quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

ROTEIRO DE ENCONTRO: NÃO CHORES! – A VIÚVA DE NAIM


Criação: Nilva Mazzer – Maringá - PR





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Interlocutores
(Catequizandos)
Terceira etapa da Crisma – idade  13 e 14 anos
Duração
1 hora ( Tempo ideal seria 1h30)
Local
Centro catequético
Tema/Conteúdos
 JESUS QUE PASSA FAZENDO O BEM. (tema inicial)

“Não chores!” – A viúva de Naim. (Tema sugerido).

Uma consideração a respeito de “tema”:

A questão de delimitar um tema é o seguinte: tema é o “assunto” do encontro. Muitas vezes o que colocamos em nossos roteiros é o “título” dado pelo autor do livro/manual/apostila. Isso dificulta um pouco ao leitor saber, afinal, do que se trata o encontro.
Vejamos esse exemplo: “Jesus que passa fazendo o bem...” a primeira vista ele é tão abrangente e genérico que não sabemos “de cara” do que se vai falar.
Pensemos que, do TEMA se extrai o “título”. Mas como não estamos aqui numa construção de um documento textual, é necessário que se explicite o máximo possível sobre o ASSUNTO do qual se  vai falar.
O tema aqui na verdade são as ações de Jesus consolador, cheio de compaixão e pronto a fazer o milagre de trazer um jovem da morte para a vida.
Percebeu que depois que acrescentei: “A viúva de Naim”, as coisas ficaram mais “claras”?
Objetivo(s)
- Que o catequizando acompanhe a liturgia (calendário/ano litúrgico) e gradualmente conheça  a vida pública de Jesus.
- Levar o catequizando a entender a atitude de Jesus, e por em prática no seu dia a dia.
- Cultivar um coração (espírito) capaz de sentir compaixão pelos que sofrem, e ao mesmo tempo se sentir amparado e acarinhado por esse Jesus.
Material
(Recursos)
Bíblia, vela, toalha, flores para ornamentar.
Figuras de um caixão simbolizando a morte e o pecado.
Figuras de uma pomba simbolizando a vida e a liberdade.









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Passos
metodológicos
Acolhida/Motivação
- Iniciar com um diálogo de como foi a semana.
- Silenciamento com uma música instrumental para acalmar os corações e assim preparar os ouvidos e os corações para ouvir a Palavras de Deus.
Palavra

Evangelho de Lucas 7,11-17 – A viúva de Naim
Oração
Oração do Espírito Santo no início e um texto para refletir:  
TEXTO:
“O toque da liberdade”

Assim como sentiu compaixão da viúva da cidade de Naim, Jesus continua hoje, olhando para as mães que choram pelos seus filhos “mortos” pelo mundo e continua fazendo milagres no meio do seu povo. A cena descrita nesse trecho do Evangelho retrata fielmente o que acontece no mundo de hoje. Quantas mães que choram e acompanham o filho “morto” pela falta de esperança, pela droga, pela desarmonia, pelas frustrações! O “caixão” significa para nós tudo o que prende, escraviza e oprime.

De uma maneira geral o pecado é o caixão que nos atrela e nos faz parecermos mortos e sem esperança. No cenário descrito por Lucas, Jesus tocou no caixão e ordenou ao jovem que se levantasse e ele sentou-se e falou. Ao tocar no caixão do morto Jesus tocou no que o aprisionava e o impedia de ser livre para caminhar. Assim também Ele faz com cada um de nós que ainda estamos presos nos nossos pecados, isto é, a tudo o que nos impede de caminhar livremente em busca do projeto de felicidade que Deus já traçou para nós.

Por isso, mesmo diante da morte, precisamos manter viva a chama da nossa fé em Jesus Cristo que está sempre perto e, continuamente, terá compaixão de nós.

Peçamos ao Senhor que Ele opere milagres ao nosso redor; que Ele enxugue as lágrimas de todas as mães que choram pelos seus filhos e, ao mesmo tempo, que Ele levante todos os jovens e as jovens que se sentem desanimados (as) pelo peso que o mundo põe às suas costas. Assim, nós também poderemos testemunhar os milagres que acontecem ao nosso redor e anunciar como aquele povo: “Deus veio visitar seu povo”!

A fé em Jesus nos faz refletir o que estamos vivendo hoje:
- Você tem chorado por alguém que considera sem jeito, como morto?
– Você acredita que Jesus tem poder para tocar esta pessoa e libertá-la? Como tem sido a sua oração por ela?
– Você tem sido testemunha de milagres? Você tem anunciado aos quatro ventos o que você tem visto Jesus fazer, hoje?

Helena Serpa
Atividades educativas
- Pegar a figura do caixão, e escrever atrás tudo que os oprime, prende, escraviza, tudo que os impede de ser livres.

- Perguntar: você está preso a algum pecado?  Aí a gente faz o enterro de tudo isso, enterro propriamente dito se puder, ou pode ser queimado também.

- E para positivar tudo isso que acabamos de fazer,  distribuir a figura da pomba, e como no texto Jesus levantou o moço do caixão, pedir a eles que também se sintam tocados por Jesus neste momento e escrevam o que sentem com este toque atrás da figura. Pedir que a atividade seja registrada no caderno deles.






Compromisso
(sócio-transformador)
E agora?
Que pistas e dicas você pode dar aos seus catequizandos para transformar o AGIR deles no mundo?
Que transformação na vida e no cotidiano deles pode acontecer?
Dizer que vão “mudar” suas atitudes com relação aos que sofrem , não basta... É preciso tomar ATITUDES com relação ao outro...
Como fazer isso? O que vão fazer de CONCRETO para “transformar” suas ações frente à sociedade. A comunidade onde vivem?



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Avaliação
Faço a pergunta que faço em todos os encontros, que copiei de uma professora que tive: Porquê valeu a pena este encontro? E com as respostas que obtenho, sei se consegui atingir o objetivo.

OBS: A avaliação metodológica não é o “feedback” que você recebe dos catequizandos. Ela ajuda, é claro, mas como ela é feita por você, fica um tanto induzida. Quem não gostou não vai dizer isso “textualmente” a você .
E essa pergunta está “induzindo” que o encontro “valeu a pena”... Quem vai ter coragem de dizer: “Não, não valeu”? Sua professora usa um método que faz parte da “programação neurolinguísta”, ou seja, você está induzindo ao positivo, dando pouca margem para as opiniões negativas.
Você percebe perfeitamente durante o encontro, se está ou não, prendendo a atenção deles e se estão “ligados” naquilo que você está mostrando e falando.
O que for bom já será visto sem que precise perguntar. Eles vão querer “participar” do momento, falando, dando opinião, fazendo perguntas.
O que for “ruim” você percebe na dispersão, na falta de atenção, na “bagunça”...
Analise também o método que utilizou, o material, o espaço. Ressalte os pontos positivos, veja o que fazer com relação aos negativos. A avaliação é o REVER, do método “Ver-julgar/iluminar-celebrar-agir-rever”.



SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO