quarta-feira, 12 de março de 2014

Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?

Está chegando a época mágica da Páscoa! E nós, catequistas, nos vemos ansiosos pensando em presentear nossos pimpolhos... Mas, que dilema! Afinal, tudo lembra "coelho". E nos vemos culpados e tentando substituí-lo, quem sabe, pelo cordeiro. Mas, não é fácil! Em casa e na escola eles vão continuar ganhando "ovos" e "coelhos" de chocolate!

No ano passado uma imagem marcou a páscoa para mim: um coelhinho pregado na cruz. E olha que foi tão marcante que demorei para prestar atenção na frase que acompanhava o sacrifício do pobre bichinho: “Quem é o verdadeiro símbolo da páscoa para você?”.

Os radicais de plantão, mal podem esperar chegar o natal e a páscoa para soltar coisas deste tipo. E dá-lhe lenha no Papai Noel e ripa no coelho da páscoa!

Sim, é certo, ambos hoje são os legítimos representantes da propaganda em prol de maiores vendas, nestas épocas consideradas de “ouro” para o comércio em geral. Mas vamos ser justos: não nasceram assim. Nós é que os transformamos em tamanhos ícones do consumismo desenfreado.

E podem prestar atenção nos supermercados e lojas: começam com prateleiras cheias e corredores de ovos pendurados nas armações. E dentro de uns 30/40 dias foi-se quase tudo. Ovos, coelhos e caixas de bombons vão sumindo aos poucos e vão ficando os “restos”. Os mais caros, é óbvio. E ao olharmos que vão ficando armações vazias, dá até tristeza. Aí eu me pergunto, quem é que compra tudo? Os ateus e agnósticos? Os não-cristãos? Será que quem inventou de pregar o coelho na cruz compra chocolate ou faz jejum?

Uma coisa eu digo, o verdadeiro símbolo desta páscoa que está aí, para mim é o coelho. Aliás, nem é o coelho. É o elíptico OVO! Que causa uma confusão danada pros pais explicarem que não foi o coelhinho que botou.
Se fosse pelo menos um ornitorrinco, este é mamífero e bota ovo...

Ora, deixemos de ser hipócritas! Os maiores incentivadores do consumismo somos nós mesmos.  Porque se não fosse assim, eu não compraria chocolate. Ou, se comprasse, seria pra distribuir para as crianças que nunca tiveram oportunidade de ganhar um ovo de páscoa.  Eu não faço isso. Você faz?

A grande verdade disso tudo é que acabamos por misturar as coisas. A Páscoa de Cristo, a grande Ressurreição não tem nada a ver com o “cardápio” da páscoa. O chocolate, assim como o cordeiro e a colomba, não passam disso: cardápio da festa. Vamos parar de botar a culpa em quem não tem. Se as pessoas não vão à Igreja adorar a cruz, nem lembram da importância da ressurreição, o menos culpado disso é o coelho e os ovos...


Angela Rocha

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO