segunda-feira, 25 de setembro de 2017

SETEMBRO MÊS DA BÍBLIA: “Eu e a Palavra de Deus...”

Qual o meu versículo preferido e por que?


"Aceite tudo o que lhe acontecer e seja paciente nas situações dolorosas, porque o ouro é provado no fogo, e as pessoas escolhidas, no forno da humilhação. Confie no Senhor e Ele o ajudará; seja reto o seu caminho, e espere no Senhor."
(Eclesiástico 2, 4-6)

Essa passagem faz todo sentido numa época da minha vida pessoal, matrimonial e familiar.


Rosane Beatriz Ramos Alves – Navegantes - SC

domingo, 24 de setembro de 2017

ASSIM COMO SÃO PAULO...


Um testemunho e exemplo dos crismandos da Paróquia Santo Antonio de Bocaiúva do Sul - PR. Comemorando o Mês da Bíblia, eles saíram às ruas da cidade entregando "cartas" de amor e paz.

"Assim como São Paulo anunciou Cristo a comunidade de Tessalônica, nós o anunciamos ontem a comunidade de Bocaiúva do Sul - Pr. Fizemos cartas, inspiradas pelo Espírito Santo de Deus e baseadas na Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, e fomos as ruas e comércios de nossa cidade. Entregando as cartas, falando de Cristo e saudando a todos com um abraço da paz."
Paróquia: Santo Antônio 
Bocaiúva do Sul -Pr - 3º ano Crisma








 




Parabéns Anette Alberti e crismandos da Paróquia Santo Antonio! 
Isso é SER e FAZER catequese!

SETEMBRO MÊS DA BÍBLIA: “Eu e a Palavra de Deus...”

Qual o meu versículo preferido e por que?


" Louvai o Senhor, porque ele é bom, eterna é a sua misericórdia " 
(Salmo 106)

Em meio as correrias , tribulações e todos e qualquer momento da vida , devemos ou deveríamos dar Graças e louvar a Deus. "Em tudo dai graças".


Ana Freitas – Rio de Janeiro - RJ

sábado, 23 de setembro de 2017

OS DEZ MANDAMENTOS PARA SE LER A BÍBLIA


1. Nunca achar que somos os primeiros que leram a Santa Escritura. Muitos, muitíssimos, através dos séculos, a leram, meditaram, viveram e transmitiram. Os melhores intérpretes da Bíblia são os santos.

2. A Escritura é o livro da comunidade eclesial. Nossa leitura, ainda que seja em solidão, jamais poderá ser solitária. Para lê-la com proveito, é preciso inserir-se na grande corrente eclesial que é conduzida e guiada pelo Espírito Santo.

3. A Bíblia é “Alguém”. Por isso, é lida e celebrada ao mesmo tempo. A melhor leitura da Bíblia é a que se faz na Liturgia.

4. O centro da Sagrada Escritura é Cristo; por isso, tudo deve ser lido sob o olhar de Cristo e buscando n’Ele seu cumprimento. Cristo é a chave interpretativa da Sagrada Escritura.

5. Nunca esquecer de que na Bíblia encontramos fatos e frases, obras e palavras intimamente unidos uns aos outros; as palavras anunciam e iluminam os fatos, e os fatos realizam e confirmam as palavras.

6. Uma maneira prática e proveitosa de ler a Escritura é começar com os Santos Evangelhos, continuar com os Atos dos Apóstolos e Cartas e ir misturando com algum livro do Antigo Testamento: Gênesis, Êxodo, Juízes, Samuel etc. Não querer ler o livro do Levítico de uma só vez, por exemplo. Os Salmos devem ser o livro de oração dos grupos bíblicos. Os profetas são a “alma” do Antigo Testamento: é preciso dedicar-lhes um estudo especial.

7. A Bíblia é conquistada como a cidade de Jericó: “dando voltas”. Por isso, é bom ler os lugares paralelos. É um método interessante e muito proveitoso. Um texto esclarece o outro, segundo o que diz Santo Agostinho: “O Antigo Testamento fica patente no Novo e o Novo está latente no Antigo”.

8. A Bíblia deve ser lida e meditada com o mesmo espírito com que foi escrita. O Espírito Santo é o seu principal autor e intérprete. É preciso invocá-lo sempre antes de começar a lê-la e, no final, agradecer-lhe.

9. A Santa Bíblia nunca deve ser utilizada para criticar e condenar os demais.

10. Todo texto bíblico tem um contexto histórico em que se originou e um contexto literário em que foi escrito. Um texto bíblico, fora do seu contexto histórico e literário, é um pretexto para manipular a Palavra de Deus. Isso é tomar o nome de Deus em vão.


Mario de Gasperín - Bispo de Querétaro – México

SETEMBRO MÊS DA BÍBLIA: “Eu e a Palavra de Deus...”

Qual o meu versículo preferido e por que?


"Um tempo para cada coisa. Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo do céu."
(Eclesiastes 3, 1)

Deixei de ser impaciente por causa desse versículo.

Fátima Costa – Santa Fé do Sul - SP

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

SETEMBRO MÊS DA BÍBLIA: “Eu e a Palavra de Deus...”

Qual o meu versículo preferido e por que?


Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.
(1 Coríntios 13,1)

Gosto do texto todo, pois, para mim, deveríamos sempre amar uns aos 
outros. 

Rita Melo – São Paulo - SP


25º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

                                        A Vinha é o Reino de Deus...
Nosso Deus é imprevisível. Ele não age dentro de nossos esquemas humanos. Ele age como quer, sem que possamos controlar seu modo de agir. Não podemos controlar Deus, manipulá-lo, fazer dele o que queremos. Há o grande perigo de criar um Deus de acordo com os nossos critérios e, pior, proclamar um deus falso, um ídolo.

Temos a tendência de construir um Deus previsível e domesticado, de acordo com nosso modo de pensar. Por isso, adverte o profeta Isaías: os meus pensamentos não são como os vossos pensamentos (1ª leitura).
Também não temos o direito de questioná-lo, de prova-lo como fizeram os funcionários da primeira hora do Evangelho. A graça da vida de fé está em crer na imprevisibilidade divina como uma resposta gratuita de quem acolhe a vontade de Deus.

Jesus conta a parábola dos trabalhadores da Vinha. A Vinha é o Reino de Deus e os trabalhadores somos todos nós. O ensinamento de Jesus nos coloca diante de um pensamento divino que não se encaixa facilmente com o pensamento humano – a gratuidade.

O Senhor convida e dá à todos o mesmo salário , o que parece injusto. Para Jesus, Deus não fez curso de contabilidade, nem de matemática; não está sempre de lápis na mão a fazer as contas das pessoas para  que lhe paguem conforme seu merecimentos. Todos merecem o mesmo, ao seu critério, principalmente os que são excluídos, como acontecia com várias categorias de pessoas na sociedade palestinense no tempo de Jesus: mulheres, crianças, pequenos, pobres, analfabetos, doentes, prostitutas, estrangeiros, cobradores de impostos... Não precisavam fazer todos os ritos e prescrições de purificação para voltar a Deus . O que importava e importa ´´e crer em Jesus, crer no Reino, trabalhar na Vinha...E entender a matemática inovadora de Deus coloca-nos na realidade deste Reino,que deve mudar o nosso modo de avaliar a nossa própria vida e as pessoas.
Os trabalhadores do evangelho não se alegraram com o benefício dos últimos. Aqui está o alerta para que ninguém se julgue mais santo, mais espiritualizado, mais envolvido com o tralho do Reino. Quem se julga melhor que os demais já se exclui de odo automático da dinâmica do Reino. Tal dinamismo não está fundado na justiça da falsa hipocrisia, mas da gratuidade amorosa e misericordiosa do Deus de Jesus Cristo.


