segunda-feira, 19 de novembro de 2018

RUMO AOS 5 MILHÕES DE ACESSOS!




Acreditamos que ainda esta semana teremos FESTA em nosso grupo. Estamos quase com a marca de... 

5 MILHÕES de acessos! 
Acompanhe ali ao lado DIREITO.... 4.992.052... 4.992.053... 4,992.054...


E vamos PREMIAR vocês! 
A proposta é a seguinte:

Quem conseguir dar um PRINT (copiar a página) no exato instante que completar 5.000.000, ganha um "pacote surpresa" nosso! 
Vamos lá, vamos acompanhar: são mais ou menos 2 mil acessos diários... 
Envie pela mensagem do blog, por messenger, por e-mail, pelo facebook...

domingo, 18 de novembro de 2018

DESTAQUES DA 4ª SEMANA BRASILEIRA DE CATEQUESE



17 de novembro de 2018

Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba e presidente da Comissão Bíblico-Catequética da CNBB:
“Do encontro com Jesus ao encontro com o irmão: viver em comunidade”.

A forma nominal “seguimento” não se encontra nos evangelhos. Seus autores empregam o verbo “seguir”. “Seguir Jesus” era uma realidade possível, cujo início dependia, fundamentalmente, de um encontro pessoal com Ele. Sem burocracias, sem pré-requisitos. 

O que se afigurava um encontro ocasional se tornou comunhão de vida e até participação plena na mesma causa dele. Nestas linhas, além de dialogar com os evangelistas, tendo diante dos olhos a suas palavras, é a Palavra de Deus que nos vai ensinar sobre o seguimento.

No evangelho de Marcos 1,16-20 o tema do seguimento está entre as primeiras palavras pronunciadas por Jesus. Isto é já sinal de que estamos diante de uma das questões mais caras aos evangelistas. Viu e lhes pronunciou a palavra-convite. Aquele olhar e aquela palavra assinalaram um fim e um começo: deixaram de ser pescadores de peixes. Começou o caminho dos pescadores de homens.

Em João 1,35-39 – a resposta “Vinde e vede” (1,39) não propõe um endereço. Jesus oferece sua relação de convívio. Isso não se aprende por informação, nem por lição vinda de um mestre. É por experiência, é mediante o encontro pessoal.

E o seguimento continuou. Jesus, caminhando à beira do mar, viu... chamou... E eles, imediatamente, deixaram as redes e o seguiram (Mc 1,16-18). Assim também com Levi: “Ele se levantou e seguiu-o” (Mc 2,14). Algo semelhante aconteceu nos relatos de João. Apenas um exemplo: “Os dois discípulos ouviram esta declaração de João Batista e passaram a seguir Jesus” (Jo 1,37). Na realidade, os evangelistas querem estimular o leitor à adesão a Jesus. Por isso, aceleram o tempo da história. Mas, houve um processo. Houve um caminho começado. E continuado até com dificuldades.

O evangelista tem sempre ante seus olhos o leitor. A ele quer aproximar a história e os passos dos discípulos. Expõe seus caminhos, tropeços, e novos caminhos. Chegamos ao lava-pés (Jo 13,1-11). Impressionam os versículos 4 e 5. São vários verbos no presente: “Levanta-se.… depõe o manto... cinge-se.… derrama água na bacia...pôs-se a lavar... a enxugar”. Na língua grega isso significa que aqueles mesmos gestos e significados continuam a valer para o tempo do leitor. Pedro não entendera todos aqueles ritos. Referiu-se a Jesus como “Senhor”, mas custava-lhe ver Jesus com avental, água, toalha... Vê-lo como soberano não requer nova mentalidade. No seguimento Pedro seria interpelado a colocar o avental..., fazer-se e lavar os pés dos irmãos (Jo 13,13-17). É o caminho do discípulo.

A fraternidade entre os seguidores de Jesus é uma verdade constitutiva do discipulado. Ou seja, se esta faltar não há mais seguimento.

O mandamento novo “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos...”  Não tem alcance cronológico, mas qualitativo. Por outro lado, o complemento “assim como eu vos amei” aponta para o fundamento que sustenta a missão de amar-se uns aos outros. Este decorre da experiência de amor que eles, discípulos, terão tido com Jesus. É ele a causa do amor entre eles. A amizade com Jesus, por eles experimentada, não é apenas comparação. É a realidade fundante.

