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sábado, 11 de fevereiro de 2023

REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DOMINGO: A LEI DE JESUS


 

6º DOMINGO DO TEMPO COMUM: Mt 5, 17-37

1. Leitura (Eclesiástico 15,16-21).

Iniciemos com um breve comentário sobre o Livro do Eclesiástico. Este livro faz parte dos 7 livros da Bíblia Grega que não constam na Bíblia Hebraica. Ele também era o livro da liturgia nas Sinagogas da diáspora. Quanto as reflexões para o domingo do dia 12/02. Algumas pessoas estudiosas de liturgia nos orientam a ligar a primeira leitura com o Evangelho e assim irei fazer.

Qual é o fundamento da primeira leitura? São os mandamentos ou as Leis de Moisés. A autoria está preocupada com as pessoas da religião Judaica que estão esquecendo a importância das Leis judaicas na diáspora e seguindo outras crenças. Para a maioria das praticantes do judaísmo, tudo começa e termina com as Leis mosaicas.

Evangelho: Mt 5,17-37.

A comunidade de Mateus, chamada na escritura de: “Reino dos Céus”, também está numa diáspora. Ela se encontra com o mesmo problema da primeira leitura. A comunidade era de maioria de Judeus convertidos. A catequese da comunidade de Mateus a partir de Jesus diz aos judeus que aderiam à fé em Jesus: “Não penseis que vim abolir a Lei e os profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento”.

Sempre é bom buscarmos outras fontes para enriquecermos a catequese de Mateus. Vou trazer para nós a carta aos Romanos: Rm 3,31, “Então eliminamos a Lei através da fé? De modo algum! Pelo contrário, a consolidamos”. Este termo “consolidamos”, Paulo vai ligar lá em Rm 10,4. “Porque a finalidade da Lei é Cristo para justificar toda a pessoa que crê”.

Agora, eu entendo melhor Jesus, quando diz: “Em verdade, eu vos digo, antes que o Céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra”. O que?! Mateus e Paulo desejam nos catequizar. Porque, agora, a Lei não é mais de Moisés, foi justificada em Cristo e com ele, desde a Criação, foi tudo cumprido. A consolidação da lei se plenifica quando aprendemos a amar nossas irmãs e irmãos, nisto está toda a lei (Gálatas 5:14)

Para finalizar, a comunidade de Mateus cita várias passagens da Lei a fim de mostrar como Jesus foi coerente com ela. A comunidade nos deixa um pedido de Jesus para os povos: “Eu vos digo, se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus”. Sigamos a lei revelada em Cristo, do amor a Deus manifestado em nossas irmãs e irmãos, e não da lei que excluí e maltrata.

Texto: Francisco Rodrigues da Silva

Fonte: CEBI.ORG.BR

 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

A CATEQUESE A SERVIÇO DA INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ

Imagem: diocesedeuruguaiana.org.br


A Catequese tem passado por muitas mudanças, respondendo aos desafios de uma nova situação histórica: A verdadeira Iniciação à Vida cristã. A Igreja assume, a partir do Concílio Vaticano II, o pedido de restauração do catecumenato.

As linhas fundamentais deste processo, podem ser assim resumidas:

1-   Catequese como iniciação à fé e vida da comunidade

Do século I ao V a Catequese iniciava nos mistérios da fé (Mistagógica) envolvendo Catequese e Liturgia,  testemunhadas na comunidade. (At  2,42-47) -Catecumenato.

2-   Catequese como processo de imersão na cristandade

Do século V ao séc. XVI a catequese se realizava pela participação numa vida social, profissional e artística marcada pelo religioso, num ambiente cristão presente na sociedade inteira, o poder civil se une ao eclesiástico. Desaparece o catecumenato dos primeiros séculos.

3-   Catequese como instrução

A partir do século XVI, a catequese torna-se intelectualizada (catecismos), instruindo a doutrina com pouca ligação com a comunidade e a liturgia. Muito devocionismo e sacramentalista.

4-   Catequese como educação permanente para a comunhão e participação na comunidade de fé.

No século XX o Concílio Vaticano II (1962-65) estabelece a volta ao Catecumenato, uma catequese que une fé e vida. Caminha com a comunidade, com a liturgia, torna-se experiência e vivência. Iniciação aos mistérios da fé centralizada no mistério pascal de Cristo. É a catequese de Iniciação à Vida Cristã aonde, gradualmente, as crianças (e adultos) vão entrando conscientes e ativamente na comunidade celebrante, assimilando sua pertença na vida da Igreja.

O catequizando e a Liturgia  

Não é fácil iniciar as crianças na liturgia pois as palavras e os sinais não estão adaptados à capacidade delas, e sim aos adultos. Como Igreja que são, precisam ser educadas como cristãs através da iniciação eucarística. É importante que elas sintam-se “celebrantes” na missa com crianças e não somente como espectadoras (missa para as crianças). A missa não é de crianças nem de adultos, é da comunidade.

A iniciação eucarística introduz nas grandes atitudes que formam o conteúdo da Eucaristia:

      a) Reunimo-nos com outros para celebrar: o sentido da “comunidade” na celebração;

        b) Escutamos a Palavra que Deus nos dirige;

    c) Damos graças e bendizemos a Deus;

    d) Recordamos e oferecemos o sacrifício de Cristo na cruz;

    e) Comemos e bebemos juntos a Eucaristia;

    f)   Despedimo-nos assumindo um maior compromisso de vida cristã: viver e anunciar o Evangelho. 

Os valores humanos necessários na formação eucarística, portanto são:

         ·        O saber fazer (celebrar) algo em comum com os outros;

·        A ação do cumprimento;

·        A capacidade de escutar;

·        A atitude de pedir e dar perdão;

·        A expressão de agradecimento a quem nos fez bem;

·        A linguagem dos símbolos;

·        O comer fraternalmente com outros;

·        A experiência de uma celebração festiva.

Tudo o que for feito - no seio da família, na catequese ou escola - para fomentar nas crianças essas atitudes positivas vai preparando-as e introduzindo-as em uma celebração eucarística saudável e ativa. Esses valores humanos são básicos para depois conduzi-las aos valores cristãos na “celebração do Mistério de Cristo”.

O acesso das crianças à fé cristã e sua celebração é uma experiência pessoal que deve ser propiciada principalmente  pela FAMÍLIA e pela COMUNIDADE. Os primeiros mestres são os pais, para isso a necessidade de uma formação permanente dos pais. A comunidade por seu testemunho é a “escola de instrução cristã e litúrgica” com seus agentes (padrinhos, catequistas, grupos, associações).

O Diretório para Missas com crianças (aprovado em 1973 pelo papa Paulo VI) enfatiza a “força didática” da própria celebração. Uma Eucaristia bem celebrada leva aos poucos a penetrar na sua dinâmica.

A iniciação eucarística não deve ser separada da iniciação eclesial: Eucaristia e Igreja não podem se separar. As crianças desde pequenas devem compreender que Cristo nos chama a cada um, mas não sozinhos, e sim em comunidade.

A iniciação à Eucaristia não é apenas instrução ou explicação, mas deve fomentar a relação pessoal com Deus, experimentar a fé, a comunhão. Dar o significado da Missa através de seus ritos e orações, com destaque a Oração Eucarística, a oração central da celebração.

A catequese que prepara para a Primeira Comunhão precisa não só ensinar as verdades da fé e o que é a Eucaristia; mas sim, o que é pertencer ao “Corpo de Cristo”, à Igreja. Realçar que a primeira comunhão eucarística é a primeira vez que as crianças vão “participar ativamente com o povo de Deus, plenamente inseridas no Corpo de Cristo”, ou seja, simultaneamente  na mesa do Senhor e na comunidade dos irmãos”. Não esquecer que celebrar bem a Palavra já é uma primeira “comunhão” com Jesus Cristo.

Celebrações de várias espécies, mais informais também, podem iniciar as crianças nas atitudes básicas para celebrar a Eucaristia:  O sentido do silêncio, da saudação, do louvor comum, da ação de graças, do canto. As celebrações da Palavra, sobretudo no Advento e na Quaresma (SC 35,4) conduzem ao apreço pela Palavra de Deus.

Nas missas os adultos são um exemplo vivo para as crianças: às vezes elas olham mais a cara e o comportamento dos adultos que o altar, percebendo instintivamente  se é ou não importante o que se está celebrando.

Para as crianças pequeninas, o Diretório sugere celebrações especiais em outro local, fora da missa. Não para “entreter” com animadores que saibam interagir com as crianças, mas para “celebrar” segundo a sua capacidade, com alegria e com seriedade a Palavra de Deus que as interpela.

A presença das crianças deve ser notada através de monições, atenção na homilia, nos ministérios a elas confiados (preparar o local, cantar, tocar, proclamar as leituras, recitar as orações, etc.). Diferenciar os ministérios onde ela “atua, intervém”, da participação que é ver, escutar, atender, etc., enfim celebrar.

Gestos e posturas do corpo precisam ser valorizados, pois, Liturgia é “ação de toda a pessoa humana” e não apenas da inteligência e da vontade humana. O CORPO TAMBÉM FALA! É preciso explicar os gestos e sinais clássicos da celebração cristã como, por exemplo: o fato de utilizar  o pão e vinho, o elevar as mãos no Pai-Nosso, etc.

A importância do visual: 

A linguagem da liturgia afeta todos os sentidos. As crianças respondem melhor à linguagem dos sinais e símbolos, ornamentos, etc., que às simples palavras.

Por meio da Mistagogia vai se introduzindo o mistério: explica – celebra - explica, etc. Nunca a liturgia deverá aparecer como algo árido e somente intelectual, ela tem que passar pelo coração, experienciar.

É importante ajudar as crianças a “preencher os momentos de silêncio”, educando-as a concentrar-se em si mesmas, meditar, louvar e rezar a Deus em seu coração.

A Oração Eucarística é a parte central da missa. Faz pouco tempo que é escutada em voz alta. Há necessidade de dar o texto para a criança ler e saborear, não fazer uma catequese meramente teórica. Evitar o costumeiro estudo da missa parte por parte, vista de uma vez, intelectualizada. Passar ao método mistagógico, que faz enxergar o invisível como ato de fé . Esse método baseia-se nos passos:

ü 1º- partir do sentido antropológico (significado comum e cotidiano);

ü 2º- ver como aparece (o gesto, objeto, símbolo, etc.)na Bíblia;

ü 3º- analisar o significado que adquire na vida cristã e na celebração;

ü 4º- extrair o compromisso que a evangelização e o rito cristão anunciam e celebram para suscitar e alimentar a fé.

Percebe-se que o mistério não se ensina nem se aprende, ele ultrapassa a verdade intelectual, racional, pois é uma verdade de Revelação e Descoberta.

 

* Organizado por:

Helena Okano
Ângela Rocha

Fontes de pesquisa:

ALDAZÁBAL, José. Celebrar a eucaristia com crianças. São Paulo: Paulinas, 2008

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Edição típica Vaticana. São Paulo: Loyola, 2000.

CNBB. Diretório Nacional de Catequese. Documento nº 84. São Paulo: Paulinas, 2006.

CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Sacrosanctum Concilium, sobre a sagrada liturgia. São Paulo: Paulinas, 1998.

NERY, Israel. Iniciação ao  seguimento de Jesus - slides 37ss - Formação para catequistas. Londrina, 2009.

BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Edições Paulinas, 1973.




 

 

 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

ROTEIRO DE ENCONTRO – SAL DA TERRA, LUZ DO MUNDO (Querigma)

No Evangelho do Domingo, vimos o tema: "Sal da Terra e luz do mundo". Nada mais apropriado que fazer um encontro querigmático sobre o tema!

 

TEMA: Querigma/anúncio

Evangelho: Sal e Luz – Mt 5, 13-16.  *( O ideal é utilizar o Evangelho do Domingo)

ABERTURA:

- Acolher as crianças (e os pais que desejarem ficar).

- Apresentar os catequistas às crianças e falar como vai ser a catequese nesse começo de ano: dias, horários (distribuir calendário dos encontros iniciáticos)

- Mostrar a paróquia às crianças, o centro de pastoral, salas, banheiro, auditório, salão, pátio...

- Falar brevemente sobre a missa e como eles devem participar dela com a família.

- Introdução ao Evangelho do dia.

Jesus ensina sobre o Sal e a Luz do Mundo

OBJETIVO: Conscientizar o catequizando de que sua função como sal é temperar a vida das pessoas, e como luz, refletir o brilho de Jesus através de suas atitudes. Conversar sobre o significado desta mensagem de Jesus, que diferença esse conhecimento pode fazer em nossas vidas, o que podemos e devemos fazer para ser o sal da Terra.

Leitura Bíblica: Mateus 5, 13-16

Oração pós leitura:

Senhor, fazei com que o Evangelho seja sempre luz, para que possamos refleti-la ao mundo. Que sejamos sempre o sal que preserva e dá sabor, alegria à caminhada rumo ao Vosso Reino. Amém!

DINÂMICA  01:

Leve saquinhos individuais de pipoca SEM SAL. Distribua aos catequizandos. Observe suas reações e comente. Eles certamente irão comentar:

- "Ih, tia! Tá sem sal"...

Explicar a importância do sal para deixar as coisas com o gostinho bom! Leve um saleiro para salgar as pipocas e deixe que saboreiem a pipoca enquanto você conta a história. Como outra opção, você pode levar um saleiro e colocar diferentes pitadas de sal (pouco, normal, muito) na palma das mãos dos alunos e à medida que forem provando, observar e comentar se é agradável ou não.

Converse com o grupo sobre o valor do sal. De seu nome veio a palavra salário, pois era uma mercadoria cara e extremamente valiosa nos tempos de Jesus, onde o sal ajudava na conservação dos alimentos. Hoje temos a geladeira e não imaginamos o quanto era difícil conservar a comida comprada com esforço, que seria utilizada na próxima refeição ou no dia seguinte.

O sal dá sabor a todos os alimentos. O sal é uma substância essencial ao homem e indispensável a todos os tipos de vida animal. A palavra latina "salário" deriva do sal, uma vez que em sal se pagava uma parte do ganho das legiões romanas. Sem o sal, os alimentos são insípidos (sem sabor). Então, somos como o sal que dá vida e sabor aos alimentos, dando sabor e alegria à vida das pessoas.

DINÂMICA 2

Material: Uma lanterna ou uma caixa de fósforo.

Converse com o grupo sobre a luz. Fale sobre a luz física, esta que enxergamos, que clareia os ambientes, revela o nosso entorno, evitando tropeços e esbarrões. Lembre-os da época da formação do planeta onde tudo era trevas e sombras, névoas densas que não nos permitia enxergar logo à nossa frente. Apague a luz da sala e deixe-a na completa escuridão, se for possível. Senão, solicite que fechem os olhos. Peça que o grupo fale sobre suas sensações, dúvidas do que está a sua frente. Convide um voluntário a se levantar e a realizar alguma tarefa simples. Comente com o grupo o resultado. Acenda a lanterna e peça que a mesma tarefa seja realizada, agora com a luz que a lanterna fornece. Comente com o grupo o resultado.

Faça agora a comparação com os valores espirituais, onde o espírito precisa da luz interior para se conduzir, do mesmo modo que o homem precisa da luz do dia para locomover-se. Caminhar nas trevas é expor-se a toda sorte de perigos, a ausência de luz é que nos leva ao vício, aos desvios, ao mal. Podemos escolher em sermos prismas difusores de luz ou nos manter opacos.

Para finalizar, peça que todos fechem os olhos novamente, bem fechadinhos... fiquem um tempo assim... depois abra de uma vez e veja como a luz do ambiente faz com que enxerguemos melhor. Se estive num ambiente que propicie, apague as luzes novamente, dê uma vela a cada um e acenda, comprovando a luminosidade conseguida no ambiente pela união de pequenas chamas, os focos de luz que devemos ser onde estivermos.

UMA PEQUENA HISTÓRIA – (Para complementar se houver tempo)

"Um homem cego foi encontrado em uma esquina da cidade, sentado ao lado de uma lanterna. Quando lhe perguntaram a razão pela qual trazia uma lanterna, visto que para ele, a escuridão ou a claridade eram a mesma coisa, ele respondeu: "Eu a mantenho ao meu lado para que, no escuro, ninguém tropece e caia sobre mim."

Será que nós, cristãos, temos tido o cuidado de cumprir o nosso papel de "luz do mundo", para que ninguém tropece e caia por nossa causa?

Como a gente pode fazer para ajudar as outras pessoas a enxergar melhor?


ORAÇÃO FINAL:

Senhor, Somos pequenos e frágeis e sabemos que só quando deixarmos que o sabor do Evangelho nos transforme, é que poderemos ser sal do mundo. Da mesma forma somente quando a Tua luz verdadeira inundar nossos corações é que poderemos ser luz do mundo. Por isso te pedimos que jamais desviemos nosso olhar de Ti, que é a fonte que nos torna capazes de sermos sal da terra e luz do mundo. Amém!

Pai-Nosso...

ATIVIDADES DE FIXAÇÃO:

Para reforçar o encontro, fazer algumas lâmpadas e pacotinhos de sal no papel sulfite. Distribuir e pedir às crianças que pintem conforme o gosto delas e coloquem seus nomes.

Os meninos ficam com as lâmpadas e as meninas com o sal, e num momento adequado você pede aos meninos que digam ás meninas: “Vocês são o sal da humanidade!” E as meninas dizem para os meninos: “Vocês são  a luz do mundo!”.

Se possível colar os trabalhinhos deles pintados num mural ou porta de entrada da Igreja, antes da missa.

LEMBRANCINHAS:

Como lembrancinha do encontro pode ser dado um pirulito com a figurinha do sal e da luz colados.

Modelos dos saquinhos e da lâmpada:

 

 



Fonte: Adaptação de vários encontros - Apostilas e internet.


Ângela Rocha
(Catequese de Iniciação para família)




domingo, 5 de fevereiro de 2023

TESTEMUNHO: REGIANA OLIVEIRA DE SUZANO - SP

 

Regiana Oliveira - SP

Foi através desse Grupo que me tornei a Catequista que sou hoje,
Foi aqui que tive meu primeiro contato com documentos da igreja, aqui contém muitos arquivos, partilhas, formações. Foi por esse grupo que impulsionada a buscar cada vez mais conhecimentos, sei que ainda tenho muito o que aprender, pois a nossa busca, a nossa Formação precisa ser contínua.
Agradeço demais as colaboradoras e a idealizadora Ângela Rocha , por toda sua dedicação em trazer conhecimento e direcionamento para nós catequistas mesmo antes de qualquer rede social chegar ela já estava aqui.
Obrigada e Parabéns pela comunidade, pelo Blog e por todo seu trabalho, dedicação e partilha do seu conhecimento para conosco. Deus continue abençoando para que sempre que possível esteja conosco. Você é e sempre será a nossa Catequista de base, que vive a nossa realidade, que se expõe para nos ajudar e contribuir para o nosso desenvolvimento. Sou grata e te admiro demais! 
🙏🙏


Muito Obrigada, querida Regiana! Mas, sem o seu próprio esforço, não estaria onde está hoje! Regiana foi uma das primeiras catequistas do grupo, muito tenaz e persistente, transforma a catequese da sua comunidade.  Ela colaborou conosco na administração do grupo durante alguns anos!

MATEUS NOS CONVIDA A SER SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO

FONTE: CEBI.ORG

Neste domingo do tempo comum a comunidade de Mateus nos convida a ser Sal na terra e Luz no mundo.

Uma comunidade que vivia muitos conflitos, formada por judeus convertidos num período desafiador após a destruição de Jerusalém pelos romanos. Como viver a mensagem de Jesus e continuar seguindo a Lei de Moisés? Como ser sinal num mundo conflituoso em que alguns abandonavam a lei antiga, outros afirmavam a necessidade de seguir a tradição judaica e ainda fugir da perseguição imposta à comunidade cristã? Em meio aos sofrimentos cotidianos de  pobreza, falta de trabalho, doenças e abandono do povo, a comunidade buscava entender a mensagem de Jesus e  reinterpretar a Lei de Moisés a partir da prática e do ensino e da busca  pela justiça, fundamento daquela comunidade.

Este trecho que refletimos neste domingo mostra Jesus ensinando a comunidade a partir de comparações com elementos da vida diária. Pede a comunidade para ser  Sal da terra e Luz do mundo. O sal é imprescindível no preparo da comida, a fim de dar sabor. Mas desaparece ao se   misturar com a comida. A comunidade seguidora de Jesus deve ser o sal que traz sabor à vida do povo. Que dá um novo sentido às relações sociais, baseada na justiça marcada pela partilha do pão.

Outra comparação é a comunidade como Luz no mundo e como tal, ter a função de iluminar os caminhos a partir da proposta de Jesus. E como luz deve brilhar e não se esconder. Anima a comunidade a ter coragem para testemunhar Jesus e enfrentar os desafios diários de perseguição, ao mesmo tempo, ensinar a comunidade a ser praticante da palavra e testemunha da vida nova que Jesus propunha.

Para nós, hoje, esse texto alimenta e fortalece a luta diária por justiça. Como ser sal da terra e luz no mundo diante da realidade desafiadora que se impõe?

Seguir esses ensinamentos coloca a necessidade de sermos comunidades comprometidas com as lutas por  justiça em todos os campos em que ela está ausente. Sermos comprometidos/as com as lutas  do povo por  terra, pão, trabalho, saúde, igualdade racial e de gênero, por um  ambiente sustentável e acolhedor de todas, todos e todes. Ser Sal da Terra para temperar a vida do povo com novos sabores de justiça e Luz do Mundo para apontar que podemos ter um outro mundo possível.

Mateus 5, 13-20
Eliana da Silva – CEBI Alagoas

FONTE: https://cebi.org.br/reflexao-do-evangelho/a-comunidade-de-mateus-nos-convida-a-ser-sal-na-terra-e-luz-no-mundo/ 

sábado, 4 de fevereiro de 2023

COMO INTEGRAR OS ADOLESCENTES DE 12 ANOS OU MAIS NA CATEQUESE?


 O que fazer com as crianças/adolescentes que chegam tardiamente à catequese? Com mais de 11, 12 anos? Quando a catequese começa aos 8/9 anos?

(Suzana Lossurdo)​: Aqui na minha paróquia, se a criança for maior de 12 anos vai direto pro Crisma e se for maior de 14 anos, vão para a catequese de adulto.

(Gorete – Lavras MG): Essa questão da criança dom 12 anos me intriga muito, pois aqui  o padre determina que essa criança vá direto para última etapa da preparação para Eucaristia sem base alguma. Desconheço se a Diocese tem Diretório a respeito.

(Fabiana Vendrusculo – Ribeirão Preto SP) - O que está acontecendo e que muitos pais estão esperando a criança fazer 12 - 14 anos para fazer tudo junto, eucaristia e crisma.

 

Não existe um resposta “padronizada” para todas as paróquias. Este direcionamento normalmente é dado pelas Comissões Diocesanas de catequese. Os diretórios catequéticos diocesanos (ou orientações), precisam pensar esta questão e dar uma resposta a ela. Senão, cada pároco ou coordenação pode estabelecer uma conduta local que, na paróquia do bairro ao lado, é totalmente diferente. 

Aqui cabe algumas ponderações.

De quanto tempo é a catequese até a Eucaristia? E depois, quanto tempo dura a catequese de crisma? 

Normalmente a catequese é de 2,3 anos até a Eucaristia e mais 1,2 anos até a crisma. Logo, começando-se aos 8/9 anos, uma criança recebe a Eucaristia aos 10/11 anos e a Crisma aos 12/13 anos. O tempo de catequese é, em média, de 4 a 5 anos.

Realmente, um adolescente de 12 anos não vai se sentir confortável juntos aos mais novos, numa turma normal de 1ª etapa. Mas, nem por isso a catequese dele deve durar menos! Aliás, se ele demorou para procurar a catequese, é sinal de que os pais não são assíduos frequentadores da Igreja. Por isso, a catequese deste adolescente é muito importante e, pela idade, deve ser numa linguagem adolescente e não infantil.

O ideal portanto, é que se tenha uma turma “especial” para os adolescentes, se tiver mais que um adolescente nesta situação. Ou uma catequese personalizada/individual se for só um. O que não se deve fazer é “pular” etapas e “enxugar” 4 anos de catequese em um ou dois. Ou colocar um jovem de 14 anos na catequese de adultos. Claro que, o fator “tempo cronológico” nem sempre reflete o amadurecimento de uma pessoa, mas, antes dos 18 anos, ninguém é adulto ainda não consegue fazer escolhas maduras. Assim, pode perfeitamente, ficar o tempo necessário para ser devidamente evangelizado. Cada caso é sempre único, e deve ser refletido pela comunidade/equipe catequética. Não se pode “padronizar” a catequese sem pensar nas questões envolvidas nisso.

Uma coisa que pode acontecer, é que os pais e os próprios catequizandos, que não tem muito envolvimento ou amadurecimento de fé, pode esperar até os 13/14 anos, entrar direto numa catequese de 01/02 anos, somente para ter o sacramento. “Pra que fazer 4 anos, se posso fazer em 1 ou 2?” Como responder a isso?

Fato é, que nossa catequese precisa evoluir muito ainda para ser, de fato, uma Iniciação à Vida Cristã madura e consciente. Não deveria ser o Kronos a importar aqui e sim, o Kairós, o tempo de Deus, da conversão e da evolução espiritual da pessoa. Mas, como sempre, estamos às voltas, tentando “encantar” crianças cujos pais não dão exemplo - justamente pelo fato de não terem se convertido e amadurecido na fé. Enquanto os sacramentos da Iniciação permanecerem com esse status de “1ª Comunhão como fator social”, não há muito que possamos fazer. O que sempre devemos fazer é "discernir" e sempre integrar!

 Ângela Rocha

Catequista e Formadora




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

QUANDO COMEÇAR A CATEQUESE?

 

 Quando é correto iniciar a catequese de acordo com a Catequese de Iniciação Cristã? A CATEQUESE se inicia em que mês do ano? Em março, agosto, setembro...? Para começar no Tempo Pascal, temos dificuldades porque no tempo pascal, estamos finalizando turmas e só aí podemos pegar outras. Diante deste contexto, podemos começar no meio do ano?

(Regiana Oliveira - Suzano SP)

Se estamos falando de Catequese de Inspiração Catecumenal ou do próprio Catecumenato de adultos, o início da catequese anual (no Calendário Civil), deveria, a contento, seguir o Calendário Litúrgico. Mas, nem sempre isso é possível. O que deve ser feito, é uma reflexão sobre a realidade da comunidade onde a Paróquia está inserida e, ainda, as orientações das Arqui(dioceses).

Tem havido um consenso entre a maioria das dioceses, em iniciar no Tempo Pascal (abril), pois as Celebrações Sacramentais acontecem na Vigília Pascal ou na Oitava da Páscoa, adequando ao calendário anual. No entanto, as dificuldades são no sentido de dispor de catequistas quando, nem bem acabou um ciclo, inicia-se outro. Aqui é interessante pensar que, pelo processo catecumenal, temos o Tempo do Pré-catecumenato, onde os encontros não são, necessariamente, de catequese (temáticos). Eles têm caráter querigmático e mistagógico e não precisam, novamente, ser feitos pelos catequistas, podem ser feitos pelos Introdutores, Pastoral da Acolhida, Pastoral Familiar, Pastoral da Juventude, grupos de Jovens. Podem (e devem), no caso da catequese Infantil, atingir toda a família (Pais e filhos).

Algumas Paróquias optam por iniciar a Catequese depois do Pentecostes. Também é uma opção, mas, para os Pais, abril já parece tardio, então, no final de maio, começo de junho, lhes parecerá muito tarde. Eles não estão acostumados ao Ano Litúrgico, por isso, a necessidade de se fazer uma Catequese familiar no início do ano que fale a respeito do Calendário Litúrgico, tão importante para a catequese de inspiração catecumenal.

Outras paróquias escolhem ainda o meio do ano, depois das férias de Julho, dedicando-se no primeiro semestre às visitas as famílias, ao Pré-catecumenato, enfim... No entanto, o que acontece de especial no Ano Litúrgico em Agosto? Talvez a Semana da Família, que pode ajudar a catequese na evangelização dos pais, mas, com relação aos tempos litúrgicos, estaremos no tempo Comum, já na segunda parte, onde revivemos tudo que Jesus disse e pregou para a Salvação. 

Fato é que o tempo do Advento, mesmo sendo o início do todo o Ano Litúrgico, não é um tempo apropriado para se começar a catequese. Por duas razões: primeira, que o calendário civil tem muita influência na vida das pessoas e dezembro, é a finalização de muitas coisas, e não o começo. É também início das férias escolares, ninguém quer compromisso até mais ou menos fevereiro. Segunda, é um dos tempos mais importantes da Igreja, preparação para  vinda do Salvador e das festas natalinas. Talvez o Catecumenato de adultos pudesse se aproveitar deste tempo de anúncio, mas, mesmo os adultos terão restrições a começar algo em dezembro.

Qualquer que seja o mês do ano, é necessário pensar sempre no Tempo Litúrgico mais apropriado para que a catequese seja, de fato, de Inspiração Catecumenal. Lembrando que os ciclos devem sempre buscar a Quaresma para o tempo da Iluminação/Purificação e a Vigília Pascal para os sacramentos da iniciação. Se não é possível os sacramentos na Vigília, que se faça imediatamente após a Páscoa.

 

Ângela Rocha
Catequista e Formadora
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APRESENTAÇÃO

O que é mesmo a Liturgia?

O concílio Vaticano diz que a liturgia é o “cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, é a fonte donde emana toda a sua força” (SC 10).

A palavra LIT-URGIA vem da língua grega: laos = povo e ergon = ação, trabalho, serviço, ofício. Unindo os dois termos que formam a palavra, encontramos a raiz mais profunda do significado da LITURGIA, ou seja: AÇÃO, trabalho, serviço do povo e realizado em benefício do povo, isto é: um serviço público.

Este sentido primeiro da palavra nos ajuda a buscar o que deve ser hoje a LITURGIA CRISTÃ em nossas comunidades, sobretudo depois de séculos de história em que a liturgia ficou reduzida a uma ação realizada por ministros ordenados (bispo, padre...) para o povo.

Era uma ação em que o povo não tomava parte, apenas “assistia” como expectador e, muitas vezes, sem compreender o que estava sendo feito. O Concílio Vaticano II veio resgatar o sentido.

Tendo em vista a fragrante ausência das famílias nas celebrações dominicais, a Missa, como parte imprescindível da catequese e formação Litúrgica de nossos catequizandos, não poderia deixar de ser objeto de nossas preocupações.

Atentos a esta realidade, o grupo Catequistas em Formação, a partir de quatro textos de autoria da catequista Ângela Rocha, relatando suas experiências e dificuldades, produziu um material rico de informações para a formação catequética de agentes de pastoral.

Este material também contempla em seus anexos: o Diretório de Missa para Crianças, da CNBB; Textos de autoria do Pe. Jose Aldazábal e do Cônego Antônio José de Morais; e material didático para trabalhar a Missa nos encontros catequéticos com crianças.

Ao adquirir a apostila você leva de brinde o material sobre "Catequese e Ano Litúrgico"!


Ângela Rocha
Organizadora
catequistasemformacao@gmail.com



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