Como aqueles trabalhadores muitas lideranças das comunidades correm o risco de se identificar com os empregados reclamões. A Igreja pode ser o esconderijo daqueles que querem benefícios pessoais, manipulando o trabalho pastoral em favor de si mesmos.  Vir a Igreja ou trabalhar nas pastorais não é garantia de salvação. O caminho eclesial pé a mediação  para que o Reino seja acolhido na vida. Para isso, é necessário purificar o coração  para que nele haja apenas espaço para a reta intenção. É imprescindível que se elimine qualquer julgamento, bem como qualquer desejo egoísta de engrandecimento. Se colocar na humildade de quem não merece é o caminho para se tornar merecedor : eis um dos paradoxos do Reino de Deus.

Nossa postura de discípulos deve ser de abertura, diferente dos empregados que reclamam. Constata-se em nossas Igrejas a discriminação de pessoas que não cumprem as determinações legais. Nem sempre os novos participantes são bem aceitos para ingressarem nos grupos de nossas comunidades. Muitos rostos novos se aproximam de nossas com uma fé simples e um entusiasmo grandioso e não encontram espaço de acolhida ou não são convidados a ingressar nos grupos. Os que demonstram muito entusiasmo pela alegria da novidade da vida em Cristo e da comunidade podem ser facilmente mal avaliados. A alegria de quem recebe sua moeda depois de ter chegado tardiamente para o trabalho pode ser muito maior daquele que já está na Vinha há muito tempo, apenas por obrigação.

O Evangelho de hoje nos adverte contra a inveja, ou seja, o ódio pela felicidade  do outro. É um sentimento inadequado para quem se deixou tocar pelo amor de Jesus Cristo. Se já é demais não se alegrar com o benefício  de quem nos fere, pior ainda é odiar o ganho alheio. É  preciso ter a grandiosidade de alma para saber que Deus ama a todos.

Deus quer a nossa conversão: “Buscai o Senhor enquanto pode ser achado” (cf. Is 55,6). E como nos diz São Paulo: “Para mim viver é Cristo” (cf. Fl 1,2). Trabalhar na vinha do Senhor é se converter, configurando a vida ao modo de viver do próprio Cristo. Hoje todos nós ganhamos do mesmo salário, da mesma moeda. É bem mais que um salário terreno, pois recebemos o Corpo e Sangue do Senhor. Convertidos ao amor do Senhor, que ninguém, fique com inveja, pois tem para todos e ainda sobre. É sempre assim na mesa do Reino de Deus.

Pe. Roberto Nentwig                                         


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

SETEMBRO MÊS DA BÍBLIA: “Eu e a Palavra de Deus...”

Qual é o meu versículo preferido e por que?


"Assim o filho do homem não veio para ser servido, mais para servir e dar a própria vida como resgate por muitos."
(Mt 20, 28)


Quando somos escolhidos para um chamado de Deus, temos que estar preparados para enfrentar os desafios que temos no caminho, e termos a consciência de que estamos ali para servir e não para ser servido, assim como Jesus também fez. Muitas vezes queremos demais de Deus e não nos esforçamos para merecer.

                                                                           Maria Vanda - Porto Velho - RO

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

CATEQUESE DO PAPA: PAIS AUSENTES

                                                        
Hoje vamos falar sobre família. Hoje nos deixamos guiar pela palavra “pai”. Uma palavra mais que qualquer outra querida a nós cristãos, porque é o nome com o qual Jesus nos ensinou a chamar Deus: pai. Hoje o sentido deste nome recebeu uma nova profundidade justamente a partir do modo em que Jesus o usava para se dirigir a Deus e manifestar a sua especial relação com Ele. O mistério abençoado da intimidade de Deus, Pai, Filho e Espírito, revelado por Jesus, é o coração da nossa fé cristã.
“Pai” é uma palavra conhecida por todos, uma palavra universal. Essa indica uma relação fundamental cuja realidade é tão antiga quanto a história do homem. Hoje, todavia, chegou-se a afirmar que a nossa seria uma “sociedade sem pais”. Em outros termos, em particular na cultura ocidental, a figura do pai seria simbolicamente ausente, dissipada, removida. Em um primeiro momento, a coisa foi percebida como uma libertação: libertação do pai-patrão, do pai como representante da lei que se impõe de fora, do pai como censor da felicidade dos filhos e obstáculo da emancipação e da autonomia dos jovens.
Às vezes, em algumas casas, reinava no passado o autoritarismo, em certos casos até mesmo a opressão: pais que tratavam os filhos como servos, não respeitando as exigências pessoais do crescimento deles; pais que não os ajudavam a empreender o seu caminho com liberdade – mas não é fácil educar um filho em liberdade – pais que não os ajudavam a assumir as próprias responsabilidades para construir o seu futuro e o da sociedade.
Isto, certamente, é uma atitude não boa; porém, como acontece muitas vezes, se passa de um extremo a outro. O problema dos nossos dias não parece mais ser tanto a presença invasiva dos pais quanto a sua ausência, a sua falta de ação. Os pais estão, por vezes, tão concentrados em si mesmos e no próprio trabalho e às vezes nas próprias realizações individuais a ponto de esquecer a família. E deixam sozinhos os pequenos e os jovens.
Quando Bispo de Buenos Aires senti o sentido de orfandade que vivem os jovens; muitas vezes eu perguntava aos pais se brincavam com os seus filhos, se tinham a coragem e o amor de perder tempo com os filhos. E a resposta era ruim, na maioria dos casos: “Mas, não posso, porque tenho tanto trabalho…” E o pai era ausente daquele filho que crescia, não brincava com ele, não, não perdia tempo com ele.
Ora, neste caminho comum de reflexão sobre família, gostaria de dizer a todas as comunidades cristãs que devemos ser mais atentos: a ausência da figura paterna na vida dos pequenos e dos jovens produz lacunas e feridas que podem ser também muito graves. E, de fato, os desvios de crianças e de adolescentes podem, em boa parte, ser atribuídos a esta falta, à carência de exemplos e de guias autoritárias em suas vidas de cada dia, à carência de proximidade, à carência de amor por parte dos pais. O sentido de orfandade que tantos jovens vivem é mais profundo que aquilo que pensamos.
São órfãos na família, porque os pais muitas vezes são ausentes, mesmo fisicamente, da casa, mas sobretudo porque, quando estão ali, não se comportam como pais, não dialogam com os seus filhos, não cumprem o seu papel educativo, não dão aos filhos, com o seu exemplo acompanhado de palavras, aqueles princípios, aqueles valores, aquelas regras de vida de que precisam como precisam do pão.
Qualidade educativa da presença paterna é tanto mais necessária quanto mais o pai é obrigado pelo trabalho a estar distante de casa. Às vezes parece que os pais não sabem bem qual posto ocupar na família e como educar os filhos. E,  então, na dúvida, se abstém, se retiram e negligenciam suas responsabilidades talvez, refugiando-se em uma improvável relação “em pé de igualdade” com os filhos.
É verdade que você deve ser “companheiro” do teu filho, mas sem esquecer que você é o pai! Se você se comporta somente como um companheiro em pé de igualdade com o filho, isto não fará bem ao menino.
E vemos este problema também na comunidade civil. A comunidade civil, com as suas instituições, tem uma certa responsabilidade – podemos dizer paterna – com os jovens, uma responsabilidade que às vezes negligencia ou exerce mal. Também essa muitas vezes os deixa órfãos e não propõe a eles uma verdade de perspectiva.
Os jovens permanecem, assim, órfãos de caminho seguros a percorrer, órfãos de mestres em quem confiar, órfãos de ideais que aquecem o coração, órfãos de valores e de esperanças que os apoiam cotidianamente. São preenchidos, talvez, por ídolos, mas se rouba o coração deles; são impelidos a sonhar com diversão e prazer, mas não se dá a eles o trabalho; são iludidos com o deus dinheiro, e se nega a eles as verdadeiras riquezas.
E então fará bem a todos, aos pais e aos filhos, escutar novamente a promessa que Jesus fez aos seus discípulos: “Não vos deixarei órfãos” (Jo 14, 18). É Ele, de fato, o Caminho a percorrer, o Mestre a escutar, a Esperança de que o mundo pode mudar, que o amor vence o ódio, que pode haver um futuro de fraternidade e de paz para todos.