A Igreja no Brasil está a pedir a seus filhos que recomecemos a partir de Jesus Cristo. Nossa vocação e missão apontam para o encontro com Ele e com o irmão. Ou seja, para experiências comunitárias e eclesiais de seguimento.

É hora da fé e da esperança no caminho da Iniciação à Vida Cristã. Os evangelistas parecem ter percebido isso desde seus primeiros escritos. Pedem que não nos atrasemos. 

Conferência com Moisés Sbardelotto:
“A catequese na era digital: novas linguagens, novos processos de comunicação”.

Não está em questão o uso de tecnologias, o que está em jogo é uma cultura nova que vai além do uso de tecnologias. A Igreja é convidada a repensar os seus processos de comunicação.

Não é uma questão de oferecer receitas para a catequese. Temos uma Igreja diversa, não adianta dar receitas porque a longo prazo não servirá. Não iremos refletir sobre o uso de maquinário técnico, o mais importante é entender as lógicas que movimentam isso. A cultura digital tem facetas próprias em vários locais.

Em 30 anos a transformação no mundo foi enorme. Também a Igreja mudou sua maneira de fazer comunicação. Alguns dados importantes:
Dados sobre o Brasil:
- Dos 210 milhões de habitantes, metade usa internet.
- 130 Milhões, usam mídias sociais
- O tempo médio de uso da internet é de 9 horas de uso por dia.
- Uso específico em mídias sociais: 4 horas por dia.

É importante pensar esses dados à luz da fé. A ferramenta mais utilizada é o Youtube, depois Facebook, Messenger, Instagram. São as principais.

Cresce o número de crianças e adolescentes conectados só pelo celular. A maioria não assiste televisão. O computador fixo também diminuiu o uso. 44% consomem informações via celular. 85% usou a internet ao menos uma vez em 3 meses. Também em classes de renda baixa.

Os maiores medos das novas gerações: não ter WiFi, ficar sem internet, ficar sem bateria.

Características dessa cultura digital:

- Cultura sintética (digitalização de tudo).
- Cultura da convergência.
- Da multimídia à transmídia: Vivemos nessa cultura digital, do link. Fala-se em transmídia. Verificar como cada uma pode ajudar no processo comunicacional.
- Cultura da conectividade
- Somos Aldeias globais.
- Mutação da relação com o conhecimento e com o outro: “inteligência coletiva” e “intercriatividade”.
- Ubiquidade (estar presente ao mesmo tempo em todos os lugares): A rede em toda a parte ao mesmo tempo. “Aqui, agora, já”.
- Mobilidade.
- Cultura instantânea, simultânea, “presenteísta”.
- Autonomia
- “Auto comunicação de massa” (M. Castells)
- “O amador ocupa o espaço livre entre o profano e o especialista” (P.Flichy)
- Cultura da participação: Cultura maker.

Se a catequese não circula no espaço digital, amadores ocupam este espaçoQuem é cultura da participação não suporta ficar sentado, precisa participar. O debate é mais precioso. É uma cultura do fazer. Crianças querem fazer, colocar a mão na massa, também adolescentes e jovens.

Inculturação digital 

Pela inculturação, a Igreja “introduz os povos com as suas culturas na sua própria comunidade”, porque “cada cultura oferece formas e valores positivos que podem enriquecer o modo como o Evangelho é pregado, compreendido e vivido” (EG 116).

É preciso ver o que há de positivo na cultura digital e como ela pode enriquecer a catequese. Não significa trazer tecnologia para dentro da Igreja e da catequese, mas as formas, os valores dessa cultura...

A Igreja tem reflexão interessante sobre isso. Basta acompanhar as mensagens dos dias mundiais das comunicações sociais, por exemplo. A mensagem do próximo ano irá tratar sobre “Comunidades em rede e comunidades eclesiais”.

Tentativa de aproximar a Igreja nas redes A Igreja não só reflete, mas tenta encarnar o que propõe:

  •         Março 95 – Vaticano lança um site.
  •         Papa João Paulo II enviou um primeiro e-mail, em novembro 2001, aos bispos do mundo inteiro.
  •         Papa Bento XVI inaugura sua página no Twitter. O primeiro papa que fala em nome próprio na cultura digital (dezembro de 2012).
  •         Papa Francisco continuou usando essa página no Twitter – O papa é o primeiro colocado na lista de líderes mundiais mais seguidos. Em março de 2016, criou sua conta no Instagram.
Interfaces entre a catequese e a cultura digital:

Didático-informativa
- A internet é um “banco de dados” e ”memória sociocultural”. Que bom se a catequese puder se aproveitar disso, das imagens, dos textos. Os assuntos do momento também podem ser utilizados como sinais dos tempos...
- O celular pode ser utilizado como recurso. Como aproveitar o celular como recurso catequético? Usar para fotos, para pesquisa...
- Aplicativos podem ser desenvolvidos. 
Sombras:
·        Hiperinformação e infoxicação.
·        Fake News e desordem informacional (falso + nocivos). Mistura maldade, agressão.
·        “Na atualidade temos excesso de informação e insuficiência de organização, logo carência de conhecimento (E. Morin).
·        Os nativos digitais sabem usar a tecnologia, mas precisam ser educados no uso delas. Temos muita informação, mas o que se faz com ela para gerar conhecimento é que é a questão. 
Luzes:
·        Que os encontros possam organizar e ressignificar: deslocamento do doutrinal para o experiencial/vivencial. Ensinar a exigência irrenunciável do amor ao próximo (EG 161).
·        Catequese querigmática e mistagógica (EG 160). A catequese pode ajudar a ler o que se vivencia em rede.
·        Alfabetização midiática, presença significativa, ativa, autocritica e cristã. Formar para a informação.
·        Discernimento: examinar, priorizar, escolher, decidir. Ajudar a ver quais prioridades tenho no dia a dia, a quem seguir, a quem bloquear
·        Verdade – beleza – bem comum – são os critérios.

Psicopedagógica
- Identificação e significação da pessoa. Fazer esforço para conhecer o perfil dos catequizandos e o contexto cultural em que estão inseridos. Podemos conhecer mais coisas das pessoas do que no presencial. Não é bisbilhotar a vida dos catequizandos, mas ver o que a rede nos apresenta sobre essa pessoa, se comunica a pessoa do catequizando. Tudo que se faz em rede não é neutro. Estamos falando sobre nós mesmos quando falamos em rede.
- É preciso colocar um ouvido no megafone que são as redes sociais e ouvir o que os catequizandos estão confessando sobre si. Captar a riqueza, valores, possibilidades...
- Ficar à escuta do povo para descobrir aquilo que os fiéis precisam ouvir. Um pregador é um contemplativo da Palavra e também um contemplativo do povo. Nunca se deve responder a perguntas que ninguém se põe (EG 154-155). Olhar as redes e ver quais perguntas aparecem sobre os catequizandos. 
Sombras:
·        Quanto sofrimento há na rede, ciberbullyng, pornografia, boatos, fraudes, isolamento...
·        Supervelocidade: aceleração do tempo e perda de memória.
·        Bolhas informacionais: mais do mesmo. 
Luzes:
·        - Arte do acompanhamento espiritual: também nas redes sociais...
·        Ajudar a refletir o que se viu, o que os catequizandos postam.
·        - Nem tudo é bobagem no que a pessoa posta na rede. É ela que está se revelando.
·        - Somos chamados a formar as consciências, não pretender substituí-las (AL 37).
·        - Num tempo tão veloz podemos propor a lentidão, propor o jejum tecnológico, o deserto digital.

Sociocomunitária
- Como a rede pode nos alimentar nas relações? É preciso ver as redes como facilitadoras e potencializadoras de comunidades.
- Podemos fazer teleconferências e intercâmbios catequéticos: uma catequese na diversidade, encontro com lideranças.
- Sala de catequese expandida: abertura à sociedade e ao mundo. Ruas e redes....
- “Gesto concreto digital”: doar tecnologias para periferias.
O Papa Francisco falou com um grupo de crianças do mundo inteiro. A maneira como foi realizada a preparação para o sínodo com seminários online também foi uma inovação.

