segunda-feira, 24 de abril de 2017

A CATEQUESE DEVE ENSINAR PARA O RITO


O ser humano é, por natureza, ritual e simbólico. Refeições em família, nascimentos e mortes, festas populares, comícios, perdas e vitórias humanas são cheias de ritos. Pelo rito, expressamos o sentido da vida, oferecido e experimentado por um ser cultural.

Aderir ao rito significa abrir-­se ao sentido proposto por aquele grupo e, portanto, assumir sua identidade, fazer parte dele.

A observância do mandamento de Jesus: “fazei isto em memória de mim” possibilita a adesão, sempre renovada e reforçada em cada celebração, à identidade com Ele e à comunidade cristã. A identidade, nesse caso, tem a ver com o sentido da vida, a proposta do reino (amor, comunhão, partilha...) que Jesus ensinou, viveu e nos deixou como mandamento.

A expressão ritual trabalha com ações simbólicas e estas atingem o ser humano como um todo, em suas diversas dimensões: sensorial, afetiva, mental, espiritual, individual, comunitária e social. A ligação estreita que existe entre experiência, valores e celebração nos permite formular uma espécie de lei estrutural da comunicação religiosa: aquilo que não é celebrado não pode ser apreendido em sua profundidade e em seu significado para a vida. A catequese leva em conta essa expressão de fé pelo rito para desenvolver também uma verdadeira educação para a ritualidade e o simbolismo.

(DNC 116)

domingo, 23 de abril de 2017

CLIC CATEQUESE: RETRATOS DA SEMANA

Imagens da catequese pelo Brasil...

                                   DOMINGO DE RAMOS

                Luciane Chaves – Paróquia Maria Mãe da Igreja – Seropédica-RJ


LAVA-PÉS

Fátima Matias - Paróquia Santa Isabel Rainha - São Paulo SP
   
LEMBRANCINHA DE PÁSCOA

Deise Tripodi – Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora – Eunápolis-BA

CÍRIO PASCAL

Glória Pessi - Paróquia Divino Espírito Santo - Varginha MG

                                    CAMINHO DE EMAÚS

                  Fernanda Pires - Paróquia Nossa Senhora das Dores - Rio Verde GO

ABERTURA DA CATEQUESE
Mari e Reginaldo - Paróquia N.Sra. do Bom Parto - Nova Prata do Iguaçú PR
                          
ENTREGA DO SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS - CREDO

                               Maria Elenir Melo - Comunidade Rural P.A.  - Areias  RN

OITAVA DA PÁSCOA

Sueli Florindo - Paróquia Cristo Rei - São Vicente SP


CATEQUIZANDOS

Denise Martinelli - Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Barro Vermelho - 
São Gonçalo RJ

sexta-feira, 21 de abril de 2017

HOMILIA: 2º DOMINGO DE PÁSCOA




Um domingo prolongado é o que vivemos nesta semana até chegar na grande oitava de Páscoa. Este dia é muito importante: de domingo a domingo vivemos uma oitava, uma semana que não tem fim, como será na eternidade… É também conhecido como domingo da misericórdia, embora isso seja secundário liturgicamente falando.

Jesus ressuscitou, fez sua Páscoa. O importante agora é que a Páscoa (=passagem) aconteça em nossa existência e em nosso coração. A Vigília Pascal nos ajudou com os símbolos: da escuridão para a luz, da morte para a vida (pela água batismal).

Hoje, o Senhor nos convida para que realizemos a passagem do medo para a coragem. Ao anoitecer daquele dia, diz-nos o Evangelho, estando fechadas as portas do lugar onde se achavam os discípulos por medo das autoridades judaicas, Jesus entrou. Ficou no meio deles e disse: “A paz esteja com vocês.” Os discípulos, ainda temerosos, ficaram felizes por verem o Senhor.
Estenda a sua mão, toque nas minhas chagas… Não seja incrédulo…

Muitas vezes nos encontramos temerosos. Mesmo sem viver a perseguição, a insegurança dos discípulos, a nossa existência é repleta de inseguranças, de medos que nos imobilizam. Diante do medo, Jesus oferece a sua paz. Não é a paz do mundo, não é uma anestesia psíquica como fazem os ansiolíticos, nem tampouco a ausência de problemas. A paz que ele oferece é a certeza da vitória, a certeza de que Ele, o Senhor Ressuscitado caminha ao nosso lado, não nos abandona.

A certeza de que o shalom dele não é uma realidade para depois da morte, mas já está garantido e antecipado para o aqui e agora.
Uma outra passagem deve acontecer: a passagem da descrença para a fé. Tomé não acreditou no testemunho dos apóstolos, queria ver as marcas, tocar nas chagas.  Jesus diz: “Estenda a sua mão e toque o meu lado. Não seja incrédulo, mas tenha fé.” “Você acreditou porque viu? Felizes os que acreditaram sem ter visto.”
Estamos também nós na mesma posição de Tomé. Também nós não vimos, mas acreditamos. Será que acreditamos? Há o risco de que nossa fé se torne limitada, uma busca vazia por sinais, um sentimentalismo barato, uma fé epidérmica, que vale mais pelo espetáculo do que pela convicção. Se vivemos em tempos de grande religiosidade, não podemos falar o mesmo a respeito da fé.


Crer no Ressuscitado, na sua ação, no Espírito que Ele nos envia é a nossa alegria. Sim, Ele continua vivo, aqui e agora: “Ele está no meio de nós”. Seu Espírito não deixa de soprar e nos impulsiona para vivermos na sua graça. “A paz esteja com vocês!”
Pe. Roberto Nentwig


quarta-feira, 19 de abril de 2017

CATEQUESE DO PAPA

CRISTO RESSUSCITOU DOS MORTOS – AQUI NASCE A FÉ CRISTÃ

Como habitualmente às quartas-feiras, também hoje o Papa Francisco teve a sua catequese geral na Praça de São Pedro. E como era de esperar falou de Cristo Ressuscitado tal como é apresentado na primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

O cristianismo – disse Francisco – nasce com a Ressurreição de Cristo enão é uma ideologia, não é um sistema filosófico, mas sim um caminho de fé que parte de uma acontecimento, testemunhado pelos primeiros discípulos de Jesus”.

Se Cristo não tivesse ressuscitado teríamos nele um exemplo de dedicação suprema, mas isto não poderia gerar a nossa fé. A fé nasce da Ressurreição – insistiu o Papa. Aceitar que Cristo morreu e que morreu na cruz, não é um ato de fé, é um ato histórico, mas acreditar que ressuscitou, sim. “A nossa fé nasce na manhã de Páscoa”.

Seguindo a Carta de Paulo aos Coríntios, o Papa faz notar que ele era um perseguidor da Igreja, um homem firme nas suas convicções, satisfeito da vida, com clara consciências dos seus deveres. Mas nesse quadro perfeito da vida, um dia acontece-lhe algo de imprevisível: a caminho de Damasco, encontra Jesus e cai do cavalo, mas não se tratou duma simples queda. Ele é apanhado por um acontecimento que muda o sentido da sua vida. E de perseguidor torna-se apóstolo. Porquê?

Porque vi Jesus vivo! Eu vi Jesus Cristo ressuscitado! Este é o fundamente da fé de Paulo, assim como da fé dos apóstolos, como a fé da Igreja, como a nossa fé”.

O Papa chamou a atenção para a beleza de o cristianismo ser essencialmente isto: não tanto a nossa procura de Deus que na realidade é titubeante, mas sim Deus que nos procura e não nos abandona. O cristianismo – disse  - é graça, é surpresa e por isso requer um coração capaz de se maravilhar…

um coração cerrado, um coração racionalístico é incapaz de se maravilhar, e não compreender o que é o cristianismo. Porque o cristianismo é graça, e a graça só é perceptível, só se encontra na maravilha do encontro

Então – continuou o Papa – se somos pecadores, todos o somos, se nos sentimos falhados, tal como aqueles que foram ao sepulcro de Jesus e viram a pedra rolada – podemos ira a nosso sepulcro interior e ver como Deus é capaz de ressuscitar também ali. E então lá onde todos pensavam que só havia tristeza, trevas, insucessos, dá-se a felicidade, a alegria, a vida.Deus faz crescer as suas flores mais bonitas no meio de pedras áridas”.

