quarta-feira, 27 de abril de 2016

RESPONSABILIDADES DA CATEQUESE NAS DIOCESES (ARQUIDIOCESES)

Você sabe a quem cabe determinar que itinerário utilizar na catequese? Que subsídios utilizar? Quais temas/roteiros devem ser usados? Quanto tempo deve durar a catequese? Quais as idades para a catequese de crianças, jovens e adultos?


Isso é responsabilidade das DIOCESES ou ARQUIDIOCESES, na pessoa do BISPO DIOCESANO e da Comissão (Arqui)Diocesana de Catequese, estabelecida para este fim!

SAIBA MAIS:

No capítulo OITAVO do DNC - LUGARES E ORGANIZAÇÃO DA CATEQUESE, encontramos o item 327 que faz parte do nº 2 do capítulo, que disciplina o ministério da Coordenação e a organização da catequese.

Aqui, neste item encontramos as responsabilidades desta organização em nível diocesano, a saber:

(...)
327. A organização da catequese na diocese tem como ponto de referência o bispo e sua equipe de coordenação. A COORDENAÇÃO DIOCESANA DA CATEQUESE, formada por uma equipe (bispo, padres, diáconos, religiosos e catequistas), assume TAREFAS FUNDAMENTAIS, como:

a)  buscar uma visão clara da realidade geográfica, histórica, cultural, socioeconômica e política da diocese;
b)  perceber os desafios, as ameaças e as oportunidades com relação à prática catequética;
c)  elaborar um planejamento com objetivos claros, ações concretas, integrado com a pastoral da diocese;

d)  estabelecer os itinerários e a modalidade da catequese segundo a pedagogia catecumenal para as diversas idades, especialmente para adultos, tanto batizados como não-batizados;

e)  discernir sobre a idade, duração das etapas, celebrações e outros elementos necessários para o bom andamento da catequese;

f)  elaborar ou indicar para toda a diocese instrumentos necessários para a educação da fé de seus membros, como: textos, manuais, subsídios, programas para diferentes idades;

g)  promover uma aprimorada formação dos catequistas, sobretudo das coordenações paroquiais, envolvendo-os em jornadas, reuniões, escolas catequéticas, retiros, momentos de oração e de confraternização;

h)  apoiar as coordenações paroquiais em suas iniciativas, dando-lhes sustento através de reuniões, subsídios, jornais catequéticos, revistas;

i)  criar e organizar escolas catequéticas diocesanas com programas e conteúdos adequados à realidade, com maior atenção à formação bíblica, litúrgica e metodológica;
j)  prover fonte de recursos e uma sustentação econômica para o projeto catequético diocesano;
k)  integrar a catequese com a liturgia, os ministérios, as pastorais e ações prioritárias assumidas;
l)  efetivar os compromissos assumidos em nível nacional e aprovados pela CNBB, entre eles a elaboração ou renovação do Diretório Diocesano de Catequese;
m)  ler, estudar e aprofundar documentos elaborados em nível nacional, latino-americano e da Sé Apostólica, e colocá-los em prática com os catequistas;
n)  participar com responsabilidade das reuniões efetivadas em nível regional;
o)  utilizar os meios de comunicação e a internet para possibilitar um intercâmbio e maior aprofundamento;
p)  detectar os “novos areópagos” (espaços) da catequese no âmbito da diocese.

São quinze itens elencados, todos da maior importância, para o bom andamento do processo catequético nas Igrejas particulares (dioceses). No entanto, a que ser observar e destacar os itens D, E, F, que disciplinam sobre ITINERÁRIOS (temas), PEDAGOGIA CATECUMENAL, IDADE e indicação de LIVROS, SUBSÍDIOS para a catequese. Já os itens G e H, disciplinam a FORMAÇÃO de CATEQUISTAS e COORDENAÇÕES.

Portanto, NÃO CABE A NENHUM CATEQUISTA EM PARTICULAR, ou qualquer coordenação paroquial, DECIDIR sobre qual ITINERÁRIO adotar, ou seja, quais TEMAS abordar, qual o TEMPO necessário para a catequese, que MODALIDADE de catequese utilizar e quais DIMENSÕES atingir com a catequese. A catequese existe para conduzir o processo de iniciação à fé, para levar à espiritualidade e à vida cristã, promovendo a integração do catequizando com a comunidade e a experiência enriquecedora dos sacramentos, sinais marcantes na caminhada dos discípulos de Jesus.

Lembrando também que a catequese, por ser educação orgânica e sistemática da fé, se concentra naquilo que é comum para todo cristão, educa para a vida de comunidade, celebra e testemunha o compromisso com Jesus. Ela exerce, portanto, ao mesmo tempo, as tarefas de iniciação, educação e instrução (conforme DGC 68). É um processo de educação gradual e progressivo, respeitando os ritmos de crescimento de cada um.

Todas estas informações estarão concentradas nos DIRETÓRIOS ou ORIENTAÇÕES DIOCESANAS. Existe, ou deve existir, uma Comissão em cada diocese, constituída para este fim. Informe-se!



FONTES:
Diretório Nacional de Catequese.
Documento da CNBB – 84. item 327, pg 184 – Brasília: Edições CNBB, 2006.
Disponível em: http://www.cnbb.org.br/publicacoes-2/documentos-cnbb







Diretório Geral para a Catequese (Santa Sé).
Congregação para o clero. Disponível em:
http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cclergy/documents/rc_con_ccatheduc_doc_17041998_directory-for-catechesis_po.html

Iniciação à Vida Cristã: Um Processo de Inspiração Catecumenal.
Estudo da CNBB – 97.
DNC – Diretório nacional de catequese,


sábado, 23 de abril de 2016

HOMILIA DO 5º DOMINGO DA PÁSCOA - ANO C





“Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros assim como eu vos amei.” Jo 13, 34
Jesus pronunciou estas palavras ao final da última ceia e seguramente os discípulos não a haviam entendido em sua profundidade. Eles ainda não sabiam nada sobre o mistério da cruz. Não podiam imaginar até que ponto Jesus estava disposto a amá-los.

Escutando aquelas palavras, naquela noite de festa, no banquete de Páscoa, acredito que haviam dito: faremos isso muito bem! Amaremos como nos amou. Haviam recordado os momentos bonitos que haviam vivido juntos naqueles anos. Ou ainda, pensavam que também eles deveriam fazer alguma festa para seus amigos, que deveriam convidá-los para partilhar de suas alegrias... Quando naquela mesma noite Jesus foi preso pelos soldados, os discípulos foram tomados pelo medo e pelo pânico e todos fugiram... E Jesus até os ajudou a fugir... Se é a mim que quereis, deixem que eles se vão. Ali apenas começava a grande prova de amor que Jesus queria lhes dar... Jesus estava disposto a dar sua vida por seus amigos. Estava disposto a permitir que o torturassem... Estava disposto a levar a cruz em seus ombros... Estava disposto a ser escravo em uma cruz... Estava disposto a perdoar a todos os que o haviam feito mal... Estava disposto a dar até o seu espírito... Estava disposto a deixar que abrissem seu coração com uma lança. Estava disposto a entregar até a sua última gota de sangue... E tudo isso para dizer que seu amor era assim, capaz de não pensar em si mesmo, e se dar completamente, capaz de amar até o fim, até se anular completamente.

Os discípulos, ainda que tenham fugido, souberam de tudo o que havia acontecido. Mas naqueles dias estavam com tanto medo, tão transtornados que seguramente nem conseguiam pensar direito nos acontecimentos da cruz... É somente quando se encontram com Cristo ressuscitado uma, duas, três e muitas vezes, que lentamente vão perdendo o medo, e começam a recordar, refletir e entender muitas daquelas palavras que Jesus lhes havia dito antes. A ressurreição de Cristo enchia de luz cada uma de suas palavras ditas anteriormente. Agora eles podiam compreender o que antes parecia um enigma. Agora eles podiam entender o novo mandamento. O mandamento antigo era: Ama teu próximo como a ti mesmo! Este era já um mandamento bastante exigente, pois cada um acredita que tem mais direito que os demais. Nosso egoísmo nos faz muito generosos conosco mesmos e muito exigentes com os demais. Mas, do mesmo modo o critério do amor neste caso, ao final, sou sempre eu. Agora Jesus lhes havia dito: meus discípulos devem assumir um novo critério para o amor. Eu vos dou um mandamento novo: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Agora o critério não é mais: devo amar aos demais tanto quanto me amo. O critério agora é Jesus Cristo, devo amar como ele me amou, isto é, até o estremo, dando minha vida por meus amigos.

Quem ama aos demais como ama a si mesmo, já faz uma grande coisa, mas não será capaz de dar a vida, de aceitar até uma injustiça, não será capaz de se sacrificar pelos outros, pois o critério será sempre o amar a si mesmo... Mas quando o critério é Jesus Cristo, o amor se transforma em algo muito mais exigente.

Que Cristo ressuscitado nos de a graça do Espírito Santo, e que ele nos ensine a amar como Ele nos amou...
 
O Senhor te abençoe e te guarde
O Senhor te faça brilhar o seu rosto e tenha misericordia de ti.
O Senhor volva seu olhar carinhoso e te de a PAZ.
Frei Mariosvaldo Florentino, Capuchinho.

DEUS ESTÁ NO TEMPO COMUM...


Deus está no tempo comum...
Opa, opa! Mas, ainda estamos no Tempo Pascal! Como pode ser?

Deus não está à minha espera num lugar que eu não habito. Deus não me chama para encontrá-lo onde eu não sei onde fica. Precisamos de uma Mística do Quotidiano, o Deus do Tempo Comum, o Tempo Comum de Deus, o Tempo de um Deus Comum. É na realidade da minha vida que Deus está comigo. 

Esse “eu” ideal que você tem na cabeça não está mais perto de Deus do que esse “eu” concreto que você é! Deus te ama, a você!!! Deus não ama um “eu” ideal, porque Deus não ama o que não existe! Deus não ama uma projeção sua, um ideal seu, um superego. Mas a você. Nenhum ideal é filho de Deus. Só pecadores como você e eu. 

É no dia-a-dia concreto da sua vida que Deus te chama. É essa sua vida concreta que é a sua vida espiritual! Deus não vem bater numa porta que você não tem… É à sua porta, concreta, no concreto em que você habita, que Deus está à espera. 


Pe. Rui Santiago - CER

sexta-feira, 22 de abril de 2016

DINÂMICA DOS 30 SEGUNDOS: ASSERTIVIDADE


A Assertividade é a habilidade social de fazer afirmação dos próprios direitos e expressar pensamentos, sentimentos e crenças de maneira direta, clara, honesta e apropriada ao contexto, de modo a não violar o direito das outras pessoas.

Ao longo da nossa experiência do “fazer catequese”, muitas vezes nos deparamos com o que chamamos de turmas “inquietas” onde, normalmente é difícil estabelecer a calma para que possamos falar ou até mesmo fazer uma oração. As crianças e jovens de hoje estão cada vez mais “participantes” do mundo e não querem saber de “escutar” o outro. Querem falar e manifestar suas opiniões... e quase todos ao mesmo tempo!

Nossos pais e avós até chamariam isso de “falta de educação” ou “falta de respeito aos mais velhos”, afinal, viemos de uma geração onde crianças e adolescentes, nem sequer escutavam a conversa dos adultos, que dirá participarem. Mas, o mundo mudou e a nova geração está aí com concepções totalmente diferentes. Resta-nos ajudar essa moçada a desenvolver uma característica que, infelizmente, muitos adultos não têm: a ASSERTIVIDADE. Ou seja, saber defender seus pontos de vista respeitando o do outro. Em resumo: saber falar e saber ouvir e sempre na hora certa.

OBJETIVO: Desenvolver a Assertividade, a capacidade de comunicação e escuta; criatividade; comunicação verbal; administração do tempo; poder de persuasão e influência; estabelecer a calma; proporcionar desafio individual, intelectual e social; crenças e valores.

DURAÇÃO: 30 minutos.

PARTICIPANTES: de 06 a 50.

MATERIAL: Não necessita.
Dividir as pessoas em grupos conforme o número de participantes. Se forem poucos, não é necessária a divisão.

DESENVOLVIMENTO: Previamente deve-se selecionar um tema a ser discutido pelo grupo. Que poderá se referir a um conteúdo trabalhado ou a qualquer assunto que esteja em discussão no mundo no momento, uma notícia, etc.
Ao iniciar a dinâmica cada participante do grupo terá 30 segundos para falar sobre o tema apresentado e defender seu ponto de vista. Cada participante terá que usar toda sua desenvoltura e comunicação para sua apresentação.
Nenhum participante poderá, de forma alguma, ultrapassar o tempo de 30 segundos ao falar sobre o tema. Os demais participantes deverão ficar em TOTAL silêncio, 30 segundos sem falar nada, durante a apresentação de cada colega. Qualquer manifestação durante a fala do outro, será penalizada.

Após as apresentações, abrir uma discussão sobre: “Saber falar e saber escutar”.

DICAS PARA A DISCUSSÃO:

·         O que sentimos ao escutar o outro em silêncio sem poder argumentar?
·         Foi possível resumir as ideias de forma objetiva e clara?
·         A discussão de forma organizada foi produtiva? Por que?
·         É possível respeitar a opinião do outro sem ignorá-la?
·         Foram agregados conhecimentos durante a discussão?
·         Alguma argumentação conseguiu mudar a sua opinião sobre o assunto?
·         Como esta dinâmica pode nos ajudar no dia a dia em outras discussões?
·         Como lidamos no dia a dia nas discussões com outras pessoas?




SOBRE A ASSERTIVIDADE

A Assertividade é a habilidade social de fazer afirmação dos próprios direitos e expressar pensamentos, sentimentos e crenças de maneira direta, clara, honesta e apropriada ao contexto, de modo a não violar o direito das outras pessoas. A postura assertiva é uma virtude, pois se mantém no justo meio-termo entre dois extremos inadequados, um por excesso (agressão), outro por falta (submissão). Ser assertivo é dizer "sim" e "não" quando for preciso. Pessoas com comportamento mais assertivo sentem menos ansiedade, tem maior grau de internalidade, ou seja, capacidade de refletir antes de falar ou agir, e melhor auto estima. Conviver com pessoas assertivas também aumenta a auto estima e diminui a agressividade.

Em nossos dias, o termo “assertividade” é muito usado. Talvez, por causa da necessidade imperiosa que temos de colocar em prática seu significado. Assertividade é um estilo de comunicação, aberto às opiniões alheias, dando–lhes a mesma importância que às próprias opiniões. É algo que parte do respeito de alguém para com os demais e até consigo mesmo, estabelecendo com segurança e confiança o que se deseja. A pessoa assertiva aceita que a postura das outras não precisa coincidir com as dela e, de maneira direta, aberta e honesta, evita conflitos.

O que nos anima é que a assertividade não é algo que se herda, mas, que pode ser adquirida e aprendida. Todos nós podemos ter essa qualidade, e isso vai nos ajudar muito nos nossos relacionamentos.

Então, o que precisamos modificar e treinar, a fim de melhorar o trato com as pessoas? Teria Jesus Cristo colocado em prática a assertividade?

Nós, que acompanhamos a vida de Jesus, observamos que todos os Seus atos foram assertivos. Ele não emitia palavras demais, ocupava-Se das necessidades das pessoas e até de pequenos detalhes que pareciam insignificantes. Não fazia discriminação e sabia envolver os que O cercavam em tarefas nas quais podiam se sentir úteis.

Esse conceito também implica empatia e humildade. Sem essas características, é impossível nos preocuparmos com outras pessoas e considerar as opiniões delas. Enquanto viveu na Terra, Jesus também revelou as virtudes da empatia e humildade em todos os Seus atos. Ele, realmente, praticou a assertividade.

Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros. (Fl 2, 3-4).

Estes versículos, da carta aos Filipenses, nos aconselham a considerar os outros como a nós mesmos, e também sugere o atual conceito de assertividade. Ser assertivo é expressar nossos pontos de vista respeitando o das outras pessoas.

Jesus se conduziu aqui na terra, de maneira compassiva, amável e cortês. Foi bondoso e misericordioso. Jesus revelava, a cada um que encontrava, sua disposição amável em atendê-los. Com mãos cheias de boa vontade estava sempre pronto para servir aos outros. Manifestava uma paciência que nada conseguia perturbar, e uma veracidade que nunca sacrificou a sua integridade. Ele era firme como a rocha em questões de princípios, mas, sua vida nos revela a graça da abnegada cortesia em escutar o outro.

Ângela Rocha
Catequistas em Formação
FONTE: Adaptação de Dinâmicas de Grupo - Assertividade.


DICAS PARA FORMAR A ESPIRITUALIDADE EM FAMÍLIA


Que tipo de vida espiritual você quer para os seus filhos e como pretende transmiti-la a eles? A espiritualidade na vida familiar é uma grande ferramenta para viver com maior plenitude e dar à vida um sentido transcendente.

Apresentamos, a seguir, uma série de dicas muito concretas e práticas que podem servir de apoio para os pais de família, educadores, catequistas e para todas as pessoas envolvidas na formação integral, precisamente para “formar” esta espiritualidade em todos os membros da família:

1. Revise suas próprias crenças. Pergunte-se quão convencido você está daquilo em que crê, do que professa e em que grau você o pratica. Pergunte-se que tipo de vida espiritual você quer para os seus filhos e como lhes dará isso. Lembre-se que o exemplo e o que os seus filhos veem são os fatores que mais educam. Você vai à Missa aos domingos? Reza com frequência? Vive constantemente na presença de Deus?

2. Inclua a espiritualidade na vida dos seus filhos desde cedo. As crianças muito pequenas não compreendem quem é Deus, mas se você lhes falar dele, começarão a se familiarizar e a conhecê-lo. Conte-lhes a história sagrada em forma de conto; fale da vida dos santos; reze com os seus filhos.

3. Aproveite as atividades da vida cotidiana para ensiná-los a viver uma espiritualidade natural e espontânea. Ensine-os a agradecer por tudo o que têm: pais, amigos, avós, cachorro, talentos… Ensine-os a dar aos que têm menos, a compartilhar, a amar.

4. Dê aos eventos sagrados toda a importância que merecem: Batismo, Primeira Comunhão, Confirmação… Destaque a grandeza que eles merecem, ensine que o mais importante é receber a graça de Deus e que é por isso que preparam um evento bonito, alegre, com todos os amigos e familiares. Mostre que tais momentos precisam de preparação e alegria, porque Jesus é o melhor que há. Você, como pai ou mãe, precisa estar convencido (a) disso para poder transmitir essa alegria, esse amor, essa importância.

5. Apoie-se em instituições, pessoas ou catequistas que possam colaborar com você nesta formação espiritual. Recorra à sua paróquia, onde certamente haverá algum movimento bem estabelecido que lhe dê todos os elementos para alcançar isso com maior facilidade, conseguindo torná-lo interessante.

6. Faça que tudo isso seja divertido, atraente. Que realmente gostem. Adapte a informação e a formação à idade dos seus filhos. Atualize-se: que seus comentários e exemplos se adaptem ao que eles vivem, escutam, percebem… Que não vejam a espiritualidade como algo do passado, coisa de velhinhos, que não tem relação nenhuma com sua vida. Pelo contrário: que a vejam como a arma maravilhosa que dá sentido às suas vidas.

7. Ensine-os uma forma simples de orar. Que conversem com Deus como conversam com um amigo. Que vejam Jesus como seu confidente, seu melhor amigo. Que reconheçam que Jesus pode escutá-los, ajudá-los, levá-los a ser melhores.

8. Confira um caráter “espiritual” a todas as festividades religiosas. Procure fazer um contrapeso com tanto materialismo e comercialização apresentados pela sociedade. O Natal é importante porque é o nascimento de Jesus. A Páscoa é importante porque Jesus ressuscita… E assim em cada festividade: preencha-as de conteúdo espiritual, sem tirar os presentes, a diversão. Que seus filhos entendam que é tudo bonito porque se tem Deus.

9. Com os jovens: aproveite suas inquietudes intelectuais, sua capacidade crítica, seu comportamento rebelde, para que estudem, aprofundem, pesquisem e finalmente se convençam da grandeza de Cristo. É preciso desafiá-los para que percebam que Jesus é quem dará sentido às suas vidas.

10. Tudo isso com um grande amor e respeito pelos nossos filhos, porque eles são merecedores do grande amor de Deus. Precisam conhecê-lo, senti-lo, amá-lo. Como pais católicos, este é o nosso dever e nosso compromisso com Deus.




Entrar no “Espírito” de Deus...



Estar no Espírito.
Entrar no Espírito.

Veja bem, se Deus está ativo no mundo, se Deus quer contagiar o mundo com a sua maneira de ser e, nós sabemos, não pode fazer isso sozinho; então, esta é a hora de entrar na lógica do Reino de Deus. Esta é a hora de entrar no “Espírito de Deus”.

- Pronto! Começou a complicar. Entrar no espírito de Deus é exatamente o que?

Imagine se eu disser simplesmente: “entrar no espírito”...

Veja este exemplo: Falo para um amigo: “Vamos lá, vamos sair beber alguma coisa? Vamos nos divertir? ”, ao que meu amigo responde: “Não. Deixa quieto. Não estou com espírito pra isso. ” Percebeu? “Entrar no espírito” não muda de sentido só porque o contexto é outro. Entrar no Espírito é pôr-se no espírito, entrar na onda, sintonizar.

Se você vai a um jogo de futebol, como você entra no espírito? Veste a camisa do time, pega uma corneta, a bandeira e vai mais cedo para o estádio; canta o hino, discute as táticas do jogo com os outros torcedores enquanto come algum petisco e toma uma cerveja, não é mesmo?

Então, entrar no espírito de Deus, é entrar na onda com d’Ele, pegar o jeito d’Ele, aprender d’Ele e com Ele.

Jesus estava constantemente a puxar os discípulos para entrar no espírito do Reino. Na última ceia Ele disse: “Dei-lhes um exemplo para que assim como eu fiz, o façam também aos outros” ou, quando Pedro se recusou a deixar que Jesus lhe lavasse os pés, Jesus disse-lhe: “Se eu não te lavar os pés, não você não tem nada a ver comigo”. Porque este é o “espírito” do Reino de Deus.

E por isso, para entrarmos neste espírito, é que temos que fazer o que Jesus manda! Ele diz, a gente faz. Ele está contente, a gente contenta-se. E há maneira melhor de entrar no espírito de Deus do que aprendendo com o Filho, que é a cara do Pai? Não há! Não é mesmo?