RADIOVATICANA.VA

SETEMBRO MÊS DA BÍBLIA: “Eu e a Palavra de Deus...”

              Qual o meu versículo preferido e por que?

Sou eu que estou mandando que você seja firme e corajoso. 
Portanto, não tenha medo e não se acovarde, 
porque Javé seu Deus está com você onde quer  que você vá.
(Josué 1, 9)


Gosto dele porque sinto Deus falando comigo cada vez que estou desanimada por contados obstáculos que sempre aparecem em nossa vida, quando penso que tudo está dando errado, Deus me lembra que Ele está caminhando ao meu lado e não devo desistir.

Aline e João de Souza – Marapoama - SP

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

SETEMBRO MÊS DA BÍBLIA: “Eu e a Palavra de Deus...”

Qual o meu versículo preferido e por que?

O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra. E inspirou -lhe nas narinas o sopro da vida é o homem se tornou um ser vivente.
(Ge 2, 7)

 Ai fico pensando Deus deve que sorriu assim que viu sua obra perfeita, mas muitos lhe causou grande tristeza. Assim fomos criados sua imagem e semelhança.


Arcibelia Geronimo – Campo Belo – 

domingo, 17 de setembro de 2017

SETEMBRO MÊS DA BÍBLIA: “Eu e a Palavra de Deus...”

Qual é o meu versículo preferido e por que?


"Zaqueu, desce depressa,
pois hoje tenho de hospedar-me em tua casa".
(Lc 19,5)

A passagem da Bíblia que me vem à cabeça sempre que me perguntam sobre a que mais gosto é Lucas 19, 1-10. Esse versículo foi feito pra mim... Lc 19, 5. Não tenho dúvidas. E o 
meu cantinho é na sala mesmo, onde passo muitas vezes ao dia, para sempre me lembrar de onde vim e para onde vou.

Assim como a misericórdia de Deus alcançou aquele homem pecador que desejava ver Jesus passar, ela também pode me alcançar e me transformar.


Silvana Chivenco Santini - Maringá - PR

sábado, 16 de setembro de 2017

IMPRESSÃO DAS CHAGAS DE SÃO FRANCISCO

Monte Alverne, o lugar de peregrinação na Toscana, onde São Francisco de Assis (1182-1226) recebeu os estigmas em 1224, dois anos antes de sua morte.

Neste dia 17 DE SETEMBRO, a Família Franciscana celebra, em todo o mundo, a festa da Impressão das Chagas, também chamada de Estigmas de São Francisco de Assis. Quando, em 1224, Francisco estava em profunda contemplação no Monte Alverne, o Senhor Jesus imprimiu-lhe no corpo as chagas de sua paixão. O Papa Bento XI concedeu à Ordem dos Frades Menores que todos os anos, neste dia, celebrasse, no grau de festa, a memória de tão memorável prodígio, comprovado pelos mais fidedignos testemunhos.
A impressão das chagas, em seu corpo, foi a coroação de toda uma vida. Desde o início de sua conversão, ele se deslumbrava ao contemplar o Cristo de São Damião, tão humano, tão despojado, tão pobre e crucificado. Por isso, este Cristo ocupa o lugar central de toda sua vida: “Não quero gloriar-me a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gal 6,14).
Foi ante este Cristo, que rezou: “Iluminai as trevas de meu espírito, concedei-me uma fé íntegra, uma esperança firme e uma caridade perfeita” (OrCr). E continua: “Nele está todo perdão, toda graça e toda glória, de todos os penitentes e justos” (RegNB 30).