E o Papa concluiu recordando que “ser cristãos significa não partir da morte, mas do amor de Deus para conosco” E convidou, a trazermos no coração, nestes dias de Páscoa, do grito de São Paulo “Ó morte onde está a tua vitória? Onde está ó morte o teu aguilhão”. Assim poderemos responder a quem se interroga sobre o nosso sorriso, que Jesus ainda está aqui e continua a estar vivo no meio de nós, que Jesus está aqui na praça conosco: vivo e ressuscitado” .


RADIOVATICANA.VA

O CÍRIO PASCAL: ORIGEM E TRADIÇÃO

Círio Pascal – Vigília Pascal – Paróquia São Jorge – Curitiba PR

O Círio Pascal é a grande vela acesa que simboliza o Senhor Ressuscitado. É o símbolo mais destacado do Tempo Pascal, que fica sobre uma elegante coluna ou candelabro enfeitado. A palavra “círio” vem do latim “cereus”, de cera, o produto do labor das abelhas.

O uso do círio pascal é anterior ao século VI.  O rito de acender o círio pascal nasceu de um costume diário dos cristãos. Sem eletricidade, o ato de acender a luminária, ao cair da noite, se tornara um rito familiar, que trazia alegria e segurança. O círio pascal representa Jesus que é a luz que ilumina a noite da humanidade.

No século VIII, era costume que a igreja permanecesse no escuro depois de terminada a celebração vespertina da Quinta-Feira da Paixão, até o Sábado. Não eram permitidas luzes de velas na igreja na Sexta-Feira da Paixão. Para conservar uma chama do fogo, uma lamparina permanecia guardada acesa num outro lugar que não fosse a igreja. A luz era trazida de volta para dentro da igreja no Sábado da Paixão à noite. Essa luz possibilitava a leitura dos textos bíblicos para a comunidade.

Somente mais tarde se tem notícia a respeito do costume de se fazer uma fogueira no Sábado da Paixão. Do fogo da lenha, pega-se o Fogo Novo que iluminará o novo tempo, o tempo pascal. O fogo é o símbolo do Espírito Santo. Ele é a força vital da Igreja.

O Círio Pascal é aceso na vigília Pascal como símbolo de Cristo – Luz. Ele é preparado na primeira parte da Vigília e aceso no Rito do Fogo Novo.

Bênção do Fogo Novo e acendimento do Círio

O Círio é aceso, no Fogo Novo, pelo diácono. A seguir, o diácono apresenta o círio para a comunidade, dizendo: A luz de Cristo, segue então uma procissão até o recinto da celebração. O círio vai na frente, levado pelo diácono, e a comunidade segue logo atrás. O recinto da celebração está totalmente no escuro. Antes de entrar nele, todos acendem suas velas no círio pascal.
  
O Círio Pascal é, desde os primeiros séculos, um dos símbolos mais expressivos da vigília, por isso ele traz uma inscrição em forma de cruz, acompanhada da data do ano e das letras Alfa e Ômega, a primeira e a última do alfabeto grego, para indicar que a Páscoa do Senhor Jesus, princípio e fim do tempo e da eternidade, nos alcança com força sempre nova no ano concreto em que vivemos. O Círio Pascal tem em sua cera incrustado cinco cravos de incenso simbolizando as cinco chagas santas e gloriosas do Senhor da Cruz.



As cinco chagas de Cristo:

1. A coroa de espinhos
2. O prego da mão direita
3. O prego da mão esquerda
4. O prego dos pés, e
5. O corte feito no lado direito do seu peito.


O Círio Pascal ficará aceso em todas as celebrações durante as sete semanas do Tempo Pascal, ao lado do ambão da Palavra, até a tarde do domingo de Pentecostes.

Uma vez concluído o Tempo Pascal, o Círio é dignamente conservado no batistério ou sacristia. Depois o Círio Pascal é usado durante os batismos e as exéquias, ou seja, no princípio e ao término da vida temporal, para simbolizar que um cristão participa da luz de Cristo ao longo de todo seu caminho terreno, como garantia de sua incorporação definitiva à Luz da vida eterna. Na liturgia do batismo, a vela batismal é acesa no círio, antes de ser entregue aos recém batizados (ou pais e padrinhos). Também se acende o Círio nas celebrações dos Sacramentos da Eucaristia e Crisma, para renovação das promessas do batismo.

Círio Pascal - Encontro catequético com as Famílias

Não é usual que se use o Círio Pascal fora da Igreja, e antigamente, nem se permitiam réplicas dele. Hoje no entanto, em alguns momentos ele é usado para encontros e são feitas réplicas para a catequese nas pastorais e para que as famílias tenham em casa a lembrança do Cristo-Luz.

Equipe Catequistas em Formação
Fonte: Diversas.

A Preparação do Círio


Depois da bênção do Fogo Novo, um acólito ou um dos ministros apresenta o Círio Pascal ao celebrante, o qual, grava ou fixa no círio uma cruz; depois grava a letra grega Alfa por cima da cruz e a letra grega Ómega por debaixo e, entre os braços da cruz, grava os quatro algarismos do ano corrente. Enquanto grava estes símbolos, diz:

1. Cristo, ontem e hoje
Grava a haste vertical da cruz.
2. Princípio e fim
Grava a haste horizontal da cruz.
3. Alfa
Grava o Alfa por cima da haste vertical.
4. e Ómega.
Grava o Ómega por debaixo da haste vertical.
5. A Ele pertence o tempo
Grava no ângulo superior esquerdo o primeiro algarismo do ano corrente.
6. e a eternidade.
Grava no ângulo superior direito o segundo algarismo do ano corrente.
7. A Ele a glória e o poder
Grava no ângulo inferior esquerdo o terceiro algarismo do ano corrente.
8. para sempre. Amém.
Grava no ângulo inferior direito o quarto algarismo do ano corrente.

Depois de ter gravado a cruz e os outros símbolos, o sacerdote coloca no círio cinco grãos de incenso, em forma de cruz, dizendo:

1. Pelas Suas chagas                                                   1
2. santas e gloriosas,
3. nos proteja                                                    4         2       5
4. e nos guarde
5. Cristo Senhor. Amém.                                             3

O sacerdote acende no Fogo Novo o círio pascal, dizendo:
A luz de Cristo gloriosamente ressuscitado nos dissipe as trevas do coração e do espírito.

Estes elementos podem ser utilizados, no todo ou em parte, conforme as circunstâncias pastorais do ambiente e do lugar. Entretanto, as Conferências Episcopais também podem determinar outras formas mais adaptadas à realidade das comunidades. Quando, por justas razões, não se acende o fogo, a bênção do fogo será adaptada convenientemente às circunstâncias.

Procissão:

MoniçãoAceso o círio pascal, sinal de Jesus, vamos acompanhá-lo em procissão, aclamando-O como luz de todos os povos.
O diácono, ou, na falta dele, o sacerdote, toma o círio pascal e, levantando-o, canta sozinho:
V. A luz de Cristo.      (Lumen Christi)
R. Graças a Deus.     (Deo gratias)

Dirigem-se todos para a igreja, indo à frente o diácono com o círio pascal. Se for usado o incenso, o turiferário, com o turíbulo aceso, vai à frente do diácono.

À porta da igreja, o diácono para e, levantando o círio, canta pela segunda vez:
V. A luz de Cristo.      (Lumen Christi)
R. Graças a Deus.     (Deo gratias)

Acendem então as velas do lume do círio pascal. A procissão continua; e, ao chegar junto do altar, o diácono, voltado para o povo, canta pela terceira vez:
V. A luz de Cristo.      (Lumen Christi)
R. Graças a Deus.     (Deo gratias)

E acendem-se as luzes da igreja (mas não as velas do altar: cf. n. 31).

(Roteiro Homilético da Vigília pascal: http://www.presbiteros.com.br )

terça-feira, 18 de abril de 2017

ROTEIRO DE ENCONTRO CELEBRATIVO: JESUS RESSUSCITOU!

Agora que já entendemos o que é a Oitava da Páscoa, vamos fazer um encontro celebrativo!

OITAVA DA PÁSCOA/TEMPO PASCAL

"Eis o dia que fez o Senhor, nele exultemos e nos alegremos..."
  
AMBIENTE: A alegria deve ser a chave desse encontro. Preparar a mesa com toalha branca, bíblia. Círio Pascal ou vela grande acessa. Ao lado da mesa uma vasilha para colocar as velas (Um vaso com areia ou terra). Uma vela para cada um do grupo*. 

(pode adaptar o ambiente sem a mesa).

TEXTO DE MOTIVAÇÃO:

Passados os exercícios da Quaresma, pelos quais nos preparamos para a celebração da Ressurreição do Senhor, entramos no Tempo Pascal, tempo de alegria e exultação pela nova vida que o Senhor nos conquistou pagando, com sua entrega na cruz, o alto preço de nosso resgate. A cor litúrgica é branca, símbolo da pureza e da alegria (afinal, estamos limpos do pecado) e a presença do Círio Pascal é marcante como símbolo do Cristo Ressuscitado, coluna de LUZ que vai à frente do seu povo.

Nesta semana, em particular, estamos celebrando A OITAVA DA PÁSCOA. Como o mistério da "passagem" do Senhor pela morte é extremamente profundo, durante 8 dias celebraremos esse grande mistério como se fosse um único dia com o objetivo de viver melhor o ponto central de nossa fé: A RESSURREIÇÃO DE JESUS. No passado, esse era um tempo especial de contato com a fé para os que tinham sido batizados durante a Vigília Pascal, a semana termina com o domingo da oitava, chamado “in albis”, porque nesse dia os recém batizados tiravam as vestes brancas recebidas no dia do Batismo.

Todo o tempo pascal, que se estende por 7 semanas até a Festa de Pentecostes (27 de maio), é marcado, não apenas aos domingos, mas, também durante os outros dias da semana, pelos textos de Atos dos Apóstolos e do Evangelho de João. São trechos que nos mostram a fé das primeiras comunidades cristãs e dos Apóstolos em Cristo Ressuscitado e nos convidam a fazer da nossa vida uma contínua páscoa seguindo fielmente os passos de Jesus, testemunhando-o corajosamente no mundo de hoje.

Deste modo, a Páscoa (16/04), a Ascensão (25/05) e o Pentecostes (04/06) não são acontecimentos distintos, isolados. São três momentos históricos da vida do Ressuscitado, através dos quais se completa e aperfeiçoa o plano divino da Redenção. Que a luz do Cristo Ressuscitado nos ilumine para que possamos ser LUZ para o mundo!


ORAÇÃO INICIAL

Catequista: Jesus ressuscitou. A vida venceu a morte. Renasce a esperança no coração de todos nós. Vamos recordar os acontecimentos de nossa vida e da sociedade que nos fazem ter esperança e alegria de viver.

Vamos rezar:

Catequista: Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia.
Catequizandos: Pois o Senhor que merecestes trazer em vosso seio, aleluia.
Catequista: ressuscitou, aleluia.
Catequizandos: Rogai a Deus por nós, aleluia.
Catequista: Alegra-vos e exultai, ó Virgem Maria, aleluia.
Catequizandos: Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia.

Catequista: Oremos. Ò Deus que, na gloriosa ressurreição do vosso Filho, restituístes a alegria ao mundo inteiro, pela intercessão da Virgem Maria, Concedei-nos gozar a alegria da vida eterna. Por Cristo nosso Senhor. Amém.
Ave maria...
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo...


