e físico. Pais precisam ter consciência de que, assim como no mundo “real” em que vivemos, eles precisam cuidar dos filhos no mundo digital também e, não raras vezes, trazê-los “de volta” ao mundo mais real, físico, ao cotidiano: alimentar-se, praticar atividades físicas, conversar “olho no olho”, brincar, se encontrar com os amigos (fisicamente), dar um abraço, um aperto de mão.


O que os pais (e os catequistas!) devem fazer, é não ficar alheios ao que os filhos fazem na internet. É preciso compartilhar conhecimento e informação e isso pode ser feito de forma diversificada: fotos no Instagram, vídeos, torpedos, mensagens formato Twitter, Facebook, Whatsapp, etc. A presença dos pais deve ser oportuna e segura. Sem imposição, mas, educando para o bem e para o que é bom, formando consciência crítica nos jovens. Pais precisam ser “contato” dos filhos nas redes sociais! Precisam ser “amigos” digitais dos filhos. Precisam estar à frente dos filhos nas questões tecnológicas, participando, se informando e vivendo junto com os filhos a experiência de “estar conectado à Internet”; e os filhos precisam ter limites e serem exaustivamente informados dos riscos e dos problemas que acontecem nesse mundo “paralelo”, o mundo digital. Assim com o no mundo “real”, existem perigos enormes no mundo digital.

Os catequistas precisam, assim como os pais, estar “antenados” nesse mundo midiático que está aí. Não dá para ficar alheio e “proibir” o uso do celular nos encontros. Guardar o celular em determinados momentos, precisa ser uma escolha e não uma imposição. O catequista precisa saber do que crianças, adolescentes e jovens gostam e o que fazem na rede. Não é preciso ser um “expert” em tecnologia, mas, é preciso, no mínimo ter um celular com acesso à rede... rsrsrsr. Pode-se integrar os temas dos encontros aos meios digitais: fazer pequenos vídeos, incentivar o uso dos buscadores para pesquisa, aplicativos religiosos: Bíblia, liturgia, oração, etc. Criar grupos no Facebook, Whatsapp, etc.
Outra coisa que o catequista precisa - de forma urgente eu diria – é se tornar um “catequista na rede”. Ser um exemplo para catequizandos e suas famílias, dar testemunho de sua missão, ser uma referência a seus contatos e a todas as pessoas que possa atingir com suas publicações. O catequista não pode ser “um” na Igreja e “outro” nas redes sociais. E precisa pensar também que o “mundo” digital, é um mundo para se catequizar e evangelizar. E não é só fazendo citações bíblicas ou publicando o Evangelho do dia, que se faz isso. É “vivendo” tudo que um cristão deve viver: tendo discernimento em seus comentários, publicando fotos do que faz e do que acredita, evitando compartilhar publicações pejorativas e de baixo nível, “sendo” o mesmo catequista que é na sala da catequese: um profeta do anúncio e da denúncia, mas, sem ferir a ninguém.

O que todos nós, que de alguma forma somos educadores - sejam catequistas, pais ou professores - precisamos nos dar conta é que, a rede não é um simples "instrumento" de comunicação que se pode usar. Ela evoluiu para o que podemos chamar de “mundo” paralelo, um espaço onde muitas pessoas habitam, um ambiente cultural que determina estilos de pensamento e cria novos territórios e novas formas de educação. E dessa forma precisamos buscar novas formas de estimular conhecimento e estreitar relações. Precisamos “habitar” esse mundo e também organizá-lo. Não é, portanto, um ambiente separado da vida “real”, mas, ao contrário, está sempre mais integrado e conectado com aquilo que vivemos na nossa vida cotidiana. Os jovens mostram que se pode viver perfeitamente estas duas realidades: física e digital. Precisamos aprender com eles. Precisamos aprender a ser missionários, solidários e evangelizadores, também, nos meios digitais.

Ângela Rocha
Catequista e Administradora do Grupo "Catequistas em Formação".

 “Os católicos precisam ser "cidadãos digitais”, construtivos ao usar a internet, que é um ‘dom de Deus’, para manifestar a solidariedade. A Internet pode oferecer mais possibilidades de reencontro e de solidariedade entre todos, o que é uma coisa boa. A Igreja deve empenhar-se para levar ao homem ferido, pela via digital, o óleo e o vinho: Que a nossa comunicação seja um óleo perfumado para a dor e um bom vinho para a alegria! ”


(Papa Francisco – 23/01/2014)

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

DIA DO CATEQUISTA: O DESAFIO DE SER CATEQUISTA NO TERCEIRO MILÊNIO


Chega mais um “Dia do Catequista”! E desta vez, vivendo como nunca, uma “mudança de época”, onde os paradigmas que nos sustentavam em nossa maneira de pensar, valorar e relacionar-nos tem sido questionados e substituídos por outros, criando em todos uma sensação de insegurança, instabilidade, desorientação, questionamento e crise.

A catequese enfrenta novos desafios, ocasionados, sobretudo, pelo desgate dos modelos de evangelização que vem sendo usados. O catequista é convocado a repensar um novo projeto de evangelização que leve em conta as necessidades atuais das pessoas, suas carências e projetos pessoais. E esta “convocação” pede que se faça uma leitura crítica e esperançosa dos aspectos que incidem de maneira direta na transmissão da fé, a fim de encontrar novas formas que nos permitam levar a Boa Nova a todos, seja no mundo real ou “virtual”.

Vários fatores precisam ser analisados e refletidos: começando pela nova cultura de uma sociedade que promove a visão de felicidade sem a presença de Deus. Somado a isso, uma pluralidade de ideias e pensamentos privilegia o relativismo e relega a vivência cristã ao plano íntimo e pessoal. E, na catequese, vemos o questionamento a respeito da densidade e profundidade dos conteúdos e práticas, que fazem do ato cateuqético um evento social superficial não precedido de conversão e que não conduz à vivência comunitária. Mais do que nunca é preciso uma mudança de paradigma, que nos leve a enfrentar o desafio de testemunhar com nossa vida que seguir Jesus em comunidade é exigente, mas, também, provoca uma alegria que é duradoura. É possível, porque a “presença” na vida uns dos outros, ainda é necessária.

O mundo e a vida das pessoas vem mudando de forma cada vez mais rápida. E essa rapidez pode levar a perda daquilo que temos de mais precioso: nossa identidade como cristãos.

Entre tantos fatores, a questão do exôdo também precisa ser levada em conta. Muitas pessoas buscam em outros lugares, que não os de origem, novas oportunidades de emprego e estudo, assim perde-se os valores e costumes culturais e religiosos. Amplia-se o universo próprio com novas formas de viver e de relacionar-se. Mas, desprender-se do que era conhecido leva a necessidade do encontro e essa necessidade precisa encontrar amparo em novas comunidades eclesiais, que precisam ser acolhedores e solidárias. Aliado a isso temos a globalização, que nos leva a sermos cidadãos do mundo e a enfrentarmos os efeitos disso no campo econômico e também missionário. Nunca as distâncias forma tão “curtas” e ao mesmo tempo, quase intransponíveis. A economia gera exclusão e desigualdade e pode aprofundar a separação entre as pessoas.

Os avanços tecnológicos, nesta nova era, proporcionaram ao ser humano um novo continente: o mundo digital. Novo espaço de “pertença” e “endereço”, as redes sociais passaram a ser uma extensão da vida de muitas pessoas. E o catequista, além de aproveitar este universo como fonte de informação, precisa usar este novo espaço como lugar de interação. Nossos catequizandos desenvolveram habilidades que lhes permitem fazer da internet sua casa e lugar de encontro, onde expressam seus sentimentos, desenvolvem suas ideias, muito mais do que no mundo “real”. E isso chegou a uma proporção tão grande que já nem podemos considerar as redes como mundo “virtual”, pois as pessoas realmente, passaram a EXISTIR nele. Já não há mais separação entre o que é real e o que seria virtual. Pessoas não têm contato físico, mas, se conectam por cabos, fios, redes e satélites, etc., sendo tão presentes na vida um do outro, quanto se estivessem ao lado fisicamente.

É um desafio para a catequese de hoje, incorporar as novas linguagens e oferecer a Boa Nova de Jesus aos que atravessam estes mundos. Temos o desafio de discernir quais conteúdos e métodos utilizar para acompanhar os processos de Iniciação cristã, nestes novos espaços, correndo o risco de, se não o fizermos, ficarmos para trás e, definitivamente, sem acesso às nossas crianças e jovens.

Por isso, convidamos nossos catequistas a “perceber” este desafio, a contemplar a realidade onde vivem discernindo qual é a melhor maneira de ainda ser “presente” na vida dos nossos catequizandos, mesmo sendo, talvez, uma presença mais nos meios digitais do que no meio físico.

Acompanhe alguns testemunhos...

Maurício, como é ser catequista neste novo milênio?

Estamos na era digital. A catequese não pode "ficar de fora desta". O catequista, consciente de seu chamado, precisa ser alguém que saiba usar bem as redes sociais, atento ao que posta, curte e comenta. Tudo está sendo observado para depois, no encontro, os catequizandos analisarem se é coerente o que o catequista faz e fala. Para evangelizar por meio das redes sociais e, também, para manter um contato "mais próximo" com eles, criei um grupo no whatsapp. Também criei um grupo com os pais, lá eu os informo das atividades dos encontros e, também, passo informações de interesse deles. Mas, tudo isto só surge efeito, se o catequista for alguém de fácil proximidade, alguém que acolhe e se mostra amigo, tanto das crianças, quanto dos jovens, adultos e dos pais. Nunca podemos ser professores.


Mauricio Fernandes – catequista de Crisma na Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus. Cidade: Cerqueira César- SP.


Nilva, como é ser catequista no mundo de hoje?

Hoje o páreo é difícil, e não só pela tecnologia avançada onde as crianças sabem mais que nós Catequistas lidar com todos esses avanços pois já nasceram dentro de tudo isso. Os pais por mais que sabem que é importante a intimidade com Deus não conseguem transmitir isso para seus filhos, então terceirizam para nós Catequistas. Se formos olhar só com a razão diria que já perdemos essa batalha. Mas prefiro olhar com a fé que tenho na Palavra de Deus, onde Jesus diz:(Mateus 16,18): "Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno nunca prevalecerão sobre ela." Por isso confio que nós homens deste milênio seremos inspirados pelo Espírito Santo de Deus para acharmos uma solução sim!

Nilva Mazzer tem 56 anos e é catequista há 8 anos – Coordenadora de Catequese em Maringá – Paraná, na Paróquia São José Operário. Além de ser catequista, Nilva também atua nas redes sociais sendo uma das Administradoras do Grupo Catequistas em Formação há cinco anos.




Zanja, como é ser catequista hoje, com tantas redes sociais disponíveis?

Acho que independente da era digital, o que é realmente importante é o contato com essas crianças, o acolhimento,um beijo, um abraço, ouvir o que eles tem a dizer sobre sua vida, sua família, isso faz com que tenhamos afinidade e confiança entre catequista e catequizando e, assim, podemos chegar verdadeiramente aos coraçõezinhos deles. Muitas crianças encontram em nós catequistas um afago, um carinho que muitas vezes não encontram em suas casas. Às vezes, um bom bate-papo vale mais que qualquer encontro muito bem elaborado.

Zanja Barros -  Hortolândia São Paulo - Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Comunidade São Francisco Xavier. Catequista há mais ou menos 4 anos, tem 48 anos.



Jucelina, qual é o caminho para a catequese hoje, na era digital?

Penso que a ponte que permite o encontro entre Deus que busca e o ser humano, que se deixa encontrar, é a fé. Ela é que marca o encontro como acontecimento, uma revelação, um chamado a missão. Dai surge a necessidade do testemunho, para que sejamos capazes de gerar modelos culturais alternativos para a sociedade atual. Sabemos que os canais de comunicação, a familia, a comunidde, todos estão sendo a todo momento bombardeados por questões que desafiam a fé, a ética a esperança, precisamos estar de tal modo familiarizado com a palavra de Deus e com o Deus da palavra que mesmo abalado pelas pressões continuemos solidamente firmado em Cristo Jesus. E por nosso testemunho convertamos os corações que nos questionam. Não podemos esquecer que o caminho para evangelização é a proclamação da palavra que nos impele ao compromisso social e a promoção dos valores autenticamente humanos. Ela gera uma conversão e uma alegria não superficial mas, aquela que brota da certeza que só o Senhor Jesus tem palavra de vida eterna.Esse é o nosso caminho e nossa missão.

Jucelina Morais -  Itumbiara - Goiás - Paróquia São Pedro e São Paulo , Catequista na comunidade há 15 anos, tem 48 anos.



Rafael, como é ser catequista no terceiro milênio?

Existe uma palavra para responder como é ser um catequista neste milênio, considero que é: DESAFIO! Vivenciar sua fé cristã é difícil, mas não impossível. Penso que devemos conhecer nossos catequizandos, saber quem são, com quem vivem, conhecer suas famílias, ou seja, devemos ser amigos, vivenciar momentos cotidianos com eles, deixá-los próximos e é isso que procuro fazer. Criar uma amizade profunda, pois é uma das melhores formas de convidar eles a participar da comunidade. Utilizo de datas importantes, como o Natal, Corpus-Christi, e outras para fazê-los participar e sentir as alegrias e até mesmo as dificuldades do que é ser comunidade. Em questões tecnologias, não tenho uma dificuldade em relação ao seu uso, pelo contrário, tenho muita facilidade e procuro sempre que possível utilizar desses recursos tecnológicos para contribuir com meus encontros de crisma, deixando-os mais interessantes e atrativos. Uso dos meios de comunicação para interagir mais com meus crismandos e seus responsáveis, por meio de um grupo do WhatsApp. Conversamos, interagimos, passo recados aos responsáveis e até mesmo crio “brincadeiras dentro do grupo”, o primeiro que responde a uma pergunta corretamente ganha um brinde, que é entregue no encontro. Procuro ser exemplo, pensando 2 vezes antes de utilizar de redes sociais para fazer alguma publicação, imagino que esse local não é apropriado para se expor de forma íntima, constrangedora, não deve ser utilizado para falar mal das pessoas, fazer fofocas. Temos que ter SABEDORIA, analisarmos antes se aquela notícia espetacular e sensacionalista é verdadeira, se aquela mensagem realmente foi feita pelo Papa Francisco ou a pessoa que está relacionada ali, e claro, jamais, fazer uso de correntes. A realidade é que na maioria dos catequizandos não existe o apoio das famílias como antes, temos que fazer o impossível para aproxima-los da vida Cristã. A catequese tem que ser feita para levar os catequizandos para um verdadeiro encontro com Jesus, como propõe a catequese do início da igreja, ainda que na medida do possível tenha algumas adaptações para a realidade de cada paroquia. É necessário muito preparo do catequista, realizar constante formação para transformar o ensino em mistagogia, utilizando de linguagem dos símbolos, ritos e celebrações. É importante não perder o foco, sendo este a BÍBLIA, que por mais tecnologias que existam, é nosso alicerce, o que nos mantem e sustenta neste caminho: a PALAVRA sempre deverá ser centro de toda a catequese!

RAFAEL MONZANI – Marapoama SP, Paróquia divino Espírito Santo. Tem 25 anos,  catequista a seis anos.



Ângela Rocha
Catequistas em Formação

FONTES DE APOIO:

CELAM. A Alegria de iniciar discípulos missionários na mudança de época. Brasília: Edições CNBB, 2016.
CNBB. Iniciação à Vida Cristã: Itinerário para formar discípulos Missionários. Documento 107. Brasília: Edições CNBB, 2017.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A WEB DAS COISAS...

Amo escrever! E ser convidada para escrever junto com uma pessoa que a gente admira, melhor ainda. Em 2010, o Alberto Meneguzzi me convidou para escrever este artigo com ele e o resultado foi (sou suspeita pra falar, mas...) muito bom! É um texto longo, mas, vale a pena ler. 


*Alberto Meneguzzi
Ângela Rocha

Uma reportagem especial publicada no jornal Zero Hora de Porto Alegre, mostra o que vem por aí em termos de tecnologia. “Olhar para o futuro nem sempre significa ver o invisível” diz a apresentação da matéria.  A reportagem mostra previsões de inovações tecnológicas para os próximos 10 anos e faz um alerta: “Todas as previsões indicam melhorias consideráveis em relação à atualidade, mas também sugerem mudanças radicais de comportamento”.  É impressionante, uma das dez previsões apresentadas diz que num curto espaço de tempo, a chamada web das coisas (onde tudo se conecta a internet) será massificada, “eletrodomésticos, lâmpadas, portas e janelas entre outros dispositivos, estarão ligados em rede e isso possibilitará controle a distância: mesmo fora de casa será possível programar um aspirador de pó.” Outra previsão é que o quadro negro, utilizado nas escolas, será eletrônico. Com isso, as informações atingem os notebooks dos alunos (fornecidos pela própria escola) via transmissão sem fio. O DVD, para se ter uma ideia, já está ultrapassado e seu sucessor, o blu-ray já está quase também, perdendo espaço para as memórias flashs. Já não se fala mais em Giga (byte), agora a conversa de Tera(byte) pra lá. Ufa!

A reportagem trata ainda de carros megaflex, com uma série de tecnologias ainda mais avançadas que as atuais, chips que poderão ser úteis para o monitoramento de tratamentos de seres humanos mesmo a milhares de quilômetros de distância e até de lentes de contato que transformarão o olho humano em algo semelhante a uma tela de TV: “Por meio de uma conexão sem fio, será possível receber imagens de um computador a uma distância de até 15 a 20 metros, visualizado, por exemplo, interlocutores em conversas via internet”. E tudo deverá estar disponível até o final da próxima década.

Isso tudo quando algumas pessoas (inclusive os autores deste artigo!), ainda encontram dificuldades no manuseio do próprio celular! Até mesmo achar um nome na agenda de telefones, ou operar o controle remoto da TV que ainda está na tecnologia analógica, são tarefas que precisam, no mínimo, de um tutorial do Google. Na verdade, somos de uma geração que nasceu no final da década de 60, o que nos faz quase jurássicos em termos de tecnologia. A primeira transmissão em cores na televisão aconteceu quando tínhamos cinco ou seis anos. A internet, para nós, não tem mais do que dez anos e os telefones celulares mais sofisticados, não ficam muito longe disso.

A geração Z

Na mesma reportagem, está publicada uma entrevista com Andrea Bisker. Ela é Diretora para a América Latina de uma empresa britânica, que trata sobre o impacto das novas tecnologias nas relações pessoais. Segundo Andrea, a geração “Z” (aqueles que nasceram após o ano dois mil, chamados nativos digitais) vive num mundo conectado, mas que causa angústia. “Tudo é muito rápido, e isso pode fazer com que esta geração retome as raízes familiares para encontrar conforto”. Ela diz também que esta geração “Z” não tem paciência para relações: “A independência vem em função de uma sociedade chamada líquida. Também é líquido o amor. Significado, e não dinheiro é a grande mudança.” Andrea Bisker faz, porém, um alerta interessante: “Ideais éticos e ecológicos irão predominar. As empresas já perceberam que essa geração Z vai comprar de quem é sustentável.” Será? Esperemos que sim.

Como catequistas, convivemos com esta geração “Z” já há um bom tempo. O que dá para notar é que os jovens estão sendo educados nas questões ambientais. Falam de reciclagem, efeito estufa, questões climáticas, camada de ozônio e tantos outros assuntos correlatos, com uma desenvoltura fora do comum. A escola tem feito o seu papel e terá que fazer muito mais daqui por diante. A Igreja ainda não encontrou a fórmula para tratar disso de maneira direta e sem rodeios. Questões ambientais quase nunca são abordadas nos conteúdos da catequese e quando são, estão colocadas de forma pouco atrativa.

Por um lado, esta geração “Z” discute abertamente quase tudo que se refere ao meio ambiente, por outro, se mostra consumista ao extremo. São jovens facilmente influenciados pela propaganda e, ao mesmo tempo, preocupados com o meio ambiente. Geram cada vez mais resíduos, descartam com uma rapidez voraz uma série de produtos, mas dão aulas de como reciclar de forma correta os resíduos que são produzidos em suas próprias casas. É uma contradição desafiadora. Observa-se na catequese, que esta geração “Z”, pelo menos nas comunidades urbanas, está num caminho sem volta na relação com as novas tecnologias. A grande maioria sabe manusear um computador desde criança e, com isso, cria uma linguagem própria, se alia em comunidades, busca relacionamentos diferentes numa comunicação quase que instantânea. Já enterramos o Orkut e o MSN; agora e-mails, blogs, estão quase no mesmo caminho; Messenger, twitter, Facebook, Instagram, Myspace... Nem acabamos de listar e, provavelmente, já tem outra rede social, despontando por aí. Os celulares então, estão cada vez mais avançados, hoje, eles dão acesso a internet, tiram fotos, filmam, baixam jogos, músicas, vídeos e podem ser acessados por um comando de voz, se transformando, quase, em extensões do corpo desta garotada. E o Whatsapp? Quem não está nele, está fora do planeta terra!

Mas não nos cabe aqui um aprofundamento em novas tecnologias, até porque, nossa capacidade é um tanto limitada. Nossa intenção é fazer uma relação com a catequese, com o “fazer” dos catequistas, com o linguajar usado, com as técnicas utilizadas nos encontros de catequese e, com a postura que precisamos adotar frente a uma era que, veio para ficar, e está, cada vez mais, influenciando comportamentos e atitudes.

O catequista, a catequese e as inovações tecnológicas

Uma coisa que se pode perceber na catequese, é o “descaso” da maioria dos catequistas e das comunidades-igrejas, com relação a essas novas tecnologias. Quando alertados sobre o nível e o volume de informações que crianças e jovens, trazem hoje, como bagagem para a catequese, muitos evangelizadores acreditam que a “boa e tradicional” catequese dará um jeito nisso. Ignorar que os jovens têm muito mais conhecimento de mundo do que nós é, sem dúvida, um dos motivos para que muitos deles fujam da catequese e, consequentemente, da Igreja. Os catequistas precisam estar “antenados”, saber das novas “modas” e tendências, precisam saber como os jovens se comunicam e como “leem” esse novo mundo.

Claro que uma adesão maciça a essas novas formas de comunicação, não é a solução. Não aprenderemos de uma hora para outra, a fazer “catequese virtual”. Nem é esse o caso. Igualdade, fraternidade, justiça e amor incondicional (que são as mensagens da catequese), podem até ser transmitidas via “online”. Mas a “via” abraço, carinho e olhos nos olhos, não pode ser deixada de lado. Igreja ainda é “comunidade”, laço, pertença, encontro e, sobretudo, relação humana. O que deve se transformar é nossa postura com relação a isso tudo. É a nossa linguagem, a nossa aceitação e entendimento de que esse mundo que está aí é o mesmo, mas, visto de outra forma, na maioria das vezes, por meio de uma tela cada vez com menos polegadas. E não dá para pedir para descer como se fosse trem. Tem que continuar a viagem.

Aliás, o Papa Bento XVI na mensagem que escreveu para a 43ª edição do Dia Mundial das Comunicações, em 2009, já salientava que o desejo de interligação e o instinto de comunicação, que se revelam tão naturais na cultura contemporânea, na verdade, são apenas manifestações modernas daquela propensão fundamental e constante que têm os seres humanos para se ultrapassarem a si mesmos entrando em relação com os outros. Segundo ele, “quando nos abrimos aos outros, damos satisfação às nossas carências mais profundas e tornamo-nos de forma mais plena, humanos”.

A alegação de muitas lideranças pastorais, leigas ou não, para rejeitar ou ignorar essa nova postura que envolve um comportamento diferente em relação às inovações tecnológicas, é que a realidade urbana das grandes cidades é uma (nem todos têm acesso as novas tecnologias) e a realidade rural, das pequenas cidades e das periferias, é outra. O que se esquece é que, mesmo o Brasil sendo um país essencialmente agrícola, 80% da população é urbana (Fundo de População das Nações Unidas – Agência Estado, 2010). Isso faz com que comunidades inteiras, mesmo estando em grandes centros, encontrem-se em estado de grande pobreza e sejam excluídas da sociedade e da “era da informação”. Paralelamente observa-se que muitos jovens das camadas mais pobres possuem celular e que as Lan Houses, estão sempre cheias. A grande maioria das escolas públicas ensina informática aos seus alunos, mesmo as de periferia. O jovem pode não “ter” um computador, mas tem acesso a ele, sem dúvida alguma. Da televisão nem se fala: hoje ela é um “computador”, é só conectar os periféricos.

Então, de que realidade é essa que estamos falando? A maioria esmagadora das nossas crianças e jovens sabem, sim, em que mundo estão vivendo. Muitos dos nossos catequistas é que parecem não saber. E mais, se sou catequista numa comunidade onde as pessoas não tem acesso a esse tipo de informação, é meu dever proporcionar isso a elas. Fazer com que elas continuem alheias a essa nova realidade é trabalhar contra o projeto da catequese. É preciso fazer com que, além de “estarem ‘no’ mundo, elas estejam ‘com’ o mundo” (Paulo Freire, educador). Ao mesmo tempo, nessa conexão entre o novo e o antiquado, é preciso fazer alertas importantes para as nossas crianças e jovens.

Bento XVI, fala ainda em sua mensagem, sobre o perigo de que, com este avanço tecnológico, as relações entre as pessoas se transforme em algo descartável. O sumo pontífice diz que é preciso existir uma harmonia entre ambos: “O conceito de amizade logrou um renovado lançamento no vocabulário das redes sociais digitais que surgiram nos últimos anos. Este conceito é uma das conquistas mais nobres da cultura humana. Nas nossas amizades e através delas crescemos e desenvolvemo-nos como seres humanos. Por isso mesmo, desde sempre a verdadeira amizade foi considerada uma das maiores riquezas de que pode dispor o ser humano”. O Papa pede para que o conceito e as experiências de amizade não sejam banalizadas, que a família e as pessoas que fazem parte de nossa realidade cotidiana, na escola e no trabalho, não sejam deixadas de lado em detrimento a essa nova cultura do online. Diz ainda: “De fato, quando o desejo de ligação virtual se torna obsessivo, a consequência é que a pessoa se isola, interrompendo a interação social real. Isto acaba por perturbar também as formas de repouso, de silêncio e de reflexão necessárias para um desenvolvimento humano saudável”.

Parece cômodo ignorar tudo isso. Acreditar que as mudanças vão demorar a acontecer. Porém, o que se vê, é que a cada dia, novos meios e tecnologias são criadas a serviço do homem. E não podemos esquecer que também estamos “a serviço” deste mesmo homem, como irmãos que somos. E que a tecnologia não é um “fim”. É um meio, uma conexão. Então é preciso que a Catequese e a Igreja como um todo, se preocupem, e muito, com a web das coisas. Os catequistas precisam se “conectar”, caso contrário, perderemos o download (bonde) da história. E esse, não passa de novo. Nem fica disponível para sempre...

(Janeiro 2010, atualizado em 2016).

* Sobre os autores:
Alberto Meneguzzi – Catequista de Crisma e Jornalista em Caxias do Sul - RS
Angela Rocha – Catequista de Crisma em Londrina – Paraná.