A cruz, fonte de Vida
Assim compreende-se porque na alma de São Francisco as chagas já estavam impressas desde o início de seu projeto de vida. Francisco vivia fascinado pelo Cristo, que veio para realizar a vontade do Pai e se fez obediente até morte, e morte de cruz. Aqui está a explicação por que Francisco usava o Tau. Este lhe lembrava a cruz, sinal de salvação, símbolo da vitória sobre o mal. Mais, a cruz torna-se símbolo e sinal da bondade e da misericórdia divinas.
Francisco ora ao Pai, pedindo para provar no seu corpo as dores de Jesus e sentir tão grande amor pelo Crucificado como Ele sentiu por nós. As chagas em seu corpo são a aprovação divina e a resposta ao seu ardente desejo de sentir em sua carne os sofrimentos do Crucificado. E de fato aconteceu. Francisco, assim, é açoitado cruelmente pelo sofrimento.
A recompensa do Pai
No Cristo crucificado, Francisco encontra toda vitalidade que lhe abrasava o coração, a ponto de transformar- se no Cristo estigmatizado. O Cristo pobre e sofredor, estava em seu projeto de vida. Seria Ele como uma auto-estrada a conduzi-lo, mais e mais, a uma profunda união com Deus, a ponto de, exteriormente, pelas cinco chagas, gravadas em seu corpo, assemelhar-se ao Cristo crucificado.
Sabemos que na alma deste santo, as chagas do Senhor já estavam impressas. E como Cristo foi recompensado pelo Pai, ressuscitando-o e vencendo a morte, Francisco, no Monte Alverne, também recompensado por Deus, em seu corpo, pela impressão dos estigmas de seu Filho Jesus Cristo. Isto é fruto de sua vida de fidelidade e de seguimento irrestrito ao Senhor. Esta transformação interior e exterior, identificando-se ao Cristo, fazia-o exclamar: “Pois para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fl 1,21).
Fazer a vontade de Pai
Em todas as situações, consoladoras ou dolorosas, Francisco procurava fazer a vontade do Pai: “Concede-nos que façamos aquilo que sabemos ser de tua vontade e queiramos aquilo que te agrada. E assim purificados e, interiormente abrasados pelo fogo do Espírito Santo, sermos capazes de seguir os passos de teu Filho Jesus Cristo e chegar a ti, ó Altíssimo” (COrd 50-52).
Gostaríamos de lembrar que, desde a Porciúncula, igrejinha de Nossa Senhora dos Anjos, berço da Ordem Franciscana, local de início de sua conversão concluída no Monte Alverne, Francisco fez uma caminhada lenta e progressiva, até sua total configuração com o Crucificado.
Para refletir:
01. Os sofrimentos ligam-nos aos sofrimentos, à Cruz do Cristo. Como então aceitar a nossa cruz e os nossos sofrimentos?
02. Diante do Cristo crucificado, Francisco chegava às lágrimas. Que mensagem o Cristo da Cruz lhe revela?

Fonte: “Francisco, um Encanto de Vida”, de Frei Atílio Abati, ofm, editora Vozes, 2002.



ROTEIRO DE ENCONTRO: A graça de poder perdoar


Sou catequista da Paróquia São José Operário em Maringá, no Paraná. Gostaria de dividir com vocês o encontro que eu e a Regina Auada, tivemos nesta semana onde refletimos o evangelho de Mateus 18, 21-35.

Nós havíamos preparado um outro tipo de encontro durante a semana. Mas alguns dias antes, uma mãe muito aflita me procurou para dividir comigo um problema. Eu me vi com necessidade de tocar o coração de um catequizando, em especial, e o tema deste evangelho seria perfeito. Então repensamos o nosso encontro sem nenhuma preocupação em cumprir o esquema planejado. Nossa única preocupação agora era acolher com amor os nossos catequizandos que muitas vezes, tão jovens, carregam tantos problemas e aflições
Esperamos eles na praça da igreja e logo tivemos ótimas experiências: conheci uma mãe que nunca tinha visto, outro pai que chegou com a filha e o cachorrinho fofo de 13 anos...e assim fomos acolhendo, conversando e nos conhecendo melhor. Na praça mesmo fizemos nossa dinâmica de acolhida. Entregamos uma pedra para cada um e demos várias tarefas que eles tiveram que realizar com a pedra na mão: brincar de bola, bater palmas, cumprimentar o amigo... Foi bem difícil e incômodo. Depois pedimos que deixassem a pedra e realizassem novamente as tarefas. Aí a brincadeira correu solta.

Em seguida, convidamos eles para subirem para a sala de espiritualidade da catequese que fica acima da igreja, em um local nunca visitado por eles. Esta sala ainda está sendo organizada e foi a nossa primeira experiência. Acharam o máximo. Nos sentamos no chão, invocamos o Espírito Santo, fizemos a leitura do evangelho e o relacionamos com a nossa dinâmica. Assim como aquela pedra, a falta de perdão nos incomoda, nos machuca e nos impede de fazermos muitas coisas. Refletimos também sobre a oração do Pai-nosso, na qual falamos "...perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido..." Que sentido tem isso, se eu não perdoar? 

Em seguida, colocamos um áudio de uma conversa entre Deus e uma criança enquanto ela reza o PAI NOSSO e reflete parte por parte da oração (AQUI) Nos propusemos a rezar de forma diferente naquela noite, sem pressa, sem "engatar no automático", refletindo cada palavra.

Depois de muitas partilhas, pedimos que eles pensassem em algo que os aflige no momento: uma mágoa, rancor, doença, problema familiar, medo... enfim, algo que realmente precisassem entregar para Jesus. Entregamos um pequeno papel e pedimos que escrevessem. E como capricharam... Estavam realmente escrevendo uma carta para seu melhor amigo. Colocamos todos os papéis dentro de um cofrinho e depositamos na igreja. Esta foi uma sugestão valiosa da nossa coordenadora Nilva Mazzer.

Após o encontro, enviei um breve relato da nossa experiência para os pais e pedi que lembrassem seus filhos do nosso combinado naquela noite: rezar o PAI NOSSO de forma diferente. Para nossa alegria, várias mães relataram que os filhos já haviam contado muitas coisas sobre o encontro (entre elas também aquela mãe aflita que me ligou). Acho que cumprimos nossa missão naquele dia.

Contribuição da catequista Silvana Chavenco Santini - Maringá PR

SETEMBRO MÊS DA BÍBLIA: “Eu e a Palavra de Deus...”

Qual é o meu versículo preferido e por que?


“Para Deus nada é impossível”...
(Lc 1,37)

Estou deixando Deus ser Deus... e perseverando no caminho..
Gosto deste versículo... Me dá força saber que posso confiar e deixar a minha vida em suas mãos...e que nada é impossível quando se tem fé...




sexta-feira, 15 de setembro de 2017

SETEMBRO MÊS DA BÍBLIA: “Eu e a Palavra de Deus...”


           Qual é o meu versículo preferido e por que?

Portanto vos digo: para vossa vida; não vos preocupeis com o que comereis ou bebereis, nem para o vosso corpo, o que vestireis A vida não vale mais que o alimento, é o corpo não vale mais que a roupa? Olhai as aves do céu: não semeiam nem colhem, nem ajuntam mantimentos no paiol; no entanto, vosso pai Celeste lhes dá o alimento. Será que não valeria mais que elas?
(Mt 6, 25-26)

Sempre que estou preocupada esses dois versículos me acalmam.


Cícera Pereira – São Paulo-SP

HOMILIA: 24º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A


                                           PERDOAR SEM LIMITES...
«Precisamos de perdoar 70x7,  porque o nosso irmão nos ofendeu 490 vezes. Precisamos de perdoar 70x7 por cada uma das ofensas.»


Falamos muitas vezes em amor, em união e comunhão, mas caímos sempre na tentação de não conseguirmos perdoar.

Se não perdoamos, não conseguimos amar plenamente.
Caímos facilmente na desculpa de "eu perdoo, mas não esqueço". 

É claro que este Deus não nos oferece um perdão em versão de alzheimer. Se assim fosse, não teríamos presente o quão difícil é perdoar. Não é para esquecermos. É para relembrarmos o quão difícil é darmos uma oportunidade àquele que, como eu, leva consigo a fragilidade humana. 

Não há forma de sermos perdoados se antes não sentirmos em nós o poder do perdão. E não o sentimos quando somos perdoados, mas sim quando perdoamos. A lógica é sempre a mesma. Primeiro doar, para posteriormente saber acolher e respeitar.

É verdade que o mundo passa-nos outra imagem. Querem fazer chegar até nós a ideia de que quem perdoa é fraco, de que quem perdoa é palerma.

Não é isso que acontece. Ao perdoarmos estamos a dizer ao mundo que o amor "tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta.".
Repito: não é fácil. Nem é coisa que se faça de ânimo leve, mas esse é o grande mistério do amor de Deus revelado no Seu Filho.

É certo que o Reino de Deus é já aqui, mas tenho ainda mais a certeza que através do perdão o Reino de Deus encontra-se já ao virar da esquina.

Ao perdoarmos estamos a rezar a vida. 
Ao perdoarmos estamos a ir ao encontro.
Ao perdoarmos estamos a situar-nos bem no centro do amor de Deus.

Pe. Rui Santiago CSSR


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

DA AUTO EXALTAÇÃO À EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ


Imagine duas retas, uma horizontal e outra vertical, que se tocam e formam entre si um ângulo de 90 graus. Parece o início de uma aula de Geometria, mas nada mais é do que a descrição de um dos símbolos mais simples e mais eloquentes da história da humanidade: a cruz. Só mesmo os desígnios divinos dariam conta de transformar um instrumento de morte e tortura em sinal de salvação. Apontando para o alto e para os lados, a cruz é sinal do amor incondicional de Jesus pelo Pai (dimensão vertical) e pela humanidade (dimensão horizontal) e valiosíssima orientação para a vida cristã: olhos fixos em Deus e pés fincados na realidade e nos problemas concretos dos mundos e das pessoas. Quem se propõe a ser discípulo de Cristo e abandona a intimidade com Deus ou o serviço à humanidade se descaracteriza, assim como a cruz sem uma de suas hastes deixa de ser cruz, passando a ser apenas um pedaço de madeira.

Exaltar a Santa Cruz é reconhecer em Cristo nobre fruto da “Árvore da Vida”, que venceu as contradições, inconsistências e incoerências da humanidade expressas na queda de Adão e Eva quando se deixaram seduzir pelo sonho delirante de se tornarem deuses. Na contramão deste estéril delírio de grandeza, Deus escolhe se tornar humano para mostrar que no chão da realidade, no feijão com arroz, às vezes saboroso, outras, insosso até amargo, do dia a dia é que o ser humano pode e deve se divinizar, não pela via de uma auto exaltação narcísica, mas pelo caminho árduo e exigente de uma entrega por amor, à semelhança de Cristo na Cruz. Da auto exaltação à exaltação da Santa Cruz.

Celebrar a cruz não deixa, portanto, de ser desconcertante e provocador. Num contexto social que preza pela competição acirrada, pelo acúmulo de bens, pela luta incansável em busca do sucesso, pelo individualismo, como transmitir e cultivar a virtude da humildade? Assim como o fora para os gregos, certamente a mensagem do Cristo Crucificado, preso ao madeiro, imóvel, limitado, suspenso entre o céu e a terra, soaria como loucura diante da promessa de “um ser humano sem limites e fronteiras apresentada por certa operadora de telefone celular… “Você, sem fronteiras”. Ou seria escandaloso, como para os judeus, a imagem de um ser humano humilhado e maltratado injustamente para um jovem que investe o melhor de seus esforços e energias com objetivo de se tornar o número um da empresa onde trabalha, num cargo que seria o sacramento inquestionável de seu sucesso. Que a celebração deste dia nos ajude, ao modo de Francisco, a sermos cada vez apaixonados pelo Mistério da Cruz.

Frei Gustavo Medella – Província Imaculada Conceição

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO