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domingo, 18 de novembro de 2018

REDES ANTISSOCIAIS


O quanto as redes sociais nos tornaram antissociais uns com os outros 

O surgimento da internet e sua propagação há até alguns anos despertaram sonhos e esperanças diversos: acabariam as fronteiras e divisões; governos autoritários seriam extintos; haveria uma magnífica construção coletiva do conhecimento em que todos participariam; seriam formadas autoestradas da informação, a sociedade da informação e um novo ser humano. Com o advento das chamadas “redes sociais”, o encantamento, que em grande parte continua, tem sido o mesmo. Supunha-se que criariam vínculos entre diferentes de maneira ilimitada, dentre outras expectativas.

Em parte, essas possibilidades se concretizaram. Inclusive, no Brasil, o pouco de vozes diferentes e independentes da grande mídia de direita, que ao longo da história tem encampado os pontos de vista e interesses dos 5% mais ricos da sociedade, tem tido espaço graças à internet. Mas as sociedades e estudiosos estão atônitos de como as redes digitais tem ido em sentido contrário a tantas das expectativas imaginadas.

A tão festejada primavera árabe tornou-se inverno árabe, colocando governos autoritários no poder. E em todos os lugares discursos de ódio, notícias falsas, agressividade, autoritarismo, preconceitos, racismo, machismo, acirramento de divisões de classes sociais encontraram terreno fértil nas redes digitais. Pessoas se agruparam por meio delas com essas afinidades, outros despertaram ou fortaleceram tendências que tinham latentes e outros são intoxicados ao frequentar e usar tais redes.

As expressões de agressividade não se dão em torno de grandes temas e questões políticas ou ideológicas. Mas é comum que temas os mais diversos e até assuntos banais se tornem motivo para comentários maldosos, grosseiros e agressivos. Há uma espécie de pulsão ou prazer por fazer polêmica em tais ambientes. As reações na rede costumam ser impulsivas, rápidas e desregradas. O teclado está à mão e o monitor ligado. Seu discurso não é dialógico, mas, muito mais monológico. Na sua frente não há olhos a serem encarados sob aprovação ou censura, mas só uma tela. Um ambiente que tem favorecido a projeção do que há de pior nas mentes e sentimentos das pessoas.

Temas falsos são propalados ou fortalecidos rapidamente com muitos comentários, “curtidas” ou compartilhamentos. As ondas de comoção virtuais em grande escala com assuntos falsos no todo ou em parte, verdadeiros tsunamis virtuais, ganharam até nome sugestivo na literatura especializada: “shitstorms” ou tempestades de merda (no mundo político, quem primeiro usou essa expressão foi Angela Merkel). Outro aspecto curioso é que, ao invés das infinitas interações com as diferenças, as pessoas estabelecem suas rotas costumeiras e bem conhecidas nas redes, fazem seus guetos, segmentações e levam para a rede as divisões, estereótipos e preconceitos que têm no mundo físico.

Imaginou-se que a internet e as redes digitais seriam uma apoteose da comunicação e se constata que a comunicação como interação e criação de entendimento está muito frágil. Segundo Dominique Wolton, em É preciso salvar a Comunicação (Paulus, 2006), essa frustação ocorre porque não basta apenas técnica e tecnologia para se comunicar, são necessários os valores humanísticos e democráticos, a capacidade de aceitação, respeito e troca com o diferente.

Essas constatações não simplesmente podem ser vistas como fator de pessimismo, mas alertam para que a humanidade não se esqueça que as técnicas, sem formação e orientação ética, sem humanismo e sem organização social, não fazem por si um mundo melhor e mais justo, nem muito menos o paraíso tecnológico e comunicacional.

Por Jakson F. de Alencar*

* Religioso paulino, jornalista, mestre em Comunicação pela PUC-SP, onde também cursa doutorado na mesma área. Editor da revista Vida Pastoral, tem colaborado com a editora Paulus em diversas áreas de suas publicações. Publicou, pela Paulus, o livro A ditadura continuada, no qual trata das ligações entre os meios de comunicação hegemônicos no Brasil e a política na atualidade.

FONTE:

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

CAÇA- CATEQUISTAS

Estamos sempre precisando de Catequistas em nossas paróquias... E, de preferência, com algumas qualidades.Quais são elas?

Vamos brincar um pouco de CAÇA-PALAVRAS?
E vamos procurar as QUALIDADES do CATEQUISTA!




CELEBRAÇÃO DA LUZ – GÊNESIS E ANTI-GÊNESIS


Celebração de preparação próxima ao sacramento da Confirmação

PREPARAÇÃO:

Material Necessário: Bíblia, velas para cada participante e um menorá ou Círio Pascal. A sala onde se realiza a celebração precisa escurecer completamente. No centro da sala ou um lugar de destaque, coloca-se o menorá ou o Círio. (Ideal que se faça a noite na Igreja)
Para a leitura e comentário, definir um Comentarista, Leitor 1 e Leitor 2. 

Introdução: (Em sala separada): divide-se o grupo em 7 pequenos grupos. Cada grupo corresponde a um dia da Criação. Cada participante, identificando-se com um determinado dia da Criação, tentará vivenciar ao máximo, a “Sua” criação, o seu nascimento e aparecimento no mundo e no universo. Por exemplo, se no primeiro dia Deus criou a terra, os participantes do grupo 01 procurarão fazer parte da maravilha que é ser Céu ou Terra, etc. Do mesmo modo quando for lido o texto do Anti-Gênesis. O dia da criação representarão os dias de nossa história.

Ambientação: A sala deverá estar escura e acessa somente a vela central do menorá (ou Círio), as outras velas vão se acendendo (ou apagando) conforme a leitura do Gênesis ou Anti-Gênesis. Cada participante deverá estar já na sala com uma vela na mão (apagada) e ciente do número do dia.

Comentarista: Iniciemos nossa celebração, manifestando que Deus é comunidade e nos reúne em nome do Pai, do Filho e Do Espírito Santo.

Cada um de nós representa um dia da Criação. Mergulhemos nesta maravilhosa realidade de sermos criados no amor de Deus. Á medida em que forem lidos os dias da criação, as pessoas do Nº do dia mencionado se aproximam do Círio acesso e ascenderão as velas, em sinal de presença do amor e da luz de Deus em sua vida.

Leitor 01: Gn 1,1 a 2,4

Leitura pausada, devagar, fazendo uma parada depois de cada dia da criação, permitindo que as pessoas ascendam as suas velas.

Leitura do Livro de Gênesis:

2 A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas. 3 Disse Deus: haja luz. E houve luz. 4 Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. 5 E Deus chamou à luz dia, e às trevas noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.
(Acende a 1ª vela).

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!

6 E disse Deus: haja um firmamento no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. 7 Fez, pois, Deus o firmamento, e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento. E assim foi. 8 Chamou Deus ao firmamento céu. E foi a tarde e a manhã, o dia segundo. 
(Acende a 2ª vela).

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!

9 E disse Deus: Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça o elemento seco. E assim foi. 10 Chamou Deus ao elemento seco terra, e ao ajuntamento das águas mares. E viu Deus que isso era bom. 11 E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que deem semente, e árvores frutíferas que, segundo as suas espécies, deem fruto que tenha em si a sua semente, sobre a terra. E assim foi. 12 A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo as suas espécies, e árvores que davam fruto que tinha em si a sua semente, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. 13 E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.
(Acende a 3ª vela).

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!

14 E disse Deus: haja luminares no firmamento do céu, para fazerem separação entre o dia e a noite; sejam eles para sinais e para estações, e para dias e anos; 15 e sirvam de luminares no firmamento do céu, para alumiar a terra. E assim foi. 16 Deus, pois, fez os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; fez também as estrelas. 17 E Deus os pôs no firmamento do céu para alumiar a terra, 18 para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom. 19 E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.
(Acende a 4ª vela).

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!

20 E disse Deus: Produzam as águas cardumes de seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do céu. 21 Criou, pois, Deus os monstros marinhos, e todos os seres viventes que se arrastavam, os quais as águas produziram abundantemente segundo as suas espécies; e toda ave que voa, segundo a sua espécie. E viu Deus que isso era bom.
22 Então Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas dos mares; e multipliquem-se as aves sobre a terra. 23 E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.
(Acende a 5ª vela).

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!

24 E disse Deus: Produza a terra seres viventes segundo as suas espécies: animais domésticos, répteis, e animais selvagens segundo as suas espécies. E assim foi. 25 Deus, pois, fez os animais selvagens segundo as suas espécies, e os animais domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. 26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra.
27 Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28 Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra. 29 Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento. 30 E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todo ser vivente que se arrasta sobre a terra, tenho dado todas as ervas verdes como mantimento. E assim foi.31 E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!
(Acende a 6ª vela).

2 Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera. 3 Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera. 4 Eis as origens dos céus e da terra, quando foram criados. No dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus.
(Acende a última vela).

Mantra: Por nós fez maravilhas, louvemos ao Senhor!

(Depois da Leitura, quando todos já tiverem com as suas velas acesas, pedir aos participantes que partilhem o que significou, para eles o dia da Criação que vivenciaram.)

Rito da Escuridão:

Comentarista: O amor de Deus, na criação, é podado e sufocado pelo egoísmo do Homem. É a história do pecado na história dos homens e na nossa história. Vamos agora representar a participação de cada pessoa, na ruptura com o plano de Deus, do mesmo modo que representamos o dia da Criação. Agora tentaremos vivenciar um dia da destruição. Mergulhemos nesta realidade de pecado que destrói e sufoca o amor de Deus. A medida em que forem lidos os dias do anti gênesis, as pessoas do nº do dia mencionado apagarão as suas velas, em sinal de ruptura com Deus e com os outros homens. Serão as trevas do egoísmo entrando na nossa história e na nossa vida. 

Leitura do Texto do Anti-Gênesis;

Leitor 2: O amor de Deus na criação é sufocado por nosso egoísmo. Neste momento, vamos refletir a participação de cada um de nós na ruptura com o plano de Deus. Vamos mergulhar nesta realidade de pecado que destrói e sufoca o amor de Deus, fazendo as trevas do egoísmo entrar em nossas famílias, em nossa vida.

Perto do Fim dos tempos, o homem quis viver só, longe do Deus que o criou. Assumiu-se como absoluto e senhor de toda a terra. A terra era bela e fértil, a luz brilhava nas montanhas e nos mares. A terra estava cheia de vida, o azul do céu resplandecia e o ar era puro. Disse então o homem: Dividamos então o céu e a terra... que alguns homens possuam todo o poder sobre o céu e outros sobre a terra. Que a ganância de possuir mais dê origem a discórdia e lutas fratricidas, e assim o sangue humano seja derramado sobre a terra. E assim foi. Foi a Primeira Noite antes do Fim. (O grupo do 1º dia apaga as velas).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

O Homem disse: Tomemos o céu que ele seja cinzento, cheio de fumaças e gases venenosos e que o ar seja poluído. Lancemos nele foguetes, aviões, “Scuds” e bombas “inteligentes”. E assim se fez. O homem achou que assim era melhor. As pessoas começam a levar mascaras anti-gases. Foi a Segunda Noite, antes do fim. (O grupo do 2º dia apaga as luzes, ou seja, velas).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

O Homem Disse: Que as águas sobre a face da terra se encham de navios de produtos químicos e de lixo das cidades. Que naveguem, nas águas, no fundo dos oceanos, submarinhos atômicos, capazes de poluir e destruir povos sobre a terra. E o homem afirmou: Acabamos com o verde das florestas. Coloquemos no seu lugar plantas que deem mais lucro, prédios que acumulem riquezas e asfalto, para que não nasçam mais plantas. E assim se fez. Os homens ficaram encantados com o “avanço” conquistado. Foi a Terceira Noite antes do Fim. (O grupo do 3º dia apaga suas velas).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

O Homem Disse: Não nos importemos mais com o sol, com as estrelas e que a Luz perca o seu encanto. Façamos nós mesmos os nossos luzeiros, e que sejam coloridos, para que brilhem nas noites de nossas cidades. E que as bombas sejam lançadas ao céu, para fazer o mesmo clarão das noites de tempestade. E assim se fez. O homem abafou o encanto da lua e das estrelas e, no seu lugar, colocou satélites espiões. O homem viu tudo o que tinha feito e ficou orgulhoso de sua façanha. Foi a Quarta noite antes do Fim. (O Grupo do 4º dia apaga sua vela).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

O Homem disse: Tomemos todos os peixes das águas e os animais das florestas. Que a pesca seja permitida em todos os tempos, por esporte, necessidade ou crueldade. Joguemos petróleo e veneno no mar, para que assim os peixes morram envenenados e as praias fiquem malcheirosas e poluídas. E disse ainda mais: criemos um esporte entre os homens, para que possamos matar as aves do céu, e que seja o vencedor aquele que mais aves conseguir matar ou abater. E assim se fez. O homem viu que assim era melhor. Foi a Quinta Noite Antes do Fim. (O Grupo do 5º dia apaga sua vela).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

Disse o Homem: cacemos à vontade, os animais da floresta, façamos tapetes, calçados e roupas com a sua pele. E aqueles que ainda sobrarem, serão trancados, domesticados, sirvam de lazer e experiências de laboratório. E por fim gritou sem pudor: façamos um grande Deus a nossa e semelhança. Que ele abençoe tudo o que nós fizemos, esteja a serviço de nossas ideologias e projetos, sirva de acomodação para homens, tomando várias formas na vida das pessoas. Que cada um possua seu próprio deus, seja o deus do lucro e da ganância, da técnica, do poder ou do prazer. Que estes deuses dominem o homem e o façam cada vez mais egoísta. E assim foi. Foi a Sexta Noite, Antes do Fim. (O Grupo do 6º dia apaga sua vela).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

Na Sétima noite, o homem ficou só, cansado e vazio. Não havia nada sobre a face da terra. Um frio e um tremor o envolveram por toda parte. Só havia, ódio, discórdia e morte. No meio daquela solidão, quase infinita, caiu a peste. Foi o Fim do homem. (O Grupo do 7º dia apaga sua vela) 

Veio então a ventania ensurdecedora, arrastando o nada que havia ficado. Uma escuridão espantosa tomou conta de tudo. Era o caos! (Pausa) ... Depois, muito depois se fez um silêncio encantador, uma brisa suave começava a passar... era o Espírito de Deus pairando novamente sobre a terra!

Silêncio para meditação

Comentarista: Em silêncio, coloquemos nossa vida diante de Deus. É a sua luz que nos conduz, nos guia e nos salva. É a sua luz que nos faz irmãos e nos faz seguir em direção ao Pai. Se nos afastarmos da luz, tudo será trevas. Invoquemos o Espírito santo de deus sobre as nossas necessidades, angústias, sofrimentos e esperanças. Assim como em Pentecostes, o doce Espírito Santo venha sobre nós e encha nossos corações, acendendo neles o fogo do amor, para que seja renovada a nossa vida. Rezemos... Veni Creator Spiritus!  

Vem Espírito Criador
Vinde, Espírito Criador, visitai as almas dos vossos; enchei de graça celestial os corações que criastes!
Sois o Divino Consolador, o dom do Deus Altíssimo, fonte viva, o fogo, a caridade, a unção dos espirituais.
Com os vossos sete dons: sois o dedo da direita de Deus, solene promessa do Pai inspirando nossas palavras.
Acendei a luz nos sentidos; insuflai o amor nos corações, amparai na constante virtude
a nossa carne enfraquecida.
Afastai para longe o inimigo; trazei-nos prontamente a paz, assim guiados por Vós evitaremos todo o mal.
Por Vós explicar-se-á o Pai e conheceremos o Filho; dai-nos crer sempre em Vós,
Espírito do Pai e do Filho.
Glória ao Pai, Senhor, ao Filho que ressuscitou, assim como ao Consolador. Por todos os séculos. Amém.
Enviai, Senhor, o vosso espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/ inunda meu ser/ permanece em nós...

(Em seguida, motiva as pessoas a pedirem perdão, a partir do Anti-Gênesis que vivenciaram. Dá-se um tempo para que cada um possa expressar, orando, o que sente.)

Celebrante: Nosso Deus é um Deus rico em misericórdia e bondade. Ele perdoa os nossos pecados. Escutemos a palavra de Deus.

Leitor 01: Is 9,1-6

Leitura do livro de Isaias

1 Mas, para a que estava aflita não haverá escuridão. Nos primeiros tempos, ele envileceu a terra de Zebulom, e a terra de Naftali; mas nos últimos tempos fará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, a Galileia dos gentios.
2 O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz.
3 Tu multiplicaste este povo, a alegria lhe aumentaste; todos se alegrarão perante ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando se repartem os despojos.
4 Porque tu quebraste o jugo da sua carga e o bordão do seu ombro, que é o cetro do seu opressor, como no dia de Midiã.
5 Porque todo calçado daqueles que andavam no tumulto, e toda capa revolvida em sangue serão queimados, servindo de pasto ao fogo.
6 Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. 
Palavra do Senhor!

(O Celebrante faz comentário sobre a leitura, ressaltando o amor e a misericórdia de Deus).

Comentarista: A morte só se vence com a solidariedade daqueles que são capazes de ser luz e passar a outros a mesma luz.

Canto: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/ inunda meu ser/ permanece em nós...

(Á medida que vão cantando, alguém se aproxima do Círio ou menorá, que ficou acesso, acende a sua vela e vai passando a outros).

Finaliza-se rezando, unidos pelos braços, a oração do Pai Nosso.

Despedida

* Celebração feita por diversas comunidades de várias maneiras. Autoria desconhecida.





quarta-feira, 14 de novembro de 2018

COMO "SEGURAR" NOSSOS JOVENS DEPOIS DA CRISMA?


Uma interessante reflexão sobre a "Evangelização" de crianças e adolescentes

Primeiro, penso que "segurar" não é bem a palavra aqui. A gente pode "amarrar", obrigar, usar a força, fazer chantagem, troca... É isso que muitos pais fazem com a catequese. Fazê-los PERMANECER é que é a questão.

Em segundo lugar, vem a discussão sobre o próprio "lugar" do sacramento da crisma. Será que este lugar é na adolescência? Mas, não é esta a questão que vamos discutir aqui.
Outra coisa é que há exceções. Tem gente que "fica". Olha nós aqui! Poucos, raros catequistas, mas, estão na Igreja de verdade.

Este texto é uma "resposta" a uma catequista do nosso grupo, que pediu que eu falasse do assunto.

Mas, eu simplesmente não tenho uma resposta que possa agradar ou ser nossa "salvação" para todos. Porque, infelizmente, isso acontece porque nossa catequese não está sendo eficaz, ou melhor, não tem "anúncio" nenhum aí, conversão nenhuma. Ou seja, não houve o primeiro passo (Anúncio/conversão + catequese + seguimento = Evangelização) da evangelização. Aí vamos para o segundo (catequese) ensinar conteúdos sobre algo que não é o anseio dos nossos pequenos. É isso: nossa catequese acontece orientada para os "sacramentos" e não pela CONVERSÃO. Precisamos MUDAR isso!

"Passar de uma catequese só orientada para os sacramentos, para uma catequese que introduza aos mistérios de Cristo e à vida eclesial." (Item 14 do DNC, letra G).

Este desafio, com certeza, é "O DESAFIO"! Na verdade, um dos "grandes" na nossa catequese, talvez até o MAIOR de todos.

Isso porque NÓS, os próprios catequistas, ainda não nos conscientizamos que a catequese é INICIAÇÃO! Introdução aos mistérios de Cristo e a vida na IGREJA (eclesial). E todos os anos estamos aqui a reclamar: "Cadê nossos catequizandos, depois que recebem o sacramento da crisma?"

Não é uma crítica, por favor, não entendam como se fosse! Mas, o que mais se faz por aqui, na rede social no final do ano catequético, é publicar foto da Eucaristia e da Crisma, como se fosse uma "vitória", um fim de campeonato, uma "chegada"... e o catequista suspira aliviado "Consegui!”.

Conseguiu o que? Conseguiu uma turma de discípulos missionários de Jesus Cristo (convertidos) ou uma foto bonita para guardar de recordação?

E o grande desafio continua sendo este: pensar a catequese como processo, passagem, meio, cujo fim é a CONVERSÃO e o SEGUIMENTO! Não podemos pensar a catequese como "cursinho" para a "primeira" Eucaristia e a Crisma. Como condenar nossos catequizandos e suas as famílias por assim pensarem, se NÓS pensamos também!

Muitas e muitas vezes a Primeira Eucaristia só vê a "segunda" no dia da Crisma; e o sacramento da Confissão é uma coisa para " na páscoa quem sabe?"; E a Crisma? Este, pensa-se como um sacramento “obrigatório para casar”: “Se não fizer, "não caso na Igreja". Então vamos fazer para poder casar de branco, numa festa linda, lá no futuro, (talvez por isso mais meninas que meninos façam a catequese...). Ou então vamos fazer porque senão minha mãe "surta", ou ainda, vamos fazer porque tem uma pessoa lá esperando para ser minha "madrinha" ou meu "padrinho" há um tempão. Sem nem se dar conta que nem precisa de um "novo" padrinho ou madrinha. Se é “confirmação”, eles são os mesmo do Batismo.

Tem ainda uma outra questão: a “maturidade” ou falta dela, para que nossas crianças abracem um compromisso tão sério.

Já passei por um grande "drama" na catequese de crisma. Uma das minhas catequizandas, no quinto ano da catequese não tinha se "convertido". Fui percebendo que ela nunca ia à missa. Quando perguntei sobre isso, me disse que isso ela não fazia: “Já basta ir aos encontros”, disse ela. Não foi à missa depois que fez a Primeira Eucaristia, nem comungou. E me disse um dia que não sabia se Deus existia mesmo. Que "talvez" a fé em Deus tivesse valor apenas quando "precisamos" desesperadamente de alguma coisa, aí, quem sabe Deus ajude quem está precisando.
Tentei várias vezes conversar com ela para "entender" porque uma criança frequenta a catequese, por cinco anos, sem dar valor algum a missa como celebração e sem acreditar em Deus: "Ah, era as amigas que também iam e chamavam... Ah, a catequese que você faz é legal... Ah, se eu não vir pelo menos à catequese, meu pai vai ter um troço... Não, não vou à missa, não acredito naquilo tudo".

Pedi a ela que fosse conversar com o padre, que falasse de suas dúvidas, confusões, anseios: "Por que? Não acredito nisso de confissão, se Deus existe mesmo, posso falar diretamente com ele".

E isso foi me corroendo: será que essa menina de 13 anos vai receber o sacramento sem acreditar nele? Fui conversar com nosso pároco sobre isso. Juntos chegamos à conclusão de que aquela criança, tão confusa, não tinha porque receber o sacramento da crisma. E ele me pediu para chamar os pais para conversar com ele. E eles foram. Depois desta conversa com a família, novamente ele me chamou lá e conversamos. Ele precisava conversar com essa menina.

Então ele me deu uma "missão": que não seria dele e nem dos pais dizer a minha catequizanda que, se ela não fosse conversar com ele a respeito da sua fé, não poderia receber o sacramento junto com as outras crianças.
E tinha que ser eu, A CATEQUISTA, a ter essa difícil conversa. Antes até que os pais falassem com ela a este respeito. E que ele também não falaria porque nem a conhecia: era MINHA responsabilidade.

E eu tentei gente! Fiquei me debatendo com isso durante 3 meses, insistindo para que ela fosse conversar com o padre, esperando o "milagre" da "conversão" de uma criança de 13 anos. As outras catequistas até me disseram que isso podia ser "frescura" de adolescente, que podia "passar", que já que ela estava ali há cinco anos, porque não deixar que ela se crismasse. Cheguei mesmo a pensar em deixar, que talvez ela voltasse depois da crisma, um dia, como é comum a gente iludir.

Mas, chegou o mês de dezembro e eu tive que dar o “ultimato” a ela. E não foi fácil! Foi uma das coisas mais difíceis que fiz nos meus 10 anos como catequista. E a maneira como ela recebeu e interpretou nossa conversa só veio me provar o quão imatura e despreparada esta menina estava.

Ela ficou absolutamente revoltada! Como se a “culpa” por ela estar ali, naquela situação, fosse nossa (da catequese). Ela se sentiu "traída" por mim por ter contado ao padre, por ter conversado com a mãe, que ninguém precisava saber, etc. E como ela ia explicar às pessoas que estavam "esperando" a crisma dela? Que pessoas eram estas: Os pais, a madrinha, a família... Eu ali era só o “X9” da história.
"E Deus?" A Ele ela achava que não precisava explicar nada. Afinal, estaria recebendo um sinal de algo em que não acreditava.

Nem preciso relatar como esta conversa foi tensa, nervosa, decepcionante mesmo. Dolorida. Só não me senti mais fracassada porque, com muita gentileza, meu pároco me consolou dizendo: "Não cabe a você se sentir fracassada, a evangelização é uma estrada de duas mãos".

Liguei para ela dias depois para convidar para nossa festa de despedida antes do natal: por mim, pelos amigos, pelos momentos bons que passamos. Ela respondeu "Não, pra mim já deu". No dia da festinha, ela foi, mas, só para deixar chocolates para a turma (acho que foi a mãe que insistiu), nem entrou. Nos despedimos lá fora, na porta. E eu desejei a ela que “se encontre” com a fé um dia.

Sobre esta criança - sim, porque aos 13 anos somos crianças ainda, para tomar uma decisão tão séria como essa: seguir Alguém pelo resto de nossas vidas - penso que ela tem tempo para pensar, tem pais católicos que, se viverem de fato a catolicidade, vão ajudá-la e tem a vida que ensina mais do que todos os catequistas do mundo. E que, apesar de "criança" ainda, ela foi muito corajosa em assumir suas dúvidas e sua falta de fé. Ela foi muito mais verdadeira que muitos “católicos” que encontramos na Igreja.

E aí vem o nosso DESAFIO de novo: Quantas e quantas crianças e adolescentes estão ali para receber o SACRAMENTO sem acreditar em nada daquilo? Que nunca falam isso pra nós? Quantos crismados somem da Igreja e depois lembram dela para casar, e depois levar os filhos para uma catequese em que não acreditam também? O que ficou ali, se ficou, foi uma fé superficial e imatura.

Isso só vai acabar quando, REALMENTE, fizermos "CATEQUESE"! Que em sua essência é trazer Deus ao coração das pessoas. Ensiná-las a amar a nossa fé e a nossa Igreja. Que prescinde antes de tudo de um "anúncio", uma "vontade" de conhecer melhor Jesus. E que maturidade tem os adolescentes para receber este “anúncio” de pais e famílias que também não o receberam?

Então, acredito que a resposta para esse desafio é continuarmos nossa missão em busca dos "perdidos e não convertidos", que, em suma, são os adultos e não as crianças. O modelo Catecumenal de catequese é uma proposta, mas, uma proposta ADULTA e não imatura como são as crianças e os jovens.

Mais uma coisa...  Por que continuo catequista de crianças e adolescentes se não acredito que isso é a resposta?

Porque por meio desse "relacionamento" que nossa Igreja prioriza (infelizmente, priorizamos a catequese na infância e não na vida adulta), podemos chegar ao coração dos adultos. Todo esse drama que vivi com minha catequizanda, valeu pelas muitas conversas que tive com a mãe dela, que se tornou uma aliada, uma amiga e uma pessoa bem mais consciente de sua missão como cristã. Muito longe de se revoltar conosco, a família entendeu o processo e os muitos “porquês” da nossa recusa em dar aquele sinal da graça a sua filha.

A quem converti? Muito mais a mim mesma, que passei a dar um valor bem maior ao que faço como catequista. Que não é ensinar "sacramento", ou "crismar" por crismar. Recebe-se o sinal do Espírito Santo e todos os dons na adolescência, como sinal de PERTENÇA e SEGUIMENTO, não é para tirar fotografia.

Ângela Rocha
#CATEQUISTASEMFORMACAO

A PRECE


Um lindo texto para iluminar nossas preces!

Que Deus ouça as preces que lhe dirijo quando estou mansidão e ternura. Quando estou contemplação e respeito. Quando as palavras fluem, sem esforço algum, sem ensaio algum, articuladas e belas, do lugar em mim onde eu e ele nos encontramos e brincamos de roda. Quando nelas incluo as pessoas que têm nome aquelas que desconheço existirem. E os meus amores. E os meus desafetos. E os bichos. E as plantas. E os mares. E as estrelas.

Que Deus ouça as preces que lhe dirijo quando o medo me acompanha sem que a coragem se ausente. Quando as coisas seguem o seu rumo sem que eu me preocupe em demasia com o destino desse movimento. Quando eu me sinto conectada com o amor e reverente à vida. Quando as lágrimas nascem apenas de um alegre e comovido sentimento de gratidão. Quando caminho com a rara confiança que só as crianças que ainda não doem costumam experimentar, já que, infelizmente, algumas começam a doer muito cedo.

Que Deus ouça as preces que lhe dirijo quando sou capaz de pressentir o sol mesmo atravessando uma longa noite escura. Quando posso cruzar desertos com a clara convicção de que a vida não é feita somente deles. Quando consigo olhar para todas as experiências, sem que aquelas que me desconcertam me impeçam de valorizar as que me encantam. Quando as tristezas que repentinamente me encontram não atrapalham a certeza da sua impermanência.

Que Deus ouça as preces que lhe dirijo quando amanheço revigorada e anoiteço tranquila. Quando consigo manter uma relação mais gentil com as lembranças difíceis que, às vezes, ainda me assombram. Quando posso desfrutar do contentamento mesmo sabendo que existem problemas que aguardam eu me entender com eles. Quando não peço nada além de força para prosseguir, por acreditar que, fortalecida, eu posso o que quiser, em Deus.

Mas eu desejo, profundamente, que Deus também ouça as preces que lhe dirijo quando eu não consigo elaborar prece alguma. Quando a dor é tão grande que minha fala não passa de um emaranhado de palavras confusas e desconexas que desenham um troço que nem eu entendo. Quando o medo me paralisa e perturba de tal forma que eu me encolho diante da vida feito um bicho acuado. Quando me enredo nas minhas emoções com tanta confusão que parece que aquele tempo não vai mais passar.

Que Deus ouça também as preces que lhe dirijo quando só consigo chorar e, mesmo depois de já ter chorado muito, tenho a sensação de ainda não ter chorado tudo. Quando me sinto exaurida e me entrego a esse cansaço completamente esquecida dos meus recursos. Há momentos em que a gente parece ignorar tudo o que pode nos ajudar a lidar melhor com os desafios. Há momentos, ainda, em que a gente se confunde sobre o local onde, de verdade, os desafios começam.

Que Deus ouça também as preces que lhe dirijo quando me parece que eu não acredito em mais nada. Quando sou incapaz de ver qualquer coisa além do foco onde coloco a minha dor. Quando não consigo articular meus pensamentos nem entrar em contato com alguma doçura que me faça lembrar das coisas que realmente nos movem. Quando não lhe dirijo nenhuma prece. Nem com palavras. Nem com um sorriso enternecido quando dou de cara com uma flor. Com um pôr-do-sol. Com uma criança. Com uma lua cheia. Com o cheiro do mar. Com o riso bom de um amigo. Que ele me ouça com o seu ouvido amoroso e me acolha no seu coração, porque é exatamente nesses momentos que eu não consigo ouvi-lo em mim.

Ana Jácomo



terça-feira, 13 de novembro de 2018

RECONCILIAR-SE...


SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO
Eu vi algo que me deixou pensativa hoje. Ainda mais nestes tempos em que vivemos a "iniciação à vida cristã" como "método" ou jeito de fazer a catequese; nestes tempos da mistagogia e do "sentir".
O assunto girava em torno da Confissão das crianças próximas da Primeira Eucaristia. E alguém pergunta: “Alguém tem um modelo de exame de consciência bom? ”. Que pergunta estranha! Mesmo para quem olha pelo viés catequético.
Estamos vivendo em tempos de "IVC" e mistagogia orientados pelos documentos da Igreja. Será que tem que existir um "roteiro" para se fazer exame de consciência? Pior que existe! Se você fizer uma “busca” no Google ou perguntar num grupo de catequese, vai ter muitas respostas com roteiros elaborados.
Complicado, né? Deve ser por isso que pouco adulto faz... 
Eu já acompanhei várias turmas até o sacramento da Eucaristia e já trabalhei bastante os conteúdos referentes ao sacramento da Confissão/reconciliação. E, NUNCA soube que tinha roteiro para exame de consciência. Simplesmente porque isso nunca me pareceu necessário. Será que depois de 3 anos de catequese, as crianças ainda não sabem o que é pecar?
No manual que usamos como subsídio (Crescer em Comunhão 3) tem exatas 3 linhas falando o que é o exame de consciência:
"Examinar nossa vida diante de Deus com honestidade, procurando descobrir o que nos afastou do amor de Deus e dos irmãos".
E não é isso? Perguntar a si mesmo se feriu algum dos mandamentos ou se fugiu dos valores que Jesus ensina nos evangelhos. PRONTO! Isso é um exame de consciência.
Mesmo que ensinemos os 5 Passos para o sacramento da reconciliação, o conteúdo não precisa ser tão "teórico" e "formal".
E isso me fez lembrar o pequeno encontro que nosso pároco fez com as crianças antes da confissão no ano passado. Se há um "roteiro", este cabe justinho:
"Muita gente continua vivendo o sacramento da reconciliação como "quem ainda escreve a lápis"...
E ele perguntou se a gente lembrava de quando trocou o lápis pela caneta na escola. Qual foi a sensação?
Era bom escrever a lápis, né?
E que medo de começar a escrever com a caneta!
Por que? Porque quando escrevemos a lápis, sabemos que tem borracha para apagar os erros rapidinho. 
Já a caneta, exige segurança, maturidade. Não se apaga facilmente uma escrita de caneta. No mínimo, a gente acaba mesmo, rasgando a folha ou borrando tudo.
E é assim que muitas pessoas encaram o sacramento da confissão ou reconciliação. Pensam e vivem "escrevendo a lápis", errando e refazendo, às vezes, até os mesmos erros. Afinal, dá para apagar mesmo!
E enquanto não começarmos a "escrever de caneta", tentando fazer tudo certo, nos esforçando para não errar, continuamos a viver uma fé infantil, imatura, achando que precisa ir toda semana ao confessionário...
Se tivermos a maturidade de escrever nossa vida "a caneta", com certeza, vamos errar muito menos!"
Papa Francisco diz a quem quer se confessar:
"Que conselhos daria a um penitente para fazer uma boa confissão? Que pense na verdade da sua vida diante de Deus, o que sente, o que pensa. Que saiba olhar-se com sinceridade a si próprio e ao seu pecado. E que se sinta pecador, que se deixe surpreender, assombrar-se pela misericórdia de Deus."
Por que fazemos tanta "onda" com algo tão maravilhosamente simples como o perdão de Deus?

Ângela Rocha