Teológico pastoral (algumas indicações):

- Oração via internet e aplicativos.
- Peregrinação virtual (visita a museus religiosos, viagem online à terra santa, caminhar pela terra santa via aplicativo)
- Buscar e encontrar Deus em todas as coisas e todas as coisas em Deus (Santo Inácio). Deus já age nas redes sociais antes de nós. Como perceber sua presença nesses ambientes é nossa tarefa.
- Dar testemunho em rede: O testemunho cristão nas redes não se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros, atento às suas questões. Ter coerência dentro e fora dos encontros catequéticos.


FONTE:
http://www.catequesedobrasil.org.br/subeditoria/4-semana-brasileira-de-catequese# 


COMO ENSINAR OS 10 MANDAMENTOS: PEGA LEVE!

Uma coisa com a qual os catequistas estão sempre preocupados, é que as crianças das primeiras etapas  da catequese,"decorem" os 10 mandamentos. E, de fato, ensinar os 10 mandamentos faz parte dos fundamentos da catequese conforme DGC 130 ( é um dos sete pilares da catequese).


Mas, precisamos entender que não é preciso "memorizar" os 10 mandamentos, nem sabê-los "decor", é preciso entender os princípios contidos neles a luz dos dias atuais, a luz do "certo" e do "errado". Tal como muitos dos princípios da fé é preciso "atualizar" os mandamentos que regem a nossa vida, trazendo-os para uma linguagem que as crianças possam entender e aplicar à sua vida e ao mundo de hoje.

Ao longo dos anos de catequese, nós realizamos muitas atividades que dizem respeito aos mandamentos, ou seja, "valores" passados de geração em geração: 

1 e 2 - É preciso amar a Deus, com todo respeito, a si mesmo e aos irmãos; 
3 - É preciso ir à Igreja participando da comunidade;
4 - É preciso amar e respeitar os pais (a família toda);
5 - Matar ou usar de violência física ou psicológica é errado, e não só com os seres humanos precisamos ter cuidado, também com a natureza e os animais indefesos; 
6 - Respeitar seu corpo, amar com consciência, evitar a busca de prazer pelo simples prazer; 
7 - Nunca tomar aquilo que pertencer ao outro; 
8 - Não mentir nem falar mal dos outros; 
9 - Respeitar compromissos assumidos em nome do amor; 
10 - Não desejar o que é dos outros, valorizando o TER acima do SER. 

Com o tempo as crianças e jovens vão aprendendo todos estes princípios sem que se exija deles "decorar" mandamentos feito papagaios, sem saber o que significam. 

E lá, no final da catequese, no tempo de preparação para a Crisma, eles vão aprofundar e "atualizar" estes mandamentos pelas Bem-Aventuranças enumeradas por Jesus no sermão da montanha. 

Como diriam os nossos jovens, "take easy" por enquanto. 

Abraço a todos!

Ângela Rocha


REDES ANTISSOCIAIS


O quanto as redes sociais nos tornaram antissociais uns com os outros 

O surgimento da internet e sua propagação há até alguns anos despertaram sonhos e esperanças diversos: acabariam as fronteiras e divisões; governos autoritários seriam extintos; haveria uma magnífica construção coletiva do conhecimento em que todos participariam; seriam formadas autoestradas da informação, a sociedade da informação e um novo ser humano. Com o advento das chamadas “redes sociais”, o encantamento, que em grande parte continua, tem sido o mesmo. Supunha-se que criariam vínculos entre diferentes de maneira ilimitada, dentre outras expectativas.

Em parte, essas possibilidades se concretizaram. Inclusive, no Brasil, o pouco de vozes diferentes e independentes da grande mídia de direita, que ao longo da história tem encampado os pontos de vista e interesses dos 5% mais ricos da sociedade, tem tido espaço graças à internet. Mas as sociedades e estudiosos estão atônitos de como as redes digitais tem ido em sentido contrário a tantas das expectativas imaginadas.

A tão festejada primavera árabe tornou-se inverno árabe, colocando governos autoritários no poder. E em todos os lugares discursos de ódio, notícias falsas, agressividade, autoritarismo, preconceitos, racismo, machismo, acirramento de divisões de classes sociais encontraram terreno fértil nas redes digitais. Pessoas se agruparam por meio delas com essas afinidades, outros despertaram ou fortaleceram tendências que tinham latentes e outros são intoxicados ao frequentar e usar tais redes.