( UQ? “A fé em linguagem simples”- Missionários Redentoristas – www.crrr.pt )

quinta-feira, 21 de abril de 2016

ENCONTRO DE BATISMO PARA PAIS E PADRINHOS



ENCONTRO COM PAIS E PADRINHOS EM PREPARAÇÃO AO BATISMO DE CRIANÇAS DA CATEQUESE

EQUIPE RESPONSÁVEL: Pastoral Catequética

PÚBLICO-ALVO: Pais e padrinhos das crianças que frequentam a catequese e ainda não são batizadas.

TEMPO PREVISTO: 02 horas às 2h e meia. (Este tempo não prevê intervalo, mas deixa os presentes livres para saírem caso necessário: ir ao banheiro, tomar água, atender ás crianças).

AMBIENTAÇÃO:

- À frente, preparar uma mesa para a acolhida da Bíblia. Um vaso de flores, um suporte (a vela será trazida na entronização).

SIMBOLOGIA DO BATISMO:

- Expor os símbolos numa mesa, logo na entrada, arrumando-os com placas indicativas e convidar aos presentes que examinem os símbolos. (Fundo musical)


CRUZ: É a identidade do Cristão. Traçada no peito e na testa significa que o batizando, pelo batismo, participa da morte libertadora de Jesus Cristo. Lembra a graça da redenção que Cristo nos proporcionou na Cruz.

O ÓLEO: Assim como o óleo penetra na pele da criança, Cristo penetra na vida da pessoa, em especial no seu coração (a unção é feita no peito), fortalecendo o ungido na luta contra o mal.

A VELA e CÍRIO PASCAL: Acesa no círio pascal, significa que Cristo iluminou o batizado, que deverá ser “luz do mundo”. Simboliza a presença do Espírito na vida do batizando e a fé em Jesus ressuscitado. Acende-se uma nova luz, luz da graça, da fé, que deve ser conservada até o fim da vida pela vivência em Cristo.

A VESTE BRANCA: Expressa a pureza, a VIDA NOVA que recebemos no Batismo e que agora vamos viver. Sinaliza que o batizado “vestiu-se de Cristo”, o que equivale a dizer que ressuscitou com Cristo.

 A ÁGUA: Simboliza purificação e vida nova. A água batismal nos lava do pecado original e nos torna filhos de Deus e membros da Igreja. A água é sinal da graça de Deus, que nos purifica totalmente.

O SAL: o Sal tem duas grandes finalidades: “dar sabor” e “conservar” os alimentos. Como
Símbolo religioso o Sal significa: “ser o tempero, ser o exemplo” ser o sabor com o qual o cristão deve temperar o mundo. Cada batizado tem a responsabilidade de ser “Sal da Terra!”.

A PALAVRA: É pela leitura constante da Palavra de Deus que renovamos diariamente a nossa fé pelo testemunho de nossos antepassados.


- Preparar uma mesa na recepção com água, chá, suco e bolachinhas. (Oferecer aos convidados enquanto fazem as inscrições).


DESENVOLVIMENTO DO ENCONTRO


01 – ACOLHIDA – Coordenação e padre.

02 – APRESENTAÇÃO DA EQUIPE E DOS PARTICIPANTES

Apresentar os catequistas presentes e dizer por qual turma são responsáveis. Pedir aos participantes que cada um que se identifique com o nome e, se pai/mãe ou padrinho/madrinha. Aos pais, pedir que digam o nome do filho que será batizado. Caso haja crianças presentes e se houver condições, pedir que se apresentem também, criando um clima de intimidade e aconchego.

Texto de apoio:

Cada ser humano é único, insubstituível. Somos pensados e amados por Deus, desde a eternidade e para toda a eternidade nesta individualidade singular, e assim devemos ser vistos e acolhidos pelos outros. Podemos possuir coisas e delas dispor a nosso bel-prazer, usando-as, subordinando-as a nossos interesses, trocando-as. Com as pessoas, não podemos fazer o mesmo. A pessoa deve ser aceita com suas próprias ideias, com seus sentimentos e sua maneira de ser. A pessoa não pode ser meio para atingirmos nossos objetivos. O outro é distinto de nós, com direito a ser quem realmente ele é, a ver reconhecida sua própria autonomia, sem precisar renunciar à sua personalidade para viver e conviver. O nome exprime esta identidade pessoal a ser reconhecida pelos outros, chamada a colocar-se a serviço de todos.

03 – APRESENTAÇÃO DO CRONOGRAMA:

Informar aos presentes o que vai acontecer no encontro e se possível o tempo que vai durar cada etapa.
Informar a localização dos banheiros, água e oferecer o “chá” (lanche), a ser compartilhado no final do encontro.

04 – ORAÇÃO INICIAL

Estamos aqui reunidos em nome do Pai, do Filho e do espírito Santo. No dia do nosso batismo o padre acolheu a todos, pais, padrinhos e familiares, dando-lhes as boas vindas, vamos hoje nos acolher desejando, uns aos outros, que Deus esteja conosco durante este encontro e que continue a habitar nosso espírito de uma forma diferente depois aprendermos um pouco mais sobre o batismo. Rezemos juntos a oração que Jesus nos ensinou e que devemos ensinar aos nossos filhos:
Pai- Nosso...

- Convidar a pessoa que apresentará o panorama da História da Salvação e das Alianças que Deus fez com seu povo.

05 – HISTÓRIA DA SALVAÇÃO

Cantar a cada mudança de quadro-gravura o refrão:
Canto: ♫ Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada, somente a Tua graça me basta e mais nada.

O PLANO Salvífico de DEUS com ênfase em Jesus Cristo (Querigma).

Objetivo: Apresentar de onde vem o Batismo, a origem do sacramento é a Páscoa de Jesus.

Apresentação em quadros: CAMINHADA DO POVO DE DEUS 


QUADRO 01 - Deus Pai Criador (apresentar a gravura do Paraíso): Homem e Mulher criados à imagem e semelhança de Deus / desejado e sonhado por Ele para ser feliz./com Liberdade/ Adão e Eva dizem Não ao plano de Deus. Pecado/ruptura da ALIANÇA entre Deus e o Homem./ Deus não desiste, Fiel à sua Promessa / propõe novas ALIANÇAS.   E assim podemos cantar:

CantoTambém sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada, somente a Tua graça me basta e mais nada.

 As quatro grandes Alianças na Bíblia são:


QUADRO 02 - 1ª Aliança: Foi feita com Noé depois do dilúvio e seu símbolo é o Arco-íris (Gn 6ss). Pelas águas do dilúvio prefigura-se o nascimento da nova humanidade. Arco-íris liga o céu com a terra (Mostrar a gravura com a arca de Noé).

Canto: Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada, Somente a Tua graça me basta e mais nada.


QUADRO 03 - 2ª Aliança: Foi celebrada entre Deus e Abraão (Gn15ss). Seu símbolo é a circuncisão. Dá origem ao Povo de DEUS (apresentar a gravura com Abraão).

Canto: Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada, somente a Tua graça me basta e mais nada.



QUADRO 04 - 3ª Aliança: Foi instituída com Moisés e com o povo no deserto na marcha para a Terra Prometida. Seu símbolo é a Lei (os 10 Mandamentos). As águas do mar Vermelho que atravessaram muda Morte versus Vida (Ex19ss) - (Mostrar gravura de Moisés no Mar Vermelho).

Canto: Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada, Somente a Tua graça me basta e mais nada.


QUADRO 05 - 4ª Aliança: A Nova e Eterna Aliança, feita por Jesus Cristo na Ceia. Seu símbolo é a Eucaristia (Mostrar gravura).

Canto: Também sou teu povo Senhor, e estou nesta estrada, Somente a Tua graça me basta e mais nada.

FINAL: A morte de Jesus na cruz, não esgota sua DOAÇÃO, o Mistério Pascal permanecerá atual até o fim dos tempos através dos SACRAMENTOS. Do coração de Jesus transpassado por uma lança, correu sangue e água, surgindo do sangue, a Eucaristia e da água, o Batismo. Da Páscoa de Cristo nasce o Batismo! Jesus Sacramento do Pai para o mundo, cria a Igreja, sacramento de Jesus! 

E toda essa caminhada do Povo de Deus está narrada num "Manual de Instruções" (Bíblia), na Carta de Amor que Deus escreve para nós, vamos recebê-la cantando:

Canto: (Entrada da Palavra) 

06 – ENTRONIZAÇÃO DA BÍBLIA – (Catequistas entram com a Bíblia e uma vela acesa)

Canto: 
A sua Palavra Senhor é sinal de interesse por nós.
Como o Pai ao redor de sua mesa,/revelando seus planos de amor.
É feliz quem escuta a Palavra/ e a guarda no seu coração.


Leitura Bíblica: Mateus 28, 18-29 

(Após a leitura, induzir os presentes a fechar os olhos e em silêncio, refletir sobre a palavra proclamada.)

07 – VISÃO PANORÂMICA DOS SACRAMENTOS

Convidar os presentes a assistir um vídeo que foi preparado especialmente para os encontros de batismo.
Material: Vídeo das Paulinas – Série Sacramentos. Utilizar o Tema Batismo, nos capítulos: Batismo na tradição – Cap. 03;  A Teologia do batismo – Cap. 05. 

08 – PALESTRA

Teologia, compromissos do Batismo e envolvimento na comunidade.

Material:
- Apresentação em PowerPoint (projetor multimídia).
- Um vaso de cactos.

PALESTRA - SACRAMENTO DO BATISMO (TEOLOGIA)

Apresentação de slides – Com imagens.

Slide 01 - Aconteceu naqueles dias, que Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no rio Jordão, e logo ao subir da água Ele viu os céus rasgando e o Espírito, como uma pomba, descer até Ele e uma voz veio dos céus: Tu és o meu Filho amado, em Ti me comprazo. (Mc 1,9-11)

Slide 02 - Antes de Jesus, já havia no antigo Egito e na Babilônia, banhos sagrados com a finalidade de purificar a pessoa mergulhada na água. João Batista realizava essa mesma prática, mas seu objetivo era a conversão para o perdão dos pecados. Jesus se faz batizar por João no Jordão, não porque precisava de conversão ou purificação, mas para mostrar que, a partir dali, estava sendo inaugurado um novo Batismo (o da graça) e uma nova religião (a do Espírito). E, ainda, para que Deus pudesse manifestar publicamente aos homens o seu Filho amado.

Slide 03 - O batismo (mergulho) é um gesto litúrgico realizado com água e contém em sua realidade simbólica dois momentos: a imersão (a adesão a Jesus, à missão) e a emersão (a vida nova em Jesus).
Esse mergulho nos exorta à purificação, à conversão e a um novo nascimento (o da água e do espírito). Nele recebemos as Virtudes que vêm de Deus e nele têm seu objeto imediato: São a Fé, a Esperança e a Caridade.
Recebemo-las com a graça do Batismo, e, em maior abundância, com a da Confirmação.

Slide 04 - Nosso batismo foi instituído por Jesus. Ele ordenou aos seus discípulos: Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo quanto Vos ordenei. E eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. (Mt 28,19-20).

Slide 05 - O Evangelho mostra Jesus sendo batizado junto com o povo. Isso mostra que Ele veio para se solidarizar com a humanidade. É assim que realizará seu projeto de vida. Cabe a cada um de nós, batizados, aderirmos a essa missão: estar à disposição da comunidade, ajudar aos nossos irmãos a defender os seus direitos e a denunciar toda e qualquer injustiça contra o projeto de vida de Deus.

Slide 06 - O Batismo impõe responsabilidades:
1 - Para com Deus – fé, aliança, culto e oração;
2 - Para com a Igreja – fidelidade, respeito e colaboração,
3 - Para com o próximo – caridade, justiça e serviço.

Slide 07 - Assim o Batismo é:
Graça, porque é dado até aos culpados;
Dom, porque é conferido àqueles que nada trazem;
Unção, porque é sagrado e régio;
Iluminação, porque é luz resplandecente;
Veste, porque cobre nossa vergonha;
Banho, porque lava;
Selo, porque nos guarda e é sinal do Senhorio de Deus.

Slide 08 - O Batismo é um Sacramento que nos reconduz à comunhão com o Deus Pai que nos proclama Seus filhos muito amados aos nos tornar membros de Seu filho Jesus. Isso nos faz ser Igreja (assim como Jesus o é), pois nos infunde a fé, a esperança e a caridade.

Slide 09 - É um nascer de novo, da água e do Espírito (Jo 3,1-8). É a porta de entrada na Igreja. A partir do Batismo somos inseridos numa comunidade eclesial. Somos Corpo de Cristo, que é cabeça da Igreja. Temos a mesma missão de Jesus Cristo – enviados para falar em nome Dele, ser sal, luz e fermento. Evangelizar levando a Boa Nova a toda a criatura.

Slide 10 - Batizar quer dizer mergulhar. Todos os homens e mulheres estão mergulhados no acontecimento de salvação, todos estão mergulhados em Jesus Cristo – Ele veio para dar vida ao mundo. Veio salvar e não condenar.

Slide 11 , 12 e 13 – Imagens dos símbolos do batismo.
Sinal da Cruz – Água - Pai nosso – Creio - Veste branca – Vela – Óleo - Palavra de Deus - Éfeta.

Sinal da Cruz: Sinal do cristão – penetra no mistério do amor, família: Pai, Filho, Espírito Santo.

Água: dom de Deus. Simboliza a vida nova, do nascimento da água e do Espírito. Morte e vida, morte do homem/mulher velho (egoísta) e vida do homem/mulher novo (vida no amor).

Óleo: simboliza agilidade e força. Antigamente quando um lutador ia para a arena era besuntado de óleo. Atribuía-se ao óleo a propriedade de enrijecer e adestrar os músculos para o combate, ou ao menos tornar o lutador escorregadio e difícil de ser pego. Esta primeira unção feita no peito do batizando significa que o cristão deverá lutar na vida para conservar a fé.


Vela: a vela é o Círio Pascal, símbolo do Cristo ressuscitado, que vence as trevas do pecado, do egoísmo, do ódio, da maldade e de todo o mal.  A chama da vela nos lembra que Cristo é a luz do mundo, e nós como cristãos (de Cristo) devemos iluminar o mundo também. A cera que se consome, lembra que Jesus consumiu sua vida na cruz por nosso amor, assim como também a vida do cristão deverá estar a serviço da comunidade.

Veste branca: simboliza se revestir de homem novo. Simboliza a pureza da fé e da vida. Simboliza a graça: a vida divina é a comunhão permanente com Deus.

Sal: o Sal tem duas grandes finalidades: “dar sabor” e “conservar” os alimentos. Como Símbolo religioso o Sal significa: “ser o tempero, ser o exemplo” ser o sabor com o qual o cristão deve temperar o mundo. Cada batizado tem a responsabilidade de ser “Sal da Terra!”.

Palavra de Deus (Bíblia): O próprio Cristo nos falando. Ele vem junto com a Palavra. Ele o Verbo dando orientações para a nossa vida. Ensinando a observar tudo que ordenou.

Creio: profissão de fé – condensado de tudo o que o cristão deve crer. (convidar à oração).

Pai nosso: Oração dos filhos ensinada por Jesus, deve estar presente em todos os momentos da vida do cristão.

Éfeta: Significa “abre-te”. Pelo Batismo, o Senhor através do Espírito Santo, abre os ouvidos do batizando para que ouça e entenda a Palavra de Deus, solta a sua língua e lhe abre a boca para poder professar a sua fé.

Slide 14 – Onde ficamos nós, pais e padrinhos, em tudo isso?

Slide 15 - A Educação pela fé: 
A consequência, para os pais que pedem o batismo para seus filhos, é o compromisso, já assumido na celebração do casamento, de educá-los na fé, dentro da comunidade eclesial. Pelo Batismo as crianças se tornam parte da Igreja. E naquele dia seus pais disseram que iam ajudá-las a crescer na fé, observando os Mandamentos e vivendo na comunidade dos seguidores de Jesus.

Slide 16 - A colaboração dos padrinhos: 
No cumprimento deste compromisso de educar seus filhos na fé, os pais são ajudados pelos padrinhos. Depois dos pais, padrinho e madrinha representam a Igreja, nossa Mãe, "que, pela pregação e pelo batismo, gera, para uma vida nova e imortal, os filhos concebidos do Espírito  Santo  e  nascidos  de  Deus"  (LG 64). Representam a Comunidade que, ao enriquecer-se com a entrada de um novo membro, vê sua responsabilidade também acrescida.

Slide 17 - Os padrinhos, assim como os pais, são responsáveis pela formação religiosa de seus afilhados. Devem acompanhá-los em sua caminhada na Igreja e garantir-lhes uma vida cristã, dando-lhes o exemplo e o testemunho de fé.

(Fazer ligação sempre com a catequese dos filhos, chamando também à responsabilidade do acompanhamento das crianças nos encontros e nas missas dominicais, na participação da família e dos padrinhos na comunidade).

Explanação sobre o tema: “Enxertados em Cristo e na Igreja”.



Com um pequeno vaso de cactos, daqueles que possuem enxerto de duas ou mais espécies, fazer uma breve explicação do tema e da importância de “incorporar-se" à Igreja com o batismo. 

A vinha de Deus que era constituída, primeiramente, pelo povo escolhido no antigo testamento, agora em Jesus recebe como enxerto cada pessoa que nele crê. Pela fé somos enxertados na vinha de Deus.

A fé é um presente que nos é dado por meio do Batismo e da Palavra. Essa fé é conservada em nós, para que permaneçamos na condição de filhos e filhas de Deus. Essa fé é fortalecida na Palavra e na Santa Ceia. Por isso, Jesus ao se apresentar como videira diz: “Continuem unidos comigo, e eu continuarei unido com vocês...” (Jo 15, 4).

Desde o antigo testamento vemos Deus cuidando de sua vinha. O objetivo desse cuidado era para que através de sua vinha nascesse o salvador dos homens. Da vinha de Deus nasceria o verdadeiro fruto, o fruto que nos enxertaria na vinha, Jesus.

Pelo batismo, estamos enxertados na vinha de Deus. Agora estamos aptos para produzir os frutos. Na Palavra e no Sacramento permanecemos em Cristo e Cristo em nós. E por estarmos em Cristo e Cristo em nós somos capazes de produzir frutos. Em sua 2º carta aos Coríntios, Paulo disse: “Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo. Tudo isso é feito por Deus, o qual, por meio de Cristo, nos transforma de inimigos em amigos dele. E Deus nos deu essa tarefa de fazer com que os outros também sejam amigos dele” (2Co 5, 17-18). 

Dependemos exclusivamente da graça de Deus em Jesus. Na sua graça fomos enxertados na sua vinha, na sua graça produzimos frutos, e é por graça que muitos outros são enxertados na vinha e passam a produzir frutos.

Abertura para questionamentos – (Caso alguma dúvida não consiga ser sanada, anotar nome e telefone e entrar em contato depois).

09 - MENSAGEM FINAL:

 - Distribuir a oração a todos os presentes e incentivar à oração.

Texto de apoio:

Muitas vezes buscamos o sacramento querendo apenas seu efeito. Porém, o sacramento não produz mágica. Toda criança batizada é marcada com o selo do batismo para sempre. Deus concede sua graça sem depender da resposta humana. No entanto, o sacramento somente produzirá seus frutos, será eficaz, se a criança se abrir à Graça divina ao longo de sua existência segundo o caminho do Evangelho. E isso requer uma família com princípios de fé, respeitosa do outro. Padrinhos atuantes e comprometidos com a missão de ajudar na educação da fé de seus afilhados. Para que vocês consigam cumprir a meta que é a iniciação completa da criança, com a Eucaristia e a Confirmação num processo permanente de conversão, vamos encerrar nosso encontro, pedindo que a graça do nosso batismo se faça presente, sempre, em nossas vidas, rezando juntos:

Oração do Compromisso

Senhor Deus,
Que pela graça do Batismo, saibamos dar aos nossos filhos e afilhados a condução necessária no caminho da fé,
Dá-nos sabedoria e discernimento para levá-los na fé até que possam assumir livre e pessoalmente a graça da fé e do batismo.
Que o Batismo lhes traga uma vida nova, nascida da água e do Espírito Santo.
Que ao receber esta “Vida nova”, sejam lavadas de todo pecado.
Que nossas crianças sejam, real e verdadeiramente, enxertadas em Cristo e na Igreja.
Que o óleo da bênção os revista da couraça de Cristo contra todo mal do mundo,
Que a fé que lhes é infundida seja colocada a serviço do Reino de Deus, tornando-as templo do Espírito e co-herdeiras da vida eterna.
Que saibamos, por força do batismo, oferecer nossa vida a Deus e a educação de nossos filhos e afilhados, no serviço de cada dia,
Que saibamos, como profetas, professar diante deles a fé que recebemos pela Igreja, com exemplo de vida e testemunho da palavra,
Assim como fomos consagrados para formar um povo de sacerdotes e reis, que nossos filhos, batizados e herdeiros desse Reino aceitem e amem a Cristo Senhor, sobre a nossa proteção e nosso exemplo. 
Amém.

- Utilizar a água benta para uma bênção a todos no final.
- Despedir-se de todos e agradecer a presença.

Bibliografia Consultada:

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. O sacramento do Batismo. Págs. 340-355. Edições Loyola: 2000.

CNBB. Batismo de Crianças - Documento 19. Itaici: 14/02/1980.

Frei Ildo Peroni. Me verás pelas costas. Editora Oikos: 2008.

NUCAP. Batismo de crianças. Livro do catequista.  Paulinas: 2008.

UNISAL. Teologia dos Sacramentos da Iniciação Cristã. Revista de Catequese nº130. Abril-junho 2010, pg.6-17.

OBSERVAÇÕES:

O sucesso de qualquer encontro ou palestra, depende do carisma e da objetividade dos assessores. Os textos aqui colocados são sugestivos, podendo o palestrante enriquecer com experiências e incentivando a plateia à participação. O encontro na paróquia durou duas horas e meia, sem intervalo. Observamos que não houve muitas saídas ou cansaço por parte dos presentes. Muito pelo contrário, via-se no semblante das pessoas o interesse pelo assunto abordado. Acreditamos que a variação de nos métodos didáticos utilizados, colaborou para isso.

Organização:
Helena Okano
Ângela Rocha


SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO