sexta-feira, 5 de agosto de 2016

“POKÉMON GO”, VAMOS NESSA?

 

Mais uma moda virtual que surge ou “uma experiência social emocionante”?
(segundo classificam vários jogadores ao redor do mundo)

E chega ao Brasil a “febre” do momento em matéria de Games para Smarphones: o POKÉMON GO. E desde a noite do dia 03 de agosto, crianças, adolescentes, jovens e adultos podem acompanhar o resto do mundo “caçando” e “treinando” seus Pokémons, destruindo malvados, conquistando itens e territórios. Para os pais, que não estão entendendo absolutamente nada, e algumas pessoas que estão botando “terror” na coisa, aqui vão algumas informações interessantes.

Lembram do “Pikachu”? Aquele monstrinho amarelo adorado pelas crianças? Então, ele é um “Pokémon”.  O “Pokémon” é uma franquia de mídia, um jogo na verdade, centrado em criaturinhas fictícias chamadas “Pokémon”, (abreviatura de “Pocket Monsters”), que os seres humanos capturam e treinam para lutarem um contra o outro como esporte. Atualmente, a franquia se estende em jogos, cartas colecionáveis, série de televisão, além de filmes, mangás e brinquedos. Ela é a segunda franquia de mídia de jogos mais bem sucedida e lucrativa do mundo, perde só para o “Mario” que também pertence a Nintendo.

Mas, não vamos aqui falar do jogo e sim, do efeito que está causando por aí. Um deles com certeza é o “movimento” pelas ruas da cidade.

Na quinta-feira, ao chamar minha filha para irmos ao dentista, ela me diz: “Mãe, vamos a pé?”. Fato, definitivamente, estranho numa adolescente de 16 anos. “Por quê?”, pergunta a inocente mãe. “Tenho que pegar uma Pokebolas e uns Pokémon”. Depois de uma rápida explicação (onde entendi pouca coisa), lá fomos nós caminhar até o dentista, passando por praças, monumentos e locais diversos, os chamados “pokéstops”. Em síntese, o jogo utiliza a câmera do smartphone, mapas e a localização GPS do jogador, colocando os pokémon no mundo real a partir da tecnologia de realidade virtual. A proposta é fazer com que o jogador (treinador) explore as regiões de seu próprio mundo com objetivo de completar a “Pokédex” e vencer os estágios.

E pela primeira vez comecei a achar interessante os tais jogos que minha filha tanto usa no celular. Encontramos pequenos grupos de jovens pelas ruas, animados e ansiosos, também a procura de seus Pokémon (aprendi que esta palavra não tem plural!). E isso me despertou o instinto de proteção materna, ao pensar no perigo que nossos filhos adolescentes correm ao andar pelas ruas com seus celulares a vista. A começar por assaltos e “acidentes” ao não se prestar atenção por onde anda. No que a minha filha já me tranquilizou: "Mãe, eu coloquei o celular no silencioso, para não chamar a atenção, e diminuí a luminosidade da tela. Tá no bolso e ele vibra quando tem alguma coisa para pegar. E eu nunca estou sozinha, sempre saio com alguém junto.” Menos mal e uma boa recomendação para se dar aos filhos.

  


Independente das críticas negativas ao jogo, problemas de servidores, perigo de acidentes e assaltos; minha mentalidade de mãe e catequista, imediatamente se pôs a trabalhar pensando nos aspectos positivos do jogo. Primeiro que nestes dias tenho visto minha filha e meus catequizandos com os maiores sorrisos que já vi nos últimos tempos. O jogo é uma experiência agradável para eles. Depois vem o aspecto do exercício físico: nunca vi um adolescente caminhar dez quilômetros (distância para chocar os “ovos” do Pokémon), sem reclamação alguma. Buscar o Pokémon leva as pessoas ao movimento e a interação física com outros jogadores: jovens e adolescentes se encontram em praças, monumentos, pontos turísticos. Alguns “pontos” localizados no GPS são comerciais: o que pode incrementar vendas no comércio. Como catequista também vi vantagens. Um dos pontos onde se pode encontrar Pokémon são as Igrejas! Por que então não exploramos isto? 

Os adolescentes não mudaram muito ao longo do tempo, ainda continuam aventureiros e irrequietos, mas, a tecnologia teve um avanço fantástico e isso mudou, e muito, o comportamento e a vida das pessoas, mais ainda das crianças e jovens. E nós precisamos mudar com eles, do contrário, seremos “capturados” pela nossa ignorância do mundo jovem e da realidade em que vivem.

Ângela Rocha

Catequista de Crisma – Londrina PR.

* Algumas ações da Igreja de São Paulo e outras:













SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO