quinta-feira, 13 de agosto de 2015

ENCONTRO PARA OS PAIS - TEMA: SER IGREJA, SER COMUNIDADE


ENCONTRO COM PAIS DE CATEQUIZANDOS
Tema: Ser Igreja, ser comunidade


Interlocutores: Pais da 1ª e 3ª Etapa da catequese de Eucaristia. (Neste caso o encontro foi feito com a 1ª Etapa separada da 3ª. A 1ª porque os pais estão sendo inseridos na comunidade, na 3ª por ser parte do Itinerário de conteúdos a serem abordados).
Tempo estimado: 1 hora e 15 minutos.
Local: Auditório do Centro de Pastoral

Ambientação:
- À frente da assembléia, uma mesa decorada com flores, com duas velas e lugar para por a Bíblia;
- Uma outra mesa com uma jarra de vidro com água e um outro recipiente de vidro transparente, vazio. Uma velinha flutuante e fósforo para acendê-la;
- Na recepção, na mesa onde estiver as listas de presença para assinatura dos pais, colocar uma cesta com pequenas pedrinhas e entregar uma ou mais pedrinhas para cada um que chegar.

Material:
- Um modelo do convite enviado aos pais, em tamanho maior (A4);
- Um cartaz grande (cartolina), com a mesma Igreja do convite, sem ter nada escrito, mas, dentro das portinhas colar várias figuras de crianças, famílias, pessoas, tipo um porta-retrato gigante;
- Bexigas, canetas ou canetinhas para desenhar nas bexigas.

ROTEIRO DO ENCONTRO

19h30 – Abertura/acolhida – Coordenação
- Boa noite, boas vindas...
(Se o padre estiver presente, convidá-lo para uma palavra de acolhida a todos).
- Pedir para que todos fiquem em pé para leitura da Palavra...

(Uma catequista faz a entrada da Bíblia e todos cantam “A Bíblia é a Palavra de Deus, semeada no meio do povo...”. A mesma catequista ou outra faz a leitura Bíblica.) 

Leitura Bíblica – Efésios 2, 19-22 – (Uma das catequistas do 1º ou 2º ano).

"Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; na qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito".

19h40 –  O que é ser Igreja?

- Lembrar do convitinho enviado a eles, perguntar quem recebeu e se gostaram do convite (Mostrar o modelo maior em A4). Falar da “chamada” do convite “Venha ser Igreja!”, colocada no alto, no lugar dos sinos que “chamam os fiéis”. Falar da mensagem do convite colocada dentro da “portinha”... e abrindo a portinha mostrar que, com aquele texto, todos estão ali, naquele momento, e foram “acolhidos” para estar  “dentro” da nossa Igrejinha/comunidade...

Falando do que é Igreja - Nós ouvimos essa palavra em quase todos os nossos ambientes. Muitos usam esse nome para descrever um belo edifício construído em um determinado lugar. Outros usam o termo para falar de uma organização religiosa. É de fundamental importância saber o que significa o termo Igreja. Origina-se do grego e do latim:
A palavra Igreja deriva de Eckesia, que em grego quer dizer “assembléia”, eram assim chamadas as reuniões em Atenas, na Grécia antiga.
Já em latim, a palavra Eclésia significa Igreja como lugar de reunião. Originalmente, Eclésia é  “curral de ovelhas”, lembrando aqui, que Jesus nos chamava de “suas ovelhas”, sendo Ele nosso Pastor.

Mas, o que é “Igreja” para nós. O que pensamos e lembramos quando alguém diz: “Vou à Igreja”? (Incentivar a participação dos ouvintes, que alguém dê um “palpite”)
O que nos vem a mente primeiro é a imagem do “prédio”, da construção da Igreja, não é?
Mas, será que Igreja é só uma edifico, um lugar onde as pessoas se reúnem? Não, ela não é apenas uma construção com blocos, pedras e cimento, mas um edifício construído com “pedras vivas”...

- Pedir a todos que venham colocar as pedrinhas que ganharam na entrada, no recipiente de vidro ali na frente...

Lembrar então, o conceito de “pedras vivas” da carta de São Pedro:
“Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo". (1 Pedro 2, 5)

Relembrar a leitura bíblica feita no começo do encontro, destacando os termos em negrito:

"Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; na qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito". (Efésios 2, 19-22)

E como nós podemos ser santos? Como seremos família? Como vamos nos “ligar”, unir as pedras, para nos tornamos edifício da habitação de Deus no Espírito?

- Despejar a  água na jarra, lentamente no recipiente com as pedras...

Agora, com a água despejada aqui, não “ligamos” todas as pedras?

(neste momento brinquei dizendo que queria trazer argamassa ali mas que a coordenadora não deixou... )

E o que vem a ser essa “água”? (Incentivar a participação dos ouvintes, perguntando a eles...)

Esta água simboliza o nosso “batismo”, nosso “renascimento”. A água nos torna cristãos, nos torna Igreja, nos torna “edifício da habitação do Senhor”. Mas ainda falta uma coisa...

-Colocar a vela flutuante acesa no recipiente com as pedrinhas e a água...

Falta nesta nossa construção o fogo do “Espírito Santo”, que nos dá força, luz, energia!

Esse edifício é chamado a atingir uma finalidade, isto é, ser santo, viver em comunhão e oferecer sacrifícios agradáveis a Deus.

- Lembrar que a água do batismo é o que une as “pedras”, que nos faz parte de um “corpo”.

Portanto, a Igreja é um corpo, nela não há separação, se existe divisão é porque ainda não aprendemos a ser Igreja. O corpo é formado por vários membros, a Igreja é formada e representada por muitas pessoas e a esse conjunto de pessoas chamamos de comunidade. Seremos Igreja quando formos comunidade chamada a sair e anunciar a Palavra. Isso se faz com humildade e com a intenção de agradar a Deus.

Não estamos falando do edifício em si, mas estamos falando da criação de um “corpo” no Bairro Shangri-lá de Londrina (colocar o nome do bairro e cidade), com pessoas diferentes e um objetivo comum: Santificar, ensinar e disseminar o Projeto de Jesus Cristo.

Hoje em dia, os desafios são bem mais acentuados quando da criação da paróquia há tantos anos atrás (se souber, citar). O mundo secularizado e pluralista oferece às pessoas não só uma autonomia, mas também muitos valores que nada tem a ver com a ética cristã, dando à sociedade um prazer imediato e a ilusão de ter alcançado os seus objetivos saciando seus desejos meramente materiais. Ninguém mais parece preocupado em ser “Igreja”, comunidade de pessoas unidas em prol do bem comum. E alguns, que estão na Igreja no momento das celebrações, parecem ter esquecido  que não basta só estar lá rezando por si mesmo... É preciso sair da celebração da missa, transformando ela em “missão”, em projeto, em “fazer” pelo bem da comunidade.

E o que é comunidade? Comunidade é ter algo em “comum”, é “partilhar” o pão, repartir aquilo que temos. Igreja que não é comunidade, é apenas um prédio de tijolos...

A Igreja, na pessoa de nossos líderes, o Papa, os bispos, nossos padres... têm insistido em uma nova evangelização, cujo foco central é a pessoa de Jesus Cristo: caminho, verdade e vida. É isso que a Igreja deseja realizar com a ajuda de seus batizados. Os desafios de hoje são imensos no campo da evangelização, mas a nossa esperança é maior ainda e, por isso, podemos sonhar com uma sociedade que expressa uma fé madura, levando-a a um comprometimento com a Igreja. Mas tudo depende de nossas ações. A Igreja é o nosso próprio retrato.... Querem ver?

- Mostrar o cartaz da Igreja como “porta-retrato”... Abrir as portinhas e mostrar o rosto das pessoas, que somos nós mesmos...

- Convidar a equipe do dízimo para expor as razões e necessidades da Igreja, incentivando os pais a partilhar...

20h10 – Dízimo – Equipe do Dízimo

20h20 – Avisos e recomendações – Coordenação

- Fala sobre “comprometimento”, sobre sermos uma pequena “comunidade”, a catequese, dentro de uma comunidade maior que é a paróquia. Que os pais se comprometam realmente com a catequese dos filhos.

- Avisos e assuntos pontuais da catequese.

20h30 – Dinâmica: “Onde está meu filho?”

- Interessante chamar os pais para um salão onde tenha um espaço vazio. Se não houver tempo, realizar pelo menos a primeira parte da dinâmica.

- Pequena reflexão – usar o “gancho” da brincadeira e apresentar cada uma das catequistas aos pais... elas dirão seus nomes, dia e horário da catequese e o primeiro nome de seus catequizandos.

- Benção de despedida.
- Pedir que fiquem, dois a dois, um de frente para o outro: Lembrar da sua crisma, da imposição das mãos pelo bispo onde ele, com este gesto, pediu a proteção de Deus e lhe infundiu o Espírito Santo. Lembrar do quanto é importante pedirmos a bênção aos nossos pais, avós... abençoarmos nossos filhos, afilhados, sobrinhos. Convidar os pais a “resgatar” este bonito gesto da nossa Igreja.
- Então, primeiro um depois o outro fará a seguinte bênção: coloca as duas mãos sobre a cabeça do outro e diz: “Deus te abençoe e te guarde...” em seguida abraça o outro, primeiro de um lado dizendo: “Te dê muita paz”... e depois do outro: “Te dê muito amor... Amém”.
- Convidar a todos para, de mãos dadas, rezar o Pai- Nosso.

20h45 – Reunião com catequista da turma

- Convidar os pais a acompanhar as suas catequistas às salas.

20h30 – Encerramento/término

Despedida feita pelos próprios catequistas de cada turma/sala.


AVALIAÇÃO DO ENCONTRO:

Tivemos a participação de cerca de 30% dos pais. Não há, ainda, uma conscientização de que os mesmos “precisam” também de catequese.

Um aspecto negativo é que, por causa da chuva, tivemos que esperar um pouco pra começar. Começamos com 20 minutos de atraso.

Este encontro precisa, pelo menos de 1 hora e meia para ser desenvolvido a contento. O tempo ficou meio “apertado”.

No entanto, os pais que estiveram no encontro mostraram-se bem interessados no desenrolar do roteiro. Eles ainda são um pouco tímidos para se manifestar, mas brinquei bastante com eles durante a minha fala. E deu pra perceber que eles  estavam a vontade.
Na hora da dinâmica dos balões eles amaram a brincadeira... Mostraram-se tão preocupados em “cuidar” dos seus filhos, que poucos os perderam de vista.

Gostaram também da bênção que fizemos no final.

Perguntei às catequistas, eram seis, o que sentiram do encontro e como foi a reunião com os pais na sala. Elas disseram que os pais gostaram do encontro e que também gostaram de conversar com a catequista de seu filho as questões individuais de cada um.

Penso que precisamos nos reunir mais. Dar mais oportunidades de participação aos pais, encontros mais freqüentes e “leves”, sem muita “falação”, “cobrança. Colocando assuntos que os interesse e motive. No segundo semestre, fazer encontros a cada dois meses, assim, pais que faltem em um, podem vir a outro.

Ângela Rocha - Catequista

MODELO DE CONVITE



SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO