terça-feira, 2 de setembro de 2014

CELEBRAÇÃO DA PENITÊNCIA PARA A CATEQUESE

Orientação: Catequistas, Pais ou Responsáveis, Catequizandos da Crisma e Perseverança se reúnem e fazem silêncio durante algum tempo antes da celebração. É importante que haja a presença do sacerdote para ouvir as confissões após a celebração.

Comentarista: Em sua vida, o cristão sempre se coloca em atitude de conversão e penitência, porque reconhece em si sua fraqueza e suas limitações. Podemos sempre nos aperfeiçoar e nos doar mais. Converter-ser significa querer viver de acordo com o Evangelho de Jesus Cristo para sermos mais felizes. Muitas vezes nos preocupamos tanto conosco mesmos que nem temos tempo para nos dedicarmos ao próximo. É hora de abrirmos mais espaço em nossa vida para acolher a Boa-Nova da salvação e nos examinarmos diante da Palavra.

Presidente: Em nome do Pai...

A graça de nosso Senhor Jesus Cristo...
Deus, pela penitência, nos abre um caminho novo, conduzindo-nos cada vez mais à plena liberdade de filhos e filhas de Deus. Queremos nos parecer sempre mais com Jesus Cristo. Se não podemos parecer fisicamente, podemos, sim, ter um coração muito próximo ao dele com os mesmos sentimentos de Cristo, que primeiramente nos ensinou a amar e a perdoar.

Canto Penitencial

Senhor, tende piedade...

Presidente: Oremos
Ó Deus que nos chamais das trevas à luz, da mentira à verdade, e da morte à vida, derramai em nós o vosso espírito santo para que abra nossos ouvidos e fortaleça nossos corações, a fim de podermos compreender nossa vocação e caminhar corajosamente para uma verdadeira vida cristã. Por Cristo, Nosso Senhor.

Canto de aclamação ao Evangelho

Proclamação do Evangelho de Mateus 25, 14-30.

Partilha da Palavra

Quem preside retoma o texto com o grupo e repete alguns versículos para fixar bem a mensagem. É importante relacionar o trecho lido com o projeto de vida que o adolescente é convidado a formular para si e no contexto familiar.

Texto de apoio:

O talento era um peso-moeda, feito de metais precioso e usado na antiguidade grega e romana. Equivalia a 49 gramas de ouro. Podemos imaginar como era precioso um talento de ouro! Entretanto, no decorrer dos tempos, talento passou a indicar genericamente dom natural, inteligência excepcional, dotes especiais... O Evangelho quer nos mostrar que todos recebemos numerosos talentos de Deus: a vida, a saúde, a inteligência, a educação, a fé, o batismo, a amizade com Deus...

E a primeira atitude a ser tomada perante esses talentos-dons deve ser a de acolhida agradecida e prática. Nunca esqueçamos que na raiz e na fonte primeira está sempre o dom de Deus. Mais que desenvolver os próprios dons, Jesus lança o apelo apara reconhecermos e aceitarmos o dom as Salvação, abrindo de par em par nosso coração. Os dons que Deus nos concedeu precisam crescer e frutificar para o bem de todos.

Não importa se recebemos cinco, dois ou um talento apenas. O que importa é que não o guardemos só para nós. Na verdade as graças com as quais o Pai nos presenteou não são apenas nossas; pertencem á comunidade, pois nossas energias, nossos talentos devem estar a serviço dos irmãos. Quando o patrão voltar, não podemos estar de mãos vazias, com o talento enterrado. Devemos apresentar a Deus um mundo renovado, justo, fraterno, um mundo onde haja espaço para todos, onde não haja excluídos. Um mundo conforme á sua vontade, construído com o empenho de todos. A comunidade não cresce e definha aos poucos, quando seus membros não colocam em comum as potencialidades que possuem.

Exame de consciência

Podemos nos perguntar: que talentos Deus me concedeu na formação de minha família, na convivência escolar, na amizade com as pessoas... Reconheço os dons que me foram oferecidos? Qual é o maior dom que Deus nos concedeu? Qual a semelhança de atitudes entre aquele que recebeu um talento e o jovem rico da parábola de Mt 19, 16-26 (Parábola do Jovem Rico).

Neste momento é recomendável que os fiéis façam a confissão individual (auricular).

Ato Penitencial

Todos: Confesso a Deus todo-poderoso...

Presidente: Senhor deus, vós conheceis todas as coisas. Conheceis também nossa vontade sincera, de servir melhor a vós e a nossos irmãos e irmãs. Voltai para nós os vossos olhos e atendei as nossas súplicas.

Leitor: Dai-nos, ó Deus, a garça de uma verdadeira conversão.
Todos: Ouvi-nos Senhor!
Leitor: Despertai em nós o espírito de penitência e confirmai o nosso propósito.
Todos: Ouvi-nos Senhor!
Leitor: Perdoai nossos pecados e compadecei-vos de nossas fraquezas.
Todos: Ouvi-nos Senhor!
Leitor: Fazei-nos confiantes e generosos.
Todos: Ouvi-nos Senhor!
Leitor: Tornai-nos fiéis discípulos do vosso Filho, e membros vivos de vossa Igreja.
Todos: Ouvi-nos Senhor!

Presidente: Deus, que não quereis a morte do pecador, mas que ele se converta e viva, recebei com bondade a confissão de nossos pecados e sejais misericordiosos para conosco que recorremos a vós como vosso Filho nos ensinou.

Todos: Pai Nosso que estais no céu...

Benção e Canto Final

Neste momento é recomendável que os fiéis façam a confissão individual (auricular).


Fonte:
Pe. Antonio Francisco Lelo. Projeto Jovem, Livro da Família. São Paulo: Paulinas, 2010.

Ângela Rocha

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO