sábado, 24 de fevereiro de 2018

"TURISTANDO": UM TOUR PELO ESPAÇO SAGRADO


Olá CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO!

Vocês já fizeram um tour pelo Sagrado? O que acha de “turistar” com seus catequizandos? Quem conhece valoriza, quem valoriza cuida, quem cuida ama. Eu levei alguns catequizandos adultos para conhecer a igreja, fazer um passeio pela Igreja, enquanto falávamos sobre os sacramentos. A partir do encontro sobre a Confirmação, que nos dá um caráter de pertença a igreja e a missão de evangelizar, nada melhor que fazer um tour pela igreja. Percebi que eles têm muitas dúvidas que aparecem a partir dos olhares, de cada passo, de cada toque. Conhecendo cada parte da igreja vamos no sentindo parte dela. O que me chama a atenção é que muitas pessoas não se aproximam da igreja porque sempre tem aquela ideia de que nada pode, tudo é proibido, tudo é burocrático, e nada pode ser tocado. E não é assim. Podemos ser livres e felizes no templo. Quando estamos fazendo turismo, conhecendo lugares novos e bonitos, sempre sonhamos em morar naquele lugar maravilhoso. “Turistando” na Igreja, é possível realizar este sonho, pois lá é a Casa do Pai e nossa também. 

Wagner Campo Galeto
Catequista – Catecumenato de Adultos
Curitiba – PR.

CONHECENDO O ESPAÇO SAGRADO


1. A porta e o átrio

Uma igreja tem a porta principal e pode ter portas laterais. Nós vamos entrar pela porta principal. Se ela estiver fechada, começamos por abri-la. Quem guarda a chave da igreja é o padre, o diácono ou sacristão, ou ainda algumas pessoas que têm a responsabilidade de arrumar e limpar a igreja.

Muitas igrejas, logo a seguir à porta da entrada, têm um pequeno átrio, isto é, um espaço vazio, um “hall”. Isso quer dizer que quem vem de fora não entra logo na igreja. Em outras, este átrio é antes da porta principal. Seja duma maneira ou de outra, sempre é bom que haja um espaço para que as pessoas, quando chegam de casa ou quando saem da igreja possam parar um pouquinho, falar umas com as outras, esperar a chuva passar...

 Quando o átrio é depois da porta principal, existe um guarda-vento, que faz mais do que guardar o vento, porque também guarda do frio, do barulho da rua, do “barulho” do mundo... Quando a igreja tem guarda-vento, é nele que está a porta ou as portas pelas quais se entra diretamente na igreja.

2. A nave ou lugar dos fiéis

Vamos então penetrar no interior da igreja. Antes de avançar olhem com atenção. Estamos na parte mais ampla da igreja. É um grande salão, não é? Chama-se lugar dos fiéis, porque é aí que os fiéis estão durante a missa; também se chama nave, porque, pelo seu feitio e altura parece um grande navio ou uma grande nave.

Esta parte pode ter várias formas: pode ser retangular, quadrada, ou em semicírculo. Quase todas as igrejas têm uma só nave. Mas, algumas têm mais do que uma. Normalmente, a nave tem bancos ou cadeiras para os fiéis. Quase sempre há capelas laterais ao longo da nave, mas pode não haver. As igrejas mais antigas têm imagens de santos encravadas em pequenos nichos, espaço para oração, colocação de flores, etc. 

3. O presbitério

Passemos agora da nave da igreja para a outra parte, menor, onde está o altar. Chama-se a esta segunda parte da igreja de presbitério. É o espaço que num templo ou catedral que precede o altar-mor. Esta palavra vem de presbítero, que é outro nome que se dá aos padres. Assim como a nave é o lugar dos fiéis, o presbitério é o lugar dos presbíteros e de todos os ministros da liturgia, dos coroinhas, dos leitores.

Reparem que subimos um, dois ou mais degraus para chegarmos a esta parte, pois ela está num plano superior à nave dos fiéis. É como num teatro, onde o palco também está acima da plateia. Para quê? Para se ver bem o que aí se passa. Na igreja é a mesma coisa. Para se ver bem o que aí se faz, o presbitério está em plano superior à nave. Indica também respeito.

No presbitério encontra-se aí o altar, a cadeira presidencial, o ambão, o sacrário, bancos ou cadeiras para os ministros, e uma mesa, chamada credência, onde se colocam as coisas necessárias para a celebração da Missa.

4. A capela batismal

Algumas igrejas possuem ainda um lugar próprio para fazer os batismos. Pode ser uma capela ou uma pia batismal. As pias batismais podem ter muitos feitios: redondas, quadradas ou poligonais. As pais em formado arredondado, lembram o útero materno, onde são gestados os bebês. Algumas são divididas ao meio, para de um lado ficar a água limpa que se utiliza no batismo, e no outro se deitar essa água na cabeça dos batizandos, tanto crianças como adultos. Outras não são divididas: têm apenas um espaço amplo interior. Antigamente não havia pias batismais, mas verdadeiras piscinas, onde todas as pessoas eram batizadas dentro da água.

A pia batismal é um espaço muito especial, é onde recebemos a vida nova que Deus nos dá pela água e pelo Espírito Santo. Já houve tempos em que os fiéis, quando entravam na igreja paroquial, iam sempre beijar a pia batismal.

5. A capela do Santíssimo Sacramento ou o Sacrário

Nos primeiros tempos da Igreja o pão consagrado para as pessoas muito doentes poderem comungar, guardava-se numa caixa fechada, na Sacristia. Depois veio outro tempo em que, em cada igreja havia sempre uma capela do Santíssimo Sacramento. Era aí que, depois da missa, se guardava o pão consagrado num “cofre” fechado a chave, que se chama sacrário ou tabernáculo.

Mais tarde o sacrário começou a ser colocado no presbitério. É assim que continua a ser na maioria das igrejas. Nas Igrejas mais novas tem se construído uma capela do Santíssimo, que também serve para se rezar em silêncio, quando se entra na igreja ou em outros momentos.
Aqui, cabe uma pequena parada em nosso “tour”. É hora de, em silêncio e de joelhos nos genuflexórios, colocarmo-nos em oração. Louvemos a presença de Cristo, presente na hóstia sagrada.

6. A sacristia e outros lugares da igreja

Também fazem parte do interior do edifício da igreja a sacristia, onde se guardam as vestes litúrgicas e outras coisas necessárias às celebrações. Podem também ter salas de reunião e dependências para guardar imagens e outras coisas.

7. Mezanino e espaço para corais e músicos

Muitas Igreja possuem em sua parte superior, normalmente à entrada da Igreja, um mezanino ou “balcão” onde se encontra o órgão ou onde ficam os cantores dos corais. Algumas construções mais antigas têm, inclusive, torre dos sinos.

E em nossa paróquia? O que mais tem de diferente?

É importante conhecer as imagens, pinturas, vitrais, esculturas e símbolos colocados em cada Igreja, saber do que se trata os entalhes esculpidos no ambão, no altar e em outros locais. Nossos catequizandos com certeza, vão fazer perguntas. Informe-se para ser um bom “guia” nessa “viagem” maravilhosa pelo Espaço Sagrado.

BOM PASSEIO A TODOS!



sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

HOMILIA DO DOMINGO: A TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR

                      HOMILIA DO 2º DOMINGO DA QUARESMA - ANO B

A Quaresma e a Páscoa manifestam dois momentos da nossa existência. Por um lado, enfrentamos a cruz, a dor, o drama, a renúncia, as lágrimas. Por outro lado, temos a vida, a alegria, o gozo, a paz, a ressurreição. O Mistério Pascal é composto das realidades de morte e ressurreição, cruz e vida.


Abraão enfrentou a dor da renúncia, quando o Senhor pediu o sacrifício de seu filho amado e único. O Primogênito deveria ser consagrado a Deus e Abraão levou isso a sério, não se opondo ao desejo divino. No momento crucial, Deus poupou a vida de Isaac e se alegrou pela fidelidade de seu servo.  A dor de Abraão não é sem sentido, mas é sinal de fidelidade. Desta dor, nasce a vida. Também somos convidados a renunciar, em algumas ocasiões, aquilo que nos é precioso. Precisamos identificar o que é o nosso Isaac. O Senhor o convida a oferecer alguma coisa a Ele. O que podemos oferecer? Deus fará a renúncia se transformar em alegria.


O sacrifício de Abraão prefigura o sacrifício divino. Deus ofereceu seu próprio filho e ofereceu-se a si mesmo. Nas palavras de Paulo, se Deus é capaz de oferecer seu próprio filho, como não nos daria tudo junto a Ele (cf. Rm 8, 32). Deus deseja nos dar a vida.


No Tabor, Deus antecipa a sua ressurreição, concede gostinho prévio do que espera os discípulos.  Mas não deixem que fiquem sem o monte, pois a cruz os espera. Por vezes, discursos romantizados falam da alegria desse fabricar tendas para que se usufrua das consolações divinas. No entanto, Jesus deixa claro que não quer tendas, pois estas simbolizam o imobilismo, o comodismo diante da vida e da missão. É preciso descer do Monte Tabor.


Na lógica do Evangelho não existe ressurreição sem cruz e não existe cruz sem a exposição gratificante da Transfiguração do Senhor. Poderíamos esperar o Deus das gratificações, do milagre, da prosperidade, da religião, utilitarista que afeita ao tempo de Pós-Modernidade. Mas Deus nos quer seguidores capazes de enfrentar a cruz.


Porém, a cruz não deve ser uma busca do sofrimento em si mesmo. Deve ser a doação de nosso tempo, de nossos sentimentos, de nossos esforços, da nossa energia em função do bem, dos irmão. A cruz torna-se possível pela graça. A transfiguração é o sinal do combustível que Deu nos concede para que a cruz não se torne um fardo pesado, mas um caminho para a vida verdadeira. A Quaresma é uma oportunidade para que Deus conceda esta força que nos faz oferecer a vida. Mesmo diante das propagandas do valor da preservação de si como caminho para a felicidade, a Palavra de Deus é um apelo forte que nos conduz a fazer da vida um dom. Não construamos tendas que escondem a realidade, mas tenhamos a coragem de descer do monte para que o Mistério da Páscoa aconteça em nossa vida.

Pe. Roberto Nentwig
Arquidiocese de Curitiba- PR   


FONTE: 
NENTWIG, Roberto. O Vosso Reino que também é nosso. Reflexões Homiléticas - Ano B. Curitiba; Editora Arquidiocesana, 2015. pg. 79.



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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

MINHA MELHOR RECEITA - ROTEIRO DE ENCONTRO



Sou catequista da Paróquia São José Operário, de Maringá, no Paraná. Quero compartilhar com vocês o encontro que eu e a Regina Auada, preparamos para o retorno da nossa catequese em 2018.

Primeiramente convidamos as famílias, de forma especial as mães, para participarem do encontro com seus filhos. É a primeira vez que fazemos isso e ao final do meu relato, espero que entendam o meu sentimento nesse momento.

Pedimos também que todos os catequizandos trouxessem uma receita de bolo escrita ou digitada. Mas não poderia ser uma receita qualquer, deveria ser aquela que a família mais gosta, uma receita bem especial.

Os dias e momentos que antecederam o encontro foram de tensão. Estávamos preocupadas com o que falar e o que fazer com a família, caso aparecessem. Na verdade, pensei que seria melhor que não aparecessem...

Nosso grupo tem 15 catequizandos e contávamos com a presença de umas 5 mães. Para nossa surpresa, as mães foram chegando, um pai também, e não paravam de chegar. E vieram 13 famílias. Penso que estavam todos curiosos com o convite. Recepcionamos cada pessoa com um abraço e muito carinho.

Iniciamos com a dinâmica da pipoca e sal, sugerida no grupo Catequistas em Formação. Distribuímos um pacotinho de pipoca sem sal e apagamos as luzes. Logo no início, já pudemos perceber a "cara feia" de algumas crianças que sentiram a falta do sal. Então distribuímos velas para todos e acendemos. Sugerimos que prestassem muita atenção nas respostas que a Bíblia nos daria para aquele momento.


Fiz a leitura do evangelho (Mt 5, 13-16). Ainda de luzes apagadas, pedimos que, de olhos fechados, refletissem sobre o texto lido. Acendemos as luzes, apagamos as velas e iniciamos a partilha. Enquanto isso, passamos um saleiro para que cada um colocasse o sal na sua pipoca e pudessem sentir o sabor. Rapidamente relacionaram o evangelho à dinâmica. Só duas catequizandas quiseram falar, tinha muita gente, e penso que isso inibiu um pouco as crianças. Mas percebemos que tinham entendido a importância de ser sal e luz no mundo. E tudo começou a fluir melhor.

Conectamos o evangelho ao Ano Nacional do Laicato e conversamos sobre o significa ser leigo no mundo de hoje.

E as receitas? Chegou o momento de falar delas.

Cada catequizando estava orgulhoso com sua receita na mão. Fomos perguntando para cada um o motivo que o levou a escolher aquela receita de bolo. Aí todos colaboraram e as justificativas foram lindas: "É a que mais amo", "Essa eu sei fazer sozinha", "É a minha preferida", "Eu adoro esse bolo", "Minha vó faz pra mim", "Esse bolo é maravilhoso" ...
Em seguida, iniciamos a reflexão: Não adianta termos a receita se não colocarmos a "mão na massa". Da mesma forma, não adianta só falar, só rezar, só ir à missa, só fazer novenas, se não colocarmos tudo isso em prática. É preciso mostrar nossos dotes e nossas habilidades. E mesmo quando colocamos em prática uma receita, não é da primeira vez que ela fica perfeita. Vamos melhorando a receita com o tempo. Vamos aprimorando os ingredientes, as quantidades e vamos adaptando a receita ao paladar das pessoas e também adaptando o paladar das pessoas à receita. Não sei quanto a vocês, mas eu dificilmente preparo um bolo só para mim. O legal de fazer um bolo, é poder dividi-lo com outras pessoas. O bolo serve para unir.


Foi então que concluí dizendo que eu também havia trazido a minha melhor receita. Preparei o meu melhor bolo (chocolate com morango) para partilhar com eles. O bolo estava escondido em uma mesa no canto da sala e quando o coloquei na mesa, foi uma festa. As mães começaram a elogiar e pedir a minha receita. Uma delas até perguntou a data do nosso próximo encontro. Prometi montar um livrinho para cada catequizando com todas as receitas.

Encerramos o encontro com a oração do Ano Nacional do Laicato e um desafio: que possamos fazer e partilhar o nosso melhor bolo durante a semana!

Agora conseguem compreender o meu sentimento? Estou muito feliz, sensação de missão cumprida, medo superado e muitos planos de novos encontros com as famílias.

Silvana Chavenco Santini
Regina Celia Fregadolli Auada
Paróquia São Jose Operário – Maringá – PR.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

4 MILHÕES DE ACESSOS!! É MOLE?


E NÓS CHEGAMOS!!!!


4 MILHÕES DE ACESSOS!!!!

PARABÉNS  Pollyana Tabosa, nossa catequista que conseguiu a foto do momento!!!



sábado, 17 de fevereiro de 2018

PARA MELHOR ESCREVER E SE FAZER ENTENDER!


Uma das atividades que mais fiz na vida, foi corrigir inúmeros trabalhos de alunos. Isso, claro, não me tornou expert em redação, mas, me trouxe um conhecimento considerável e muito válido na "arte de escrever". Porque, quando escrevemos, precisamos nos fazer entender, obedecer às regras de ortografia e gramática de nossa língua e colocar o texto dentro de algumas normas ditas de "metodologia científica".

Uma coisa que vocês devem perceber ao ler este texto é que a cada parágrafo eu “pulo” uma linha. Correto também, seria fazer um pequeno recuo da margem esquerda na primeira linha do parágrafo. E também que procuro não colocar mais que quatro frases num parágrafo ou estendê-lo além de cinco ou seis linhas. Claro que estou falando de “seis” linhas numa página A4 justificada, não no mural do Facebook que é bem mais “estreito”.
Vocês percebem que a leitura fica mais fácil assim? Pois é, são algumas regras da boa redação.

Além de ser indispensável colocar vírgulas e pontos nas frases, para que o leitor identifique a entonação e o final das sentenças, é preciso também não "cansar" o pensamento de nosso leitor escrevendo parágrafos muito longos. Porque se entende que o parágrafo é uma mudança de "pensamento". Ou então uma outra colocação com um novo enfoque.
Já percebeu que quando você se depara com um texto de parágrafo único e com um número superior a 6 linhas, seu cérebro reluta em fazer a leitura? Pois é, isso é porque a leitura já parece cansativa e é previamente descartada por ele. Por isso as mensagens de poucas linhas fazem tanto sucesso nas redes sociais. E se for uma imagem, então? Muitas curtidas e compartilhamentos virão. Nossa mente é um tanto “preguiçosa” e, é claro, prefere trabalhar menos.

Sempre que vocês forem redigir um texto observem essa regra simples: separe seus pensamentos em parágrafos e que esses parágrafos tenham no máximo cinco linhas. Coloque vírgulas e pontos para dar "fôlego" ao leitor. E sempre que forem publicar alguma coisa em suas páginas ou murais do Facebook, corrija o layout do texto. Normalmente o Facebook não assume os parágrafos do texto ou então deixa-o com frases quebradas e espaçamento muito longo entre linhas. Corrija-o antes de publicar.

O Facebook tem uma característica interessante: por ser uma REDE SOCIAL, dinâmica e interativa, ela privilegia “diálogos”, ou seja, sentenças curtas. Os leitores, via de regra, não buscam ler "artigos" ou "reflexões longas" na rede social. Isso porque pretende-se mais “diálogos” do que “monólogos”. Assim corremos sempre o risco de que ninguém nos leia se quisermos dizer algo além do "Ver mais"... E se o leitor der uma olhada e seu texto é uma sequência ininterrupta de 20 frases, sem pontos e parágrafos para descanso, aí é que ele não vai ler mesmo!

Então se você, como eu, não sabe ser econômico com as palavras, e quer que te "leiam", procure "paragrafar" seus textos. E corrija-os. Use a ferramenta “revisão” do Word ou de outro editor de textos. Além de deixar o seu texto mais “limpo” e correto, é uma ótima maneira de também aprender um pouco da nossa língua. Mas, certifique-se que o corretor está em português do Brasil.

Ângela Rocha
CATEQUISTA

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

HOMILIA DO DOMINGO: O REINO DE DEUS JÁ CHEGOU!

                       HOMILIA DO 1º DOMINGO DA QUARESMA ANO B

Este sinal da aliança que coloco entre mim e vós, e todos os seres vivos que estão convosco, por todas as gerações futuras: ponho meu                          arco nas nuvens como sinal da aliança entre mim e a terra (Gn 9, 12-15). Deus estabeleceu uma aliança com Noé. A aliança é uma iniciativa de amor, de benevolência de Deus, uma relação de diálogo entre Deus e as pessoas. O Senhor deseja sempre mostrar o seu amor e a sua vontade para que sejamos felizes. Ele está ao nosso lado e se compromete com a nossa vida. Sempre podemos estar abertos ao diálogo e à amizade com Deus. Isto está na base de qualquer aliança divina.

A aliança implica também o lado do ser humano. Assim, trata-se de um dom, mas também de uma tarefa: ao mesmo tempo em que a aliança revela a iniciativa e a benção divina, exige de cada um de nós um esforço para cumprirmos aquilo que Deus no propõe.

“O Espírito levou Jesus para o deserto. E Ele ficou no deserto durante quarenta dias e foi tentado por satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam” (Mc 1,12). Jesus cumpriu em tudo a vontade do Pai, assumiu sua tarefa como Filho de Deus. Mas antes foi conduzido ao deserto pelo Espírito. O deserto é o lugar da secura, do desânimo. No deserto a amargura é aparente, pois se este lugar é vencido, podemos desfrutar de suas graças, no afastamento dos barulhos da vida, encontramos sentido verdadeiro silêncio.

O deserto é o lugar da tentação. Jesus foi tentado a deixar a sua missão, foi tentado a desistir de tudo. O Senhor transformou o deserto em uma oportunidade de encher o seu Espírito de motivação, de firmar o sentido em sua missão. A Quaresma é uma oportunidade de tomar novo ânimo, para levar nossa vida com coragem.

No deserto, Jesus foi tentado a utilizar de modo inadequado o seu messianismo. Poderia utilizar de seu poder para se autopromover, mas não o fez. Somos também tentados a desvirtuar a nossa missão. Facilmente utilizamos dos nossos cargos, funções, papéis sociais de um modo equivocado. Por vezes o poder nos seduz, e somos tentados a focar nossas ações em nós mesmos, para que tenhamos evidência e bem-estar.

Pe. Roberto Nentwig
Arquidiocese de Curitiba-PR


FONTE: 
NENTWIG, Roberto. O Vosso Reino que também é nosso. Reflexões Homiléticas - Ano B. Curitiba; Editora Arquidiocesana, 2015. pg. 79.



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QUARESMA - TUDO COMEÇA DE NOVO



O deserto é o lugar onde ficamos totalmente desprotegidos. Lá estamos sozinhos frente a frente com nós mesmos, com nosso vazio interior, nosso desamparo, nossa solidão, com o imenso nada ao redor e dentro do coração” (Grün-Reepen).

Não faz muito tempo despedíamo-nos do tempo do Natal. Em começos de janeiro guardamos as imagens do presépio, desmontamos a árvore de natal com suas bolas multicoloridas e aquelas luzinhas chinesas que piscam, piscam sempre. Lá no sótão, ou naquela prateleira da área de serviço, descansam Maria e José, o Menino e pastores e também os magos, os carneiros dos pastores, a manjedoura do menino. E agora tiramos outra caixa, a caixa da quaresma. Talvez não. Talvez simplesmente nesta 4ª-feira das cinzas chegam até nós palavras que perdemos um pouco a prática de pronunciar: esmola, jejum e oração. Elas estão na caixa de papelão da memória. Na verdade, tiramos não de caixas de papelão, mas do baú de nossa própria vida.

A Palavra do Senhor vem nos acordar. Primeiro, cinzas em nossas frontes e essa proposta da esmola, do jejum e da oração. Mas afinal de contas nós, cristãos do século XXI, não corremos o risco de parecer antiquados, repetindo essas histórias de comer menos, de ficar pensando nos outros que precisam de dinheiro e de “perder” tempo com a oração? Essas práticas que tiramos do baú têm sentido? Temos pressa. Temos que aproveitar a vida…. Essa proposta quaresmal parece nos impedir de seguir os tempos…

Mas atenção! Não podemos perder e desperdiçar o tempo da quaresma. Entramos no templo. Mudaram-se os paramentos do verde para o roxo, deixou-se o Glória nas alturas. Antífonas, leituras, hinos e cânticos nos falam da mudança do coração, de um tempo favorável. Tudo começa com essas cinzas na fronte. Sacramental, símbolo. Somos fragilidade. Nada de nariz arrebitado. Importante ceder o lugar para o outro. Somos fragilidade, pó, poeira, cinza. Não dá para entrar correndo no templo para receber as cinzas se nosso coração não der tempo ao tempo para o recolhimento e para tomarmos consciência do quanto somos odiosos com nossas posturas cheias, bem cheias, de egoísmo e de autossuficiência. Nada de praticar a justiça diante dos homens, para que vejam e digam que somos os tais… os melhores… nada de ritualismo vazio. As aparências enganam. Desnudar o coração…

Lutamos, trabalhamos, vivemos dignamente. Precisamos pensar em nós…. Para o cristão, no entanto, não tem cabimento pensar apenas em si. Quaresma é tempo de partilha, de aprendizado do dom de si, de desejo dar ao outro aquilo que existe dentro de nós: um louco desejo de amor. Vestir os nus, colocar leite na mamadeira das crianças, fazer uma campanha para esses desempregados. Esmola? Sim e não. Solidariedade. Fazer-se dom. Se dermos o nome de esmola a este gesto do dom dos bens e de nós mesmos, discretamente, sem que a mão direita saiba o que faz a esquerda, teremos vivido uma gigantesca quaresma. Os outros, os outros, sempre os outros. Cristo costuma marcar encontro conosco nos outros. Preciso pensar nisso.

Essa gente toda que somos nós, adolescentes e jovens, adultos e pessoas maduras nesse tempo da quaresma precisamos reencontrar o gosto pela intimidade com o Senhor na oração. Fazer silêncio, escutar os gritos do coração, ler a Escritura com os olhos do interior. Nada de oração alarido, gritaria. Palavras sim, mas palavras que brotem de nosso nó interior. Oração dos salmos, oração da Eucaristia, sempre uma oração que parta de nossa verdade mais íntima. Oração feita no quarto, com porta fechada. A quantas anda nossa intimidade com o Senhor?

Quaresma tempo de jejum. De privação de alimentos, certamente. Uma dieta espiritual sóbria nesse mundo de consumismo. Quaresma tempo de protesto contra essa sociedade de consumo, de cerveja o tempo todo, de requintes, de todas as gorduras que nos fazem seres obesos, lentos, cansados, pesados. Jejum de nós mesmos.

Sim, vamos entrar no tempo da quaresma, no deserto da quaresma… Mateus nos ajuda com sua insistência na transparência: esmola, oração e jejum, mas feitos a partir de nossa verdade e sem alarido, tudo discretamente.

Quaresma, tempo de conversão: “Converter-se não é em primeiro lugar passar do vício para a virtude, mas viver uma mudança radical: aceitar de não fazer sua vida sozinho, como numa queda de braço, mas acolher em Jesus a iniciativa de Deus, a gratuidade de seu Amor, de seu chamamento e de seus dons. No começo de tudo, não há mais o eu, o homem, mas o Amor de Deus” (Michel Hubaut).

“No deserto topamos com nossos limites, descobrimos que não podemos nos auto ajudar, que precisamos da ajuda de Deus. No deserto nos expomos sem proteção, temos sede de tanta coisa e fome do que nos falta” (Grün-Reepen).

Frei Almir Guimarães
Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil.


A MISSA PRECISA COMEÇAR NOS ENCONTROS


E por falar em catequese...
Ângela Rocha

Durante muito tempo na catequese, a LITURGIA, esteve dissociada da nossa realidade

Explico: Os conteúdos da catequese priorizavam mais a "doutrina" da Igreja. ou seja, o "ensino" era mais do catecismo do que propriamente da "mensagem" que Jesus deixou com seus ensinamentos. A ideia era que cada um recebesse os sacramentos em um tempo específico, sem, contudo, observar a "conversão" de cada um. Partia-se do pressuposto de que todos nasciam em uma família cristã, logo, sabiam o que se espera deles na Igreja e na vida em comunidade.

Bom, aqui cabe um parêntese: Será que ainda não se pensa assim nos dias de hoje?

A partir do Concílio Vaticano II, surgiram vários "movimentos" por parte da Igreja no sentido de tornar a catequese mais de "iniciação" à vida cristã e menos voltada aos sacramentos. Documentos e exortações do Papa, o Diretório Geral para a Catequese e muitos outros documentos vieram falando da “iniciação” e não mais da catequese com vistas ao sacramento. A Bíblia passa a ser “o” documento da catequese e não mais o catecismo, e a liturgia passa a ter importância também nos encontros catequéticos. “Mistagogia” passa a ser uma palavra comum na catequese de iniciação.

E uma catequese de iniciação precisa de "celebração", de mistagogia (celebrar o mistério da fé). Despertar os “sentidos" da pessoa, mais que a razão, onde para se viver a fé é necessário envolvimento nesse mistério. Mas, ainda assim nossa catequese parece não ter conseguido "internalizar" isso. Vê-se pela enorme "dificuldade" que quase todos os catequistas nos relatam em "levar" seus catequizandos a uma missa.

E – é quase unânime – que vamos culpar os pais: "que não levam", "que não dão exemplo", que não participam da catequese dos filhos...

Vamos então esmiuçar esta questão.

Em primeiro lugar, a missa (liturgia) não é "exemplo", “costume”, “hábito” como o foi em eras passada. E nem muito menos um compromisso "social". A missa é a "celebração da fé". Que nada mais é do que a celebração "da vida"! É uma "necessidade" espiritual, jamais uma imposição e nunca a sua “falta” deve ser lida como um “pecado”.

Enfim, nós temos uma missão na catequese, além de ensinar "conteúdos", precisamos ensinar os “mistérios” da fé. Precisamos não “ensinar” liturgia, mas, VIVER a liturgia. Precisamos ensinar a CELEBRAR! Estamos vivos! Fomos salvos pelo sacrifício amoroso de cristo. Nossa catequese deve CRISTOCÊNTRICA e não doutrinal ou devocional.

E celebrar começa pela vida, pelo nosso cotidiano, pelas pequenas coisas que vivemos. Um dia lindo de sol, a chuva que rega a terra, a beleza da natureza colocada à disposição do homem, a água que alivia a sede, a luz que ilumina a escuridão, o pão que sacia a fome... Se não ensinamos nossas crianças a "celebrar", a "festejar" a vida, eles nunca entenderão porque precisam ir à missa.

Então é isso: a "Celebração" precisa começar nos encontros! E cada etapa/fase tem os seus momentos. Como fazer isso, é uma questão de planejamento. O que precisamos celebrar nos encontros para que nossos catequizandos sintam a necessidade de celebrar com a comunidade também? Usar símbolos, usar os sentimentos, mesmo aquilo que não se pode tocar pode ser simbolizado. Somos despertados para a vida e todas as coisas ao nosso redor, pelos nossos sentidos: o olhar, o ouvir, sentir o toque, o perfume.

Por que não usar isso em celebrações catequéticas? Que podem ser feitas a cada etapa “vencida”, a cada novo compromisso: o perdão, a bondade, o amor, a caridade...

Ângela Rocha
Catequista 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

TRÍPTICO


 
 "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o caridade, estes três, mas o maior destes é o amor". 
(1Cor 13, 13)


Jesus anunciava a Boa Notícia do Reino de Deus, mas nunca o ouvimos chamar “rei” a Deus. Jesus chamava PAI a Deus e ensinou-nos a chamá-lo assim também. Quem reina é um PAI bom e leal, o nosso PAI! Somos filhos do rei: não há razão para temer. 

Jesus mostra-nos o coração de Deus como alguém de confiança, cheio de amor e ternura para dar aos Seus filhos todos, sem exceção. Deus não “ama mais” os que mais “merecem” mas ama com um amor todo especial aqueles que mais precisam, por causa do sofrimento, da solidão ou do pecado. Ninguém consegue pôr-se fora da misericórdia de Deus! Ninguém consegue descer abaixo do perdão de Deus! Não conseguimos anular o amor de Deus por nós.

Deus só é bom, e não é capaz de fazer mal. Deus não nos ameaça para cumprirmos a Sua Vontade, Deus não promete castigos, porque Deus não se vinga nem é capaz de maldade nenhuma. O Pai de Jesus é Pai Nosso. Temos motivos para confiar.


ESPERANÇA

Por onde Jesus passava, brotava a Esperança. As pessoas que o ouviam e se fiavam dele sentiam renascer dentro delas a Esperança e os motivos para acreditar. Para Jesus todas as pessoas têm futuro! Há Esperança para todas as pessoas porque todas as pessoas são infinitamente amadas. É a Fé no Amor que nos dá esta Esperança.

O Reino de Deus que Jesus anuncia é este mundo revolucionado pela Esperança e curado pela Compaixão. Quando a nossa mente se abre à Esperança que ultrapassa os queixumes à volta de nós mesmos, e quando o nosso coração se abre à Compaixão que sente as dores dos outros e toca as feridas dos outros, então estamos a pôr-em-prática o Pai Nosso: “Venha a nós o vosso Reino!”.

Deus tem Esperança em nós! O maior sinal dessa Esperança de Deus em nós é o Perdão que nos dá. Deus perdoa-nos porque continua a acreditar em nós e não aceita desistir de nós. Nenhum pecado é maior que Deus. Nem todos juntos conseguem afogar a Misericórdia de Deus.

O Deus de Jesus é o Pai a quem mataram o Filho. E, depois disso, o que este Pai faz é convidar aqueles que lhe mataram o Filho a sentarem-se à Mesa consigo. É aí, na Mesa da Graça e do Perdão, que Deus nos quer mudar o coração e nos convoca para um Mundo Novo.


AMOR

Ao Amor de Jesus até chamamos Caridade, para percebermos que é muitas vezes um amor diferente do nosso: mais inteiro, mais gratuito e mais duradouro. É isso que a palavra Caridade quer dizer: Deus ama-nos com Caridade. Quer dizer: o Seu Amor por nós é uma Graça infinita e um Dom sem medida. Deus tinha motivos para não gostar de nós. Mas gosta. E muito! Isso é Caridade, um Amor maior do que tudo. 

Jesus não falava do Amor de Deus como um “sentimento” apenas, mas como um Projeto que Deus tem para nós e do qual não abdica por nada. O Amor de Deus é a doação que Ele nos faz da Sua própria vida: Deus quer que todos os Seus filhos vivam nele e com ele para sempre, felizes e curados. Jesus de Nazaré é a Caridade de Deus em Carne Viva, é a maior declaração de Amor que Deus nos faz.

Como podemos responder a este Amor do nosso Deus? Amor com amor se paga! Aprender de Jesus é amar como ele ama. Seguir Jesus é fazer como ele faz. Quando andava lá na Galileia, Jesus mostrava o seu Amor pelas pessoas investindo nelas: Tempo, Perdão e Vida. Jesus investia naqueles de quem já todos tinham desistido. Às vezes, até já tinham desistido de si mesmos! Mas nós, muitas vezes, desistimos cedo demais uns dos outros. Deixamos de investir Tempo para nos encontrarmos, Perdão para nos reconciliarmos, e Vida para nos ajudarmos. O Amor leva à Partilha. E a Partilha é que nos Salva!

Rui Santiago, cssr
CER – Portugal.

COMEÇA A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018!

1. Discípulos missionários, seguidores de Jesus Cristo! Arautos da fraternidade e da paz, pois em Cristo somos todos irmãos e irmãs!

2. O Ano Litúrgico expressa, visibiliza, celebra a vida, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Vivemos da beleza salvífica que Ele nos ofertou. Salvação que é transformação! A Quaresma é caminho de transformação, de libertação, pois é tempo de conversão, mudança de vida: transformação em Cristo!

3. Nesse tempo precioso de transformação, a Igreja no Brasil apresenta às comunidades uma realidade que pede atenção, mudança, conversão. A vida cotidiana é contínua transformação para que todos possam viver como irmãos. O Evangelho oferece a todos os cristãos a oportunidade de vida nova, de novas relações, de cuidados fraternos.

4. A experiência de estar exposto a situações de violência é relatada por um grande número de brasileiros. Não se trata de uma percepção isolada e meramente subjetiva. Os episódios de violência intensificaram-se e tornaram-se comuns também em cidades pequenas e médias, deixando de ser um fenômeno típico das grandes metrópoles. No entanto, sempre encontramos muitos lugares onde existe a preservação da harmonia e da paz ou foi construída uma vida pacífica e fraterna.

5. A violência direta é que chama mais a atenção. Essa forma de violência acontece quando uma pessoa usa a força contra outra. Mais de um agressor e mais de uma vítima podem tomar parte em tal evento. Porém, vemos crescer sempre mais as formas coletivas e organizadas da prática de violência.

6. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a violência se caracteriza pelo uso intencional da força contra si mesmo, contra outra pessoa ou contra um grupo de pessoas. Essa violência pode resultar em dano físico, sexual, psicológico ou morte.

7. A violência não será superada com medidas que ignorem a complexidade do problema. É preciso considerá-lo em sua abrangência, com a multiplicidade dos operadores que atuam na área. Sobretudo, é indispensável compreender que a violência não é um caso apenas reservado ao tratamento policial, à lei, mas é uma questão social que requer a atenção e a participação de toda a sociedade para ser enfrentada

8. 8. Nesta Campanha da Fraternidade desejamos refletir a realidade da violência, rezar por todos os que sofrem violência e unir as forças da comunidade para superá-Ia. Vamos lançar um olhar também para os rumos e os impasses que, há décadas, vêm dominando as políticas públicas de segurança. Os índices da violência no Brasil superam significativamente os números de países que se encontram em guerra ou que são vítimas frequentes de atentados terroristas.

Objetivos da CF 2018

Objetivo Geral:

Construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência.

Objetivos específicos:

- Anunciar a Boa-Nova da fraternidade e da paz, estimulando ações concretas que expressem a conversão e a reconciliação no espírito quaresmal;
- Analisar as múltiplas formas de violência, especialmente as provocadas pelo tráfico de drogas considerando suas causas e consequências na sociedade brasileira;
- Identificar o alcance da violência, nas realidades urbana e rural de nosso país, propondo caminhos de superação, a partir do diálogo, da misericórdia e da justiça, em sintonia com o Ensino Social da Igreja;
- Valorizar a família e a escola como espaços de convivência fraterna, de educação para a paz e de testemunho do amor e do perdão;
- Identificar, acompanhar e reivindicar políticas públicas para superação da desigualdade social e da violência;
- Estimular as comunidades cristãs, pastorais, associações religiosas e movimentos eclesiais ao compromisso com ações que levem à superação da violência;
- Apoiar os centros de direitos humanos, comissões de justiça e paz, conselhos paritários de direitos e organizações da sociedade civil que trabalham para a superação da violência.

Objetivos permanentes da Campanha da Fraternidade

- Despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum;
- Educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho;
- Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária (todos devem evangelizar e todos devem sustentar a ação evangelizadora e libertadora da Igreja).

FONTE: cnbb.org