CONHEÇA!

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

A "PERMANÊNCIA" DOS NOSSOS ADOLESCENTES E JOVENS NA IGREJA, DEPENDE DE QUE?

Fonte: revista da Graça
E não é de hoje que ouço falar nisso como um "problema" quase que geral das nossas comunidades. É certo que a grande maioria dos adolescentes "debanda" da Igreja após o sacramento da Crisma. E isso acontece pelo simples fato de que a evangelização destes, não se completa. E nem poderia estar comleta pelo fato de que eles ainda são muito jovens e não tem maturidade para pensar ou se envolver no "seguimento" que a Igreja pede. Nem mesmo um adulto está preparado para viver o "vem e segue-me", que dirá uma criança!

Mesmo em dioceses onde os bispos colocam a catequese de crisma um pouco mais tarde, aos 15, 16 anos; vemos que a adesão não é completa e muito menos leva a um seguimento 100%. Esporádico e tardio, muitas vezes. Os ovens têm deixado a igreja por uma série de razões: desde entrada na faculdade até falta de conexão com os membros da igreja. A juventude que está fora das portas do templo, costuma ver a igreja como uma reunião de pessoas que obedece cegamente a regras inflexíveis e que ignora as principais discussões da atualidade.

Onde vemos iniciativas bem sucedidas de grupos de jovens e adolescentes, percebemos que, muitas vezes, ela depende de lideranças comprometidas, que se esforçam para que os grupos perseverem. Mas, estas lideranças "crescem", deixam de ser adolescentes e jovens e passam a ser adultos um dia. Se não há uma preocupação para que outros jovens substituam estas lideranças, os grupos "morrem".

Outra coisa que se pode perceber, é que os crismandos que aderem a estes grupos são, na verdade, filhos de famílias que estão na Igreja: ministros, catequistas, agentes de pastoral, paroquianos fiéis. Ou seja, há um suporte familiar e uma certa "tradição" por trás disso. Sem o apoio da família, a cumplicidade de amigos com as mesmas afinidades, os jovens acabam procurando outras atividades mais ao "gosto" do mundo secularizado.

O que não podemos fazer é nos achar "fracassados" se nossos adolescentes simplesmente somem da Igreja. A evangelização não é só "responsabilidade" do catequista. Ela precisa de vários fatores conjuntos: Um anúncio e uma pré-evangelização dada pela família ou grupo onde vivem; um apoio irrestrito de lideranças eclesiais e; a oportunidade de "serviço" para que o seguimento a Cristo aconteça.

Em nossa falácia de "sumiram após o sacramento", muitas vezes não pensamos que para "ficar", é necessário ter um "aonde". E esse lugar, não é em grupos e pastorais que trabalham exclusivamente em seus "quadrados", não é em grupos formados por "panelinhas" sem abertura para o novo, para aquele que chega e nem sempre fez parte da "gangue".

Não considero difícil fazer com que um adolescente permaneça na Igreja. Difícil é fazer dele um adulto "comprometido" com a sua fé, construir nessa pessoa uma fé "madura", que não balance ao sabor de ventos contrários. São estes adultos com "fé madura" que deveriam dar suporte aos nossos adolescentes e jovens.

Ângela Rocha - CATEQUISTA

Graduada em Teologia - PUCPR



sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

RICA - RITUAL DA INICIAÇÃO CRISTÃ DE ADULTOS - CONHEÇA E APRENDA A USAR

 




CELEBRAÇÃO DA ACOLHIDA (INÍCIO DAS ATIVIDADES CATEQUÉTICAS)

Fonte: UOL
SIMBOLOS: A Cruz e a Bíblia

Conforme inspira o RICA, o início das atividades catequéticas (início do ano catequético), pode ser celebrado como uma experiência de profunda recepção e acolhimento dos catequizandos, expressando a alegria e a ação de graças da Igreja com a presença e a participação deles na catequese.