LEITURA BÍBLICA: Jo 20, 1-18 – O Sepulcro Vazio.

Reflexão: A ressurreição é o centro da nossa fé.

O que é “ressuscitar” para você?
É só “voltar a vida” ou se transformar numa pessoa “nova”?
Como podemos ser esse “novo eu”? Essa “nova eu”?

Cristo ofereceu sua vida a humanidade. Devemos viver o exemplo Dele. Com as mãos e o coração cheios de boas obras e bons sentimentos, fazendo o bem a todos. Vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para ajudar o próximo. “Viver” verdadeiramente a páscoa, é mudar de atitude!

Celebrando
Primeiro a catequista acende sua vela no círio, a seguir acende dos catequizandos. Um a um, incentive os catequizandos a colocar a vela acesa na vasilha, dizendo o motivo que o faz ter esperança, alegria e fé no Cristo ressuscitado (Prece pessoal).

Em seguida, proclamam:

Catequista: A luz de cristo Ressuscitado brilhe hoje em nossas vidas acabando com a escuridão.
Todos: Exulte de alegria dos anjos a multidão, exultemos, também nós, por tão grande salvação!
Catequista: A Cristo ressuscitado ressoe a nossa voz!
Todos: Do grande Rei a vitória, cantemos o resplendor: das trevas surgiu a glória, da morte o libertador.
Catequista: A cristo ressuscitado, ressoe a nossa voz!
Todos: Bendito seja o Cristo, Senhor, que é do Pai imortal esplendor! Aleluia! Aleluia! Aleluia!
Catequista: No dia de Páscoa, o senhor Jesus se fez presente no meio dos discípulos. Ele lhes disse: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os vossos pecados mas a fé que anima vossa igreja; dai-lhes segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo”. A paz do Senhor esteja sempre convosco!
Todos: O amor de Cristo nos uniu.

O catequista convida todos para um abraço comunicando a paz.

Cantando...

1. Dentro de mim existe uma luz/ que me mostra por onde deverei andar./
Dentro de mim também mora Jesus/ que me ensina a buscar o seu jeito de amar.
Minha luz é Jesus. E Jesus me conduz pelos caminhos da paz. (bis)

2. Dentro de mim existe um farol/ que me mostra por onde deverei remar./
Dentro de mim Jesus Cristo é o sol que me ensina a buscar o seu jeito de sonhar.
Minha luz é Jesus. E Jesus me conduz pelos caminhos da paz. (bis)

3. Dentro de mim existe um amor/ que me faz entender e lutar por meu irmão./
Dentro de mim Jesus Cristo é o calor que acendeu e aqueceu pra valer meu coração.
Minha luz é Jesus. E Jesus me conduz pelos caminhos da paz. (bis)


* Velas Palito - que não pingam

Ângela Rocha

Equipe Catequistas em Formação

TEMPO PASCAL E A “OITAVA DA PÁSCOA”

"Eis o dia que fez o Senhor, nele exultemos e nos alegremos..."

Oitava da Páscoa

Nesta semana, em particular, estamos celebrando a OITAVA DA PÁSCOA. Como o mistério da "passagem" do Senhor pela morte é extremamente profundo, durante 8 dias celebraremos esse grande mistério como se fosse um único dia com o objetivo de viver melhor o ponto central de nossa fé: A RESSURREIÇÃO DE JESUS.

A Oitava de Páscoa é a primeira semana dos cinquenta dias do Tempo Pascal; é considerada como se fosse um só dia, ou seja, o júbilo do Domingo de Páscoa é prolongado durante oito dias. As leituras evangélicas estão centralizadas nos relatos das aparições de Cristo Ressuscitado e nas experiências que os apóstolos tiveram com Ele.

No passado, esse era um tempo especial de contato com a fé para os que tinham sido batizados durante a Vigília Pascal, a semana termina com o domingo da oitava, chamado “in albis”, porque nesse dia os recém batizados tiravam as vestes brancas recebidas no dia do Batismo.

A Igreja deseja que nos oito dias de Páscoa (Oitava de Páscoa) vivamos o mesmo espírito do Domingo da Ressurreição, colhendo as mesmas graças. Assim, a Igreja prolonga a Páscoa, com a intenção de que “o tempo especial de graças” que significa a Páscoa, se estenda por mais oito dias, e o povo de Deus possa receber as graças de Deus neste tempo favorável. As mesmas graças e bênçãos da Páscoa se estendem até o final da Oitava. Não deixe passar esse tempo de graças em vão! Viva oito dias de Páscoa e colha todas as suas bênçãos!


Tempo Pascal:

O Mistério Pascal é de tal importância na vida litúrgica da Igreja e na vida e atividade apostólica de todos os redimidos pelo Sangue de Cristo, que a sua celebração se prolonga por 50 dias, número cheio de significado, pois exprime também a plenitude da salvação definitivamente alcançada por Jesus Ressuscitado e por Ele oferecida aos homens.

Estamos, portanto, ainda plenamente dentro do Tempo Pascal. Neste tempo litúrgico, chamado Tempo Pascal, a Igreja faz-nos saborear toda a riqueza de doutrina e de vida, encerrada no Mistério da Redenção. Por isso também, os primeiros oito dias tão especiais, da “oitava da Páscoa”.

A partir da Vigília Pascal, até ao Pentecostes, como se todo este tempo fosse "um único grande domingo" (S. Atanásio), a Liturgia revive, "na alegria e na exultação", os diferentes aspectos do único e grande mistério: "Cristo ressuscitado, nossa salvação".  

Deste modo, a Páscoa, a Ascensão e o Pentecostes não são acontecimentos distintos, isolados. São três momentos históricos da vida do Ressuscitado, através dos quais se completa e aperfeiçoa o plano divino da Redenção.            

Este caráter unitário do Tempo Pascal é bem sublinhado pela Liturgia, ao chamar aos Domingos que nele ocorrem, "Domingos de Páscoa" e ao recordar, na Missa vespertina da Vigília de Pentecostes, que o Senhor quis "encerrar a celebração da Páscoa no tempo sagrado de cinqüenta dias". Verdadeira Primavera espiritual, este "tempo sagrado é", por excelência, o tempo da alegria cristã.           

Essa alegria, que tem a sua expressão no cântico triunfal do Aleluia, com tanta freqüência repetido neste tempo litúrgico, nasce da certeza de que Jesus Cristo está vivo e presente no meio de nós, como nos indica o círio pascal, que continua a iluminar as nossas assembléias, até ao Pentecostes.
        
O Tempo Pascal é também tempo de esperança. Os cinqüenta dias da celebração pascal são uma celebração antecipada dos bens do Céu, "do tempo da alegria, que virá depois, do tempo do repouso, da felicidade e da vida eterna.  Hoje cantamos o Aleluia pelo caminho; amanhã será o Aleluia na prática" (S. Agostinho).
            
Durante o Tempo Pascal, as Leituras do Antigo Testamento são substituídas pelos Atos dos Apóstolos, em que Lucas nos narra a origem do novo Povo de Deus, sob a ação de Jesus Ressuscitado, nos transmite a pregação dos Apóstolos e nos descreve a vida da primeira comunidade cristã, assim como a difusão da fé. Comunidade em que Jesus Cristo Ressuscitado vive e age, na Igreja continua-se, na verdade, a História da Salvação. Nela, os anúncios dos profetas estão em vias de realização.

Quanto à 2ª Leitura, temos, no Ano A, São Pedro com a sua 1ª Carta, de profundas características Pascais. A proclamação do Mistério Pascal, feita pelo Chefe da Igreja, nos Atos dos Apóstolos (1ª Leitura), prolonga-se assim na 2ª Leitura. Nos Anos B e C, São João refere-nos o testemunho daquele que “viu com os seus olhos e tocou com as suas mãos o Verbo da Vida” (1Jo.1,1).
   