As expressões de agressividade não se dão em torno de grandes temas e questões políticas ou ideológicas. Mas é comum que temas os mais diversos e até assuntos banais se tornem motivo para comentários maldosos, grosseiros e agressivos. Há uma espécie de pulsão ou prazer por fazer polêmica em tais ambientes. As reações na rede costumam ser impulsivas, rápidas e desregradas. O teclado está à mão e o monitor ligado. Seu discurso não é dialógico, mas, muito mais monológico. Na sua frente não há olhos a serem encarados sob aprovação ou censura, mas só uma tela. Um ambiente que tem favorecido a projeção do que há de pior nas mentes e sentimentos das pessoas.

Temas falsos são propalados ou fortalecidos rapidamente com muitos comentários, “curtidas” ou compartilhamentos. As ondas de comoção virtuais em grande escala com assuntos falsos no todo ou em parte, verdadeiros tsunamis virtuais, ganharam até nome sugestivo na literatura especializada: “shitstorms” ou tempestades de merda (no mundo político, quem primeiro usou essa expressão foi Angela Merkel). Outro aspecto curioso é que, ao invés das infinitas interações com as diferenças, as pessoas estabelecem suas rotas costumeiras e bem conhecidas nas redes, fazem seus guetos, segmentações e levam para a rede as divisões, estereótipos e preconceitos que têm no mundo físico.

Imaginou-se que a internet e as redes digitais seriam uma apoteose da comunicação e se constata que a comunicação como interação e criação de entendimento está muito frágil. Segundo Dominique Wolton, em É preciso salvar a Comunicação (Paulus, 2006), essa frustação ocorre porque não basta apenas técnica e tecnologia para se comunicar, são necessários os valores humanísticos e democráticos, a capacidade de aceitação, respeito e troca com o diferente.

Essas constatações não simplesmente podem ser vistas como fator de pessimismo, mas alertam para que a humanidade não se esqueça que as técnicas, sem formação e orientação ética, sem humanismo e sem organização social, não fazem por si um mundo melhor e mais justo, nem muito menos o paraíso tecnológico e comunicacional.

Por Jakson F. de Alencar*

* Religioso paulino, jornalista, mestre em Comunicação pela PUC-SP, onde também cursa doutorado na mesma área. Editor da revista Vida Pastoral, tem colaborado com a editora Paulus em diversas áreas de suas publicações. Publicou, pela Paulus, o livro A ditadura continuada, no qual trata das ligações entre os meios de comunicação hegemônicos no Brasil e a política na atualidade.

FONTE:

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

CAÇA- CATEQUISTAS

Estamos sempre precisando de Catequistas em nossas paróquias... E, de preferência, com algumas qualidades.Quais são elas?

Vamos brincar um pouco de CAÇA-PALAVRAS?
E vamos procurar as QUALIDADES do CATEQUISTA!




CELEBRAÇÃO DA LUZ – GÊNESIS E ANTI-GÊNESIS


Celebração de preparação próxima ao sacramento da Confirmação

PREPARAÇÃO:

Material Necessário: Bíblia, velas para cada participante e um menorá ou Círio Pascal. A sala onde se realiza a celebração precisa escurecer completamente. No centro da sala ou um lugar de destaque, coloca-se o menorá ou o Círio. (Ideal que se faça a noite na Igreja)
Para a leitura e comentário, definir um Comentarista, Leitor 1 e Leitor 2

Introdução: (Em sala separada): divide-se o grupo em 7 pequenos grupos. Cada grupo corresponde a um dia da Criação. Cada participante, identificando-se com um determinado dia da Criação, tentará vivenciar ao máximo, a “Sua” criação, o seu nascimento e aparecimento no mundo e no universo. Por exemplo, se no primeiro dia Deus criou a terra, os participantes do grupo 01 procurarão fazer parte da maravilha que é ser Céu ou Terra, etc. Do mesmo modo quando for lido o texto do Anti-Gênesis. O dia da criação representarão os dias de nossa história.

Ambientação: A sala deverá estar escura e acessa somente a vela central do menorá (ou Círio), as outras velas vão se acendendo (ou apagando) conforme a leitura do Gênesis ou Anti-Gênesis. Cada participante deverá estar já na sala com uma vela na mão (apagada) e ciente do número do dia.

Comentarista: Iniciemos nossa celebração, manifestando que Deus é comunidade e nos reúne em nome do Pai, do Filho e Do Espírito Santo.

Cada um de nós representa um dia da Criação. Mergulhemos nesta maravilhosa realidade de sermos criados no amor de Deus. Á medida em que forem lidos os dias da criação, as pessoas do Nº do dia mencionado se aproximam do Círio acesso e ascenderão as velas, em sinal de presença do amor e da luz de Deus em sua vida.

Leitor 01: Gn 1,1 a 2,4

Leitura pausada, devagar, fazendo uma parada depois de cada dia da criação, permitindo que as pessoas ascendam as suas velas.

Leitura do Livro de Gênesis:

2 A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas. 3 Disse Deus: haja luz. E houve luz. 4 Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. 5 E Deus chamou à luz dia, e às trevas noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.
(Acende a 1ª vela).

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!

6 E disse Deus: haja um firmamento no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. 7 Fez, pois, Deus o firmamento, e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento. E assim foi. 8 Chamou Deus ao firmamento céu. E foi a tarde e a manhã, o dia segundo. 
(Acende a 2ª vela).

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!

9 E disse Deus: Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça o elemento seco. E assim foi. 10 Chamou Deus ao elemento seco terra, e ao ajuntamento das águas mares. E viu Deus que isso era bom. 11 E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que deem semente, e árvores frutíferas que, segundo as suas espécies, deem fruto que tenha em si a sua semente, sobre a terra. E assim foi. 12 A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo as suas espécies, e árvores que davam fruto que tinha em si a sua semente, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. 13 E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.
(Acende a 3ª vela).

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!

14 E disse Deus: haja luminares no firmamento do céu, para fazerem separação entre o dia e a noite; sejam eles para sinais e para estações, e para dias e anos; 15 e sirvam de luminares no firmamento do céu, para alumiar a terra. E assim foi. 16 Deus, pois, fez os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; fez também as estrelas. 17 E Deus os pôs no firmamento do céu para alumiar a terra, 18 para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom. 19 E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.
(Acende a 4ª vela).

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!

20 E disse Deus: Produzam as águas cardumes de seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do céu. 21 Criou, pois, Deus os monstros marinhos, e todos os seres viventes que se arrastavam, os quais as águas produziram abundantemente segundo as suas espécies; e toda ave que voa, segundo a sua espécie. E viu Deus que isso era bom.
22 Então Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas dos mares; e multipliquem-se as aves sobre a terra. 23 E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.
(Acende a 5ª vela).

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!

24 E disse Deus: Produza a terra seres viventes segundo as suas espécies: animais domésticos, répteis, e animais selvagens segundo as suas espécies. E assim foi. 25 Deus, pois, fez os animais selvagens segundo as suas espécies, e os animais domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. 26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra.
27 Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28 Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra. 29 Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento. 30 E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todo ser vivente que se arrasta sobre a terra, tenho dado todas as ervas verdes como mantimento. E assim foi.31 E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/inunda meu ser/ permanece em nó!
(Acende a 6ª vela).

2 Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera. 3 Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera. 4 Eis as origens dos céus e da terra, quando foram criados. No dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus.
(Acende a última vela).

Mantra: Por nós fez maravilhas, louvemos ao Senhor!

(Depois da Leitura, quando todos já tiverem com as suas velas acesas, pedir aos participantes que partilhem o que significou, para eles o dia da Criação que vivenciaram.)

Rito da Escuridão:

Comentarista: O amor de Deus, na criação, é podado e sufocado pelo egoísmo do Homem. É a história do pecado na história dos homens e na nossa história. Vamos agora representar a participação de cada pessoa, na ruptura com o plano de Deus, do mesmo modo que representamos o dia da Criação. Agora tentaremos vivenciar um dia da destruição. Mergulhemos nesta realidade de pecado que destrói e sufoca o amor de Deus. A medida em que forem lidos os dias do anti gênesis, as pessoas do nº do dia mencionado apagarão as suas velas, em sinal de ruptura com Deus e com os outros homens. Serão as trevas do egoísmo entrando na nossa história e na nossa vida. 

Leitura do Texto do Anti-Gênesis;

Leitor 2: O amor de Deus na criação é sufocado por nosso egoísmo. Neste momento, vamos refletir a participação de cada um de nós na ruptura com o plano de Deus. Vamos mergulhar nesta realidade de pecado que destrói e sufoca o amor de Deus, fazendo as trevas do egoísmo entrar em nossas famílias, em nossa vida.

Perto do Fim dos tempos, o homem quis viver só, longe do Deus que o criou. Assumiu-se como absoluto e senhor de toda a terra. A terra era bela e fértil, a luz brilhava nas montanhas e nos mares. A terra estava cheia de vida, o azul do céu resplandecia e o ar era puro. Disse então o homem: Dividamos então o céu e a terra... que alguns homens possuam todo o poder sobre o céu e outros sobre a terra. Que a ganância de possuir mais dê origem a discórdia e lutas fratricidas, e assim o sangue humano seja derramado sobre a terra. E assim foi. Foi a Primeira Noite antes do Fim(O grupo do 1º dia apaga as velas).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

O Homem disse: Tomemos o céu que ele seja cinzento, cheio de fumaças e gases venenosos e que o ar seja poluído. Lancemos nele foguetes, aviões, “Scuds” e bombas “inteligentes”. E assim se fez. O homem achou que assim era melhor. As pessoas começam a levar mascaras anti-gases. Foi a Segunda Noite, antes do fim. (O grupo do 2º dia apaga as luzes, ou seja, velas).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

O Homem Disse: Que as águas sobre a face da terra se encham de navios de produtos químicos e de lixo das cidades. Que naveguem, nas águas, no fundo dos oceanos, submarinhos atômicos, capazes de poluir e destruir povos sobre a terra. E o homem afirmou: Acabamos com o verde das florestas. Coloquemos no seu lugar plantas que deem mais lucro, prédios que acumulem riquezas e asfalto, para que não nasçam mais plantas. E assim se fez. Os homens ficaram encantados com o “avanço” conquistado. Foi a Terceira Noite antes do Fim. (O grupo do 3º dia apaga suas velas).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

O Homem Disse: Não nos importemos mais com o sol, com as estrelas e que a Luz perca o seu encanto. Façamos nós mesmos os nossos luzeiros, e que sejam coloridos, para que brilhem nas noites de nossas cidades. E que as bombas sejam lançadas ao céu, para fazer o mesmo clarão das noites de tempestade. E assim se fez. O homem abafou o encanto da lua e das estrelas e, no seu lugar, colocou satélites espiões. O homem viu tudo o que tinha feito e ficou orgulhoso de sua façanha. Foi a Quarta noite antes do Fim. (O Grupo do 4º dia apaga sua vela).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

O Homem disse: Tomemos todos os peixes das águas e os animais das florestas. Que a pesca seja permitida em todos os tempos, por esporte, necessidade ou crueldade. Joguemos petróleo e veneno no mar, para que assim os peixes morram envenenados e as praias fiquem malcheirosas e poluídas. E disse ainda mais: criemos um esporte entre os homens, para que possamos matar as aves do céu, e que seja o vencedor aquele que mais aves conseguir matar ou abater. E assim se fez. O homem viu que assim era melhor. Foi a Quinta Noite Antes do Fim. (O Grupo do 5º dia apaga sua vela).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

Disse o Homem: cacemos à vontade, os animais da floresta, façamos tapetes, calçados e roupas com a sua pele. E aqueles que ainda sobrarem, serão trancados, domesticados, sirvam de lazer e experiências de laboratório. E por fim gritou sem pudor: façamos um grande Deus a nossa e semelhança. Que ele abençoe tudo o que nós fizemos, esteja a serviço de nossas ideologias e projetos, sirva de acomodação para homens, tomando várias formas na vida das pessoas. Que cada um possua seu próprio deus, seja o deus do lucro e da ganância, da técnica, do poder ou do prazer. Que estes deuses dominem o homem e o façam cada vez mais egoísta. E assim foi. Foi a Sexta Noite, Antes do Fim. (O Grupo do 6º dia apaga sua vela).

Mantra: Misericórdia, Senhor, misericórdia... Misericórdia...

Na Sétima noite, o homem ficou só, cansado e vazio. Não havia nada sobre a face da terra. Um frio e um tremor o envolveram por toda parte. Só havia, ódio, discórdia e morte. No meio daquela solidão, quase infinita, caiu a peste. Foi o Fim do homem(O Grupo do 7º dia apaga sua vela) 

Veio então a ventania ensurdecedora, arrastando o nada que havia ficado. Uma escuridão espantosa tomou conta de tudo. Era o caos! (Pausa) ... Depois, muito depois se fez um silêncio encantador, uma brisa suave começava a passar... era o Espírito de Deus pairando novamente sobre a terra!

Silêncio para meditação

Comentarista: Em silêncio, coloquemos nossa vida diante de Deus. É a sua luz que nos conduz, nos guia e nos salva. É a sua luz que nos faz irmãos e nos faz seguir em direção ao Pai. Se nos afastarmos da luz, tudo será trevas. Invoquemos o Espírito santo de deus sobre as nossas necessidades, angústias, sofrimentos e esperanças. Assim como em Pentecostes, o doce Espírito Santo venha sobre nós e encha nossos corações, acendendo neles o fogo do amor, para que seja renovada a nossa vida. Rezemos... Veni Creator Spiritus!  

Vem Espírito Criador
Vinde, Espírito Criador, visitai as almas dos vossos; enchei de graça celestial os corações que criastes!
Sois o Divino Consolador, o dom do Deus Altíssimo, fonte viva, o fogo, a caridade, a unção dos espirituais.
Com os vossos sete dons: sois o dedo da direita de Deus, solene promessa do Pai inspirando nossas palavras.
Acendei a luz nos sentidos; insuflai o amor nos corações, amparai na constante virtude
a nossa carne enfraquecida.
Afastai para longe o inimigo; trazei-nos prontamente a paz, assim guiados por Vós evitaremos todo o mal.
Por Vós explicar-se-á o Pai e conheceremos o Filho; dai-nos crer sempre em Vós,
Espírito do Pai e do Filho.
Glória ao Pai, Senhor, ao Filho que ressuscitou, assim como ao Consolador. Por todos os séculos. Amém.
Enviai, Senhor, o vosso espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

Mantra: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/ inunda meu ser/ permanece em nós...

(Em seguida, motiva as pessoas a pedirem perdão, a partir do Anti-Gênesis que vivenciaram. Dá-se um tempo para que cada um possa expressar, orando, o que sente.)

Celebrante: Nosso Deus é um Deus rico em misericórdia e bondade. Ele perdoa os nossos pecados. Escutemos a palavra de Deus.

Leitor 01: Is 9,1-6

Leitura do livro de Isaias

1 Mas, para a que estava aflita não haverá escuridão. Nos primeiros tempos, ele envileceu a terra de Zebulom, e a terra de Naftali; mas nos últimos tempos fará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, a Galileia dos gentios.
2 O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz.
3 Tu multiplicaste este povo, a alegria lhe aumentaste; todos se alegrarão perante ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando se repartem os despojos.
4 Porque tu quebraste o jugo da sua carga e o bordão do seu ombro, que é o cetro do seu opressor, como no dia de Midiã.
5 Porque todo calçado daqueles que andavam no tumulto, e toda capa revolvida em sangue serão queimados, servindo de pasto ao fogo.
6 Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. 
Palavra do Senhor!

(O Celebrante faz comentário sobre a leitura, ressaltando o amor e a misericórdia de Deus).

Comentarista: A morte só se vence com a solidariedade daqueles que são capazes de ser luz e passar a outros a mesma luz.

Canto: Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra/ inunda meu ser/ permanece em nós...

(Á medida que vão cantando, alguém se aproxima do Círio ou menorá, que ficou acesso, acende a sua vela e vai passando a outros).

Finaliza-se rezando, unidos pelos braços, a oração do Pai Nosso.

Despedida

* Celebração feita por diversas comunidades de várias maneiras. Autoria desconhecida.