O objetivo é que os novos catequizandos sejam instituídos como Catequizandos, assumindo compromissos diante da Igreja e da Comunidade; e que os catequizandos das demais etapas renovem seus compromissos de catequizandos. A comunidade paroquial deve acolher, incentivar, orientar, apoiar e promover convivência com os catequizandos por meio das diversas atividades das pastorais e movimentos.

É importante que esta celebração seja feita em uma missa, na presença de toda a comunidade e que seja precedida de um encontro com os pais/família dos novos catequizandos.

Aos pais pode-se dar a incumbência da entrega da Palavra (Bíblia) nesta celebração e, portanto, deve ser feita uma catequese com eles para ressaltar a importância desse gesto simbólico de entregar aos filhos como parte fundamental do ensino da nossa fé. Os pais devem ser orientados a adquirir a Bíblia (normalmente a versão usada pela paróquia na catequese) e que estes façam uma bonita dedicatória ao filho. Caso os pais não tenham condições financeiras de adquirir a Bíblia, compete à comunidade o esforço para proporcionar as respectivas doações.

Ressalta-se que: o Roteiro abaixo foi construído de maneira mais simples, com adaptações do RICA e de manuais celebrativos para as comunidades que AINDA NÃO ESTÃO COM O PROCESSO CATECUMENAL em andamento, uma vez que, aquelas que estão, possuem Itinerários próprios para as respectivas celebrações. Estão no roteiro somente os momentos de interação com os catequizandos, as demais etapas da celebração procedem normalmente.

Acolhida:

Os catequizandos e seus pais/responsáveis podem aguardar fora da Igreja ou do local onde será realizada a celebração, possibilitando, assim, uma acolhida significativa. (Previamente devem ser reservados bancos para as famílias e novos catequizandos.

Os momentos sugeridos podem ser adaptados de acordo com a realidade e as possibilidades de cada paróquia, no contexto das celebrações eucarísticas.

- Preparar uma mesinha à frente da nave, com uma bandeja com pequenas cruzes de madeira com cordão para serem entregues aos catequizandos como símbolo de pertença a Cristo.

Acolhida do padre (fora da Igreja):

Após o sinal da cruz, o presidente da celebração pode ressaltar que a Igreja e a comunidade paroquial sentem muita alegria em recebê-los. Pergunta aos catequizandos, provocando respostas:

“- Vocês querem aprender a ser cristãos? ”

“- Vocês querem conhecer Jesus e ser amigos dele? ”

Pode concluir com uma breve catequese, apropriada ás circunstâncias:

“Como vocês já crêem em Cristo, vamos receber vocês com muita alegria na família dos Cristãos para esta caminhada, na catequese vocês vão conhecer melhor Jesus. Vocês vão procurar viver como filhos e filhas de Deus, conforme Cristo nos ensinou e vão amar a Deus de todo coração e também amar uns aos outros como Ele nos amou. ”

Em seguida o presidente se dirige aos pais ou responsáveis, provocando uma resposta:

“Caros pais ou responsáveis, vocês estão dispostos a desempenhar a sua parte nesta caminhada catequética? Sendo exemplo para seus filhos e valorizando a celebração dominical?”

Após a resposta dos pais/responsáveis, o presidente entra na Igreja convidando os pais ou responsáveis a trazerem seus filhos, que podem entrar junto com a procissão de entrada (se não for feita a assinalação da fronte) ou aguardar em fila no corredor central, até que o padre faça a Acolhida da assembleia.

Logo após o Canto Inicial e a acolhida à assembleia o padre explica que hoje é um dia de festa porque a Igreja acolhe os novos catequizandos deste ano catequético e às suas famílias. Em seguida o presidente diz:

“Cristo chamou vocês para serem seus amigos, lembrem-se sempre dele e sejam fiéis em segui-Lo. Para isso vou marcar vocês com o sinal da crus de Cristo, que é o sinal dos cristãos. Este sinal vai fazer com que se lembrem de Cristo e de seu amor por vocês. Vocês vão receber também uma pequena crus das mãos da sua (seu) catequista. ”

O presidente faz o sinal da cruz na fronte dos catequizandos e convida os pais a também fazê-lo. Ao lado o (s) catequista (s) colocam uma pequena cruz de madeira com cordão no pescoço dos catequizandos e instrui estes a se dirigirem aos seus lugares (que estarão reservados).

Procede-se a Celebração normalmente até a Entrada solene da Palavra.

Entrada da Palavra

Comentarista (ou o padre):

“Assim como recebemos solenemente a Palavra de Deus para ser lida e rezada, vocês também, novos catequizandos receberão das mãos dos seus pais, a Bíblia, que contem a História da Salvação e todos os ensinamentos de Jesus para que vocês se tornem verdadeiros cristãos. Enquanto recebemos a Palavra de Deus com o canto, os pais podem entregar aos seus filhos a Bíblia, com um forte abraço e o desejo que de esta seja a luz que os conduzirá na catequese e pela vida afora.”

Logo após as leituras e homilia, recomenda-se um momento de silêncio, convidando os catequizandos a rezar em seus corações.

Oração dos fiéis

Que as orações dos fiéis sejam adequadas ao tema e momento. Vários catequistas podem fazer as preces, pode-se incluir preces de acordo com a realidade e a caminhada da comunidade paroquial.

Sugestões:
  • Que se aumente a cada dia o desejo de viver com Jesus;
  • Que eles sejam felizes na Igreja;
  • Que perseverem em sua preparação;
  • Que os catequistas sejam iluminados pelo Espírito Santo para conduzir seus catequizandos;
  • Que se afaste de seus corações o medo e o desânimo;
  • Que todos tenham a alegria de receber os sacramentos;
  • Pela catequese da paróquia.
Ritos Finais

No momento mais adequado (pode ser na Ação de Graças), sugere-se que um catequizando de cada etapa, leiam juntos os “Compromissos dos catequizandos”, diante de Deus, da Igreja e da Comunidade. A seguir, um casal, representando os pais, leiam os “Compromissos do Pais” como os primeiros educadores da fé, ressaltando a importância da família na caminhada catequética dos filhos. E ainda, um catequista pode declarar os “Compromissos do catequista”, diante dos catequizandos, de suas famílias e da comunidade paroquial. Podem citar, por exemplo, a importância da participação em todos os momentos promovidos pela catequese e pela comunidade paroquial, missas dominicais. Os compromissos podem ser elaborados pela comunidade.

Despedida

Quem preside, depois de citar a alegria da recepção dos novos catequizandos e convidá-los a viver de acordo com o que ouviram, envia-os com uma bênção a todos os catequizandos de todas as etapas.

Após a Celebração é interessante promover um momento de confraternização e partilha com catequizandos, pais/responsáveis, catequistas, padres, lideranças, etc.

OUTRAS SUGESTÕES:

- Pode-se promover um momento de Consagração da catequese a Nossa Senhora, com a Oração de Consagração a ela.

Fonte: Apostila “Ritos e celebrações na catequese”, pg. 11-14.






terça-feira, 23 de janeiro de 2024

A INICIÇÃO CRISTÃ NA PARÓQUIA: ORIENTAÇÕES PARA A CATEQUESE

 

 

MATERIAL DE APOIO AO CATEQUISTA:

A INICIAÇÃO A VIDA CRISTÃ NA PARÓQUIA

TUDO QUE O CATEQUISTA PRECISA SABER PARA USAR A METODOLOGIA CATECUMENAL NA PARÓQUIA!
Orientações, planejamento, roteiro temático, celebrações...
Arquivo em PDF, 46 páginas! 
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Valor: R$ 20,00
Contato Whats: (41) 99747-0348 - Ângela Rocha

 

Liane Seben  Material maravilhoso, Angela! É visível o amor e o carinho dedicados neste material!❤️ 

sábado, 9 de dezembro de 2023

ANDAR NA CONTRAMÃO - Mc 1, 1-8

Frei Carlos Mesters dizia que pertencer ao Reino de Deus, para a Comunidade de Marcos, era viver na contramão. À luz dessa compreensão vamos caminhar com este texto.

1. Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus

Andar na contramão é trazer a boa notícia de que o povo de Deus não é composto dos judeus ricos, mas de todo pobre, de qualquer lugar, que reconhece que o Filho de Deus é Jesus de Nazareth e não o imperador de Roma.

2. Como está escrito nos profetas: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. 3 Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.

Andar na contramão era ler as Escrituras de modo diferente dos doutores da Lei, Deus falava pela boca de João Batista e não pelos rabinos fariseus.

3. Apareceu João batizando no deserto, e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados. 5. E toda a província da Judeia e os de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram batizados por João. 6. E João andava vestido de pelos de camelo, e com um cinto de couro em redor de seus lombos, e comia gafanhotos e mel silvestre.

Quando o tempo chega, as multidões são capazes de correr o mundo para refrescar a alma. Andar na contramão é não fazer nenhuma concessão. João Batista não vestia roupas finas e se alimentava de gafanhotos e mel. Não participava dos banquetes dos opressores, em que o prato principal era a cabeça dos profetas. Pela boca de João Deus gritava no deserto que chegou o momento do juízo. A foice de Deus derrubava a maldade pela raiz e queimava a terra para que não sobrasse nenhum broto. Mas as águas sagradas do Jordão poderiam lavar os pecados de quem estivesse disposto a mudar de vida.

4. E pregava, dizendo: após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das suas alparcas. 8. Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.

Andar na contramão é denunciar e anunciar que o tempo dos pobres chegou. A melhor notícia é a de que Jesus foi trazido pela Brisa Santa para fazer a escuridão virar dia, a doença virar saúde, a tristeza virar alegria. Jesus inventa um novo batismo. O antigo lavava o corpo. O novo, o da Brisa Santa, lava a alma para que chegue o tempo do amor.

Marcos Monteiro
Recife, 02 de dezembro de 2023.
CEBI.ORG

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

CATEQUESE CRISMAL - GRUPO DE ESTUDO

 

ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA FORMAÇÃO:

CATEQUESE CRISMAL

GRUPO DE ESTUDO 

(Online via grupo Catequistas em Formação)


 De 15 A 26 JANEIRO de 2024


Inscreva-se pelo link:

https://forms.gle/ZqP67AEU8dGU7Bbf7

Tudo o que você precisa para ser um bom catequista de crisma:

ü O perfil do adolescente

ü Catequese e internet

ü Roteiros temáticos

ü Família e comunidade

ü Padrinhos e Madrinhas

 Taxa de inscrição: R$ 30,00 - com apostila ao final

*Mais informações whats (41) 99747-0348 (Ângela Rocha)

 

 

 




segunda-feira, 27 de novembro de 2023

TEMPO DA PURIFICAÇÃO E ILUMINAÇÃO: CATECUMENATO DE ADULTOS

 

Imagem: Google/Catequistasem Formação

Chegamos ao Tempo da Iluminação e Puriticação, no Catecumenato de Adultos em nossa paróquia. 

Para lembrar: O tempo da Purificação e Iluminação dos catecúmenos acontece normalmente na QUARESMA. A realização dos sacramentos é no sábado da Vigília Pascal ou, não sendo possível, realiza-se nas 2 primeiras semanas do Tempo Pascal. É um tempo voltado para preparação espiritual, não é um tempo de conteúdos catequéticos. percebam que eu disse "normalmente", mas, como estamos em uma paróquia onde a catequese de modo geral não se aplica ao"normal", transferimos este tempo para o final do ano civil (Que não deveria reger a catequese catecumenal de jeito nehum, mas, normalmente somos "vencidos" pelas regras e opiniões de quem não entende nada de catecumenato. Enfim, fazemos o que podemos. 

Nessa etapa, o primeiro Rito que fazemos é a “Eleição” dos candidato aos sacramentos. Um Rito que aocntece durante a missa com a comunidade.  Denomina-se “eleição” porque a Igreja admite o catecúmeno/catequizando, baseada na eleição de Deus, em cujo nome ela age. Chama-se, também “inscrição dos nomes” porque os candidatos, inscrevem seus nomes no registro dos eleitos (ou Livro dos eleitos).

Mas, seja em que período do ano for, cabe sempre algumas adaptações dos roteiros contidos no RICA - Ritual da Iniciação de Adultos. Seja por se realizarem fora da quaresma, seja porque as lideranças e párocos ainda não tem consciência da importância do processo catecumenal seguir os ritos propostos pelo Ritual.

O Rito que fecha o período do catecumenato (catequeses) e marca o Início do Tempo da Purificação e Iluminação, é o Rito da Eleição ou Inscrição do nome. A celebração do Rito deve acontecer oo Primeiro domingo da Quaresma. Os padrinhos acompanham os catecúmenos que agora serão denominados eleitos. A paróquia deve ter um "Livro dos eleitos", onde se faz a inscrição dos nomes durante a celebração. Este "livro" é guardado na paróquia para que todos os anos se faça a inscrição de novos eleitos. 


Nesse tempo há uma intensa preparação espiritual, mais relacionada à vida interior que à catequese, procurando purificar os corações e espíritos pelo exame de consciência e pela penitência, e iluminá-los por um conhecimento mais profundo de Cristo. Serve-se para isso de vários ritos, sobretudo dos escrutínios e das entregas.

Escrutínios: são rituais que se realizam por meio de exorcismos (orações e bênçãos), e são de caráter espiritual. O que se procura por meio deles é purificar os espíritos e os corações, fortalecer contra as tentações, orientar os propósitos e estimular as vontades, para que os catecúmenos ou catequizandos se unam a Cristo e reavivem seu desejo de amar a Deus (RICA 154 a 159). São três no total. Os escrutínios acontecem durante a celebração da missa com a comunidade, que é celebrada como de costume até a homilia. Após esta, os eleitos se ajoelham ou inclinarem-se para a oração e os padrinhos e toda comunidade é convida a rezar alguns instante em silêncio por eles. Os padrinhos colocam a mão direita sobre o ombro dos eleitos, e é proferida as preces pelos eleitos, utilizando uma das fórmulas propostas pelo RICA (nº 163 ou 378). Concluídas as preces, o padre recita a oração de exorcismo sobre os eleitos (RICA, nº 164 ou 379) e a missa prossegue como de costume.

A palavra "Exorcismo" exerce um certo fascínio pelas pessoas em geral. Isso porque a mídia tem dado uma conotação um tanto exagerada. Os exorcismos são orações que fortalecem o candidato na luta contra o mal. Inclui o gesto da imposição de mãos. Não é expulsão de um espírito demoníaco e sim um momento forte de bênção. 

Os Três escrutínios são feitos, com as leituras do Ciclo A, nesta sequencia: 
3º. Domingo: A Samaritana (Jo 4,5-42) - Fonte da água viva.
4º. Domingo: O Cego de nascença (Jo 9,1-41) - Deixar as trevas, acolher a luz.
5º. Domingo: Ressurreição de Lázaro (Jo 11,1-45) - Participar da ressurreição.

Além dos escrutínios a Quaresma prevê um Retiro espiritual, que pode ser adequado aos dias de semana ou ao 2º domingo. Outros Ritos, incluindo o Rito do Éfeta, podem se feitos no Sábado Santo pela manhã: redição do Símbolo, Unção com o óleo.

As celebrações dos Sacramentos da Iniciação Cristã são feitas no Sábado Santo (Vigília Pascal).  Para os que serão batizados, receberão todos os sacramentos. O padre os confirma. Os demais poderão receber os sacramentos que faltam para a iniciação. Para confirmar estes, deve-se ter autorização do bispo.  Quanto aqueles que participaram do catecumenato para aprofundamento da fé e já possuem todos os sacramentos, apenas acompanham as celebrações. Vale uma menção do padre nas celebrações.

E assim fecha-se o 3º Tempo do catecumenato - Purificação e Iluminação, e abre-se o Tempo da Mistagogia. Infelizmente percebemos que poucas paróquias utilizam-se deste tempo, que acontece duranto todo o Tempo Pascal, encerrando-se em Pentecostes. Mas, sobre o tempo da Mistagogia, falamos numa outra hora.



Ângela Rocha - Catequista, graduada em Teologia - PUCPR.                                     Catequistas em Formação.

* Estas e outras orientações com roteiros das celebrações encontram em nossa Apostila: CATECUMENATO DE ADULTOS, que pode ser adquirida entrando em contato pelo Whats: (41) 99747-0348.




terça-feira, 21 de novembro de 2023

CATEQUESE COM ADULTOS (CATECUMENATO)

 

Imagem: Ângela Rocha

Vamos navegar por águas mais profundas! Nada de ficar no raso!

Eu observo que há até, uma certa "disputa" entre coordenadores de catequese infantil e de adultos em algumas paróquias. E as pastorais caminham completamente separadas!

Em muitos lugares (mais do que deveria!), algumas lideranças acham que a catequese de adultos não é para os catequistas! Que estes só sabem lidar com criança!

E colocam agentes de diversas pastorais para ler o Catecismo da Igreja Católica  e pronto!

Gente, "restaure-se o Catecumenato de Adultos" é uma exigência da Igreja desde o Concílio Vaticano II!

Catequese se faz diferente! É preciso alertar o pároco sobre a catequese de adultos. É exigência da Igreja que se faça o Catecumenato (SC 14). No entanto, se a (Arqui)Diocese de vocês não orientar, as coisas não mudam.


Ângela Rocha





terça-feira, 14 de novembro de 2023

O LEITOR EM TEMPOS DE REDES SOCIAIS

Imagem: Freepick

E o leitor? O que fazer com ele? O que fizemos dele? 

Este personagem parece que anda desaparecido. Na verdade, se considerarmos o celular como "leitura", mais do que nunca todas as pessoas leem. Mas, que tipo de leitura? Será que as pessoas conseguem ler de verdade, textos reflexivos, por exemplo? Ah, sabemos que é difícil. Pelos resultados dos vestibulares e ENEM, sabemos bem que a situação do "leitor" está complicada. Mal e mal consegue passar da superfície. Não consegue reelaborar o que leu e muito menos discutir com pertinência o que lhe foi oferecido. 

Vira e mexe, aqui mesmo, ocorrem os ataques de leitores que leem com armas em riste, como se toda argumentação explicitada fosse uma cruzada pessoal contra sabe-se lá o quê. O texto só tem validade se corroborar as opiniões dele, leitor. 

Têm leitores que veem no posicionamento do escritor um mero "falar mal" direcionado ou um "denegrir" gratuito. Leitores que não sabem sequer o contexto do que leem e a articulação disso com o que mais ocorre, inclusive com eles. Não sabem, por outro lado, se aproximar, conversar, trocar ideias, abordar um escritor (que, bem ou mal, conquistou este espaço) ou aproveitar o ensejo para colaborar de forma inteligente. Essas confusões são típicas de quem confunde autor com narrador, ator com personagem, de quem bate no ator na rua porque ele fez papel de machão na novela das oito.

A enome máquina da tecnologia de comunicação nos proporcionou conhecimentos infinitos, espaços antes inalcansável e tempo sem contar as horas do relógio. E o que o leitor faz com isso? Nada. Se a escrita tiver mais que três linhas, é cansativo demais e não vale a pena. 

Quando foi que você leu um livro pela última vez? E que teor ele tinha? Conversou com alguém a respeito? Quando foi que você participou de uma reunião em que as pessoas discutem aspectos de uma ideia? Quando foi que escreveu algo provocado pelo que lia? E sua abordagem foi interessante? Iniciou um diálogo inteligente com alguém? 

Tomara que sim. E tomara que aumentem as oportunidades que temos de escrever, principalmente de escrever textos que merecem ser lidos e discutidos. A recompensa do texto é ele encontrar leitores. A graça do autor é saber uma resposta bem-disposta à provocação escrita e, quem sabe, conhecer outros leitores capazes da autoria. 

Ângela Rocha

(Adaptação de um texto do Rider's Digest. Lembra dele?)



sábado, 11 de novembro de 2023

A SANTISSIMA TRINDADE E A AGUA EM SUAS DIFERENTES FORMAS


Uma catequista me perguntou se eu já tinha visto esta comparação... A Trindade Santa e a água. Aí fui ao nosso inestimável Google procurar... E achei MUIIIIITA coisa... rsrsrsr... Inclusive comparações químicas, com moléculas, H2O e tudo mais... Mas o texto que mais gostei, e achei simples, foi o do blog da Catequese de Redunfinho em Portugal, que adapto aqui para vocês:

É normal que nós nos questionemos sobre o grande mistério que é a Santíssima Trindade. São muitas as questões que nos surgem e para as quais não encontramos respostas. Imagine então como é explicar para as crianças algo que nem nós, entendemos direito.

Entretanto, existe algo que entendemos, não o mistério no seu todo, porque assim deixaria de ser mistério, mas entendemos a ligação das três Pessoas, que é o Deus Pai, o Deus Filho e o Deus Espírito Santo. Agora como explicar isto aos nossos catequizandos?

Primeiro vamos lembrar uma história sobre Santo Agostinho, que se debateu muito sobre este mistério, que é a seguinte:

Certo dia Santo Agostinho estava caminhando pela praia. Nessa caminhada fazia a sua meditação e nesse altura procurava entender o mistério da Santíssima Trindade. Foi quando se deparou com uma criança brincando na areia. Ao observá-la melhor, se dá conta que aquela criança tinha feito um buraco na areia. O mais intrigante de tudo é que a criança caminhava para a água, enchia as suas pequeninas mãozinhas e em seguida dirigia-se para o tal buraco e lá colocava a pouca água que conseguia segurar. Santo Agostinho aproxima-se e pergunta:
- O que você está fazendo?
- Estou colocando a água do mar neste buraco que fiz - responde a criança.
- Mas isso é impossível! - diz Santo Agostinho.
E a criança responde prontamente:
- É mais fácil eu colocar a água do mar neste buraco do que você entender o mistério da Santíssima Trindade. - E o pequeno anjo desapareceu...

Ao lermos esta história ficamos com a ideia do mistério envolvente. É de fato um mistério muito grandioso, mas podemos simplificar. 

Quando nós, cristãos, falamos sobre a Trindade estamos afirmando que o Deus que encontramos através da Revelação é um Deus único, mas ao mesmo tempo Trino. Ou podemos dizer de uma outra forma: há um só Deus em três pessoas que é o Pai, Filho e Espírito Santo. Há uma só natureza, mas existem três pessoas. A essas três Pessoas são identificadas ações próprias, mas é necessário lembrar que quando uma das três Pessoas age, Deus está agindo por inteiro. Assim chamamos o Deus Pai de Criador, o Deus Filho de Redentor e o Deus Espírito Santo de Santificador.

Existe ainda uma comparação simples que se pode fazer, numa linguagem mais comum, que nos ajuda a entender melhor. Nessa explicação vamos comparar a Santíssima Trindade à água:

Quando a água está no estado liquido, no estado sólido (gelo) e no estado gasoso (vapor), ela está em estados diferentes? Sim.
Mas ela deixou de ser água? Não.
Assim também é a Trindade. Deus Pai está longe das nossas mãos, não podemos abracá-Lo, mas, é fluído como o líquido; Jesus é o Verbo do Pai que se encarnou, é sólido, humano como nós; e o Espírito Santo é a brisa suave, produto do amor do Pai e do Filho.

Viram que coisa simples e bonita?
E dá para usar água benta no encontro...
E dá para usar picolés...
E dá para ferver água... Opa! Essa parte, sei não... rsrsrsr...
Fica pela criatividade de vocês.

Ângela Rocha
Catequista
Graduada em teologia pela PUCPR