A sua 1ª Carta, em que sobressaem os grandes temas do Discípulo amado a saber, a fé em Jesus, a salvação operada pela sua paixão e a lei da caridade, é lida no Ano B. No Ano C, a 2ª Leitura é tirada do misterioso Livro, o Apocalipse, em que São João, profeticamente, descreve o desenvolvimento triunfal do Povo de Deus, através dos tempos, e a sua vida na glória celeste.
          
Todos os Evangelhos do Tempo Pascal, à exceção de dois, são extraídos igualmente, de São João. Todas as leituras do Tempo Pascal estão intimamente unidas entre si. Todas falam da fé em Cristo Ressuscitado e da vida da Igreja, reunida pela fé no Senhor Jesus (Missal Popular).  

Que a Páscoa possa fazer renascer em seu coração um sentimento novo, um sentimento de mudança. Que este seja um momento marcante em nossas vidas, seja realmente um divisor de águas e, unidos a Cristo, restauremos e busquemos a salvação. Aleluia, Nosso Senhor ressuscitou e vivo está!

Equipe Catequistas em Formação

CONTO MEU ENCONTRO...

Para a (o) catequista, os encontros são momentos únicos e especiais. Alguns são difíceis, outros, maravilhosos, mas, todos deixam recordação. E para aqueles que marcam, temos um espaço aqui para você contar como foi. Então, conte seu encontro!


Conto meu encontro...

Sou catequista da Paróquia São José Operário da cidade de Maringá. Este mês foi o último encontro com nossos catequizandos, antes da primeira eucaristia. Eu e a catequista Regina, preparamos um encontro bem diferente.

Recebemos os catequizandos aqui na minha casa. Antes disso, entramos em contato com a nossa coordenadora para pedir autorização. Depois conversamos com os pais para saber se havia algum impedimento e se todos poderiam vir. Todos compareceram e chegaram muito ansiosos.

Logo no início do encontro, assistimos um vídeo com uma encenação feita por crianças sobre a Paixão de Cristo. Este vídeo tem duração de 17 minutos, mas conseguiu prender a atenção de todos e ninguém se dispersou. Em seguida, conversamos um pouco juntos sobre os momentos mais marcantes.


Aproveitando que estavam todos sentados, lembramos o momento em que Jesus lavou os pés dos apóstolos e nos deu a maior lição sobre caridade e serviço ao próximo. Para surpresa deles, lavamos os pés de cada um.


Depois foi hora de levantar e iniciar a brincadeira. Fizemos um caça ao tesouro baseado no vídeo A verdadeira páscoa (https://www.youtube.com/watch?v=KFmBKxZS8YA), que foi postado no Grupo Catequistas em Formação aqui nesta semana. O objetivo era fazer com que descobrissem o verdadeiro significado da Páscoa. Houve correria e muita diversão para buscar as pistas escondidas. 

  
 

A última pista remetia à cozinha onde havia uma mesa preparada com pão tipo bisnaguinha e suco de uva. Refletimos a última ceia de Jesus com os apóstolos, repartindo o pão e o vinho.

Durante toda a catequese, tentamos fazer com que os nossos catequizandos se tornassem amigos de Jesus. Em consequência, neste processo, também nos tornamos amigas deles.

Então, no nosso último encontro de catequese, desta fase, quisemos também fazer a nossa última ceia deste ano catequético com eles. Preparamos um delicioso jantar com strogonoff, arroz, purê de batatas e batata palha. Teve até petit gateau de sobremesa. Nos poucos minutos que sobraram, brincamos com eles. Eles amaram e eu e Regina mais ainda.
 

A felicidade foi tanta que tínhamos que dividi-la com vocês.

Silvana Chavenco Santini

Regina Celia Fregadolli Auada
Maringá - Pr.

Se você usou um dos nossos roteiros ou se uma das experiências mostradas em nosso grupo te inspirou a fazer um encontro "diferente". conte aqui pra gente!
É só partilhar a experiência com um pequenos texto e algumas fotos, mandar em nossa página no Facebook:


ou e enviar para o e-mail:

catequistasemformacao@gmail.com  

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO